Categoria: MUNDO

  • Alunos são executados na Coreia do Norte por verem "Squid Game"

    Alunos são executados na Coreia do Norte por verem "Squid Game"

    Relatório da Anistia Internacional aponta execuções públicas, campos de trabalho forçado e humilhações coletivas como punição a jovens e adultos que consomem séries, músicas e outros produtos culturais da Coreia do Sul no país

    Cidadãos da Coreia do Norte, inclusive adolescentes, vêm sendo submetidos a punições extremas por consumir produtos culturais da Coreia do Sul. As sanções incluem execuções públicas, envio a campos de trabalho forçado e humilhações coletivas, segundo denúncia divulgada pela Anistia Internacional no dia 4 de fevereiro.

    De acordo com a organização, o regime de Pyongyang trata o consumo de dramas sul-coreanos e músicas estrangeiras como um crime grave. Séries populares como Crash Landing on You, Descendants of the Sun e até o fenômeno mundial Round 6 (Squid Game) estariam entre os conteúdos que motivaram repressões severas. Ouvir músicas de grupos de K-pop, como o BTS, também pode resultar em punições.

    Relatos colhidos pela Anistia descrevem um ambiente de medo constante, no qual “a cultura sul-coreana é tratada como um crime sério”. Uma das testemunhas afirmou ter ouvido de um desertor que estudantes do ensino médio foram executados na província de Yanggang por assistirem a Round 6. A informação coincide com reportagens anteriores da Radio Free Asia, que já havia noticiado execuções semelhantes na província vizinha de Hamgyong do Norte.

    “Analisados em conjunto, esses relatos de regiões diferentes indicam múltiplas execuções relacionadas ao consumo de séries sul-coreanas”, conclui a Anistia Internacional.

    Execuções como forma de intimidação

    Segundo depoimentos, a população é obrigada a assistir às execuções como estratégia de controle social. Choi Suvin, que ainda era menor de idade quando presenciou uma dessas cenas, contou que milhares de moradores de Sinuiju foram convocados para assistir à morte de uma pessoa acusada de distribuir conteúdos estrangeiros.

    “As autoridades mandaram todo mundo ir. Eles executam pessoas para nos doutrinar e nos educar”, relatou.

    Outro depoimento, de Kim Eunju, hoje com 40 anos, reforça o padrão. “Quando tínhamos 16 ou 17 anos, eles nos levavam para ver execuções. As pessoas eram mortas por assistir ou distribuir conteúdo sul-coreano. A mensagem era clara: se você fizer isso, acontecerá o mesmo com você.”

    Apesar da repressão, o consumo desses conteúdos seria amplamente conhecido, inclusive entre agentes do próprio regime. “Trabalhadores assistem abertamente, membros do partido assistem com orgulho, agentes de segurança assistem escondidos e a polícia assiste com proteção. Todo mundo sabe que todo mundo vê”, afirmou outro entrevistado.

    Dinheiro e conexões definem o castigo

    As punições, no entanto, não atingem todos da mesma forma. Segundo os relatos, o desfecho depende do poder financeiro ou das conexões da família do acusado. Pessoas presas pelo chamado “Grupo 109”, uma unidade policial especializada em fiscalizações sem mandado, muitas vezes só conseguem escapar mediante pagamento de propina.

    “Quem não tem dinheiro chega a vender a própria casa para pagar entre cinco mil e dez mil dólares e sair de um campo de reeducação”, disse Suvin.

    Kim Joonsik, de 28 anos, contou que foi flagrado três vezes assistindo a dramas sul-coreanos antes de fugir do país, em 2019, mas nunca foi punido formalmente. “Minha família tinha contatos. Normalmente, quando alunos do ensino médio são pegos e a família tem dinheiro, recebem apenas uma advertência”, afirmou.

    Em contraste, três amigas da irmã de Joonsik foram condenadas a anos de trabalho forçado por não terem recursos para subornar as autoridades.

    Lei prevê até pena de morte

    Em 2020, o regime norte-coreano aprovou a Lei de Pensamento e Cultura Antirreacionários, que classifica produtos culturais sul-coreanos como “ideologia corrupta”. A legislação prevê penas de cinco a 15 anos de trabalho forçado para quem consome ou possui esse tipo de conteúdo.

    Nos casos considerados mais graves, como a distribuição em grande escala ou a organização de exibições coletivas, a punição pode chegar à pena de morte.
     
     

     

    Alunos são executados na Coreia do Norte por verem "Squid Game"

  • Brasileiros procuram em arquivo português provas de que são donos de terras

    Brasileiros procuram em arquivo português provas de que são donos de terras

    Documentos do período colonial guardados no Arquivo Histórico Ultramarino seguem sendo consultados para embasar disputas judiciais e pesquisas acadêmicas. Acervo reúne registros de sesmarias concedidas pela Coroa portuguesa e está hoje amplamente disponível em formato digital.

    O Arquivo Histórico Ultramarino, em Portugal, continua sendo procurado por brasileiros que buscam comprovar a posse de terras no Brasil concedidas pela Coroa portuguesa há cerca de cinco séculos. Segundo a direção da instituição, ainda hoje chegam pedidos de documentos históricos para uso em disputas judiciais contemporâneas.

