Categoria: MUNDO

  • Hamas afirma que entregará mais dois corpos de reféns nesta quinta

    Hamas afirma que entregará mais dois corpos de reféns nesta quinta

    Grupo terrorista havia suspendido devolução de cadáveres após ofensiva que matou centenas, segundo palestinos; Tel Aviv bombardeou o território nesta quinta (30); não há registros de mortos ou feridos

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O braço armado do grupo terrorista Hamas anunciou que entregará os corpos de mais dois reféns nesta quinta-feira (30), dois dias após o governo do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu ordenar novos ataques aéreos contra a Faixa de Gaza.

    Tel Aviv justificou a ofensiva afirmando que o Hamas violou o acordo de cessar-fogo, acusando o grupo de ter forjado a recuperação dos restos mortais de reféns.

    Os bombardeios mataram 104 pessoas, segundo autoridades palestinas ligadas ao Hamas, e representaram o episódio mais grave desde a entrada em vigor do acordo, escancarando a fragilidade da trégua estabelecida na região no último dia 10.

    Em resposta, o Hamas suspendeu a entrega de um corpo que estava prevista para ocorrer naquele mesmo dia. Israel então anunciou, nesta quarta-feira (29), ter retomado o cessar-fogo em Gaza. Diante do novo comprometimento, as Brigadas al-Qassam afirmaram que devolveriam os dois cadáveres às 16h (11h de Brasília) -segundo o Exército de Israel, a Cruz Vermelha busca os corpos, como tem feito desde o início da trégua.

    Ainda nesta quinta, segundo testemunhas relataram à Reuters, aviões israelenses realizaram dez ataques aéreos em Khan Yunis, no sul de Gaza, enquanto tanques bombardearam áreas a leste da Cidade de Gaza, no norte. Nenhum ferido ou morto foi relatado.

    O Exército israelense afirmou ter realizado “ataques precisos” contra “infraestruturas terroristas que representavam uma ameaça às tropas” nas áreas ainda ocupadas por Israel.

    Dos 28 cadáveres de reféns que permaneciam em poder do Hamas, 15 foram devolvidos às autoridades israelenses e puderam ser velados por suas famílias. O grupo terrorista afirma ter dificuldade de recuperar os 13 restantes sob o argumento de que os corpos estão sob escombros de construções atingidas por bombardeios de Tel Aviv.

    Na terça, o gabinete de Netanyahu afirmou que o Hamas entregou, na véspera, um caixão com parte dos restos mortais de Ofir Tzarfati, cujo corpo já havia sido parcialmente recuperado pelo Exército, em vez de corpos de reféns ainda não devolvidos.

    Tzarfati foi sequestrado nos ataques de 7 de outubro de 2023. Segundo o governo, uma parte dos seus restos mortais já havia sido recuperada em uma operação militar há aproximadamente dois anos.

    O Fórum de Familiares de Reféns e Desaparecidos, principal associação de famílias dos sequestrados, acusou o Hamas de ter quebrado o acordo de cessar-fogo em vigor desde o último dia 10 e pediu que o governo agisse “com firmeza contra essas violações”.

    Pelo acordo firmado, o Hamas libertou em 13 de outubro os 20 reféns vivos que ainda mantinha desde o ataque do 7 de Outubro. A facção deveria, segundo o acordo, ter entregado também os corpos de 28 reféns mortos.

    Hamas afirma que entregará mais dois corpos de reféns nesta quinta

  • Indiano preso injustamente por 40 anos nos EUA agora pode ser deportado

    Indiano preso injustamente por 40 anos nos EUA agora pode ser deportado

    Após ser absolvido por um assassinato cometido em 1980, Subramanyam Vedam, que passou 40 anos preso injustamente nos EUA, enfrenta agora o risco de deportação por uma antiga condenação por drogas, emitida quando ele tinha apenas 20 anos

    Subramanyam Vedam, de 64 anos, vive um novo pesadelo jurídico após ser libertado em agosto deste ano, depois de passar quatro décadas preso injustamente nos Estados Unidos. Condenado em 1983 pelo assassinato de seu colega de universidade, Thomas Kinser, em 1980, o indiano foi absolvido recentemente graças a novas provas de balística que haviam sido ocultadas pela promotoria.

    Vedam foi libertado da prisão na Pensilvânia no início de outubro, mas, em vez de voltar para casa com a irmã, acabou detido novamente — desta vez por agentes de imigração, devido a uma antiga ordem de deportação emitida em 1999.

