Categoria: ECONOMIA

  • INSS começa a pagar aposentadorias no dia 26 de janeiro; veja calendário

    INSS começa a pagar aposentadorias no dia 26 de janeiro; veja calendário

    As datas de pagamento variam de acordo com o número final do benefício, desconsiderando o dígito verificador, e também conforme o valor recebido. Beneficiários que ganham até um salário mínimo recebem primeiro

    (FOLHAPRESS) – O pagamento de aposentadorias, pensões e demais benefícios previdenciários do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) ao longo de 2026 começa no fim deste mês de janeiro. O primeiro depósito acontece no dia 26 e os demais seguem até o início do mês seguinte, conforme o cronograma oficial do instituto.

    As datas de pagamento variam de acordo com o número final do benefício, desconsiderando o dígito verificador, e também conforme o valor recebido. Beneficiários que ganham até um salário mínimo recebem primeiro.
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    VEJA O CALENDÁRIO DE PAGAMENTO DO INSS EM 2026

    PRIMEIRO SEMESTRE

    Para quem recebe um salário mínimo

    Final do benefício – Jan/26 – Fev/26 – Mar/26 – Abr/26 – Mai/26 – Jun/26
    1 – 26/jan – 23/fev – 25/mar – 24/abr – 25/mai – 24/jun
    2 – 27/jan – 24/fev – 26/mar – 27/abr – 26/mai – 25/jun
    3 – 28/jan – 25/fev – 27/mar – 28/abr – 27/mai – 26/jun
    4 – 29/jan – 26/fev – 30/mar – 29/abr – 28/mai – 29/jun
    5 – 30/jan – 27/fev – 31/mar – 30/abr – 29/mai – 30/jun
    6 – 02/fev – 02/mar – 01/abr – 04/mai – 01/jun – 01/jul
    7 – 03/fev – 03/mar – 02/abr – 05/mai – 02/jun – 02/jul
    8 – 04/fev – 04/mar – 06/abr – 06/mai – 03/jun – 03/jul
    9 – 05/fev – 05/mar – 07/abr – 07/mai – 05/jun – 06/jul
    0 – 06/fev – 06/mar – 08/abr – 08/mai – 08/jun – 07/jul

    Para quem recebe acima do salário mínimo

    Final do benefício – Jan/26 – Fev/26 – Mar/26 – Abr/26 – Mai/26 – Jun/26
    1 e 6 – 02/fev – 02/mar – 01/abr – 04/mai – 01/jun – 01/jul
    2 e 7 – 03/fev – 03/mar – 02/abr – 05/mai – 02/jun – 02/jul
    3 e 8 – 04/fev – 04/mar – 06/abr – 06/mai – 03/jun – 03/jul
    4 e 9 – 05/fev – 05/mar – 07/abr – 07/mai – 05/jun – 06/jul
    5 e 0 – 06/fev – 06/mar – 08/abr – 08/mai – 08/jun – 07/jul

    SEGUNDO SEMESTRE
    Para quem recebe o salário mínimo

    Final do benefício – Jul/26 – Ago/26 – Set/26 – Out/26 – Nov/26 – Dez/26
    1 – 28/jul – 25/ago – 24/set – 26/out – 24/nov – 22/dez
    2 – 28/jul – 26/ago – 25/set – 27/out – 25/nov – 23/dez
    3 – 29/jul – 27/ago – 28/set – 28/out – 26/nov – 28/dez
    4 – 30/jul – 28/ago – 29/set – 29/out – 27/nov – 29/dez
    5 – 31/jul – 31/ago – 30/set – 30/out – 30/nov – 30/dez
    6 – 03/ago – 01/set – 01/out – 03/nov – 01/dez – 04/jan
    7 – 04/ago – 02/set – 02/out – 04/nov – 02/dez – 05/jan
    8 – 05/ago – 03/set – 05/out – 05/nov – 03/dez – 06/jan
    9 – 06/ago – 04/set – 06/out – 06/nov – 04/dez – 07/jan
    0 – 07/ago – 08/set – 07/out – 09/nov – 07/dez – 08/jan

    Para quem recebe acima do salário mínimo
    Final do benefício – Jul/26 – Ago/26 – Set/26 – Out/26 – Nov/26 – Dez/26
    1 e 6 – 03/ago – 01/set – 01/out – 03/nov – 01/dez – 04/jan
    2 e 7 – 04/ago – 02/set – 02/out – 04/nov – 02/dez – 05/jan
    3 e 8 – 05/ago – 05/set – 05/out – 05/nov – 03/dez – 06/jan
    4 e 9 – 06/ago – 06/set – 06/out – 06/nov – 04/dez – 07/jan
    5 e 0 – 07/ago – 07/set – 07/out – 07/nov – 07/dez – 08/jan

    QUAL É A ORDEM DE PAGAMENTO DO BENEFÍCIO?

    Recebem antes os aposentados, pensionistas e demais beneficiários que ganham até um salário mínimo. Quem recebe acima do piso nacional, até o teto da Previdência Social, tem o pagamento liberado depois.

    A data do depósito é definida pelo número final do benefício, sem considerar o dígito verificador, e pelo valor recebido. O calendário anual estabelece os dias exatos de pagamento para cada grupo.

    O QUE SIGNIFICA MÊS DE COMPETÊNCIA?

    Os pagamentos seguem o mês de competência do benefício. Na prática, isso quer dizer que os depósitos de um mês começam a ser feitos nos últimos dias daquele mês e podem avançar para o início do mês seguinte.

    A competência de dezembro, por exemplo, começa a ser paga no fim de dezembro e vai até os primeiros dias de janeiro.

    O PAGAMENTO PODE ATRASAR POR CAUSA DE FERIADOS BANCÁRIOS?

    Não. O calendário nacional do INSS já é elaborado considerando os feriados bancários, o que garante que o benefício esteja disponível na data indicada.
    No caso de feriados estaduais ou municipais, os depósitos não são interrompidos. Mesmo sem expediente bancário local, os valores ficam disponíveis para saque e movimentação.

    COMO O BENEFICIÁRIO PODE MOVIMENTAR O DINHEIRO?

    A movimentação depende do tipo de conta escolhida. Quem tem conta aberta apenas para receber aposentadoria, pensão, auxílio ou BPC pode sacar o valor em caixas eletrônicos. Também é possível fazer transferências e movimentar o dinheiro pela internet.

    QUANDO OCORRE O REAJUSTE DOS BENEFÍCIOS?