    “De tempos em tempos, recebemos solicitações de cópias autenticadas para apresentação em tribunais ou para resolver litígios, apesar de se tratar de documentação histórica”, afirmou à agência Lusa a pesquisadora Ana Canas, do Centro de História da Universidade de Lisboa, que exerce funções de direção no AHU.

    O acervo reúne registros de concessões de sesmarias, sistema adotado pela Coroa portuguesa a partir do século XVI para distribuir terras no Brasil colonial. As áreas eram doadas a particulares, chamados sesmeiros, com a obrigação de ocupar e produzir nas propriedades. Essa documentação segue sendo fundamental para quem busca provar a origem da posse das terras, já que concentra os registros oficiais da administração portuguesa durante o período colonial.

    Criado em 1931 para preservar a memória da administração ultramarina, o arquivo guarda cerca de 17 quilômetros lineares de documentos que retratam as relações entre Lisboa e os territórios do antigo império português. Além do Brasil, o acervo inclui informações sobre Índia, Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Timor Leste e Macau.

    A documentação referente ao Brasil, preservada nas instalações do AHU no Palácio do Ega, em Lisboa, foi organizada no âmbito do Projeto Resgate Barão do Rio Branco. O programa de cooperação internacional teve como missão catalogar e reproduzir manuscritos históricos relacionados ao país até a independência, em 1822.

    Os portugueses chegaram ao Brasil em 1500 e a ocupação sistemática das terras teve início por volta de 1530. Todo esse processo, assim como a relação administrativa com a Coroa portuguesa até a independência, está registrado no acervo. Ao longo de mais de dez anos, cerca de 120 pesquisadores trabalharam na organização de aproximadamente 300 mil documentos ligados ao Brasil, hoje identificados, distribuídos em mais de duas mil caixas e disponíveis em formato digital.

    Entre os registros está a série Reino, do fundo do Conselho Ultramarino, que inclui, por exemplo, uma carta de 1748 do governador da ilha de Santa Catarina ao rei Dom João V. O documento relata a chegada de casais vindos dos Açores e da Madeira e destaca o papel das mulheres no processo de colonização, estratégia adotada pela Coroa para povoar o território e evitar a ocupação por outras potências europeias.

    Inicialmente microfilmados nos anos 1990, esses documentos foram posteriormente digitalizados. As imagens hoje podem ser acessadas por meio do próprio Projeto Resgate, sediado na Biblioteca Nacional do Brasil, o que facilitou a consulta e eliminou a necessidade de deslocamentos até Portugal.

    Segundo Ana Canas, a disponibilização digital do acervo provocou um aumento expressivo das pesquisas. “Houve uma avalanche de estudos, especialmente de pesquisadores brasileiros”, afirma. Desde 2014, quando o acesso se tornou mais estável, diversas teses e trabalhos acadêmicos passaram a ser produzidos por universidades brasileiras, abordando aspectos sociais, econômicos e políticos da história do país.

    Para a pesquisadora, o trabalho de organização e difusão desses documentos tem impacto direto na compreensão da identidade brasileira. Ela destaca que essa documentação faz parte não apenas da história de Portugal, mas também da memória e da identidade dos países com os quais o país se relacionou, entre eles o Brasil.

    Brasileiros procuram em arquivo português provas de que são donos de terras

  • Rússia acusa Ucrânia de atentado a tiros contra vice-chefe da inteligência militar

    Rússia acusa Ucrânia de atentado a tiros contra vice-chefe da inteligência militar

    Alexeiev é vice-chefe do GRU, a inteligência militar da Rússia. Seu superior, Igor Kostiukov, lidera a delegação russa nos Emirados Árabes Unidos que tenta chegar a um acordo de cessar-fogo com os ucranianos e os Estados Unidos.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Um oficial militar russo de alta patente, o tenente-general Vladimir Alexeiev, foi levado às pressas a um hospital após ser baleado em Moscou nesta sexta-feira (6), informaram investigadores, no mais recente de uma série de ataques contra altos oficiais militares.

    Horas mais tarde, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, acusou a Ucrânia de estar por trás do atentado, dizendo que o país invadido tenta sabotar as negociações de paz em curso em Abu Dhabi. Lavrov não apresentou provas para sustentar a afirmação -e as tratativas, ademais, continuam travadas.

    Alexeiev é vice-chefe do GRU, a inteligência militar da Rússia. Seu superior, Igor Kostiukov, lidera a delegação russa nos Emirados Árabes Unidos que tenta chegar a um acordo de cessar-fogo com os ucranianos e os Estados Unidos. Os dois lados da negociação acusam-se de não ter interesse real na paz.

    Autoridades informaram que Alexeiev foi baleado várias vezes em um prédio residencial no noroeste de Moscou por um atirador desconhecido que fugiu do local.

    Vários oficiais russos de alta patente foram assassinados desde o início da guerra na Ucrânia, com Moscou sempre culpando Kiev pelos ataques. Em alguns casos, a inteligência militar ucraniana assumiu a responsabilidade dos atentados.

    Desde dezembro de 2024, outros três oficiais do mesmo posto de Alexeiev, tenente-general (equivalente ao general de divisão no Brasil), foram mortos em Moscou ou nas proximidades.

