Categoria: MUNDO

  • Mulher de Ali Khamenei está viva, diz agência ligada ao regime iraniano

    Mulher de Ali Khamenei está viva, diz agência ligada ao regime iraniano

    Após rumores sobre a morte de Mansoureh Khojasteh Bagherzadeh, agência ligada à Guarda Revolucionária afirmou que a informação é falsa. O caso ocorre em meio à guerra após os ataques de EUA e Israel que mataram o líder supremo do Irã

    A esposa do ex-líder supremo do Irã, Ali Khamenei, está viva, segundo informações divulgadas nesta quinta-feira pela agência iraniana Fars News. O veículo, ligado à Guarda Revolucionária iraniana, afirmou que as notícias que apontavam a morte de Mansoureh Khojasteh Bagherzadeh são falsas.

    Nos últimos dias, diferentes veículos de comunicação no país haviam divulgado informações contraditórias sobre o estado de saúde da viúva do aiatolá. O canal estatal iraniano Two chegou a noticiar, em 2 de março, que ela teria sido morta dentro de casa.

    A agência Tasnim também havia informado que Mansoureh Khojasteh Bagherzadeh teria sido declarada mártir após morrer em consequência de ferimentos provocados por ataques aéreos. Outros meios chegaram a afirmar que a mulher, de 78 anos, estaria em coma.

    Segundo relatos divulgados na imprensa iraniana, a filha, o neto e o genro de Khamenei morreram no ataque realizado por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro, que também matou o líder supremo iraniano. Após a morte de Ali Khamenei, o cargo foi assumido por seu filho, Mojtaba Khamenei.

    O novo líder supremo, de 56 anos, também teria ficado ferido durante os ataques e ainda não apareceu publicamente desde então. Em sua primeira mensagem após assumir o cargo, Mojtaba Khamenei defendeu a manutenção do bloqueio do Estreito de Ormuz.

    A declaração veio depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o impacto da guerra sobre o preço do petróleo era secundário diante da necessidade de enfrentar o Irã.

    “A alavanca do bloqueio de Ormuz deve ser absolutamente utilizada”, afirmou Mojtaba Khamenei em um discurso transmitido pela televisão estatal iraniana, segundo a agência France-Presse (AFP).

    O novo líder também prometeu vingança pelas mortes causadas pelo conflito iniciado após os ataques dos Estados Unidos e de Israel.

    “Uma parte limitada dessa vingança já foi realizada, mas enquanto ela não for completada, continuará sendo uma de nossas prioridades”, declarou.

    Mojtaba Khamenei também pediu que países da região encerrem bases militares dos Estados Unidos em seus territórios e agradeceu o apoio dos chamados “combatentes do Eixo da Resistência” no Iêmen, no Líbano e no Iraque.

    Desde o início da guerra, mais de 1.200 civis já morreram no Irã, além de vários ministros e oficiais de alta patente das Forças Armadas iranianas.

    Em resposta aos ataques, que foram justificados por Washington e Tel Aviv como parte da tentativa de impedir o avanço do programa nuclear iraniano, o governo de Teerã restringiu o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz.

    O país também lançou ataques contra alvos em Israel, bases militares americanas e instalações em diversos países da região, como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

    Além disso, incidentes envolvendo projéteis iranianos também foram registrados em países como Chipre, Turquia e Azerbaijão.
     

     
     

    Mulher de Ali Khamenei está viva, diz agência ligada ao regime iraniano

  • Um dos melhores chefs do mundo deixa Noma após denúncias de abusos

    Um dos melhores chefs do mundo deixa Noma após denúncias de abusos

    René Redzepi, dono do restaurante eleito cinco vezes o melhor do mundo, renunciou após relatos de ex-funcionários sobre agressões físicas, humilhações e ambiente abusivo na cozinha ao longo de vários anos

    René Redzepi, chef do Noma, restaurante que já foi eleito cinco vezes o melhor do mundo, deixou o cargo após novas denúncias de que teria agredido física e verbalmente funcionários ao longo de vários anos. Ao anunciar sua saída, o cozinheiro afirmou que está assumindo a responsabilidade por comportamentos do passado.

