Categoria: ESPORTES

  • Irmão brasileiro de Vozinha dá aulas de matemática e celebra goleiro na Copa

    Irmão brasileiro de Vozinha dá aulas de matemática e celebra goleiro na Copa

    ADRIELLY SOUZA
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A atuação de Vozinha na estreia de Cabo Verde na Copa do Mundo transformou o goleiro em um dos personagens mais comentados do torneio.

    Responsável por segurar o empate sem gols diante da poderosa Espanha, Josimar Dias viu sua popularidade explodir em questão de horas. Enquanto milhões de pessoas descobriam quem era o herói cabo-verdiano, um de seus maiores admiradores acompanhava tudo à distância, direto da região metropolitana do Recife.

    Em Camaragibe, Pernambuco, vive Kleidir Dias, irmão do goleiro. Professor particular de matemática, ele leva uma vida discreta, longe dos holofotes que agora cercam o familiar. Há quatro anos sem encontrá-lo pessoalmente, Kleidir assistiu com emoção à partida que colocou Vozinha no centro das atenções do futebol mundial.

    Para Kleidir, porém, o reconhecimento apenas confirma algo que ele observava desde a infância. “Meu irmão sempre teve fome de futebol. Era uma coisa que estava dentro dele desde pequeno. Eu também jogava, mas não levava tão a sério. Já ele respirava futebol o tempo inteiro”, contou em entrevista ao GE.

    A lembrança mais viva vem dos tempos em que os irmãos passavam horas brincando na casa da avó, Maria Senhorinha dos Santos. Foi justamente dela que nasceu o apelido que mais tarde se tornaria conhecido nos gramados.

    Segundo Kleidir, qualquer espaço servia de campo. As traves eram improvisadas com pedras na rua e, dentro de casa, até os quartos viravam palco para partidas entre os irmãos.

    “Jogávamos em qualquer lugar. Na rua, nos quintais e até dentro dos quartos. A bola batia na parede e ele já se jogava para defender. Desde criança queria ser goleiro. Eu via isso nos olhos dele”, relembrou.

    O professor afirma que a trajetória do irmão nunca foi fácil. Para ele, o sucesso alcançado por Vozinha é resultado de anos de esforço e persistência diante das dificuldades encontradas pelo caminho.

    “Ele chegou onde chegou com muita dedicação. Cada obstáculo serviu para fortalecê-lo ainda mais. Tudo o que aconteceu teve um propósito”, afirmou.
    A primeira conversa entre os dois após a partida histórica foi marcada pela emoção. Mesmo separados pela distância, eles mantêm contato frequente por chamadas de vídeo e mensagens.

    Kleidir se mudou para o Brasil para estudar Teologia. A escolha por Pernambuco teve também uma razão pessoal: ele já mantinha um relacionamento com uma pernambucana, com quem acabou se casando. Desde então, construiu uma rotina simples, dividida entre a família e as aulas particulares, cobrando entre R$ 80 e R$ 90 por mês dos alunos.

    Mesmo com a fama repentina do irmão, ele garante que sua vida não mudou. “Quem tem que aparecer é ele, não eu. Tive um dia normal de trabalho. Algumas crianças comentaram que conheciam o Vozinha e ficaram surpresas quando souberam que eu era irmão dele”, disse.

    Segundo ele, a humildade é uma característica marcante não apenas de Vozinha, mas de toda a família. O professor cita a palavra cabo-verdiana “morabeza”, utilizada para definir valores como simplicidade, acolhimento e tranquilidade.

    “Em Cabo Verde não existe muito essa ideia de celebridade. Quando ele voltar para casa, vai ter festa por um ou dois dias. Depois vai colocar um chinelo, uma camiseta, ir à praia e ficar com a família. Somos assim”, afirmou.

    Agora, após quatro anos sem se verem pessoalmente, os irmãos sonham com um reencontro que ganhou ainda mais significado depois da Copa. “A emoção será simplesmente abraçar meu irmão. Para o mundo inteiro ele é o Vozinha. Para nós, continua sendo o Josimar. É assim que sempre será”, declarou.

