Categoria: MUNDO

  • Gata desaparecida há 443 dias volta a casa nos EUA. "Milagre de Natal"

    Gata desaparecida há 443 dias volta a casa nos EUA. "Milagre de Natal"

    Gabby, uma gata que desapareceu durante a passagem do furacão Helene pelos Estados Unidos, regressou a casa este mês, depois de mais de um ano perdida. Reencontro com a família aconteceu após ser encontrado microchip, que “pode ser a diferença entre um desgosto ou uma reunião familiar feliz”.

    Uma gata que havia desaparecido durante a passagem do furacão Helene pelos Estados Unidos, em setembro do ano passado, foi encontrada neste mês e devolvida à família.

    De acordo com uma publicação compartilhada no Facebook da Avery Humane Society, o animal, chamado Gabby, foi encontrado no dia 13 e encaminhado à organização.

    Os funcionários conseguiram identificar que a gata estava separada de sua família desde a passagem do furacão Helene, que deixou mais de 250 mortos nos Estados Unidos, tornando-se o segundo furacão mais letal desde o Katrina, que, em 2005, causou cerca de 1.800 mortes.

    “Quando a examinamos, descobrimos que ela tinha um microchip. Investigamos um pouco e constatamos que ela havia desaparecido durante o furacão Helene — há 443 dias. Hoje, depois de todo esse tempo, ela finalmente voltou para o seu lugar e foi reunida com sua família”, diz a mensagem publicada nas redes sociais.

    O furacão Helene começou a causar destruição na costa da Flórida em 26 de setembro de 2024 e deixou marcas em seis estados norte-americanos, com a maioria das mortes registrada na Carolina do Norte. Antes de atingir a categoria de furacão, o sistema passou como tempestade por Cuba e pelo México.

    “Isso me deixa muito feliz”: as reações e a importância do microchip
    O reencontro de Gabby com sua família comoveu usuários nas redes sociais, com alguns comentários afirmando que se tratava de “um milagre de Natal”.

    “Eu não estou chorando, vocês é que estão”, escreveu uma pessoa na seção de comentários, dizendo que eram “lágrimas de felicidade”.

    “Isso me deixa muito feliz”, comentou outro usuário do Facebook.

    A organização aproveitou a história para reforçar a importância do uso de microchips em animais de estimação. “Eles são mais do que apenas um número; são uma salvação. Em momentos de caos, desastres naturais ou mesmo acidentes do dia a dia, podem ser a única forma de trazer um animal perdido de volta para casa. Mas o microchip só funciona se as informações associadas a ele estiverem atualizadas”, alertou.

    A instituição destacou ainda que o microchip “pode ser a diferença entre a dor da perda e um reencontro feliz”.

    Esse “milagre de Natal”, porém, não foi o único registrado neste período. Na Califórnia, um cachorro também se reencontrou com sua família — cinco anos depois de ter desaparecido. Choco, o cão em quem a tutora Patricia Orozco nunca deixou de pensar, foi encontrado do outro lado do país, no estado de Michigan, a cerca de 3.700 quilômetros de distância. Assim como Gabby, Choco tinha um microchip, que permitiu identificar seus donos.

    “Ele continua sendo o mesmo cão amoroso”, contou a tutora.

    Gata desaparecida há 443 dias volta a casa nos EUA. "Milagre de Natal"

  • Zelensky lamenta "sinais negativos" de Moscou durante negociações de paz

    Zelensky lamenta "sinais negativos" de Moscou durante negociações de paz

    O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, destacou hoje a necessidade de negociações de paz construtivas nos Estados Unidos, mas lamentou que “apenas cheguem sinais negativos” da parte russa.

    Estamos fazendo progressos bastante rápidos, e nossa equipe na Flórida tem trabalhado com o lado americano. Representantes europeus também foram convidados. É importante que essas negociações sejam construtivas, e muito depende de a Rússia sentir a necessidade real de encerrar a guerra, e não de se envolver em jogos retóricos ou políticos”, escreveu Zelensky na rede X.

    As conversas estão em andamento em Miami, na Flórida, entre o enviado do Kremlin, Kirill Dmitriev, e os representantes da Casa Branca Steve Witkoff e Jared Kushner, sobre o plano de paz para a Ucrânia. Os encontros ocorrem após uma reunião realizada na sexta-feira com a delegação ucraniana e também com representantes europeus.

