Categoria: MUNDO

  • Epstein teria apresentado menor de 14 anos a Trump: "Esta é boa, não é?"

    Epstein teria apresentado menor de 14 anos a Trump: "Esta é boa, não é?"

    Jeffrey Epstein teria apresentado uma menina de 14 anos a Donald Trump em Mar-a-Lago, na Florida, segundo os documentos judiciais divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Note-se, no entanto, que a vítima não fez qualquer acusação contra o atual presidente norte-americano.

    Nos últimos dias, têm surgido novas informações sobre a possível ligação entre o pedófilo Jeffrey Epstein e o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

    Nos documentos judiciais mais recentes divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, citados pela BBC, Jeffrey Epstein teria apresentado uma menina de 14 anos a Donald Trump em Mar-a-Lago, na Flórida.

    Durante o suposto encontro, ocorrido na década de 1990, o ex-magnata teria dado uma cotovelada no republicano e “perguntado em tom de brincadeira”, referindo-se à menor de idade: “Ela é boa, não é?”.

    Donald Trump teria sorrido e acenado com a cabeça como sinal de concordância.

    O documento divulgado informa ainda que “ambos riram discretamente” e que a menina teria se sentido desconfortável, mas que, “na época, era muito jovem para entender o motivo”.

    A vítima alega ter sido aliciada e abusada por Jeffrey Epstein durante vários anos. No entanto, no processo judicial, a mulher — que tinha apenas 14 anos na época — não faz qualquer tipo de acusação contra o atual presidente norte-americano. Aliás, até o momento, nenhuma das vítimas de Epstein fez acusações contra Trump.

    Vale destacar que o republicano já afirmou ter sido amigo de Jeffrey Epstein durante vários anos, mas revelou que os dois se desentenderam em 2004, rompendo relações.

    O que mostram os arquivos divulgados?

    Na semana passada, no dia 12 de dezembro, a House Oversight Committee (Comissão de Supervisão da Câmara, em tradução livre) divulgou mais fotografias de itens pertencentes ao patrimônio de Jeffrey Epstein, que incluem personalidades como Donald Trump, Bill Clinton e Bill Gates.

    Já nesta sexta-feira, dia 19 de dezembro, mais conteúdo dos arquivos de Jeffrey Epstein veio a público. Em uma das imagens divulgadas, por exemplo, é possível ver o ex-presidente Bill Clinton relaxando em um jacuzzi, com os braços apoiados atrás da cabeça, acompanhado por outra pessoa cujo rosto foi desfocado.

    Em duas das fotos, ele aparece ao lado de Epstein e, em outras, em uma festa com o cantor e compositor britânico Mick Jagger, embora o financista não esteja presente nessas últimas imagens.

    Vítimas de Epstein satisfeitas com divulgação (mas criticam falta de informações)

    Algumas das vítimas do criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein celebraram, na sexta-feira, a divulgação de milhares de arquivos do caso pelo Departamento de Justiça, mas questionaram a ausência de mais dados e informações fundamentais.

    “Há muita informação, mas não tanta quanto gostaríamos de ver”, disse Dani Bensky, sobrevivente de Epstein, em entrevista à NBC News.

    Bensky acrescentou que, apesar disso, a revelação confirma a veracidade das denúncias das vítimas: “Há uma parte de mim que se sente um pouco validada neste momento, porque acho que muitos de nós temos dito: ‘não, isso é real, não somos uma farsa’”.

    Epstein teria apresentado menor de 14 anos a Trump: "Esta é boa, não é?"

  • Maduro cria nobel bolivarianista e se autointitula 'arquiteto da paz'

    Maduro cria nobel bolivarianista e se autointitula 'arquiteto da paz'

    O título de “arquiteto da paz” e o respectivo prêmio a Maduro foi decidido por unanimidade pelas diretorias da Sociedade Bolivariana da Venezuela e da Sociedade Bolivariana de Caracas

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O presidente da Venezuela, Nicólas Maduro, foi premiado e nomeado, na quarta-feira (17), “arquiteto da paz”, pela Sociedade Bolivariana da Venezuela, em Caracas. Maduro foi também, na ocasião, nomeado presidente honorário da Sociedade.

