Categoria: MUNDO

  • Presidente do México pede à ONU que impeça o 'derramamento de sangue' na Venezuela

    Presidente do México pede à ONU que impeça o 'derramamento de sangue' na Venezuela

    Claudia Sheinbaum critica ausência de reação das Nações Unidas ao bloqueio naval anunciado por Trump contra regime; ela defende solução pacífica para crise venezuelana e rejeita qualquer tipo de intervenção externa no país sul-americano

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A presidente do México, Claudia Sheinbaum, pediu nesta quarta-feira (17) que a Organização das Nações Unidas (ONU) atue para “impedir qualquer derramamento de sangue” na Venezuela. A declaração ocorreu um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar um bloqueio naval a petroleiros que entram ou saem do país sul-americano, o que aumentou a pressão sobre o regime de Nicolás Maduro.

    Sheinbaum afirmou não ter visto até o momento uma reação das Nações Unidas à medida anunciada por Washington. “[As Nações Unidas] devem assumir seu papel para impedir qualquer derramamento de sangue e sempre buscar soluções pacíficas para os conflitos”, disse a presidente em entrevista coletiva ao comentar a nova estratégia de pressão adotada por Trump contra Caracas.

    Na terça-feira, Trump anunciou em sua plataforma Truth Social a imposição de um bloqueio naval a petroleiros ligados à Venezuela. Além da medida, o presidente americano afirmou que a frota dos EUA no Caribe “só continuará crescendo” até que o regime venezuelano devolva ao país “o petróleo, as terras e outros bens” que, segundo ele, teriam sido roubados.

    Os EUA já haviam enviado, em agosto, uma flotilha naval ao Caribe sob a justificativa de intensificar o combate ao tráfico de drogas. Agora, Trump afirma que o bloqueio se apoia também na classificação, feita pelo seu governo, de que a ditadura de Maduro é uma organização terrorista internacional.

    Sheinbaum ressaltou que, independentemente das avaliações sobre o regime da Venezuela e sobre a liderança de Nicolás Maduro, a posição do México é clara. Segundo ela, o país deve manter uma postura de rejeição a qualquer tipo de intervenção externa ou interferência estrangeira.

    “Apelamos ao diálogo e à paz, não à intervenção, em qualquer disputa internacional. Essa é a nossa posição, baseada na convicção e na Constituição”, afirmou a presidente mexicana, ao defender uma solução pacífica para a crise.

    Presidente do México pede à ONU que impeça o 'derramamento de sangue' na Venezuela

  • Idoso é multado por cuspir folha que entrou acidentalmente na boca

    Idoso é multado por cuspir folha que entrou acidentalmente na boca

    Homem, de 86 anos, foi acusado de estar poluindo o ambiente, depois de ter cuspido uma folha que tinha acabado de cair em sua boca

    Um homem britânico, de 86 anos, foi multado depois de dois agentes da polícia o terem visto cuspindo para o chão em East Lindsey, Lincolnshire, na Inglaterra.

    Roy Marsh estava dando um passeio em um parque em Skegness quando uma forte rajada de vento fez com que uma folha entrasse em sua boca. 

    “Joguei fora”, recorda o idoso de 86 anos, lembrando à BBC o momento em que, em seguida, foi interpelado por dois agentes.

    Aquilo que o Rob pensou ser apenas um aviso, viria a se provar ser um castigo sério com o homem sendo multado em 256 euros (cerca de 1,6 mil reais). A multa viria a ser reduzida para 171 euros (quase 1 mil reais), após um apelo, mas ainda assim, Rob não se conseguiu se livrar da despesa.

    O episódio rapidamente ganhou repercussão por ser considerado desproporcional. O próprio vereador local, Adrian Findley, descreveu o caso como um dos muitos exemplos em que a polícia tem a mão muito “pesada” com a aplicação da lei na cidade. “Estão exagerando”, dispara.

    A autarquia local acrescentou que as ações de fiscalização são monitoradas de perto e que as patrulhas “não visam nenhum grupo demográfico específico” e “não são discriminatórias”.

    O caso de Marsh, note-se, não é um caso isolado no Reino Unido.

    Em outubro, uma mulher foi multada em 150 libras (cerca de 930 reais), em Londres, por despejar um pouco de café em uma sarjeta, antes de entrar em um ônibus. A mulher alegou que foi uma atitude espontânea, que tomou para evitar derrubar café durante o trajeto do transporte. 