    Os ataques têm irritado os influentes blogueiros de guerra da Rússia, levantando questionamentos sobre por que autoridades tão importantes não contam com proteção adequada. Em pelo menos dois casos, os alvos foram mortos em frente às suas casas.

    O chefe da diretoria de treinamento do Exército do Estado-Maior, tenente-general Fanil Sarvarov, foi morto por uma bomba colocada sob seu carro em 22 de dezembro.

    Alexeiev era responsável pelas relações entre o Ministério da Defesa e o grupo mercenário Wagner, liderado por Ievguêni Prigojin, que lutou em algumas das batalhas mais intensas nos estágios iniciais da guerra na Ucrânia.

    Prigojin liderou um motim em junho de 2023, quando Alexeiev foi um dos altos funcionários enviados para negociar com ele. O motim fracassou, e Prigojin morreu em um suposto acidente de avião dois meses depois.

    Rússia acusa Ucrânia de atentado a tiros contra vice-chefe da inteligência militar

  • Trump recua e apaga vídeo racista que mostra Barack e Michelle Obama como macacos

    Trump recua e apaga vídeo racista que mostra Barack e Michelle Obama como macacos

    Após a repercussão negativa, o presidente recuou e apagou o vídeo. Um funcionário da Casa Branca disse à agência de notícias AFP que o post foi compartilhado por engano por um membro da equipe e que, por isso, havia sido excluído.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou nas redes sociais um vídeo racista que retrata Barack Obama e sua mulher, Michelle, como macacos. O conteúdo remete a uma teoria da conspiração relacionada às eleições de 2020 e gerou reação de integrantes do Partido Democrata e até mesmo de republicanos.

    Após a repercussão negativa, o presidente recuou e apagou o vídeo. Um funcionário da Casa Branca disse à agência de notícias AFP que o post foi compartilhado por engano por um membro da equipe e que, por isso, havia sido excluído.

    A versão diverge de um posicionamento divulgado mais cedo nesta sexta. A secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, havia defendido o post, chamando a repercussão de “indignação falsa”.

    “Isto vem de um vídeo de meme da internet que retrata o presidente Trump como o rei da selva, e os democratas como personagens de ‘O Rei Leão’”, escreveu Leavitt em comunicado à AFP. “Por favor, parem com a indignação falsa e noticiem hoje algo que realmente importe para o público americano.”

    O vídeo publicado, que dura um minuto, termina com um trecho que mostra os rostos do ex-presidente e da ex-primeira-dama sobrepostos aos de macacos. A canção “The Lion Sleeps Tonight”, da trilha sonora de “O Rei Leão”, toca ao fundo quando o casal aparece. O conteúdo, compartilhado na Truth Social, na quinta-feira (5), foi gerado com ferramentas de inteligência artificial.

    O vídeo repete acusações falsas de que a empresa Dominion Voting Systems, fabricante de urnas eletrônicas nos EUA, ajudou a fraudar o pleito de 2020. Naquele ano, Joe Biden derrotou Trump na corrida pela Casa Branca.

    A fabricante, inclusive, processou a Fox News por difamação após a emissora divulgar afirmações de que as máquinas foram usadas para manipular o resultado das eleições. As empresas chegaram a um acordo judicial de US$ 787,5 milhões (R$ 3,9 bilhões) em 2023.

    O gabinete do governador da Califórnia, Gavin Newsom, um dos principais opositores de Trump e potencial candidato democrata à Presidência em 2028, afirmou que o presidente teve “comportamento repugnante” ao compartilhar o vídeo racista. “Todo republicano deve denunciar isto. Agora”, publicou a conta do gabinete de Newsom na rede social X.

    Ben Rhodes, ex-conselheiro de Segurança Nacional e aliado próximo de Obama, também condenou o ato. “Deixem que Trump e seus seguidores racistas sejam assombrados porque os americanos do futuro verão os Obamas como figuras queridas enquanto o estudam como uma mancha em nossa história”, escreveu.

    Tim Scott, o único senador negro do Partido Republicano, criticou o vídeo. “É a coisa mais racista que já vi sair desta Casa Branca.”
    Obama foi o único presidente negro na história dos EUA. O líder democrata, que não tem o costume de responder às provocações e aos ataques de seu opositor, não havia se pronunciado até a última atualização deste texto.

    Desde que retornou à Casa Branca no ano passado, Trump intensificou o uso de imagens geradas por IA, muitas vezes com conteúdos que ridicularizam seus críticos e opositores. O republicano utiliza publicações provocativas para mobilizar sua base conservadora.

    No ano passado, Trump publicou um vídeo gerado por IA que mostrava Barack Obama sendo preso no Salão Oval e aparecendo atrás das grades, vestindo um uniforme laranja, de detento. Na época, o democrata não reagiu à provocação.

    Trump também já publicou um vídeo produzido por IA de Hakeem Jeffries, líder da minoria democrata na Câmara dos Representantes, com um bigode falso e um chapéu. O deputado, que é um homem negro, classificou a imagem de racista.

    Jeffries também se pronunciou nesta sexta sobre o vídeo do casal Obama. “Todo republicano deve denunciar imediatamente a repugnante intolerância de Donald Trump”, escreveu ele em um post no X, chamando o presidente de “indivíduo doente”.

