Categoria: ECONOMIA

  • Com quórum desfalcado, Copom decide se mantém Taxa Selic

    Com quórum desfalcado, Copom decide se mantém Taxa Selic

    Atualmente em 15% ao ano, a Selic está no maior nível desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano. De setembro de 2024 a junho do ano passado, a taxa foi elevada sete vezes seguidas, mas não foi alterada nas quatro últimas reuniões

    Com a inflação desacelerando, mas alguns preços, como o de serviços, pressionados, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) faz nesta quarta-feira (28) a primeira reunião do ano. Mesmo com a queda recente do dólar, os analistas de mercado acreditam na manutenção da taxa no maior nível em quase 20 anos.

    Atualmente em 15% ao ano, a Selic está no maior nível desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano. De setembro de 2024 a junho do ano passado, a taxa foi elevada sete vezes seguidas, mas não foi alterada nas quatro últimas reuniões.

    A decisão sobre a Taxa Selic será anunciada no início da noite desta quarta. O Copom estará desfalcado porque o mandato dos diretores de Organização do Sistema Financeiro, Renato Gomes, e de Política Econômica, Paulo Pichetti, expirou no fim de 2025. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva só encaminhará as indicações dos substitutos na volta do Congresso Nacional, em fevereiro.

    Na ata da última reunião, em dezembro, o Copom informou que a Selic será mantida em 15% ao ano por tempo prolongado para garantir a convergência da inflação à meta, sem indicar quando começaria a baixar os juros.

    Segundo a ata do Copom, o cenário atual continua marcado por elevada incerteza, o que exige cautela na condução da política monetária. No cenário interno, alguns preços, como o de serviços, continuam a pressionar a inflação, apesar da desaceleração da economia.

    Segundo a edição mais recente do boletim Focus, pesquisa semanal com analistas de mercado, a taxa básica deve ser mantida em 15% ao ano até março. No entanto, as chances de uma redução ainda em janeiro aumentaram nos últimos dias com a queda recente do dólar, que voltou a ficar em torno de R$ 5,20.

    Inflação

    O comportamento da inflação continua uma incógnita. Prévia da inflação oficial, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) ficou em apenas 0,2% em outubro e acumula 4,5% em 12 meses, tendo voltado para o teto da meta. O IPCA cheio de novembro só será divulgado nesta quarta.

    Segundo o último boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras feita pelo BC, a estimativa de inflação para 2025 caiu para 4,4%, contra 4,55% há quatro semanas. Isso representa inflação pouco abaixo do teto da meta contínua estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 3%, podendo chegar a 4,5% por causa do intervalo de tolerância de 1,5 ponto.

    Taxa Selic

    A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas da economia. Ela é o principal instrumento do Banco Central para manter a inflação sob controle. O BC atua diariamente por meio de operações de mercado aberto – comprando e vendendo títulos públicos federais – para manter a taxa de juros próxima do valor definido na reunião.

    Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, pretende conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

    Ao reduzir a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

    O Copom reúne-se a cada 45 dias. No primeiro dia do encontro, são feitas apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas das economias brasileira e mundial e o comportamento do mercado financeiro. No segundo dia, os membros do Copom, formado pela diretoria do BC, analisam as possibilidades e definem a Selic.

    Meta contínua

    Pelo novo sistema de meta contínua em vigor desde janeiro de 2025, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%.

    No modelo de meta contínua, a meta passa ser apurada mês a mês, considerando a inflação acumulada em 12 meses. Em janeiro de 2026, a inflação desde fevereiro de 2025 é comparada com a meta e o intervalo de tolerância. Em fevereiro de 2026, o procedimento se repete, com apuração a partir de março de 2025. Dessa forma, a verificação se desloca ao longo do tempo, não ficando mais restrita ao índice fechado de dezembro de cada ano.

    No último Relatório de Política Monetária, divulgado no fim de dezembro pelo Banco Central, a autoridade monetária manteve a previsão de que o IPCA termine 2026 em 3,5%, mas a estimativa deve ser revista. A próxima edição do documento, que substituiu o Relatório de Inflação, será divulgada no fim de março.

     

    Com quórum desfalcado, Copom decide se mantém Taxa Selic

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  • Master usou fundos com empréstimos em atraso e imóveis da família Vorcaro para pagar BRB

    Master usou fundos com empréstimos em atraso e imóveis da família Vorcaro para pagar BRB

    O segundo maior fundo entre os repassados pelo Master ao BRB é o Kyra, com uma carteira de R$ 882 milhões. O valor todo tem como base ações da Ambipar, que está em recuperação judicial

    (FOLHAPRESS) – O rombo causado pelo Banco Master no BRB pode ser maior do que os R$ 2,6 bilhões mapeados até o momento pelo Banco Central. Isso porque, ao ressarcir o banco estatal de Brasília, Daniel Vorcaro usou como moeda fundos com créditos inadimplentes (dívidas não pagas ou em atraso), ações que perderam valor e imóveis, que são ativos de menor liquidez.

    Em novembro, o Banco Central detectou que R$ 12 bilhões em carteiras de crédito vendidos pelo Master ao BRB eram fraudados e determinou que o valor fosse ressarcido ao banco estatal de Brasília. O BRB informou que havia recuperado cerca de R$ 10 bilhões.

    A investigação preliminar conduzida pelo BRB para mapear as perdas com o Master identificou que, nesse montante, estão oito fundos ligados ao banco de Vorcaro. Conforme mostrou a Folha, eles foram repassados ao BRB e hoje fazem parte do conglomerado do banco.

    A reportagem identificou que esses fundos investiram em negócios imobiliários ligados à família Vorcaro, têm mais de R$ 800 milhões em créditos inadimplentes, além de papéis da Ambipar, empresa da área de resíduos sólidos que está em recuperação judicial.

    Procurado, o BRB informou que “qualquer estimativa de necessidade de aporte de capital vai considerar, integralmente, todos os efeitos identificados na avaliação dos fundos e ativos repassados pelo Banco Master”.

    “Essa avaliação integra a apuração do Banco Central e, também, a investigação independente conduzida pelo escritório Machado e Meyer, que conta com apoio técnico da Kroll”, afirmou.

    Como a Folha mostrou, o BC já mandou o BRB reservar R$ 2,6 bilhões para cobrir perdas com a fraude provocada pela negociação com o Master.

    O maior dos oito fundos repassados ao BRB é o Jeitto, focado em crédito, com uma carteira de mais de R$ 1 bilhão. Desse total, R$ 952 milhões estavam inadimplentes em dezembro de 2025, o que levou a um provisionamento de R$ 873 milhões (reserva de capital para arcar com potenciais perdas).