    Idoso é multado por cuspir folha que entrou acidentalmente na boca

  • Rússia diz que tensão na Venezuela pode ter 'consequências imprevisíveis'

    Rússia diz que tensão na Venezuela pode ter 'consequências imprevisíveis'

    O Ministério das Relações Exteriores da Rússia disse esperar que se evite uma escalada ainda maior. Para Alexander Shchetinin, diretor do Departamento para a América Latina da pasta, a situação pode trazer riscos para todo o Hemisfério Ocidental e seria um erro crítico

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – A Rússia afirmou nesta quarta-feira (17) que as tensões em torno da Venezuela podem ter “consequências imprevisíveis para todo o Ocidente”, em referência à escalada do conflito entre o país latino-americano e os EUA.

    O Ministério das Relações Exteriores da Rússia disse esperar que se evite uma escalada ainda maior. Para Alexander Shchetinin, diretor do Departamento para a América Latina da pasta, a situação pode trazer riscos para todo o Hemisfério Ocidental e seria um erro crítico.

    Ele acrescentou que o povo venezuelano atravessa “tempos difíceis”. “Confirmamos nosso apoio às políticas do governo Nicolás Maduro, voltadas para a proteção dos interesses nacionais e da soberania da pátria”, falou.

    A manifestação da Rússia ocorreu logo após Donald Trump anunciar um bloqueio “total e completo” de todos os navios petroleiros venezuelanos sob sanção. Na rede Truth Social, o republicano disse que o governo venezuelano foi designado pelos EUA como “organização terrorista estrangeira” e justificou a decisão com acusações de terrorismo, tráfico de drogas, contrabando e tráfico de pessoas.

    Há uma semana, o presidente russo Vladimir Putin já havia falado com Maduro ao telefone para reafirmar seu apoio. O presidente russo disse ao líder venezuelano que “os canais de comunicação direta entre as duas nações permanecem permanentemente abertos” e garantiu que a Rússia continuará apoiando a Venezuela.

    Os dois líderes são aliados e anunciaram uma reaproximação em maio após um tratado de cooperação. Os países teriam assinado projetos russo-venezuelanos, especialmente nos setores econômico, energético e comercial -mas sem especificá-los.

    ENTENDA O BLOQUEIO

    Decisão foi anunciada uma semana após os EUA apreenderem um petroleiro na costa venezuelana. Isso, na prática, já vinha funcionando como um embargo informal. A partir de então, navios carregados com milhões de barris de petróleo permaneceram em águas venezuelanas para evitar o risco de apreensão.

    Ontem a Venezuela havia denunciado ao Conselho de Segurança da ONU o “roubo” daquela embarcação. Os EUA apreenderam o petroleiro como parte de suas operações militares no Caribe, e Washington afirma que o navio era usado em uma “rede ilegal de envio de petróleo que apoia organizações terroristas estrangeiras”. A Venezuela, por sua vez, chamou a ação de “ato de pirataria naval”.

    Ainda não está claro como o bloqueio será imposto na prática, nem se o governo americano usará a Guarda Costeira ou forças militares para interceptar embarcações. Nos últimos meses, os EUA deslocaram milhares de soldados e quase uma dúzia de navios de guerra para a região, incluindo um porta-aviões.

    O país repudiou a decisão do republicano ainda ontem. A declaração foi dada pela vice-presidente, Delcy Rodríguez, em um comunicado à imprensa publicado na mídia estatal venezuelana.

    Caracas argumenta que o bloqueio “revela as verdadeiras intenções” de Trump. “O presidente dos Estados Unidos pretende impor de maneira absolutamente irracional um suposto bloqueio militar naval à Venezuela com o objetivo de roubar as riquezas que pertencem à nossa Pátria”, indicou.

    ESCALADA RETÓRICA E MILITAR

    Trump afirmou que a Venezuela está cercada por forças militares dos EUA. Segundo a CNN, o presidente disse que o país está rodeado pela “maior armada já reunida na história da América do Sul” e sugeriu que o contingente militar na região ainda pode aumentar.

    O presidente dos EUA passou a classificar o governo Maduro como “regime ilegítimo” ao justificar o bloqueio. Ele acusou Caracas de usar receitas do petróleo para financiar tráfico de drogas, terrorismo, tráfico de pessoas, assassinatos e sequestros.