    Trump recua e apaga vídeo racista que mostra Barack e Michelle Obama como macacos

  • Epstein se aproximou de autoridades russas e tentou marcar reunião com Putin, diz Washington Post

    Epstein se aproximou de autoridades russas e tentou marcar reunião com Putin, diz Washington Post

    Analisando documentos publicados pelo Departamento de Justiça dos EUA, o Washington Post encontrou uma série de comunicações entre Epstein, além de tentativas por parte do financista de conseguir uma reunião com Putin.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O abusador e criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein tinha contatos com altas autoridades do governo e empresários da Rússia, incluindo pessoas ligadas ao setor de inteligência do governo Vladimir Putin, disse nesta sexta-feira (6) uma reportagem do jornal americano The Washington Post.

    Analisando documentos publicados pelo Departamento de Justiça dos EUA, o Washington Post encontrou uma série de comunicações entre Epstein, além de tentativas por parte do financista de conseguir uma reunião com Putin.

    O Kremlin disse que achar que Epstein tinha qualquer ligação com agências de espionagem do país é uma ideia estapafúrdia que “merece apenas o ridículo”. A Polônia disse que abriria uma investigação sobre as conexões russas do abusador.

    Ao longo dos anos 2010, arquivos mostram que Epstein levantou repetidamente junto ao ex-primeiro-ministro da Noruega Thorbjorn Jagland a possibilidade de um encontro com Putin. Não há provas de que essa reunião aconteceu.

    Em 2013, em conversas com o ex-premiê de Israel Ehud Barak, Epstein disse que foi convidado a um evento em São Petesburgo em que Putin estaria presente, mas disse ter recusado. “Se ele [Putin] quiser se encontrar comigo, vai precisar de tempo e privacidade”, afirmou o financista.

    No mesmo ano, Epstein escreveu a Jagland (hoje sob investigação por corrupção na Noruega): “Eu sei que você vai se encontrar com Putin no dia 20. Ele está desesperado para receber investimento ocidental no país dele, e eu tenho a solução”. E-mails parecidos foram trocados entre o abusador e o ex-primeiro-ministro de 2014 a 2018.

    Ao longo desse período, Epstein também teve uma relação próxima com Serguei Beliakov, vice-ministro para Desenvolvimento Econômico da Rússia e alto funcionário dos serviços de inteligência do Kremlin. Os dois se encontraram várias vezes nos EUA, sozinhos e na presença de outros bilionários americanos, como o magnata da tecnologia Peter Thiel.

    Epstein chegou a pedir ajuda de Beliakov com um suposto caso de chantagem. “Tem uma menina russa de Moscou tentando chantagear empresários poderosos em Nova York. É ruim para os negócios de todos os envolvidos. Sugestões?”

    Depois, Epstein disse que essa pessoa estava dizendo que “homens poderosos se aproveitam de mulheres como ela, etc”. Em resposta, Beliakov ofereceu ajuda, disse que se encontraria com uma pessoa que conhecia a mulher em questão e afirmou que ela era uma prostituta.

    Em 2016, quando Donald Trump foi eleito presidente, Beliakov escreveu para Epstein: “Parabéns pelo seu presidente”, ao que o financista retrucou: “divertido”.

    Epstein se aproximou de autoridades russas e tentou marcar reunião com Putin, diz Washington Post

  • Pai diz que filho de 5 anos preso pelo ICE tem pesadelos e acorda chorando

    Pai diz que filho de 5 anos preso pelo ICE tem pesadelos e acorda chorando

    Criança não é mais a mesma desde que tudo aconteceu, disse o pai. “Ele me liga quando acorda e diz: ‘Papai, papai’, então eu tenho que ir até ele”, afirmou Adrian em entrevista ao site Noticias Telemundo. Família retornou a Minneapolis no último sábado, depois que um juiz federal ordenou que fossem libertados enquanto aguardam a análise de seus pedidos de asilo.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Adrian Alexander Conejo Arias, pai do pequeno Liam Conejo Arias, de cinco anos, afirmou que o filho acorda chorando durante a noite, aterrorizado com a possibilidade de sua família ser separada novamente. Pai e filho ficaram mais de uma semana detidos pelo ICE.

    Criança não é mais a mesma desde que tudo aconteceu, disse o pai. “Ele me liga quando acorda e diz: ‘Papai, papai’, então eu tenho que ir até ele”, afirmou Adrian em entrevista ao site Noticias Telemundo. Família retornou a Minneapolis no último sábado, depois que um juiz federal ordenou que fossem libertados enquanto aguardam a análise de seus pedidos de asilo.

    Liam está com febre e tosse desde que voltou para casa. Durante o período em que esteve preso junto com o filho, Adrian lembrou que passava grande parte do tempo tentando acalmar Liam. Ele disse que contava histórias para o filho e relembrava momentos felizes de passeios em família.

    Durante a detenção, a criança estava muito assustada e frequentemente perguntava o que tinham feito de errado. O pai não tinha muito o que dizer, por isso, contou ele, que apenas abraçava o filho e dizia que tudo ficaria bem.

    Questionado sobre como explicaria a Liam tudo o que aconteceu, Adrian disse que diria ao filho que ele se tornou um símbolo de esperança e mudança. “Ele foi a figura global que fez tudo isso para que as vozes das pessoas que exigem liberdade fossem ouvidas, especialmente as das crianças que ainda estão presas”, disse. “Eu diria a ele que ele foi muito corajoso e que tenho muito orgulho dele”.

