Categoria: ECONOMIA

  • Peritos afirmam não ser papel da PGR analisar provas sobre Master

    Peritos afirmam não ser papel da PGR analisar provas sobre Master

    Ministro determinou que todo o material apreendido na operação do caso seja lacrado e guardado na PGR; associação diz que perícia federal tem competência legal, atributos técnicos e estruturais necessários para provas

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – A APCF (Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais) divulgou nota, nesta quinta-feira (15), afirmando que não compete ao Ministério Público Federal a elaboração de provas a partir da análise dos vestígios de investigações.

    A entidade afirma que as unidades de criminalística da Polícia Federal, em especial o Instituto Nacional de Criminalística (INC), têm competência legal, atributos técnicos, científicos e estruturais necessários à adequada produção da prova pericial. Isso inclui, segundo a nota, análise de dispositivos eletrônicos e mídias digitais.

    A declaração foi feita no contexto em que o ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou que todo o material apreendido na operação do caso Master seja lacrado e guardado na PGR (Procuradoria-Geral da República). Antes disso, ele havia decidido que o conteúdo ficaria armazenado na própria corte.

    A associação disse que reconhece a importância da atuação do Ministério Público na formação da opinião jurídica sobre a materialidade e a autoria dos delitos investigados.

    “Cabe ressaltar, ademais, que os peritos oficiais de natureza criminal, que no âmbito federal são os peritos criminais federais, possuem autonomia técnico-científica e funcional”, disse.

    O órgão acrescentou que tais competências são asseguradas pela legislação, como o Código de Processo Penal. O texto afirma que a perícia é responsável por realizar os exames periciais, zelar pelos protocolos técnicos e pela rigorosa preservação da cadeia de custódia.

    Além de garantir a produção de provas científicas válidas para o devido processo legal, a ampla defesa e a correta elucidação dos fatos.

    A associação ainda disse que vê com preocupação os riscos operacionais e técnicos envolvidos na ausência do envio dos materiais à perícia criminal.

    Segundo o órgão, a postergação do envio ou a realização dos exames fora das unidades oficiais de criminalística, sobretudo em relação a dispositivos eletrônicos, pode levar à perda de vestígios relevantes para a persecução penal.

    Além disso, há riscos de aparelhos ainda ativos ou recentemente desbloqueados possibilitarem eventuais modificações automáticas.

    “A associação reafirma, por fim, a importância de que o material apreendido seja destinado à perícia oficial, responsável legal pela produção da prova científica, assegurando a integridade dos vestígios e a confiabilidade da prova material gerada, em consonância com a legislação processual penal e as boas práticas da ciência forense”, diz a nota.

    O gabinete de Toffoli argumentou que o acautelamento tinha por finalidade “a preservação das provas recolhidas pela autoridade policial e serão devidamente periciadas pelas autoridades competentes”.

    A medida ocorreu na decisão em que o ministro criticou a Polícia Federal e exigiu explicações em 24h do diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, pelo não cumprimento dos prazos determinados por ele na segunda fase da operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do banco.

    Peritos afirmam não ser papel da PGR analisar provas sobre Master

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  • IBGE prevê safra recorde de 346 milhões de toneladas em 2025

    IBGE prevê safra recorde de 346 milhões de toneladas em 2025

    A previsão é de que em 2026, a produção seja menor. Segundo estimativas do IBGE, a safra brasileira em 2026 deve somar 339,8 milhões de toneladas, declínio de 1,8% em relação a 2025 ou 6,3 milhões de toneladas

    O Brasil deverá fechar 2025 com safra recorde de 346,1 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas. O resultado representa um aumento de 18,2% em relação a 2024 (292,7 milhões de toneladas).

    Os dados são da estimativa calculada em dezembro de 2025, divulgada nesta quinta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

    A previsão é de que em 2026, a produção seja menor. Segundo estimativas do IBGE, a safra brasileira em 2026 deve somar 339,8 milhões de toneladas, declínio de 1,8% em relação a 2025 ou 6,3 milhões de toneladas. 