    Natural da Índia, ele chegou legalmente aos Estados Unidos com apenas nove meses de idade e cresceu no Estado da Pensilvânia, onde sua família se estabeleceu na década de 1960. Na juventude, influenciado pelo movimento da contracultura dos anos 1970, Vedam passou a usar drogas. Em 1980, pediu carona ao amigo Kinser para comprar LSD em Lewisburg — o colega desapareceu e foi encontrado morto nove meses depois.

    Sem testemunhas e sem um motivo claro para o crime, a promotoria o transformou em principal suspeito. Ele foi condenado à prisão perpétua sem direito a condicional, além de responder por acusações de posse e venda de LSD.

    Durante os 40 anos de prisão, Vedam concluiu diversos cursos universitários, atuou como tutor de outros detentos e manteve um comportamento exemplar — tendo recebido apenas uma punição disciplinar em todo o período, por tentar levar arroz para dentro do presídio.

    Agora, seus advogados tentam impedir a deportação sob as rígidas políticas de imigração dos Estados Unidos. Eles argumentam que a antiga condenação por drogas, da época em que Vedam tinha 20 anos, não deve se sobrepor à injustiça de quatro décadas de encarceramento.

    “Quarenta e três anos de prisão injusta compensam qualquer erro de juventude”, afirmou a advogada de imigração Ava Benach à NBC News. “Ele construiu uma vida notável, mesmo atrás das grades.”

    Enquanto aguarda a decisão da Justiça de imigração, Subramanyam Vedam permanece sob custódia do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA), na Pensilvânia.

    Indiano preso injustamente por 40 anos nos EUA agora pode ser deportado

  • Trump ordena "início imediato" de testes de armas nucleares dos EUA

    Trump ordena "início imediato" de testes de armas nucleares dos EUA

    Donald Trump ordenou o início de testes nucleares nos Estados Unidos em resposta às recentes demonstrações de poder militar da Rússia e da China. A decisão, anunciada antes de seu encontro com Xi Jinping, reacende tensões globais e marca uma nova escalada na corrida armamentista

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump ordenou ao Departamento de Defesa o início de testes com armas nucleares americanas. A medida foi divulgada poucas horas antes de um encontro com o líder chinês, Xi Jinping, e ocorre em resposta a recentes ações da Rússia e da China no setor militar.

    “Devido aos programas de testes conduzidos por outros países, solicitei ao Departamento de Defesa que inicie imediatamente os nossos próprios testes de armas nucleares, em condições de igualdade”, escreveu Trump na Truth Social, sua rede social.

    O republicano destacou que os EUA detêm o maior arsenal nuclear do mundo. “Detesto ter que tomar essa decisão, mas não tenho alternativa. A Rússia está em segundo lugar, e a China, embora ainda distante, estará no mesmo patamar em cinco anos”, afirmou.

    O anúncio vem após o presidente russo, Vladimir Putin, ter comemorado o sucesso de um teste com o míssil de cruzeiro Bourevestnik, com propulsão nuclear e alcance ilimitado, que segundo ele seria capaz de escapar de qualquer sistema de defesa. Além disso, Putin revelou nesta semana um novo teste com o drone submarino Poseidon, também movido a energia nuclear e capaz de transportar ogivas atômicas.

    Durante visita a um hospital militar, o líder russo afirmou que o drone opera em grande profundidade e velocidade, o que, segundo ele, o torna “impossível de ser interceptado”.

    Trump criticou as ações de Moscou, chamando os testes russos de “inadequados” e pediu que Putin “ponha fim à guerra na Ucrânia”. O Kremlin não respondeu publicamente à declaração.
     

     
     
     
     
     

    Trump ordena "início imediato" de testes de armas nucleares dos EUA

  • Furacão Melissa deixa 32 mortos e um rastro de destruição no Caribe

    Furacão Melissa deixa 32 mortos e um rastro de destruição no Caribe

    Furacão Melissa provoca 32 mortes no Caribe, alaga cidades, derruba casas e deixa milhares de pessoas isoladas, sem energia e água potável em países como Haiti, Jamaica, Panamá, Cuba e República Dominicana. Equipes de resgate ainda tentam acessar regiões devastadas

    O furacão Melissa já causou, ao menos, 32 mortes em sua passagem pelo Caribe, com impactos severos no Haiti, Jamaica, Panamá, República Dominicana e Cuba. O Haiti é o país mais afetado até o momento, com 23 mortos, incluindo 20 vítimas de uma enchente causada pelo transbordamento do rio La Digue, na cidade de Petit-Goâve, a sul de Porto Príncipe.

