Categoria: MUNDO

  • Veja reações à condenação de símbolo pró-democracia em Hong Kong

    Veja reações à condenação de símbolo pró-democracia em Hong Kong

    “A decisão do Tribunal Superior de Hong Kong de condenar Jimmy Lai a 20 anos é um desfecho injusto e trágico para este caso”, afirmou Marco Rubio, secretário de Estado do governo Donald Trump, em comunicado.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Os Estados Unidos, a União Europeia, o Reino Unido e o Canadá criticaram a condenação de Jimmy Lai, 78, magnata da mídia pró-democracia em Hong Kong, a 20 anos de prisão

    “A decisão do Tribunal Superior de Hong Kong de condenar Jimmy Lai a 20 anos é um desfecho injusto e trágico para este caso”, afirmou Marco Rubio, secretário de Estado do governo Donald Trump, em comunicado.

    “Isso demonstra ao mundo que Pequim está disposta a ir a extremos para silenciar aqueles que defendem as liberdades fundamentais”, acrescentou Rubio, que pediu também que Lai seja colocado em “liberdade condicional humanitária”.

    O magnata teve o mais longo julgamento já registrado sob a Lei de Segurança Nacional, imposta pela China em 2020. O empresário foi sentenciado com base na acusação de sedição, além de conluio com forças estrangeiras, crime que prevê prisão perpétua como pena máxima.

    Lai é fundador e dono do jornal pró-democracia Apple Daily, que encerrou suas atividades em 2021 após uma ofensiva das autoridades.

    A União Europeia criticou a decisão nesta segunda-feira (9), chamando-a de perseguição politicamente motivada e afirmando que ela prejudica a reputação de Hong Kong.

    “A UE pede às autoridades de Hong Kong que restaurem a confiança na liberdade de imprensa em Hong Kong, um dos pilares de seu sucesso histórico como centro financeiro internacional, e que parem de processar jornalistas”, afirmou o departamento de política externa da UE em comunicado.

    A ministra das Relações Exteriores do Canadá, Anita Anand, afirmou nesta segunda-feira (9) que o país está decepcionado com a condenação e reforçou o coro de uma libertação imediata por razões humanitárias.

    A China reagiu, dizendo que Lai “merecia ser severamente punido de acordo com a lei”, segundo Lin Jian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores Jian afirmou que os órgãos judiciais de Hong Kong cumpriram suas funções.

    A chanceler britânica Yvette Cooper afirmou que a sentença é efetivamente uma pena de prisão perpétua. “As autoridades de Hong Kong devem encerrar a terrível provação de Jimmy Lai e libertá-lo para que possa estar com sua família”, escreveu na rede social X.

    O magnata tem cidadania britânica, e seu filho apelou ao governo trabalhista de Keir Starmer que faça “muito mais” para garantir a libertação de seu pai idoso.

    “Muito mais precisa ser feito e rapidamente porque, se não, ele vai morrer na prisão”, disse Sebastien Lai, também cidadão britânico, à agência de notícias Reuters em Londres.

    Ele criticou os esforços do primeiro-ministro Keir Starmer para restabelecer as relações de Londres com Pequim e disse que foi um erro Starmer visitar a China no mês passado sem antes exigir que seu pai fosse libertado da prisão.

    “Eu gostaria que o primeiro-ministro fizesse mais”, disse ele. “Não estamos pedindo o mundo. Isso não é algo difícil para eles fazerem.”

    Veja reações à condenação de símbolo pró-democracia em Hong Kong

  • Candidato da ultradireita de Portugal foi o mais votado por eleitores no Brasil

    Candidato da ultradireita de Portugal foi o mais votado por eleitores no Brasil

    Seu nome foi o mais votado entre os portugueses que moram no país e entre os brasileiros com dupla cidadania. Ventura teve ao todo 4.269 votos no Brasil, ou 58,73% do total, contra 3.000 (41,27%) do presidente eleito António José Seguro, um quadro histórico do Partido Socialista.

    JOÃO GABRIEL DE LIMA
    LISBOA, PORTUGAL (CBS NEWS) – Derrotado por margem significativa nas eleições presidenciais -mais de trinta pontos percentuais-, o candidato da ultradireita portuguesa, André Ventura, ganhou um prêmio de consolação no Brasil.