    Irmão brasileiro de Vozinha dá aulas de matemática e celebra goleiro na Copa

  • Portugal decepciona na estreia da Copa e fica no empate contra o Congo

    Portugal decepciona na estreia da Copa e fica no empate contra o Congo

    Portugal estreou, na tarde desta quarta-feira, com o ‘pé esquerdo’ na Copa do Mundo de 2026, ao não conseguir ir além de um empate em 1 a 1 com a República Democrática do Congo, na partida de abertura do Grupo K, disputada em Houston, no estado americano do Texas.

    Num local muito conhecido pelos churrascos (os famosos barbecues), a seleção portuguesa até parecia ter a receita pronta para o sucesso, depois de João Neves ter aberto o placar logo aos seis minutos. No entanto, cantou vitória cedo demais, cochilou e foi castigada por uma cabeçada certeira de Yoane Wissa, que definiu o resultado final.

    Portugal acordou cedo… e logo dormiu no ponto

    Diante de um adversário que se concentrou, acima de tudo, em não sofrer gols, com uma retranca bem postada, Portugal apostou na segurança, tocando a bola com critério em busca de espaços, e viu a paciência ser recompensada… após meros seis minutos, o tempo que demorou para surgir o primeiro gol.

    Pedro Neto recebeu a bola na ponta esquerda do ataque português e cruzou para o meio da grande área, onde apareceu… o ‘pequeno’ João Neves, subindo no terceiro andar para desviar, de cabeça, para o fundo da rede defendida por Lionel Mpasi, que ficou plantado no gramado, enquanto via a bola entrar.

    A equipe africana, vendo a sua estratégia desmoronar, abandonou os cuidados defensivos e partiu para o ataque, conseguindo assustar. Primeiro, Yoane Wissa chutou de longe, a centímetros da trave portuguesa. Depois, Tomás Araújo se jogou na bola para travar um chute perigoso de Cédric Bakambu.

    Mesmo assim, a verdade é que Portugal nunca tirou o gol de vista. Aos 18 minutos, teve uma ótima oportunidade de ampliar a vantagem, mas Lionel Mpasi fez uma defesa atenta após chute de Nuno Mendes. Logo em seguida, veio a pausa para hidratação, que acabou esfriando o ritmo inicial.

    O ritmo caiu tanto que… a defesa portuguesa de fato cochilou, e foi com naturalidade que os africanos buscaram o empate no último lance antes do intervalo. Após assistência de Arthur Masuaku, Yoane Wissa surgiu completamente livre para cabecear e empatar o jogo.

    Cristiano Ronaldo sem pontaria

    Claramente insatisfeito com o que viu no primeiro tempo, Roberto Martínez mexeu no intervalo, colocando Francisco Conceição no lugar de um apagadíssimo Bernardo Silva. Em sua primeira participação, o atacante caiu na área e pediu pênalti, após uma dividida com Arthur Masuaku.

    A partida ficou aberta e começou, dali em diante, a ser lá e cá. Aos 56 minutos, a área da República Democrática do Congo foi palco de uma verdadeira ‘obra de arte’: após passe de João Neves, João Cancelo mandou uma bicicleta e fez um golaço… que foi anulado, já que ele estava em posição de impedimento.

    A equipe portuguesa não soube aproveitar o bom momento e deixou o ritmo do jogo cair. Cristiano Ronaldo ainda teve duas boas chances para desempatar, aos 68 e aos 73 minutos, mas, em ambas, pegou mal na bola, e o placar insistiu em não mudar.

    Dali em diante, Roberto Martínez foi para o ‘tudo ou nada’. Entraram Gonçalo Ramos, Rafael Leão e Nélson Semedo nos lugares de Vitinha, Pedro Neto e Nuno Mendes, mas, tirando um ou outro lance isolado, a verdade é que a seleção não foi capaz de produzir o suficiente para garantir a vitória que tanto queria.