    A origem desses créditos são empréstimos concedidos pelo Banco Master, e havia um contrato entre a instituição de Vorcaro e o fundo para que concessões com inadimplência superior a 90 dias fossem pagas pelo fundo, o que parou de acontecer ainda no primeiro semestre de 2025.

    Diante disso, o Master notificou os fundos em outubro do ano passado “reiterando formalmente a necessidade de realização da recompra dos direitos creditórios em aberto”, conforme comunicado divulgado pelo fundo.

    A notificação não levou a uma regularização da situação e o fundo suspendeu a compra de qualquer direito creditório novo enquanto o impasse não se resolve.

    O segundo maior fundo entre os repassados pelo Master ao BRB é o Kyra, com uma carteira de R$ 882 milhões. O valor todo tem como base ações da Ambipar, que está em recuperação judicial.

    Hoje, uma ação da empresa vale R$ 0,26. Antes de a Ambipar ingressar na Justiça com o pedido para suspender o pagamento de dívidas, as ações chegaram a valer R$ 10,75. Desde então, o papel não se recuperou.

    A queda se refletiu na avaliação de outro fundo repassado pelo Master ao BRB, o Texas I.

    Em setembro de 2025, a carteira do fundo valia R$ 634 milhões, sendo R$ 530 milhões em ações da Ambipar. Em dezembro de 2025, o patrimônio líquido do fundo era de R$ 122 milhões. O valor da ação no último relatório não é discriminado, mas a queda aconteceu no mesmo período em que os papéis da Ambipar despencaram.

    O BRB não informou a data em que o fundo foi repassado pelo Master nem o valor dos ativos na ocasião.

    O terceiro fundo em valor é o Supreme Realty, focado em investimentos imobiliários, com uma carteira de R$ 737 milhões.

    Desse total, R$ 264 milhões se referem a um investimento em um projeto imobiliário tocado por Nathalia Vorcaro, irmã de Daniel Vorcaro. O montante está dividido em duas empresas, a MG I Desenvolvimento Imobiliário, na qual Nathalia é diretora, e a Brazil Realty Empreendimentos.

    A MG I é dona de uma outra empresa, a Minas Gerais II Desenvolvimento Imobiliário, que por sua vez detém 69,5% de um terreno denominado “Campo do Meio” com 76 mil m². Ele fica em Contagem (MG), cidade na região metropolitana de Belo Horizonte. A Brazil Realty é dona dos 30,5% restantes do terreno.

    O fundo tem um investimento em outro projeto de Nathalia Vorcaro, o Mountain View, um residencial do Minha Casa, Minha Vida em Contagem estimado em R$ 388 milhões. Ele é tocado pela empresa Focus Participação, que também tem a irmã de Daniel Vorcaro como diretora.

    O Master repassou outro fundo imobiliário para o BRB, o CMX Realty, que também contém projetos ligados à família Vorcaro. Do total de R$ 118 milhões do fundo, R$ 108 milhões se referem a um projeto chamado Pedra Histórica, em Brumadinho (MG).

    O projeto é tocado por duas empresas, a CMX Realty e a Pedra Histórica Holding e Participações. Seus diretores participam de outros projetos tocados pelas empresas do pai de Vorcaro, Henrique Vorcaro, e Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro.

    Questionado, o Master afirmou que “não houve transferência de ativos ocultos, não registrados ou fora dos critérios contábeis e regulatórios aplicáveis”. “As operações realizadas seguiram os parâmetros técnicos de avaliação vigentes à época”, informou.

    Já o BRB acrescentou que o valor do possível aporte necessário para cobrir eventuais perdas será estabelecido após o encerramento das apurações em curso.

    “Todos os ativos efetivamente cedidos ao BRB estavam registrados no balanço do Banco Master e integravam as demonstrações financeiras da instituição”, informou, em nota, a instituição financeira.

    “Esses ativos eram periodicamente auditados e precificados conforme metodologias formais de avaliação e de classificação de risco, previstas no manual de rating adotado pelo banco e observadas pelas instâncias de supervisão”, acrescentou.

    Master usou fundos com empréstimos em atraso e imóveis da família Vorcaro para pagar BRB

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  • Dólar fecha em R$ 5,2067, menor valor em quase dois anos, e Bolsa bate novo recorde

    Dólar fecha em R$ 5,2067, menor valor em quase dois anos, e Bolsa bate novo recorde

    O mercado ainda vê espaço para a Bolsa continuar subindo ao longo do ano, mesmo com previsão de volatilidade por causa das eleições presidenciais de outubro

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar teve forte queda de 1,38% nesta terça-feira (27) e fechou cotado a R$ 5,2067 -menor valor desde 28 de maio de 2024, quando encerrou o dia a R$ 5,160, reflexo de uma confluência de fatores que intensificaram o interesse de investidores por ativos brasileiros.

    Na mínima do dia, foi a R$ 5,198. O movimento de desvalorização foi global, com o índice DXY, que o compara a moeda uma cesta de outras seis divisas fortes, caindo 0,86%, a 96,21 pontos. É o menor patamar para o índice desde 2022.

    O dia também foi favorável a Bolsa de Valores, que fechou em disparada de 1,79%, a 181.919 pontos. Trata-se de um novo recorde histórico para o Ibovespa, que bateu 181 mil, 182 mil e 183 mil pontos pela primeira vez neste pregão. No pico do dia, chegou a 183.359 pontos.

    Em meio ao movimento de rotação de investidores estrangeiros para fora das praças norte-americanas, mais de R$ 17,7 bilhões já foram aportados no país do início de janeiro até sexta-feira (23), segundo a B3. Isso representa mais de 60% de todo o volume alocado por essa categoria no último ano.

    O estopim para o movimento de valorização do real e da Bolsa foi a leitura do IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) de janeiro, que veio ligeiramente abaixo do esperado. O avanço foi de 0,2% na base mensal, ante expectativa de 0,22%, segundo a Bloomberg.

    Por outro lado, o índice, considerado uma prévia da inflação oficial do país, acelerou no acumulado de 12 meses. Após marcar 4,41% até dezembro, alcançou 4,5% até janeiro -exatamente o teto da meta de inflação perseguida pelo BC (Banco Central) para o IPCA.

    A divulgação acontece na véspera da primeira decisão de juros do Copom (Comitê de Política Monetária) em 2026, em data conhecida como “superquarta” pelos mercados por também trazer a decisão de juros do Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano).