    Na mensagem, o presidente ucraniano criticou que, “infelizmente, os sinais reais vindos da Rússia continuam sendo apenas negativos”.

    Zelensky relatou que seguem ocorrendo “ataques nas linhas de frente, crimes de guerra russos nas regiões fronteiriças”, além de bombardeios contra a infraestrutura energética, acrescentando que “o mundo não pode permanecer em silêncio diante de tudo isso”.

    Ao mesmo tempo, afirmou que há um sentimento generalizado de que, após o trabalho realizado pela equipe ucraniana nos Estados Unidos — liderada pelo secretário do Conselho de Segurança Nacional, Rustem Umerov —, “seria aconselhável realizar consultas em um contexto mais amplo” com os parceiros europeus.

    No sábado, o líder ucraniano revelou uma proposta dos Estados Unidos para um novo formato de negociação, com reuniões diretas entre enviados de Moscou e de Kiev, mas a Rússia já descartou essa possibilidade.

    “Ninguém falou seriamente sobre essa iniciativa ainda e, pelo que sei, não se está trabalhando nisso”, afirmou nesta segunda-feira o conselheiro diplomático do Kremlin, Yuri Ushakov, citado pelas agências russas Interfax e TASS.

    Ushakov acrescentou que o negociador russo Kirill Dmitriev falará apenas com representantes norte-americanos nos encontros previstos em Miami.

    Antes de se reunirem com Dmitriev, enviados do presidente norte-americano, Donald Trump, conversaram na sexta-feira, também em Miami, com Rustem Umerov e com representantes da Alemanha, França e Reino Unido.

    Antes da rodada de contatos com representantes de Kiev e Moscou, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, alertou na sexta-feira que Washington não pode impor a paz na Ucrânia.

    A nova rodada de negociações em solo norte-americano ocorre após o presidente russo, Vladimir Putin, afirmar na sexta-feira que “a bola está totalmente do lado dos adversários ocidentais, principalmente do chefe do regime de Kiev e de seus patrocinadores europeus”.

    Putin também disse que Moscou já aceitou compromissos durante as negociações com Washington, apesar de reafirmar que pretende atingir seus objetivos militares na Ucrânia e de rejeitar a presença de tropas da OTAN no país vizinho como parte de garantias de segurança a Kiev.

    Antes dessa nova rodada de contatos, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que os negociadores “estão perto de chegar a um acordo” e aconselhou os líderes ucranianos a agirem rapidamente.

    Zelensky também relatou, na semana passada, avanços rumo a um entendimento entre Kiev e Washington sobre o conteúdo de um plano a ser proposto a Moscou, mas alertou ao mesmo tempo que a Rússia está se preparando para mais um ano de guerra em 2026.

    A proposta de Washington passou por várias versões e, inicialmente, foi acusada de atender às principais exigências do Kremlin, incluindo a cessão de regiões parcialmente ocupadas pela Rússia na Ucrânia. Kiev também teria de abrir mão da adesão à OTAN e de seus planos de ampliação do contingente militar.

    Os detalhes do novo acordo, revisado por Kiev, ainda não são conhecidos, mas, segundo Zelensky, envolvem concessões territoriais da Ucrânia em troca de garantias de segurança do Ocidente.

    Zelensky lamenta "sinais negativos" de Moscou durante negociações de paz

  • EUA capturam terceira embarcação em águas internacionais perto da Venezuela, diz agência

    EUA capturam terceira embarcação em águas internacionais perto da Venezuela, diz agência

    A Venezuela, que possui as maiores reservas de petróleo do mundo, tem uma economia dependente de exportações dessa commodity.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Os Estados Unidos interceptaram uma terceira embarcação em águas internacionais perto da costa da Venezuela neste domingo (21), de acordo com relatos de funcionários do governo feitos à agência de notícias Reuters.

    Se confirmada, essa seria a segunda operação do tipo realizada pelo governo de Donald Trump apenas neste fim de semana, aumento ainda mais a pressão sob o regime de Nicolás Maduro. No sábado (20), os Estados Unidos já haviam apreendido outro barco, poucos dias depois de Trump anunciar um “bloqueio total” a todos os petroleiros sancionados que entram ou saem da Venezuela.

    Os funcionários, que falaram sob condição de anonimato, não informaram qual embarcação foi interceptada nem divulgaram a localização exata da operação.

    A Venezuela, que possui as maiores reservas de petróleo do mundo, tem uma economia dependente de exportações dessa commodity.