    O momento do jogo: O gol relâmpago de João Neves parece ter dado a Portugal uma falsa sensação de que, com maior ou menor dificuldade, a vitória viria naturalmente. A verdade é que esse salto alto pode ser fatal em um torneio desse tamanho, e a cabeçada de Yoane Wissa foi o exemplo perfeito disso.

    Portugal decepciona na estreia da Copa e fica no empate contra o Congo

  • Neymar se junta ao grupo no penúltimo treino antes do duelo contra o Haiti

    Neymar se junta ao grupo no penúltimo treino antes do duelo contra o Haiti

    LUCIANO TRINDADE E MARCOS GUEDES
    NOVA JERSEY, EUA (FOLHAPRESS) – Neymar treinou pela primeira vez junto com todos os demais jogadores da seleção brasileira nesta quarta-feira (17), penúltima atividade da equipe antes do confronto contra o Haiti, na sexta-feira (19), na segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo.

    A participação do camisa 10 ocorre um dia após ele fazer seus primeiros exercícios físicos no gramado do Columbia Park, onde a seleção brasileira treina em Morristown, Nova Jersey. Na terça-feira, ele foi ao campo inicialmente de tênis e depois chuteiras. Conforme mostraram imagens divulgadas pela própria CBF (Confederação Brasileira de Futebol), ele brincou com a bola em alguns lances de habilidade, em treino que foi fechado para a imprensa.

    Antes da atividade desta quarta, o craque foi aplaudido por seus companheiros e depois passou por uma espécie de batismo, como uma forma de celebrar seu retorno às atividades. Os atletas formaram um corredor, pelo qual o camisa 10 passou e levou alguns tapas na cabeça. Aniversariante na última semana, Carlo Ancelotti passou pelo mesmo ritual.

    Durante o aquecimento, o atacante fez alguns exercícios separado do grupo, próximo de uma das traves. Em seguida, ele participou da roda de bobinho com todos os demais atletas.

    É cedo, porém, para prever se ele estará à disposição do técnico Carlo Ancelotti para o segundo confronto do Brasil no Mundial. Neymar passou as últimas semanas se recuperando de uma lesão na panturrilha direita. De acordo com o médico da CBF, Rodrigo Lasmar, o prazo inicial de três semanas de recuperação terminaria justamente nesta quarta. Por isso, ainda é improvável que ele possa atuar na sexta-feira já que, em teoria, ainda não teria ritmo de jogo.

    Como tem sido a praxe durante os treinos da seleção brasileira nos EUA, a imprensa teve acesso somente aos primeiros 15 minutos, quando os jogadores, em geral, fazem somente o aquecimento. Neste período, Ancelotti não deu indícios de qual formação vai mandar a campo contra os haitianos.

    Na segunda-feira (15), o jogador havia passado por novos exames em uma clínica na região de Nova Jersey para avaliar a recuperação da lesão na panturrilha direita. De acordo com a CBF, o teste estava programado e não foi motivado por nenhuma intercorrência.

    Além da expectativa de estrear na Copa do Mundo, Neymar quer dar fim ao hiato iniciado desde seu último jogo pela seleção brasileira, em outubro de 2023, contra o Uruguai, pelas Eliminatórias, quando sofreu uma ruptura do ligamento cruzado anterior e menisco.

    Após passar por uma cirurgia, ele ficou um ano longe dos gramados. Depois disso, sucessivos problemas físicos também o impediram de voltar a defender o Brasil.

    Antes do Mundial, ele não havia aparecido em nenhuma das outras convocações de Carlo Ancelotti. Seu nome só apareceu na lista final do treinador, anunciada em 18 de maio.

    No dia anterior, em partida pelo Santos, no Campeonato Brasileiro, o jogador sofreu uma nova lesão, de grau 2. Quando se apresentou à seleção, ele passou por exames de ressonância magnética, que indicaram uma gravidade maior do que a informada inicialmente pelo clube paulista.

    A comissão técnica da seleção brasileira já sabia que não contaria com o atleta na estreia do Brasil na Copa, contra Marrocos, no último sábado (13). Depois disso, a dúvida passou a ser quando ele poderia estar à disposição. Depois do Haiti, a equipe canarinho encerra a fase de grupos contra a Escócia, no dia 24, a próxima quarta-feira, em Miami.