    Segundo autoridades locais, entre os mortos estão 10 crianças. As inundações também deixaram 17 feridos, 13 desaparecidos e mais de 13 mil pessoas desalojadas. Várias regiões haitianas seguem sob chuvas torrenciais, e pelo menos dez rios transbordaram, comprometendo estradas, moradias, escolas e igrejas.

    Na Jamaica, o furacão atingiu a costa na terça-feira (28), em Black River, no sudoeste da ilha, como um dos mais fortes já registrados no Atlântico. Quatro pessoas morreram, mais de 500 mil ficaram sem energia elétrica e milhares estão desalojadas. A destruição levou o primeiro-ministro Andrew Holness a decretar o país como “zona de desastre”.

    Na República Dominicana, ainda que o fenômeno não tenha passado diretamente pelo país, as chuvas associadas ao furacão deixaram um morto e afetaram o abastecimento de água de mais de 1 milhão de pessoas, com diversos aquedutos comprometidos.

    O Panamá também foi atingido pela cauda do furacão, que provocou a morte de quatro pessoas — três delas menores de idade — e afetou diretamente mais de 1.100 moradores em diferentes províncias, segundo a Defesa Civil local.

    Em Cuba, Melissa tocou terra no extremo leste da ilha com ventos de até 193 km/h, causando inundações, deslizamentos de terra e grandes danos materiais. Milhões ficaram sem energia, centenas de casas desabaram, plantações foram alagadas e áreas inteiras estão isoladas. A Defesa Civil cubana alerta que as equipes de resgate ainda não conseguiram acessar algumas zonas rurais e montanhosas gravemente afetadas.

    O furacão Melissa, que começou como tempestade tropical, já deslocou mais de 700 mil pessoas na região e segue causando estragos, mesmo com a perda de intensidade nas últimas horas.
     
     

     

    Furacão Melissa deixa 32 mortos e um rastro de destruição no Caribe

  • Wole Soyinka, vencedor do Nobel, diz ter visto revogado após fazer crítica a Trump

    Wole Soyinka, vencedor do Nobel, diz ter visto revogado após fazer crítica a Trump

    O nigeriano afirmou ainda que não tem vontade de pisar em solo americano novamente, mas que deseja que os princípios de direitos humanos sejam respeitados

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O escritor nigeriano Wole Soyinka, que venceu o Nobel de Literatura, afirmou que teve seu visto americano revogado pelo governo Trump.

    Segundo afirmou em uma coletiva de imprensa nesta quarta, ele acredita que o motivo da recusa tenha sido um comentário que fez acerca do estilo e forma de governo do presidente americano.

    Soyinka, primeiro escritor negro a vencer o Nobel, havia dito que Trump é “uma versão branca de Idi Amin”, em referência ao ditador ugandense responsável por um governo brutal que matou estimadas 100 mil pessoas.

    Em sua fala nesta quarta, segundo o jornal britânico The Guardian, o autor não se mostrou afetado pela decisão do governo americano e disse que não acha que tenha sido um movimento feito para atacá-lo pessoalmente, mas algo relacionado às restrições da imigração dos Estados Unidos.

    O autor já teve um green card americano, mas, em protesto à primeira vitória de Trump, destruiu seu documento. Ele brincou, na época, que o papel teria “caído no meio de uma tesoura”.

    Em seu pronunciamento à imprensa, Soyinka leu uma carta em que denuncia a rejeição do governo americano. Ele afirma estar mais preocupado com “as pessoas que desaparecem por um mês após serem pegas ilegalmente em território estadunidense, as mães que são separadas de seus filhos por oficiais da Justiça”.

    O nigeriano afirmou ainda que não tem vontade de pisar em solo americano novamente, mas que deseja que os princípios de direitos humanos sejam respeitados no mundo inteiro.

    O governo Trump tem sido notório por recusar vistos por motivos políticos e retirar permissões já existentes, como no caso de estudantes universitários que se posicionaram a favor da Palestina. Aconteceu também com integrantes do governo brasileiro como ministros do Supremo Tribunal Federal e o chefe da pasta da Saúde, Alexandre Padilha.

    O Consulado Americano da Nigéria em Lagos decidiu não comentar sobre a remoção do visto do dramaturgo e poeta, que brincou que a ausência de resposta é uma “carta de amor”.