    Os benefícios do INSS são reajustados no início do ano, após a divulgação do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Para quem recebe um salário mínimo, o aumento fica acima da inflação, conforme a política de valorização do governo federal.

    QUAL SERÁ O VALOR DO SALÁRIO MÍNIMO EM 2026?

    O salário mínimo será de R$ 1.621. O novo valor representa um aumento de R$ 103, o que corresponde a 6,78%, em relação ao piso atual de R$ 1.518. O cálculo considera a inflação de 4,18% medida pelo INPC e a regra que garante ganho real, limitado pelo arcabouço fiscal.

    Com a limitação, o aumento ficou R$ 15 abaixo do que seria aplicado caso o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos antes fosse incorporado integralmente ao cálculo. Sem o teto, o salário mínimo teria chegado a R$ 1.636 em 2026.

    INSS começa a pagar aposentadorias no dia 26 de janeiro; veja calendário

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  • Focus: projeção de crescimento do PIB de 2025 segue em 2,26%; 2026 continua em 1,80%

    Focus: projeção de crescimento do PIB de 2025 segue em 2,26%; 2026 continua em 1,80%

    A estimativa intermediária do Focus para o crescimento da economia brasileira em 2026 continuou em 1,80% pela quarta semana seguida. Considerando apenas as 26 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana também caiu de 1,80% para 1,74%

    A mediana do relatório Focus para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2025 permaneceu em 2,26%. Um mês antes, era de 2,25%. Considerando apenas as 25 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a estimativa intermediária também permaneceu em 2,27%.

    O Banco Central aumentou sua projeção de crescimento da economia brasileira neste ano, de 2,0% para 2,3%, no Relatório de Política Monetária (RPM) do quarto trimestre. Segundo a autarquia, a elevação refletiu a revisão nas séries históricas das Contas Nacionais Trimestrais (CNT), que afetou, especialmente, o crescimento da agropecuária no primeiro semestre, e um resultado do terceiro trimestre ligeiramente acima do esperado.

    A estimativa intermediária do Focus para o crescimento da economia brasileira em 2026 continuou em 1,80% pela quarta semana seguida. Considerando apenas as 26 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana também caiu de 1,80% para 1,74%.

    A mediana para o crescimento do PIB de 2027 também se manteve em 1,80%. Quatro semanas atrás, era de 1,84%. A estimativa intermediária para 2028 permaneceu em 2,0% pela 95ª semana consecutiva.

    Focus: projeção de crescimento do PIB de 2025 segue em 2,26%; 2026 continua em 1,80%

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  • Quinto dia útil de janeiro cai nesta quarta (7); veja direitos do trabalhador se houver atraso

    Quinto dia útil de janeiro cai nesta quarta (7); veja direitos do trabalhador se houver atraso

    A contagem dos dias úteis considera o período de segunda a sábado, afirma a advogada trabalhista Priscila Arraes Reino, sócia do escritório Arraes e Centeno. Domingos e feriados ficam fora do cálculo, independentemente da jornada ou da escala do empregado

    (FOLHAPRESS) – O quinto dia útil de janeiro de 2026 será nesta quarta-feira (7), data-limite para que empresas paguem os salários dos trabalhadores contratados pelo regime da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).

    A contagem dos dias úteis considera o período de segunda a sábado, afirma a advogada trabalhista Priscila Arraes Reino, sócia do escritório Arraes e Centeno. Domingos e feriados ficam fora do cálculo, independentemente da jornada ou da escala do empregado.

    Em janeiro de 2026, os cinco primeiros dias úteis do mês são sexta-feira (2), sábado (3), segunda (5), terça (6) e quarta (7).

    Caso o pagamento não seja feito dentro do prazo legal, o trabalhador pode registrar denúncia junto ao MTE (Ministério do Trabalho e Emprego). Se o atraso ocorrer de forma recorrente, a legislação prevê a possibilidade de rescisão indireta do contrato, afirma Priscila.

    A denúncia pode ser feita pelos canais digitais do ministério ou presencialmente em uma Superintendência Regional do Trabalho. Confirmada a irregularidade, a empresa está sujeita à aplicação de multa.

    A rescisão indireta ocorre quando o empregado pede o encerramento do vínculo por descumprimento das obrigações do empregador -situação equiparada a uma demissão sem justa causa do ponto de vista dos direitos trabalhistas.

    Prevista no artigo 483 da CLT, ela garante verbas como saldo de salário, férias vencidas e proporcionais, 13º salário proporcional, saque do FGTS com multa de 40% e acesso ao seguro-desemprego, desde que atendidos os critérios legais.

    Para ingressar com o pedido, o trabalhador deve reunir provas do atraso ou da irregularidade, como contracheques, mensagens e testemunhos, além de procurar um advogado trabalhista ou a Defensoria Pública do Trabalho para ajuizar ação na Justiça do Trabalho.

    Além do atraso salarial, outras situações podem justificar a rescisão indireta, como exigência de jornadas excessivas, assédio ou tratamento humilhante, imposição de atividades ilegais, alteração injustificada de função, exposição a riscos à saúde ou segurança e descumprimento de cláusulas contratuais.
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    CONFIRA O CALENDÁRIO DE FERIADOS NACIONAIS EM 2026

    Janeiro
    – 1º de janeiro (quinta-feira): confraternização universal – feriado nacional

    Fevereiro
    – 16 e 17 de fevereiro (segunda e terça-feira): Carnaval – ponto facultativo
    – 18 de fevereiro (quarta-feira): Quarta-feira de Cinzas – ponto facultativo até 14h

    Abril
    – 3 de abril (sexta-feira): Sexta-feira Santa – feriado nacional
    – 21 de abril (terça-feira): Tiradentes – feriado nacional

    Maio
    – 1º de maio (sexta-feira): Dia do Trabalho – feriado nacional

    Junho
    – 4 de junho (quinta-feira): Corpus Christi – ponto facultativo

    Setembro
    – 7 de setembro (segunda-feira): Independência do Brasil – feriado nacional

    Outubro
    – 12 de outubro (segunda-feira): Nossa Senhora Aparecida – feriado nacional

    Novembro
    – 2 de novembro (segunda-feira): Finados – feriado nacional
    – 15 de novembro (domingo): Proclamação da República – feriado nacional
    – 20 de novembro (sexta-feira): Dia de Zumbi e da Consciência Negra – feriado nacional

