Categoria: MUNDO

  • Kremlin já não sabe quando será cúpula entre Trump e Putin

    Kremlin já não sabe quando será cúpula entre Trump e Putin

    A reunião entre Donald Trump e Vladimir Putin para discutir a guerra na Ucrânia enfrenta impasses diplomáticos e logísticos. Sem data definida, o encontro em Budapeste é ameaçado por divergências sobre o cessar-fogo e restrições de voo impostas à Rússia por países europeus

    (CBS NEWS) – A nova reunião de cúpula entre Donald Trump e Vladimir Putin para discutir o fim da Guerra da Ucrânia e temas bilaterais ainda não tem data definida, com sinais crescentes de dificuldades no arranjo do encontro em Budapeste.

    “Escute, não podemos adiar o que não foi finalizado”, disse nesta terça (21) o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, questionado por repórteres sobre a data. “Não há um entendimento”, completou.

    “Nem o presidente Trump, nem o presidente Putin deram datas exatas. Isso leva tempo”, afirmou. Não é bem assim. O presidente americano havia anunciado o encontro na quinta-feira passada (16), afirmando que ele ocorreria em até duas semanas.

    Ele fez o anúncio após telefonema recebido de Putin que durou duas horas e tirou dos trilhos a possibilidade de entrega de mísseis de cruzeiro Tomahawk para a Ucrânia, o que era esperado para o dia seguinte, quando Trump recebeu Volodimir Zelenski na Casa Branca.

    Parecia o roteiro de agosto, quando o republicano deu um ultimato para Putin aceitar uma trégua só para, após uma ligação, marcar a primeira reunião entre eles neste mandato do americano, no Alasca.

    Na segunda (20), os encarregados de organizar a reunião, o chanceler Serguei Lavrov e o secretário de Estado Marco Rubio, se falaram ao telefone. O encontro prévio entre os dois ainda não tem data também.

    As mais óbvias são o escopo da reunião. A partir da conversa de agosto, ficou claro que Putin aceitaria trocar pedaços que não controla das regiões sulistas de Zaporíjia e Kherson pela tomada final de Donetsk, no leste. A conta seria muito desfavorável a Zelenski, que não aceitou a ideia.

    Trump até perdeu a paciência e falou que a Ucrânia deveria retomar todos os 20% que perdeu, incluindo a Crimeia anexada por Putin em 2014. Já voltou atrás e, no encontro com Zelenski de sexta, segundo relatos disse que ele tinha de aceitar a perda ou enfrentar mais destruição.

    Na segunda, o americano foi além e afirmou que não acreditava na possibilidade de Kiev ganhar a guerra, iniciada com a invasão russa de fevereiro de 2022. Zelenski, por sua vez, falou em congelar as linhas de batalha como estão e aí conversar.

    Líderes europeus aliados dos ucranianos apoiaram a posição. Em um comunicado conjunto nesta terça, os govenos da Alemanha, França, Reino Unido e a União Europeia afirmaram apoiar o esforço de Trump por uma trégua imediata. “A atual linha de contato [frente de batalha] deve ser o ponto de partida das negociações”, disse o texto.

    Há óbices adicionais. A escolha da capital húngara para o encontro se deu porque o governo do premiê Viktor Orbán é próximo de Putin e de Trump, e crítico de Zelenski. Só que para o encontro acontecer, o russo tem de chegar à cidade.

    O problema é que todo o espaço aéreo em torno da Hungria, que não tem saída para o mar, é vetado por sanções europeias a aviões russos. Para Putin poder sobrevoá-los, é preciso autorização específica de cada governo, e a rota mais rápida e óbvia em céus da Europa passa pela Polônia.

    Nesta terça, o governo em Varsóvia, um dos mais contrários a Putin no continente, disse que não permitirá que o avião presidencial de Putin sobrevoe o país, que foi alvo de uma incursão de drones de Moscou no mês passado.

    Segundo o governo polonês, se o avião entrar em seu espaço aéreo, será obrigado a descer e Putin será preso pelas acusações de crime de guerra que pesam contra o russo no Tribunal Penal Internacional.