    Família equatoriana foi libertada do Centro Residencial Familiar do Sul do Texas. Eles viajaram mais de 2.300 quilômetros de avião para voltar para casa, em Minneapolis. O caso virou mais um ponto de conflito nas políticas de imigração dos Estados Unidos durante o governo Trump.

    Liam foi detido com o pai, logo após voltar da pré-escola em 20 de janeiro. Ele usava um gorro azul com orelhas de coelho e uma mochila do Homem-Aranha quando foi colocado sob custódia por um agente do ICE -no total, quatro alunos de escolas públicas de Minneapolis foram detidos.

    Outro adulto que vivia com os dois e estava presente no momento da detenção implorou aos agentes para que deixassem a criança ficar, sem sucesso. O relato foi dado por Zena Stenvik, superintendente da rede de Escolas Públicas de Columbia Heights.

    A porta-voz do Departamento de Segurança Interna dos EUA, afirmou na ocasião da detenção que “o ICE não teve como alvo a criança”. Em comunicado, Tricia McLaughlin afirmou que os agentes estavam atrás do pai do menino e, que durante a prisão, Conejo Arias “fugiu a pé”. “Para a segurança da criança, um dos nossos agentes do ICE permaneceu com o menino”, enquanto os outros apreendiam o seu pai, acrescentou.

    Já a superintendente da rede escolar de Columbia Heights afirmou que a família de Liam segue os parâmetros legais dos EUA e “tem um processo de asilo ativo, sem ordem de deportação”. “Por que deter uma criança de 5 anos?”, questionou Stenvik. “Não me venham dizer que essa criança será classificada como criminosa ou violenta”.

    Pai diz que filho de 5 anos preso pelo ICE tem pesadelos e acorda chorando

  • Justiça dos EUA marca julgamento de Luigi Mangione por assassinato de CEO

    Justiça dos EUA marca julgamento de Luigi Mangione por assassinato de CEO

    Mangione será julgado por homicídio no estado de Nova York. Ao sair do tribunal hoje, Mangione disse: “Um mais um é igual a dois. Isso é dupla punição, segundo qualquer julgamento de bom senso”. Ele se declarou inocente de todas as acusações e enfrenta a possibilidade de prisão perpétua se for condenado pelas acusações.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O julgamento de Luigi Mangione, 27, acusado de assassinar o CEO da UnitedHealthcare, será realizado no dia 8 de junho deste ano, segundo informou o tribunal estadual de Nova York nesta sexta-feira (6).

    Mangione será julgado por homicídio no estado de Nova York. Ao sair do tribunal hoje, Mangione disse: “Um mais um é igual a dois. Isso é dupla punição, segundo qualquer julgamento de bom senso”. Ele se declarou inocente de todas as acusações e enfrenta a possibilidade de prisão perpétua se for condenado pelas acusações.

    Justiça de Nova York marcou julgamento hoje durante audiência. Mangione participou acompanhado de seus advogados. O juiz da Suprema Corte do estado de Nova York, Gregory Carro, proferiu a decisão de realizar o julgamento estadual apesar dos apelos dos advogados de defesa de que não estavam preparados e que tinham um julgamento federal pendente, marcado para começar em abril. Carro, no entanto, disse aos advogados de Mangione para se prepararem para o julgamento estadual em junho.

    A data de início do julgamento, 8 de junho, é quase um mês anterior à data de 1º de julho solicitada pelos promotores. “Luigi Mangione está sendo colocado em uma posição terrível com dois processos diferentes. Não é da sua alçada atuar neste caso em meio a um processo federal que já está marcado para julgamento”, disse a advogada de defesa Karen Agnifilo.

    Luigi Mangione é acusado de assassinar Brian Thompson, 50, CEO da UnitedHealthCare, em 4 de dezembro de 2024. Ele foi preso cinco dias depois, na Pensilvânia.

    CEO estava em frente ao hotel Hilton de Midtown, onde uma conferência de investidores era realizada. Ele faria uma apresentação no evento, mas foi atingido pouco antes das 7h (9h, no horário de Brasília).

    Policiais tentaram reanimar Thompson e o levaram a um hospital, onde a morte foi confirmada. “Estamos profundamente tristes e chocados com o falecimento de nosso querido amigo e colega Brian Thompson, diretor-executivo da UnitedHealthcare”, disse a empresa em comunicado.

    Polícia acredita que o crime tivesse sido motivado por uma “fúria” de Luigi com a indústria de planos de saúde americana. Um manifesto que teria sido escrito por ele chamava os responsáveis pelos planos de “parasitas” e as balas usadas no crime tinham os termos “negar” e “atrasar”, em referência a táticas usadas pelas companhias para evitar pagar valores aos assegurados.

    Mesmo preso, Mangione conquistou seguidores como uma forma de protesto contra o sistema de planos de saúde nos EUA. Apoiadores, principalmente mulheres, têm marcado presença em sessões do judiciário sobre o caso. Alguns dos apoiadores trajam camisas com os dizeres “Libertem Luigi” ou levam placas em protesto.