    Seu nome foi o mais votado entre os portugueses que moram no país e entre os brasileiros com dupla cidadania. Ventura teve ao todo 4.269 votos no Brasil, ou 58,73% do total, contra 3.000 (41,27%) do presidente eleito António José Seguro, um quadro histórico do Partido Socialista.

    O Partido Chega, presidido por Ventura, já havia conseguido um bom resultado no Brasil nas eleições parlamentares de 2025. Na ocasião, a legenda de ultradireita obteve 12.930 votos, o que lhe valeu igualmente a primeira posição no país. O resultado do ano passado, no entanto, foi muito mais importante do que a vitória conseguida agora. Ela ajudou o Chega a se tornar o segundo maior partido na Assembleia da República.

    O Parlamento português tem 230 assentos. Quatro deles são ocupados por deputados eleitos por cidadãos portugueses que vivem no estrangeiro. Na votação realizada em terras lusitanas, houve um empate entre o Chega e o Partido Socialista, cada um com 58 deputados.

    A votação obtida no estrangeiro, no entanto, garantiu mais dois deputados à Aliança Democrática -coligação de centro-direita que venceu o pleito e deu a Luís Montenegro o cargo de premiê- e dois ao Chega. Com isso, a legenda que representa a ultradireita portuguesa se tornou a maior da oposição, com 60 deputados, contra 58 do Partido Socialista. Os eleitores brasileiros contribuíram para esse resultado.

    Os 4.269 votos que Ventura recebeu no Brasil nesta eleição presidencial -menos que os 12.930 que o Chega amealhou em 2025- acabam diluídos em meio à massa de cidadãos portugueses com direito a voto: 10,97 milhões, sendo cerca de 15% no estrangeiro. É um número pouco significativo que, ao contrário do que ocorre nas eleições parlamentares, não faz diferença no resultado final.

    Contando-se apenas os residentes no Brasil, o número continua sendo ínfimo. Existem 303.670 cidadãos portugueses ou brasileiros naturalizados aptos a votar na eleição portuguesa, dos quais apenas 7.308 foram às urnas no domingo (8) – 2,41%. Seguro ganhou em apenas um dos dez consulados, o de Porto Alegre. Proporcionalmente, a maior votação de Ventura foi em Belém do Pará, 73,89% dos votos.

    Em números absolutos, Ventura só chegou aos quatro dígitos em São Paulo, com 1.179 votos, ou 58,58%. Mesmo quando representam porcentagens significativas os números são muito pequenos. O segundo consulado com maior proporção de votos para Ventura foi o de Fortaleza, 64,98%. Esse percentual corresponde, no entanto, a apenas 141 votos, insuficientes para eleger um representante na Assembleia de Freguesia (bairro) de Santa Maria Maior, onde se situam várias das principais casas de fado de Lisboa.

    Candidato da ultradireita de Portugal foi o mais votado por eleitores no Brasil

  • Irã sugere aos EUA diluir urânio em troca de fim das sanções

    Irã sugere aos EUA diluir urânio em troca de fim das sanções

    Teerã sinaliza disposição para diluir estoque de urânio enriquecido em troca do fim das sanções, mas desconfiança mútua, pressão militar dos EUA e exigências de Israel dificultam avanço das negociações sobre o programa nuclear iraniano

    IGOR GIELOW – 

    (CBS NEWS) — O Irã apresentou sua primeira proposta pública de concessão nas negociações com os Estados Unidos sobre o programa nuclear do país. A sinalização envolve a diluição do estoque de urânio enriquecido, medida que reduziria o risco de uso militar do material.

    A proposta foi mencionada nesta segunda-feira (9) pelo chefe da Organização de Energia Atômica do Irã, Mohammad Eslami, em conversa com jornalistas em Teerã. Segundo ele, o país estaria disposto a adotar essa medida caso os Estados Unidos suspendam as sanções econômicas impostas à teocracia iraniana.

    Dados da Agência Internacional de Energia Atômica indicam que o Irã possui cerca de 400 quilos de urânio enriquecido a 60%, nível considerado sensível por permitir a produção de armas nucleares de baixo rendimento. Para bombas mais potentes, o enriquecimento costuma ultrapassar 80%.

