Categoria: MUNDO

  • Trump não descarta explodir ogiva nuclear em teste

    Trump não descarta explodir ogiva nuclear em teste

    Presidente foi questionado porque não deixou claro se a retomada de ensaios que ordenou incluía a bomba em si; EUA divulgam alerta de perigo de navegação que sugere teste com míssil desarmado no Pacífico em 5 ou 6 de novembro

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente Donald Trump não descartou que a retomada dos testes com armas nucleares dos Estados Unidos inclua a detonação subterrânea de uma ogiva atômica, algo que o país parou de fazer há 33 anos.

    Falando a jornalistas no Air Force One nesta sexta-feira (31), o americano voltou a jogar na confusão, dois dias após ter dito que iria retomar testes com essas armas de destruição em massa em resposta aos recentes ensaios de novos armamentos russos e ao crescimento do arsenal chinês.

    Como não ficou claro se ele falava em testar mísseis desarmados, por exemplo, ele foi questionado se seu anúncio na visita à Coreia do Sul incluía a explosão de um artefato nuclear. “Você vai descobrir logo, mas nós vamos ter que fazer algum teste”, disse, com a usual imprecisão.

    “Outros países fazem. Se eles estão fazendo, nós vamos fazer, OK?”, completou. O mais recente teste nuclear conhecido de uma das nove potências atômicas do mundo ocorreu em 2017, na Coreia do Norte.

    Os testes feitos pela Rússia, anunciados com pompa pelo presidente Vladimir Putin, foram de duas novas armas capazes de transportar ogivas atômicas que são movidas por reatores nucleares miniaturizados, o que lhes dá autonomia quase ilimitada.

    São elas o torpedo autônomo Poseidon e o míssil de cruzeiro Burevestnik.

    Como não foram apresentadas imagens ou dados dos testes, especialistas no setor receberam o sucesso dos ensaios com ceticismo, mas bem mais moderado do que quando Putin anunciou que as produziria, no famoso discurso das “armas invencíveis” de 2018.

    Após os anúncios de Putin, Trump retomou o tema. O Kremlin reagiu dizendo o óbvio, que não havia explodido nenhuma bomba, mas voltou a dizer que o faria se os EUA o fizessem, dando início a uma marcha da insensatez retórica, agora reforçada pelo americano novamente.

    “É difícil saber o que ele [Trump] quer dizer. Como de costume, é incerto, exagerado e errado”, afirmou no X o dinamarquês Hans Kristensen, um dos mais reconhecidos especialistas em armas nucleares, da FAS (Federação dos Cientistas Americanos).

    “Espero que fique apenas em alguns testes de Minuteman”, escreveu por sua vez o russo Pavel Podvig, pesquisador do centro da ONU que estuda questões de desarmamento, em referência ao míssil padrão para lançamento de silos terrestres dos EUA.

    Ele pode estar certo. Nesta sexta, os americanos emitiram um alerta de perigo à navegação na região do campo de testes Ronald Reagan, no oceano Pacífico.

    É lá que caem os mísseis Minuteman-3 lançados em testes da base de Vandenberg, na Califórnia. A previsão é de bloqueio da região a navios nos dias 5 e 6 de novembro.

    Além da Rússia, a China também se queixou de Trump na quinta (9). O americano fizera seu primeiro anúncio na véspera, publicando em rede social a informação pouco antes de se encontrar com o líder Xi Jinping no porto sul-coreano de Busan.

    O Pentágono já expressou mais de uma vez preocupação com o crescimento do arsenal chinês, que mais que dobrou nos últimos anos, chegando segundo a FAS a 600 ogivas. Ainda é pálido ante as 5.459 russas e as 5.177 americanas, espólio da Guerra Fria, mas está aumentando.

    Os americanos também dizem temer a aliança existente entre Moscou, Pequim e Pyongyang, a potência com menor arsenal, cerca de 50 bombas, em uma hipotética guerra coordenada contra Washington.

    A preocupação com a ligeireza com que o tema da proliferação e dos riscos nucleares voltou ao noticiário nos últimos anos, mas acentuou-se com as ameaças nucleares de Putin depois de invadir a Ucrânia, a tensão na península coreana e com a volta de Trump ao poder. O assunto chegou a best-sellers (“Guerra Nuclear – Um cenário) e ao cinema (“Casa de Diamante”).

    A associação japonesa dos sobreviventes da bomba de Hiroshima, a primeira arma do tipo usada em guerra, em 1945, enviou carta pedindo ao americano para não fazer testes.

    Os EUA realizaram seu último teste de arma nuclear em 1992. A União Soviética promoveu a última detonação em 1990, o Reino Unido em 1991, França e China, em 1996, e o Paquistão em 1998. Já os belicosos norte-coreanos explodiram seis bombas entre 2006 e 2017.