    A decisão foi divulgada na quarta-feira, 11 de março, depois que relatos sobre episódios de violência vieram à tona. As denúncias começaram a circular nas redes sociais e posteriormente foram investigadas pelo jornal The New York Times, que afirma ter conversado com cerca de 35 ex-funcionários do restaurante em Copenhague, na Dinamarca.

    Segundo esses relatos, entre 2009 e 2017 Redzepi teria agredido membros da equipe, dando socos em funcionários, espetando colegas com utensílios de cozinha e até empurrando trabalhadores contra paredes.

    Um dos episódios citados teria ocorrido em fevereiro de 2014. De acordo com ex-funcionários, o chef teria ordenado que toda a equipe saísse do restaurante e o seguisse até a rua, mesmo com temperaturas abaixo de zero.

    No local, cerca de 40 cozinheiros formaram um círculo, deixando no centro apenas Redzepi e outro chef da equipe. Os funcionários disseram que presenciaram o dono do restaurante repreendendo o colega diante de todos, em um episódio descrito como humilhação pública.

    Segundo os relatos, em determinado momento Redzepi teria partido para agressão física, dando um soco no estômago do cozinheiro e gritando que ninguém voltaria para dentro do restaurante até que o funcionário admitisse que gostava de fazer sexo oral em DJs.

    O grupo teria permanecido em silêncio até que o cozinheiro cedeu à exigência. Em seguida, todos retornaram à cozinha para continuar o trabalho.

    “Ir trabalhar era como ir para a guerra”, afirmou Alessia, uma das cozinheiras presentes na cena e que atualmente trabalha em um restaurante em Londres. “Você precisava se forçar a ser forte e não demonstrar medo.”

    Outra chef, que pediu anonimato, contou que em 2013, durante seu período no Noma, não conseguia parar de trabalhar tempo suficiente sequer para se alimentar. Segundo ela, perdeu quase 20 quilos apenas no primeiro ano.

    A cozinheira também relatou um episódio em que foi agredida após usar o celular durante o serviço, algo que era proibido. Ela disse que pegou o aparelho apenas para diminuir o volume da música na sala de jantar, após um cliente reclamar.

    Segundo o depoimento, Redzepi não ouviu a explicação e teria lhe dado um soco nas costelas com tanta força que ela caiu contra uma bancada de metal e acabou se cortando no quadril.

    A chef afirmou que ficou caída no chão, sangrando e chorando. Depois conseguiu se levantar sozinha e foi até o vestiário. Segundo ela, quando alguém finalmente apareceu para ajudá-la, foi apenas para perguntar se estava em condições de continuar trabalhando.

    Após a repercussão das denúncias, Redzepi anunciou que deixaria o cargo no Noma, restaurante que cofundou em 2003 e que ajudou a transformar a gastronomia contemporânea. O chef chegou a ser considerado um dos nomes mais influentes da alta cozinha mundial.

    Em uma publicação nas redes sociais, Redzepi comentou as acusações. “As últimas semanas trouxeram foco a conversas importantes sobre o nosso restaurante, sobre a indústria e sobre a minha liderança no passado”, escreveu.

    Ele afirmou também que vem tentando mudar sua forma de liderar. “Eu trabalhei para me tornar um líder melhor e o Noma deu passos enormes para transformar sua cultura ao longo dos anos. Reconheço que essas mudanças não apagam o passado. Um pedido de desculpas não é suficiente. Eu assumo total responsabilidade pelas minhas ações.”

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    Notícias ao Minuto© @reneredzepinoma/Instagram  

    Notícias ao Minuto© @reneredzepinoma/Instagram  

    Não é a primeira vez que o chef pede desculpas publicamente. Em 2008, ele já havia sido gravado gritando com cozinheiros durante as filmagens de um documentário.

    Em 2015, Redzepi publicou um ensaio no qual admitiu ter sido uma “besta” com sua equipe e reconheceu episódios de bullying no ambiente de trabalho.

    Mais tarde, em 2022, em entrevista ao jornal The Times, afirmou que se arrependia de seu comportamento, embora tenha dito que “nunca bateu em ninguém”, mas que “provavelmente foi contra” algumas pessoas.