    A previsão dos agentes é de manutenção dos atuais 15% ao ano, maior patamar em quase duas décadas. O IPCA-15, porém, abriu portas para que o colegiado afrouxe a linguagem e indique o início do ciclo de cortes para a próxima reunião, em março.

    “Para a decisão de amanhã, o resultado de hoje é de pouca relevância”, diz André Valério, economista sênior do Inter. “Mas esperamos que o comitê faça ajustes no comunicado para refletir a possibilidade do início do ciclo de cortes na reunião de março.”

    A leitura leva em conta, também, a tendência de desinflação no longo prazo, resultado da valorização do real ante o dólar e da queda recente nos preços de alimentos. A redução dos preços da gasolina pela Petrobras também deve empurrar o índice para baixo neste primeiro trimestre, afirma Valério.

    Segundo o boletim Focus desta semana, especialistas veem um corte de 0,5 ponto percentual em março como o pontapé inicial do ciclo de afrouxamento monetário. A Selic deve encerrar 2026 em 12,25%; o IPCA, em 4%.

    “O dado aumentou a confiança de que a política monetária restritiva está produzindo efeitos mais consistentes sobre os preços. Com a inflação mostrando sinais de arrefecimento, cresce a expectativa por um corte de juros mais próximo, ou ao menos por um discurso mais brando por parte do BC”, diz João Abdouni, analista da Levante Inside Corp.

    Para a Bolsa, juros mais baixos tendem a ser uma boa notícia: ao tirar um pouco do brio da renda fixa, o corte estimula que investidores procurem retornos mais altos em ativos de risco. Segundo a XP, os últimos oito ciclos recentes de afrouxamento monetário levaram o Ibovespa a subir 39,2%.

    O mercado ainda vê espaço para a Bolsa continuar subindo ao longo do ano, mesmo com previsão de volatilidade por causa das eleições presidenciais de outubro.

    O cenário se soma à estratégia de diversificação para ativos de mercados não tão expostos às tensões geopolíticas e econômicas criadas pelo governo Donald Trump. O câmbio pegou carona nessa tendência: logo depois que o Ibovespa superou 183 mil pontos nesta sessão com a entrada de capital estrangeiro, o dólar despencou ante o real.

    “A queda do dólar hoje é uma combinação de maior apetite a risco no exterior e uma rotação global fora dos EUA. O Ibovespa está subindo mais de 2%, o que aponta para muito capital entrando no país”, afirma João Duarte, especialista em câmbio da One Investimentos.

    O ambiente de tensão também cerca a decisão de juros do Fed nesta “superquarta”. Por lá, o consenso de mercado também aponta para uma manutenção da taxa na banda de 3,5% e 3,75%, mas os ataques de Trump à independência do banco central preocupam analistas.

    Caso a manutenção dos juros se concretize, a decisão do Fed vai na contramão do que o republicano tem pregado desde que assumiu o cargo: a redução brusca da taxa para 1,5%.

    O contexto, segundo analistas, é crítico. Jerome Powell, presidente do Fed, se tornou alvo no início do mês de uma investigação federal relacionada a uma reforma da sede da instituição, orçada em US$ 2,5 bilhões. Ele reagiu publicamente antes mesmo do anúncio formal do inquérito, classificando-o como um pretexto para pressioná-lo a reduzir drasticamente os juros.

    “Embora haja pouca dúvida sobre o resultado da reunião, as expectativas têm aumentado de que a retórica será agressiva devido a fortes dados econômicos e em resposta aos ataques de Trump à autonomia do Fed”, diz Matthew Ryan, chefe de estratégia de mercado da Ebury.

    Conforme a escolha pelo novo presidente do Fed se avizinha -o mandato de Powell termina em maio-, o mercado teme que Trump opte por um chairman que responderá às suas demandas, e não aos dados econômicos.

    Dólar fecha em R$ 5,2067, menor valor em quase dois anos, e Bolsa bate novo recorde

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  • Petrobras reduz em 7,8% preço do gás natural para distribuidoras

    Petrobras reduz em 7,8% preço do gás natural para distribuidoras

    O gás natural é importante insumo industrial e é usado também por residências e comércios em estados que têm estrutura e rede de distribuição

    RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – A Petrobras anunciou nesta terça-feira (27) corte de 7,8% no preço do gás natural vendido às distribuidoras de gás encanado do país. Os novos preços passam a valer no dia 1º de fevereiro, e o repasse ao consumidor final depende dos contratos de concessão de cada estado.

    O gás natural é importante insumo industrial e é usado também por residências e comércios em estados que têm rede de distribuição do combustível. O uso no transporte, setor em que é conhecido como GNV (gás natural veicular), também é relevante.

    Os contratos de venda de gás da Petrobras para distribuidras preveem reajustes trimestrais de acordo com a variação dos preços internacionais do petróleo. No início de 2026, alguns contratos passaram a ser indexados pelo preço do gás natural no principal ponto de venda do produto nos Estados Unidos.

    O novo indexador foi proposto pela estatal ainda em 2021, com o objetivo de oferecer um contrato com maior previsibilidade do que aqueles que variam de acordo com os preços do petróleo. Na época, o preço do gás no Brasil disparava com a recuperação do petróleo após o período mais duro da pandemia.

    Pouco antes da divulgação dos novos contratos, a Petrobras havia anunciado aumento médio de 39% no preço de venda às distribuidoras para o trimestre entre maio e julho, movimento que teve grande peso também da desvalorização cambial.

    O percentual foi considerado “inadmissível” pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL). “Que contratos são esses? Que acordos foram esses? Foram feitos pensando no Brasil?”, questionou ele na ocasião.

    Em nota, a Petrobras ressaltou que “o preço final do gás natural ao consumidor não é determinado apenas pelo preço de venda da molécula pela companhia, mas também pelo custo do transporte até a distribuidora, pelo portfólio de suprimento de cada distribuidora, assim como por suas margens”.

    Em alguns estados, como São Paulo, o repasse é feito na data de aniverário do contrato. No Rio de Janeiro, por outro lado, é imediato. Responsável pela distribuição no estado, a Naturgy informou que as tarifas cairão até 12,5% (valor par apostos de GNV na região metropolitanda da capital).

    Clientes residenciais terão corte médio de 4,4%, Para o comércio o corte varia entre 4,6% e 5,2% e para a indústria, de 10,2% a 11,6%,

    “A redução vai beneficiar cerca de um milhão de clientes nos mercados residencial, comercial, industrial e GNV. Hoje, o Rio de Janeiro é líder em GNV no país, com aproximadamente 1,7 milhão de veículos leves convertidos e mais de 700 postos instalados”, disse a companhia.