    Neymar se junta ao grupo no penúltimo treino antes do duelo contra o Haiti

  • Carrasco do Brasil em 2022 perde a Copa e vê estreia da Croácia de longe

    Carrasco do Brasil em 2022 perde a Copa e vê estreia da Croácia de longe

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Bruno Petkovic esteve longe de alcançar o patamar mais alto no futebol europeu em sua carreira, mas ele deixou uma cicatriz para o futebol brasileiro. No fim da prorrogação do duelo disputado em Doha, no Catar, foi dele o chute desviado que garantiu à Croácia a chance de decidir nos pênaltis e eliminar o Brasil nas quartas de final da Copa do Mundo de 2022.

    Naquele Mundial de 2022, inclusive, o atacante atuou em seis jogos, e o gol heroico contra o Brasil foi o único dele em todo o torneio. Quatro anos se passaram e agora o jogador está fora da disputa da Copa do Mundo de 2026. Portanto, vai acompanhar apenas como torcedor a estreia dos croatas nesta quarta-feira (17) diante da Inglaterra, pelo grupo J do Mundial.

    Enquanto o mundo se volta para mais uma edição da Copa do Mundo, o paradeiro do croata destoa completamente, revelando um atleta que sumiu dos holofotes do futebol europeu.

    Aos 31 anos, a realidade de Bruno Petkovic é modesta, já que hoje ele defende o Kocaelispor, um clube pouco conhecido da Turquia. O principal motivo para essa queda é a questão física.

    As últimas duas temporadas foram marcadas por um calvário de lesões, que fizeram o jogador passar praticamente quatro meses por ano afastado dos gramados. Por conta desse histórico físico delicado, ele atuou em somente 46 jogos no período, registrando um desempenho de 13 gols e 4 assistências.

    A falta de ritmo e o exílio em uma liga menos competitiva cobraram um alto preço. Apesar de ostentar bons números pela seleção da Croácia, com 11 gols marcados em 42 jogos, Petkovic perdeu espaço na equipe nacional e acabou ficando fora da lista de convocados para o Mundial de 2026. O homem que silenciou os brasileiros em 2022 terá que assistir ao torneio longe dos gramados. Para piorar, devido ao seu alto custo para o Kocaelispor, ainda tem o futuro analisado pela diretoria.

    Essa derrocada do atacante croata traz um contraste com outros algozes da história da seleção brasileira. Enquanto Petkovic ficou pelo caminho, o trio belga formado por Thibaut Courtois, Kevin De Bruyne e Romelu Lukaku – os carrascos da eliminação do Brasil em 2018, na Rússia – conseguiu manter a regularidade no futebol mundial. Todos foram chamados novamente pela seleção da Bélgica e estiveram em campo no empate da estreia contra o Egito.


    Carrasco do Brasil em 2022 perde a Copa e vê estreia da Croácia de longe

  • Parreira, técnico do tetra da Seleção, é internado em hospital no RJ

    Parreira, técnico do tetra da Seleção, é internado em hospital no RJ

    Carlos Alberto Parreira, um dos nomes mais importantes da história do futebol brasileiro e comandante da Seleção na conquista do tetracampeonato mundial em 1994, foi internado na manhã desta quarta-feira (17) no Hospital Samaritano Barra, localizado na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro.

    A informação foi confirmada pela própria unidade de saúde por meio de nota oficial. O ex-treinador enfrenta há alguns anos um linfoma de Hodgkin, tipo de câncer que afeta o sistema linfático e exige acompanhamento médico constante.

    No comunicado divulgado à imprensa, o Hospital Samaritano confirmou apenas a internação do ex-comandante da Seleção Brasileira, sem fornecer detalhes sobre seu estado de saúde ou sobre os motivos que levaram ao atendimento hospitalar.

    “O Hospital Samaritano Barra, da Rede Américas, confirma a internação do paciente Carlos Alberto Parreira na unidade. Por manter o compromisso com a privacidade e a confidencialidade de seus pacientes, não divulga informações sobre estado de saúde, obedecendo o que dispõe a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD)”, informou a instituição.