    Existe um tratado banindo os testes nucleares completamente, de 1996, assinado por EUA, Rússia e China, mas ele não está valendo porque vários países, incluindo essas potências, ainda não o ratificaram.

    Trump não descarta explodir ogiva nuclear em teste

  • Rússia alerta Estados Unidos contra possíveis testes nucleares

    Rússia alerta Estados Unidos contra possíveis testes nucleares

    Sergei Shoigu, ex-ministro da Defesa russo, disse que os testes nucleares dos Estados Unidos afetam a estabilidade estratégica de vários países

    Nesta sexta-feira (31), o secretário do Conselho de Segurança russo alertou que os testes nucleares dos Estados Unidos afetam a estabilidade estratégica de vários países, garantindo que a Rússia está pronta para realizar também ensaios nucleares.

    Sergei Shoigu, ex-ministro da Defesa russo, disse à imprensa russa que as recentes declarações do Presidente norte-americano, Donald Trump, não são vistas com ‘bons olhos’.

    “Não queremos que a estabilidade estratégica continue a se deteriorar”, afirmou Shoigu.

    No entanto, observou que a Rússia sempre manteve os seus campos de testes abertos “para que conservem as suas capacidades e possam ser utilizados, se necessário”.

    “Trata-se, naturalmente, o campo de testes de Novaya Zemlya”, localizado no arquipélago ártico com o mesmo nome, indicou.

    Shoigu esclareceu, no entanto, que a Rússia não realizará testes nucleares se os Estados Unidos não o fizerem, uma posição que “não é nova”.

    Acrescentou que, embora não tenham sido realizados testes nucleares nas últimas décadas, “os testes não pararam em nenhum país, nem por um único dia, nem por uma única hora. Apenas foram realizados digitalmente; não foram realizados testes físicos, mas sim com modelos matemáticos”.

    “Devido aos programas de testes de outros países, instruí o Departamento de Guerra para começar a testar as nossas armas nucleares em igualdade de circunstâncias. Este processo começará imediatamente”, afirmou Trump na quinta-feira através da plataforma Truth Social.

    No entanto, permanece incerto se o líder norte-americano se referia aos testes de lançamento de armas nucleares ou a testes nucleares reais, sejam eles acima ou abaixo do solo.

    Mais tarde, a bordo do Air Force One, após retorno da Coreia do Sul, Trump afirmou que o seu anúncio de retomada imediata dos testes nucleares tinha como foco alcançar a “desnuclearização” e incluir a China nas negociações do tratado de não-proliferação com a Rússia.

    O anúncio de Trump surgiu depois de o Presidente russo, Vladimir Putin, ter ordenado exercícios nucleares terrestres, marítimos e aéreos a partir do Kremlin, em 22 de outubro, e anunciado, nos últimos dias, testes de dois sistemas de armas nucleares de nova geração: o míssil de cruzeiro Burevestnik e o submarino não tripulado Poseidon.

    Em resposta, o Kremlin esclareceu Trump que a Rússia não realizou qualquer teste nuclear, sendo o último deles realizado pela União Soviética em 1990.

    Rússia alerta Estados Unidos contra possíveis testes nucleares

  • Jovem em coma acorda, denuncia namorada por acidente e morre dias depois

    Jovem em coma acorda, denuncia namorada por acidente e morre dias depois

    Daniel Waterman, de 22 anos, contou à polícia que a namorada acelerou o carro de propósito durante uma discussão. Ela foi acusada de homicídio após a morte do jovem e a família luta pela guarda da filha do casal

    Um jovem norte-americano que havia entrado em coma após um grave acidente de carro conseguiu acordar tempo suficiente para denunciar a própria namorada como responsável pela tragédia — pouco antes de morrer.

    Daniel Waterman, de 22 anos, morador de Nova York, sofreu o acidente na noite do Super Bowl, em fevereiro deste ano. Ele estava no carro com a namorada, Leigha Mumby, de 24 anos, que dirigia o veículo em alta velocidade quando perdeu o controle e bateu contra uma árvore.

    Daniel ficou gravemente ferido e precisou ser colocado em coma induzido. Segundo o New York Post, em maio ele recobrou a consciência por tempo suficiente para prestar depoimento à polícia.

    De acordo com o relato de Daniel, o casal discutia no momento do acidente. Ele contou que a namorada, durante a briga, acelerou o carro e disse: “Você vai ter o que merece.” A discussão teria começado depois que Leigha revelou estar grávida e, em seguida, viu mensagens de outra mulher no celular de Daniel.

    Leigha também ficou ferida, mas se recuperou. À polícia, afirmou não se lembrar do que causou o acidente. A mulher deu à luz meses depois.

    Após despertar do coma, Daniel apresentou melhoras e chegou a ser transferido para outro hospital. Porém, em outubro, contraiu uma pneumonia e morreu no dia 8 daquele mês.

    Inicialmente, Leigha Mumby foi acusada de condução imprudente com lesão grave. Depois da morte do namorado, a acusação foi alterada para homicídio, segundo a revista People.