    Em comunicado enviado ao The Times, Redzepi afirmou: “Embora eu não reconheça todos os detalhes dessas histórias, consigo ver o suficiente do meu comportamento passado refletido nelas para entender que minhas ações foram prejudiciais para pessoas que trabalharam comigo.”

    Ele acrescentou: “Para aqueles que sofreram sob minha liderança, por causa de minhas más decisões ou da minha raiva, eu estou profundamente arrependido e tenho trabalhado para mudar.”

    O chef também afirmou que já havia se afastado da gestão diária do restaurante há alguns anos e que passou a fazer terapia para aprender formas melhores de lidar com a raiva.

    O Noma, que atualmente possui três estrelas Michelin, é considerado um dos restaurantes mais influentes da gastronomia mundial.
     
     

     

    Um dos melhores chefs do mundo deixa Noma após denúncias de abusos

  • Trump volta a ameaçar Irã e chama rivais de “canalhas desvairados”

    Trump volta a ameaçar Irã e chama rivais de “canalhas desvairados”

    Presidente dos Estados Unidos fez novas declarações duras contra Teerã nas redes sociais e afirmou que forças militares iranianas estão sendo destruídas. A tensão cresce no Oriente Médio com novos ataques e troca de ameaças entre os países

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma nova ameaça ao Irã nesta quinta-feira e afirmou que novas ações militares podem ocorrer em breve. Em publicação na rede social Truth Social, da qual é proprietário, o líder americano escreveu: “Observem o que vai acontecer com esses canalhas enlouquecidos hoje”.

    Na mensagem, Trump afirmou que as forças militares iranianas estariam sendo destruídas durante o conflito. “A Marinha do Irã acabou, sua Força Aérea já não existe, e mísseis, drones e tudo o mais estão sendo eliminados. Seus líderes foram varridos da face da Terra”, declarou.

    O presidente também mencionou o histórico de confrontos com o regime iraniano. “Há 47 anos eles matam pessoas inocentes ao redor do mundo, e agora eu, como 47º presidente dos Estados Unidos da América, estou acabando com eles. Que grande honra é fazer isso”, escreveu.

    As declarações ocorreram poucas horas depois de autoridades iranianas afirmarem que um míssil disparado por grupos iraquianos aliados de Teerã teria atingido um avião de reabastecimento dos Estados Unidos, que caiu no oeste do Iraque com seis tripulantes a bordo.

    O Comando Central das Forças Armadas americanas confirmou que a aeronave, um KC-135, caiu na região, mas afirmou que o acidente não foi causado por fogo inimigo nem por erro das próprias forças.

    O conflito teve início em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva militar contra o Irã. Durante os ataques, morreu o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo iraniano desde 1989.

    Em resposta, o Irã fechou o Estreito de Ormuz e passou a lançar ataques contra alvos em Israel, bases militares americanas e instalações em países da região, como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Também foram registrados incidentes envolvendo projéteis iranianos em Chipre e na Turquia.

    Nesta quinta-feira, autoridades da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos e do Bahrein relataram novos ataques iranianos em seus territórios, enquanto o conflito no Oriente Médio se aproxima da segunda semana.

    O Ministério da Defesa saudita informou, na rede social X, que interceptou diversos mísseis em seu espaço aéreo. Segundo o comunicado, quatro foram abatidos nas regiões leste e central do país, seis em uma província oriental e outros sete tentavam entrar no espaço aéreo saudita. As autoridades não divulgaram os locais exatos das interceptações.

    Nos Emirados Árabes Unidos, autoridades de Dubai informaram que destroços de uma interceptação bem-sucedida causaram pequenos danos na fachada de um prédio no centro da cidade. Não houve registro de feridos.

    O episódio ocorre um dia após um drone cair próximo ao distrito financeiro de Dubai. O Irã havia ameaçado atingir instituições econômicas dos Estados Unidos, o que levou algumas empresas americanas a retirar funcionários do emirado.

    Já no Bahrein, o Ministério do Interior orientou os moradores a manter a calma e procurar abrigo após o acionamento das sirenes de emergência, conforme comunicado divulgado na rede social X.
     