    Wole Soyinka, vencedor do Nobel, diz ter visto revogado após fazer crítica a Trump

  • Presos por roubo do Louvre 'admitem parcialmente' envolvimento no crime

    Presos por roubo do Louvre 'admitem parcialmente' envolvimento no crime

    Suspeitos foram detidos graças a rastros de DNA que deixaram na cena do crime; um deles tentava fugir do país; procuradora Laure Beccuau afirma que joias ainda não foram encontradas, mas que tem esperança de reavê-las

    PARIS, FRANÇA (CBS NEWS) – Os dois homens detidos no sábado (25) suspeitos de roubar joias do Louvre no último dia 19 “admitiram parcialmente” seu envolvimento no crime, informou nesta quarta-feira (29) a procuradora Laure Beccuau, encarregada do caso. As joias ainda não foram encontradas.

    Ela revelou novos detalhes da investigação, mas explicou que é preciso manter o sigilo em relação aos outros dois cúmplices que ainda não foram capturados e deu a entender que pode haver outros envolvidos.

    “Ainda guardo a esperança de que as joias possam ser encontradas e devolvidas ao Louvre e à nação. Quem comprá-las será culpado de receptação. Ainda está em tempo para restituí-las”, alertou Beccuau. Foram levadas nove joias da coroa francesa, das quais só uma foi recuperada, a coroa da imperatriz Eugênia, abandonada perto do local do crime.

    Os dois acusados moram em Aubervilliers, cidade da periferia norte de Paris.

    Um deles, argelino, 34, foi preso às 20h de sábado no aeroporto internacional Charles de Gaulle, com uma passagem só de ida para a Argélia. Trabalhou como lixeiro e entregador, mas estava desempregado. Tinha condenações por roubo e infrações de trânsito. Foi pego graças ao DNA colhido em uma das scooters usadas na fuga.

    O outro, 39, foi preso perto da própria residência. Trabalhava como motorista de táxi clandestino e tem duas condenações por roubo, em 2008 e 2014. Em um deles, assaltou um caixa eletrônico usando um automóvel para arrombar o equipamento. Deixou traços de DNA em uma das vitrines e em objetos abandonados na fuga, o que permitiu identificá-lo. A procuradora desmentiu a informação, divulgada por alguns veículos franceses, de que ele estaria se preparando para fugir para o Mali.

    Os dois, que são os suspeitos que entraram na Galeria de Apolo, continuam presos, enquanto os cúmplices que os ajudaram a subir até a janela do Louvre continuam foragidos. Os dossiês judiciais dos detidos podem ser consultados pelos advogados, mas os inquéritos relacionados aos fugitivos seguem em sigilo.

    Ainda segundo ela, não há indício de cumplicidade dentro do museu.

    “Não vou detalhar mais os elementos que conhecemos”, concluiu Beccuau.

    Um trabalho “minucioso e monumental” de análise de câmeras de segurança do Louvre e da cidade foi realizado pelos investigadores. Isso permitiu reconstituir o percurso antes do roubo -os quatro marcaram um ponto de encontro e pegaram a camionete com a plataforma usada para invadir o museu e as duas scooters. Deixaram o museu em direção ao leste de Paris e abandonaram as scooters, trocando-as por outro veículo.

    Ironicamente, a camionete foi roubada em uma cidade chamada Louvres, com “s”, no dia 10 de outubro. O dono da camionete foi chamado para um suposto serviço de mudança, mas, ao chegar, foi rendido por dois homens.

    Presos por roubo do Louvre 'admitem parcialmente' envolvimento no crime

  • Furacão Melissa atinge Cuba após matar 48 pessoas no Caribe

    Furacão Melissa atinge Cuba após matar 48 pessoas no Caribe

    Antes de chegar à ilha a 195 km/h, tempestade matou 40 no Haiti e deixou população jamaicana sem internet e luz; autoridades cubanas declararam estado de alerta em seis províncias; há relatos de inundações e enxurradas

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O furacão Melissa atingiu Cuba na madrugada desta quarta-feira (29), com ventos chegando a 195 km/h, segundo o Centro Nacional de Furacões dos EUA (NHC, na sigla em inglês), após deixar um rastro de destruição na Jamaica.

    A maioria dos jamaicanos ficou sem acesso à internet, e os principais aeroportos foram fechados, dificultando o trabalho das autoridades para avaliar a dimensão dos danos. O governo afirmou que o país é uma “zona de desastre” e que os moradores devem permanecer protegidos devido ao risco de inundações e deslizamentos de terra.