    Agora, a família de Daniel trava uma batalha judicial para obter a guarda da bebê, que acreditam ser filha dele.
    “Faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para trazê-la para casa. Ele queria que ela fosse criada em Nova York, com a família dele”, declarou a mãe da vítima.

    Jovem em coma acorda, denuncia namorada por acidente e morre dias depois

  • Polonesa que diz ser Madeleine McCann chora e reafirma: “Sou eu”

    Polonesa que diz ser Madeleine McCann chora e reafirma: “Sou eu”

    Julia Wandelt, de 24 anos, declarou novamente em tribunal que acredita ser Madeleine McCann, desaparecida em 2007, apesar de exames de DNA comprovarem que não há qualquer ligação entre elas

    Julia Wandelt, de 24 anos, voltou a chorar em tribunal ao afirmar diante do júri que é Madeleine McCann, a menina britânica que desapareceu em Portugal em 2007, aos três anos de idade. A jovem polonesa é acusada de perseguir a família McCann após alegar ser a própria Maddie. A promotoria, no entanto, insiste que é “extremamente óbvio” que ela não é a criança desaparecida.

    Durante a audiência, o promotor Michael Duck KC voltou a dizer que não há qualquer evidência que ligue Julia à família McCann. Em prantos, ela respondeu: “Acredito que sou. Não me importo se as pessoas disserem que não. Estou simplesmente exausta. Quero saber quem sou. Se eu não for, tudo bem. Só estou cansada”.

    O promotor apresentou em tribunal os resultados de testes de DNA que mostram que Julia não tem qualquer relação genética com Madeleine. Ao ser questionada se aceitava essa conclusão, ela respondeu: “Supondo que o teste seja da Madeleine, então sim”.

    Questionada sobre o motivo de os McCann não responderem às suas mensagens e ligações, Julia afirmou que “talvez não lhes fosse permitido”. “Ainda não consigo acreditar que os pais de uma criança desaparecida não queiram seguir uma pista”, disse, acrescentando que “desperdiçou três anos e meio tentando descobrir quem é” e que “não deveria estar no banco dos réus”.

    No primeiro dia do julgamento, Wandelt também chorou ao ser confrontada com o fato de não haver qualquer vínculo entre ela e os McCann. Na ocasião, tentou deixar a sala de audiências em prantos.

    O julgamento teve início em outubro e já contou com depoimentos de Kate e Gerry McCann, dos filhos gêmeos Amelie e Sean, e de amigos da família. Julia foi presa em fevereiro, no aeroporto de Bristol, no Reino Unido, e responde a quatro acusações de perseguição. Entre as ações atribuídas a ela estão ligações telefônicas, mensagens de voz, cartas e mensagens de WhatsApp enviadas aos pais de Madeleine.

    Em seu primeiro depoimento, Julia contou que começou a desconfiar da própria identidade na adolescência, quando fazia terapia por episódios de automutilação. Ela afirmou que sempre estranhou suas diferenças físicas em relação aos pais e que eles se recusavam a mostrar fotos de infância, a certidão de nascimento ou a fazer um teste de DNA.

    Durante outra sessão, a jovem relatou que chegou a ir até a casa da família McCann, em 7 de dezembro de 2024, para tentar falar com Kate e Gerry. “Disse ‘Kate’, ela se virou e começou a chorar. Eu também chorei”, contou Julia, afirmando que Kate se recusou a conversar e ameaçou chamar a polícia.

    Madeleine McCann desapareceu em maio de 2007, enquanto dormia com os irmãos em um apartamento na Praia da Luz, no Algarve. O caso, que ganhou repercussão mundial, continua sem solução. Em 2023, o alemão Christian Brückner foi apontado como principal suspeito pelo Ministério Público português, mas ainda não foi formalmente acusado por falta de provas.

    Polonesa que diz ser Madeleine McCann chora e reafirma: “Sou eu”

  • Fotógrafo registra a 1ª imagem de um lince-ibérico branco: “Paralisado"

    Fotógrafo registra a 1ª imagem de um lince-ibérico branco: “Paralisado"

    Fotógrafo espanhol registra pela primeira vez um raro lince-ibérico branco em serra de Jaén. O animal, uma fêmea chamada Satureja, intriga cientistas por ter mudado de cor sem apresentar sinais de albinismo ou leucismo

    Um jovem fotógrafo espanhol registrou pela primeira vez um lince-ibérico branco. A descoberta, confirmada por especialistas, aconteceu no dia 22 de outubro, em uma serra na região de Jaén, na Espanha.

    Nas redes sociais, o fotógrafo Ángel Hidalgo Garrido, de 29 anos, contou que começou a fotografar a serra “há alguns meses” e acabou captando “algo em que não conseguia acreditar” em uma de suas câmeras: “O fantasma branco da floresta mediterrânea”.