    Para a safra 2026, o IBGE informou que está incluindo a canola e o gergelim, produtos que vêm ganhando importância na safra de cereais, leguminosas e oleaginosas nos últimos anos, muito embora ainda tenham seu cultivo limitado a poucas unidades da federação.

    Recorde

    Para 2025, o IBGE prevê recorde da série histórica. O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos deste grupo que, somados, representaram 92,7% da estimativa da produção e respondem por 87,9% da área a ser colhida. 

    Para a soja, a estimativa de produção foi de 166,1 milhões de toneladas, novo recorde da série histórica, que representa alta de 14,6% em relação a 2024. Para o milho, a estimativa também foi recorde,141,7 milhões de toneladas (crescimento de 23,6%). 

    Outro recorde se refere à produção do algodão herbáceo em caroço, que chegou a 9,9 milhões de toneladas, um acréscimo de 11,4% em relação a 2024.

    Já a produção do arroz em casca foi estimada em 12,7 milhões de toneladas (alta de 19,4%); a do trigo, em 7,8 milhões de toneladas (3,7% a mais que em 2024), e a do sorgo foi de 5,4 milhões de toneladas (35,5% a mais).

    Previsão para 2026

    O prognóstico para 2026 divulgado nesta quinta foi o terceiro. Apesar de estimar uma produção em 2026 menor que em 2025, a previsão foi maior do que a do último prognóstico, divulgado em dezembro de 2024, pelo IBGE.

    Em relação ao segundo prognóstico, houve crescimento de 4,2 milhões de toneladas – alta de 1,2% na previsão para este ano.

    De acordo com o IBGE, o declínio da produção de 2026 em relação à safra 2025 deve-se, principalmente, à menor estimativa para o milho (-6% ou -8,5 milhões de toneladas), para o sorgo (-13% ou -700,2 mil toneladas), para o arroz (-8% ou -1 milhão de toneladas), para o algodão herbáceo em caroço (-10,5% ou -632,7 mil toneladas) e para o trigo (-1,6% ou -128,4 mil toneladas).

    Já para a soja, o IBGE estima um crescimento de 2,5% ou 4,2 milhões de toneladas. A produção do feijão também deve crescer 3,1% na primeira safra, chegando a 30,1 mil toneladas.

    IBGE prevê safra recorde de 346 milhões de toneladas em 2025

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  • BC decreta liquidação da Reag, investigada por fraudes no caso Master

    BC decreta liquidação da Reag, investigada por fraudes no caso Master

    Em nota, o BC disse que a liquidação foi motivada “por graves violações às normas” que regem as atividades das instituições que integram o sistema financeiro.

    (FOLHAPRESS) – O Banco Central decretou nesta quinta-feira (15) a liquidação da Reag, instituição investigada por participar de suposta ciranda financeira que inflava artificialmente ativos no caso Master.

    A liquidação foi decretada um dia depois de a Polícia Federal deflagrar a segunda fase da operação Compliance Zero, que apura a atuação de fundos de investimentos que teriam sido usados para inflar o patrimônio do Master.

    Essa nova etapa da investigação teve como alvos endereços ligados a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, a parentes dele e a empresários, incluindo Nelson Tanure e João Carlos Mansur, ex-dono da Reag -gestora investigada no caso Master e suspeita envolvimento com crime organizado.

    O cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, foi preso quando se preparava para deixar o país, de jatinho, com destino a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Ele foi solto horas depois.

    No ato em que determinou a liquidação, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, nomeou como liquidante a APS Serviços Especializados de Apoio Administrativo, tendo como responsável técnico Antonio Pereira de Souza.

    A instituição hoje é denominada CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários e se enquadrada no segmento S4 (porte inferior a 0,1% do PIB), representando menos de 0,001% do ativo total ajustado do sistema financeiro nacional.

    Em nota, o BC disse que a liquidação foi motivada “por graves violações às normas” que regem as atividades das instituições que integram o sistema financeiro.