    A Petrobras afirmou que, desde dezembro de 2022, a redução acumulada no preço do gás natural às distribuidoras é de 38% -incluindo o efeito da redução de fevereiro.

    Petrobras reduz em 7,8% preço do gás natural para distribuidoras

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  • Dólar cai para R$ 5,21 e Bolsa dispara para 183 mil pontos com IPCA-15 abaixo do esperado

    Dólar cai para R$ 5,21 e Bolsa dispara para 183 mil pontos com IPCA-15 abaixo do esperado

    Mercado repercute desaceleração da inflação de janeiro para 0,2%, de olho em efeitos sobre Selic; investidores também monitoram primeiro dia de reuniões do Copom e do Fed

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar está em forte queda nesta terça-feira (27), com investidores repercutindo os dados do IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) divulgados mais cedo.

    Considerado uma “prévia” da inflação oficial do país, o índice registrou avanço de 0,20% em janeiro, uma desaceleração em relação aos 0,25% de dezembro.

    O mercado também segue atento às decisões de juros dos bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos. O resultado será divulgado na quarta-feira, data apelidada de “Superquarta” pelos operadores.

    Às 13h22, a moeda norte-americana caía 1,19%, cotada a R$ 5,216. Na mínima do dia, foi a R$ 5,211, menor valor desde 2024. Já a Bolsa estava em disparada de 2,27%, a 182.795 pontos, a caminho de registrar um novo recorde histórico em meio à retomada do fluxo de investidores estrangeiros para cá.

    É a primeira vez que o Ibovespa chega aos patamares de 181 mil e 182 mil pontos. Na máxima do dia, chegou a 183.027 pontos.

    O avanço de 0,2% do IPCA-15 na base mensal veio ligeiramente abaixo das expectativas de 0,22% do mercado, segundo a Bloomberg. Por outro lado, o índice acelerou no acumulado de 12 meses. Após marcar 4,41% até dezembro, alcançou 4,5% até janeiro.

    É exatamente o teto da meta de inflação perseguida pelo BC (Banco Central) para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).

    A divulgação acontece na véspera da primeira decisão de juros do Copom (Comitê de Política Monetária) em 2026. A previsão dos agentes é de manutenção dos atuais 15% ao ano, maior patamar em quase duas décadas.

    “Para a decisão de amanhã, o resultado de hoje é de pouca relevância”, diz André Valério, economista sênior do Inter. A expectativa, no entanto, é de que o índice motive ajustes no comunicado que sucede a decisão, refletindo “a possibilidade do início do ciclo de cortes na reunião de março”.

    A análise se baseia na tendência de desinflação no longo prazo, resultado da valorização do real ante o dólar e da queda recente nos preços de alimentos. A redução dos preços da gasolina pela Petrobras também empurrará o índice para baixo neste primeiro trimestre, afirma Valério.

    Segundo o boletim Focus desta semana, especialistas veem um corte de 0,5 ponto percentual em março como o pontapé inicial do ciclo de afrouxamento monetário. A Selic deve encerrar 2026 em 12,25%; o IPCA, em 4%.

    “O dado aumentou a confiança de que a política monetária restritiva começa a produzir efeitos mais consistentes sobre os preços. Com a inflação mostrando sinais de arrefecimento, cresce a expectativa por um corte de juros mais próximo, ou ao menos por um discurso mais brando por parte do BC”, disse o analista da Levante Inside Corp., João Abdouni.

    A “superquarta” também guarda a decisão de juros do Fed (Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos). Por lá, o consenso de mercado também aponta para uma manutenção da taxa na banda de 3,5% e 3,75%. Preocupa, no entanto, o ambiente institucional do Fed em meio aos ataques do governo Donald Trump.

    A provável manutenção dos juros vai na contramão do que o republicano tem pregado desde que assumiu o cargo: a redução brusca da taxa para até 1,5%.

    O contexto, segundo analistas, é crítico. Jerome Powell, presidente do Fed, se tornou alvo no início do mês de uma investigação federal relacionada a uma reforma da sede da instituição, orçada em US$ 2,5 bilhões. Ele reagiu publicamente antes mesmo do anúncio formal do inquérito, classificando-o como um pretexto para pressioná-lo a reduzir drasticamente os juros.

    “Embora haja pouca dúvida sobre o resultado da reunião, as expectativas têm aumentado de que a retórica será agressiva devido a fortes dados econômicos e em resposta aos ataques de Trump à autonomia do Fed”, diz Matthew Ryan, chefe de estratégia de mercado da Ebury.

    Parlamentares republicanos, dirigentes de bancos centrais em todo o mundo e líderes do mercado financeiro saíram em defesa da independência do Fed após o inquérito contra Powell. Investidores apostam que o Fed conseguirá resistir às pressões da Casa Branca, mas o dano institucional pode ser profundo.

    Conforme a escolha pelo novo presidente do Fed se avizinha -o mandato de Powell termina em maio-, o mercado teme que Trump opte por um chairman que responderá às suas demandas, e não aos dados econômicos.

    A incerteza se soma a um contexto já tensionado. O mercado aguarda um pronunciamento de Donald Trump sobre a economia nesta tarde, e ainda há uma nova possibilidade de ‘shutdown’ do governo norte-americano rondando as operações”, diz Higor Rabelo, especialista da Valor Investimentos.

    Trump ainda afirmou que vai elevar de 15% para 25% as tarifas sobre determinadas importações da Coreia do Sul, em resposta ao que chamou de lentidão do país asiático para cumprir o acordo comercial firmado no ano passado.

    O ambiente estimula a tendência de diversificação de carteiras, com investidores reduzindo a exposição aos mercados norte-americanos. O índice DXY, que compra o dólar ante seis moedas fortes, marcava 0,46%, a 96,62 pontos, denotando fraqueza da divisa norte-americana mundialmente.

    Também é reflexo disso a forte valorização do Ibovespa nos últimos dias. A entrada de capital estrangeiro no país em janeiro já é metade do total aportado ao longo de 2025, alavancando a Bolsa brasileira para patamares inéditos.