    Maduro recebeu a honraria na sede da Sociedade Bolivariana da Venezuela, local que reúne uma série de obras em homenagem a Simón Bolívar. “Arquiteto da paz…amém…A paz será meu porto, minha glória. A paz será meu desejo, minha vitória”, disse o mandatário, na cerimônia, que também lembrou os 195 anos da morte do libertador da Venezuela.

    A pompa bolivariana aconteceu uma semana depois de María Corina Machado ser agraciada com o Prêmio Nobel da Paz, em Oslo, na Noruega. A principal líder da oposição a Maduro teve de empreender fuga cinematográfica da Venezuela para receber a honraria, e só chegou à capital norueguesa um dia depois da entrega do Nobel.

    O título de “arquiteto da paz” e o respectivo prêmio a Maduro foi decidido por unanimidade pelas diretorias da Sociedade Bolivariana da Venezuela e da Sociedade Bolivariana de Caracas, onde o presidente venezuelano nasceu. Na cerimônia, durante a condecoração, Mireya Leal Beaujón, primeira vice-presidente da sociedade, diz que Maduro “tem construído, e (nós) lhe devemos a paz da Venezuela e da América Latina”.

    Não há no estatuto da Sociedade Bolivariana de Caracas, datado de 2006, qualquer menção ao prêmio “arquiteto da paz” tampouco registro de ganhadores anteriores a Maduro no site da entidade. O estatuto menciona que em 17 de dezembro, a diretoria deve celebrar com um ato público o aniversário da morte de Simón Bolívar, com a obrigatoriedade de “um minuto de silêncio” como homenagem.

    Maduro cria nobel bolivarianista e se autointitula 'arquiteto da paz'

  • Avião que sumiu há 13 anos é encontrado abandonado em aeroporto na Índia

    Avião que sumiu há 13 anos é encontrado abandonado em aeroporto na Índia

    O Boeing 737-200 da Air India foi retirado de serviço e estacionado em uma área remota do aeroporto, em 2012

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – A companhia aérea Air India recebeu uma multa milionária de 10 milhões de rúpias indianas, cerca de R$ 610 mil, após um avião da companhia aérea que havia desaparecido há 13 anos ser encontrado estacionado no Aeroporto de Calcutá, na Índia.

    O Boeing 737-200 foi retirado de serviço e estacionado em uma área remota do aeroporto, em 2012. Quando os funcionários do local tentaram contato com a Air India para que a aeronave fosse removida, a companhia aérea insistiu que o avião não lhe pertencia.

    Auditoria interna da Air India confirmou que a aeronave VT-EHH pertencia à companhia aérea. A justificativa para a demora, segundo uma reportagem do The Times of India, é que a rotatividade de funcionários e as falhas nos registros fizeram com que o jato desaparecesse gradualmente dos arquivos institucionais da companhia aérea.

    Enquanto o avião permanecia no local, a administração do Aeroporto de Calcutá continuou a cobrar taxas de estacionamento. Ao longo dos 13 anos em que a aeronave permaneceu inativa, o valor das cobranças ficou em torno de R$ 610 mil.

    Após confirmar que era dona da aeronave, a Air India providenciou a remoção e pagou a taxa de estacionamento. O avião foi içado para um veículo de transporte e levado por via terrestre para o Aeroporto Internacional Kempegowda em Bengaluru, na Índia, onde servirá como plataforma de treinamento (sem voo) para técnicos de manutenção aeronáutica.

    O avião de 43 anos foi fabricado em 1982. Voou pela Indian Airlines, posteriormente operou para a Alliance Air, retornou às operações de carga em 2007 e foi utilizado pela última vez pelos Correios da Índia antes de ser desativado em 2012.