    “Desde então, comecei a dedicar todo o tempo livre que tinha. Precisava ver aquela maravilha com meus próprios olhos. O tempo foi passando — horas, dias, semanas e até meses sem sucesso —, e muitas vezes pensei em desistir”, relatou.

    Mas, em uma manhã após uma noite de chuva, ele decidiu voltar ao local e avistou ao longe “uma silhueta branca que parecia emitir luz própria”.

    “Quando vi pela primeira vez um lince-ibérico branco, com a pelagem de inverno tão branca quanto a neve e aqueles olhos penetrantes, fiquei paralisado. Não conseguia acreditar no que estava vendo”, contou.

    Ángel disse ainda se sentir “muito sortudo por ter testemunhado esse momento” e por poder observar “esse magnífico lince em seu habitat natural”.

    Segundo o jornal espanhol El País, o animal já era conhecido pelo programa de recuperação do lince-ibérico na Andaluzia. Trata-se de uma fêmea chamada Satureja, nascida em 2021.

    Javier Salcedo, coordenador do plano de recuperação da espécie na Andaluzia, explicou ao El País que Satureja nasceu com a coloração normal, mas seu pelo começou a ficar branco com o tempo.

    “Não se trata de albinismo nem de leucismo. Estamos investigando o que pode ter acontecido. Acreditamos que possa estar relacionado à exposição a algum fator ambiental”, disse Salcedo.

    Ele acrescentou que a alteração ocorreu na melanina responsável pela pigmentação marrom e alaranjada, e não na que produz o pigmento escuro, por isso o lince mantém o padrão característico das manchas pretas.

    Fotógrafo registra a 1ª imagem de um lince-ibérico branco: “Paralisado"

  • 50 Best escolhe os melhores hotéis do mundo, e Copacabana Palace fica em 11°

    50 Best escolhe os melhores hotéis do mundo, e Copacabana Palace fica em 11°

    O prêmio é composto por mais de 800 votantes em 13 regiões geográficas, entre hoteleiros, jornalistas de viagem, educadores da área de hotelaria, viajantes de negócios e entusiastas de viagens

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Na terceira edição do 50 Best Hotels, O Copacabana Palace ficou em 11° lugar, sendo a melhor entrada e o melhor na América do Sul. O hotel Rosewood São Paulo foi eleito o 24º melhor do mundo, mantendo a posição de 2024.

    A 50 Best, organização que realiza anualmente os prêmios The World’s 50 Best Bars e The World’s 50 Best Restaurants com o melhor da gastronomia e coquetelaria internacional, anunciou os 50 melhores hotéis do mundo em 2025 em Londres nesta quinta (30).

    O “COPA”

    Desde a sua fundação, em 1923 pelo empresário Octávio Guinle, o Copa acompanhou o curso da história -e viu muito dela acontecer entre suas luxuosas paredes.

    A própria criação do hotel foi sugestão de Epitácio Pessoa, presidente do Brasil de 1919 a 1922, que queria colocar o Rio no mapa do mundo durante a grande Exposição do Centenário da Independência do Brasil.

    Em troca, entre outras vantagens do apoio presidencial, o Copa poderia até mesmo operar um cassino -que funcionou até a proibição do jogo no país em 1946.

    Após a compra do terreno na praia de Copacabana, a Avenida Atlântica foi alargada para abrigar o que seria o primeiro grande edifício em Copacabana, até então um bairro de casas e mansões.

    O mármore de Carrara, os cristais da Boêmia, as dificuldades em fazer as fundações e até uma ressaca história em 1922 forçaram o adiamento da inauguração para 13 de agosto de 1923, quase um ano após a Exposição do Centenário.

    Com isso, o Copa nascia com todos os temperos de um sucesso para o mundo.

    A obra do arquiteto francês Joseph Gire, inspirada nos hotéis europeus, como o Le Negresco em Nice e o Carlton em Cannes, viu o Rio passar por carnavais lotados de famosos (Baile do Copa sendo um dos eventos mais aguardados depois dos desfiles da Sapucaí), viradas de ano que recebem público recorde e, em 1989, foi reconhecida como Patrimônio Histórico Nacional.

    Mesmo ano em que o hotel foi adquirido pelo grupo Orient-Express, hoje Belmond, e passou por várias reformas e revitalizações.

    As celebridades mudaram, o glamour se renovou, mas a casa do Jorge Ben não perdeu a majestade.

    O ROSEWOOD

    O hotel luxuoso fica na região movimentada e “badalada” da Avenida Paulista.

    Os interiores, concebidos pelo designer francês Philippe Starck, oferecem experiências mais emocionais aos hóspedes, como através dos violões de Caetano Veloso e Gilberto Gil nas paredes.

    O cardápio do “jazz bar” Rabo di Galo, e do restaurante Taraz também fazem sucesso entre os hóspedes do mundo todo.