    Dólar cai para R$ 5,21 e Bolsa dispara para 183 mil pontos com IPCA-15 abaixo do esperado

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  • American Airlines decepciona em lucro, confirma receita e destaca impacto de shutdown no 4º tri

    American Airlines decepciona em lucro, confirma receita e destaca impacto de shutdown no 4º tri

    Para 2026, a companhia projeta lucro por ação ajustado entre US$ 1,70 e US$ 2,70 no ano. Além disso, espera gerar fluxo de caixa livre superior a US$ 2 bilhões em 2026, apoiado por disciplina de custos e melhora operacional

    A American Airlines registrou lucro líquido GAAP de US$ 99 milhões no quarto trimestre, equivalente a US$ 0,15 por ação, bem abaixo da projeção de analistas consultados pela FactSet, que esperavam lucro de US$ 0,37 por ação, segundo balanço divulgado nesta terça-feira, 27. No acumulado de 2025, o lucro líquido por esse critério contábil somou US$ 111 milhões, ou US$ 0,17 por ação diluída.

    A receita no quarto trimestre alcançou US$ 14,0 bilhões, em linha com as projeções, marcando um recorde para o período. No ano cheio, a companhia reportou receita recorde de US$ 54,6 bilhões. A empresa destacou, porém, que o shutdown do governo dos Estados Unidos teve impacto negativo de aproximadamente US$ 325 milhões na receita do quarto trimestre.

    Excluindo itens especiais, o lucro líquido ajustado foi de US$ 106 milhões no quarto trimestre, ou US$ 0,16 por ação, e de US$ 237 milhões em 2025, equivalente a US$ 0,36 por ação. Entre os destaques financeiros, a American Airlines informou que reduziu sua dívida total em US$ 2,1 bilhões ao longo de 2025, avançando no processo de desalavancagem do balanço.

    Para 2026, a companhia projeta lucro por ação ajustado entre US$ 1,70 e US$ 2,70 no ano. Além disso, espera gerar fluxo de caixa livre superior a US$ 2 bilhões em 2026, apoiado por disciplina de custos e melhora operacional.

    Às 9h18 (de Brasília), as ações da American Airlines avançavam 3,57% no pré-mercado de Nova York, após queda na véspera diante do impacto da nevasca americana na malha aérea.

    American Airlines decepciona em lucro, confirma receita e destaca impacto de shutdown no 4º tri

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  • Unesp nega ter feito cálculo bilionário de créditos de carbono usado pelos Vorcaros

    Unesp nega ter feito cálculo bilionário de créditos de carbono usado pelos Vorcaros

    Como mostrou a Folha, o cálculo do estoque de carbono em um território em Apuí (AM) multiplicou o patrimônio de duas empresas pertencentes a fundos ligados ao Master. A valorização estimada chegou a R$ 45,5 bilhões

    (FOLHAPRESS) – O cálculo usado para estimar o volume de estoque de carbono de um projeto ambiental controlado pela família de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, teve sua autoria negada pela Unesp (Universidade Estadual Paulista), apontada como responsável pela metodologia.

    Como mostrou a Folha, o cálculo do estoque de carbono em um território em Apuí (AM) multiplicou o patrimônio de duas empresas pertencentes a fundos ligados ao Master. A valorização estimada chegou a R$ 45,5 bilhões.

    Segundo investigadores, os fundos teriam sido inflados com o objetivo de desviar recursos do Master e retroalimentar uma suposta ciranda financeira montada pelo ex-banqueiro.

    A posição da universidade pública é central no caso, já que a valorização dos ativos ocorreu a partir de um estudo técnico apresentado pelas empresas Global Carbon e Golden Green, que utilizaram a Unesp como uma espécie de selo de credibilidade. A universidade, porém, nega qualquer participação na contabilidade do projeto ambiental ligado a familiares de Vorcaro.

    Em nota enviada à Folha na semana passada, a Global Carbon afirmou que “os inventários e os quantitativos foram elaborados pela Unesp, aplicando metodologia desenvolvida pela própria universidade”. Segundo a empresa, “a própria Unesp foi responsável pela metodologia científica utilizada no cálculo de precificação (valoração econômica) desses ativos ambientais”.

    A Unesp, por sua vez, informou que nunca teve conhecimento desses estudos e que não firmou contrato com qualquer empresa ou instituição para prestar serviços de quantificação de estoque de carbono envolvendo a Fazenda Floresta Amazônica, localizada em Apuí (AM). A universidade afirmou ainda que jamais autorizou o uso de seu nome por servidores ou terceiros para esse fim e que só tomou conhecimento do caso após a publicação das reportagens da Folha.

    “A Unesp em nenhum momento firmou contratos ou convênios com tais empresas ou permitiu que outros o fizessem, tampouco autorizou o uso de seu nome, seja por servidores ou terceiros, para chancelar qualquer forma de prestação de serviços às empresas mencionadas nas reportagens”, declarou a instituição.

    A universidade afirmou que desenvolve pesquisas sobre o tema, mas que não identificou requisitos legais e técnicos mínimos para pedido de propriedade intelectual. Por isso, o conhecimento científico gerado é de domínio público e não pode ser comercializado.

    “Se algum servidor utilizou o nome da Unesp para prestação de serviços de consultoria sem anuência e sem o trâmite interno de aprovação, a universidade possui mecanismos internos de averiguação desse tipo de conduta, da qual tomou conhecimento após a leitura das reportagens”, informou.

    O “Relatório de Quantificação de Estoques de Carbono” da Fazenda Floresta Amazônica, que traz exposição da marca da Unesp, é assinado pelo professor Iraê Amaral Guerrini, docente da instituição, além de outros quatro pesquisadores.

    Procurado pela Folha, Guerrini confirmou que houve pagamento pelo serviço prestado, mas se recusou a informar o valor, alegando confidencialidade. Inicialmente, disse que o pagamento havia sido feito pelo suposto dono da fazenda, Marco Antonio de Melo, que negou a informação. Posteriormente, o professor afirmou que houve um mal-entendido e que o pagamento foi realizado pela empresa Global Carbon.

    Segundo a Unesp, para que um docente preste serviços remunerados a terceiros é necessária a solicitação formal de atividade remunerada concomitante, o que não ocorreu. A única forma de a universidade ser remunerada seria por meio de contrato ou convênio institucional, inexistente no caso.

    Em nota, Guerrini afirmou que sua metodologia tem “finalidade estritamente científica” e que não foi concebida para fins comerciais, de precificação de ativos ambientais, certificação de créditos de carbono ou estruturação financeira.

    “Não participamos, em nenhum momento, de processos relacionados à precificação, negociação, comercialização, certificação ou captação de recursos associados a créditos de carbono ou a quaisquer ativos ambientais”, declarou.