    Avião que sumiu há 13 anos é encontrado abandonado em aeroporto na Índia

  • Bola está com o Ocidente, diz Putin sobre a Ucrânia

    Bola está com o Ocidente, diz Putin sobre a Ucrânia

    Em entrevista coletiva anual, líder diz querer paz em 2026, mas reafirma seus termos para encerrar a guerra no vizinho; presidente afirma que pode suspender ataques caso Zelenski aceite realizar eleições, como sugeriu Donald Trump

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente russo, Vladimir Putin, disse nesta sexta-feira (19) que a paz na Ucrânia por ele invadida em 2022 depende agora dos apoiadores ocidentais de Kiev aceitarem seus termos, que incluem cessão territorial e neutralidade militar do vizinho.

    “A bola está inteiramente na quadra os nossos ditos oponentes ocidentais, o chefe do regime de Kiev e seus patrocinadores europeus”, afirmou, com o usual sarcasmo a se referir ao presidente ucraniano, Volodimir Zelenski.

    Putin afirmou que fez concessões a pedido do presidente americano, Donald Trump, que está tentando costurar um acordo de paz até o fim do ano. Mas não as detalhou, preferindo dizer que a guerra só acabará quando suas “causas profundas”.

    Ele voltou a se referir às demandas apresentadas em junho de 2024, refeitas em documento um ano depois, para o fim do conflito. Elas deram à luz um documento conjunto russo-americano no mês passado, que já foi e voltou a mesas de negociação.

    Trump quer que Zelenski aceite perder território, e o ucraniano diz aceitar se houver garantias robustas de segurança para evitar novos ataques russos. Pela ordem das conversas, a próxima rodada será entre americanos e russos.

    “Nós também gostaríamos muito de viver em paz no próximo ano, livres de quaisquer conflitos militares. E repito: gostaríamos muito, e nos esforçamos para, resolver todas as questões controversas por meio de negociações”, disse Putin.

    Ele zombou do vídeo que Zelenski filmou num marco de entrada da cidade de Pokrovsk, que os russos anunciaram ter tomado, para dizer que era uma mentira. “O sinal está localizado fora da cidade, cerca de 1 km de distância. Bom, por que ele está parado lá? Entre, certo?”, disse, sugerindo o controle do local.

    Putin elogiou Trump, como de costume, dizendo que o americano está “fazendo um grande esforço” para achar uma saída para a guerra, e que relatou as exigências russa na cúpula entre os dois no Alasca, em agosto. Voltou a dizer que os líderes europeus da aliança militar Otan “estão se preparando para uma guerra” que a Rússia não tem interesse em lutar.

    “O movimento da infraestrutura militar [da Otan] em direção às nossas fronteiras continua a nos preocupar. Não estamos pedindo nada extraordinário, não estamos dizendo que os países não têm o direito de se defender. Mas precisa haver um étodo que não ameace os outros”, afirmou.

    O presidente disse apoiar a ideia, ventilada por Zelenski após pressão de Trump, da realização de eleições na Ucrânia mesmo com a guerra em curso, o que não é possível legalmente hoje. Afirmou que a Rússia “daria condições de segurança” para tal.

    Putin comentou a desistência da União Europeia de usar reservas russas congeladas na Bélgica como lastro para um empréstimo a Kiev. Segundo ele, chamar a proposta de furto não seria correto, pois “é um roubo à luz do dia”.

    EVENTO TEVE CRÍTICA E ALIENS

    O evento desta sexta é uma tradição que teve vários formatos desde 2001. Sua edição mais longa até aqui foi em 2019, com quatro horas e 54 minutos. Em 2022, num momento particularmente ruim da guerra para os russos, ele não ocorreu.

    Na entrevista, chamada de Linha Direta e Retrospectiva do Ano, Putin responde a questões de jornalistas na plateia, inclusive alguns ocidentais. Para chamar a atenção, em outros anos alguns repórteres traziam até bichos de pelúcia; desta vez, apenas cartazes simples foram permitidos.

    O evento também recebe vídeos, mensagens e telefonemas, alguns ao vivo, de cidadãos comuns.

    Neste ano, o Kremlin disse ter recebido 2,7 milhões de questões prévias. O espaço para o dissenso controlado é garantido: um morador de Volgogrado queixou-se de falta de água, outro de São Petersburgo, do baixo valor de sua pensão estatal.