    Dezembro
    – 24 de dezembro (quinta-feira): Véspera de Natal – ponto facultativo após 14h
    – 25 de dezembro (sexta-feira): Natal – feriado nacional
    – 31 de dezembro (quinta-feira): Véspera do Ano-Novo de 2027 – ponto facultativo após 14h

    Quinto dia útil de janeiro cai nesta quarta (7); veja direitos do trabalhador se houver atraso

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  • À vista ou parcelado? Especialistas dão dicas sobre a melhor forma de pagar IPTU e IPVA

    À vista ou parcelado? Especialistas dão dicas sobre a melhor forma de pagar IPTU e IPVA

    Em São Paulo e no Rio de Janeiro, por exemplo, quem antecipar o pagamento do IPVA em janeiro ganha 3% de abatimento no valor do tributo. No Rio Grande do Sul, quem antecipou o pagamento ainda em dezembro conseguiu descontos que chegaram a até 25,69%, somando benefícios extras que podem ser adicionados.

    JÚLIA GALVÃO
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Com o início de 2026, os contribuintes já podem se preparar para o pagamento do IPTU e do IPVA, que oferecem descontos para quem quitar à vista.

    Em São Paulo e no Rio de Janeiro, por exemplo, quem antecipar o pagamento do IPVA em janeiro ganha 3% de abatimento no valor do tributo. No Rio Grande do Sul, quem antecipou o pagamento ainda em dezembro conseguiu descontos que chegaram a até 25,69%, somando benefícios extras que podem ser adicionados.

    Mas será que aproveitar esses descontos é sempre a melhor opção?

    Especialistas em finanças pessoais orientam que a decisão deve levar em conta a situação financeira individual e até mesmo o possível rendimento de aplicações financeiras.

    O parcelamento sem juros pode ser mais vantajoso do que pagar antecipado, por exemplo, quando o dinheiro está investido e rendendo acima do percentual de desconto oferecido.

    Para tomar a decisão, os consumidores também devem considerar o patamar da Selic, a taxa básica de juros da economia, que influencia diretamente o rendimento das aplicações financeiras.

    Com a Selic hoje em 15%, investimentos conservadores de renda fixa seguem oferecendo retornos elevados. Relatórios de mercado indicam uma tendência de redução da taxa ao longo de 2026, de forma gradual, o que sugere que esses rendimentos devem permanecer atrativos no curto prazo e não devem alterar de maneira significativa a escolha entre pagar à vista ou parcelar.

    Segundo Natale Papa Júnior, professor de finanças do Ibmec-RJ, com os juros ainda elevados no país, as aplicações conservadoras podem reduzir ou eliminar a vantagem do pagamento à vista, especialmente quando o parcelamento é sem juros. Ainda assim, ele ressalta que a decisão deve considerar o impacto no orçamento do início do ano, que para algumas família também é acompanhado pela compra de materiais escolares, e o grau de disciplina financeira de cada contribuinte.

    “Quem não lida bem com uma reserva de dinheiro, vale a pena já fazer o pagamento à vista para garantir que vai ter a disciplina suficiente, porque senão a pessoa pode se comprometer a guardar e surgir um outro imprevisto, acabar gastando o dinheiro com outra coisa e aí não vai ter nem o rendimento dos juros para compensar o parcelamento nem o dinheiro para pagar essas parcelas”, diz o especialista.

    O consultor financeiro Renan Diego, autor do livro “Produtividade Financeira”, elaborou um exemplo prático para ajudar os consumidores a avaliar a decisão. Ele considerou um IPVA de R$ 2.400, com desconto de 5% para pagamento à vista (o que reduz o valor para R$ 2.280), em comparação com o parcelamento em três vezes sem juros de R$ 800.

    No pagamento à vista, a economia imediata seria de R$ 120. Já no cenário de parcelamento, o consumidor manteria os R$ 2.280 aplicados por três meses. Para empatar com o desconto, esse valor precisaria render mais de R$ 120 no período, o equivalente a cerca de 1,7% ao mês líquido. “Se o dinheiro não estiver rendendo acima disso, pagar à vista é mais vantajoso”, afirma Diego.

    Nos casos em que o desconto é de até 5%, Diego afirma que o parcelamento pode valer a pena se o dinheiro estiver rendendo acima de 1,5% a 2% ao mês, oferecendo liquidez e segurança. Quando o desconto varia de 8% a 10%, porém, o especialista diz que, na maioria das vezes, pagar à vista tende a ser a melhor opção.

    No caso do IPVA, o parcelamento costuma ser limitado a três meses, um prazo curto para que os juros compostos façam diferença relevante. Além disso, Diego diz que, na realidade da maioria dos brasileiros, aplicações como Tesouro Selic e CDBs dificilmente superam bons descontos à vista no curto prazo.

    Já no caso do IPTU, que costuma oferecer prazos de parcelamento mais longos, Natale Papa Júnior, avalia que a comparação entre investir o dinheiro e parcelar o imposto pode fazer mais sentido.

    CUIDADO COM AS PARCELAS

    “Muitos brasileiros têm dificuldade de entender que parcelamento sem juros não significa parcelamento sem custo”, afirma Renan Diego. Segundo o consultor financeiro, ao parcelar, é preciso considerar os riscos que podem comprometer o planejamento, como a perda de controle do orçamento mensal e o acúmulo de parcelas ao longo do ano.

    Para não comprometer a renda, Diego recomenda que despesas fixas e parcelas somadas não ultrapassem 50% do orçamento mensal. Já impostos e gastos sazonais deveriam representar, idealmente, até 10% da renda. “Quando as parcelas passam de seis vezes, é um sinal de alerta para despesas que deveriam ser planejadas antes”, acrescenta.

    PREPARAÇÃO PARA AS FINANÇAS DE INÍCIO DE ANO

    O especialista diz que existem três passos simples que ajudam o planejamento financeiro para esse período. O primeiro é criar uma reserva de gastos sazonais, separando ao longo dos meses um valor que consiga arcar com o IPVA, IPTU, materiais escolares e outras contas habituais do começo do ano.

    Depois, é recomendado mapear o calendário financeiro do ano. Segundo Diego, saber quando cada despesa chega evita decisões por impulso. Já o terceiro passo é manter um orçamento organizado, criando uma reserva de segurança, sendo possível, com isso, ter uma previsibilidade de despesas obrigatórias.