    O estudo que analisou a Fazenda Floresta Amazônica, com área total de 143,9 mil hectares, concluiu que o território teria um estoque de 168,8 milhões de toneladas de CO₂ — volume considerado fora de parâmetro por especialistas do setor. Esse critério de estoque, porém, não possui referência em preços de mercado nem lastro comercial.

    Diferentemente do crédito de carbono, que depende de projetos auditados e registrados e pode ser comercializado para compensação de emissões, o estoque de carbono é apenas uma estimativa teórica do carbono existente em uma floresta, sem titularidade exclusiva, sem mercado estabelecido e sem liquidez.

    Ainda assim, Global Carbon e Golden Green precificaram esses estoques e estimaram conjuntamente um valor de R$ 45,5 bilhões.

    O estudo de quantificação foi realizado em 2023. Em 2024, Guerrini elaborou um novo relatório, de “Precificação das Unidades de Estoque de Carbono”, no qual apresentou uma fórmula teórica baseada em preços de commodities agrícolas, além da variação do dólar e do euro.

    À Folha, o professor afirmou que sua metodologia foi utilizada desde 2010 em projetos como o Brasil Mata Viva (BMV), em convênios com a Agência de Inovação da Unesp, e que posteriormente teria havido um convênio com a Pró-Reitoria de Extensão, a Fundunesp e a Global Carbon para continuidade do uso.

    Segundo ele, a metodologia também foi encaminhada à Secretaria Extraordinária do Ministério da Fazenda para avaliação técnica, com eventual uso em políticas públicas.

    A Global Carbon e a Alliance Participações, controlada por Henrique Vorcaro e Nathália Vorcaro, pai e irmã de Daniel Vorcaro, afirmaram em nota conjunta que a Alliance foi convidada a participar de um investimento relacionado a créditos de carbono e recebeu ampla documentação técnica.

    Segundo as empresas, os documentos incluíam certificados de quantificação, relatórios de precificação atribuídos à Unesp, auditorias contábeis de empresas internacionais e documentação fundiária com parecer jurídico. Com base nisso, decidiram investir.

    As empresas afirmam ainda que a Alliance nunca comercializou os ativos, não atuou como gestora dos fundos nem do projeto, e que poderá buscar ressarcimento caso sejam comprovadas inconsistências.

    Passo a passo do esquema

    2019
    A Fazenda Floresta Amazônica, em Apuí (AM), passa a ser negociada como origem de bilhões em créditos de carbono, apesar de ser terra pública da União.

    2020
    São criadas as empresas Global Carbon e Golden Green, ligadas a fundos administrados pela Reag.

    2021
    Com base em auditorias financeiras sem lastro fundiário ou de mercado, as empresas passam a valer bilhões.

    2023
    A Alliance Participações compra 80% dos direitos de negócios de carbono da propriedade.

    2023
    Relatório atribuído à Unesp quantifica o estoque de carbono em 168,8 milhões de toneladas de CO₂.

    2024
    Com base no método teórico, a Golden Green passa a valer R$ 14,6 bilhões e a Global Carbon, R$ 31 bilhões.

    2024
    As transações entram na mira da Justiça após revelação de que as terras pertencem à União e são destinadas à reforma agrária.

    2025
    A Polícia Federal deflagra a Operação Carbono Oculto, que investiga suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo fundos da Reag e o PCC.
     
     

     

    Unesp nega ter feito cálculo bilionário de créditos de carbono usado pelos Vorcaros

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  • Coreia do Sul reage a ameaça de Trump e diz que manterá acordo comercial

    Coreia do Sul reage a ameaça de Trump e diz que manterá acordo comercial

    Governo sul-coreano afirma que vai comunicar aos Estados Unidos a intenção de cumprir o acordo firmado em novembro, após Donald Trump anunciar possível aumento de tarifas sobre automóveis e outros setores. Seul diz que responderá de forma cautelosa enquanto avalia impactos econômicos e políticos.

    Seul informou nesta terça-feira que pretende comunicar a Washington sua disposição de cumprir o acordo comercial firmado em novembro, depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar a intenção de elevar tarifas sobre veículos sul-coreanos e outros setores, citando atrasos na implementação do pacto.

    Em comunicado, o gabinete presidencial da Coreia do Sul afirmou que, como o aumento das tarifas só passa a valer após etapas administrativas, como a publicação no Registro Federal, o governo planeja informar às autoridades americanas sua vontade de honrar o acordo tarifário. A nota acrescenta que a resposta será “serena e gradual”.

    A manifestação ocorreu após Trump publicar na Truth Social que pretende aumentar de 15% para 25% as tarifas sobre “automóveis, madeira, produtos farmacêuticos e todos os demais produtos sujeitos a tarifas recíprocas”, sem indicar quando a medida entraria em vigor.

    O Ministério da Economia e das Finanças da Coreia do Sul informou à imprensa local que está avaliando as “intenções” do presidente americano ao anunciar uma nova elevação tarifária. Embora o gabinete presidencial tenha dito anteriormente não ter recebido notificação oficial de Washington, o ministério afirmou que entrará em contato com o governo dos EUA para atualizar o andamento das discussões no Parlamento sul-coreano e pedir cooperação legislativa para a tramitação do projeto.

    Apresentado em novembro, o projeto de lei busca dar suporte ao compromisso de investimento de US$ 350 bilhões da Coreia do Sul nos Estados Unidos, parte do acordo que estabeleceu uma tarifa básica de 15% para os setores envolvidos. A próxima sessão parlamentar para analisar propostas está marcada para a próxima terça-feira.

    O Ministério do Comércio sul-coreano informou ainda que acompanha de perto a situação. Segundo a agência Yonhap, o negociador-chefe do país planeja viajar em breve aos Estados Unidos para tratar do tema com o representante comercial americano, Jamieson Greer. Já o ministro da Indústria, Comércio e Energia, Kim Jung-kwan, que está no Canadá, também deve seguir para os EUA para conversar com o secretário de Comércio, Howard Lutnick.

    Analistas apontam que o anúncio de Trump pode ter como objetivo acelerar a aprovação do projeto no Parlamento sul-coreano, antes de uma decisão iminente da Suprema Corte dos EUA sobre a legalidade das tarifas recíprocas adotadas pela atual administração.

    No mercado financeiro, cerca de três horas e meia após a abertura da Bolsa de Seul, ações das montadoras Hyundai Motor e Kia registravam queda, assim como papéis de grandes empresas biofarmacêuticas, como Samsung Biologics e Celltrion, em aparente reação ao anúncio do presidente americano.