    A possibilidade de um alívio nas sanções, porém, parece distante. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem adotado postura dura em relação ao Irã e reforçou recentemente o cerco militar ao país. Em 2018, durante seu primeiro mandato, Trump retirou os EUA do acordo nuclear firmado com Teerã, alegando que o regime iraniano descumpria compromissos.

    Desde então, segundo a AIEA, o Irã passou a violar gradualmente os limites do pacto, ultrapassando o que o órgão classificou como “linhas vermelhas”. Israel, principal rival regional do Irã e potência nuclear não declarada, estima que o material acumulado seria suficiente para até 15 ogivas de menor potência.

    No ano passado, Israel e Irã chegaram a se enfrentar em um conflito direto de 12 dias. À época, Trump interveio para negociar um cessar-fogo e autorizou bombardeios contra instalações nucleares iranianas em junho. Agora, o presidente americano volta a ameaçar novas ações, aproveitando um momento de instabilidade interna no país persa, que reprimiu duramente protestos contra o regime em janeiro.

    Enquanto Washington defende o fim completo do programa nuclear iraniano, posição rejeitada por Teerã, Israel vai além e cobra também o desmantelamento da capacidade iraniana de lançar mísseis balísticos, considerados uma ameaça regional apesar do desempenho limitado no último conflito.

    Na sexta-feira (6), Estados Unidos e Irã realizaram, em Omã, a primeira rodada de negociações indiretas desde a guerra. Eslami classificou o encontro como difícil e afirmou que a relação entre os países é marcada por “falta de confiança mútua”. Ainda assim, disse que o Irã permanece aberto ao diálogo e lembrou que instalações não atingidas por ataques americanos em 2025 foram inspecionadas pela AIEA, embora o diretor do órgão, o argentino Rafael Grossi, reclame da falta de acesso total.

    Do ponto de vista técnico, a diluição do urânio enriquecido envolve a adição de material empobrecido, procedimento comum em processos de desmantelamento de arsenais nucleares, quando combustível militar é reaproveitado para uso civil. Reatores de usinas utilizam urânio com enriquecimento entre 3% e 5%, enquanto aplicações médicas e navais demandam níveis mais elevados.

    Paralelamente, a Rússia, aliada de Teerã, apresentou na semana passada uma proposta alternativa para custodiar o estoque de urânio enriquecido fora do território iraniano. Moscou sugeriu retirar o material do país como forma de reduzir tensões e facilitar um eventual acordo.

    Irã sugere aos EUA diluir urânio em troca de fim das sanções

  • Tribunal do Irã condena Nobel da Paz a mais sete anos e meio de prisão

    Tribunal do Irã condena Nobel da Paz a mais sete anos e meio de prisão

    Narges tinha sido detida em 12 de dezembro de 2025 na cidade de Mashhad, no nordeste do país, juntamente com outros ativistas, depois de discursar numa cerimónia em memória de um advogado encontrado morto.

    O advogado de Narges Mohammadi, Prêmio Nobel da Paz 2023, confirmou a nova condenação da ativista iraniana de direitos humanos. É a oitava sentença contra ela em 25 anos de contestação ao regime de Teerã, contra a pena de morte no país e contra o rígido código de vestuário para as mulheres.

    Narges tinha sido detida em 12 de dezembro de 2025 na cidade de Mashhad, no nordeste do país, juntamente com outros ativistas, depois de discursar numa cerimónia em memória de um advogado encontrado morto. 

    “Foi condenada a seis anos de prisão por reunião e conspiração para cometer crimes”, afirmou o seu advogado, Mostafa Nili, numa publicação na rede social X, acrescentando que a ativista também está proibida de sair do país durante dois anos.

     

    Narges Mohammadi, de 53 anos, já tinha sido condenada, em outro processo, a 18 meses de prisão por “atividades de propaganda” e a dois anos de exílio na cidade de Khosf, na província de Khorasan do Sul, no leste do país, explicou o advogado..

    De acordo com a lei iraniana, as penas de prisão não podem ser cumpridas consecutivamente. A última sentença é passível de recurso.

    Mostafa Nili está esperançoso de que a saúde debilitada de Mohammadi, permita que ela seja temporariamente “libertada sob fiança para tratamento médico”.

    Em dezembro de 2024, a Prémio Nobel da Paz foi libertada durante três semanas por motivos médicos relacionados com “a sua condição física após a remoção de um tumor e de um enxerto ósseo”, lembrou o advogado.