     

     

    Trump volta a ameaçar Irã e chama rivais de “canalhas desvairados”

  • Novo líder do Irã promete vingança e bloqueio de Hormuz em 1ª fala no posto

    Novo líder do Irã promete vingança e bloqueio de Hormuz em 1ª fala no posto

    Novo líder supremo do Irã adotou um tom desafiador em seu primeiro pronunciamento; Mojtaba Khamenei afirmou que o Irã preza a amizade de seus vizinhos, mas vai continuar a atacar as bases americanas em solo de aliados de Washington no Oriente Médio

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, adotou um tom desafiador em seu primeiro pronunciamento após assumir o lugar do pai, Ali, morto no primeiro dia da guerra lançada pelos Estados Unidos e Israel contra a teocracia.

    Mojtaba, 56, disse que suas forças continuarão fechando na prática o estratégico estreito de Hormuz, por onde passam 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo. É uma forma “de manter pressão sobre o inimigo”.

    O pronunciamento escrito foi lido na TV estatal. O usualmente recluso Mojtaba, ferido no primeiro dia da guerra, segue sem aparecer em público.

    O líder afirmou que o Irã preza a amizade de seus vizinhos, mas vai continuar a atacar as bases americanas em solo de aliados de Washington no Oriente Médio. “Elas devem fechar”, disse. Também exigiu reparações pelos danos da guerra, sob pena de “destruir os ativos” americanos e israelenses.

    Ele também prometeu “vingar o sangue dos mártires, em especial dos de Minab”, em referência aos cerca de 180 mortos no bombardeio a uma escola na cidade homônima, a maioria estudantes.

    O tom duro, transparecendo sua ligação com o estamento militar da Guarda Revolucionária, só foi quebrado num raro aceno à oposição ao regime, que na virada do ano havia promovido os maiores protestos da história da teocracia instalada em 1979.

    “A unidade entre todos os indivíduos e estratos da nação não deve ser prejudicada. Isso será alcançado deixando de lado os pontos de discordância”, afirmou, restando saber se ele falava sobre uma disposição de afrouxar seu aparato repressivo ou apelava àqueles que criticam o regime.

    Mojtaba (pronuncia-se “môdj-ta-bá”) não se manifestava desde o domingo (8), quando foi eleito líder por um colegiado de clérigos.

    Ele havia sido ferido no ataque que matou seu pai e outros cinco membros de sua família no primeiro dia do conflito, 28 de fevereiro. Segundo a mídia iraniana, ele quebrou o pé e sofreu escoriações leves na explosão do que analistas acreditam ter sido um míssil aerobalístico Blue Sparrow israelense.

    Dono de perfil discreto, ele sempre viveu à sombra do pai, cultivando conexões com o aparato de segurança comandado pela Guarda Revolucionária.

    Antes de sua morte, Khamenei, com mais de 80 anos e doente, tinha no clérigo radical Ebrahim Raisi seu sucessor presumido. Mas o então presidente morreu de forma misteriosa em um acidente de helicóptero em 2024, e nova eleição colocou o mais moderado Masoud Pezeshkian no poder.

    O enfraquecimento dos prepostos regionais de Teerã pelas guerras do pós-7 de Outubro de Israel e o conflito direto com o Estado judeu e os EUA em 2025 minaram ainda mais a teocracia, que viu os maiores protestos contra o regime na virada deste ano.

    Com a nova guerra e a morte do líder supremo, a Guarda e seu principal nome na política, o chefe do Conselho de Segurança, Ali Larijani, comandaram o processo sucessório.

    Alguns moderados se queixaram da falta de transparência esperada na eleição pela Assembleia dos Especialistas. Mojtaba nunca foi designado herdeiro pelo pai e o regime islâmico não prevê transferência hereditária de poder. Com isso, a Guarda ganhou ainda mais poder, ao menos neste momento.

    Já Pezeshkian, que nunca foi um presidente forte, viu sua posição ainda mais esvaziada. O pedido de desculpas aos vizinhos foi ignorado pelos militares, que redobraram ações no golfo Pérsico, e ninguém levou a sério sua oferta para parar a guerra em termos favoráveis -Trump é quem dá as ordens nesse quesito.