    Coreia do Sul reage a ameaça de Trump e diz que manterá acordo comercial

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  • Petrobras reduz em 5,2% preço da gasolina nas refinarias

    Petrobras reduz em 5,2% preço da gasolina nas refinarias

    Queda no valor de venda para distribuidoras será de R$ 0,14 por litro; estatal afirmou que, desde dezembro de 2022, reduziu valor de venda para as distribuidoras em R$ 0,50 por litro

    RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (26) corte de 5,2% no preço da gasolina vendida por suas refinarias. O novo valor, que entra em vigor nesta terça (27), será de R$ 2,57 por litro, queda de R$ 0,14 em relação ao preço atual. O preço do diesel não será alterado.

    A medida pode aliviar os preços nas bombas, pressionados desde o início do ano pelo aumento de R$ 0,10 por litro na alíquota de ICMS (Imposto de Circulação sobre Mercadoria e Serviços), que foi integralmente repassado ao consumidor.

    Segundo dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis), o preço médio da gasolina no país subiu exatos R$ 0,10 por litro entre os dias 28 de dezembro e 17 de janeiro, para R$ 6,32 por litro. A pesquisa de preços da última semana ainda não foi divulgada.

    Desde 2022, o ICMS é unificado no país e reajustado uma vez por ano pelos estados. Em 2026, a alíquota subiu para R$ 1,57 por litro, apesar da queda do preço da gasolina nas refinarias.

    O Comsefaz (Comitê Nacional de Secretarias Estaduais de Fazenda) alegou no fim de 2025 que o reajuste do imposto é calculado sobre a variação do preço de bomba, que não teria acompanhado os cortes nas refinarias.

    Pelo contrário, prosseguiu, “o preço da gasolina se elevou de R$ 6,18, em janeiro, para R$ 6,20, em outubro, um acréscimo de 0,3%”. “A principal razão foi o aumento de 31,3% no valor da margem de distribuição e revenda”, apontou.

    O mercado já esperava alguma reação da Petrobras, uma vez que a empresa vinha operando com a gasolina acima das cotações internacionais há semanas, reflexo da queda dos preços do petróleo nos últimos meses.

    Na abertura do mercado desta segunda, por exemplo, o produto em suas refinarias custava R$ 0,21 mais caro do que a paridade de importação medida pela Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis).

    “Desde o de novembro, a diferença entre o preço doméstico da gasolina e a paridade de importação está maior e mais persistente, o que levou investidoresa anteciparem qie uma revisão poderia ocorrer no curto prazo”, escreveram nesta segunda analistas do Itaú BBA.

    Eles consideram, porém, que o corte ficou abaixo do esperado. Agora, avaliam, o preço da Petrobras está 5% acima da paridade de importação.

    O economista da ASA, Leonardo Costa, estima que o corte tenha um impacto de seis pontos percentuais no IPCA (Índice de Preços ao Consumidor-Amplo), o índice oficial de inflação do país. “Com isso, nossa projeção para o IPCA do mês recua de 0,51% para 0,45%”.

    Para 2026, a ASA mantém sua estimativa de 4% para o IPCA, pois já consideradva queda nos preços de combustíveis ao longo do ano. A Warren investimentos, por outro lado, diz que não esperava o corte e, por isso, reduziu sua projeção de infalação para 2026 de 4,5% para 4,4%.

    Em nota, a estatal afirmou que, desde dezembro de 2022, reduziu o valor de venda da gasolina para as distribuidoras em R$ 0,50 por litro. “Considerando a inflação do período, esta redução é de 26,9%”, diz a estatal.

    Petrobras reduz em 5,2% preço da gasolina nas refinarias

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  • INSS começa nesta segunda (26) pagamento para quem recebe o piso

    INSS começa nesta segunda (26) pagamento para quem recebe o piso

    Segundo dados do próprio INSS, cerca de 21,9 milhões de benefícios, o equivalente a 62,5% do total, têm valor de até um salário mínimo

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) começa nesta segunda-feira (26) a pagar aposentadorias, pensões e demais benefícios previdenciários referentes a janeiro de 2026. Os primeiros depósitos contemplam quem recebe até um salário mínimo, com valor reajustado para R$ 1.621, um aumento de 6,79%.

    Os pagamentos seguem o número final do benefício, sem considerar o dígito verificador que aparece após o traço. Como ocorre tradicionalmente, segurados que recebem até o piso nacional entram no calendário antes dos demais. As datas se estendem até o início de fevereiro.

    Já os benefícios acima de um salário mínimo começam a ser pagos a partir de 2 de fevereiro, também conforme o número final do cartão. Nesse caso, o reajuste aplicado é de 3,9%, percentual correspondente à variação do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) acumulada em 2025, divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

    O índice é integral para aposentados e pensionistas que já recebiam o benefício em fevereiro de 2025. Quem passou a receber aposentadoria, pensão ou auxílio ao longo do ano passado terá reajuste proporcional ao número de meses em que o benefício foi concedido.

    Segundo dados do próprio INSS, cerca de 21,9 milhões de benefícios, o equivalente a 62,5% do total, têm valor de até um salário mínimo. Outros 13,1 milhões de segurados recebem acima do piso nacional e entram no calendário apenas em fevereiro.

    O teto dos benefícios previdenciários também foi atualizado com o reajuste do INPC e passou de R$ 8.157,41 para R$ 8.475,55 em 2026. O novo valor máximo é pago a cerca de 10,6 mil beneficiários, segundo o Ministério da Previdência.

    O INSS orienta que os segurados consultem a data exata de pagamento pelo aplicativo ou site Meu INSS, além da central telefônica 135, que funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h.