    UnitedHealth Group faturou 100 bilhões de dólares no terceiro trimestre de 2024. A UnitedHealthcare, administrada pela vítima, é um braço da companhia que administra produtos de saúde, como Medicare e Medicaid, para pessoas idosas e de baixa renda, financiados pelos orçamentos estatais.

    Justiça dos EUA marca julgamento de Luigi Mangione por assassinato de CEO

  • Entenda o que há nos arquivos do caso Epstein, as relações com Trump e nomes brasileiros

    Entenda o que há nos arquivos do caso Epstein, as relações com Trump e nomes brasileiros

    Entre os nomes citados estão o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, além de ex-chefes de Estado, membros da realeza britânica e empresários. Os arquivos reúnem milhões de páginas, imagens e mensagens divulgadas sem contexto pelo Departamento de Justiça americano

    (CBS NEWS) – A divulgação de uma nova leva de documentos do caso Jeffrey Epstein voltou a expor a dimensão das relações mantidas pelo financista e abusador com políticos, empresários e celebridades. Entre os nomes citados estão o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, além de ex-chefes de Estado, membros da realeza britânica e empresários. Os arquivos reúnem milhões de páginas, imagens e mensagens divulgadas sem contexto pelo Departamento de Justiça americano.

    Os documentos não trazem provas conclusivas de envolvimento criminal para a maioria dos citados, mas recolocam sob escrutínio laços pessoais e profissionais de Epstein -condenado por crimes sexuais e morto na prisão em 2019- e alimentam controvérsias sobre o uso político das revelações nos EUA, onde Trump nega irregularidades e pede que o país “vire a página” do escândalo.
    Veja abaixo os principais tópicos sobre o caso de Jeffrey Epstein.
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    QUEM É JEFFREY EPSTEIN?

    Jeffrey Epstein nasceu no Brooklyn, em Nova York, em 20 de janeiro de 1953, e iniciou sua carreira como professor de matemática no colégio de elite Dalton School, em Manhattan, apesar de não possuir diploma universitário. Ele rapidamente ascendeu no mundo financeiro, atuando como consultor e gestor de fortunas de clientes bilionários.

    O QUE É O CASO JEFFREY EPSTEIN?

    O escândalo envolve uma vasta rede de exploração e tráfico sexual de menores que o financista Jeffrey Epstein, com a ajuda de sua ex-namorada Ghislaine Maxwell, supostamente operava. Epstein era acusado de pagar por atos sexuais com meninas adolescentes, de traficar dezenas de jovens, algumas com apenas 14 anos, e de forçá-las a prestar serviços sexuais em suas propriedades em Nova York, Flórida, Novo México e em sua ilha particular no Caribe -que posteriormente ficou conhecida como ilha Epstein.

    PELO QUE JEFFREY EPSTEIN JÁ FOI CONDENADO?

    Jeffrey Epstein foi condenado em 2008 por solicitação de prostituição de uma menor. Ele se declarou culpado em um tribunal estadual de duas acusações criminais, incluindo aliciamento de menor, em um acordo para evitar acusações federais que, mais tarde, levantaria suspeitas por supostamente ter sido leniente demais.

    QUAIS SÃO OS OUTROS SUPOSTOS CRIMES DE JEFFREY EPSTEIN?

    Além do crime pelo qual foi condenado, Epstein foi acusado de diversos outros. Em 2019, foi novamente preso e acusado de tráfico sexual e conspiração para traficar menores para fins sexuais.

    O QUE É A ‘LISTA DE EPSTEIN’?

    A “lista de Epstein” refere-se a um suposto arquivo ou registro que detalharia os clientes que teriam participado das atividades sexuais ilícitas do financista. Essa hipótese circulou amplamente nas redes sociais e foi impulsionada por aliados de Trump que prometeram divulgá-la caso chegassem ao poder.

    No entanto, o Departamento de Justiça e o FBI, sob o governo Trump, afirmaram que os arquivos sobre Epstein não continham evidências de uma “lista de clientes incriminadora” e que tal lista nunca existiu.

    COMO JEFFREY EPSTEIN MORREU?

    Epstein se suicidou em sua cela em uma prisão em Nova York, em 2019, enquanto aguardava julgamento pelas acusações de tráfico sexual. Embora médicos legistas tenham classificado a morte de suicídio, ela permaneceu envolvida em polêmica e é alvo de diversas teorias da conspiração que, sem provas, insinuam que ele teria sido assassinado para evitar que implicasse autoridades, celebridades e magnatas.

    QUEM SÃO OS BRASILEIROS CITADOS NOS DOCUMENTOS DE EPSTEIN?

    Diversos brasileiros são citados nos arquivos, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), além do osteopata Reinaldo Ávila da Silva, do arquiteto Arthur Casas e de mulheres brasileiras associadas à agência Ford Models. Lula é citado em emails em que Epstein afirma ter participado de uma ligação com Noam Chomsky quando o petista estava preso, versão negada pela Presidência. No caso de Bolsonaro, há mensagens entre Epstein e Steve Bannon sobre a eleição brasileira de 2018, sem indícios de contato direto com o ex-presidente. Reinaldo Ávila da Silva recebeu transferências de Epstein para custear estudos na área de osteopatia, segundo reportagens. Arthur Casas surge em trocas de mensagens sobre um possível projeto arquitetônico na ilha de Epstein, tendo realizado apenas uma visita técnica, segundo seu escritório. Já a Ford Models aparece em emails sobre negociações que a empresa afirma nunca terem existido. Ser citado nos documentos não implica envolvimento em crimes, e os materiais foram divulgados sem contexto.