    OUTRO BRASILEIRO NO TOP 100

    O Hotel das Cataratas, no Parque Nacional do Iguaçu, foi considerado um dos 100 melhores do mundo pelo prêmio em sua lista ampliada de destaques de 2025.

    O estabelecimento brasileiro levou a 76ª colocação, à frente de ícones como o Plaza Athénée, em Paris.

    Inaugurado em 1958, o Hotel das Cataratas tem arquitetura e decoração inspirada no estilo colonial português, com um forte ar vintage, mas tons e detalhes mais discretos -resultados das amplas reformas conduzidas pelo grupo Belmond (que o administra desde 2007) que recriaram 184 acomodações e espaços de uso comum, como piscinas, restaurantes, jardins e a abertura de um novo spa.

    COMO FUNCIONA A VOTAÇÃO

    O prêmio é composto por mais de 800 votantes em 13 regiões geográficas, entre hoteleiros, jornalistas de viagem, educadores da área de hotelaria, viajantes de negócios e entusiastas de viagens.

    Cada um pode votar em qualquer hotel do mundo em que tenha se hospedado, independentemente de sua região de origem. Cada votante dá sete votos, classificando os hotéis em ordem de preferência, com base nas experiências de estadia durante o período de votação de dois anos.

    A votação é realizada individualmente e de forma estritamente confidencial em um site seguro, e permanece em sigilo até o anúncio da lista. Os votantes não têm acesso nem conhecimento sobre os votos dados pelos participantes de suas regiões; além disso, não são porta-vozes oficiais da marca 50 Best.

    Todos os anos, no mínimo 25% do painel é renovado. Todos os votantes, com exceção dos chairs, permanecem anônimos para eliminar qualquer possibilidade de lobby ou influência externa.

    A consultoria profissional Deloitte atua como auditoria independente oficial do The World’s 50 Best Hotels. A Deloitte recebeu acesso total e independente ao processo e aos dados de votação, e realizou procedimentos específicos para confirmar a integridade e autenticidade tanto do processo quanto da lista resultante.

    50 Best escolhe os melhores hotéis do mundo, e Copacabana Palace fica em 11°

  • Trump diz ter falado com Xi sobre trabalho conjunto para 'resolver' guerra da Ucrânia

    Trump diz ter falado com Xi sobre trabalho conjunto para 'resolver' guerra da Ucrânia

    Líderes se encontraram em Busan, na Coreia do Sul, para discutir tensões comerciais; norte-americano não detalhou como chinês respondeu às suas colocações

    BUSAN, COREIA DO SUL (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que conversou com o líder da China, Xi Jinping, sobre como os países podem ajudar na guerra entre Rússia e Ucrânia, que já dura mais de três anos.

    “A Ucrânia surgiu de forma muito enfática [no encontro]. Conversamos sobre isso por um bom tempo. E nós dois vamos trabalhar juntos para ver se conseguimos fazer algo. Concordamos que os lados estão travados e lutando”, disse.

    O americano afirmou ainda que a guerra não custa nada aos EUA, pelo contrário, gera lucro, mas um lucro que não o interessaria.

    “Mas, você sabe, nós enviamos armas para a Otan. Eles compram pelo preço cheio. Eles compram as armas, eles as entregam para quem quiserem. Mas acho que, em grande parte, elas acabam indo para a Ucrânia. E nós discutimos isso”, afirmou Trump. “Vamos trabalhar juntos para tentar resolver a guerra entre a Rússia e a Ucrânia.”

    O americano não detalhou como Xi teria respondido às suas declarações.

    A fala ocorreu em conversa com repórteres a bordo do avião presidencial americano, o Air Force One, logo após o presidente embarcar rumo a Washington depois de um giro pela Ásia.

    Trump estava na Coreia do Sul para participar da cúpula da Apec (Cooperação Econômica Ásia-Pacífico, em português) e para se encontrar com Xi para discutir as tensões comerciais que cercam os dois países, entre elas as tarifas sobre produtos chineses.

    Trump tem agido para negociar um acordo de paz entre Rússia e Ucrânia. Em sua passagem por Doha, no Qatar, parte do roteiro da viagem da última semana, o americano afirmou que não se encontrará com Putin até que haja um acordo de paz estabelecido.

    A imposição de sanções pelos EUA é outro fator que dificulta a comunicação entre os líderes. Dias antes, a Rússia criticou as sanções com relação ao seu setor petrolífero. O presidente russo, por sua vez, afirmou que não cederá à pressão dos americanos.

    Já a China mantém discurso de neutralidade, afirmando que sua posição é “objetiva e imparcial”, mas sofre críticas por ter a Rússia como uma aliada histórica.

    Em agosto, ao ser questionado sobre um ataque russo que matou cerca de 20 pessoas em Kiev, o porta-voz Guo Jiakun afirmou que o diálogo e a negociação são as vias de resolução do conflito e defendeu a não escalada, sem condenar os ataques russos.