    “O Banco Central continuará tomando todas as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades nos termos de suas competências legais. O resultado das apurações poderá levar à aplicação de medidas sancionadoras de caráter administrativo e a comunicações às autoridades competentes, observadas as disposições legais aplicáveis”, disse.

    BC decreta liquidação da Reag, investigada por fraudes no caso Master

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  • Turismo deve bater recorde na alta temporada de verão com impulso estrangeiro, prevê CNC

    Turismo deve bater recorde na alta temporada de verão com impulso estrangeiro, prevê CNC

    Com base em dados da Embratur, a entidade afirma que o Brasil totalizou quase 7,7 milhões de chegadas de viajantes de outros países no período de janeiro a outubro de 2025 -um aumento de 42,2% ante 2024.

    (FOLHAPRESS) – O setor de turismo deve faturar R$ 218,77 bilhões na alta temporada deste verão no Brasil, de acordo com projeção da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo).

    Caso a estimativa se confirme, a movimentação terá novo recorde, crescendo 3,7% frente ao período anterior (R$ 211 bilhões), indica a entidade empresarial.

    A alta temporada considera o intervalo de dezembro de 2025, que engloba as festas de Natal e Réveillon, até o Carnaval, celebrado em fevereiro em 2026.

    Segundo a CNC, um impulso para os negócios vem do maior desembarque de estrangeiros.

    Com base em dados da Embratur, a entidade afirma que o Brasil totalizou quase 7,7 milhões de chegadas de viajantes de outros países no período de janeiro a outubro de 2025 -um aumento de 42,2% ante 2024.

    A Argentina (2,9 milhões) liderou a lista de origens, seguida por Chile (662 mil) e Estados Unidos (614 mil).

    A economia argentina não está nadando de braçada, mas saiu de uma situação caótica para uma situação um pouco melhor. Isso ajuda a movimentar o turismo, porque a Argentina é a principal emissora de turistas”, diz o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes.

    O setor envolve uma série de atividades de serviços, como os de alimentação fora de casa, em bares e restaurantes, e os de transportes.

    Na avaliação de Bentes, o consumo de serviços tem sido menos influenciado pelos juros altos do que a compra de bens de maior valor agregado no país.

    Isso, segundo o economista, também ajuda a explicar a perspectiva de crescimento na alta temporada.

    A CNC afirma que o período será “decisivo” para a economia do setor turístico, respondendo por cerca de 44% da receita esperada para o ano.

    A entidade ainda prevê abertura de 87,6 mil postos temporários de trabalho formal na alta temporada. Caso o número se confirme, será o maior volume de vagas para o período desde 2014 (88,4 mil).

    De acordo com a CNC, o faturamento do turismo brasileiro está 13% acima do nível pré-pandemia.

    Após a crise sanitária, iniciada em 2020, quando o setor encolheu 36,7%, a atividade conseguiu anular as perdas de receita em dezembro de 2022, mantendo uma trajetória de crescimento desde então.

    Em nota, o presidente do sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, diz que as diversidades geográficas e culturais são “apenas dois dos vários fatores” que fazem o Brasil ser um “destino completo”.

    Ele afirma, porém, que é necessário desenvolver a malha aérea no Norte e no Centro-Oeste para que o potencial de negócios dessas regiões seja mais aproveitado.

    Reportagem da Folha de S.Paulo mostrou que, pela segunda vez consecutiva, o Brasil registrou recorde no número de passageiros em voos internacionais partindo ou chegando ao país no acumulado dos primeiros 11 meses do ano.

    De janeiro a novembro de 2025, foram mais de 25 milhões de viajantes, o maior patamar da série histórica da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), iniciada em 2000.

    Turismo deve bater recorde na alta temporada de verão com impulso estrangeiro, prevê CNC

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  • Receita Federal volta a negar taxação do Pix e alerta para golpes

    Receita Federal volta a negar taxação do Pix e alerta para golpes

    A orientação da Receita Federal é desconfiar de mensagens alarmistas, evitar o compartilhamento de conteúdos sem fonte confiável e buscar informações em canais oficiais do governo ou em veículos de imprensa profissional.