    Fotos e vídeos compartilhados nas redes sociais mostravam estradas e carros destruídos, além de árvores e destroços de telhados arrancados pelos ventos. O aeroporto de Montego Bay ficou com áreas de espera alagadas, vidros quebrados e tetos desabados. O Melissa foi uma das mais fortes tempestades de categoria 5 da escala Saffir-Simpson já registradas no país caribenho, com ventos de até 295 km/h.

    Até o momento, a tempestade causou mais de 45 mortes na região -pelo menos 40 no Haiti, segundo afirmou Steven Aristil, da Agência de Proteção Civil do país, à agência de notícias Associated Press, além de quatro na Jamaica, três no Panamá e uma na República Dominicana.

    Muitas áreas da Jamaica permanecem isoladas. No sudoeste, a paróquia de St. Elizabeth ficou debaixo d’água, e mais de 500 mil moradores ficaram sem energia elétrica.

    A tempestade levou horas para atravessar a Jamaica, o que reduziu seus ventos para a categoria 3, para depois subir novamente para 4, e o NHC descreveu o furacão como “extremamente perigoso”. Cerca de cinco horas após tocar o solo de Cuba, o NHC afirmou que o furacão havia perdido força novamente, atingindo a categoria 2.

    Aproximadamente 735 mil pessoas foram retiradas de suas casas na ilha à medida que a tempestade se aproximava. O líder cubano, Miguel Díaz-Canel, alertou na terça-feira (28) que o furacão causaria “danos significativos” e pediu que a população obedecesse às ordens de retirada.

    As autoridades cubanas declararam “estado de alerta” em seis províncias: Granma, Las Tunas, Holguín, Camagüey, Santiago de Cuba e Guantánamo. Desde segunda-feira, a população começou a estocar mantimentos e a reforçar os telhados de suas casas com cordas. As aulas e atividades não essenciais foram suspensas.

    O centro da tempestade atingiu Guamá, uma área rural e montanhosa a cerca de 40 km a oeste de Santiago de Cuba, a segunda cidade mais populosa do país. Vídeos divulgados nas redes sociais mostravam enxurradas de água barrenta descendo por ruas de cidades aos pés da Sierra Maestra, próximas a Santiago.

    As autoridades relataram inundações generalizadas nas áreas baixas, desde Santiago até Guantánamo, onde mais de 35% da população deixou suas casas. O furacão não deve atingir a capital, Havana, diretamente. Cuba já enfrenta escassez de alimentos, combustíveis, eletricidade e medicamentos, o que tem dificultado a vida da população e provocado migração recorde desde 2021.

    Inundações repentinas e deslizamentos de terra também estão previstos para ocorrer no Haiti e na República Dominicana. As autoridades haitianas ordenaram o fechamento de escolas, comércios e escritórios administrativos nesta quarta-feira.

    Segundo análise da agência de notícias AFP com base em dados da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), o Melissa tornou-se o furacão mais forte a atingir o solo da Jamaica em 90 anos.

    O último fenômeno com força comparável foi o chamado “furacão do Dia do Trabalho”, que devastou o arquipélago de Florida Keys, nos Estados Unidos, em 1935, com ventos também próximos de 300 km/h. Desde o início dos registros oficiais da NOAA, em 1842, poucas tempestades atingiram níveis semelhantes de intensidade ao tocar a terra.

    Na série histórica, o recorde absoluto de ventos mais fortes pertence ao furacão Patricia, que se formou no Pacífico antes de atingir o México em outubro de 2015, com rajadas de 343 km/h, e ao tufão Nancy, em 1961, que registrou a mesma marca.

    Furacões são tempestades formadas no Atlântico Norte e no nordeste do Pacífico. Quando ocorrem em outras regiões, recebem outros nomes: tufões, no noroeste do Pacífico, e ciclones, no oceano Índico e no sul do Pacífico.

    Furacão Melissa atinge Cuba após matar 48 pessoas no Caribe

  • Idosa é encontrada morta após ser deixada por cruzeiro na Austrália

    Idosa é encontrada morta após ser deixada por cruzeiro na Austrália

    A mulher teria ficado para trás depois de não regressar ao navio a tempo; o cruzeiro regressou algumas horas depois, quando perceberam que uma passageira estava desaparecida, mas as operações de busca encontraram o corpo na manhã seguinte

    Uma australiana de 80 anos foi encontrada morta, em uma ilha da Grande Barreira de Corais, após ter sido deixada para trás pelo navio de cruzeiro em que viajava. A mulher estava fazendo uma trilha na Ilha do Lagarto com outros passageiros do navio ‘Coral Adventurer’, no último sábado, mas teria se separado do grupo para ir descansar.