    O país publicou em 2023 um posicionamento oficial em que pedia a retomada das negociações de paz, o fim das sanções unilaterais e a proteção de civis e prisioneiros de guerra, entre outras resoluções.

    No ano passado, China e Brasil assinaram um consenso com seis pontos propondo uma solução política para a guerra, reiterando a necessidade de diálogo e negociação, pedindo esforços para aumentar a assistência humanitária e condenando o uso de armas de destruição em massa, por exemplo. O plano, no entanto, não avançou por falta de apoio de outros atores internacionais.

    Trump diz ter falado com Xi sobre trabalho conjunto para 'resolver' guerra da Ucrânia

  • Holanda pode ter premiê gay pela 1ª vez após disputa apertada contra ultradireita

    Holanda pode ter premiê gay pela 1ª vez após disputa apertada contra ultradireita

    Ron Jetten, 38, pode se tornar também o mais jovem no cargo após campanha contra ‘Trump holandês’; negociações para formar governo costumam levar meses e exigirão pelo menos quatro partidos para atingir maioria

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O líder centrista Ron Jetten, 38, pode se tornar o primeiro premiê abertamente gay e o mais jovem da história da Holanda. Ele ainda terá que negociar uma coalizão com um Parlamento fragmentado, mas o seu partido, Democratas 66 (D66), teve um desempenho expressivo nas urnas.

    O resultado final segue indefinido devido a uma disputa acirrada com a legenda de ultradireita, o Partido pela Liberdade (PVV), que ganhou as eleições em 2023. Liderado por Geert Wilders, que ficou conhecido como o “Trump holandês”, o PVV superava por pouco o D66 na manhã desta quinta-feira (30), com 99,7% das urnas apuradas.

    A diferença é tão pequena que os votos por correspondência dos holandeses que moram no exterior podem decidir as eleições, o que significa que o resultado final pode demorar vários dias para ser conhecido.

    Seja qual for o resultado definitivo, o líder da ultradireita não deverá ser premiê já que os principais partidos descartaram qualquer nova coalizão com ele, deixando Jetten com caminho livre para negociar o apoio de outras legendas para alcançar os 76 assentos necessários e formar um governo de coalizão.

    O líder centrista disse nesta quinta que está “muito confiante”, apesar da fragmentação de um Parlamento em que cinco grupos políticos obtiveram números expressivos de assentos.

    Segundo as projeções, o PVV teria conquistado 26 cadeiras das 150 do Parlamento, o que significaria uma queda de 11 em relação à vitória eleitoral impressionante de 2023. O D66 aparece empatado, também com 26 assentos, o que representaria o triplo de lugares em relação ao último pleito.

    O Partido Popular para a Liberdade e Democracia (VVD), de centro-direita, e a aliança entre o Partido do Trabalho (PvdA) e o Partido Verde (GL) teriam ficado em terceiro e quarto lugares, respectivamente, com 23 e 20 assentos. Em quinto, viria o Apelo Democrata-Cristão (CDA), com 19 cadeiras. Os lugares restantes estariam divididos entre outras dez siglas.

    Pelo menos quatro siglas serão necessárias para completar os 76 assentos necessários. Um cenário possível é um pacto incluindo o D66, os democratas cristãos conservadores, o VVD e a coalizão entre os verdes e trabalhistas.

    As negociações para formar um governo, que geralmente levam meses na Holanda, serão portanto particularmente complexas. A última gestão, por exemplo, precisou de 223 dias para ser formada.

    Os líderes partidários provavelmente se reunirão nesta sexta-feira (31) para decidir os próximos passos, podendo nomear um representante para iniciar as conversas de coalizão.

    A popularidade de Jetten aumentou com uma campanha focada em promessas de colocar fim à era política dominada por Wilders. O líder centrista cresceu em uma pequena cidade na província de Brabante, no sul da Holanda.

    Jetten já trabalhou para a rede ferroviária holandesa ProRail, foi deputado e ministro do Clima no governo do primeiro-ministro Mark Rutte. Ele está noivo do jogador de hóquei Nicolás Keenan.

    Já líder ultradireitista Wilders, conhecido por sua postura anti-islâmica, obteve uma vitória surpreendente nas eleições de 2023, quando seu partido entrou no governo pela primeira vez, mas fracassou ao tentar formar uma gestão e abandonou sua própria coalizão em junho depois que a aliança rejeitou seu plano de imigração -o movimento foi o responsável por desencadear a nova eleição.

    A eleição holandesa foi amplamente vista como um teste para verificar se a ultradireita poderia expandir seu alcance ou se já atingiu seu pico em partes da Europa.