    Houve também alguns escorregões dos censores. Num telão que mostrava mensagens de texto, duas foram especialmente irônicas. “Isso não é uma linha direta, é um circo”, disse uma, enquanto outra questionou se “como é sexta, podemos beber já?”.

    O ponto fora da curva, do planeta aliás, ficou na conta de uma jornalista que pediu para Putin piscar com o olho esquerdo se fosse verdade que o cometa 3I/Atlas é na realidade uma nave alienígena. O russo entrou na brincadeira, fingindo seriedade.

    “Vou te dizer, mas isso é estritamente entre a gente, é um segredo de Estado. É nossa arma secreta, mas não a usaremos exceto em casos extremos”, brincou, depois validando a hipótese da maioria dos cientistas de que o comportamento inusual do bólido interestelar é natural.

    Em outro momento, um homem pediu a namorada em casamento e convidou Putin para a festa. O russo não respondeu.

    Bola está com o Ocidente, diz Putin sobre a Ucrânia

  • Putin fala de guerra, economia e ETs em entrevista anual

    Putin fala de guerra, economia e ETs em entrevista anual

    Presidente passa quase 4 horas e meia respondendo a jornalistas e cidadãos comuns em evento na capital russa; há dissenso controlado, mas censores deixaram escapar mensagem sarcástica comparando a sessão a um circo

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A entrevista coletiva anual que Vladimir Putin realizou nesta sexta-feira (19) em Moscou incluiu uma diversidade de temas, indo da situação econômica russa à Guerra da Ucrânia. Como de costume, sobrou espaço para momentos insólitos, incluindo uma questão sobre ETs.

    O evento desta sexta é uma tradição que teve vários formatos desde 2001. Sua edição mais longa até aqui foi em 2019, com quatro horas e 54 minutos -neste ano, foram 27 minutos a menos. Em 2022, num momento particularmente ruim da guerra para os russos, ele não ocorreu.

    Na entrevista, chamada de Linha Direta e Retrospectiva do Ano, Putin responde a questões de jornalistas na plateia, inclusive alguns ocidentais. Para chamar a atenção, em outros anos alguns repórteres traziam até bichos de pelúcia; desta vez, apenas cartazes simples foram permitidos.

    O evento também apresenta vídeos, mensagens e telefonemas, alguns ao vivo, de cidadãos comuns.

    Neste ano, o Kremlin disse ter recebido 2,7 milhões de questões prévias. O espaço para o dissenso controlado é garantido: um morador de Volgogrado queixou-se de falta de água, outro de São Petersburgo, do baixo valor de sua pensão estatal.

    Houve também alguns escorregões dos censores. Num telão que mostrava mensagens de texto, duas foram especialmente irônicas. “Isso não é uma linha direta, é um circo”, disse uma, enquanto outra questionou se “como é sexta, podemos beber já?”.

    O ponto fora da curva, do planeta aliás, ficou na conta de uma jornalista que pediu para Putin piscar com o olho esquerdo se fosse verdade que o cometa 3I/Atlas é na realidade uma nave alienígena. O russo entrou na brincadeira, fingindo seriedade.

    “Vou te dizer, mas isso é estritamente entre a gente, é um segredo de Estado. É nossa arma secreta, mas não a usaremos exceto em casos extremos”, brincou, depois validando a hipótese da maioria dos cientistas de que o comportamento inusual do bólido interestelar é natural.

    Em outro momento, um homem pediu a namorada em casamento e convidou Putin para a festa. O russo não respondeu.

    Putin fala de guerra, economia e ETs em entrevista anual

  • Governo Trump tem até esta sexta (19) para divulgar arquivos do caso Epstein

    Governo Trump tem até esta sexta (19) para divulgar arquivos do caso Epstein

    Congresso norte-americano aprovou lei obrigando governo a divulgar material; governo Trump antecipou que não publicará documentos relacionados a investigações em andamento

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O Departamento de Justiça dos EUA deve divulgar hoje a maior parte dos arquivos da investigação sobre o caso Jeffrey Epstein, criminoso sexual condenado e que morreu em 2019 na prisão.