    Isso pode forçar uma alternativa de rota mais complexa, que é voar sobre o contestado mar Negro e entrar pela Bulgária, membro da União Europeia que disse aceitar o sobrevoo. Dali, cruzar a aliada Sérvia, que não faz parte do bloco de Bruxelas, e chegar à Hungria.

    Na Ucrânia, o conflito prossegue, com avanços russos no leste e um bombardeio na região de Tchernihiv (norte) que deixou centenas de milhares de moradores no escuro, mantendo o padrão de ataques ao sistema energético às vésperas do inverno do Hemisfério Norte.

    Kremlin já não sabe quando será cúpula entre Trump e Putin

  • Morre aos 29 anos o grande mestre de xadrez Daniel Naroditsky

    Morre aos 29 anos o grande mestre de xadrez Daniel Naroditsky

    Reconhecido por sua habilidade didática e sucesso nas redes sociais, o enxadrista norte-americano faleceu de forma inesperada. A causa da morte não foi divulgada pelo Charlotte Chess Center, equipe que representava o jogador

    O grande mestre de xadrez norte-americano Daniel Naroditsky morreu aos 29 anos. O falecimento, considerado inesperado, foi confirmado pelo Charlotte Chess Center, equipe que ele representava. As causas da morte ainda não foram divulgadas.

    “É com profunda tristeza que comunicamos o falecimento inesperado de Daniel Naroditsky. Ele era um talentoso jogador, comentarista e membro estimado da comunidade do xadrez. Um filho, irmão e amigo leal. Vamos honrar Daniel lembrando sua paixão e a inspiração que transmitia todos os dias”, afirmou o centro em nota publicada nas redes sociais.

     
     
     

     
     
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    Conhecido entre os fãs como Danya, Naroditsky aprendeu a jogar xadrez aos seis anos, apresentado ao jogo pelo irmão mais velho. Em 2013, aos 17, conquistou o título de grande mestre, o mais alto reconhecimento da modalidade.

    Além das competições, destacou-se como professor e comentarista, admirado por sua habilidade em explicar conceitos complexos de forma clara e acessível. Sua popularidade cresceu nas plataformas digitais, especialmente no YouTube e Twitch, onde somava mais de 300 mil seguidores e transmitia partidas e análises ao vivo.

    Nascido em 9 de novembro de 1995, na Califórnia, Daniel Naroditsky completaria 30 anos em poucas semanas.

    Morre aos 29 anos o grande mestre de xadrez Daniel Naroditsky

  • Influenciadora morre após complicação durante o parto em casa

    Influenciadora morre após complicação durante o parto em casa

    Nutricionista e influenciadora de 29 anos, Stacey Hatfield faleceu após uma complicação rara durante o parto do primeiro filho, Axel, em casa. Conhecida pelo perfil Natural Spoonfuls, ela conquistou milhares de seguidores com receitas saudáveis e mensagens sobre bem-estar. O marido descreveu a perda como “devastadora”

    A influenciadora de gastronomia Stacey Hatfield, de 29 anos, morreu em decorrência de uma complicação rara durante o parto do primeiro filho, Axel, em casa. O caso ocorreu em 29 de setembro, mas só foi divulgado neste domingo (19), quando o marido, Nathan Warnecke, comunicou o falecimento nas redes sociais.

    Em uma publicação no Instagram, Nathan relatou que a esposa sofreu uma complicação “imprevista e extremamente rara” logo após o nascimento do bebê. “É com profundo pesar que compartilho o falecimento inesperado da minha linda esposa, alma gêmea e melhor amiga, Stacey Warnecke (Hatfield). Stace faleceu após dar à luz com sucesso nosso primeiro filho, Axel, em casa”, escreveu.

    O marido afirmou que a equipe médica tentou reverter o quadro, mas não houve tempo para socorro. Em tom emocionado, prestou homenagem à companheira com quem viveu por nove anos. “Ela era a luz da minha vida e a razão pela qual eu me levantava de manhã. Palavras não podem descrever o quão devastador isso é para mim e para todos que a amavam”, disse.