    As autoridades de Washington afirmam travar um “conflito armado” contra os cartéis de drogas, mas não apresentaram evidências concretas do envolvimento das embarcações atacadas, o que levou a ONU, especialistas e ONGs a questionarem as operações. A campanha americana destruiu 26 lanchas e afeta especialmente a Venezuela. Trump insiste que o objetivo é combater o narcotráfico, enquanto seu homólogo da Venezuela afirma que a campanha é um pretexto para tentar derrubar o governo em Caracas.

    Medida de ontem teve efeito imediato no mercado de petróleo. Os contratos futuros do petróleo bruto dos EUA subiram mais de 1% nas negociações asiáticas, para US$ 55,96 (R$ 308,30) o barril. No fechamento anterior, o preço havia atingido US$ 55,27 (R$ 304,50), o menor nível desde fevereiro de 2021.

    Rússia diz que tensão na Venezuela pode ter 'consequências imprevisíveis'

  • Queda de avião no México mata dez pessoas, incluindo três menores

    Queda de avião no México mata dez pessoas, incluindo três menores

    Tentativa de pouso de emergência terminou em colisão com armazém de combustível, explosão e incêndio em San Mateo Atenco, a cerca de 50 quilômetros da Cidade do México; entre as vítimas estão três crianças e autoridades já investigam as causas do acidente.

    Um avião particular tentou realizar um pouso de emergência no México, mas acabou atingindo um galpão e pegando fogo. Dez pessoas morreram, entre elas três crianças. O caso está sendo investigado pela Procuradoria-Geral do país.

    O acidente aconteceu na segunda-feira, quando a aeronave caiu em um campo de futebol no município de San Mateo Atenco, a cerca de 50 quilômetros da Cidade do México. Segundo a Associated Press, o piloto tentou fazer um pouso forçado no local após enfrentar problemas durante o voo.

    Durante a manobra, o avião atingiu parte de um galpão onde havia combustível armazenado. Com o impacto, a aeronave explodiu e foi tomada pelas chamas.

    Por causa do risco de novas explosões, a área precisou ser evacuada. Aproximadamente 130 pessoas foram retiradas das proximidades do local do acidente.

    “[A aeronave] girou como uma hélice quando se rompe”, relatou um dos moradores à Associated Press, explicando que, logo em seguida, foi possível ouvir a explosão. “Até um caminhão chegou a se mover e, depois disso, vimos a fumaça se espalhar.”

    Segundo a Associated Press, a Procuradoria-Geral do México abriu uma investigação para apurar as causas do acidente.

    Nas redes sociais, os bombeiros da Defesa Civil de Toluca, conhecidos como PC Bomberos Toluca, informaram que foram acionados para atender à ocorrência. Em publicação no Facebook, a corporação afirmou: “Para prestar apoio a um desastre ocorrido após a queda de uma aeronave de pequeno porte no cruzamento da Indústria Automotriz com a avenida Miguel Alemán, deslocamo-nos imediatamente ao local, em coordenação com os bombeiros de Metepec, San Mateo Atenco e Lightning, seguindo todos os protocolos de segurança necessários.”

    Queda de avião no México mata dez pessoas, incluindo três menores

  • Briga entre deputados interrompe sessão no Congresso da Cidade do México

    Briga entre deputados interrompe sessão no Congresso da Cidade do México

    Sessão precisou ser suspensa e transferida após confronto físico entre parlamentares da base governista e da oposição, com empurrões, socos e puxões de cabelo registrados em transmissão ao vivo.

    Uma sessão do Congresso da Cidade do México foi suspensa nesta segunda-feira, 15 de dezembro, após uma confusão generalizada entre deputados terminar em agressões físicas. O confronto, que incluiu empurrões, socos e puxões de cabelo, foi transmitido ao vivo pelos canais oficiais da Casa e registrado em imagens que circularam nas redes sociais.

    De acordo com a revista Veja, o episódio envolveu parlamentares ligados ao governo e membros da oposição e teve como estopim um desacordo sobre a dissolução do Instituto da Transparência. A tensão aumentou quando deputados do Partido da Ação Nacional, sigla conservadora e liberal que integra a oposição e está entre as maiores do país, ocuparam a tribuna.

    Segundo a TV Globo, os oposicionistas acusaram o partido governista Morena, sigla do Movimento Regeneração Nacional, de descumprir um acordo político relacionado à criação de um novo órgão de investigação. A partir daí, a discussão evoluiu rapidamente para agressões físicas.

    Em determinado momento, outros parlamentares tentaram separar as deputadas envolvidas, mas a confusão continuou, com o clima no plenário ficando cada vez mais tenso.