    A dúvida que fica agora é se Mojtaba irá de fato tomar o controle da situação e se conseguirá operar fora dos ditames da Guarda, que até aqui tem apenas escalado a guerra, na esperança de que o desgaste econômico devido ao impacto no mercado de petróleo pressione Trump.

    Nesta quinta, Larijani reforçou a promessa feita no pronunciamento do líder supremo, dizendo que “começar guerras é fácil, mas acabar com elas não se faz com alguns tweets”. “Não o deixaremos em paz até que admita seu erro e pague o preço”, escreveu Larijani.

    Apesar da declaração do líder supremo, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou nesta quinta que muitos navios ainda podem passar pelo estreito de Hormuz se coordenarem com a marinha iraniana.

    “Após os eventos atuais, de modo geral, não podemos retornar às condições anteriores a 28 de fevereiro”, disse Baghaei em declarações divulgadas pela agência de notícias Mehr.

    Novo líder do Irã promete vingança e bloqueio de Hormuz em 1ª fala no posto

  • Irã prevê Ásia Ocidental 'no escuro' se EUA atingirem rede elétrica do país

    Irã prevê Ásia Ocidental 'no escuro' se EUA atingirem rede elétrica do país

    “Bastaria meia hora para que um apagão total atingisse toda a região”, disse Ali Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional; Irã exporta energia elétrica para Iraque, Paquistão e Afeganistão

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã disse que se os Estados Unidos cortarem a eletricidade do Irã, a Ásia Ocidental pode ficar no escuro.

    O líder do conselho de segurança, Ali Larijani, disse que toda a região vai ficar sem luz se os Estados Unidos cortarem a energia. O relato foi publicado na rede social X na manhã desta quinta-feira (12).

    “Bastaria meia hora para que um apagão total atingisse toda a região”, disse Larijani. O posicionamento acontece momentos após o líder norte-americano, Donald Trump, dizer que poderia cortar a eletricidade do Irã em uma hora.

    A escuridão, segundo Larijani, seria uma ocasião perfeita para rastrear e capturar soldados americanos em fuga na região. Trump disse que os EUA adiaram ataques contra locais de geração de energia do país persa.

    “Deixamos alguns dos alvos mais importantes para mais tarde, caso seja necessário”, disse Trump. Ele não descartou colocar os locais geradores de energia iranianos na mira de Washington.

    O Irã exporta energia elétrica para Iraque, Paquistão e Afeganistão. No entanto, também importa eletricidade da Armênia e Turcomenistão. O chefe iraniano não explicou como seria o apagão, mas com a rede interconectada, o corte poderia causar blackouts em cadeia e sobrecarga do sistema elétrico que liga os países.

    Irã prevê Ásia Ocidental 'no escuro' se EUA atingirem rede elétrica do país

  • Hackers pró-Irã dizem ter invadido empresa dos EUA após ataque a escola

    Hackers pró-Irã dizem ter invadido empresa dos EUA após ataque a escola

    Criminosos dizem ter roubado cerca de 50 terabytes de dados da empresa norte-americana; ataque cibernético é o primeiro do tipo desde o início da guerra entre Estados Unidos e Irã

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS0 – Um grupo de hackers ligados ao Irã reivindicou a autoria de ataque cibernético contra uma empresa americana.

    O ataque teria ocorrido contra empresa de tecnologia médica Stryker. Segundo a reportagem da rede de TV NBC News, hackers invadiram o sistema e provocaram interrupções na rede global da companhia, afetando sistemas internos e ferramentas da Microsoft usadas pela companhia.

    Funcionários não identificados relataram problemas. Eles disseram que computadores e celulares corporativos pararam de funcionar, parte dos sistemas e dados foi apagada e a operação da empresa ficou comprometida temporariamente.

    “Não temos indícios de ransomware ou malware e acreditamos que o incidente esteja contido. Nossas equipes estão trabalhando rapidamente para entender o impacto do ataque em nossos sistemas”, disse Stryker, em comunicado enviado à imprensa.