    Holanda pode ter premiê gay pela 1ª vez após disputa apertada contra ultradireita

  • Após Argentina, Paraguai também anuncia reforço da fronteira por risco de fuga do CV

    Após Argentina, Paraguai também anuncia reforço da fronteira por risco de fuga do CV

    Conselho de Defesa Nacional mite alerta sobre possível fuga de membros da facção para países vizinhos; ministra argentina Patricia Bullrich solicita manual de reconhecimento de sinais que caracterizam grupos narcoterroristas

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Após a Argentina, o governo do Paraguai também anunciou o reforço do controle das fronteiras. A medida acontece na esteira da operação Contenção, no Rio de Janeiro, com objetivo de conter a expansão do Comando Vermelho. Mais de 2.500 policiais invadiram o Complexo do Alemão e da Penha, que deixou 121 mortos e mais de 100 presos.

    Em um comunicado assinado nesta quarta-feira (29), o Codena (Conselho de Defesa Nacional) do Paraguai, afirmou que foi emitido um alerta para a tríplice fronteira sobre a possibilidade de membros do Comando Vermelho fugirem a países vizinhos.

    O conselho anunciou que, diante dessa situação, as autoridades adotaram medidas extraordinárias de prevenção e vigilância em toda a faixa fronteiriça do leste do Paraguai.

    Entre as medidas citadas, o Codena afirmou que será reforçado o controle migratório e do trânsito na fronteira, aumento do patrulhamento e monitoramento de zonas fronteiriças, a fim de prevenir entradas ilegais, intensificação de operações de emergência e ações conjuntas com os governos do Brasil e da Argentina.

    A ministra de Segurança Nacional da Argentina, Patricia Bullrich afirmou pelas redes sociais, também na quarta-feira, que as fronteiras do país estão sendo reforçadas para “proteger os argentinos de qualquer ‘desmobilização’ que possa ser gerada pelos conflitos no Rio de Janeiro. A segurança do nosso país vem sempre em primeiro lugar”.

    No comunicado, a ministra solicita à Secretaria de Segurança Nacional “envio aos agentes posicionados na fronteira o manual de reconhecimento de sinais que caracterizam esses grupos narcoterroritas” com objetivo de facilitar as possíveis identificações.

    “Ao mesmo tempo, que sejam ativados os contatos com as forças policiais do Brasil e do Paraguai para uma tarefa conjunta, com o objetivo de garantir o intercâmbio de informações e as capacidades operacionais”, pede a ministra.

    Após Argentina, Paraguai também anuncia reforço da fronteira por risco de fuga do CV

  • Furacão Melissa segue para Bermudas após rastro de destruição no Caribe

    Furacão Melissa segue para Bermudas após rastro de destruição no Caribe

    Ao menos 23 pessoas morreram no Haiti, 1 na República Dominicana e 5 na Jamaica, segundo autoridades; tempestade, agora na categoria 2 após recorde de intensidade, pode atingir leste do Canadá no sábado

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Após avançar pelas Bahamas na madrugada desta quinta-feira (30), o furacão Melissa -agora de categoria 2- ganhou velocidade enquanto avança pelo Atlântico em direção às Bermudas. Enquanto isso, autoridades e equipes de resgate seguem tentando contabilizar os mortos deixados pelo rastro de destruição no Caribe.

    Autoridades informaram que pelo menos 23 pessoas morreram no Haiti, 1 na República Dominicana e 5 na Jamaica. O Melissa foi o terceiro furacão mais intenso já registrado no Caribe e, por ter avançado lentamente, foi particularmente destrutivo, segundo o serviço meteorológico AccuWeather.

    Na noite de quarta-feira (29), o Melissa trouxe ventos fortes, chuvas intensas e ressaca no mar enquanto se deslocava para o nordeste pelo arquipélago das Bahamas. O governo local já havia retirado cerca de 1.500 pessoas da rota da tempestade, naquela que classificou como uma das maiores operações do tipo de sua história.

    A previsão é de que o furacão siga acelerando em sentido nordeste e passe por Bermudas na noite desta quinta-feira, antes de enfraquecer na sexta-feira (31), segundo o serviço de previsão meteorológica da Flórida.

    O Melissa poderá ainda atingir ou passar perto da ponta sudeste de Terra Nova, no leste do Canadá, no início da manhã de sábado (1º). Ainda não se sabe, no entanto, se a tempestade ainda terá a força de um furacão ao atingir a costa.

    O Melissa chegou a alcançar a categoria 5, o nível máximo na escala de intensidade, e, na Jamaica, tornou-se o furacão mais forte a atingir o solo em 90 anos na terça-feira (28), com ventos próximos de 300 km/h, segundo análise da agência de notícias AFP com base em dados da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA). Depois, perdeu força.

    A devastação provocada pelo Melissa atingiu níveis sem precedentes, afirmou na quarta-feira o principal representante da ONU na Jamaica. Segundo ele, mais de um milhão de pessoas -cerca de um terço da população do país- foram diretamente afetadas pela tempestade.

    Autoridades jamaicanas informaram que a prioridade era restabelecer os serviços de energia e telecomunicações e desobstruir as estradas bloqueadas e alagadas para permitir uma avaliação mais precisa dos danos.