    O navio deixou a ilha ao final da tarde, mas acabou regressando várias horas depois quando a tripulação percebeu que a mulher estava desaparecida. Depois de fazerem buscas pela ilha, encontraram o corpo na manhã de domingo, conta a BBC.

    Apesar de não terem sido divulgados muitos detalhes, sabe-se que a mulher, cuja identidade é mantida anônima, estava na primeira parada de um cruzeiro de 60 dias ao redor da Austrália. Juntou-se a uma caminhada em grupo até ao pico mais alto da ilha, antes de ter decidido que precisava de descansar. Mas nunca regressou ao navio, que acabou por partir sem ela.

    Traci Ayris, que estava fazendo vela perto da ilha no último fim de semana, contou à ABC News Australia que viu um helicóptero usar um holofote para procurar alguém em uma trilha da ilha, por volta da meia-noite de sábado.

    Além disso, viu também um grupo de pessoas com tochas se deslocando à ilha para fazer buscas, que foram canceladas cerca das 3h00 de domingo (hora local). O helicóptero regressou no domingo de manhã depois de o corpo ser encontrado.

    “Sabíamos que estava morta porque chamaram todo mundo de volta imediatamente. E ninguém foi ao local sobre o qual o helicóptero estava pairando, até mais tarde naquele dia quando a polícia chegou”, referiu.

    A Autoridade Australiana de Segurança Marítima (AMSA, na sigla original) informou que está investigando o caso e que vai reunir-se com a tripulação do navio ainda esta semana.

    Um porta-voz da AMSA explicou que a agência foi alertada sobre o desaparecimento da mulher por volta das 21h00 de sábado pelo capitão do navio. Garantiu também que vai trabalhar em conjunto com outras agências relevantes para investigar o caso e que leva a segurança dos passageiros e da tripulação a bordo de embarcações comerciais muito a sério.

    Já a polícia de Queensland informou que será feito um relatório sobre a “morte súbita e não suspeita” da mulher pelo médico legista.

    O diretor executivo da ‘Coral Expeditions’, Mark Fifield, disse que a equipe entrou em contato com a família da mulher e ofereceu apoio devido à “morte trágica”.

    “Embora as investigações sobre o incidente continuem, lamentamos profundamente o ocorrido e oferecemos todo o nosso apoio à família. Estamos trabalhando em estreita colaboração com a polícia de Queensland e outras autoridades para apoiar a investigação”, disse.

    O ‘Coral Adventurer’, segundo a página da empresa, tem capacidade para até 120 hóspedes e 46 tripulantes. Foi construído especificamente para acessar a áreas remotas da costa australiana e está equipado com pequenas embarcações usadas para levar os passageiros em excursões de um dia. O cruzeiro prosseguiu depois viagem para Darwin.

    Idosa é encontrada morta após ser deixada por cruzeiro na Austrália

  • Joias do Louvre continuam desaparecidas 10 dias após roubo, diz procuradora

    Joias do Louvre continuam desaparecidas 10 dias após roubo, diz procuradora

    Laure Beccuau afirma que dois suspeitos presos admitiram parcialmente fatos apontados contra eles; sigilo é mantido em relação aos outros dois fugitivos para não prejudicar investigação

    PARIS, FRANÇA (CBS NEWS) – As joias roubadas do Louvre no último dia 19 ainda não foram encontradas, confirmou nesta quarta (29) a procuradora Laure Beccuau, encarregada do caso.

    Ela revelou novos detalhes da investigação, relacionados aos dois acusados que foram presos no último sábado (25). Mas explicou que é preciso manter o sigilo em relação aos outros dois cúmplices que ainda não foram capturados e deu a entender que pode haver outros envolvidos.

    “Ainda guardo a esperança de que as joias possam ser encontradas e devolvidas ao Louvre e à nação. Quem comprá-las será culpado de receptação. Ainda está em tempo para restituí-las”, alertou Beccuau. Foram levadas nove joias da coroa francesa, das quais só uma foi recuperada, a coroa da imperatriz Eugênia, abandonada perto do local do crime.

    Os dois acusados moram em Aubervilliers, cidade da periferia norte de Paris.