    Em novembro, o presidente americano Donald Trump assinou o projeto de lei para tornar públicos os documentos. Um dia antes, o texto havia sido aprovado na Câmara e no Senado -segundo o republicano, a seu pedido. Ele alegou que o bilionário era um democrata de longa data e que “talvez a verdade” sobre seus opositores viesse à tona em breve.

    Apesar das declarações, inicialmente, Trump se opunha à lei e muitos apontavam que seria devido à sua proximidade com o homem. Epstein e Trump eram próximos na década de 1980, quando ambos eram empresários em Nova York e apareceram juntos em diversos eventos, mas teriam rompido relações no início dos anos 2000. Quando o projeto de lei parecia caminhar para ser aprovada no Congresso, ele mudou de postura e passou a ser favorável.

    O prazo dado para a divulgação é até hoje. O Departamento de Justiça, no entanto, não informou em que horário do dia exatamente pretende tornar os registros públicos, nem mesmo se efetivamente o fará.

    Transcrições do grande júri encarregado da investigação do bilionário devem ser parte do conteúdo. Apesar de costumar ser mantido em sigilo, o juiz federal Rodney Smith disse que a Lei de Transparência dos Arquivos de Epstein, sancionada pelo presidente, exige a sua divulgação.

    Há muito tempo a divulgação é exigida por um público que deseja entender a ligação entre o criminoso e outras personalidades poderosas. Trechos de documentos já revelados na imprensa mostraram que famosos e políticos participaram das polêmicas festas do empresário. Personalidades como Leonardo DiCaprio, Cameron Diaz, Cate Blanchett, Bruce Willis, Kevin Spacey, George Lucas e Naomi Campbell foram citados, mas nenhum deles foi acusado pela prática de crimes.

    Fotos também apontaram a relação entre Epstein e homens influentes. Donald Trump, o ex-presidente Bill Clinton, o cineasta Woody Allen, o estrategista Steve Bannon, ex-assessor de Trump, e o fundador da Microsoft, Bill Gates aparecem em imagens com ele.

    Epstein foi preso pela primeira vez em 2008, quando foi sentenciado a 13 meses de prisão. Na época, os pais de uma menina de 14 anos denunciaram à polícia que o empresário havia abusado sexualmente da garota em sua mansão. Outras possíveis vítimas foram descobertas e foram encontradas fotos de meninas na casa dele.

    Ele se livrou de pegar prisão perpétua. O bilionário fechou um polêmico acordo que o safou de ficar encarcerado pelo resto da vida, mas fez com que fosse registrado na lista federal de criminosos sexuais.

    Ele voltou a ser preso em 2019 sob acusação de tráfico sexual. Jeffrey foi acusado de traficar dezenas de meninas, de explorá-las e abusá-las sexualmente. Desse caso, o bilionário se declarou inocente e sempre negou as acusações. Após um mês na cadeia, aos 66 anos, ele foi encontrado morto na cela em que estava detido. A causa de sua morte divulgada oficialmente foi suicídio.

    Membro da realeza britânica, príncipe Andrew já respondeu a processo de abuso sexual relacionado ao caso Epstein. Ele foi acusado de manter relações sexuais com uma garota por intermédio do empresário em uma “orgia com várias menores de idade”. Em resposta, o Palácio de Buckingham destituiu Andrew de seus deveres militares e de seu título real.

    Governo Trump tem até esta sexta (19) para divulgar arquivos do caso Epstein

  • Família britânica acusada de embarcar com idosa morta em voo em Espanha

    Família britânica acusada de embarcar com idosa morta em voo em Espanha

    Passageiros de um voo da easyJet que viajava entre Espanha e o Reino Unido acusam uma família de ter embarcado com uma mulher já morta. O voo teve de ser cancelado e adiado durante 11h

    Uma família britânica está sendo acusada de ter embarcado em um voo da easyJet com uma familiar já morta.

    A mulher teria entrado no voo, de Málaga, na Espanha, para Gatwick, no Reino Unido, em uma cadeira de rodas. Dizem os restantes passageiros que a idosa não apresentava uma boa aparência e questionaram a companhia aérea.