    Grupo chamado Handala assumiu a autoria do ataque nas redes sociais e em canais de Telegram. Esse grupo surgiu em 2022 e está associado a interesses iranianos.

    Os criminosos dizem ter roubado cerca de 50 terabytes de dados da empresa. Além disso, eles garantem que o ataque foi realizado em retaliação ao assassinato de 175 estudantes em Minab.

    “Todos os dados estão nas mãos do povo livre”, disse Handala, em comunicado publicado nas redes sociais.

    O ataque cibernético é o primeiro do tipo desde o início da guerra entre EUA e Irã. Segundo o jornal Wall Street Journal, o logotipo do Handala foi exibido em páginas de login de empresas durante a invasão.

    Hackers pró-Irã dizem ter invadido empresa dos EUA após ataque a escola

  • Netanyahu diz que Israel está 'esmagando' o Irã e o Hezbollah

    Netanyahu diz que Israel está 'esmagando' o Irã e o Hezbollah

    Netanyahu declarou que Israel pretende impedir o Irã de transferir seus projetos nucleares e balísticos para o subsolo e reiterou que podem criar condições para uma mudança de regime

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou hoje que Israel está “esmagando” o regime iraniano e o grupo extremista Hezbollah. Essa é a primeira fala pública do premiê desde o início da guerra com o Irã, há 13 dias.

    Ele também afirmou que o Irã já não é o mesmo país depois de duas semanas de ataques conjuntos dos EUA e de Israel. Netanyahu disse ainda que desde o início da guerra conversou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quase todos os dias, e que o dois se falaram abertamente.

    Netanyahu declarou que Israel pretende impedir o Irã de transferir seus projetos nucleares e balísticos para o subsolo. “Estamos esmagando o regime terrorista no Irã. Estamos atacando e derrotando seus aliados – o Hezbollah no Líbano”, disse ele a repórteres israelenses em uma videoconferência.

    Questionado se Israel pretendia matar o novo líder supremo do Irã, ele respondeu: “Eu não assinaria um seguro de vida” para ele ou para os líderes de grupos militantes apoiados pelo Irã. Netanyahu descreveu o novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, como um “fantoche da Guarda Revolucionária” que “não pode mostrar o rosto em público”.

    Ele reiterou que podem criar condições para uma mudança de regime, mas que cabe aos iranianos irem às ruas. “No fim das contas, depende de vocês. Está em suas mãos”, disse em recado aos iranianos.

    “O Hezbollah está sentindo a força do nosso braço, e a sentirá ainda mais. Pagará um preço muito alto por sua agressão”, disse Netanyahu. “Por meio de uma união de forças sem precedentes entre Israel e os Estados Unidos, alcançamos conquistas extraordinárias -conquistas que estão mudando o equilíbrio de poder no Oriente Médio e até mesmo além dele”, acrescentou.

    Netanyahu diz que Israel está 'esmagando' o Irã e o Hezbollah

  • Elon Musk diz que prisão de Moraes 'está a caminho' por envolvimento com Banco Master

    Elon Musk diz que prisão de Moraes 'está a caminho' por envolvimento com Banco Master

    Dono do X respondeu a uma publicação do jornalista norte-americano Glenn Greenwald, que apoia discursos de extrema-direita, na rede social sobre uma eventual prisão do ministro do STF, afirmando que ocorreria em breve

    O bilionário Elon Musk, dono do X (antigo Twitter), alfinetou nesta quinta-feira, 12, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Musk respondeu a uma publicação do jornalista norte-americano Glenn Greenwald na rede social sobre uma eventual prisão do magistrando, afirmando que ocorreria em breve.

    Greenwald compartilhou em seu perfil uma notícia sobre as ligações de Moraes com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, investigado por fraudes financeiras. Em seguida, o jornalista relembrou uma publicação de Elon Musk, de agosto de 2024, que mostrava uma foto feita por inteligência artificial (IA) representando o ministro na cadeia, com a legenda: “Um dia, Alexandre, essa foto da sua prisão será real. Guarde minhas palavras”.