    A postura adotada pelo hospital segue as determinações previstas pela legislação brasileira relacionada à proteção de dados e ao sigilo médico, preservando as informações pessoais dos pacientes internados.

    Parreira é um dos técnicos mais vitoriosos e respeitados da história do futebol nacional. Seu nome ficou eternizado principalmente pela campanha da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1994, disputada nos Estados Unidos, quando o Brasil conquistou o quarto título mundial após um jejum de 24 anos sem levantar a principal taça do futebol.

    Nos últimos anos, o ex-treinador passou a conviver com o tratamento do linfoma de Hodgkin, doença que atinge o sistema responsável pela defesa do organismo. Desde então, seu estado de saúde tem sido acompanhado de perto por familiares e profissionais médicos.

    Parreira, técnico do tetra da Seleção, é internado em hospital no RJ

  • CBV acusa governo do DF de calote de R$ 11 milhões na Liga das Nações

    CBV acusa governo do DF de calote de R$ 11 milhões na Liga das Nações

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A CBV (Confederação Brasileira de Voleibol) acusa o Governo do Distrito Federal de não repassar R$ 11 milhões prometidos para a realização da etapa brasileira da Liga das Nações (VNL, na sigla em inglês), disputada entre os dias 3 e 14 de junho no Ginásio Nilson Nelson, em Brasília.

    À reportagem a entidade afirma que recebeu da gestão distrital o compromisso formal de financiar parte da competição, mas foi informada, menos de 20 dias antes do início dos jogos, de que os recursos não seriam repassados devido a restrições orçamentárias e medidas de contenção fiscal.

    Apesar da mudança de posição, a CBV decidiu manter o evento. Segundo a entidade, a operação já estava em andamento, com contratos firmados, venda de ingressos iniciada e compromissos assumidos com fornecedores, delegações e organismos internacionais do voleibol.

    Procurado pela reportagem, o governo Celina Leão (PP) negou qualquer obrigação de pagamento. Segundo a Secretaria de Estado de Esporte e Lazer do Distrito Federal, não existe contrato nem termo de fomento firmado com a entidade que determine o repasse dos R$ 11 milhões citados pela confederação.

    A pasta afirma ainda que a CBV foi informada previamente sobre a impossibilidade de formalização da parceria e sustenta que não houve autorização para a transferência dos recursos públicos.

    A confederação afirma que as negociações com o GDF e a Secretaria de Estado de Esporte e Lazer começaram em agosto de 2025. O compromisso de apoio financeiro, relata a entidade, foi formalizado por meio de um ofício enviado pela secretaria em outubro daquele ano, prevendo um aporte total de R$ 17,5 milhões para eventos da modalidade, dos quais R$ 11 milhões seriam destinados especificamente à Liga das Nações.

    De acordo com a CBV, a comunicação de que o apoio não seria formalizado ocorreu em 11 de maio deste ano, quando faltavam menos de três semanas para o início da competição e apenas 13 dias para o começo da montagem da estrutura do evento.

    “Recebemos a comunicação quando toda a operação da competição internacional já se encontrava avançada”, afirma a entidade.

    A CBV informa que, naquele momento, já havia celebrado contratos e assumido compromissos junto à Federação Internacional de Voleibol (FIVB), além de ter concluído parte do planejamento logístico, da comercialização de ingressos e da mobilização de torcedores e delegações para Brasília.

    Segundo a entidade, cancelar a etapa brasileira da VNL naquele estágio poderia gerar prejuízos à imagem do país no cenário esportivo internacional e aos torcedores que já haviam investido em passagens, hospedagem e ingressos para acompanhar os jogos.

    A confederação também afirma que a manutenção da competição foi necessária para preservar compromissos internacionais assumidos pelo Brasil e evitar possíveis sanções esportivas decorrentes do cancelamento do evento.