    EUA capturam terceira embarcação em águas internacionais perto da Venezuela, diz agência

  • Clinton minimiza ficheiros Epstein e acusa Trump de desviar atenções

    Clinton minimiza ficheiros Epstein e acusa Trump de desviar atenções

    Um porta-voz do ex-presidente norte-americano Bill Clinton afastou hoje qualquer ligação à rede de tráfico infantil liderada por Jeffrey Epstein e acusou o atual líder da Casa Branca, Donald Trump, de tentar desviar atenções sobre o escândalo.

    Entre cerca de 4.000 arquivos divulgados na sexta-feira pelo Departamento de Justiça, dentro do prazo estabelecido por lei para sua publicação, várias fotos mostram Jeffrey Epstein na companhia de superestrelas como Michael Jackson, Mick Jagger e do ex-presidente Bill Clinton.

    No entanto, alguns rostos foram obscurecidos, assim como grandes trechos de documentos, incluindo uma lista de 254 “massagistas” com os nomes ocultados e 119 páginas de um documento judicial de um tribunal de Nova York, que apareceram totalmente riscadas, sem explicação.

    Em reação, Angel Ureña, porta-voz de Bill Clinton, criticou o fato de a Casa Branca ter mantido os arquivos em sigilo por meses para depois divulgá-los em uma sexta-feira à noite, sugerindo que a motivação não seria a proteção do ex-presidente democrata.
    “Trata-se de se proteger do que está por vir, ou do que tentarão esconder para sempre”, afirmou.

    Em uma mensagem publicada na rede X, Ureña declarou que as autoridades norte-americanas “podem divulgar quantas fotos granuladas de mais de 20 anos quiserem”, mas enfatizou que “isso não tem nada a ver com Bill Clinton”.

    O porta-voz destacou que “há dois tipos de pessoas” nesse caso: o primeiro grupo não sabia de nada e rompeu relações com Epstein antes que seus crimes viessem a público; o segundo manteve contato com ele mesmo após as denúncias.
    “Nós estamos no primeiro grupo”, declarou.

    “Nenhuma tentativa de atraso por parte do segundo grupo vai mudar isso. Todos, especialmente os seguidores do MAGA, esperam respostas, não bodes expiatórios”, acrescentou, em referência ao movimento de apoio a Donald Trump, que também manteve proximidade com Epstein.

    O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, acusou nesta sexta-feira o Departamento de Justiça de violar a lei após a divulgação parcial dos arquivos relacionados ao criminoso sexual condenado.

    Segundo Schumer, faltam documentos nos arquivos e muitos dos que foram divulgados sofreram censura, com rostos desfocados em fotografias e trechos de documentos suprimidos — inclusive materiais do grande júri, considerados fundamentais para identificar os responsáveis pelos abusos.

    Alguns políticos republicanos também criticaram as ações do Departamento de Justiça, como o deputado do Kentucky Thomas Massie, que liderou a campanha de aprovação do projeto de lei ao lado do democrata Ro Khanna.

    Ambos ressaltaram que a legislação foi criada especificamente para impedir a censura por parte do Departamento de Justiça.

    Nesta sexta-feira, novos arquivos sobre Jeffrey Epstein — que se suicidou em 2019 — também foram divulgados, incluindo materiais do grande júri relacionados ao seu caso e ao de sua cúmplice e ex-companheira, Ghislaine Maxwell.

    Entre os documentos recém-publicados estão várias apresentações em PowerPoint que promotores federais apresentaram aos membros do grande júri para formalizar as acusações contra Epstein e Maxwell.

    Uma dessas apresentações, datada de 18 de junho de 2019, contém diversas anotações telefônicas com mensagens manuscritas como “Tenho uma garota para ele” ou “ela tem garotas para o Sr. J.E.”.

    Em uma das anotações, alguém registrou que Epstein havia recebido uma ligação do atual presidente dos Estados Unidos, embora não haja mais detalhes sobre o motivo do telefonema.

    Questionado pela imprensa na sexta-feira, Donald Trump se recusou a comentar o caso.

    No entanto, sua equipe rapidamente se apropriou de uma foto que mostraria Bill Clinton (1993–2001), cujos vínculos com Epstein já eram conhecidos, em um ambiente que aparenta ser uma banheira de hidromassagem, imagem parcialmente ocultada por um retângulo preto.