    À vista ou parcelado? Especialistas dão dicas sobre a melhor forma de pagar IPTU e IPVA

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  • Ataques dos EUA deixaram instalações petrolíferas ilesas, afirmam fontes da PDVSA

    Ataques dos EUA deixaram instalações petrolíferas ilesas, afirmam fontes da PDVSA

    O porto de La Guaira, perto da capital Caracas, um dos maiores do país, mas que não é usado para operações petrolíferas, teria sofrido danos graves, disse uma das fontes.

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A produção e o refino de petróleo da PDVSA, empresa estatal venezuelana de energia, estavam normais neste sábado (3). As instalações mais importantes não sofreram danos com os ataques dos Estados Unidos para tirar o presidente Nicolás Maduro, de acordo com uma avaliação inicial, disseram duas fontes com conhecimento das operações da empresa.

    O porto de La Guaira, perto da capital Caracas, um dos maiores do país, mas que não é usado para operações petrolíferas, teria sofrido danos graves, disse uma das fontes.

    Em dezembro, Trump anunciou um bloqueio à entrada e saída de petroleiros do país, e os EUA apreenderam dois carregamentos de petróleo venezuelano.

    Isso reduziu as exportações do país membro da OPEP no mês passado para cerca de metade dos 950.000 barris por dia (bpd) que exportou em novembro, de acordo com dados de monitoramento e documentos internos.

    As medidas dos EUA levaram muitos proprietários de embarcações a desviarem-se das águas venezuelanas, o que aumentou rapidamente os estoques de petróleo bruto e combustível da PDVSA.

    A PDVSA foi obrigada a diminuir o ritmo das entregas nos portos e a armazenar petróleo em navios-tanque para evitar cortes na produção de petróleo bruto ou no refino.
    O sistema administrativo da PDVSA também não se recuperou totalmente de um ataque cibernético ocorrido em dezembro, que a obrigou a isolar terminais, campos petrolíferos e refinarias do seu sistema central e a recorrer a registros escritos para dar continuidade às operações.

    EMBARGO DOS EUA TEVE INÍCIO EM 2019

    Com o objetivo de asfixiar economicamente o país e retirar Maduro do poder, Washington impôs em 2019 um embargo ao petróleo venezuelano, que atingiu o pilar da frágil economia do país.
    Antes de sua entrada em vigor, o petróleo representava 96% das receitas nacionais, e três quartos das receitas petrolíferas provinham de clientes americanos.

    Agora, a Venezuela vende sua produção de petróleo no mercado negro a preços muito mais baixos, especialmente para a China.

    Nas últimas semanas, Washington anunciou um “bloqueio total” contra os “petroleiros sancionados” que se dirigem para a Venezuela ou que saem e confiscam vários navios. Caracas classificou o anúncio como uma “ameaça grotesca”.

    Trump concedeu em 2025 licenças de exploração que permitiram às multinacionais operar apesar das avaliações. A americana Chevron desfruta desde julho de uma licença especial.

    Segundo a Opep, a produção caiu de 3,5 milhões de barris por dia em 2008 para menos de um milhão atualmente, devido às avaliações americanas e ao colapso do sistema de extração, minado pela corrupção e pela má gestão.

    A Venezuela, que sofreu uma grave crise econômica entre 2014 e 2021, continua em situação precária, e Maduro atribui isso às avaliações impostas por Washington.

    Ataques dos EUA deixaram instalações petrolíferas ilesas, afirmam fontes da PDVSA

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  • Autoridade Portuária projeta novo recorde em Santos em 2025

    Autoridade Portuária projeta novo recorde em Santos em 2025

    O volume representará também um crescimento de 2,8% em relação a 2024, quando transitaram pelo porto 179,8 milhões de toneladas. A avaliação é que o número de navios atracados tenha sido, em 2025, superior aos 5.557 do ano anterior.

    ALEX SABINO
    SANTOS, SP (FOLHAPRESS) – A APS (Autoridade Portuária de Santos) estima que o porto de Santos bateu recorde de movimentação pelo nono ano consecutivo, com 185 milhões de toneladas movimentadas em 2025, de acordo com cálculos preliminares. Se confirmada, será a maior marca da história do principal complexo portuário da América Latina.

    O volume representará também um crescimento de 2,8% em relação a 2024, quando transitaram pelo porto 179,8 milhões de toneladas. A avaliação é que o número de navios atracados tenha sido, em 2025, superior aos 5.557 do ano anterior.

    A última vez que o porto de Santos viu um decréscimo no volume foi em 2016, quando recuou de 119,9 milhões para 113,8 milhões de toneladas.

    Nos últimos cinco anos, o crescimento acumulado foi de 7%, afirma a APS.

    Os recordes se repetem apesar das críticas de empresários do setor quanto a problemas de infraestrutura, vias de acesso deficientes, demora para atracação e a necessidade de aumentar a profundidade do canal.

    São avaliações que o presidente da Autoridade, Anderson Pomini, considera pontuais e que não refletiriam a visão geral do porto.

    “É algo exclusivamente setorial. Quem pesquisar todas as cargas, não terá esse sentimento. A reclamação de algumas empresas acontece porque o próprio mercado seleciona qual carga proporciona o maior retorno econômico”, diz ele. O raciocínio é que as movimentações de menor valor agregado não encontram a mesma prioridade nos terminais.

    Segundo Pomini, Santos uma estrutura diferente dos demais complexos portuários mais importantes do mundo por ser é multipropósito. Ou seja, não recebe apenas contêineres ou as chamadas “cargas soltas”. O porto transporta e armazena tudo.
    Ainda de acordo com a APS, em 2025 foram investidos R$ 2 bilhões em obras na região. A previsão é de mais R$ 9 bilhões entre 2026 e 2028.

    INVESTIMENTOS

    Em documento apresentado no final do ano passado, a APS listou os investimentos que devem ser realizados entre o final de 2026 e 2028. Entre eles, estão obras no acesso à margem direita do porto, dois novos viadutos, construção da avenida perimetral, na margem esquerda (Guarujá), incentivos para a descarbonização do setor, aprofundamento do canal para 16 metros, e leilão de novo terminal de granéis.

    Apesar de não ser uma obra portuária, o túnel entre Santos e Guarujá vai ligar as duas margens do porto.

    Há também planos, como publicado para a Folha, de fazer a concessão da usina de Itatinga para a produção de hidrogênio verde pela iniciativa privada.

    “Nosso desafio é comprovar que um porto público pode ter a eficiência que o mercado tem”, afirma Pomini.