    O GDF atribui a não formalização da parceria a medidas de contingenciamento adotadas pelo Executivo, que incluíram redução de 25% dos contratos administrativos, revisão de investimentos e cancelamento de eventos institucionais, entre eles a programação oficial do aniversário de Brasília.

    De acordo com a Secretária de Estado de Esporte e Lazer, o ajuste fiscal exigiu a revisão de despesas em todas as áreas da administração pública, o que impediu a conclusão do instrumento jurídico necessário para viabilizar o repasse dos recursos.

    CBV RELATA ATRASO TAMBÉM EM VERBA PARA VÔLEI DE PRAIA

    Além do impasse envolvendo a Liga das Nações, a CBV afirma enfrentar dificuldades para receber recursos relacionados a competições de vôlei de praia realizadas neste ano em Brasília.

    Segundo a entidade, um termo de fomento de R$ 5,98 milhões chegou a ser assinado para viabilizar eventos da modalidade, mas os recursos ainda não foram transferidos pelo governo distrital.

    A confederação diz que as competições ocorreram há mais de 40 dias e que vem sendo cobrada diariamente por fornecedores responsáveis pelos serviços prestados durante os eventos.

    De acordo com a CBV, os pagamentos dependem da liberação da verba prevista no termo de fomento, uma vez que os recursos não poderiam ser substituídos por receitas de outras fontes.

    Diferentemente do caso da Liga das Nações, o Governo do Distrito Federal reconhece a existência do termo de fomento firmado para os eventos de vôlei de praia.

    CBV acusa governo do DF de calote de R$ 11 milhões na Liga das Nações

  • Reação de Zidane ao ver Messi marcar 3 contra o seu filho viraliza; vídeo

    Reação de Zidane ao ver Messi marcar 3 contra o seu filho viraliza; vídeo

    A vitória da Argentina por 3 a 0 sobre a Argélia, na estreia do Grupo J da Copa do Mundo de 2026, na última terça-feira, teve um momento que chamou atenção além do que aconteceu dentro de campo. Nas arquibancadas, o ex-jogador e técnico francês Zinedine Zidane acompanhou de perto a atuação de Lionel Messi diante da seleção defendida por seu filho, o goleiro Luca Zidane.

    O astro argentino foi o grande nome da partida ao marcar os três gols da vitória da Albiceleste. Com o hat-trick, Messi voltou a ser decisivo e ainda alcançou importantes marcas em sua trajetória pela seleção argentina.

    Do outro lado, Luca Zidane teve uma noite difícil. O goleiro da Argélia acabou sofrendo os três gols do camisa 10 argentino e esteve envolvido em lances que geraram críticas. No primeiro tempo, ele não conseguiu evitar um chute de longa distância de Messi. Já na etapa final, defendeu parcialmente uma finalização de Mac Allister, mas deu rebote nos pés do argentino, que aproveitou a oportunidade para ampliar o placar.

    Enquanto a partida acontecia, as câmeras flagraram Zinedine Zidane observando o confronto das arquibancadas. As imagens do ídolo francês reagindo aos gols marcados por Messi rapidamente ganharam repercussão nas redes sociais e se tornaram assunto entre os torcedores.

    A situação gerou uma série de comentários bem-humorados na internet. Um dos que mais chamou atenção brincava com o sobrenome da família: “Zidane a ponto de tirar o sobrenome do filho”, escreveu um internauta.

     

     

     

    — REAL MIL GRAU (@realmilgrauu) June 17, 2026

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    Reação de Zidane ao ver Messi marcar 3 contra o seu filho viraliza; vídeo

  • Brasil terá contra o Haiti combinação inédita de uniforme na Copa do Mundo

    Brasil terá contra o Haiti combinação inédita de uniforme na Copa do Mundo

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Inspirada no manto de Nossa Senhora Aparecida, a camisa azul da seleção brasileira tem o melhor aproveitamento de vitórias em Copas e será usada contra o Haiti, na sexta-feira (19), às 21h30 na Filadélfia (EUA).

    Em 15 jogos com o manto azul, o Brasil conquistou 11 vitórias, empatou uma partida e sofreu três derrotas. A estreia desta camisa aconteceu na final da Copa de 1958, quando a seleção conquistou o seu primeiro título.