    Ex-próximo de Jeffrey Epstein e frequentador dos mesmos círculos sociais, Donald Trump sempre negou ter conhecimento do comportamento criminoso do empresário e afirma que rompeu relações com ele antes do início das investigações oficiais.

    Embora tenha declarado durante a campanha presidencial de 2024 que apoiava a divulgação dos arquivos de Epstein, Trump resistiu por muito tempo a fazê-lo, classificando o caso como uma farsa orquestrada pelos democratas.

    No entanto, o líder republicano acabou cedendo à pressão do Congresso e até de parte de seus próprios apoiadores, sancionando em novembro uma lei que exige transparência sobre o caso por parte de sua administração.

    Clinton minimiza ficheiros Epstein e acusa Trump de desviar atenções

  • Rússia descarta negociações diretas com Kiev e Europa

    Rússia descarta negociações diretas com Kiev e Europa

    A Rússia descartou hoje, por enquanto, a possibilidade de iniciar um novo formato de conversações de paz para a Ucrânia que inclua negociações diretas com Kiev e representantes europeus.

    Ninguém falou seriamente sobre essa iniciativa ainda e, pelo que sei, não se está trabalhando nisso”, afirmou o conselheiro diplomático do Kremlin (Presidência), Yuri Ushakov, citado pelas agências de notícias russas Interfax e TASS.

    Ushakov comentava as declarações do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que disse no sábado que Washington teria proposto a realização de negociações de paz conjuntas com representantes da Ucrânia e da Rússia e, possivelmente, de países europeus.

    Para reforçar essa posição, Ushakov afirmou que o negociador russo Kirill Dmitriev, que está nos Estados Unidos, conversará apenas com representantes norte-americanos.

    “Ele falará com os nossos parceiros, com quem já nos reunimos repetidamente, os parceiros norte-americanos. Não sei se há ucranianos lá”, declarou, segundo as agências Europa Press e EFE.

    Ushakov acrescentou que Dmitriev informará Moscou sobre as consultas realizadas na cidade norte-americana de Miami com representantes da Casa Branca, Steve Witkoff e Jared Kushner.

    “Dmitriev retornará a Moscou, apresentará seu relatório e discutiremos o que fazer a seguir”, afirmou o conselheiro, também citado pela agência France-Presse (AFP).

    Uma eventual mesa-redonda com todas as partes seria a primeira em seis meses, mas Zelensky demonstrou ceticismo quanto aos possíveis resultados.

    “Não tenho certeza de que algo novo surgirá”, disse o presidente ucraniano aos jornalistas no sábado, lembrando que reuniões anteriores realizadas na Turquia, durante o verão, resultaram apenas em trocas de prisioneiros.

    Antes de se reunirem com Dmitriev, representantes do presidente Donald Trump conversaram na sexta-feira, também em Miami, com o principal negociador ucraniano, Rustem Umerov, além de representantes da Alemanha, França e Reino Unido.

    Sobre as mudanças que os europeus pretendem introduzir no plano de paz de Trump, Ushakov avaliou que elas não contribuem para o sucesso das negociações.

    “Isso não é uma previsão. Tenho certeza de que as propostas feitas ou que estão sendo feitas por europeus e ucranianos certamente não melhoram o documento nem aumentam as chances de alcançar uma paz duradoura”, afirmou.

    Moscou apoiou o plano inicial de Trump por atender às suas principais exigências, incluindo a cessão de territórios por Kyiv, a rejeição da adesão à OTAN e da presença de uma força internacional, além da redução do efetivo militar ucraniano.

    O plano, no entanto, foi posteriormente alterado após conversas com ucranianos e europeus, e seus termos atuais não são conhecidos.

    Dmitriev afirmou no sábado que as negociações em Miami estavam sendo construtivas e que continuariam ao longo deste domingo.

    Já Umerov disse anteriormente que as conversas com seus homólogos norte-americanos terminaram com o compromisso de avançar nos esforços para alcançar uma solução definitiva para a guerra iniciada pela Rússia em fevereiro de 2022.

    Rússia descarta negociações diretas com Kiev e Europa

  • Ataque a tiros deixa mortos e feridos na África do Sul

    Ataque a tiros deixa mortos e feridos na África do Sul

    Homens armados mataram dez pessoas e feriram outras dez perto de Joanesburgo, anunciou hoje a polícia sul-africana.

    O motivo do ataque ocorrido em Bekkersdal, a cerca de 40 quilômetros a sudoeste da capital econômica da África do Sul, ainda não foi esclarecido.