    Diante da situação, o presidente do Conselho de Administração, Jesús Sesma, decidiu suspender a sessão e transferir os trabalhos para outro local. A reunião só foi retomada depois que os deputados da oposição deixaram o plenário.

    Após o episódio, o porta-voz do Morena, Paulo García, afirmou que a oposição recorre com frequência à violência por falta de argumentos e incapacidade de sustentar o debate político.

    Briga entre deputados interrompe sessão no Congresso da Cidade do México

  • E-mails revelam Epstein orientando bilionário acusado de abuso sexual

    E-mails revelam Epstein orientando bilionário acusado de abuso sexual

    Mensagens divulgadas pelo Congresso dos Estados Unidos indicam que Jeffrey Epstein sugeriu o uso de ex-agentes de segurança para abordar uma mulher que acusava o investidor Leon Black de abuso, durante a negociação de um acordo de confidencialidade em 2015.

    Documentos divulgados pelo Congresso dos Estados Unidos revelam que Jeffrey Epstein atuou diretamente para ajudar o bilionário Leon Black a lidar com uma acusação de abuso sexual e a silenciar a mulher que o denunciava.

    E-mails trocados em 2015 mostram que Epstein aconselhou Black a recorrer a ex-agentes de segurança para abordar a mulher com quem o empresário manteve um relacionamento extraconjugal e que, naquele momento, negociava um acordo de confidencialidade após acusá-lo de conduta sexual imprópria.

    Em uma das mensagens, datada de 21 de setembro de 2015, Epstein sugeriu que Black escolhesse a melhor forma de “entregar a mensagem” e mencionou a possibilidade de usar antigos agentes ligados à imigração ou até à Scotland Yard para ir até a residência da mulher e apresentar a posição do empresário. Em outro e-mail, afirmou que haveria pessoas do mesmo perfil disponíveis em Nova York, caso ela viajasse aos Estados Unidos, acrescentando que preferia ex-agentes a integrantes do FBI ou da imigração. Segundo o texto, a abordagem deveria ser feita por um homem e uma mulher.

    As mensagens fazem parte de um conjunto de documentos tornados públicos pelo Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes, responsável também pela recente divulgação de fotos que mostram Epstein ao lado de bilionários e outras figuras influentes. De acordo com a CBS News, os e-mails foram trocados quando Leon Black soube que Guzel Ganieva, modelo russa com quem manteve um relacionamento por cerca de seis anos, planejava viajar de Londres para Nova York com a intenção de confrontá-lo.

    Embora o nome de Ganieva não apareça explicitamente nos e-mails, a emissora afirma que os detalhes deixam claro que Epstein se referia a ela. Um porta-voz de Leon Black não contestou essa interpretação, enquanto advogados da modelo se recusaram a comentar.

    Minutos depois de uma das mensagens sobre a abordagem, Epstein enviou novas orientações à assistente e ao advogado de Black. Em um dos e-mails, recomendou que a assistente criasse uma conta de e-mail separada para tratar do assunto, já que a correspondência estava sendo feita por meio de servidores da Apollo Global Management, empresa fundada por Black. Nos documentos divulgados pelo Congresso, não há outros e-mails que tratem diretamente dessa disputa.

    Segundo registros judiciais, Leon Black e Guzel Ganieva se conheceram em uma festa em Nova York, em 2008, e mantiveram um relacionamento extraconjugal por cerca de seis anos e meio. Após o fim da relação, Ganieva acusou o empresário de abuso sexual, acusações que Black, hoje com 74 anos, sempre negou. Foi nesse contexto que os e-mails envolvendo Epstein teriam sido trocados, enquanto os advogados de Black negociavam um acordo de confidencialidade.

    O acordo foi assinado em 2015. Pelo documento, Black concordou em pagar a Ganieva 100 mil dólares por mês durante 15 anos, perdoar uma dívida de um milhão de dólares e repassar dois milhões de libras esterlinas para que ela regularizasse sua situação no Reino Unido.

    Em 2021, Ganieva voltou a se manifestar publicamente e afirmou que foi coagida a assinar o acordo de confidencialidade. Ela também disse ter sido vítima de difamação depois que Black alegou que ela tentou extorqui-lo ao ameaçar tornar o relacionamento público. Os advogados do bilionário classificaram o processo como “uma obra de ficção” e sustentaram que os pagamentos tinham apenas o objetivo de garantir discrição sobre o caso.