    Nathan também lembrou o casamento nas Maldivas como “o dia mais feliz da minha vida” e descreveu Stacey como “a pessoa mais amorosa, disciplinada e generosa que já conheci”

     
     
     

     
     
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    Nutricionista e criadora de conteúdo, Stacey Hatfield administrava o perfil Natural Spoonfuls, com mais de 20 mil seguidores no Instagram. No espaço, compartilhava receitas simples e saudáveis, com foco em alimentos naturais e equilibrados. O público elogiava o tom acolhedor e a forma didática com que abordava nutrição e bem-estar.

    Influenciadora morre após complicação durante o parto em casa

  • Acidente com Elevador da Glória foi causado por falta de manutenção, diz relatório

    Acidente com Elevador da Glória foi causado por falta de manutenção, diz relatório

    De acordo com documento, equipamento estava sujeito à fiscalização do Companhia Carris de Ferro de Lisboa; desastre ocorreu quando um cabo se rompeu e o veículo desceu desgovernado, espatifando-se contra um prédio

    LISBOA, PORTUGAL (CBS NEWS) – As 16 pessoas que morreram no desastre do Elevador da Glória, no dia 3 de setembro, foram vítimas do respeito dos lisboetas por seu passado, do fascínio que esse passado provoca nos turistas que frequentam a cidade -e principalmente dos erros da Companhia Carris de Ferro de Lisboa, responsável pela manutenção de um veículo considerado “clássico”. Por razões de patrimônio histórico, o Elevador da Glória ficava fora do âmbito da fiscalização federal.

    É o que se depreende da leitura do relatório preliminar divulgado nesta segunda-feira (20) pelo Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF), órgão do Ministério das Infraestruturas encarregado de determinar as causas da tragédia. Ressalvando que o relatório tem um caráter preliminar -a investigação da polícia portuguesa ainda não foi inteiramente concluída-, o GPIAAF lista vários equívocos da Carris.

    A Carris é uma empresa pública responsável pelo transporte terrestre em Lisboa, que compreende ônibus e veículos elétricos. Depois de divulgado o relatório, a empresa revelou ter demitido o diretor da área de Manutenção do Modo Elétrico -os bondes e elevadores como o da Glória.

    De acordo com o relatório, o Elevador da Glória não estava sujeito à fiscalização do Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT), órgão federal responsável por aferir a segurança dos bondes de Lisboa, por pertencer à categoria dos “carros elétricos de tipo clássico movidos por cabo”. A exclusão se aplicava a apenas dois elevadores de Lisboa -o da Glória, inaugurado em 1885, e o da Bica, de 1884. Sem a supervisão federal, a responsabilidade pela fiscalização recaía unicamente sobre a Carris.

    O relatório confirma que a principal causa do acidente foi o rompimento da conexão entre o veículo e o cabo, num local que não poderia ser visto pela inspeção de rotina. Para realizar tal inspeção, várias peças do veículo teriam de ser desmontadas. O elevador, situado numa das principais regiões turísticas de Lisboa, ficaria fora de uso por pelo menos dois dias, algo que não estava previsto nos protocolos de segurança.

    Construído de acordo com projeto de Raoul Mensnier du Ponsard, engenheiro franco-português que se orgulhava de ter estudado em Paris com o lendário Gustave Eiffel, o Elevador da Glória se constituía de dois bondes ligados por um cabo. Ambos trafegavam sobre trilhos em uma ladeira que ligava a parte alta à parte baixa da cidade. Os dois veículos se movimentavam simultaneamente, um descendo e o outro subindo, num mecanismo de contrapesos. O desastre ocorreu quando o cabo se rompeu e o veículo que estava no alto da ladeira desceu desgovernado, espatifando-se contra um prédio no meio do caminho.

    “A utilização de cabos multiplamente desconformes com as especificações e restrições de utilização deveu-se a diversas falhas acumuladas no seu processo de aquisição, aceitação e aplicação pela CCFL [Carris], cujos mecanismos organizacionais de controlo interno não foram suficientes ou adequados para prevenir e detectar tais falhas”, aponta o relatório em suas conclusões.

    Quando o cabo se rompeu foram acionados freios automáticos e manuais, seguindo o protocolo de segurança. Eles não foram suficientes, no entanto, para evitar o desastre.