    “Algumas vítimas foram baleadas aleatoriamente na rua por homens armados não identificados”, informou a polícia em comunicado.

    Brenda Muridili, porta-voz da polícia da província de Gauteng — que inclui Joanesburgo e a capital sul-africana, Pretória —, afirmou à agência France-Presse (AFP) que as autoridades ainda não dispõem de “informações detalhadas” sobre a identidade das vítimas.

    No dia 6 de dezembro, homens armados abriram fogo em um alojamento de trabalhadores em Pretória, matando 11 pessoas, entre elas uma criança de três anos. Segundo a polícia, o local abrigava um bar clandestino.

    A África do Sul enfrenta um problema endêmico de criminalidade e corrupção, alimentado por redes organizadas. Tiroteios são frequentes, muitas vezes associados à violência de gangues e ao consumo de álcool.

    Embora muitas pessoas possuam armas de fogo legalmente para proteção pessoal, o número de armas ilegais em circulação é significativamente maior.

    Entre abril e setembro, cerca de 60 pessoas foram mortas por dia no país, que tem uma população de 63 milhões de habitantes, de acordo com dados da polícia sul-africana.

    Ataque a tiros deixa mortos e feridos na África do Sul

  • Coreia do Norte quer ambições nucleares do Japão impedidas "a todo o custo"

    Coreia do Norte quer ambições nucleares do Japão impedidas "a todo o custo"

    A Coreia do Norte advertiu hoje que as ambições nucleares do Japão “devem ser impedidas a todo o custo”, após um membro do gabinete da primeira-ministra japonesa ter sugerido que Tóquio deveria possuir armas nucleares.

    O comentário de Pyongyang, divulgado pela agência de notícias oficial KCNA, foi motivado por declarações de um integrante da equipe da primeira-ministra do Japão, a nacionalista Sanae Takaichi, que contradizem a doutrina oficial de renúncia às armas nucleares.

    “Acho que deveríamos possuir armas nucleares”, afirmou o membro do gabinete de Takaichi em declarações divulgadas na quinta-feira pela agência japonesa Kyodo. Embora não tenha sido identificado, ele foi descrito como alguém envolvido na formulação da política de segurança.

    “No fim das contas, só podemos contar conosco mesmos”, acrescentou o integrante do governo japonês, aliado dos Estados Unidos.

    As declarações divulgadas pela Kyodo foram criticadas pela Coreia do Norte, que considerou que elas revelam a ambição do Japão de possuir armas nucleares.

    Essa ambição “deve ser impedida a todo custo, pois provocará uma grande catástrofe para a humanidade”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte em comunicado citado pela agência France-Presse (AFP).

    “Não se trata de um lapso nem de uma afirmação impensada, mas reflete claramente a ambição de longa data do Japão pela nuclearização”, acrescentou.

    Para Pyongyang, caso o Japão passe a dispor de armas nucleares, “os países asiáticos sofreriam uma terrível catástrofe nuclear e a humanidade enfrentaria um desastre de grandes proporções”.

    O comunicado não menciona o próprio programa nuclear da Coreia do Norte, que realizou diversos testes de bombas atômicas em violação às resoluções da ONU.

    Pyongyang afirma que seu arsenal nuclear é uma dissuasão necessária diante do que considera uma ameaça militar dos Estados Unidos e de seus aliados, como o Japão.

    O Japão é o único país que sofreu ataques nucleares, quando os Estados Unidos lançaram duas bombas atômicas sobre Hiroshima e Nagasaki, em 1945.

    Embora o integrante do gabinete da primeira-ministra japonesa tenha afirmado que expressava uma opinião pessoal e que não havia discutido o tema com Takaichi, as declarações foram duramente criticadas pela oposição.

    O Partido Democrático Constitucional (PDC), maior força de oposição, exigiu na sexta-feira a sua demissão.

    “É extremamente grave que alguém com esse tipo de opinião esteja próximo da primeira-ministra”, afirmou o líder do PDC, Yoshihiko Noda, citado pela agência espanhola EFE.

    Diante da polêmica, o governo japonês reafirmou que a postura antinuclear do país permanece inalterada.

    O ministro das Relações Exteriores, Toshimitsu Motegi, declarou na sexta-feira que a missão de Tóquio é “liderar os esforços da comunidade internacional para alcançar um mundo livre de armas nucleares”.