    A Receita Federal voltou a desmentir informações falsas que circulam nas redes sociais sobre suposto monitoramento de transações via Pix para cobrança de impostos.

    Em nota oficial emitida nesta quarta-feira (14), o órgão afirma que não existe tributação sobre o Pix nem fiscalização das movimentações financeiras com esse objetivo, prática proibida pela Constituição Federal.

    Segundo a Receita, mensagens alarmistas sobre “taxa do Pix” ou “imposto sobre transferências” são completamente falsas. O Pix é apenas um meio de pagamento, como dinheiro ou cartão, e não gera, por si só, qualquer tipo de tributo.

     

    Os boatos citam a Instrução Normativa nº 2.278, de agosto do ano passado, como se ela autorizasse o rastreamento de transações individuais.

    De acordo com o Fisco, a norma apenas estende às fintechs as mesmas obrigações de transparência já aplicadas aos bancos tradicionais, dentro das regras de combate à lavagem de dinheiro e à ocultação de patrimônio. Não há acesso a valores individuais, origem ou natureza dos gastos dos cidadãos.

    As informações falsas voltaram a ganhar força nas redes sociais nas últimas horas, após o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) voltar a publicar vídeos em que afirma que o governo voltará a monitorar o Pix. Há duas semanas, o Fisco tinha emitido outro alerta de notícias falsas sobre taxação de transações financeiras.

    De acordo com a Receita, esse tipo de conteúdo tem como objetivo enganar a população, gerar pânico financeiro e enfraquecer a confiança em um dos principais meios de pagamento do país. O órgão afirma ainda que a disseminação dessas mensagens atende a interesses do crime organizado e de pessoas que se beneficiam da monetização e do engajamento gerado por notícias falsas.

    O que diz a instrução normativa

    A Receita esclarece que a instrução normativa de agosto não trata de taxação nem de monitoramento de transações financeiras. O órgão reitera que a norma apenas estende às fintechs e instituições de pagamento as mesmas obrigações de transparência já aplicadas aos bancos tradicionais desde 2015.

    As informações repassadas ao Fisco não detalham transações individuais, nem permitem identificar a origem ou a natureza dos gastos dos usuários.

    Segundo a Receita, a medida é fundamental para evitar que fintechs sejam usadas por organizações criminosas para lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio, como identificado em operações policiais recentes.

    Reforma do IR

    No mesmo comunicado, a Receita destacou informações verdadeiras que vêm sendo distorcidas nas redes. Desde janeiro, quem recebe até R$ 5 mil mensais está totalmente isento do Imposto de Renda. Para rendas de até R$ 7.350, há desconto no valor devido.

    Essas mudanças, segundo o Fisco, não têm qualquer relação com Pix, monitoramento de transações ou criação de novos tributos.

    Como se proteger de golpes

    A Receita Federal alerta que a propagação de boatos sobre impostos e Pix cria um ambiente favorável para a aplicação de golpes. Criminosos se aproveitam da desinformação para enviar mensagens falsas por redes sociais, telefone e aplicativos como o WhatsApp, tentando coagir vítimas, solicitar pagamentos indevidos ou obter dados pessoais.

    Para o órgão, esse tipo de prática é perigosa porque amplia o alcance do crime e coloca a população em risco.

    A orientação da Receita Federal é desconfiar de mensagens alarmistas, evitar o compartilhamento de conteúdos sem fonte confiável e buscar informações em canais oficiais do governo ou em veículos de imprensa profissional.

    Mensagens que pedem pagamentos, dados pessoais ou “regularizações” relacionadas ao Pix e a impostos devem ser tratadas como tentativas de golpe.

     

    Receita Federal volta a negar taxação do Pix e alerta para golpes

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  • Bolsa bate recorde e fecha pela primeira vez acima dos 165 mil pontos

    Bolsa bate recorde e fecha pela primeira vez acima dos 165 mil pontos

    Dólar sobe para R$ 5,40 com tensões sobre suspensão de vistos; o dólar comercial fechou o dia vendido a R$ 5,402, com alta de R$ 0,026 (+0,43%)

    Num dia misto no mercado financeiro, a bolsa de valores bateu recorde e fechou, pela primeira vez, acima dos 165 mil pontos. O dólar subiu e voltou a romper a barreira de R$ 5,40 após os Estados Unidos anunciarem a suspensão de vistos para vários países, inclusive o Brasil.

    O índice Ibovespa, da B3, encerrou esta quarta-feira (14) aos 165.146 pontos, com alta de 1,96%. Ações de petroleiras, de mineradoras e de bancos, com maior peso no índice, puxaram a valorização.

    A bolsa brasileira descolou-se das bolsas dos Estados Unidos, que fecharam em queda. A perspectiva de redução de juros na maior economia do planeta, após a divulgação de que a inflação estadunidense desacelerou, beneficiou os países emergentes, inclusive o Brasil. 

    O mercado de câmbio teve um dia mais tenso. O dólar comercial fechou o dia vendido a R$ 5,402, com alta de R$ 0,026 (+0,43%). A cotação iniciou a sessão próxima da estabilidade, mas subiu após a emissora Fox News divulgar que o governo Donald Trump suspendeu, por tempo indeterminado, vistos de imigração para 75 países, inclusive o Brasil.

    Imediatamente após a notícia, a cotação subiu para R$ 5,42. Desacelerou durante a tarde, mas permaneceu acima de R$ 5,40. Apesar da alta desta quarta-feira, a moeda estadunidense acumula queda de 1,6% em 2026.

    Bolsa bate recorde e fecha pela primeira vez acima dos 165 mil pontos

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  • Toffoli cita “fartos indícios” de novos crimes de dono do Banco Master

    Toffoli cita “fartos indícios” de novos crimes de dono do Banco Master

    Ministro determinou que bens apreendidos fiquem lacrados no STF

    O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse haver “fartos indícios” de que os suspeitos investigados no caso do Banco Master continuam a praticar crimes, incluindo o banqueiro Daniel Vorcaro, dono da instituição financeira. 

    Toffoli fez a observação ao autorizar a nova fase da Operação Overclean, deflagrada nesta quarta-feira (14) pela Polícia Federal (PF). Na decisão, o ministro reclamou da demora para o cumprimento de medidas de prisão e buscas, que foram realizadas um dia depois do prazo determinado por ele. 

    As medidas, que incluem a prisão preventiva de Fabiano Campos Zettel e o bloqueio de R$ 5,7 bilhões em bens, deveriam ter sido cumpridas até o dia 13 de janeiro pela autoridade policial, frisou Toffoli, “diante da gravidade dos fatos e necessidade de aprofundamento da investigação, com fartos indícios de práticas criminosas de todos os envolvidos”, escreveu o ministro.  

    Relator do caso Master, Toffoli afirmou ter lhe causado “espécie” a demora no cumprimento das diligências, “posto que resta claro que outros envolvidos podem estar descaraterizando as provas essenciais ao deslinde da causa”. Ele acusou a PF de “falta de empenho no cumprimento da ordem judicial”. 

    Zettel foi preso de madrugada, no Aeroporto de Guarulhos, quando tentava embarcar para os Emirados Árabes Unidos. As demais diligências foram cumpridas a partir das 6h. 

    Além da prisão de Zettel, foram alvo de mandados de busca o empresário Nelson Tanure, gestor de fundos ligados ao Master, e o investidor João Carlos Mansur, ex-presidente da gestora Reag Investimentos. 

    Segundo as investigações, eles são suspeitos de desvios de recursos do sistema financeiro para abastecer o patrimônio pessoal. Ao todo, foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão. Diversos carros e outros itens de luxo foram apreendidos, bem como mais de R$ 90 mil em espécie. 

    Defesa

    Em nota, a defesa do dono do Master informou que ele tem colaborado com as autoridades: “Todas as medidas judiciais determinadas no âmbito da investigação serão atendidas com total transparência.”

    “O Sr. Vorcaro permanece à disposição para prestar esclarecimentos sempre que solicitado, reforçando seu interesse no esclarecimento completo dos fatos e no encerramento célere do inquérito”, diz o texto.

    A Agência Brasil busca contato e deixa o espaço aberto para as defesas de todos os citados. 

    EntendaEm novembro, o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e Daniel Vorcaro foram alvos da Operação Compliance Zero, que investiga a concessão de créditos falsos. As fraudes podem chegar a R$ 17 bilhões em títulos forjados, segundo as investigações. 

    Em março de 2025, o BRB anunciou a intenção de comprar o Master por R$ 2 bilhões, mas o Banco Central (BC) rejeitou a negociação. Em novembro, foi decretada a liquidação da instituição de Vorcaro.

    Toffoli cita “fartos indícios” de novos crimes de dono do Banco Master

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  • PF faz nova operação contra Vorcaro em investigação de fraude do Banco Master

    PF faz nova operação contra Vorcaro em investigação de fraude do Banco Master

    Agentes realizam buscas contra Daniel Vorcaro, que cumpre prisão domiciliar em São Paulo; esta é a segunda fase da operação Compliance Zero

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – A Polícia Federal faz nesta quarta-feira (14) uma nova operação de busca e apreensão contra Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, na investigação sobre suspeitas de fraude envolvendo a instituição financeira.

    Agentes realizam buscas contra o ex-banqueiro, que cumpre prisão domiciliar em São Paulo. São 42 mandados de busca e apreensão nesta nova fase da operação, além de ordens de sequestro e bloqueio de bens no valor de R$ 5,7 bilhões.

    São alvos endereços ligados a Vorcaro, a parentes dele e a empresários, incluindo João Carlos Mansur, ex-dono da Reag, gestora investigada no caso Master e suspeita envolvimento com o crime organizado, e o empresário Nelson Tanure. Fabiano Zettel, cunhado do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, foi preso quando se preparava para deixar o país, de jatinho, com destino a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Ele foi solto horas depois.

    Os mandados são cumpridos também em Minas Gerais, Bahia, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.

    A atuação de fundos de investimentos que teriam sido usados para inflar o patrimônio do Master é um dos focos desta etapa da investigação. Como revelou a Folha de S.Paulo, o BC identificou seis fundos de investimento suspeitos de fazer parte do esquema de fraude capitaneado pelo ex-banqueiro.

    Esta é a segunda fase da operação Compliance Zero. Na primeira etapa, Vorcaro foi preso em 17 de novembro de 2025, acusado de liderar um esquema que criou carteiras falsas de crédito para inflar o patrimônio do Master e, em seguida, vender a instituição financeira ao BRB (Banco de Brasília).

    A defesa de Vorcaro disse que tem colaborado integral e continuamente com as autoridades competentes e que todas as medidas judiciais determinadas serão atendidas com transparência. Em nota, os advogados afirmaram que ainda não tiveram acesso aos autos.

    Até as 9h, a Polícia Federal havia apreendido R$ 200 mil em espécie com um dos alvos e R$ 97 com outro, além de carros de luxo, relógios e grande quantidade de armas, como revólveres e fuzis.

    “O sr. Vorcaro permanece à disposição para prestar esclarecimentos sempre que solicitado, reforçando seu interesse no esclarecimento completo dos fatos e no encerramento célere do inquérito.”

     

    Já Nelson Tanure é dono de empresas que tiveram valorização relâmpago com fundos de investimentos administrados pela Reag, gestora investigada no caso Master e suspeita envolvimento com o crime organizado. Ele também é cotista de fundos hospedados na Reag.