    Ainda em 2015, cerca de dois meses após a assinatura do acordo, Epstein voltou a procurar Black por e-mail para solicitar pagamentos adicionais por serviços de consultoria financeira. Em uma das mensagens, afirmou que havia feito muitas coisas pelo amigo, algumas conhecidas e outras que, segundo ele, “precisariam permanecer desconhecidas”.

    A relação financeira entre Epstein e Leon Black passou a ser investigada, inclusive internamente, pela Apollo Global Management. Segundo advogados do empresário, após a análise de mais de 60 mil documentos, a empresa concluiu que Black pagou Epstein apenas por assessoria tributária. Black deixou a companhia em março de 2021, dois meses após o fim da investigação interna, alegando problemas de saúde.

    Para o senador Ron Wyden, que investiga há quatro anos as relações econômicas entre Black e Epstein, as novas revelações levantam dúvidas ainda mais graves. “Nunca considerei as explicações de Black convincentes, e cada nova informação torna ainda mais perturbadoras as questões sobre o que realmente motivou seus pagamentos a Epstein e se investigações anteriores esconderam a verdade”, afirmou à CBS News.

    E-mails revelam Epstein orientando bilionário acusado de abuso sexual

  • Trump ordena bloqueio de petroleiros sob sanção ao redor da Venezuela

    Trump ordena bloqueio de petroleiros sob sanção ao redor da Venezuela

    Donald Trump ordenou bloqueio total de petroleiros sob sanção dos EUA na Venezuela, classificou o regime de Nicolás Maduro como organização terrorista e anunciou cerco militar. A medida paralisa exportações de petróleo, ameaça Cuba e abre caminho para possíveis ataques diretos autorizados pela Casa Branca.

    (CBS NEWS) – Em mais um passo em direção a uma guerra entre Washington e Caracas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou nesta terça-feira (16) um bloqueio total de petroleiros sob sanção dos EUA ao redor da Venezuela e disse que o país está “completamente cercado” pelas Forças Armadas americanas.

    A definição de quais petroleiros estão sob sanção é pouco clara. Na prática, a medida deve impedir a entrada ou saída de águas venezuelanas de quase todos os cargueiros de petróleo não ligados à americana Chevron. Apesar de sanções americanas contra o setor petrolífero venezuelano, a empresa opera no país latino-americano com anuência de Washington -medida adotada pelo governo Joe Biden com o objetivo de reduzir o preço de gasolina nos EUA e mantida pelo governo Trump.

    No último dia 11, o governo Trump capturou no Caribe o petroleiro “Skipper”, cargueiro de bandeira da Guiana que saía de um porto venezuelano carregado de petróleo, sob acusação de que o navio fazia comércio com o Irã, país sob sanção dos EUA. Desde então, as exportações de petroléo da Venezuela despencaram, e navios com pelo menos 11 milhões de barris estão parados na costa venezuelana.

    A Venezuela tem as maiores reservas de petróleo do mundo, e as exportações da commodity são cruciais para a economia do país e a sobrevivência do regime -sem elas, a ditadura pode viver grave crise de arrecadação. As remessas do combustível que o regime de Maduro envia a Cuba também devem acabar, agravando a crise energética pela qual a ilha passa e desestabilizando ainda mais o país -objetivo que também motivaria o cerco americano à Venezuela, segundo a imprensa americana.

    O secretário de Estado, Marco Rubio, filho de cubanos exilados, fez carreira na política com base em sua defesa de mais pressão americana para remover o Partido Comunista do poder em Cuba. O chefe da diplomacia americana é uma das vozes mais fervorosas na Casa Branca a favor de uma intervenção militar que remova Maduro do poder e, assim, fragilize o regime em Havana.

    Trump também classificou nesta terça a ditadura de Nicolás Maduro de uma organização terrorista internacional, abrindo caminho para ataques diretos contra a Venezuela. Isso porque o presidente dos EUA tem poderes amplos para atacar membros ou bases de grupos terroristas sem precisar pedir autorização do Congresso -a Constituição americana determina que somente o Legislativo tem poder de declarar guerra.

    Assim, ao designar o regime de Maduro como grupo terrorista, a Casa Branca pode justificar ataques em solo venezuelano -algo que Trump já disse que deve fazer em breve- sob o argumento de que se trata de operações semelhantes às realizadas pelos EUA há anos em países do Oriente Médio para combater grupos como o Estado Islâmico e a Al Qaeda.