    O porta-voz do governo, Minoru Kihara, também garantiu que o Japão mantém os conhecidos “três princípios não nucleares”: não produzir, não possuir e não permitir armas nucleares em seu território.

    Esses princípios foram estabelecidos em 1967 pelo então primeiro-ministro Eisaku Sato e posteriormente ratificados pelo Parlamento, segundo a EFE.

    No entanto, Kihara havia admitido em novembro que o Partido Liberal Democrático (PLD), no poder, pretende debater em 2026 uma possível revisão dos princípios nucleares, devido à rápida mudança no ambiente de segurança.

    Há vários anos, o Japão percebe um cenário de segurança cada vez mais complexo, que considera ter se agravado com a aproximação entre a Rússia e a Coreia do Norte, apontada como a principal ameaça regional.

    Recentemente, Takaichi comprometeu-se a antecipar a meta de elevar os gastos com defesa para 2% do Produto Interno Bruto (PIB).

    A polêmica também coincide com o agravamento das relações entre Tóquio e Pequim, após Takaichi afirmar, em novembro, que um eventual ataque chinês contra Taiwan poderia justificar uma intervenção das Forças de Autodefesa do Japão.

    Coreia do Norte quer ambições nucleares do Japão impedidas "a todo o custo"

  • Zelensky revela proposta dos EUA para reunião conjunta de ucranianos e russos

    Zelensky revela proposta dos EUA para reunião conjunta de ucranianos e russos

    O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, revelou hoje que os Estados Unidos propuseram uma reunião conjunta com negociadores ucranianos e russos em Miami, onde estão previstas novas tentativas de contatos com as partes para um acordo de paz.

    Os Estados Unidos “propuseram um formato, pelo que sei, Ucrânia, Estados Unidos e Rússia”, disse Zelensky, em entrevista coletiva em Kyiv.

    O líder ucraniano defendeu que pode fazer sentido realizar essa reunião conjunta em vez do formato habitual de contatos separados, admitindo a presença de representantes europeus, após a análise dos possíveis resultados dos outros encontros previstos para Miami.

    Kirill Dmitriev, enviado do presidente russo Vladimir Putin, confirmou hoje que já está a caminho da Flórida para participar de uma nova rodada de negociações com representantes norte-americanos.

    “A caminho de Miami”, escreveu Dmitriev na rede X, em uma mensagem acompanhada por um emoji de uma pomba da paz e um pequeno vídeo que mostra o sol brilhando entre as nuvens sobre uma praia com palmeiras.

    O assessor do Kremlin afirmou que essa imagem, captada durante uma visita anterior à Flórida, remete à ideia de que “os belicistas ainda estão trabalhando para minar o plano de paz dos Estados Unidos para a Ucrânia”.

    Antes da rodada de contatos com representantes de Kyiv e Moscou, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, alertou na sexta-feira que Washington não pode impor a paz na Ucrânia.

    “Em última análise, cabe a eles chegar a um acordo. Não podemos forçar a Ucrânia a chegar a um acordo. Não podemos forçar a Rússia a chegar a um acordo. Eles precisam querer”, declarou o chefe da diplomacia norte-americana em entrevista coletiva em Washington.

    Rubio é um dos dirigentes norte-americanos que, juntamente com os enviados da Casa Branca Steve Witkoff e Jared Kushner, devem se reunir hoje com Kirill Dmitriev e também com a delegação ucraniana, que será liderada pelo secretário do Conselho de Segurança Nacional, Rustem Umerov. Também são esperados representantes da Alemanha, França e Reino Unido.

    Delegações ucranianas, europeias e norte-americanas já se reuniram no domingo e na segunda-feira passada em Berlim, com o objetivo de alinhar uma proposta que seria posteriormente transmitida a Moscou pelos emissários de Washington.

    A nova rodada de negociações em solo norte-americano ocorre após Vladimir Putin ter afirmado, na sexta-feira, que “a bola” agora está do lado de Kyiv e dos europeus.

    “A bola está totalmente do lado dos nossos adversários ocidentais, principalmente do chefe do regime de Kyiv e de seus patrocinadores europeus”, disse o líder russo.

    Putin também afirmou que Moscou já aceitou compromissos durante as negociações com Washington, apesar de reafirmar que pretende atingir os objetivos militares na Ucrânia e de rejeitar a presença de tropas da OTAN no país vizinho como parte de garantias de segurança a Kyiv.