    A camisa azul foi usada de improviso na ocasião, já que a Suécia, em casa, jogou de amarelo. A escolha em homenagem a Nossa Senhora Aparecida partiu do chefe da delegação brasileira, Paulo Machado de Carvalho, que dá nome ao estádio do Pacaembu, em São Paulo.

    O dirigente saiu às pressas para comprar o uniforme em lojas de Estocolmo. Em seguida, membros do staff brasileiro costuraram o escudo e os números.

    Nesta segunda partida na Copa de 2026, o Brasil terá uma combinação inédita de uniforme. Pela primeira vez na história a seleção jogará de meias pretas em Mundiais. O calção será azul.

    Será ainda a primeira vez que o Brasil usará em Copas uma cor que não faz parte da bandeira nacional. A estreia das meias pretas aconteceu no início deste mês, no último amistoso de preparação para a Copa, na vitória por 2 a 1 sobre o Egito, em Cleveland (EUA).

    A atual camisa azul também tem pela primeira vez na história detalhes em preto, criação da atual fornecedora de material esportivo da CBF, a Nike.

    A camisa amarela, a mais utilizada na história pela seleção, tem o maior número de vitórias. Em 84 jogos em Copas, foram 56 triunfos, 17 empates e 11 derrotas, com 66,7% de aproveitamento de vitórias.

    A combinação mais vitoriosa é também a mais tradicional, com camisa amarela, calção azul e meias brancas. Em 68 jogos, foram 47 triunfos, 13 empates e oito derrotas, aproveitamento de vitórias de 69,1%. Foi com esta combinação que a seleção brasileira venceu quatro de seus cinco títulos mundiais, em 1962, 1970, 1994 e em 2002. Com este uniforme, também perdeu a decisão em 1998, na derrota por 3 a 0 para a França, em Paris.

    A camisa amarela começou a ser utilizada na Copa de 1954 como forma de esquecer a derrota na final em 1950, quando o Brasil entrou em campo de branco e sofreu a virada por 2 a 1 diante do Uruguai, no Maracanã.

    A camisa branca foi a primeira na história da seleção, utilizada desde 1914 e nas primeiras quatro Copas do Mundo. Ela registra o pior aproveitamento de vitórias na história das Copas, com 54,5%. De 1930 a 1950, foram 11 jogos, com seis vitórias, dois empates, três derrotas e nenhum título conquistado.

    Após o Maracanazo, a camisa branca só voltaria a reaparecer em 2004, no empate em 0 a 0 com a França num amistoso em Paris para celebrar o centenário da Fifa e os 90 anos do primeiro jogo da seleção.

    Em 2019, a camisa branca voltou a ser utilizada na Copa América disputada no Brasil, em homenagem ao centenário do título sul-americano conquistado em 1919. Neste retorno, a seleção brasileira conquistou o título, mas jogou na final contra o Peru com a camisa amarela. A branca foi usada na estreia, na vitória por 3 a 0 sobre a Bolívia, com vaias da torcida no Morumbi, em São Paulo.

    HISTÓRICO DAS CAMISAS DA SELEÇÃO BRASILEIRA EM COPAS AMARELA TEM MAIS VITÓRIAS, A AZUL REGISTRA MELHOR APROVEITAMENTO E A BRANCA FOI ESQUECIDA EM MUNDIAIS

    Amarela
    – 84 jogos
    – 56 vitórias
    – 17 empates
    – 11 derrotas
    – 66,7% de aproveitamento de vitórias
    – 4 títulos
    – 1 vice

    Azul
    – 15 jogos
    – 11 vitórias
    – 1 empate
    – 3 derrotas
    – 73,3% de aproveitamento de vitórias
    – 1 título

    Branca
    – 11 jogos
    – 6 vitórias
    – 2 empates
    – 3 derrotas
    – 54,5% de aproveitamento de vitórias
    – 0 título
    – 1 vice

    Brasil terá contra o Haiti combinação inédita de uniforme na Copa do Mundo

  • Grêmio não chega a acordo com a Juventus, e Arthur se despede do clube

    Grêmio não chega a acordo com a Juventus, e Arthur se despede do clube

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A segunda passagem de Arthur pelo Grêmio chegou ao fim. O clube confirmou nesta terça-feira (16) que o volante não seguirá no elenco após o término do empréstimo, válido até 30 de junho.