    Considerado a joia da coroa das concessões, o Tecon 10, o megaterminal no bairro do Saboó, em Santos, será leiloado em breve. Após a modelagem recomendada pelo TCU (Tribunal de Contas da União), o governo federal espera realizar o certame em março deste ano.

    O novo terminal deve entrar em operação em 2027. Quando atingir a capacidade máxima, em 2034, a previsão é que movimente 50% da da carga total do porto. Os planos iniciais para esta nova estrutura foram realizados em 2013.

    A estimativa da entidade é que com a entrada em operação do megaterminal, o porto fique entre os 20 maiores do planeta na “Lloyd’s list”, uma das publicações portuárias mais antigas do mundo, lançada em 1734, e que analisa dados marítimos e portuários.

    No ano passado, Santos subiu da 43ª para a 37ª posição. É a única estrutura portuária brasileira entre as 100 primeiras.

    Autoridade Portuária projeta novo recorde em Santos em 2025

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  • Mulheres lideram a produção de 1,5 milhão de peças de lingerie por mês em Juruaia (MG)

    Mulheres lideram a produção de 1,5 milhão de peças de lingerie por mês em Juruaia (MG)

    O polo de Juruaia é predominantemente administrado por mulheres, responsáveis por 95% dos negócios, que geram cerca de 5.000 empregos e vendem mais de 1,5 milhão de peças mensais.

    MARCELO TOLEDO
    JURUAIA, MG (FOLHAPRESS) – Logo na entrada da zona urbana o visitante já se depara com um pórtico “avisando” que a pacata Juruaia (MG) é uma cidade diferente de outras do mesmo porte: a frase “a capital da lingerie” não está ali à toa, e define muito o perfil da economia local.

    Incrustado numa região de forte produção cafeeira, o município de 11.652 habitantes, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), se destacou também nas últimas três décadas por ver surgir um movimento inicialmente tímido na produção de lingerie, mas que hoje abriga mais de 200 confecções de peças como calcinhas, sutiãs, cuecas e pijamas, o que é perceptível em todas as ruas da região central da cidade.

    O polo de Juruaia é predominantemente administrado por mulheres, responsáveis por 95% dos negócios, que geram cerca de 5.000 empregos e vendem mais de 1,5 milhão de peças mensais.
    O polo local, segundo a prefeitura, começou a ser formado em 1992, quando duas empresas iniciaram a produção de lingerie no município. Elas fecharam em menos de dois anos, segundo a Aciju (Associação Comercial e Industrial de Juruaia), mas inspiraram o surgimento de outras a partir de ex-funcionárias delas.

    A empresária Tânia Mara Rezende, 45, é um exemplo. Há 20 anos, resolveu empreender e investiu na montagem da sua primeira confecção, Íntima Passion, num momento em que as ainda poucas empresas locais já tinham se unido num APL (Arranjo Produtivo Local).

    Segundo ela, para a economia local hoje a lingerie é mais importante economicamente que o café por gerar mais empregos e também por atrair mão de obra de municípios vizinhos, como Muzambinho, Guaxupé e Guaranésia.

    “E a mão de obra feminina não quer trabalhar no café, então a opção é trabalhar nas indústrias da cidade. Uma das preocupações é manter essa visibilidade, a economia da cidade aquecida. Como hoje ela gera emprego e distribuição de renda, é crucial. Em muitas casas a mulher, o marido e a filha atuam numa empresa pequena que presta serviço para outras”, disse ela, que antes de abrir seu negócio trabalhou em outras confecções como costureira, modelista e estilista.

    Ex-presidente por dez anos da Aciju, Tânia está à frente de um negócio que produz cerca de 30 mil peças mensais, e emprega 150 pessoas, 52 delas diretamente. Cenário bem diferente do início, quando ela, sua mãe e uma amiga iniciaram na atividade fabricando em média 150 peças diárias.

    “Os terceirizados não estão todos em Juruaia, temos até em São Sebastião do Paraíso, distante 100 quilômetros daqui, porque aqui a mão de obra está muito disputada.”

    Se depender da empresária, as mulheres seguirão no comando da maioria dos negócios, já que suas filhas Vitória e Lara cuidam do marketing e da produção da sua fábrica.

    Com produção na casa de 22 milhões de unidades anuais, o PIB (Produto Interno Bruto) local tem crescido cerca de 30% ao ano, conforme dados da administração municipal. No país, outros polos importantes estão instalados em Fortaleza e Nova Friburgo.

    Uma das exceções ao universo feminino local é o empresário Val Allans, 32, filho de uma família de Monte Belo (distante 40 quilômetros) que trabalhava nas lavouras de café. No começo do século, sua família se mudou para Juruaia em busca de oportunidades e, aos dez anos, disse ter ficado deslumbrado ao ver um desfile de lingerie.

    Chegou a trabalhar na colheita de café, mas ao terminar a safra viu que não havia o que fazer nos outros meses do ano e decidiu que não era o que queria para a sua vida. Iniciou a atuação em fábricas e hoje tem duas empresas sob sua gestão, a loja Pano Fashion e uma confecção, além de atuar como consultor.

    NICHOS EM ASCENSÃO

    Entre os segmentos, ele aponta o crescimento do homewear (roupa para usar em casa), que teve forte demanda na pandemia. “É uma roupa de trabalho, mas também uma roupa mais confortável, que dá para usar em casa, sair para ir ao supermercado. E também tem crescido a venda de moda fitness. Juruaia é uma cidade muito antenada com os movimentos de mercado e do consumidor”, disse Allans.

    O grande foco da cidade do sul de Minas é a produção de calcinhas e sutiãs, com cerca de 70% do total, mas também há empresas ligadas às modas praia, fitness e sleepwear, que rendem um faturamento bruto mensal superior a R$ 15 milhões, segundo dados da Aciju.

    Os empregados com registro em carteira vinculados ao setor de confecção de artigos de vestuário e acessórios representam 53,8% do total municipal, seguido por 17,1% que atuam no comércio varejista.

    No centro do município, há mais de 120 lojas espalhadas e visitadas diariamente por compradores mineiros e também de outros estados, principalmente São Paulo.

    Uma delas é a Lindelucy Lingerie, que numa feira realizada na cidade apresentou um conjunto avaliado em R$ 25 mil, com ouro e turmalina.