    Segundo as mesmas fontes, a idosa deu entrada no voo em uma cadeira de rodas e foi sentada no seu lugar com a ajuda de cinco familiares, que garantiam que estava tudo bem e que a senhora estava apenas cansada. 

    Contudo, a poucos minutos de levantar voo, a equipa de bordo foi informada de que, afinal, a  idosa, de 89 anos, estava morta, e teve de sair da pista onde se preparava para levantar voo. 

    “Sei que não tem graça porque alguém realmente morreu, mas o pessoal de terra da easyJet deixou alguém que parecia completamente morto entrar no avião e, curiosamente, quando estávamos prestes a decolar, essa pessoa morreu. O avião foi chamado de volta ao terminal, todo o voo foi cancelado e todos foram retirados do avião”, denuncia uma passageira na sua página de Facebook, enquanto outra salienta que se fosse o caso de alguém estar “bêbado” este não entraria, mas “morto já pode”.

    O voo sofreu um atraso de 12 horas, deixando os restantes passageiros indignados. Muitos garantem que a mulher já estava morta antes de entrar no avião e defendem que a família deveria ter “saído algemada dali”.

    Em resposta ao acontecimento, a companhia aérea, citada pelo Daily Mail, garante que as alegações são falsas e indica que a passageira tinha um atestado médico que a autorizava a voar e que estava viva quando embarcou no avião. 

    O Daily Mail refere que não é claro o que aconteceu à família da vítima, nem para onde foi levado o corpo depois de ser retirado do avião. Porém, tudo indica que não houve detenções relacionadas com este caso.

    Família britânica acusada de embarcar com idosa morta em voo em Espanha

  • Europa desiste de usar reservas russas para ajudar Ucrânia

    Europa desiste de usar reservas russas para ajudar Ucrânia

    Esquema previa que metade dos R$ 1,17 trilhão de Moscou que estão na Bélgica lastreassem empréstimo a Kiev; para evitar acusação de roubo, valor será bancado por fundos da União Europeia para evitar insolvência do governo Zelenski

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Após semanas de discussão, a UE (União Europeia) desistiu nesta sexta-feira (19) de usar reservas russas congeladas na Bélgica para lastrear um empréstimo de € 90 bilhões (R$ 585 bilhões) que visa apoiar a Ucrânia em sua guerra contra a invasão russa.

    O dinheiro, agora, virá de fundos europeus já existentes, na prática resolvendo o problema mais imediato do governo de Volodimir Zelenski, que precisa de € 136 bilhões (R$ 880 bilhões) para fechar suas contas em 2026 e 2027.

    O bloco, em reunião do Conselho Europeu que começou na véspera em Bruxelas, tentou manter as aparências. “Nós nos comprometemos e entregamos. A UE se reserva o direito de fazer uso dos ativos imobilizados para pagar o empréstimo”, disse o chefe do órgão, o português António Costa.

    Na prática, foi uma derrota para líderes como o premiê alemão, Friedrich Merz, que fez uma campanha para dar o que chamou de um sinal claro a Vladimir Putin. Seu colega polonês Donald Tusk chegou a dizer que a Europa tinha “uma escolha entre dinheiro hoje ou sangue amanhã”.

    O esquema havia sido proposto na semana passada pela Comissão Europeia, órgão executivo da UE, e desenhado para driblar a quase sempre necessária unanimidade no bloco continental.

    Invocando um risco emergencial ao bloco, que países como a Hungria dizem não existir, o órgão determinou que uma simples maioria entre seus 27 membros seria necessária.

    A ideia era engenhosa e mirava, inicialmente metade dos € 180 bilhões (R$ 1,17 trilhão no câmbio desta quinta) que o Banco Central russo tem na agência belga de depósitos Euroclear. Esse dinheiro era investido em títulos do Banco Central Europeu e o rendimento, pelo acordo, ficava com a Euroclear.

    Com as sanções devido à guerra, o acesso aos ativos foi congelado, mas eles seguem sendo russos. O que o plano prevê é que a Euroclear passe a investir o valor em títulos emitidos pela Comissão Europeia, que usará o dinheiro para emprestar em parcelas para Kiev em 2026 e 2027.