    Os problemas de comunicação e os cortes de energia dificultavam os esforços de resposta e emergência. Quase 80% do país estava sem eletricidade na manhã de quarta-feira, informou Dana Morris Dixon, ministra da Informação da Jamaica.

    Dayton Campbell, membro do Parlamento jamaicano, relatou que “diversas comunidades foram isoladas” e que, em algumas delas, “a maioria dos edifícios foi danificada”. Segundo ele, “o que estamos vendo acontecer no leste de Westmoreland é devastador”, em referência a uma área costeira no oeste da ilha.

    Cinco corpos foram encontrados em St. Elizabeth, uma paróquia no sudoeste da Jamaica que ficou praticamente debaixo d’água. Entre as vítimas estavam 4 homens e 1 mulher, disse o superintendente Coleridge Minto, chefe da polícia local. “Tudo foi levado pelas águas da enchente, então a situação é, de fato, muito ruim”, afirmou, destacando “uma necessidade urgente de ajuda”.

    A capital, Kingston, escapou dos piores danos e seu principal aeroporto estava programado para reabrir na quinta-feira. Todos os 25 mil turistas que estão na Jamaica foram localizados e poderão começar a deixar o país em poucos dias, afirmou Edmund Bartlett, ministro do Turismo da Jamaica, citado pelo New York Times.

    A tempestade levou horas para atravessar a Jamaica, o que reduziu seus ventos para a categoria 3, para depois subir novamente para 4. Cerca de cinco horas após tocar o solo de Cuba, o furacão havia perdido força novamente, atingindo a categoria 2.

    Em Cuba, pelo menos 241 comunidades permaneceram isoladas e sem comunicação após a passagem da tempestade pela província de Santiago, segundo informações preliminares da mídia estatal. As inundações e os deslizamentos decorrentes afetaram cerca de 140 mil moradores.

    Em toda a região leste do país, as autoridades haviam retirado cerca de 735 mil pessoas antes da chegada do furacão, em uma das maiores operações preventivas já realizadas na ilha. O líder cubano, Miguel Díaz-Canel, alertou na terça-feira que o furacão causaria “danos significativos” e pediu que a população obedecesse às ordens de retirada.

    A tempestade não atingiu diretamente o Haiti, o país mais populoso do Caribe, mas o castigou com dias de chuva. Segundo autoridades citadas pelo jornal New York Times, pelo menos 23 morreram no país, em grande parte devido às inundações em Petit-Goave, uma cidade costeira a 64 km a oeste da capital, onde um rio transbordou.

    Pelo menos 10 crianças morreram e outras 12 pessoas estão desaparecidas, informou a agência de gestão de desastres do Haiti, acrescentando que mais de mil casas foram inundadas em todo o país e quase 12 mil pessoas foram levadas para abrigos de emergência.

    Cientistas afirmam que os furacões estão se intensificando mais rapidamente e com maior frequência como resultado do aquecimento das águas oceânicas causado pelas emissões de gases de efeito estufa.

    Dados da Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência da ONU para questões do clima, indicam que eventos climáticos extremos mais do que triplicaram ao longo dos últimos 50 anos em consequência do aquecimento global. Outro órgão ligado à ONU, o IPCC (Painel Intergovernamental para a Mudança Climática), já afirmou em relatório que hoje é inequívoco que parte dessas mudanças foi causada pela ação humana.

    Muitos líderes caribenhos têm pedido que nações ricas e altamente poluentes ofereçam reparações na forma de ajuda ou alívio da dívida de países da região.
    O Departamento de Estado anunciou que os Estados Unidos enviarão equipes de resposta a desastres para os países caribenhos afetados pelo furacão Melissa. Em anos anteriores, a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) liderava os esforços de resposta a desastres relacionados a furacões no Caribe. Mas o governo Trump fechou a agência no início deste ano.

    O último fenômeno com força comparável foi o chamado “furacão do Dia do Trabalho”, que devastou o arquipélago de Florida Keys, nos Estados Unidos, em 1935, com ventos também próximos de 300 km/h. Desde o início dos registros oficiais da NOAA, em 1842, poucas tempestades atingiram níveis semelhantes de intensidade ao tocar terra.

    Entre todas essas categorias, apenas o tufão Goni, que atingiu as Filipinas em 2020, provocou ventos mais fortes e pressão mais baixa do que Melissa próximo à costa, embora os dados da NOAA não confirmem se essa intensidade se manteve no momento do impacto.

    Na série histórica, o recorde absoluto de ventos mais fortes pertence ao furacão Patricia, que se formou no Pacífico antes de atingir o México em outubro de 2015, com rajadas de 343 km/h, e com o tufão Nancy, em 1961, que registrou a mesma marca.

    Furacão Melissa segue para Bermudas após rastro de destruição no Caribe