    VEJA O CALENDÁRIO DE PAGAMENTO DO INSS EM 2026

    PRIMEIRO SEMESTRE

    Para quem recebe um salário mínimo
    Final do benefício – Jan/26 – Fev/26 – Mar/26 – Abr/26 – Mai/26 – Jun/26

    1 – 26/jan – 23/fev – 25/mar – 24/abr – 25/mai – 24/jun
    2 – 27/jan – 24/fev – 26/mar – 27/abr – 26/mai – 25/jun
    3 – 28/jan – 25/fev – 27/mar – 28/abr – 27/mai – 26/jun
    4 – 29/jan – 26/fev – 30/mar – 29/abr – 28/mai – 29/jun
    5 – 30/jan – 27/fev – 31/mar – 30/abr – 29/mai – 30/jun
    6 – 02/fev – 02/mar – 01/abr – 04/mai – 01/jun – 01/jul
    7 – 03/fev – 03/mar – 02/abr – 05/mai – 02/jun – 02/jul
    8 – 04/fev – 04/mar – 06/abr – 06/mai – 03/jun – 03/jul
    9 – 05/fev – 05/mar – 07/abr – 07/mai – 05/jun – 06/jul
    0 – 06/fev – 06/mar – 08/abr – 08/mai – 08/jun – 07/jul

    Para quem recebe acima do salário mínimo
    Final do benefício – Jan/26 – Fev/26 – Mar/26 – Abr/26 – Mai/26 – Jun/26

    1 e 6 – 02/fev – 02/mar – 01/abr – 04/mai – 01/jun – 01/jul
    2 e 7 – 03/fev – 03/mar – 02/abr – 05/mai – 02/jun – 02/jul
    3 e 8 – 04/fev – 04/mar – 06/abr – 06/mai – 03/jun – 03/jul
    4 e 9 – 05/fev – 05/mar – 07/abr – 07/mai – 05/jun – 06/jul
    5 e 0 – 06/fev – 06/mar – 08/abr – 08/mai – 08/jun – 07/jul

    SEGUNDO SEMESTRE

    Para quem recebe o salário mínimo
    Final do benefício – Jul/26 – Ago/26 – Set/26 – Out/26 – Nov/26 – Dez/26

    1 – 27/jul – 25/ago – 24/set – 26/out – 24/nov – 22/dez
    2 – 28/jul – 26/ago – 25/set – 27/out – 25/nov – 23/dez
    3 – 29/jul – 27/ago – 28/set – 28/out – 26/nov – 28/dez
    4 – 30/jul – 28/ago – 29/set – 29/out – 27/nov – 29/dez
    5 – 31/jul – 31/ago – 30/set – 30/out – 30/nov – 30/dez
    6 – 03/ago – 01/set – 01/out – 03/nov – 01/dez – 04/jan
    7 – 04/ago – 02/set – 02/out – 04/nov – 02/dez – 05/jan
    8 – 05/ago – 03/set – 05/out – 05/nov – 03/dez – 06/jan
    9 – 06/ago – 04/set – 06/out – 06/nov – 04/dez – 07/jan
    0 – 07/ago – 08/set – 07/out – 09/nov – 07/dez – 08/jan

    Para quem recebe acima do salário mínimo
    Final do benefício – Jul/26 – Ago/26 – Set/26 – Out/26 – Nov/26 – Dez/26

    1 e 6 – 03/ago – 01/set – 01/out – 03/nov – 01/dez – 04/jan
    2 e 7 – 04/ago – 02/set – 02/out – 04/nov – 02/dez – 05/jan
    3 e 8 – 05/ago – 03/set – 05/out – 05/nov – 03/dez – 06/jan
    4 e 9 – 06/ago – 04/set – 06/out – 06/nov – 04/dez – 07/jan
    5 e 0 – 07/ago – 08/set – 07/out – 09/nov – 07/dez – 08/jan

    QUAL É A ORDEM DE PAGAMENTO DO BENEFÍCIO?

    Recebem antes os aposentados, pensionistas e demais beneficiários que ganham até um salário mínimo. Quem recebe acima do piso nacional, até o teto da Previdência Social, tem o pagamento liberado depois.
    A data do depósito é definida pelo número final do benefício, sem considerar o dígito verificador, e pelo valor recebido. O calendário anual estabelece os dias exatos de pagamento para cada grupo.

    O QUE SIGNIFICA MÊS DE COMPETÊNCIA?

    Os pagamentos seguem o mês de competência do benefício. Na prática, isso quer dizer que os depósitos de um mês começam a ser feitos nos últimos dias daquele mês e podem avançar para o início do mês seguinte.
    A competência de dezembro, por exemplo, começa a ser paga no fim de dezembro e vai até os primeiros dias de janeiro.

    O PAGAMENTO PODE ATRASAR POR CAUSA DE FERIADOS BANCÁRIOS?

    Não. O calendário nacional do INSS já é elaborado considerando os feriados bancários, o que garante que o benefício esteja disponível na data indicada.
    No caso de feriados estaduais ou municipais, os depósitos não são interrompidos. Mesmo sem expediente bancário local, os valores ficam disponíveis para saque e movimentação.

    COMO O BENEFICIÁRIO PODE MOVIMENTAR O DINHEIRO?

    A movimentação depende do tipo de conta escolhida. Quem tem conta aberta apenas para receber aposentadoria, pensão, auxílio ou BPC pode sacar o valor em caixas eletrônicos. Também é possível fazer transferências e movimentar o dinheiro pela internet.

    QUANDO OCORRE O REAJUSTE DOS BENEFÍCIOS?

    Os benefícios do INSS são reajustados no início do ano, após a divulgação do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Para quem recebe um salário mínimo, o aumento fica acima da inflação, conforme a política de valorização do governo federal.

    VEJA PARA QUANTO VAI A APOSENTADORIA EM 2026

    VALOR DO BENEFÍCIO EM 2025 – VALOR DO BENEFÍCIO EM 2026

    R$ 1.518,00 – R$ 1.621
    R$ 2.000,00 – R$ 2.078
    R$ 2.500,00 – R$ 2.597,50
    R$ 3.000,00 – R$ 3.117
    R$ 3.500,00 – R$ 3.636,50
    R$ 4.000,00 – R$ 4.156
    R$ 4.500,00 – R$ 4.675,50
    R$ 5.000,00 – R$ 5.195
    R$ 5.500,00 – R$ 5.714,50
    R$ 6.000,00 – R$ 6.234
    R$ 6.500,00 – R$ 6.753,50
    R$ 7.000,00 – R$ 7.273
    R$ 7.500,00 – R$ 7.792,50
    R$ 8.000,00 – R$ 8.312
    R$ 8.157,41 – R$ 8.475,55

    Valores não consideram desconto do Imposto de Renda, se houver.

    QUAL SERÁ O VALOR DO SALÁRIO MÍNIMO EM 2026?

    O salário mínimo será de R$ 1.621. O novo valor representa um aumento de R$ 103, o que corresponde a 6,78%, em relação ao piso atual de R$ 1.518. O cálculo considera a inflação de 4,18% medida pelo INPC e a regra que garante ganho real, limitado pelo arcabouço fiscal.

    Com a limitação, o aumento ficou R$ 15 abaixo do que seria aplicado caso o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos antes fosse incorporado integralmente ao cálculo. Sem o teto, o salário mínimo teria chegado a R$ 1.636 em 2026.

    INSS começa nesta segunda (26) pagamento para quem recebe o piso

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia