Categoria: ENTRETENIMENTO

  • Bebê do Nirvana perde nova ação contra banda ao se dizer vítima de abuso sexual

    Bebê do Nirvana perde nova ação contra banda ao se dizer vítima de abuso sexual

    Spencer Elden apareceu, aos quatro meses de vida, nu na famosa capa do álbum “Nevermind”, lançado em 1991 pela banda Nirvana; muitos anos depois ele diz ter sido vítima de abuso sexual infantil

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Um juiz federal rejeitou um novo processo aberto por Spencer Elden, homem que aparece, com quatro meses de vida, como o bebê nu da famosa capa do álbum “Nevermind”, lançado em 1991 pela banda Nirvana. Ele diz ter sido vítima de abuso sexual infantil.

    Fernando Olguin, juiz do Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito da Califórnia, decidiu nesta terça-feira (30) que a capa do disco não atende aos critérios legais para ser classificada como imagem de abuso sexual infantil.

    “Nem a pose, nem o ponto focal, nem o cenário, nem o contexto geral sugerem que a capa do álbum apresenta conduta sexualmente explícita”, declarou ele. Segundo Olguin, fora a nudez de Elden, nenhum outro elemento está “perto de enquadrar a imagem no escopo da lei de pornografia infantil”.

    O juiz também disse que Elden já se beneficiou financeiramente diversas vezes da fotografia, tendo já recebido pagamentos para refazer a foto, pela venda de pôsteres e outros itens autografados, e afirmou que ele se refere a si mesmo como o “bebê do Nirvana”. Elden também possui uma tatuagem com o título do álbum.

    A decisão representa uma vitória para o Nirvana e encerra uma disputa legal que já se estende a quatro anos. Elden já processou o espólio de Kurt Cobain, fundador e vocalista do Nirvana e os ex-integrantes Dave Grohl e Krist Novoselic, entre outras partes.

    O advogado da banda, Bert H. Deixler, disse que seus clientes estão “encantados” com a resolução e que agora eles estão “livres de falsas acusações”. A defesa de Elden ainda não emitiu qualquer resposta.

    Elden registrou a sua primeira ação do caso em 2021, sob a acusação de que o Nirvana e a gravadora de “Nevermind” estariam lucrando em cima de sua imagem nua e ligada ao abuso sexual infantil. A ação foi rejeitada duas vezes mas foi reativada no final de 2023, sob o argumento de que a republicação da imagem, a partir de 2021, seria uma nova lesão pessoal contra ele.

    Embora Elden tenha participado de celebrações do álbum ao longo dos anos, em 2017 ele disse, em entrevista ao CQ Austrália, que a sua percepção em relação à imagem teria mudado. “Recentemente, tenho pensado: ‘E se eu não estivesse bem com meu maldito pênis sendo mostrado para todo mundo? Eu realmente não tive escolha.”

    Bebê do Nirvana perde nova ação contra banda ao se dizer vítima de abuso sexual

  • Intoxicação por metanol: na UTI, Hungria não apresenta problema de visão

    Intoxicação por metanol: na UTI, Hungria não apresenta problema de visão

    O artista começou a apresentar quadro de cefaleia, náusea, vômito, turvação visual e acidose metabólica, após consumir vodca na casa de um amigo, em Brasília

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O rapper Hungria está consciente, orientado, estável, com respiração espontânea e sem alterações visuais. As informações foram confirmadas em boletim médico divulgado pela equipe do artista.

    “O Hospital DF Star informa que o cantor Gustavo da Hungria Neves (Hungria) permanece internado em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em Brasília. O artista deu entrada na unidade após suspeita de intoxicação por bebida adulterada. No momento, encontra-se consciente, orientado, estável, com respiração espontânea e sem alterações visuais. Ele iniciou tratamento específico, incluindo hemodiálise, como medida preventiva para a eliminação de substâncias tóxicas. Até o momento, não há previsão de alta hospitalar”, diz a nota oficial divulgada pela equipe do artista.

    Anteriormente, assessoria do músico informou que foram iniciadas sessões de hemodiálise, além de um tratamento com etanol. As medidas teriam sido tomadas por precaução.

    ENTENDA O CASO

    Músico apresenta quadro de cefaleia, náusea, vômito, turvação visual e acidose metabólica, informou a unidade de saúde. Os sintomas apareceram após ele consumir vodca na casa de um amigo, em Brasília.

    “O cantor encontra-se sob cuidados médicos após a suspeita de ter ingerido bebida adulterada, em situação que remete aos casos recentemente noticiados em São Paulo”, disse a equipe do artista.

    “Foi iniciado tratamento especializado e, no momento, o paciente está em investigação da etiologia do quadro”, disse o hospital DF Star.

    Boletim é assinado pelos médicos Leandro Machado, Guilherme Meyer e Allisson B Barcelos Borges.

    Equipe do cantor também anunciou o adiamento de shows. “Por orientação médica e com o objetivo de preservar sua saúde, os shows previstos para este final de semana serão remarcados. O artista permanece em acompanhamento e já está fora de risco iminente”, diz trecho de comunicado.

    Gustavo da Hungria Neves, ou ”Hungria Hip Hop”, começou a viralizar na internet aos 14 anos. Com mais de 12,1 milhões de seguidores no Instagram, o músico soma hits nacionais.

    Intoxicação por metanol: na UTI, Hungria não apresenta problema de visão

  • Ex-Masterchef é condenado por estupro de menina de 12 anos em SC

    Ex-Masterchef é condenado por estupro de menina de 12 anos em SC

    Jason de Souza Junior, ex-participante do reality show Masterchef, foi condenado a 12 anos de prisão em regime fechado pelo estupro de uma menina de 12 anos

    RIO DE JANEIRO, RJ (CBS NEWS) – O chef de cozinha Jason de Souza Junior, ex-participante do reality show Masterchef, foi condenado a 12 anos de prisão em regime fechado pelo estupro de uma menina de 12 anos em Florianópolis. A decisão foi confirmada nesta quarta-feira (1º) pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina. A defesa afirma que a condenação não reflete as provas e que recorrerá da sentença.

    O processo corre em segredo de Justiça por se tratar de um crime sexual contra criança. O caso ocorreu na tarde de 31 de dezembro de 2024, no bairro Trindade, próximo à Universidade Federal de Santa Catarina. No dia seguinte, o chef foi preso em Palhoça, na Grande Florianópolis, e desde então está detido no Presídio Masculino da capital catarinense.

    Em nota, o advogado Marcos Paulo Poeta dos Santos criticou a condenação e disse que Jason nega o crime. “Respeitamos a decisão judicial que condenou Jason de Souza Júnior a 12 anos de prisão, mas entendemos que ela não refletiu corretamente as provas dos autos. Jason nega o crime e confia na Justiça. Recorreremos da sentença com a convicção de que a verdade prevalecerá.”

    Segundo a defesa, trata-se de “mais um caso em que um cidadão é levado à prisão com base exclusivamente no valor do depoimento da vítima, mesmo quando isso contraria os outros elementos de prova”.

    Em janeiro, quando a prisão foi efetuada, a defesa de Jason afirmou que ele havia conhecido a vítima em um aplicativo de namoro, onde ela supostamente indicava idade superior à verdadeira.

    A família da vítima, entretanto, declarou à época que o homem não conhecia a criança nem seus parentes. De acordo com o relato, ela foi abordada por Jason no portão de casa, quando o suspeito estaria armado. Após cometer o crime, ele teria deixado a menina novamente nas proximidades da residência, de onde ela conseguiu retornar e contar o que havia acontecido. Os familiares a levaram ao hospital e acionaram a polícia.

    Segundo a Polícia Civil, a investigação foi conduzida em sigilo. Durante o interrogatório, Jason permaneceu em silêncio e não confessou o crime.

    O chef participou da nona temporada do Masterchef, exibida em 2022, mas foi eliminado ainda nas etapas iniciais do programa.

    Ex-Masterchef é condenado por estupro de menina de 12 anos em SC

  • Chefe do órgão que regula mídia nos EUA irá ao Senado falar sobre Jimmy Kimmel

    Chefe do órgão que regula mídia nos EUA irá ao Senado falar sobre Jimmy Kimmel

    Brendan Carr, chefe da Comissão Federal de Comunicações (FCC), testemunhará no Senado americano por conta da suspensão do programa de Jimmy Kimmel, Jimmy Kimmel Live!

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Brendan Carr, chefe da Comissão Federal de Comunicações (FCC), principal órgão regulador de mídia nos Estados Unidos, testemunhará no Senado americano por conta da suspensão do programa de Jimmy Kimmel, Jimmy Kimmel Live!, que ficou fora do ar durante uma semana em setembro após o apresentador comentar o assassinato do influenciador trumpista Charlie Kirk.

    “A turma do Maga [movimento Make America Great Again] está desesperada para caracterizar esse garoto que matou Charlie Kirk como qualquer coisa que não seja um deles e fazendo de tudo para tirar proveito político disso”, disse ele durante uma das transmissões do talk show.

    “Entre uma acusação e outra, também houve luto”, acrescentou. No dia do assassinato, ele fez uma publicação em seu Instagram, em que condenou o ataque e desejou o bem da família de Kirk.

    Carr condenou os comentários de Kimmel ao participar de um podcast conservador, em que aconselhou as emissoras americanas a lidarem com colocações do tipo. “Nós podemos fazer isso do jeito fácil ou difícil”, disse ele na ocasião.

    Onúncio da suspensão foi feito no dia 17 pela Sinclair e pela Nexstar, duas grandes donas de afiliadas da ABC. É à comissão presidida por Carr que cabe a aprovação de uma grande fusão em andamento entre a Nexstar e a empresa Tegna, que, uma vez aprovada, traria à primeira o alcance televisivo a 90% dos domicílios americanos.

    Quando a Disney, dona da ABC, optou por retomar a transmissão do programa, decisão que sucedeu uma série de protestos de celebridades e prejuízos por parte da empresa, Carr afirmou não ter tido qualquer relação com a decisão de suspender Kimmel.

    Chefe do órgão que regula mídia nos EUA irá ao Senado falar sobre Jimmy Kimmel

  • Rapper Hungria faz hemodiálise e passa por tratamento com etanol

    Rapper Hungria faz hemodiálise e passa por tratamento com etanol

    O artista omeçou a apresentar quadro de cefaleia, náusea, vômito, turvação visual e acidose metabólica, após consumir vodca na casa de um amigo, em Brasília

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O rapper Hungria passará por sessões de hemodiálise e também foi submetido a um tratamento com etanol. As informações foram confirmadas a Splash pela assessoria de imprensa do artista.

    “O cantor Hungria permanece em acompanhamento médico no Hospital DF Star, em Brasília. Por precaução, ele será submetido a sessões de hemodiálise e já está recebendo tratamento adequado com etanol, conforme indicação médica”, informou a equipe de Hungria em atualização de comunicado oficial.

    A reportagem questionou a assessoria de imprensa do Hospital DF Star sobre o tratamento. A reportagem será atualizada caso comentem sobre os procedimentos.

    ENTENDA O CASO

    Músico apresenta quadro de cefaleia, náusea, vômito, turvação visual e acidose metabólica, informou a unidade de saúde. Os sintomas apareceram após ele consumir vodca na casa de um amigo, em Brasília.

    O cantor encontra-se sob cuidados médicos após a suspeita de ter ingerido bebida adulterada, em situação que remete aos casos recentemente noticiados em São Paulo. Equipe do artista

    Foi iniciado tratamento especializado e, no momento, o paciente está em investigação da etiologia do quadro. Hospital DF Star

    Boletim é assinado pelos médicos Leandro Machado, Guilherme Meyer e Allisson B Barcelos Borges.

    Equipe do cantor também anunciou o adiamento de shows. “Por orientação médica e com o objetivo de preservar sua saúde, os shows previstos para este final de semana serão remarcados. O artista permanece em acompanhamento e já está fora de risco iminente”, diz trecho de comunicado.

    Gustavo da Hungria Neves, ou ”Hungria Hip Hop”, começou a viralizar na internet aos 14 anos. Com mais de 12,1 milhões de seguidores no Instagram, o músico soma hits nacionais.

    Rapper Hungria faz hemodiálise e passa por tratamento com etanol

  • Dony De Nuccio vira dono de TV nos Estados Unidos

    Dony De Nuccio vira dono de TV nos Estados Unidos

    O jornalista, ex-Globo e SBT, se tornou o maior acionista da TV Connect USA, a primeira e única emissora americana de TV aberta em língua portuguesa, que é afiliada à CNN no país

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O jornalista Dony de Nuccio usou as redes sociais para anunciar que a partir de agora é dono de uma emissora de TV nos Estados Unidos. Ele se tornou o maior acionista da TV Connect USA, a primeira e única emissora americana de TV aberta em língua portuguesa, que é afiliada à CNN no país.

    “Depois de muitos anos entre jornalismo, entretenimento e empreendedorismo, dei um passo que nem eu mesmo poderia prever. É o anúncio mais inesperado e impactante da minha carreira”, diz ele.

    O canal, com transmissão de conteúdo 24 horas durante sete dias por semana, possui seis anos de existência e tem o intuito de, conforme De Nuccio, se “consolidar como o principal grupo de mídia para brasileiros nos EUA”.

    No novo desafio, ele diz que terá a ajuda do diretor de entretenimento Cris Gomes, que por mais de 20 anos trabalhou nos bastidores do Domingão do Faustão (Globo). O outro sócio é Paulo Sérgio, fundador da emissora.

    “Vocês verão a história sendo escrita diante dos seus olhos. Em pouco tempo, seremos a maior referência em jornalismo, entretenimento e esportes”, disse.

    Dony comprou uma casa em Miami e desde sua saída do SBT, em 2021, tinha a vontade de expandir seus negócios -ele já é dono de uma produtora de conteúdo de investimentos fora do país. Por isso, em 2023, chegou a recusar propostas, como a de comandar uma revista eletrônica no próprio SBT.

    Dony De Nuccio vira dono de TV nos Estados Unidos

  • Rapper Hungria é internado com suspeita de intoxicação por metanol

    Rapper Hungria é internado com suspeita de intoxicação por metanol

    Não há informação se o consumo da bebida teria ocorrido no DF; Hungria artista deu entrada em hospital com quadro de cefaleia, náuseas, vômitos, turvação visual e acidose metabólica

    Nesta quinta-feira (2), o rapper Hungria, de 34 anos de idade, foi internado em um hospital em Brasília com suspeita de intoxicação por metanol após ingestão de bebida alcoólica adulterada. 

    De acordo com o boletim médico divulgado pelo Hospital DF Star, o artista deu entrada na unidade hospitalar com quadro de cefaleia, náuseas, vômitos, turvação visual e acidose metabólica. 

    O hospital destacou que Hungria, que é de Ceilândia, periferia de Brasília, está em avaliação médica e que não há informação se o consumo da bebida teria ocorrido em Brasília, já que oficialmente o Distrito Federal ainda não conta com nenhum caso confirmado de intoxicação por metanol.

    Nas redes sociais, a equipe do músico disse que ele está sendo acompanhado pelos médicos e “fora de risco eminente”. Informou ainda que a agenda de shows para o fim de semana está cancelada e agradece o apoio dos fãs.

    Rapper Hungria é internado com suspeita de intoxicação por metanol

  • Seu Jorge vai lançar 'disco americano' de música brasileira e mira Grammy

    Seu Jorge vai lançar 'disco americano' de música brasileira e mira Grammy

    No novo álbum “The Other Side”, Seu Jorge mistura samba, jazz, bossa nova e influências psicodélicas em versões de clássicos e parcerias com Beck e Maria Rita. O cantor aposta em um trabalho sofisticado para consolidar sua presença internacional e buscar um Grammy

    (CBS NEWS) – Seu Jorge está na Black Service, produtora que ele comanda, sediada num estúdio moderno na garagem de sua casa em Barueri, região metropolitana de São Paulo. Ele retira de um saco uma foto feita nos Estados Unidos há 16 anos, em que aparece num momento casual, durante o dia, usando óculos escuros e segurando a caixa de um violão.

    “Essa imagem é de 2009. Fiz questão de que ela fosse a capa”, ele diz, tratando de seu próximo álbum, que vem gravando desde quando posou para essa foto. “Fiz um disco meio sinfônico. É bem diferente de tudo o que já fiz.”

    Os shows da turnê de seu álbum mais recente, o primeiro de inéditas em dez anos, “Baile à la Baiana”, lançado em fevereiro, seguem a todo vapor. Mas Seu Jorge não está muito interessado nisso. “Deixa eu mostrar esse negócio aqui”, diz, os olhos fixos no celular, de onde dispara as canções inéditas até um alto-falante.

    “The Other Side”, o “disco americano” de Seu Jorge, deve sair no primeiro semestre do ano que vem. Ele canta em inglês e em português, entre o jazz, a bossa nova, o samba e o sonho -há um toque psicodélico, influência da sonoridade do Clube da Esquina, e uma ambientação cinematográfica.

    “É um disco de música brasileira feito fora do país. Quis fazer samba para o gringo ouvir e falar que ‘sim, o Brasil continua’”, ele afirma. “E onde eu pudesse também me expressar mais como intérprete, não só como autor.”

    Seu Jorge lembra como referência o catálogo da gravadora alemã ECM Records, que lançou gente como Chick Corea e Keith Jarrett, além de obras com os brasileiros Egberto Gismonti e Naná Vasconcelos. Busca o estilo de composição de Claus Ogerman, maestro alemão que foi arranjador de discos fundamentais na exportação da bossa nova -em especial os de Tom Jobim, mas também “Amoroso”, de João Gilberto.

    O álbum traz versões de “Crença”, que Milton Nascimento gravou em seu primeiro disco, de 1969, de “Caboclo”, de Arthur Verocai, e da música “Girl You Move Me”, de uma banda canadense de funk e soul do anos 1970 pouco conhecida, a Cane & Able. Há um dueto intenso com Maria Rita em “Vento de Maio”, composição de Márcio Borges gravada pelo irmão Lô Borges e também pela mãe da cantora, Elis Regina.

    “Nunca vou me esquecer de olhar para a cara dela no dia da gravação. Foi muito emocionante”, ele conta. “Maria Rita jogando nessa posição é camisa dez, jogadora cara. A bola rola fácil.”

    Ele também divide os microfones com o cantor americano Beck, fã de música brasileira e detentor de um Grammy de álbum do ano. Os dois interpretam “River Man”, de Nick Drake, cantor britânico morto em 1974, mas cultuado pelo mundo afora até hoje.

    Seu Jorge ainda canta o que chama de “samba sem cavaco”, uma composição do violonista Cézar Mendes, e se aprofunda nas cordas, nos sopros, nos solos de guitarra, nas baterias de jazz e nos pianos no estilo João Donato, guiando tudo com um grave aveludado.

    A obra vem para consolidar o brasileiro como expoente da música de seu país fora dele -em especial nos Estados Unidos. Conhecido pelo trabalho no cinema -incluindo atuações em “Cidade de Deus” e “A Vida Marinha com Steve Zissou”, este de Wes Anderson-, o carioca também já cantou suas versões desconstruídas de David Bowie em horário nobre no prestigioso festival Primavera Sound, em Barcelona, além de se apresentar no americano Coachella, entre outras atrações.

    Mais do que isso, o cantor morou anos em Los Angeles, o coração da indústria fonográfica. Mesmo de volta ao Brasil, ele tem boa circulação por lá. “Aquilo me serviu para entender como funcionava, como era o centro da indústria do entretenimento. Fui ficar um ano lá, mas as coisas foram acontecendo -e fui ficando.”

    Ao longo da década passada, Seu Jorge se moveu entre as porções norte e sul do continente americano. Manteve a carreira em alta em seu país de origem, para onde voltou de vez na pandemia, em particular com os dois volumes de “Músicas para Churrasco” e uma agenda sempre cheia.

    Exímio e versátil intérprete, Seu Jorge já cantou um pouco de tudo, mas sua obra solo é mais conhecida pelo caldo de soul, funk e samba e o clima de descontração -de “Burguesinha” ao novo “Baile à la Baiana”. Em “The Other Side”, como o título sugere, as músicas revelam, nas palavras dele próprio, um “outro cara”, mais ligado à MPB do século passado e à tradição dos grandes instrumentistas da música brasileira.

    “Vamos atrás de João Gilberto. Eles deixaram tudo para a gente investigar. Por que não se faz mais? Estou em busca de trazer sonoridade à atualidade”, diz Seu Jorge. “Nossa música pop, quando explora isso, é num lugar de memória –e não de autoridade. Estou atrás da beleza.”

    É um dos trabalhos mais arrojados de Seu Jorge. Também um passo ambicioso de uma trajetória que começou no subúrbio do Rio de Janeiro, onde ele nasceu em 1970, viveu fazendo bicos e fugindo da violência policial até servir ao Exército e se encontrar como artista.

    Foi só há pouco tempo, ele diz, que passou a entender sua origem não como pobre, mas miserável. “Ocupei casa até os 12 anos, não tinha dinheiro para nada”, diz. “Era o trabalho que me mantinha longe de constrangimento. Teve uma época, eu já rapaz de voz grossa, que era duro. Era blitz, brutalidade. Se eu não trabalhasse, aos olhos da polícia, era vagabundo.”

    Desde que viu a possibilidade de ser artista, ele conta, nunca duvidou de que daria certo. “Sou um sobrevivente. Quando não dava para acreditar em nada, acreditava em tudo. Continuo assim. Sou um maluco dos sonhos.”

    Agora, tem sido alvo de sua própria curiosidade o motivo de não ter desistido na adversidade. “Em algum momento entendi que eu não precisava de pressa para ter as coisas. E abri mão de ter coisas. Só queria ser. Deixei de querer ter dinheiro para ser o dinheiro. De querer ter uma casa para ser minha casa. Passei a ser o que eu queria ter.”

    Segundo o cantor, sua busca na arte desde sempre se resume à expressão “o som que dá onda”. É uma frase que ele ouviu certa vez de um amigo músico e hippie pernambucano que encantava as plateias mais com o seu carisma do que pelo talento musical -resumido por Seu Jorge a “dois ou três acordes”.

    “Tinha uns caras lá em Teresópolis que tocavam bem para caramba, mas o lugar deles estava sempre miado. Eles tocavam numa pose blasé. Ia um pessoal que ficava sentado com cara de conteúdo, balançando taça de vinho. Enquanto isso, o bar desse amigo estava sempre cheio”, ele lembra. “Uma hora a ficha caiu. A música ficava legal porque era ele. Se não tiver uma onda maneira, é só uma música tocada certinha.”

    Enquanto toca seu próximo disco, ele é atingido pelas ondas sonoras. “Desculpe, vou aumentar”, diz, conforme cresce um solo de guitarra de sua versão lisérgica de “Caboclo”. “É que não tenho com quem dividir. Estou aproveitando essa oportunidade.”

    Quando se aproxima do fim a audição informal de “The Other Side”, Seu Jorge diz que não tem um carinho especial pelo álbum -ou melhor, até tem, mas só até ele ser lançado. “Depois, é do mundo”, afirma. “Mas quero mesmo é o Grammy -e o americano. Vou tentar ser indicado. Ganhar já é outra coisa. Se for indicado, já ganhei.”

    Seu Jorge vai lançar 'disco americano' de música brasileira e mira Grammy

  • Angélica promoverá reunião e bate-papo entre amigos em nova atração do GNT

    Angélica promoverá reunião e bate-papo entre amigos em nova atração do GNT

    Novo programa de Angélica no GNT estreia dia 16 com formato ao vivo, dinâmicas leves e conversas descontraídas sobre temas atuais. A atração terá participação fixa de André Marques, que também cozinha no estúdio, e trilha sonora ao vivo comandada por Aline Wirley

    (CBS NEWS) – A partir do próximo dia 16, a apresentadora Angélica vai encarar um novo desafio no GNT. Ela vai estrear o programa Angélica Ao Vivo, que reunirá sempre quatro pessoas para dinâmicas divertidas e conversas sobre temas diversos.

    A cada episódio, no ar a partir das 22h30, ela terá a companhia de amigos para bater papo sobre rotina, tendências, sociedade, dilemas, atualidade, dentre outros temas.

    “A experiência de voltar a fazer ao vivo é maravilhosa, tem uma adrenalina. Neste programa, a fórmula está na espontaneidade, a direção e o roteiro são muito mais livres”, diz ela.

    Com ela estará André Marques, que além de participar da conversa, será o responsável por preparar alguns quitutes. Uma banda ao vivo, com Aline Wirley à frente, dará o tom musical da atração.

    “Sempre falei que só voltaria para a TV se fosse para fazer coisas associadas ao que eu gosto muito, como gastronomia. E ainda veio junto a Angélica, na empresa que eu tenho muita gratidão, onde trabalhei quase 30 anos”, diz Marques.

    Angélica promoverá reunião e bate-papo entre amigos em nova atração do GNT

  • Atriz fala sobre gravidez de personagem e diz o que esperar da 11ª temporada de 'Chicago Med'

    Atriz fala sobre gravidez de personagem e diz o que esperar da 11ª temporada de 'Chicago Med'

    Jessy Schram falou ao F5, durante passagem pelo Brasil, sobre a nova fase de Hannah em Chicago Med, que volta grávida e cheia de dilemas na 11ª temporada. A atriz destacou a vulnerabilidade da personagem, seu histórico de alcoolismo e como o público se identifica com dramas médicos

    (CBS NEWS) – Intérprete da médica Hannah Asher em “Chicago Med” desde 2020, Jessy Schram, 39, diz que já se acostumou a ouvir histórias reais de pessoas que passam por problemas de saúde como os que sua personagem atende na série. “Já aconteceu até enquanto eu comprava sapatos em uma loja de departamento”, contou ela ao F5 durante recente passagem pelo Brasil.

    “É muito legal interpretar uma personagem com quem as pessoas se sentem tão confortáveis para compartilhar e se relacionar”, completou. “As pessoas adoram compartilhar seu histórico médico comigo e podem contar comigo para isso (risos).”

    A 11ª leva de episódios da série, que estreia nesta quarta-feira (1º) nos Estados Unidos, chega ao país em novembro pelo serviço de streaming Universal+. As dez temporadas anteriores estão disponíveis na plataforma –as temporadas 1, 2, 7, 8 e 9 também podem ser encontradas no Globoplay.

    Para vir a São Paulo divulgar a nova programação do Universal+, a atriz tirou uma breve folga das gravações. “Em dois dias estarei de volta ao set”, comentou. Tentando evitar dar muitos spoilers, ela falou sobre o futuro da personagem, que terminou a temporada revelando uma gravidez.

    “Acho que Hannah está extremamente grata e animada com isso e também extremamente apreensiva e realmente muito nervosa”, antecipou. “Ela não sabe o que vai acontecer medicamente com ela gerando um bebê dentro dela. Ela conhece todas as coisas que podem dar certo, mas principalmente as coisas que poderiam dar errado.”

    Levando em conta que Hannah é obstetra no Gaffney Chicago Medical Center, a própria Jessy sugeriu que ela ficasse um pouco mais neurótica que uma grávida qualquer. “Perguntei ao nosso showrunner se ela poderia sempre ter um medidor de pressão arterial por estar aterrorizada com pré-eclâmpsia”, exemplificou.

    Ela diz que Allen Macdonald, responsável pela série, levou em conta as ideias que ela apresentou. “Haverá coisas com as quais ela é ultrasensível e ultraconsciente, até pela experiência e pelo que ela vê diariamente”, disse. “Acho que será interessante ver como ela lida com tudo.”

    Um ponto que deixou o público curioso é que o pai da criança ainda não foi revelado. “Não é uma situação tradicional”, avaliou a atriz. “Ela não estava em um relacionamento quando isso aconteceu. Em termos de linha do tempo, não sabemos como isso aconteceu, o que sabemos é que ela vai manter o bebê. Ela decidiu fazer isso sozinha e sem saber se mais alguém vai estar envolvido nisso ou não.”

    A atriz diz que o mais interessante de sua personagem é que ela não tem apenas uma face. “Eu amo a empatia, força e vulnerabilidade da Hannah”, afirmou. “Sabe, conseguimos ver tantos lados dela e amo que ela seja vulnerável o suficiente para mostrar todos eles.”

    Ela chama a atenção para o fato de a personagem lidar com o alcoolismo, o que torna sua complexidade muito maior do que se fosse apenas uma médica poderosa que faz de tudo para ajudar seus pacientes. “Para os elementos dela com o vício, tenho o manual dos Alcoólicos Anônimos no meu trailer”, contou. “E tem algumas pessoas [com o mesmo vício] com quem conversei no passado -e sempre tento honrar isso.”

    Já sobre o aspecto médico, ela disse que se prepara para cada episódio tirando todas as dúvidas sobre o que será tratado naquele momento. “O Google é útil, mas nossos consultores médicos são muito mais melhores, com experiência vivida e profissionalismo real”, elogiou.

    Lembrada de que, neste ano, o Emmy foi vencido por outro drama médico (“The Pitt”, da HBO Max), Jessy tenta explicar o apelo infindável das histórias que se passam em hospitais. “Acho que porque as pessoas podem se ver nesses programas”, analisou.

    “Eu amo um bom filme de ação, amo alienígenas. Gosto de várias as coisas diferentes, não me entenda mal, mas acho que dramas médicos tratam de interações humanas”, prosseguiu. “Adoro que as pessoas estejam se conectando a isso, porque é o que você obtém desse tipo de programa.”

    Atriz fala sobre gravidez de personagem e diz o que esperar da 11ª temporada de 'Chicago Med'