    Com tanta concorrência com as empresas locais e, também, nacionais, a criatividade tem movido os empresários ligados à confecção e também o polo mineiro, com o desenvolvimento de criações inspiradas em signos do zodíaco, cueca com GPS, peças em couro e até mesmo um sutiã com diamante.

    A CEO da Lindelucy, Eduarda Iório, 27, disse que o uso de pedras preciosas é um serviço de nicho oferecido e que a empresa já vendeu uma cueca por R$ 7.000. Afirmou ainda que as mulheres se destacam mais porque atuam em uma função mais delicada, que exige sensibilidade.

    Allans concorda, e diz que desde pequeno teve uma ligação muito forte com o público feminino e que sua mãe é a figura que o inspira. “A gente teve uma infância de dificuldades, minha mãe não reclamava, só orava, agradecia, sempre muito otimista. Minhas irmãs também são mulheres fortes, herdaram isso e são inspiração para mim. Como eu tive toda essa base, era meio que natural que florescesse em mim alguma coisa para, de certa forma, devolver esse carinho pro público feminino”, disse.

    Em abril, a 28ª edição da feira de lingerie da cidade movimentou R$ 9,5 milhões em negócios do setor de confecções, dos quais mais de R$ 3 milhões em negociações presenciais e contou com 4.100 lojistas e representantes comerciais. No total, 200 grandes clientes estavam registrados para as negociações.

    Parte da produção local é exportada para países como Estados Unidos, Portugal, Argentina, Emirados Árabes Unidos e Alemanha.
    Leonardo Mól, gerente do Sebrae Minas na regional centro-oeste e sudoeste, disse que a pandemia contribuiu para mudar o perfil do grande comprador na cidade mineira, que hoje faz os negócios principalmente por meio de feiras digitais.

    “Você vai para dentro de uma loja hoje e, se tem 10 vendedores, 8 estão fazendo vendas online e 2 estão nas presenciais. Isso foi um ponto de virada extremamente importante”, disse.

    Segundo ele, Juruaia já tem um polo consolidado em relação à qualidade das mercadorias e fazer compras remotamente não foi um problema para os compradores, que ganharam agilidade e redução nos custos.

    LEVAR O POLO PARA O PAÍS

    Tal cenário fez a cidade criar um monumento com o maior sutiã do Brasil, uma peça com 16m de comprimento e 5m de altura, que virou um símbolo do município e local de parada para fotos. O sucesso fez com que, em 2023, outro monumento, a maior calcinha, fosse instalado numa outra praça.

    Para 2026, o polo definiu duas frentes de trabalho consideradas estratégicas para ganhar mercado, uma voltada ao varejo local e outra às confecções.

    O plano prevê criar uma rodada de negócios itinerante para levar empresas para outras regiões de Minas Gerais, começando por Uberlândia, no Triângulo Mineiro, segundo município mais populoso do estado, com 761.835 habitantes.

    Em seguida, conta o gerente do Sebrae, os destinos serão o interior paulista, o Nordeste e o Distrito Federal. “A gente fará a rodada, apresentará os produtos e tudo mais para gerar credibilidade naquele mercado para, depois, dar sustentação de forma digital.”

    O planejamento ainda inclui consultorias sobre reforma tributária, como se posicionar no mercado e ações para automatizar o atendimento das fábricas por meio de whatsapp e como obter melhores resultados em lives em plataformas como TikTok Shop.

    Mulheres lideram a produção de 1,5 milhão de peças de lingerie por mês em Juruaia (MG)

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  • Galípolo conquista Faria Lima, mas vê BC no epicentro de crises em 1º ano no comando

    Galípolo conquista Faria Lima, mas vê BC no epicentro de crises em 1º ano no comando

    Presidente da autoridade monetária enfrenta pressão no caso Master e lida com ataques cibernéticos; na condução dos juros, Galípolo afasta desconfiança ao adotar postura conservadora

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Ao declarar ter “antipatia” e “resistência” a mudanças no IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) um dia depois de o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ter anunciado a medida e recuado em parte dela, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, escancarou publicamente pela primeira vez um desalinhamento entre eles.

    A alta do IOF foi recebida como uma bomba pelos investidores, que temiam uma saída acelerada de recursos do país e interpretaram a medida do governo como tentativa de controle de capital. A repercussão negativa atingiu Galípolo instantaneamente e, ao atuar para contornar o estrago, sobraram cobranças dos dois lados nos bastidores.

    Três economistas, que pediram para não serem identificados, apontaram à reportagem esse episódio como um marco na caminhada do chefe do BC para conquistar a confiança do mercado e ganhar credibilidade em seu primeiro ano no comando.

    Na visão de um deles, Galípolo é hoje muito mais popular na Faria Lima do que Haddad. Isso porque, enquanto o ministro da Fazenda esgota seu capital político, o presidente do BC dá mostras de que bancará decisões que possam contrariar os anseios do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou de integrantes do seu governo.

    BANCO MASTER

    O respaldo da Faria Lima fortalece Galípolo no episódio de maior tensão desde que ele assumiu a presidência do BC: a crise do banco Master. No último dia 27, associações de bancos e de fintechs se uniram em defesa da autoridade monetária.

    “A presença de um regulador técnico e, sobretudo, independente do ponto de vista institucional e operacional, é um dos pilares mais importantes na construção de um sistema financeiro sólido e resiliente. As entidades signatárias reconhecem que o Banco Central do Brasil vem exercendo esse papel”, afirmaram.

    A nota conjunta é assinada por ABBC (Associação Brasileira de Bancos), Acrefi (Associação Nacional das Instituições de Crédito), Febraban (Federação Brasileira de Bancos) e Zetta (associação que representa empresas do setor financeiro e de pagamentos), num raro alinhamento de entidades de diferentes perfis do mercado financeiro.

    O apoio chegou em um momento em que Galípolo se colocava em rota de colisão com o STF (Supremo Tribunal Federal). Nos bastidores, a cúpula do BC diz se ver sob ataque desde que a liquidação do Master foi decretada, em novembro.

    Ainda que o ministro Dias Toffoli negue que o BC tenha sido colocado em condição de investigado, a atuação do regulador entra na mira do STF ao impor que Daniel Vorcaro, dono do Master, Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB (Banco de Brasília), e Ailton de Aquino, diretor de Fiscalização do BC, fossem igualmente interrogados sobre o caso.