    “Não há memória de alguma vez na Carris ter sido testado o freio de emergência na situação de falha no cabo”, diz o relatório, corroborando as apreciações de vários especialistas que, na época do desastre, criticaram a inadequação do sistema criado no século 19.

    Procurada pela reportagem, a Carris enviou um comunicado oficial em que responsabiliza a empresa terceirizada responsável pela manutenção, a MNTC, que “poderá não ter cumprido devidamente o contrato”, afirmando que a demissão do diretor se deu porque “este incumprimento nunca foi reportado pela Direção de Manutenção do Modo Elétrico”.

    Diz também que “a Carris tem em curso uma auditoria externa independente às causas do acidente, cujas conclusões serão relevantes para uma apreciação mais detalhada da presente investigação do GPIAAF”.

    Os três elevadores históricos de Lisboa -da Glória, da Lavra e da Bica- estão fora de funcionamento desde o acidente de 3 de setembro.

    Acidente com Elevador da Glória foi causado por falta de manutenção, diz relatório

  • Brasileira é vítima de tentativa de estupro dentro de trem na periferia de Paris

    Brasileira é vítima de tentativa de estupro dentro de trem na periferia de Paris

    Jhordana Dias, há pouco tempo na França, acusa agressor de atacá-la em vagão vazio; ataque teria sido filmado por uma passageira, que prestou socorro à vítima

    PARIS, FRANÇA (CBS NEWS) – Uma brasileira afirma ter sido vítima de uma tentativa de estupro em um trem no subúrbio de Paris, na última quinta-feira (16). A ocorrência, que teve repercussão na imprensa francesa, foi parcialmente registrada em um vídeo que circulou nas redes sociais.

    Jhordana Dias, de 26 anos, de Goiânia (GO), confirmou à reportagem as informações publicadas pelo jornal Le Parisien e compartilhou com a Folha de S.Paulo o vídeo.

    Nas imagens, uma mulher aparece interpondo-se entre a brasileira e o suspeito. Ela ordena ao homem que fique no fundo do vagão, enquanto se ouve Jhordana soluçando e gritando, em português -ela não fala francês: “Ele tentou me agarrar! Eu tô com medo!”.

    “Eu pedi a você para ficar lá, você não quer ficar lá. Fique lá. Fique aí”, diz ao homem, em francês, a mulher que socorreu Jhordana. Em seguida, o suspeito desce do vagão e foge correndo pela plataforma da estação.

    O incidente ocorreu na estação de Choisy-le-Roi, na periferia sul de Paris.
    Jhordana, que é contadora, veio morar na França há poucos meses, juntando-se a um irmão mais velho, que mora há seis anos em Juvisy-sur-Orge, outra cidade da periferia sul de Paris.

    Ela voltava de Paris para Juvisy, pela manhã, quando o vagão em que viajava esvaziou-se completamente na estação de Choisy-le-Roi. Ficaram apenas ela e o suposto agressor, que a observava fixamente.

    Jhordana conta que o homem a agarrou e tentou baixar suas calças e beijá-la. Diante da resistência, mordeu-a no lábio, deu-lhe um tapa, arranhou-a sob o olho esquerdo, tocou seus seios e suas nádegas e tentou sufocá-la para que não gritasse. O Le Parisien publicou uma foto do rosto de Jhordana, com curativos sob o olho esquerdo e entre o nariz e o lábio superior.

    Outra passageira, ao ouvir os gritos, correu até o vagão para socorrê-la e em seguida filmou o final do incidente. “O que teria acontecido se ela não tivesse vindo? Talvez eu estivesse morta”, disse Jhordana.

    Segundo o Observatório Nacional de Violência contra as Mulheres, o número de casos de violência sexual em transportes coletivos aumentou 86% entre 2016 e 2024. Em 2024, foram registradas 3.374 ocorrências desse tipo na França, incluindo ofensas sexuais, exibicionismo e assédio sexual. Estupro e tentativas de estupro representam 6% desses casos.