    Segundo a proposta, Kiev só teria de devolver o empréstimo quando a Rússia lhe pagasse reparações pelos danos da guerra. Ou seja, que Moscou pague para ter seu dinheiro de volta. Para isso, foi montada nesta semana na Holanda uma comissão internacional para avaliar valores.

    Nesta sexta, Putin voltou a dizer que a ideia equivalia a um roubo. O premiê belga, Bart de Wever, liderou a resistência ao acerto, temendo questionamentos legais já prometidos por Moscou e falhas estruturais no arcabouço.

    O principal problema era a premissa de que a Rússia teria de ou perder a guerra ou concordar em pagar reparações. Nenhuma das duas opções está no horizonte visível.

    Para reforçar sua posição, a Comissão Europeia determinou também que o congelamento dos ativos russos seja indefinido, e não renovado a cada seis meses, como é hoje. Isso já está sendo questionado na Justiça russa, para embasar ações internacionais.

    O risco para a Europa era de que o conflito acabasse e a Ucrânia não receba nada de Moscou. Assim, ativos do Tesouro dos países-membros seriam usados para honrar o pagamento à Euroclear quando os títulos emitidos pela Comissão vencerem, depois de 2027.

    “Quando explicamos o texto novamente [aos colegas], havia tantas questões que eu disse: ‘Eu te falei, eu te falei’. Há muitas pontas soltas. Se você começar a puxá-las, a coisa toda colapsa”, afirmou De Wever. Além disso, países próximo de Moscou, como Hungria e Eslováquia, eram contrários por motivos políticos.

    Eles inclusive demonstram que não irão ajudar no esquema aprovado. “A Eslováquia não fará parte de nenhum empréstimo militar para a Ucrânia e rejeita qualquer financiamento porque não acreditamos numa solução militar para o conflito”, disse o premiê Robert Fico.

    Também ficariam expostos a retaliação os US$ 127 bilhões (R$ 705 bilhões) em ativos que cerca de 2.000 empresas europeias, na conta da Escola de Economia de Kiev, ainda têm na Rússia apesar das sanções.

    Zelenski celebrou, de todo modo, o fato de que terá o dinheiro para sobreviver financeiramente ao menos no ano que vem. “É um apoio significativo. É importante que os ativos russos permaneçam imobilizados”, afirmou.

    Na UE, ainda há € 29,2 bilhões (R$ 190 bilhões) em recursos congelados fora da Bélgica. Além disso, há outros € 80,3 bilhões (R$ 522 bilhões) em reservas sancionadas em países que não integram a UE, como Reino Unido, Japão e EUA.

    A Euroclear é, ao lado da luxemburguesa Clearstream, a principal instituição de custódia de títulos do mundo, servindo como uma espécie de banco para os BCs. Além de gerir reservas, ela promove negócios entre seus sócios, servindo de câmara de liquidação e compensação.

    Ela foi criada em 1968 e hoje tem sob sua responsabilidade cerca de € 43 trilhões (R$ 280 trilhões) em ativos de 2.000 clientes.

    Europa desiste de usar reservas russas para ajudar Ucrânia

  • Autoridades ucranianas anunciam ter recebido mais de mil corpos da Rússia

    Autoridades ucranianas anunciam ter recebido mais de mil corpos da Rússia

    Esta troca eleva o número de corpos de ucranianos devolvidos pela Rússia à Ucrânia desde o início do ano para mais de 16.000

    A Ucrânia recebeu mais mil corpos da Rússia, apresentados como sendo de soldados ucranianos mortos em combate, elevando o número total de restos mortais devolvidos desde o início do ano para mais de 16 mil. “Os repatriamentos aconteceram, 1.003 corpos foram devolvidos à Ucrânia que, segundo a Rússia, são de soldados ucranianos”, anunciou hoje o Centro Ucraniano para Prisioneiros de Guerra na rede social Telegram.

    De acordo com o conselheiro presidencial russo, Vladimir Medinsky, Moscou recebeu de Kiev os restos mortais de 26 soldados russos.