    Alguns senadores democratas e republicanos tentam, sem sucesso até aqui, aprovar uma lei impedindo Trump de atacar a Venezuela sem antes consultar o Congresso.

    “A Venezuela está completamente cercada pela maior armada já reunida na história da América do Sul”, disse Trump nesta terça em publicação na sua rede social, a Truth Social. “Essa armada vai aumentar, e o choque contra [a Venezuela] será maior do que jamais viram -até que eles devolvam aos EUA todo o petróleo, terras e outros recursos que roubaram de nós.” Não está claro a que petróleo ou terras Trump se refere.

    “O regime ilegítimo de Maduro está usando esses campos petrolíferos roubados para financiar a si próprio, além de terrorismo de drogas, tráfico humano, assassinatos e sequestros. Pelo roubo de nossos recursos e muitas outras razões, classifico o regime venezuelano de uma organização terrorista e ordeno o bloqueio total e completo de todos os petroleiros sob sanção que entram ou saiam da Venezuela”, prosseguiu Trump.

    “Não permitiremos que um regime hostil roube nosso petróleo, terra ou outros bens, que devem ser devolvidos aos EUA imediatamente”, concluiu o presidente.

    A campanha militar dos EUA na América Latina contra embarcações que Washington acusa, sem provas, de transportarem drogas em direção a território americano já matou quase cem pessoas em águas do Caribe e do Pacífico. Além disso, o governo Trump deslocou entre 12 mil e 16 mil soldados para a região, além de caças, navios de guerra e o maior porta-aviões do mundo, o USS Gerald Ford.

    Trump ordena bloqueio de petroleiros sob sanção ao redor da Venezuela

  • Trump amplia restrições de entrada nos EUA a palestinos e a mais sete países

    Trump amplia restrições de entrada nos EUA a palestinos e a mais sete países

    Medida inclui Síria e países africanos, além de pessoas com documentos emitidos pela Autoridade Palestina; novas restrições entram em vigor em janeiro e são nova escalada da política anti-imigração do governo

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente Donald Trump assinou nesta terça-feira (16) um decreto que amplia a lista de países com restrições de ingresso nos Estados Unidos. A norma proíbe a entrada de cidadãos de sete nações, entre elas a Síria, no território americano.

    Segundo o comunicado, a Casa Branca impôs restrições totais a cidadãos de Burkina Fasso, Mali, Níger, Sudão do Sul e Síria, além de pessoas com documentos de viagem emitidos pela Autoridade Palestina.

    A entidade, presidida por Mahmoud Abbas, governa parcialmente a Cisjordânia ocupada por Israel. Em setembro, Trump já havia negado visto para que Abbas pudesse participar da Assembleia-Geral da ONU, em Nova York, obrigando o líder palestino a discursar por videoconferência no evento.

    O decreto publicado nesta terça também estende o banimento total a Laos e Serra Leoa, que até então estavam sujeitos apenas a restrições parciais.

    O grupo de sete países, assim como membros da Autoridade Palestina, portanto, unem-se à lista inicial de 12 países que já eram considerados de “alto risco” pelos EUA. A primeira leva de restrições totais havia sido anunciada em junho deste ano.

    Na época, Trump proibiu a entrada de cidadãos de Afeganistão, Mianmar, Chade, República do Congo, Guiné Equatorial, Eritreia, Haiti, Irã, Líbia, Somália, Sudão e Iêmen. Agora, a Casa Branca disse que as novas regras entram em vigor em 1º de janeiro de 2026.

    O comunicado afirma que as restrições têm como objetivo “proteger o país contra ameaças à segurança nacional e à segurança pública” e que esses países “apresentam deficiências comprovadas, persistentes e graves em triagem, verificação de antecedentes e compartilhamento de informações, a fim de proteger o país contra ameaças à segurança nacional e à segurança pública”.

    O governo manteve restrições parciais para cidadãos de Burundi, Cuba, Togo e Venezuela. E ainda acrescentou restrições parciais a 15 países: Angola, Antígua e Barbuda, Benim, Costa do Marfim, Dominica, Gabão, Gâmbia, Maláui, Mauritânia, Nigéria, Senegal, Tanzânia, Tonga, Zâmbia e Zimbábue.

    Por outro lado, os EUA retiraram a proibição de vistos de visitante para cidadãos do Turcomenistão, afirmando que o país cooperou de forma produtiva com o governo americano e demonstrou “progressos significativos”. A proibição de entrada de turcomenos como imigrantes continua.