    Toffoli acabou recuando, posteriormente, sobre a participação de Aquino na acareação realizada assim que foram concluídos os depoimentos. A Polícia Federal e o juiz auxiliar que atua no gabinete do magistrado avaliaram que a presença do diretor do BC não seria necessária.

    A movimentação de Toffoli sugere que o ministro viu como prematura a decisão do BC de liquidar o banco, mas, na opinião de muitos investidores e banqueiros, o BC, na verdade, teria demorado demais a agir para parar Vorcaro.
    Em meio ao caso Master, Galípolo teve reuniões com o ministro Alexandre de Moraes. O escritório da família de Moraes tem um contrato com o banco de Vorcaro.

    Os encontros que o ministro do STF admitiu ter com Galípolo não foram incluídos na agenda pública do presidente do BC, e a nota divulgada pela autoridade monetária pouco convenceu. Ela diz apenas que o BC “confirma” que manteve reuniões com Moraes para “tratar dos efeitos da aplicação da Lei Magnitsky”, sanção imposta pelos Estados Unidos ao magistrado. O comunicado, porém, não negou que o assunto Master tenha vindo à tona.

    Na reta final da análise da operação de compra do Master pelo BRB, que acabou rejeitada pelo BC, Galípolo também se viu na mira do Congresso Nacional. Vorcaro construiu conexões poderosas em Brasília, tendo relação próxima com políticos do centrão, principalmente o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI).

    PP e outros partidos do centrão desencadearam uma ofensiva na Câmara dos Deputados para aprovar um projeto de lei que daria poderes ao Congresso para demitir integrantes da cúpula do BC. A medida acabou travada e sem perspectiva de avanço à medida que as investigações contra o Master progrediram.

    Em novembro, após a liquidação do banco pelo BC e a prisão de Vorcaro, a PF informou que o Master havia repassado ao BRB R$ 12 bilhões em uma carteira de crédito inexistente.

    ATAQUES CIBERNÉTICOS

    A crise do Master transcorreu em paralelo a movimentos que suscitaram questionamentos com relação à segurança do sistema financeiro. Em meados do ano, foi registrado o maior ataque cibernético da história do país, com mais de R$ 800 milhões desviados.

    O episódio não foi um caso isolado, o que exigiu de Galípolo a adoção de medidas emergenciais ao longo do segundo semestre. Para evitar uma crise de confiança da população no sistema, o BC promoveu uma série de mudanças regulatórias visando fechar brechas utilizadas por criminosos.

    Muitas delas foram atravessadas por divergências entre a diretoria colegiada e a equipe técnica, que via certo açodamento diante da pressão por uma resposta rápida ao problema.

    Algumas das medidas, como o aumento do capital mínimo exigido de instituições financeiras, foram recebidas com preocupação por instituições menores, que temem perda de competitividade. Sob Galípolo, alguns dos pilares que regem a atuação do BC foram rebalanceados. O foco em inovação, marca da gestão de seu antecessor, Roberto Campos Neto, perdeu força em 2025.

    POLÍTICA MONETÁRIA

    A correção de rota observada na área de regulação destoa da percepção de que, na condução da política de juros, o trabalho de Galípolo tem sido de continuidade.

    Em 1º de janeiro, ele foi alçado ao posto mais alto do BC em um ambiente de desconfiança. Devido à relação de proximidade de Lula com Galípolo -que já foi chamado de “menino de ouro” pelo chefe do Executivo-, havia receio de que o Palácio do Planalto pudesse influenciar nas decisões da autoridade monetária sobre juros. Mas, um ano mais tarde, o mercado financeiro rasga elogios a Galípolo justamente por ter se mantido imune à pressão política.

    Rodrigo Maia, diretor do BTG Pactual e ex-presidente da Câmara dos Deputados, vê o atual presidente à altura de grandes nomes que fizeram história no Banco Central.

    “Tinha uma expectativa se ele conseguiria segurar a pressão do presidente da República. Talvez pela boa relação [com Lula], ele tenha conseguido mostrar a importância dessa independência do Banco Central. Na minha opinião, o primeiro ano do presidente Galípolo foi espetacular, muito acima daquilo que a maioria das pessoas esperava”, diz.

    Sergio Werlang, ex-diretor do BC e professor de economia da Escola Brasileira de Economia e Finanças da Fundação Getulio Vargas (FGV EPGE), faz um balanço positivo da gestão de Galípolo. Ele, contudo, diz que não subiria tanto os juros se fosse presidente.

    O Copom (Comitê de Política Monetária) fechou 2025 com a taxa básica de juros (Selic) fixada em 15% ao ano -no nível mais alto em quase duas décadas.

    “A gestão do Banco Central tem sido mais conservadora do que o ideal, porque tem insistido demasiadamente em seguir a meta [de inflação] de 3%”, afirma. Para Werlang, Galípolo demonstrou coerência ao longo do tempo. “Ele ganhou a reputação através do discurso.”

    A manutenção dos juros em patamar elevado tornou-se motivo de críticas por parte de membros do governo, incluindo Haddad e a ministra Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais). O presidente do BC, entretanto, tem sido poupado de ataques pessoais.

    Galípolo conquista Faria Lima, mas vê BC no epicentro de crises em 1º ano no comando

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  • Carne: País vai propor à China assumir cota de países que não conseguirem cumpri-la, diz Fávaro

    Carne: País vai propor à China assumir cota de países que não conseguirem cumpri-la, diz Fávaro

    Possível flexibilização será discutida bilateralmente com a China ao longo do ano

    O Brasil vai propor à China a flexibilização nas cotas de carne bovina isentas de tarifas adicionais no âmbito das medidas de salvaguarda anunciadas na quarta-feira, 31, pelo governo chinês. “As cotas foram estabelecidas de maneira igual para todo mundo (com base no market share de mercado de importação dos últimos três anos). O que vamos tratar com a China é se um país tem uma cota e não conseguir cumprir, o Brasil pode assumir essa cota. Os Estados Unidos, por exemplo, não exportaram à China em 2025”, disse o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro.

    Essas alternativas serão discutidas bilateralmente com a China ao longo de 2026, segundo o ministro. “Afinal, se o nosso preço é competitivo, a carne é de qualidade, isso também ajuda a conter a inflação de alimentos lá. É o que faremos durante o ano com muito diálogo, muita negociação e parceria, porque não é algo que ocorrerá no primeiro mês e, tenho certeza, que não afetará nada os produtores brasileiros”, acrescentou.