    Esta última troca eleva o número de corpos devolvidos pela Rússia à Ucrânia desde o início do ano para mais de 16.000.

    A Ucrânia, por sua vez, devolveu várias centenas de corpos à Rússia durante o mesmo período.

    A troca de restos mortais de soldados mortos e prisioneiros de guerra constitui a única área de cooperação entre os dois países após quase quatro anos do início da invasão russa da Ucrânia.

    Em fevereiro, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, declarou a uma rede de televisão norte-americana que o seu país tinha perdido quase 46 mil soldados desde 2022, um número que os analistas consideram subestimado.

    Zelensky disse ainda que “dezenas de milhares” de soldados estão desaparecidos ou foram capturados.

    O serviço russo da BBC e o portal de notícias Mediazona, com base em dados publicamente disponíveis, afirmam ter contabilizado mais de 153.000 soldados russos mortos, embora reconheçam que o número real é provavelmente superior.

    Autoridades ucranianas anunciam ter recebido mais de mil corpos da Rússia

  • Democratas do Congresso dos EUA divulgam mais imagens do caso Epstein 

    Democratas do Congresso dos EUA divulgam mais imagens do caso Epstein 

    Congressistas norte-americanos do Partido Democrata divulgaram mais imagens relacionadas com Jeffrey Epstein, visando pressionar o governo de Donald Trump a divulgar os documentos em sua posse

    Congressistas norte-americanos do Partido Democrata divulgaram hoje mais imagens relacionadas com Jeffrey Epstein, visando pressionar o governo de Donald Trump a divulgar os documentos na sua posse sobre o caso do criminoso sexual condenado.

    A divulgação das 68 fotos, de entre 95 mil do espólio de Epstein entregue aos congressistas, aconteceu na véspera do prazo final para o governo Trump divulgar os documentos em sua posse sobre Epstein, que morreu na prisão em 2019. 

    “É tempo de o Departamento de Justiça divulgar os arquivos”, declararam no X os congressistas democratas, membros de uma influente comissão da Câmara de Representantes. 

    Na sua vitoriosa campanha presidencial de 2024, Trump prometeu revelações bombásticas sobre a investigação a Epstein, bilionário de quem foi amigo durante décadas, mas após chegar à Casa Branca classificou o caso de “farsa” por parte da oposição democrata. 

    Face à intransigência de diversos eleitos republicanos e da opinião pública quanto à divulgação dos documentos, em novembro Trump assinou uma lei que obrigava o seu governo a divulgar todos os documentos relacionados com o caso. 

    A morte de Jeffrey Epstein, encontrado enforcado na sua cela na prisão de Nova York em 10 de agosto de 2019 enquanto aguardava julgamento, alimentou inúmeras teorias da conspiração, incluindo de que foi assassinado para encobrir um escândalo com figuras proeminentes do país. 

    Algumas das fotos divulgadas hoje o mostram em um escritório com Steve Bannon, ex-conselheiro de Donald Trump, também posando com o cineasta Woody Allen e com o intelectual de esquerda Noam Chomsky aparentemente a bordo de um jato privado. 

    Outras imagens mostram passaportes e cartões de identidade pertencentes a mulheres ucranianas, russas e sul-africanas, com os seus nomes e fotos rasurados. 

    A existência de ligações entre Epstein e as pessoas retratadas era conhecida e nenhuma das fotos divulgadas desde a semana passada parece retratar qualquer comportamento criminoso. 

    Na semana passada, os deputados democratas já tinham divulgado várias imagens, incluindo de Trump e do ex-presidente Bill Clinton, bem como do ex-príncipe britânico Andrew.  

    Steve Bannon e Woody Allen também estavam entre os retratados, juntamente com Bill Gates, cofundador da Microsoft, e Richard Branson, fundador do Grupo Virgin. 

    Donald Trump sempre negou ter qualquer conhecimento de atividades criminosas de Epstein e afirma ter rompido com este no início dos anos 2000, muito antes de ser investigado judicialmente. 

    Democratas do Congresso dos EUA divulgam mais imagens do caso Epstein