    QUAIS AS RELAÇÕES DE EPSTEIN COM TRUMP?

    O novo lote de arquivos inclui trechos sobre Donald Trump, citado em documentos que incluem uma denúncia de abuso sexual contra uma menor de idade, supostamente ocorrido há mais de 30 anos em Nova Jersey, sem detalhes adicionais nem indicação de investigação posterior. Trump nega qualquer envolvimento em crimes, afirma não ter conhecimento das irregularidades cometidas por Epstein -de quem foi amigo por cerca de 15 anos- e diz que as acusações fazem parte de uma conspiração contra ele, defendendo que o país “vire a página” do escândalo. O presidente não responde formalmente por irregularidades ligadas ao caso.

    Ambos se conheceram na região de Palm Beach, na Flórida, onde tinham propriedades e, por isso, frequentavam jantares e festas em ambientes como a mansão de Epstein em Nova York e o clube de Trump Mar-a-Lago, na Flórida, além de viajarem em jatos particulares.

    Trump chegou a descrever o financista como um “cara incrível” e afirmou: “Ele gosta de mulheres bonitas tanto quanto eu, e muitas delas são mais jovens”. A amizade terminou por volta de 2004, após um desentendimento relacionado a uma propriedade imobiliária, que ambos disputaram e o presidente conseguiu arrematar. Trump disse ter banido Epstein de seu resort devido a seu comportamento inadequado com a filha de um membro.

    Parte dos documentos publicados incluem trocas de mensagens entre Epstein, o escritor americano Michael Wolff e Ghislaine Maxwell. Nas mensagens, Epstein escreveu que Trump passou “horas em sua casa” com uma das vítimas e que o atual presidente “sabia sobre as meninas” envolvidas em seu esquema, sem esclarecer o que quis dizer exatamente com a frase. O presidente também afirmou que o caso era uma armadilha orquestrada pelos democratas.

    O QUE OUTROS FAMOSOS COMO ELON MUSK, BILL GATES, BILL CLINTON E WOODY ALLEN TÊM A VER COM EPSTEIN?

    Elon Musk, Bill Gates e Howard Lutnick, secretário de Comércio dos EUA, são alguns dos nomes que aparecem relacionados a Epstein nos documentos do lote mais recente.

    Musk e Epstein teriam trocado mensagens combinando um encontro na Flórida ou no Caribe entre 2012 e 2014. Lutnick planejava uma visita à ilha do financista em 2012, embora tenha afirmado que cortou laços com Epstein em 2005.

    Emails publicados mostram que o financista, em 2013, afirmou que Gates mantinha relações sexuais extraconjugais e disse ter ajudado o bilionário a conseguir medicamentos “para lidar com as consequências do sexo com garotas russas”. A Fundação Gates classifica as acusações de “absolutamente absurdas e completamente falsas”.

    O ex-presidente democrata Bill Clinton apareceu em fotografias do primeiro lote disponibilizado pelo Departamento de Justiça, em 19 de dezembro. Pouco depois da liberação do segundo conjunto, em sua primeira manifestação sobre a divulgação dos arquivos de Epstein, Trump disse não gostar de ver publicadas as imagens que mostram Clinton e outras pessoas e classificou a exposição de “algo terrível”.

    Outras celebridades, como Mick Jagger, Michael Jackson, Diana Ross, e Chris Tucker são mencionadas em documentos ou aparecem em fotografias dos arquivos de Epstein. Não há, no entanto, evidências de que essas pessoas cometeram irregularidades ou tinham conhecimento sobre os crimes do financista.

    E O QUE OS NOVOS DOCUMENTOS DE EPSTEIN MOSTRAM SOBRE O EX-PRÍNCIPE ANDREW?

    Os arquivos incluem fotografias que parecem mostrar o ex-príncipe Andrew ajoelhado sobre uma mulher não identificada, totalmente vestida, deitada no chão. Os documentos também trazem emails de 2010 que indicam convites feitos por Epstein a Andrew, incluindo jantares com uma mulher russa de 26 anos, trocados após o financista já ter se declarado culpado por crimes sexuais. Andrew, filho da rainha Elizabeth 2ª e irmão do rei Charles 3º, sempre negou qualquer irregularidade e afirma não ter tido conhecimento dos crimes de Epstein.

     

    Entenda o que há nos arquivos do caso Epstein, as relações com Trump e nomes brasileiros

  • Prêmio Estrela do Atlântico destaca brasileiros que brilham na Europa

    Prêmio Estrela do Atlântico destaca brasileiros que brilham na Europa

    Criado por imigrantes, o evento chega à terceira edição no Porto e reúne influenciadores, empresários e personalidades brasileiras que se destacam no continente europeu, com votação popular recorde, apresentações musicais e forte engajamento da comunidade fora do país

    Um evento criado por brasileiros na Europa vem se consolidando como uma das principais vitrines da comunidade imigrante no continente. A terceira edição do Prêmio Estrela do Atlântico, marcada para 1º de março, no Porto, em Portugal, reforça esse protagonismo ao reunir influenciadores, empresários e personalidades que se destacam fora do Brasil.