    Antes dessa rodada de contatos, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que os negociadores “estão perto de chegar a um acordo” e aconselhou Kyiv a agir rapidamente.

    “Cada vez que demoram muito tempo, a Rússia muda de ideia”, advertiu.

    O presidente ucraniano também relatou, na semana passada, avanços no sentido de um entendimento entre Kyiv e Washington sobre o conteúdo de um plano a ser proposto a Moscou, mas alertou, ao mesmo tempo, que a Rússia está se preparando para mais um ano de guerra em 2026.

    A proposta de Washington passou por várias versões e, inicialmente, foi acusada de atender às principais exigências do Kremlin, incluindo a cessão de regiões parcialmente ocupadas pela Rússia na Ucrânia, além da renúncia à integração na OTAN e aos planos de expansão do contingente militar ucraniano.

    Os detalhes do novo acordo, entretanto revisado por Kyiv, não são conhecidos, mas, segundo Zelensky, envolvem concessões territoriais da Ucrânia em troca de garantias de segurança do Ocidente.

     

    Zelensky revela proposta dos EUA para reunião conjunta de ucranianos e russos

  • Bill Clinton numa jacuzzi? "É um ajuste de contas", diz ex-assessor

    Bill Clinton numa jacuzzi? "É um ajuste de contas", diz ex-assessor

    O ex-assessor de Bill Clinton reagiu à mais recente divulgação dos ficheiros de Epstein, onde aparece várias vezes o ex-presidente norte-americano. Numa das imagens, Clinton surge dentro de um jacuzzi na companhia de Ghislaine Maxwell e de uma outra mulher não identificada.

    O ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, tem estado sob os holofotes desde que foram divulgadas várias fotografias suas com o pedófilo condenado Jeffrey Epstein. Nas mais recentes, Clinton, de 79 anos, aparece em um jacuzzi acompanhado de Ghislaine Maxwell, que cumpre pena de 20 anos de prisão, e de outra mulher não identificada.

    O ex-assessor de Bill Clinton reagiu à divulgação mais recente dos arquivos de Epstein e afirmou que se trata de “um acerto de contas”.

    Vale destacar que Bill Clinton aparece não apenas em fotografias dentro de um jacuzzi, mas também abraçado a uma mulher em um avião e em imagens com Epstein durante férias que passaram juntos, além de fotos no casamento do rei Mohammed VI, do Marrocos, em 2002.

    As inúmeras imagens de Bill Clinton nos arquivos do pedófilo Jeffrey Epstein têm causado choque.

    “Este é o acerto de contas dele. Quero dizer, você liga a CNN e é disso que estão falando. Recebi um milhão de mensagens sobre isso”, contou o ex-assessor de Clinton, citado pelo New York Post.

    E acrescentou: “As pessoas ficaram tipo: ‘Não acredito que ele estava em um jacuzzi. Quem é a mulher?’. É inacreditável, é chocante”.

    O ex-assessor afirmou ainda que as imagens divulgadas de Bill Clinton com Jeffrey Epstein podem moldar a opinião pública após um ano de disseminação de teorias da conspiração sobre homens poderosos que possivelmente escaparam impunes por condutas impróprias.

    Há até quem esteja comparando Bill Clinton ao ex-príncipe Andrew, dizendo que o ex-presidente norte-americano “já está acabado”.

    Por outro lado, o gabinete de Clinton negou veementemente qualquer irregularidade e tentou desviar as atenções para Donald Trump, amigo de Epstein durante as décadas de 1990 e 2000.

    “A Casa Branca não escondeu esses arquivos por meses para divulgá-los em uma sexta-feira à noite a fim de proteger Bill Clinton”, disse um porta-voz de Clinton ao Daily Mail.

    Na visão do porta-voz, a Casa Branca estaria tentando “se proteger do que está por vir ou do que tentarão esconder para sempre”.

    “Eles podem divulgar fotografias granuladas de 20 anos atrás, mas isso não tem nada a ver com Bill Clinton. Nunca teve, nunca terá. Até Susie Wiles disse que Donald Trump estava errado sobre Bill Clinton”, afirmou.

    Arquivos de Epstein mostram Bill Clinton em um jacuzzi (e em outras ocasiões)

    Imagens do ex-presidente norte-americano Bill Clinton relaxando em um jacuzzi e fotografias de Jeffrey Epstein, criminoso sexual condenado, ao lado de celebridades como Mick Jagger e Michael Jackson estão entre os milhares de arquivos divulgados na sexta-feira pelo Departamento de Justiça.