    Narges faz greve de fome há uma semana, uma das múltiplas realizadas nas diversas vezes em que foi julgada, condenada e detida pelo seu ativismo. 

    Desta vez, ela reivindica “o direito a fazer um telefonema”, a “ter acesso aos advogados no Irã” e a receber visitas, de acordo com a advogada Chirinne Ardakani, a partir de Paris.

    Pressão sobre a família

    Em janeiro deste ano, a partir da prisão, Narges Mohammadi denunciou uma operação de pressão feita pelas autoridades de Teerã, na casa do seu irmão na cidade iraniana de Mashhad.

    Em comunicado divulgado em 22 de janeiro pela rede X, a fundação com o nome da Prêmio Nobel da Paz disse ter conhecimento de que agentes de segurança invadiram a casa da família, em Mashhad, e realizaram uma busca na residência.

    No texto publicado no perfil da ativista, a fundação afirma que o ataque faz parte da crescente e contínua pressão exercida sobre a família de Narges Mohammadi nos últimos meses.

    A ativista não vê os dois filhos, que vivem em Paris, desde 2015. 

    A última chamada telefônica com a família data de 14 de dezembro. Os familiares foram informados por um prisioneiro libertado de uma greve de fome que era feita por Nardes.

    A última década de Mohammadi foi passada atrás das grades. Mesmo atrás das grades, a Prêmio Nobel não se manteve em silêncio, organizando protestos no pátio da prisão e realizando greves de fome.

    A agência de notícias Efe relatou, no início do ano, citando fontes que não se quiseram se identificar, que a detenção de Narges Mohammadi tem sido marcada por espancamentos e negação de assistência médica, o que, especialmente devido ao seu histórico de problemas cardíacos, colocou a vida dela em grave perigo.

    No mesmo contexto, um dos detidos recentemente libertados do Centro de Detenção de Inteligência de Mashhad descreveu o estado físico de Narges Mohammadi e de seu companheiro, Pouran Nazemi, como “alarmante”.

     

     

    Tribunal do Irã condena Nobel da Paz a mais sete anos e meio de prisão

  • Soldado dado como morto liga para a família três anos após o funeral

    Soldado dado como morto liga para a família três anos após o funeral

    Após desaparecer na guerra da Ucrânia e ter o corpo dado como identificado, militar surpreendeu parentes ao entrar em contato após ser libertado em uma troca de prisioneiros, reacendendo a esperança da família e levantando dúvidas sobre a identificação feita anos antes

    A família de um soldado ucraniano viveu um choque emocional ao receber, após anos de luto, uma ligação telefônica inesperada: do próprio homem que acreditavam estar morto. O contato revelou que Nazar Daletskyi, dado como morto desde 2022, está vivo e foi libertado recentemente após uma troca de prisioneiros.

    Daletskyi desapareceu em maio de 2022, poucos meses depois do início da invasão russa à Ucrânia. Aos 42 anos, ele se alistou logo no começo do conflito para defender o país. Durante três anos, a família acreditou que o soldado havia sido capturado e, posteriormente, morto. A convicção se consolidou quando um corpo carbonizado foi identificado como sendo o dele, o que levou à realização de um funeral.

    A reviravolta veio nos últimos dias, com uma chamada telefônica que mudou tudo. Do outro lado da linha estava Daletskyi. A família reconheceu a voz imediatamente, e as lágrimas foram instantâneas. O momento, registrado em vídeo, mostra parentes emocionados celebrando a notícia. “Foi muito estranho. Meu filho estava morto. Eu o enterrei, e de repente ouço a voz dele. Dá para imaginar? É uma alegria imensa”, disse a mãe do soldado, em declaração divulgada pelo site Blue Win.

    No vídeo, a mulher repete frases de alívio e emoção, enquanto outros familiares comemoram. “Esperei por você por tanto tempo”, diz ela. Em outro trecho, a mãe pergunta se o filho está bem: “Você tem seus braços, suas pernas, está inteiro?”, questiona, ainda incrédula.

    Segundo as informações divulgadas, Daletskyi foi libertado após uma troca de prisioneiros. Em setembro de 2025, um ex-prisioneiro de guerra já havia relatado à família que o havia visto em uma prisão russa, mas, à época, o relato não foi confirmado oficialmente. Agora, com o contato direto, ficou comprovado que o soldado está vivo.