    A cerimônia acontece no tradicional Teatro Sá da Bandeira e já registra forte procura por ingressos, além de recorde de participação popular nas votações online, que ultrapassaram 40 mil votos. A programação inclui apresentações musicais, entrega de troféus e momentos dedicados à valorização da cultura brasileira.

    Idealizado pelo empresário Higor Cerqueira, o prêmio surgiu com a proposta de reconhecer brasileiros que decidiram recomeçar a vida na Europa e conseguiram se destacar em áreas como comunicação, cultura, inovação, serviços e responsabilidade social. Para ele, a iniciativa vai além de uma premiação formal. “Não é fácil ser imigrante. O Estrela do Atlântico é uma forma de celebrar as conquistas de quem vem de fora, ocupa espaços relevantes e contribui ativamente para a sociedade onde vive”, afirma.

    A escolha de um dos teatros mais emblemáticos do Porto também carrega um significado simbólico. Segundo Cerqueira, o evento mostra que a comunidade brasileira está integrada à vida cultural portuguesa. “É dizer publicamente que os imigrantes não estão à margem, mas fazem parte do centro da sociedade, com voz e protagonismo”, destaca.

    Nesta edição, concorrem 112 influenciadores digitais brasileiros que vivem em diferentes países da Europa e somam mais de 13 milhões de seguidores nas redes sociais. Os nomes foram indicados pelo público por meio do site oficial do prêmio. Além deles, 24 empresários brasileiros também disputam troféus em categorias voltadas a negócios e empreendedorismo.

    O envolvimento do público transformou o prêmio em um assunto recorrente nas redes sociais e em grupos de brasileiros no exterior. Como parte dessa expansão, a organização prepara o lançamento de um podcast oficial, que vai mostrar os bastidores do evento, apresentar histórias dos indicados e revelar como a premiação é construída.

    Na edição anterior, cerca de 10 mil pessoas acompanharam a transmissão ao vivo pela internet, além da plateia com ingressos esgotados. Em 2026, a procura aumentou ainda mais: plateia e tribunas do teatro já estão lotadas, restando poucos lugares nos balcões.

    Inspirado em grandes eventos internacionais, o Estrela do Atlântico aposta em tapete vermelho, música ao vivo e intervenções artísticas que reforçam a identidade brasileira. Um coral formado por imigrantes voluntários participa da cerimônia, e o encerramento fica por conta da Batucada Radical, levando percussão e energia brasileira ao palco português.

    “Mais do que premiar pessoas, o Estrela do Atlântico é sobre reconhecimento coletivo. É mostrar que os brasileiros na Europa não apenas vivem lá, mas constroem, criam, empreendem e deixam sua marca”, resume Higor Cerqueira.

    Prêmio Estrela do Atlântico destaca brasileiros que brilham na Europa

  • Aniversário de luxo de menina gera polêmica com cobrança de ingresso

    Aniversário de luxo de menina gera polêmica com cobrança de ingresso

    A comemoração ocorreu em Liverpool, no Reino Unido, e contou com DJ, bailarinas e área VIP. O evento dividiu opiniões nas redes sociais, com críticas ao que foi visto como exagero e defesa do sucesso da aniversariante na internet

    Uma família britânica virou alvo de críticas nas redes sociais após organizar uma festa de aniversário considerada extravagante para a filha de 12 anos.

    A celebração marcou o aniversário de Lacey.m.xxx, adolescente que já acumula grande popularidade nas redes sociais. A comemoração chamou atenção pelo porte incomum, comparado por muitos a eventos voltados ao público adulto.

    A família alugou um espaço em Liverpool, no Reino Unido, contratou DJ, bailarinas e montou até uma área VIP exclusiva. Um vídeo publicado pela própria aniversariante em seu perfil no TikTok mostra a dimensão do evento, incluindo sua chegada ao local em um vestido rosa chamativo e em um carro de luxo.

    Para participar da festa, era necessário comprar um ingresso no valor de 38 libras, o equivalente a cerca de 48 euros. Segundo o jornal britânico The Mirror, a venda dos bilhetes teria rendido aproximadamente 54 mil libras à família, mais de 62 mil euros.

    A repercussão foi imediata. Parte do público criticou o que considerou excesso, tanto pelo padrão da festa quanto pela exposição da menor nas redes sociais. Algumas pessoas que estiveram no local relataram frustração por não conseguirem se aproximar da aniversariante, que permaneceu a maior parte do tempo na área VIP.

    Nas redes, os comentários se dividiram. “Alguém disse mimada?”, questionou uma internauta. Outro usuário ironizou a presença de seguranças no evento e perguntou se isso era realmente necessário.

    Por outro lado, fãs da jovem saíram em sua defesa. Muitos afirmaram admirar Lacey e destacaram que o sucesso nas redes sociais explica a grandiosidade da celebração, afirmando que o destaque alcançado pela adolescente não pode ser ignorado.

    Confira acima algumas das imagens da festa que agitou a noite britânica e conheça a sua protagonista.

    Aniversário de luxo de menina gera polêmica com cobrança de ingresso