    Em uma das imagens divulgadas pelo Departamento de Justiça, Clinton aparece relaxado em um jacuzzi, com os braços apoiados atrás da cabeça, acompanhado por outra pessoa cujo rosto foi desfocado.

    Os documentos desclassificados incluem pelo menos outras cinco imagens do ex-presidente democrata.

    Vale lembrar que Jeffrey Epstein morreu por suicídio na prisão, segundo as autoridades, após ter sido condenado por tráfico sexual e aliciamento de menores para prostituição.

    Trump, que inicialmente se mostrou relutante em apoiar a divulgação dos documentos, acabou sancionando a lei após constatar o amplo apoio no Congresso.

    O presidente republicano é mencionado várias vezes nos arquivos relacionados a Epstein, com quem mantinha amizade antes de alegar ter rompido relações em 2004, anos antes da primeira acusação formal contra o financista.

    Por sua vez, o procurador-geral adjunto Todd Blanche alertou na sexta-feira passada que não será possível divulgar todos os documentos exigidos por lei de uma só vez devido ao seu volume e antecipou que o Departamento de Justiça espera divulgar “mais algumas centenas de milhares” de arquivos nas próximas semanas.

    A divulgação desses documentos era há muito exigida pela opinião pública, interessada em saber se algum dos associados ricos e poderosos de Epstein tinha conhecimento — ou participava — dos abusos.

    As acusadoras de Epstein também buscam há algum tempo respostas sobre o motivo pelo qual as autoridades federais encerraram a investigação inicial sobre as alegações em 2008.

    Bill Clinton numa jacuzzi? "É um ajuste de contas", diz ex-assessor

  • EUA propõem fechar portos da Espanha após país negar ajuda a Israel

    EUA propõem fechar portos da Espanha após país negar ajuda a Israel

    Uma agência reguladora dos Estados Unidos propôs o encerramento dos portos aos navios espanhóis, enquanto prossegue a investigação sobre a recusa de Espanha em permitir que navios de carga norte-americanos, com armas para Israel, atracassem em Algeciras (Cádis).

    A Comissão Marítima Federal dos Estados Unidos (FMC, na sigla em inglês) informou, em nota publicada em seu site, que está analisando opções que incluem “limitações de carga, negação de entrada a embarcações que operam sob bandeira espanhola ou a imposição de multas” de até 2,3 milhões de dólares por viagem a navios com bandeira da Espanha.

    No entanto, a comissão ressaltou que ainda não foi tomada nenhuma decisão final e que a FMC está avaliando “cuidadosamente as provas e todas as considerações pertinentes”.

    Washington observou que o governo espanhol impediu o acesso direto de pelo menos três embarcações norte-americanas em novembro de 2024, incluindo navios que operam no âmbito do Programa de Segurança Marítima dos EUA, e enfatizou que “a política por trás dessas negativas continua em vigor”.

    Para avaliar o impacto no comércio exterior dos Estados Unidos, a comissão está solicitando informações adicionais a transportadoras, comerciantes e outras partes interessadas sobre a “atual política da Espanha de negar ou recusar o acesso a embarcações americanas”.

    O relatório detalha as restrições impostas a determinadas embarcações que transportam cargas de ou para Israel, as medidas adotadas para implementar essa política e o impacto nas condições da navegação marítima.

    Com base nas informações obtidas até o momento, essa agência independente do governo dos EUA afirma que as regulamentações aplicadas pelas autoridades espanholas podem estar criando “condições gerais ou específicas desfavoráveis à navegação marítima no comércio exterior dos Estados Unidos”. Por esse motivo, a comissão avalia que “deveria examinar” quais “medidas corretivas seriam apropriadas para ajustar essas aparentes condições”.

    A Espanha foi um dos primeiros países europeus a reconhecer o Estado da Palestina após o início da ofensiva militar de Israel na Faixa de Gaza, em outubro de 2023.

    A guerra em curso em Gaza começou quando o Hamas atacou território israelense em 7 de outubro de 2023, provocando cerca de 1.200 mortes e a captura de 251 reféns.

    Em retaliação, Israel lançou uma operação militar que resultou em mais de 70 mil mortos — a maioria civis palestinos — segundo autoridades locais, além da destruição de quase toda a infraestrutura do território, um grave desastre humanitário e o deslocamento forçado de centenas de milhares de pessoas.

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