    As autoridades investigam como ocorreu a troca de corpos que levou à identificação equivocada. A expectativa é que Daletskyi retorne para casa em breve. Para a família, que viveu anos de dor e luto, o reencontro é descrito como algo que ultrapassa qualquer explicação racional. “É mais do que um milagre”, resumiram.

    Soldado dado como morto liga para a família três anos após o funeral

  • Taiwan condena pena de 20 anos a Jimmy Lai e acusa repressão chinesa

    Taiwan condena pena de 20 anos a Jimmy Lai e acusa repressão chinesa

    Governo de Taipé afirmou que a condenação do magnata da imprensa pró-democracia representa o uso ilegítimo da lei de segurança nacional para sufocar liberdades fundamentais e alertou para o avanço do autoritarismo chinês além das fronteiras de Hong Kong

    O governo de Taiwan condenou nesta segunda-feira a sentença de 20 anos de prisão imposta em Hong Kong ao magnata da imprensa pró-democracia Jimmy Lai. Em nota, as autoridades taiwanesas classificaram a punição como “dura” e denunciaram o uso “ilegítimo” da legislação de segurança nacional para “reprimir liberdades fundamentais”.

    Em comunicado divulgado após a leitura da sentença, o Conselho para os Assuntos do Continente, órgão responsável pelas relações com a China continental, exigiu o “fim da perseguição política” e a “libertação imediata” de Lai, condenado por conspiração com forças estrangeiras e pela publicação de conteúdos considerados sediciosos.

    “A severa pena aplicada a Jimmy Lai com base na Lei de Segurança Nacional de Hong Kong não apenas o priva da liberdade pessoal e esmaga a liberdade de expressão e de imprensa, como também nega o direito fundamental dos cidadãos de responsabilizar seus governantes”, afirmou o órgão.

    Segundo o governo de Taipé, o caso evidencia mais uma vez que, sob o modelo de “um país, dois sistemas” promovido pelo Partido Comunista Chinês, as liberdades e direitos prometidos à população de Hong Kong “não passam de declarações formais”. Para o conselho, o sistema judicial da região foi transformado em uma “ferramenta de repressão política e de retaliação contra dissidentes”.

    Taiwan também criticou o fato de as acusações contra o empresário incluírem sua influência na mídia e suas conexões internacionais no âmbito da segurança nacional, com o objetivo de “criar um efeito dissuasório que ultrapassa setores e fronteiras”.

    “Não se trata de um caso isolado nem restrito a Hong Kong, mas de um sinal de alerta de que o Partido Comunista Chinês está acelerando a exportação de seu autoritarismo”, afirmou o conselho, ao pedir que os cidadãos taiwaneses “tomem como advertência a dolorosa experiência de Hong Kong” e preservem seu “modo de vida livre”.

    Jimmy Lai, fundador do jornal Apple Daily e crítico do governo chinês, está preso desde 2020. Ele foi declarado culpado em dezembro do ano passado, após um julgamento sem júri que durou 156 dias e é considerado o mais emblemático desde a imposição da Lei de Segurança Nacional por Pequim em Hong Kong, também em 2020.
     

     
     

    Taiwan condena pena de 20 anos a Jimmy Lai e acusa repressão chinesa

  • Socialista Antônio Seguro é eleito presidente de Portugal

    Socialista Antônio Seguro é eleito presidente de Portugal

    Com mais de 11 milhões de cidadãos aptos a votar, Seguro tinha conseguido, até as 21h30, mais de 3,3 milhões de votos. Seu adversário, André Ventura, tinha obtido 1,6 milhão de votos, e a abstenção estava próxima dos 50%

    O socialista Antônio José Seguro foi eleito neste domingo (8) novo presidente de Portugal, ultrapassando a barreira de 3 milhões de votos. Ele derrotou o candidato da extrema-direita André Ventura, no segundo turno das eleições portuguesas. 

    Com mais de 11 milhões de cidadãos aptos a votar, Seguro tinha conseguido, até as 21h30, mais de 3,3 milhões de votos. Seu adversário, André Ventura, tinha obtido 1,6 milhão de votos, e a abstenção estava próxima dos 50%.