    Brasileira é vítima de tentativa de estupro dentro de trem na periferia de Paris

  • Tribunal dos EUA autoriza que Trump envie tropas federais para Portland

    Tribunal dos EUA autoriza que Trump envie tropas federais para Portland

    A Guarda Nacional enviará 200 agentes a Portland, onde devem ficar por 60 dias; o alvo de Trump é o movimento antifascismo, que protesta contra a extradição de imigrantes

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Um tribunal de apelações dos Estados Unidos decidiu nesta segunda-feira (20) que Donald Trump pode enviar tropas da Guarda Nacional para a cidade de Portland, no Oregon. A informação foi publicada pela agência de notícias Reuters.

    Dois juízes do Tribunal de Apelações do 9º Circuito dos EUA deferiram o pedido do Departamento de Justiça. Os magistrados suspenderam a ordem judicial que havia bloqueado o envio de tropas enquanto uma contestação legal à ação de Trump se corre na Justiça. A juíza distrital Karin Immergut, de Portland, nomeada por Trump durante seu primeiro mandato como presidente, decidiu em 4 de outubro que o presidente agiu ilegalmente ao ordenar o envio de tropas para Portland.

    A Guarda Nacional enviará 200 agentes a Portland, onde devem ficar por 60 dias. A promessa de envio de tropas, feita no dia 27 de setembro por Trump, foi detalhada em um memorando emitido pela Secretaria de Defesa. Nele, o secretário Pete Hegseth autoriza o envio dos agentes, informando o número de membros e tempo em que devem ficar na cidade, “onde protestos estão ocorrendo ou provavelmente ocorrerão”, disse.

    Trump, que já enviou militares a Los Angeles e Washington, afirma que essas medidas são necessárias para conter a criminalidade. O presidente também cita os protestos contra sua campanha de deportações em massa. Portland é a quarta cidade governada por democratas onde Trump tenta mobilizar a Guarda Nacional, depois de Los Angeles, Washington e Memphis.

    O alvo de Trump é o movimento antifascismo, que protesta contra a extradição de imigrantes. Desde o início do governo Trump, o ICE foi designado para encontrar imigrantes ilegais para extraditá-los. Opositores afirmam que os agentes do serviço de imigração cobrem o rosto durante ações truculentas.

    A Cruzada de Trump contra a antifa (abreviação para grupos antifascistas) ocorre desde o primeiro mandato. Em 2020, Trump enviou tropas para a ocupar Portland pela primeira vez. O objetivo era pôr fim aos protestos contra o assassinato do afro-americano George Floyd, morto asfixiado por um policial branco.

    ESTADO DO OREGON PROCESSA GOVERNO POR AUTORIZAR TROPAS EM PORTLAND

    O processo argumenta que o estado tem capacidade para gerir a segurança pública. “As comunidades do Oregon estão estáveis, e nossas autoridades locais foram claras: temos a capacidade de gerenciar a segurança pública sem interferência federal”, disse o procurador-geral do estado, Dan Rayfield.

    A medida se inspira em processo movido por outro estado americano. A Califórnia entrou com uma ação semelhante em junho, depois que o governo enviou tropas para Los Angeles.

    O procurador-geral disse que o envio de 200 soldados para proteger um único prédio do ICE “não é normal”. “Se você tivesse alguma preocupação com a segurança da sua casa, tomaria algumas providências e preencheria as lacunas, não chamaria um exército”, disse.

    “O que estamos vendo não é uma questão de segurança pública, mas sim do presidente exibindo sua força política sob o pretexto da lei e da ordem, buscando um sucesso midiático às custas da nossa comunidade”, disse Dan Rayfield, procurador-geral de Oregon.

    Tribunal dos EUA autoriza que Trump envie tropas federais para Portland

  • Lula parabeniza presidente eleito na Bolívia com plataforma de direita

    Lula parabeniza presidente eleito na Bolívia com plataforma de direita

    Brasileiro afirma que clima de tranquilidade e harmonia no pleito do país vizinho demonstra compromisso de bolivianos com democracia; petista informou ter enviado carta ao vencedor Rodrigo Paz na qual reafirmou relação entre as duas nações

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) parabenizou nesta segunda-feira (20) Rodrigo Paz, que venceu as eleições da Bolívia deste domingo (19) com uma plataforma de centro-direita.