    Um deles, argelino, 34, foi preso às 20h de sábado no aeroporto internacional Charles de Gaulle, com uma passagem só de ida para a Argélia. Trabalhou como lixeiro e entregador, mas estava desempregado. Tinha condenações por roubo e infrações de trânsito. Foi pego graças ao DNA colhido em uma das scooters usadas na fuga.

    O outro, 39, foi preso perto da própria residência. Trabalhava como motorista de táxi clandestino e tem duas condenações por roubo, em 2008 e 2014. Em um deles, assaltou um caixa eletrônico usando um automóvel para arrombar o equipamento. Deixou traços de DNA em uma das vitrines e em objetos abandonados na fuga, o que permitiu identificá-lo. A procuradora desmentiu a informação, divulgada por alguns veículos franceses, de que ele estaria se preparando para fugir para o Mali.

    Os dois, que são os suspeitos que entraram na Galeria de Apolo, continuam presos, enquanto os cúmplices que os ajudaram a subir até a janela do Louvre continuam foragidos. Segundo a procuradora, os detidos admitiram parcialmente os fatos apontados contra eles. Os dossiês judiciais de ambos podem ser consultados pelos advogados, mas os inquéritos relacionados aos fugitivos seguem em sigilo.

    Ainda segundo ela, não há indício de cumplicidade dentro do museu.

    “Não vou detalhar mais os elementos que conhecemos”, concluiu Beccuau.

    Um trabalho “minucioso e monumental” de análise de câmeras de segurança do Louvre e da cidade foi realizado pelos investigadores. Isso permitiu reconstituir o percurso antes do roubo -os quatro marcaram um ponto de encontro e pegaram a camionete com a plataforma usada para invadir o museu e as duas scooters. Deixaram o museu em direção ao leste de Paris e abandonaram as scooters, trocando-as por outro veículo.

    Ironicamente, a camionete foi roubada em uma cidade chamada Louvres, com “s”, no dia 10 de outubro. O dono da camionete foi chamado para um suposto serviço de mudança, mas, ao chegar, foi rendido por dois homens.

    Joias do Louvre continuam desaparecidas 10 dias após roubo, diz procuradora

  • EUA ofereceram dinheiro a piloto para desviar avião de Maduro e prendê-lo

    EUA ofereceram dinheiro a piloto para desviar avião de Maduro e prendê-lo

    A trama começou ainda no governo de Joe Biden, quando um informante foi à Embaixada dos Estados Unidos na República Dominicana em 24 de abril de 2024 e disse que tinha detalhes sobre os aviões de Maduro

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Um agente federal dos Estados Unidos tentou, por meses, comprar a lealdade do piloto pessoal do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, para que ele traísse o ditador e o levasse para ser preso.

    A ideia era desviar avião e prender Maduro. O agente federal Edwin Lopez pediu ao piloto que levasse a aeronave presidencial a um lugar onde autoridades americanas pudessem deter o ditador. As informações foram divulgadas pela AP (Associated Press).

    Oferta para ser um “homem muito rico”. A conversa começou em abril de 2024, em uma reunião secreta realizada em um hangar de um aeroporto. O piloto, identificado pela AP como General Bitner Villegas, saiu do encontro sem se comprometer, mas deu ao agente seu telefone e os dois trocaram mensagens em um aplicativo de mensagens criptografadas.

    Meses depois, em 7 de agosto deste ano, o agente enviou ao piloto uma mensagem dizendo que ainda esperava pela resposta dele. O texto foi acompanhado por um link com o anúncio do Departamento de Justiça sobre o aumento da recompensa por Maduro para US$ 50 milhões. A essa altura, Lopez já estaria aposentado do cargo de agente.

    PLANO ARQUITETADO A PARTIR DE DICA SOBRE AVIÕES

    A trama começou ainda no governo de Joe Biden. Um informante foi à Embaixada dos Estados Unidos na República Dominicana em 24 de abril de 2024 e disse que tinha detalhes sobre os aviões de Maduro.

    Homem deixou um cartão e foi procurado por Lopez. Segundo o informante, as duas aeronaves do presidente estavam no país passando por reparos. A notícia intrigou o agente, considerando que a manutenção dos aviões é proibida pelas sanções americanas contra a Venezuela, já que as peças compradas seriam dos EUA, e os próprios aviões estavam sujeitos a apreensão.