    Apenas outras quatro vezes desde 1976 um presidente da República foi eleito com mais de 3 milhões de votos, sendo Mário Soares o único a consegui-lo por duas vezes. A primeira, em 1986, as únicas até hoje a terem um segundo turno, o histórico líder socialista obteve 3.010.756 de votos (51,18%)  frente a Freitas do Amaral. Na reeleição, em 1991, 3.459.521 eleitores votaram em Soares, que venceu com expressivos 70,35%, uma percentagem que ainda hoje figura como a maior.

    António Ramalho Eanes também foi reeleito com mais de três milhões de votos (3.262.520, ou 56,44%) em 1980, enquanto Jorge Sampaio recebeu 3.035.056 milhões de votos (53,91%) na sua primeira eleição, em 1996.

    Esta foi a 11ª vez que os portugueses foram às urnas escolher o presidente da República durante períodos democráticos, desde 1976.

    Eleito em 2016, o atual residente da República é Marcelo Rebelo de Sousa, que termina o seu mandato em março de 2026.

    Desde 1976, foram eleitos António Ramalho Eanes (1976-1986), Mário Soares (1986-1996), Jorge Sampaio (1996-2006), Cavaco Silva (2006-2016) e Marcelo Rebelo de Sousa (2016-2026).

     

    Socialista Antônio Seguro é eleito presidente de Portugal

  • Trump chama de “terrível” show de Bad Bunny no intervalo do Super Bowl

    Trump chama de “terrível” show de Bad Bunny no intervalo do Super Bowl

    O presidente criticou duramente a apresentação do cantor porto-riquenho, classificando-a como a pior da história do evento. O espetáculo teve tom político, exaltou a América Latina e reacendeu críticas de aliados de Trump à escolha do artista

    Donald Trump atacou a apresentação de Bad Bunny no intervalo do Super Bowl, chamando o show de “terrível” em uma postagem na Truth Social. “A pior apresentação de todos os tempos”, escreveu o presidente.

    No palco, Bad Bunny apresentou um espetáculo de tom político, sem mencionar diretamente o ICE, agência de imigração dos Estados Unidos alvo de críticas do artista, nem o próprio Trump. No momento mais simbólico da performance, o cantor destacou que “América” não se limita aos Estados Unidos, mas engloba todo o continente. Enquanto ele citava países da região, dançarinos exibiam bandeiras nacionais.

    Trump voltou a criticar o artista em outra publicação. “É uma afronta à grandeza da América e não representa nossos padrões de sucesso, criatividade ou excelência. Ninguém entende uma palavra do que esse cara está dizendo, e a dança é repugnante, especialmente para as crianças pequenas que estão assistindo em todo o país e no mundo inteiro”, escreveu. Bad Bunny interpreta suas músicas em espanhol.

    O republicano encerrou a mensagem com o slogan de campanha “Façam a América grande novamente”. Em entrevista recente, Trump já havia afirmado que não assistiria à partida e classificou a escolha de Bad Bunny como “uma péssima decisão”. Meses antes do evento, após o anúncio do cantor como atração, a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, disse que o ICE atuaria em peso no jogo. A comentarista conservadora Tomi Lahren também afirmou que Bad Bunny não seria um artista americano.

    Trump chama de “terrível” show de Bad Bunny no intervalo do Super Bowl

  • Dalai Lama nega qualquer vínculo após citações em arquivos de Epstein

    Dalai Lama nega qualquer vínculo após citações em arquivos de Epstein

    O gabinete do Dalai Lama afirmou hoje que o líder espiritual budista exilado, citado nos arquivos de Epstein, “nunca conheceu” Jeffrey Epstein, depois da imprensa chinesa ter estabelecido uma ligação entre ele e o criminoso sexual americano

    A China Global Television Network, emissora estatal chinesa, afirmou nesta quinta-feira que o nome do Dalai Lama aparece ao menos 169 vezes nos chamados “arquivos de Epstein”. Segundo a reportagem, as citações estão restritas a e-mails e registros de agenda de 2012, nos quais Jeffrey Epstein teria tentado intermediar encontros e eventos com a presença do líder tibetano.