    “A conclusão do processo eleitoral em clima de tranquilidade e harmonia demonstra o compromisso da sociedade boliviana com a democracia, que deve seguir norteando toda a nossa região”, escreveu Lula no X.

    Lula informou ainda que enviou uma carta a Paz na qual reiterou o interesse do governo brasileiro em manter bom relacionamento com a Bolívia.

    “O presidente eleito pode contar com o meu compromisso de seguir trabalhando em benefício de nossas relações bilaterais e de cooperação em temas de interesse mútuo. A Bolívia é parceira fundamental do Brasil na construção de uma América do Sul mais integrada, justa e solidária”, disse ainda.

    Mais cedo, o presidente da Argentina, Javier Milei, afirmou que o resultado no pleito boliviano reflete o anseio da região por liberdade e progresso. “Este é um dia histórico para a Bolívia, que deixa para trás 20 anos do modelo fracassado do ‘socialismo do século 21’, que tanto prejudicou nossa região. A Bolívia se reintegrará ao mundo livre, em um caminho focado na abertura econômica, no combate à corrupção e à insegurança e no fim da era do desperdício estatal”, escreveu o líder de direita no X.

    A vitória de Paz encerra um ciclo da esquerda no poder na Bolívia, cuja principal figura foi o ex-presidente Evo Morales. Em seu discurso já como vencedor, afirmou que “ideologia não dá de comer”. “O que dá de comer é o direito ao trabalho, instituições fortes e segurança jurídica.”

    Lula parabeniza presidente eleito na Bolívia com plataforma de direita

  • Israel volta a abrir fogo em Gaza; EUA tentam salvar acordo de cessar-fogo

    Israel volta a abrir fogo em Gaza; EUA tentam salvar acordo de cessar-fogo

    Tel Aviv diz que realizou ataque após supostos terroristas cruzarem área de recuo; palestinos falam em 3 mortos; enviados de Donald Trump chegam ao país, e Egito sediará reunião com representante do Hamas

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Os enviados americanos Steve Witkoff e Jared Kushner, genro de Donald Trump, chegaram a Israel nesta segunda-feira (20) para supervisionar o acordo de cessar-fogo da guerra na Faixa de Gaza. Dez dias após a sua assinatura, o plano de paz está fragilizado e sob risco de ruir.

    Eles devem se reunir com membros do governo do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu. O Egito, um dos mediadores das negociações, sediará nesta segunda uma reunião com Khalil Al-Hayya, principal negociador do grupo terrorista Hamas, para discutir maneiras de avançar na implementação do cessar-fogo.

    No fim de semana, o Exército de Israel lançou nova ofensiva em Gaza, após acusar o Hamas de atacar tropas em área de recuo dos militares prevista no acordo, elevando as tensões na região. Nesta segunda (20), soldados israelenses voltaram a atacar o território.

    Segundo autoridades de saúde palestinas, três pessoas morreram após militares abrirem fogo em outra área de recuo das tropas no bairro de Tuffah, na Cidade de Gaza.

    As Forças Armadas afirmaram em um post no X que, “em dois incidentes separados, […] identificaram vários terroristas que se aproximavam e cruzaram a linha amarela na região de Shejaiya”. A publicação diz que o Exército continuará a “eliminar qualquer ameaça imediata”.

    Testemunhas relataram à agência Reuters disparos de tanques israelenses no centro de Gaza. Moradores da capital do território disseram estar confusos sobre o traçado da linha de recuo, pois não há marcações físicas estabelecidas na maior parte do trajeto.

    “Toda a área está em ruínas. Vimos os mapas [eletrônicos], mas não conseguimos saber onde essas linhas estão”, disse Samir, de 50, morador de Tuffah. Com a trégua ainda incerta, os moradores de Gaza temem mais ondas de violência.

    A visita de Witkoff e Kushner estava programada antes da nova escalada de violência de domingo, segundo pessoas familiarizadas com as tratativas.

    O vice-presidente dos EUA, J. D. Vance, também deve ir ao país do Oriente Médio, com chegada prevista para esta terça (21). Questionado por jornalistas sobre o cessar-fogo, ele tentou minimizar as tensões e disse que “haverá altos e baixos”.