    Segundo comunicado divulgado pelo próprio clube, as partes não chegaram a um acordo em relação às bases salariais para uma renovação. A diretoria havia apresentado uma proposta para estender o contrato do jogador até o fim de 2028, mas a negociação acabou não avançando.

    Além da divergência financeira com o atleta, o Grêmio também dependia de uma definição da Juventus, dona dos direitos do meio-campista e com vínculo vigente até meados de 2027. O clube italiano ainda avalia se pretende utilizá-lo ou negociá-lo em definitivo.

    Arthur voltou ao Grêmio em agosto do ano passado e, desde então, somou 36 partidas, marcou um gol e participou da conquista do Campeonato Gaúcho desta temporada. Formado no próprio clube, ele já havia sido peça importante em sua primeira passagem por Porto Alegre -nas campanhas vitoriosas da Copa do Brasil de 2016 e da Libertadores de 2017.

    LEIA A NOTA DO GRÊMIO

    “O Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense informa que o meio-campista Arthur não terá seu vínculo estendido após o encerramento do período de empréstimo contratual junto à Juventus-ITA, com término em 30 de junho de 2026.

    Diante da manifestação de interesse na permanência do atleta, o Clube formalizou proposta de novo contrato de trabalho. Não houve acordo financeiro entre as partes envolvidas, em que pese a intenção mútua de continuidade de sua carreira na Arena.

    O Grêmio agradece ao atleta pelos serviços prestados e deseja sucesso em sua sequência esportiva.”

    Grêmio não chega a acordo com a Juventus, e Arthur se despede do clube

  • Zé Roberto é suspenso por má conduta e desfalca Brasil na Liga das Nações

    Zé Roberto é suspenso por má conduta e desfalca Brasil na Liga das Nações

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O técnico José Roberto Guimarães foi suspenso por uma partida pela FIVB (Federação Internacional de Vôlei) e não estará no banco de reservas da seleção brasileira feminina no duelo contra a França, nesta quarta-feira (17), pela VNL (Liga das Nações de Vôlei).

    A entidade informou que o treinador da seleção brasileira violou o artigo 8.3 do Regulamento Disciplinar da FIVB. Segundo a federação, a infração ocorreu em razão de uma conduta inadequada em relação a outro integrante do movimento global do vôlei.

    A FIVB também aplicou ao treinador uma advertência formal para que cumpra o regulamento da entidade em todas as competições sob sua organização. Segundo a federação, eventuais novas infrações poderão resultar em sanções disciplinares adicionais.

    A decisão foi tomada pelo Subcomitê do Painel Disciplinar da FIVB, órgão responsável pela aplicação de sanções disciplinares em competições da entidade. O caso foi analisado em procedimento acelerado em razão de a ocorrência ter acontecido durante a disputa da Liga das Nações.

    A FIVB informou que a decisão é definitiva e não está sujeita a recurso. A entidade também destacou que poderá reabrir o processo caso a punição aplicada não seja cumprida.

    A suspensão deverá ser cumprida no próximo compromisso oficial da seleção brasileira feminina na Liga das Nações. Com isso, José Roberto Guimarães ficará fora da partida contra a França.

    BRASIL VOLTA ÀS QUADRAS

    A partida contra a França marca a abertura da segunda semena da VNL para a seleção brasileira feminina de volei. A partida será disputada em Hong Kong.

    A equipe brasileira chega ao confronto na lidrança da competição e invicta, após vencer as quatro primeiras partidas do torneio, contra Holanda, República Dominicana, Bulgária e Itália. Todos esses jogos aconteceram no Ginásio Nilson Nelson, em Brasília.

    Zé Roberto é suspenso por má conduta e desfalca Brasil na Liga das Nações