    Musk, então, respondeu à publicação de Greenwald dizendo: “Ainda não, mas (a prisão) está a caminho. Por que arrumar briga comigo? Que bobagem”.

    O embate de Elon Musk e Alexandre de Moraes se refere ao inquérito das milícias digitais no STF, que apura a atuação de grupos suspeitos de disseminar notícias falsas em redes sociais.

    O bilionário é um dos alvos da investigação instaurada em abril de 2024 por Moraes, por suspeita de “instrumentalização criminosa” do X, além de suspeitas de desobediência a decisões judiciais, obstrução à Justiça em contexto de organização criminosa e incitação ao crime. Nesta terça-feira, 10, Moraes arquivou o inquérito contra o empresário.

    A notícia comentada por Elon Musk nesta quinta diz respeito à ligação da esposa do ministro, a advogada Viviane Barci de Moraes, com o Master. No final do ano passado, o jornal O Globo revelou que Viviane firmou um contrato de R$ 129 milhões com banco, que previa que o escritório da família trabalhasse na defesa dos interesses da instituição e de Vorcaro no Banco Central, na Receita Federal e no Congresso Nacional.

    Além disso, conforme as investigações da Polícia Federal, Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes conversaram por WhatsApp ao longo do dia 17 de novembro de 2025, data na qual foi cumprida a primeira ordem de prisão contra o banqueiro.

    Em nota, Viviane afirmou que a prestação de serviços ao Master concentrou-se na implementação de mecanismos de compliance e na revisão do código de ética e conduta da instituição. Em posicionamento divulgado pelo STF, Moraes disse que mensagens não foram destinadas ao telefone do ministro, mas a outros contatos que constam na agenda de Vorcaro. Como mostrou o Estadão, o código-fonte de programa da PF põe em xeque versão de Moraes sobre destinatários do banqueiro.

    Elon Musk diz que prisão de Moraes 'está a caminho' por envolvimento com Banco Master

  • Sinagoga é alvo de tiros em Michigan

    Sinagoga é alvo de tiros em Michigan

    Pelas redes sociais, governadora diz que a comunidade judaica ‘deve poder viver e praticar sua fé em paz’; Federação Judaica de Detroit afirma que está monitorando a situação e pede que as pessoas não se aproximem da região

    WASHINGTON, EUA (CBS NEWS) – Um templo judaico foi alvo de ataque de disparos e tiros na cidade de West Bloomfield Township, no estado de Michigan, nesta quinta-feira (12). Pelas redes sociais, a governadora Gretchen Whitmer afirma que está acompanhando relatos do ataque no Temple Israel.

    “Estamos trabalhando com a Polícia Estadual de Michigan para obter mais informações”, relatou ela. Ainda não há informações de feridos. “Isso é devastador. A comunidade judaica de Michigan deve poder viver e praticar sua fé em paz. O antissemitismo e a violência não têm lugar em Michigan. Espero que todos estejam seguros”, completou a governadora.

    A secretária do Departamento de Justiça, Pam Bondi, afirmou que agentes federais estão no local prestando apoio as autoridades da região. “Por favor, orem”, diz ela.

    Sinagoga é alvo de tiros em Michigan

  • Juiz rejeita pedido de divórcio no Afeganistão: "Umas surras não matam"

    Juiz rejeita pedido de divórcio no Afeganistão: "Umas surras não matam"

    Um juiz rejeitou o pedido de divórcio de uma mulher vítima de violência doméstica, no Afeganistão, justificando que “umas surras não a vão matar”; decisão reflete uma alteração à lei talibã que legaliza que um marido bata na mulher

    No início deste ano, o governo talibã no Afeganistão legalizou, oficialmente, a violência doméstica, permitindo que os maridos espanquem as mulheres sem qualquer consequência, desde que não quebrem ossos ou deixem feridas abertas na esposa.

    O resultado desta alteração à lei é já bastante claro: uma mulher que queira se divorciar por ser vítima de violência doméstica tem o seu pedido negado.

    Foi o caso de Farzana (nome fictício). Ao The Guardian, a afegã contou que o marido sempre teve um temperamento difícil e que regularmente lhe batia e a humilhava, chamando-lhe “deficiente” por ter uma perna mais curta do que a outra. Farzana tolerou os abusos durante anos pelos filhos… até não conseguir mais.