    A defesa de Nelson Tanure disse em uma nota que “jamais enfrentou qualquer processo criminal em razão de suposta prática delitiva no contexto das empresas em que é ou foi acionista” e que ele teve o telefone celular apreendido na operação desta quarta. O empresário também negou por meio de seu advogado qualquer relação societária com o Master, afirmando ser apenas um cliente.

    “O empresário tem certeza de que no decorrer das apurações promovidas pelo STF restará definitivamente demonstrada a inexistência de qualquer pretensa prática ilícita oriunda dessa relação”, disse o advogado Pablo Naves Testoni.

    Grande investidor do mercado brasileiro, Tanure é conhecido por apostar em empresas com dificuldades financeiras para reestrurá-las e vendê-las por um valor maior depois. O empresário adota uma linha mais arrojada nos investimentos, organizada por meio de fundos e estruturas societárias complexas.

    Entre seus investimentos estão a Prio, antiga PetroRio, a incorporadora imobiliária Gafisa e a varejista Grupo Dia. No ano passado, Tanure fez uma oferta pela petroquímica Braskem.

    A reportagem também tenta contato com Mansur da Reag.

    As ações foram autorizadas pelo STF (Supremo Tribunal Federal). O inquérito está sob responsabilidade do ministro Dias Toffoli, que atendeu a um pedido da defesa do Master para tirar o caso da primeira instância após a citação de um negócio imobiliário entre Vorcaro e o deputado João Carlos Bacelar (PL-BA).

    Segundo a PF, a nova fase da operação tem o objetivo de “interromper a atuação da organização criminosa, assegurar a recuperação de ativos e dar continuidade às investigações”.

    O objetivo desta nova fase, segundo autoridades que acompanham as investigações, é aprofundar a coleta de informações sobre os artifícios usados pelo Master ao longo dos anos para executar a fraude. Os alvos desta quarta-feira são os possíveis responsáveis pela criação dessa estrutura.

    A Compliace Zero investiga os crimes de organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de capitais.

    Investigadores afirmam que o inquérito sobre as suspeitas de fraude praticada pelo Master na venda de carteira de crédito para o BRB poderá ser concluído rapidamente.

    Integrantes da corporação que acompanham os trabalhos avaliam que já foram colhidas provas robustas para tirar conclusões sobre a participação de acusados no esquema. Um dos agentes diz, sob condição de anonimato, que essa parte da apuração pode ser finalizada após os depoimentos dos investigados, previstos para o fim de janeiro e o início de fevereiro.

    O inquérito deve permanecer concentrado num escopo restrito, com foco na compra pelo Master de carteiras atribuídas à empresa Tirreno e a posterior tentativa de venda do banco de Daniel Vorcaro para o BRB. Os fatos dessa apuração são considerados “simples” pelos investigadores.

    Na avaliação desses agentes, inquéritos sobre outras pontas da operação do Master, como a carteira de créditos consignados e eventuais conexões políticas do caso, poderiam ficar para um segundo momento.

    PF faz nova operação contra Vorcaro em investigação de fraude do Banco Master

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  • Dólar à vista abre em queda de 0,08%, a R$ 5,3715, em meio à cautela global

    Dólar à vista abre em queda de 0,08%, a R$ 5,3715, em meio à cautela global

    Na terça-feira, 13, o dólar à vista encerrou em alta de 0,06%, cotado a R$ 5,3759, após oscilar entre a mínima de R$ 5,3649 e a máxima de R$ 5,394. Com o resultado, a moeda americana passou a acumular queda de 2,06% em 2026 frente ao real

    O dólar à vista abriu esta quarta-feira, 14, em ligeira queda de 0,08%, sendo negociado a R$ 5,3715, influenciado principalmente pelo desempenho da moeda americana frente a seus pares e às divisas emergentes. O ambiente é de cautela global antes da divulgação de indicadores econômicos dos Estados Unidos e da publicação da primeira pesquisa Genial/Quaest de 2026 no Brasil.