    A Casa Branca diz ainda que esse grupo de nações “sofre com corrupção generalizada, documentos civis e registros criminais fraudulentos ou pouco confiáveis e sistemas inexistentes de registro de nascimento”. O documento afirma, sem citar dados, que esses países têm altas taxas de permanência nos EUA após o fim do período de visto.

    “A presença de terrorismo, atividades criminosas e extremismo em vários dos países listados resulta em instabilidade generalizada e falta de controle governamental, o que compromete a capacidade de verificação e representa riscos diretos aos cidadãos e aos interesses americanos quando nacionais desses países são admitidos nos EUA”, completa o decreto.

    Desde que retornou à Presidência, Trump tem adotado uma política anti-imigração, realizando operações em larga escala para prender estrangeiros sem documentação e recusando solicitantes de asilo na fronteira com o México.

    A ampliação dos países sujeitos a restrições marca uma nova escalada desde o tiroteio que matou dois integrantes da Guarda Nacional em Washington, no mês passado.

    Investigadores dizem que o ataque foi cometido por um cidadão afegão que entrou nos EUA em 2021 por meio de um programa de reassentamento, a Operação Allies Welcome, lançada pelo governo do ex-presidente Joe Biden após o Talibã retomar o poder no país.

    Dias após o tiroteio, Trump prometeu “pausar permanentemente” a migração de todos os “países do terceiro mundo”, embora sem especificar quais seriam eles.

    Quando estava no primeiro mandato, Trump proibiu a entrada nos EUA de cidadãos de sete países de maioria muçulmana, uma das suas medidas mais controversas e que foi revogada por Joe Biden em 2021. Na época, o democrata chamou a proibição de “uma mancha na consciência nacional” dos EUA.

    Trump amplia restrições de entrada nos EUA a palestinos e a mais sete países

  • Chefe de gabinete de Trump diz a revista que ele tem 'personalidade de alcoólatra'

    Chefe de gabinete de Trump diz a revista que ele tem 'personalidade de alcoólatra'

    Susie Wiles admite que presidente quer processar inimigos por ‘acerto de contas’; Trump diz não ter lido reportagem, mas defende aliada: ‘ela faz excelente trabalho’

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, disse em entrevista publicada nesta terça-feira (16) pela revista Vanity Fair que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem “personalidade de alcoólatra”, que o vice, J. D. Vance, é um “teórico da conspiração”, e que a secretária de Justiça, Pam Bondi, “fez burrada” ao lidar com o caso Jeffrey Epstein.

    Chris Wipple, autor de um livro sobre chefes de gabinete da Casa Branca e jornalista que assina as reportagens na Vanity Fair, conversou com Wiles ao longo de todo o ano, um raro nível de acesso ao centro do poder nos EUA. Como o próprio repórter admite no texto, “a maioria das autoridades da Casa Branca só fala com a imprensa em off [isto é, de maneira reservada, sem autorizar que seu nome seja citado] ou muito ocasionalmente. Wiles, no entanto, respondeu abertamente quase todas as perguntas que lhe fiz”.

    Primeira mulher na história dos EUA a ocupar o cargo, Wiles é considerada a pessoa mais poderosa na Casa Branca depois de Trump. Tendo coordenado a campanha presidencial do republicano -“em momento algum cogitei a possibilidade de que perderíamos”, disse-, ela foi vista como a arquiteta da sua vitória nas eleições de 2024 e diz ter a confiança total do presidente. Trump, depois da publicação da reportagem da Vanity Fair, disse não ter lido a matéria, mas afirmou que Wiles faz um “excelente trabalho”.

    Muitas decisões do governo vem sendo tomadas na base do impulso de Trump, disse um membro do Partido Republicano à Vanity Fair. Para essa pessoa, a única força capaz de direcionar esse impulso é Wiles. A chefe de gabinete, cujo pai, um famoso locutor de jogos de futebol americano, era alcoólatra, afirma ter habilidade em lidar com homens de grande ego. “[Trump] tem uma personalidade de alcoólatra. Ele funciona acreditando que não há nada que ele não possa fazer. Nada, nada mesmo.”

    Sobre Vance, Wiles disse que o vice-presidente “é um teórico da conspiração faz dez anos”, e que o político tem preocupação especial sobre o que a juventude do Partido Republicanos -considerada por alguns analistas como a ala mais radical da sigla- pensa sobre o governo e os principais problemas do país.