    “Houve um dia em que eu estava muito doente e não tinha energia para cozinhar o jantar. Quando ele chegou a casa do trabalho disse: ‘Agora nem faz as tarefas domésticas?’. Respondi-lhe que estava doente, mas ele me bateu com o fio do carregador do celular”, contou Farzana. “As marcas nas minhas costas e nos meus braços permaneceram durante dias, mas nunca pensei sequer em tirar fotografias para usar em tribunal”, acrescentou.

    Depois do ataque, Farzana tomou a decisão de pedir um divórcio, mas quando chegou ao tribunal talibã acabou não só com o processo recusado, como com uma ‘bronca’ do juiz.

    “Um pouco de raiva e umas surras não a vão matar”

    “Quando eu disse que ele [o marido] me batia e me humilhava constantemente e me insultava e que eu queria um divórcio, o juiz perguntou: ‘Quer um divórcio só por causa disso? Não tem outra razão?’”, recordou Farzana.

    A afegã descreveu depois o último episódio de violência ao que o juiz perguntou, prontamente, se a mulher tinha provas da agressão.

    “Quando eu respondi que não ele me disse: ‘Era jovem e aproveitou o seu marido. Agora que ele está ficando mais velho está inventando desculpas para se divorciar dele, para que possa casar com outro. Volte para casa. Tem um bom marido, viva com ele. Um pouco de raiva e umas surras não a vão matar. O Islã permite que um homem bata na mulher se ela lhe desobedecer, para a disciplinar. Vá e não regresse a pedir um divórcio por coisas destas’.”

    Ao The Guardian, a ativista Shaharzad Akbar, atualmente diretora da organização de direitos humanos Rawadari, afirmou que casos como os de Farzana são comuns no Afeganistão. As mulheres têm de viver sujeitas a violência doméstica ou procurar justiça nos tribunais talibãs “onde são muitas vezes repreendidas e enviadas de volta às suas casas abusivas ou pior, são punidas por ‘desobedecer’ aos maridos”.

    Depois da decisão do tribunal, Farzana foi forçada a regressar ao marido que, depois do incidente, se tornou ainda mais violento. “Ele me diz: ‘Ou  aguenta ou morre’. Ele nem sequer me deixa ir a casa do meu pai”.

    Sentença de 15 dias para homens condenados por violência doméstica 

    A alteração à lei no Afeganistão foi apenas conhecida depois de o documento ser divulgado pela Rawadari e depois traduzido para inglês pela Rede de Analistas Afegãos.

    “Se um marido espancar a mulher de forma tão severa que resulte em ossos quebrados ou em feridas abertas, ou se manchas aparecerem no corpo dela, e a mulher levar o caso a tribunal, então o marido deve ser considerado um agressor”, pode ler-se na nova lei. “O juiz deve condená-lo a 15 dias de prisão”.

    Na prática, a lei afegã agora condena mais severamente abusos a animais do que a mulheres. Por exemplo, que for condenado a forçar cães ou aves a lutarem recebe uma sentença de cinco meses de prisão.

    O regime talibã regressou ao poder no Afeganistão em 2021. Desde então, o regime pôs em prática uma série de leis que restringem a liberdade das mulheres, impedindo-as de prosseguir os estudos para além do ensino básico e sendo banidas de praticamente todo o mercado de trabalho (devendo focar-se nos deveres domésticos). Uma mulher no Afeganistão não pode sequer sair à rua sem estar acompanhada por um homem.

    “Isto não é cultura. Isto não é religião. Isto é um sistema de segregação e de domínio. Devemos chamar o regime no Afeganistão pelo seu nome verdadeiro: um apartheid de gênero”, afirmou a vencedora do prémio Nobel da Paz, Malala Yousafzai, nas Nações Unidas esta semana.

    A paquistanesa, vale lembrar, foi baleada por talibãs quando regressava da escola quando tinha apenas 15 anos. Desde então, tornou-se uma voz pelos direitos das mulheres na região.

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