    Netanyahu afirmou ao Parlamento de Israel nesta segunda que discutirá “desafios e oportunidades regionais” durante a visita do americano. O premiê também disse que o Exército lançou “153 toneladas de bombas” em Gaza apenas na ofensiva deste domingo.

    A ação de Israel coloca em risco o acordo de cessar-fogo, em vigor desde o último dia 10, durante momento de discordâncias sobre a devolução dos corpos de reféns israelenses.

    Tel Aviv diz que os 16 corpos restantes já poderiam ter sido entregues pelo Hamas, e insiste que a facção atrasa a devolução propositalmente.

    O grupo terrorista devolveu todos os 20 reféns vivos e 12 dos mortos, mas disse que o processo precisa de esforço e equipamento especial para recuperar corpos enterrados sob escombros.

    Neste domingo (19), Israel identificou mais dois corpos entregues pela facção no sábado. São eles Ronen Engel, que tinha 54 anos quando foi sequestrado no kibbutz Nir Oz durante o ataque de 7 de outubro de 2023, e o tailandês Sonthaya Oakkharasri, de 30 anos quando foi morto no kibbutz Be’eri. Autoridades palestinas de saúde também afirmaram que receberam mais 15 corpos devolvidos por Israel a Gaza.

    No sábado (18), Netanyahu afirmou que a passagem de Rafah, na fronteira de Gaza com o Egito, permanecerá fechada por tempo indeterminado, e condicionou a reabertura ao cumprimento do acordo pelo Hamas. A declaração do premiê ocorreu depois que a embaixada palestina no Egito havia dito que a passagem reabriria nesta segunda-feira (20).

    Rafah está em grande parte fechada desde maio de 2024. O acordo de cessar-fogo inclui o aumento da ajuda humanitária para o território, onde a maioria dos 2 milhões de palestinos tem sido deslocada de suas casas.

    Além da retomada dos ataques, outros grandes obstáculos ao plano de Trump para encerrar a guerra ainda permanecem. Questões-chave sobre o desarmamento do Hamas, exigido por Israel e rejeitado pela facção, a governança de Gaza após o conflito, a composição de uma força internacional de estabilização e os movimentos em direção à criação de um Estado palestino ainda precisam ser resolvidas.

    Israel volta a abrir fogo em Gaza; EUA tentam salvar acordo de cessar-fogo

  • Israel diz ter atacado "infraestruturas terroristas" do Hezbollah

    Israel diz ter atacado "infraestruturas terroristas" do Hezbollah

    Estima-se que perto de 80 mil pessoas estejam deslocadas no território libanês e outras 30 mil no norte de Israel devido aos confrontos militares

    Nesta segunda-feira (20), as Forças da Defesa de Israel (IDF, na sigla inglesa) anunciaram ter atacado “infraestruturas terroristas” do movimento extremista xiita Hezbollah, no sul do Líbano, segundo escreveu o responsável Avichay Andraee, em rede social.

    O porta-voz dos militares afirmou que não há, até o momento, informação sobre quaisquer vítimas ou danos materiais.

    Adraee declarou que o exército hebraico vai continuar combatendo para “eliminar qualquer ameaça e defender o Estado de Israel”.

    Vale lembrar que continua em vigor um cessar-fogo, alcançado após meses de combates desencadeados pelo ataque terrorista do movimento Hamas, em 7 de outubro de 2023, em Israel, e que causou cerca de 1.200 mortos e 250 reféns, prevendo a retirada tanto de Israel como do Hezbollah do sul do Líbano.

    No entanto, o exército israelense manteve cinco postos no território do país vizinho, algo também criticado pelas autoridades libanesas e pelo grupo xiita, que exigem o fim da invasão.

    Segundo um organismo das Nações Unidas, verificaram-se 108 mortes civis no Líbano, sendo 37 mulheres e crianças, além de 19 sequestros por parte de tropas de Israel.

    Além disso, estima-se que perto de 80 mil pessoas estejam deslocadas no território libanês e outras 30 mil no norte de Israel devido aos confrontos militares desde há dois anos.