    O governo chinês anunciou que vai impor cotas específicas por país para importação de carne bovina com a aplicação de uma tarifa adicional de 55% para volumes que excederem a quantidade. A decisão foi comunicada pelo Ministério do Comércio (Mofcom) do país. As medidas entraram em vigor ontem (1º) e serão implementadas por três anos até 31 de dezembro de 2028 e atinge os principais exportadores da carne bovina.

    O Brasil, principal fornecedor da proteína vermelha ao mercado chinês, terá uma cota de exportação de 1,106 milhão de toneladas sem tarifas adicionais em 2026. O volume alcança 1,128 milhão de toneladas em 2027 e 1,154 milhão de toneladas em 2028. A título de comparação, neste ano, no acumulado até novembro, o País já exportou 1,499 milhão de toneladas de carne bovina ao mercado chinês, somando US$ 8,028 bilhões.

    Outros grandes players exportadores de carne bovina também terão suas vendas ao mercado chinês limitadas por cotas, que foram estabelecidas de acordo com a participação de cada país nas exportações à China. A maior cota é do Brasil, que responde por 45% da carne bovina importada pela China. A Argentina terá cota de 511 mil toneladas no próximo ano. Uruguai terá cota de 324 mil toneladas sem tarifa adicional em 2026, seguido por Nova Zelândia com 206 mil toneladas, Austrália com 205 mil toneladas e Estados Unidos com 164 mil toneladas.

    Na análise do ministro, a cota de 1,106 milhão de toneladas isentas de tarifa adicional permite ao Brasil avançar nas negociações com a China ao longo do ano. “Conseguiremos chegar ao segundo semestre, com tarifas de 12% (alíquotas vigentes de importação). Enquanto isso, podemos discutir com as autoridades chinesas a eventual ampliação da cota do Brasil se outros países não cumprirem os seus volumes”, explicou Fávaro.

    O ministro disse, ainda, que o governo não recebeu com surpresa a medida chinesa, já que o tema vinha sendo tratado bilateralmente ao longo do último ano. “Não há nada que foi tratado de forma extemporânea. A relação Brasil-China é uma relação de extrema confiança recíproca e de amizade. Autoridades chinesas anunciaram que iriam preparar um processo de salvaguarda com finalidade de proteger os criadores locais”, relatou o ministro. “A salvaguarda chinesa tem a finalidade de proteger os pecuaristas locais. Compreendemos estratégia e trabalhamos para garantir a continuidade do comércio”, acrescentou.

    Na análise de Fávaro, não há “impacto relevante” no mercado em decorrência da medida neste momento. “O Brasil ficou com uma cota em torno de 44%, pouco menor que a performance de 2025 que foi influenciada pelo tarifaço americano, mas dentro da média histórica”, ponderou.

    Para Fávaro, o Brasil está preparado para enfrentar sobressaltos comerciais com 29 aberturas de novos mercados para a carne bovina nos últimos anos, como México, Vietnã e Malásia. “O que superar a cota de 1,106 milhão de toneladas vamos remanejar a outros mercados. Estamos confiantes na abertura do mercado japonês para a carne bovina brasileira em março do ano que vem”, apontou.

    O ministro refutou a possibilidade de o Brasil acionar a Organização Mundial do Comércio (OMC) contra a salvaguarda chinesa. “O Brasil não irá contra as medidas chinesas. O Brasil tem uma ótima relação com a China e não foi surpreendido. Tudo foi feito dentro do diálogo, da soberania e da estratégia de cada país”, assegurou.

    A China é o principal destino da carne bovina brasileira, respondendo por 50% de tudo que foi exportado neste ano. Até novembro, o País já exportou 1,499 milhão de toneladas de carne bovina ao mercado chinês, somando US$ 8,028 bilhões.

     

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  • Gigante chinesa BYD bate Tesla com recorde de vendas anuais de carros elétricos em 2025

    Gigante chinesa BYD bate Tesla com recorde de vendas anuais de carros elétricos em 2025

    Empresa chinesa comercializou 2,26 milhões de unidades em 2025, enquanto Tesla entregou 1,64 milhão; companhia de Shenzhen domina mercado chinês e agora quer expandir presença internacional

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A gigante chinesa BYD bateu um recorde global de vendas anuais de carros elétricos, com 2,26 milhões de unidades comercializadas em 2025, segundo um comunicado publicado pela empresa na Bolsa de Hong Kong.

    O número coloca a companhia asiática em posição de ultrapassar pela primeira vez a americana Tesla, do magnata Elon Musk, em vendas anuais. No ano completo, a Tesla entregou 1,64 milhão de veículos, em comparação com 1,79 milhão em 2024.

    A companhia californiana, até agora líder neste setor emergente, t em apresentado queda nas vendas na Europa desde o final de 2024 devido ao aumento da concorrência, à sua linha de produtos desatualizada e aos protestos contra os elogios públicos de Musk a figuras políticas de direita europeias.

    A BYD, com sede em Shenzhen e que também produz carros híbridos, anunciou os dados em um comunicado publicado na Bolsa de Hong Kong, onde está listada.

    A empresa, fundada em 1995 e que inicialmente fabricava baterias, domina o mercado chinês de veículos elétricos, o maior do mundo.

    Agora, quer ampliar sua presença no exterior, mas, assim como seus concorrentes chineses, enfrenta altas tarifas nos Estados Unidos.

    A Tesla superou a BYD nas vendas anuais de veículos elétricos em 2024, com 1,79 milhão da empresa americana contra 1,76 milhão da chinesa.

    Nesta sexta, a Tesla divulgou uma queda maior do que a esperada nas entregas do quarto trimestre e registrou o segundo declínio consecutivo nas vendas anuais, enquanto lutava para impulsionar a demanda por seus veículos elétricos após a retirada dos incentivos fiscais.

    Mesmo com o lançamento de versões mais baratas dos seus veículos elétricos mais vendidos, aTesla informou que entregou 418.227 veículos no trimestre de outubro a dezembro, uma queda de 15,6% em relação aos 495.570 do ano anterior. Analistas esperavam 434.487 veículos, ou uma queda de 12,3%, segundo a Visible Alpha.

    Analistas consultados pela Visible Alpha esperavam entregas de cerca de 1,65 milhão de veículos em 2025, marcando o segundo declínio anual consecutivo da empresa.

    As ações subiram 1,9% nas negociações antes da abertura do mercado.

    Gigante chinesa BYD bate Tesla com recorde de vendas anuais de carros elétricos em 2025

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