    Após a repercussão, a equipe do Dalai Lama divulgou um comunicado negando qualquer relação entre os dois. “Algumas reportagens recentes e publicações em redes sociais sobre os ‘arquivos de Epstein’ tentam ligar Sua Santidade o Dalai Lama a Jeffrey Epstein”, afirmou o porta-voz.

    Na mesma nota, a assessoria foi categórica ao negar qualquer contato. “Podemos confirmar de forma inequívoca que Sua Santidade nunca se encontrou com Jeffrey Epstein, nem autorizou qualquer reunião ou interação com ele, direta ou indiretamente”, acrescentou.

    Jeffrey Epstein morreu em 2019, enquanto estava preso nos Estados Unidos, aguardando julgamento por acusações de tráfico sexual de menores. O caso segue cercado de controvérsias e tem gerado novas repercussões a partir da divulgação de documentos e comunicações associadas ao financista.

    Dalai Lama nega qualquer vínculo após citações em arquivos de Epstein

  • “Não errei”: Trump rejeita desculpas após vídeo ofensivo com os Obama

    “Não errei”: Trump rejeita desculpas após vídeo ofensivo com os Obama

    O presidente dos Estados Unidos afirmou que não vai se desculpar por compartilhar um vídeo com teor racista envolvendo Barack e Michelle Obama. Trump disse que não assistiu ao conteúdo até o fim, atribuiu a postagem a um erro da equipe e minimizou a repercussão política.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recusou-se nesta sexta-feira (6) a pedir desculpas pela divulgação de um vídeo com conteúdo racista que associa o ex-presidente Barack Obama e a ex-primeira-dama Michelle Obama a macacos. A publicação, feita em sua rede social, provocou forte reação política e levou a Casa Branca a adotar versões contraditórias sobre o episódio.

    Falando com jornalistas a bordo do Air Force One, Trump afirmou que não se considera responsável pelo conteúdo e minimizou a postagem, dizendo que não assistiu ao vídeo até o fim antes de autorizá-la. Segundo ele, a gravação teria sido compartilhada por abordar supostas irregularidades nas eleições de 2020 na Geórgia, tema recorrente em seus discursos desde a derrota para Joe Biden.

    “Eu vejo milhares de conteúdos todos os dias. Ninguém sabia o que aparecia no final”, disse. Trump afirmou ainda que a presença do casal Obama no vídeo seria uma “paródia” e declarou que, embora não tenha gostado do trecho, não considera que tenha cometido um erro ao repassar o material à equipe.

    O vídeo ficou disponível por cerca de 12 horas na Truth Social, plataforma criada pelo próprio Trump, e foi removido apenas após críticas públicas de parlamentares democratas e republicanos. Em um dos trechos finais, que dura cerca de um segundo, os rostos de Barack e Michelle Obama aparecem sobrepostos a imagens de macacos, ao som da música The Lion Sleeps Tonight.

    Inicialmente, a Casa Branca tentou reduzir o impacto do caso. Em comunicado, a porta-voz Karoline Leavitt classificou a gravação como um “meme da internet” e acusou críticos de promoverem “indignação artificial”. Poucas horas depois, porém, o discurso mudou: em declaração à agência Reuters, o governo reconheceu que a publicação foi resultado de um erro cometido por um funcionário.

    A gravação também resgata alegações já desmentidas sobre uma suposta fraude eleitoral envolvendo a empresa Dominion Voting Systems, frequentemente citada por Trump e aliados como parte de teorias conspiratórias sobre o pleito de 2020.

    Notícias ao Minuto [Legenda]© Reprodução  

    A repercussão política foi imediata. O gabinete do governador da Califórnia, Gavin Newsom, classificou a postagem como “repugnante”. O senador Tim Scott, único republicano negro no Senado, afirmou que se trata do conteúdo “mais racista já publicado por esta Casa Branca”. Ben Rhodes, ex-conselheiro de Segurança Nacional no governo Obama, também condenou o episódio, afirmando que Trump será lembrado como “uma mancha na história americana”.

    Barack Obama é o único presidente negro da história dos Estados Unidos e apoiou Kamala Harris, adversária direta de Trump, na eleição presidencial de 2024. Até o momento, o ex-presidente e a ex-primeira-dama não se pronunciaram publicamente sobre o vídeo.

    “Não errei”: Trump rejeita desculpas após vídeo ofensivo com os Obama