    Agentes localizaram aeronaves, mas não chegaram a Maduro. Durante as investigações para encontrar o presidente, os agentes descobriram que ele enviou cinco pilotos para recuperar os dois jatos que estavam estacionados no aeroporto executivo La Isabela, em Santo Domingo.

    A ideia de persuadir piloto veio do próprio Lopez. Funcionários que conheciam a operação disseram à AP que o agente procurou superiores e autoridades dominicanas para interrogar os pilotos usando como prerrogativa o indiciamento de Maduro em 2020 por narcoterrorismo. Ele reuniu os aviadores no hangar dizendo que queriam conversar, e os agentes fingiram não saber das atividades dos pilotos com Maduro.

    Cada conversa durou cerca de uma hora, mas agentes já miravam Villegas. As apurações apontaram o piloto, que era membro da guarda de honra presidencial de elite e, à época, coronel da força aérea venezuelana, como o principal piloto de Maduro.

    Conversa começou trivial, depois passou a ser mais incisiva. Em um momento mais avançado da reunião, Lopez perguntou a Villegas se ele já havia voado para Chávez ou Maduro. O piloto tentou se esquivar, mas acabou admitindo já ter trabalhado para ambos, chegando a mostrar fotos com eles no celular e dando detalhes sobre instalações militares venezuelanas que já havia visitado.

    Proposta veio ao final da conversa. Além de oferecerem dinheiro, agentes americanos disseram a Villegas que ele seria amado por milhões de seus compatriotas. O piloto não revelou suas intenções, mas compartilhou seu número de celular.

    TENTATIVAS CONTINUARAM POR MAIS DE UM ANO

    Mesmo aposentado, Lopez continuava tentando dissuadir Villegas. A apuração da AP trouxe mensagens trocadas entre os dois mesmo após julho de 2025, quando o agente americano se aposentou. Além do prêmio em dinheiro, Lopez dizia ao piloto que “ainda havia tempo para ser o herói da Venezuela e estar do lado certo da história”. Villegas não respondeu às investidas do americano.

    Em setembro, o agente tentou mais uma vez, com outro número. Lopez enviou uma mensagem após ver nas redes sociais uma movimentação estranha do avião presidencial venezuelano. Perguntou onde o piloto estava indo, que respondeu questionando quem era. O agente insistiu na proposta feita no ano anterior e recebeu do piloto a resposta de que “a última coisa que somos (venezuelanos) é traidores”.

    Lopez chegou a ameaçar Villegas. Ao receber a resposta do piloto, o americano respondeu com uma foto dos dois conversando no hangar do aeroporto. Villegas respondeu “Você está louco?”, e Lopez disse que “um pouco”. Em seguida, o agente fez uma última tentativa apelando para a família de Villegas e oferecendo um futuro melhor nos EUA. O piloto, depois, bloqueou o número do agente.

    ÚLTIMA TENTATIVA FOI DE ENTREGAR VILLEGAS

    Negativas de piloto levaram a uma nova ideia. Sabendo do histórico de Maduro com os que ele considerava desleais, Lopez e aliados do movimento contrário ao presidente decidiram tentar abalá-lo. A ideia era falar sobre as tratativas com o piloto e levá-lo a questionar a lealdade do aliado.

    No dia seguinte à conversa em que Villegas bloqueou Lopez, uma nova operação entrou em curso. O americano Marshall Billingslea, aliado próximo da oposição venezuelana, incluiu o piloto nas provocações que fazia a Maduro há semanas.

    Mensagem de aniversário de opositor ao piloto. Billingslea escreveu no X uma mensagem para Villegas no dia em que ele completou 48 anos, acompanhado de fotos reveladoras. Uma delas era a que Lopez havia mandado ao piloto no dia anterior, a outra era uma foto oficial da Força Aérea indicando a nova patente do piloto.

    Fotos teriam causado impacto. Vinte minutos após a publicação, um avião que Maduro costuma pilotar e que havia decolado instantes depois da postagem retornou ao Aeroporto de Caracas. Nas redes sociais venezuelanas, começou a especulação de opositores sobre um possível interrogatório ou até mesmo prisão de Villegas.

    Piloto foi chamado de “patriota inabalável” pelo regime. Ele ficou sumido por dias, reaparecendo depois em um programa de TV apresentado pelo Ministro do Interior, Diosdado Cabello. Ao ser exaltado por sua lealdade, Villegas permaneceu em silêncio com punho cerrado erguido.

    EUA ofereceram dinheiro a piloto para desviar avião de Maduro e prendê-lo