    Israel diz ter atacado "infraestruturas terroristas" do Hezbollah

  • Putin convenceu Trump a vetar mísseis, diz Zelenski

    Putin convenceu Trump a vetar mísseis, diz Zelenski

    Trump recuou de enviar mísseis Tomahawk à Ucrânia após um telefonema de Vladimir Putin, segundo Volodimir Zelenski. O ucraniano afirmou que a decisão evitou uma escalada militar, mas reforçou que não aceitará ceder território no Donbass, como sugeriu o presidente americano

    (CBS NEWS) – O presidente Donald Trump estava pronto para fornecer mísseis de cruzeiro Tomahawk para a Ucrânia, mas foi demovido da ideia por um telefonema de Vladimir Putin na quinta-feira (16), véspera do encontro entre o americano e Volodimir Zelenski na Casa Branca.

    A afirmação foi feita por pelo presidente ucraniano nesta segunda (20), em um comunicado divulgado à imprensa. “Trump não transferiu os mísseis para evitar uma escalada com a Rússia”, disse.

    Ao longo do fim de semana, relatos emergiram do encontro entre ele e Trump na sexta (17). O tom, que publicamente foi muito amistoso, azedou nas conversas reservadas, lembrando a altercação ao vivo da primeira reunião deles neste mandato, em fevereiro.

    Segundo o jornal bitânico Financial Times, o americano disse que Zelenski deveria ceder os talvez 20% da área do Donbass (leste) ainda em suas mãos para acabar com a guerra ou ser destruído por Putin. No domingo (19), Trump disse à Fox News que Putin deveria ficar com o que já está ocupado na região.

    Nesta segunda, o ucraniano disse que isso é inegocíavel. O Kremlin comentou esse relato, com o porta-voz Dmitri Peskov dizendo apenas que Putin havia dito tudo o que achou que deveria a Trump. Ambos irão se encontrar, talvez na semana que vem, em Budapeste.

    Zelenski disse que está pronto para ir à capital húngara, que não considera neutra dada a hostilidade do govenro do premiê Viktor Orbán a Kiev e sua proximidade com Putin, caso seja convidado. Afirmou que poderia encontrar-se com o russo ou apenas com Trump.

    Os Tomahawk vinham sendo usados pelos Estados Unidos como forma de pressionar Putin. Como na ocasião que resultou na cúpula sem resultados entre o russo e o americano no Alasca, em agosto, Trump recebeu uma resposta após dar um ultimato ao chefe do Kremlin.

    Na prática, Putin só ganhou tempo e continua a avançar em vários pontos da frente de batalha, apesar de ter tido seu principal ganho no ano, na região de Donetsk, por ora barrado pelos ucranianos. Nesta segunda, conquistou mais vila cidade na área.

    Os mísseis não são nenhuma bala de prata, mas com alcance entre 1.600 km e 2.500 km segundo a versão, podem atingir toda a Rússia europeia, inclusive 76 bases militares e Moscou. Claro, isso se passasem pela defesa aérea e em grande quantidade, além de outros pontos -hoje não há lançadores terrestres suficientes para a arma, que é primariamente naval e Kiev não tem Marinha efetiva.

    Sem armas ofensivas, Zelenski disse que está próximo de fechar um acordo para a compra de 25 sistemas de defesa Patriot. Pare ce otimista: os números são sigilosos, mas a Ucrânia só tem cinco ou seis baterias operando, se tanto, e não se trata de um armamento de disponibilidade imediata.

    Otimismo também expresso quando disse que “acredita que a guerra pode estar perto de acabar” com o envolvimento de Trump, ao mesmo tempo em que se recuso a fazer concessões territoriais que são vistas como inevitáveis.

    Segundo um observador da política russa disse à reportagem, Putin reiterou na quinta a proposta que havia feito no Alasca de retirar-se até uma linha que considera aceitável nas regiões sulistas de Kherson e Zaporíjia em troca do restante do Donbass, composto por Donetsk e Lugansk.

    Com isso, a Rússia manteria a ponte terrestre entre seu território original e a Crimeia, anexada em 2014, algo vital para manter protegida a posição da península, sede da sua Frota do Mar Negro.

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