    Os investidores monitoram a divulgação do índice de preços ao produtor (PPI) e das vendas no varejo dos EUA, ambos às 10h30, além da publicação do Livro Bege do Federal Reserve, às 16h. Os dados podem ajudar a calibrar as apostas sobre o ritmo de cortes de juros ao longo de 2026, após o CPI divulgado ontem ter vindo em linha com as expectativas.

    Também estão previstos discursos do presidente do Fed de Minneapolis, Neel Kashkari (14h), e do presidente do Fed de Nova York, John Williams (16h10), em meio ao aumento da pressão política do governo americano sobre a autoridade monetária.

    O ambiente externo é agravado pela escalada das tensões geopolíticas envolvendo o Irã, com impacto em mercados que já acompanham a desvalorização acentuada da moeda local frente ao dólar nos últimos meses.

    No Brasil, o mercado acompanha a divulgação da primeira pesquisa Genial/Quaest de 2026, às 10h, que traz a avaliação do governo e um retrato inicial do cenário eleitoral. Em dezembro, o levantamento mostrou o presidente Lula à frente em todos os cenários testados, com o senador Flávio Bolsonaro como o nome mais competitivo da direita. O resultado tende a ser monitorado de perto pelo mercado de câmbio, em um momento em que o risco político volta a ganhar peso na precificação dos ativos.

    Ainda no radar doméstico está a nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quarta-feira pela Polícia Federal, que mira suspeitas envolvendo o Banco Master. O banqueiro Daniel Vorcaro voltou a ser alvo de mandados de busca e apreensão. Ontem, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o caso pode se configurar como a “maior fraude bancária” da história do país.

    Na terça-feira, 13, o dólar à vista encerrou em alta de 0,06%, cotado a R$ 5,3759, após oscilar entre a mínima de R$ 5,3649 e a máxima de R$ 5,394. Com o resultado, a moeda americana passou a acumular queda de 2,06% em 2026 frente ao real.

     

     
     
     

    Dólar à vista abre em queda de 0,08%, a R$ 5,3715, em meio à cautela global

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  • Lula sanciona regulamentação da reforma tributária, com vetos

    Lula sanciona regulamentação da reforma tributária, com vetos

    Um dos vetos trata da redução da tributação para as Sociedades Anônimas de Futebol (SAFs), com equiparação aos clubes brasileiros. Outro veto refere-se à inclusão, na lista de alimentos sujeitos à redução de 60% das alíquotas do IBS e da CBS, de produtos naturais líquidos compostos por vegetais e frutas

    Foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) a Lei Complementar 227, que representa a última etapa da regulamentação da reforma tributária. O texto cria o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), órgão responsável por gerir e coordenar operacionalmente o novo imposto compartilhado entre estados, Distrito Federal e municípios.

    O Ministério da Fazenda informou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou dez dispositivos do projeto. “O presidente fez alguns poucos vetos que já tinham sido antecipados nos diálogos com o Congresso, mas são poucos vetos”, afirmou o secretário-executivo da pasta, Dario Durigan, em entrevista coletiva nesta terça-feira, 13.

    Alguns dos vetos foram detalhados ainda nesta terça. Um deles trata da redução da tributação para as Sociedades Anônimas de Futebol (SAFs), com equiparação aos clubes brasileiros. Outro veto refere-se à inclusão, na lista de alimentos sujeitos à redução de 60% das alíquotas do IBS e da CBS, de produtos naturais líquidos compostos por vegetais e frutas. Segundo o governo, essa inclusão ampliaria o benefício além da intenção original do Parlamento.

    Lula também vetou a possibilidade de estados e municípios reduzirem as alíquotas do ITBI na modalidade de pagamento antecipado do tributo. O Planalto alegou que a medida poderia gerar insegurança jurídica.

    Outro veto atingiu o trecho que previa a devolução posterior de parte do valor pago por famílias de baixa renda no fornecimento de gás encanado. “A proposição legislativa contraria o interesse público ao afetar a devolução imediata de tributos incidentes sobre gás canalizado para famílias de baixa renda e prejudicar a consecução da política de universalização do acesso ao gás natural”, justificou o presidente.
     
     

     

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