    No início do ano, quando o bilionário Elon Musk dominava as manchetes, Wiles disse a Wipple que o dono do X “age totalmente sozinho”. “Ele é um usuário declarado de cetamina [Musk nega usar a droga]. Ele dorme durante o dia num saco de dormir no escritório dele. É um cara muito estranho, como todo gênio. Não me ajuda muito.” Ainda assim, Wiles disse ter aprovado o trabalho de Musk quando ele desmantelou a Usaid, agência de ajuda externa dos EUA.

    À Vanity Fair, Wiles também deu a entender que o objetivo da campanha militar de Trump na América Latina não é combater o tráfico de drogas, mas derrubar do poder o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro. “[Trump] quer seguir explodindo barcos até que o Maduro peça água. E gente mais inteligente do que eu diz que é isso que vai acontecer”, afirmou a chefe de gabinete. Um total de 95 pessoas já foram mortas pelos EUA em ataques a embarcações nas águas do Caribe e do Pacífico.

    Sobre a campanha de deportações em massa de Trump e o caso do imigrante salvadorenho Kilmar Abrego Garcia, deportado por engano, Wiles disse: “Se alguém tem antecedentes criminais, se a gente tem certeza disso, provavelmente não tem problema mandar essa pessoa pra El Salvador, ou sei lá onde. Mas se há dúvida, precisamos checar”.

    Wiles admitiu ainda que Trump está em campanha para “acertar contas” com inimigos políticos e pessoas que tentaram responsabilizá-lo pela invasão do Capitólio em 2021 e por sua tentativa de reverter a vitória de Joe Biden nas eleições de 2020.

    “Temos um entendimento de que o acerto de contas vai acabar em breve”, disse a chefe de gabinete a Wipple no começo do ano. Quando isso não aconteceu, ela afirmou, em agosto: “Não acho que ele está em uma tour de vingança. Em alguns casos, pode parecer assim, e pode até haver certo elemento disso de vez em quando. Quem pode culpá-lo? Eu não culpo”.

    A aliada de Trump criticou a secretária de Justiça, Pam Bondi, pela forma como lidou com o caso Jeffrey Epstein, o abusador morto em 2019 que foi amigo de Trump e foi acusado de operar uma ampla rede de tráfico sexual. “Ela fez uma burrada e não percebeu que a base [de Trump] ligava muito pra essa história”, disse Wiles à Vanity Fair.

    Wipple também entrevistou outros membros do primeiro escalão do governo Trump, como Vance, o secretário de Estado, Marco Rubio, e o assessor especial da Casa Branca Stephen Miller, principal arquiteto da campanha de deportações. Rubio disse ao jornalista que Wiles é “provavelmente a única pessoa no mundo que consegue fazer o trabalho que faz”.

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  • Trump designa maior cartel da Colômbia como organização terrorista em meio a escalada militar

    Trump designa maior cartel da Colômbia como organização terrorista em meio a escalada militar

    Medida ocorre após Washington retirar certificação do Estado colombiano como aliado na luta contra as drogas; decisão aumenta tensão diplomática entre Washington e Bogotá

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O governo de Donald Trump designou nesta terça-feira (16) o cartel colombiano Clã do Golfo, considerado o maior produtor de cocaína do país, como uma organização terrorista. O anúncio foi publicado no site do Departamento do Tesouro.

    A medida ocorre em meio a uma escalada da pressão e das operações militares na América Latina, além de uma crise diplomática entre Washington e Bogotá. Em setembro, os EUA retiraram da Colômbia a certificação de aliado na luta contra as drogas, avaliação anual realizada desde 1986 sobre os esforços antidrogas de cerca de 20 países produtores e distribuidores.

    Em troca dessa certificação, Washington garantia recursos para o combate ao narcotráfico. No caso da Colômbia, isso representava uma ajuda de aproximadamente US$ 380 milhões anuais (cerca de R$ 2 bilhões).

    Além disso, o presidente colombiano, Gustavo Petro, é um dos líderes regionais mais vocais contra a escalada militar na região e foi alvo de sanções impostas por Trump.

    O governo do ex-presidente Joe Biden sancionou no ano passado os principais líderes do clã do Golfo, que nos últimos anos passou a se autodenominar Exército Gaitanista da Colômbia.

    Em um comunicado nesta terça-feira, o chefe da diplomacia americana, Marco Rubio, chamou o grupo de “organização criminosa violenta e poderosa”.

    “Os Estados Unidos continuarão a usar todas as ferramentas disponíveis para proteger nossa nação e interromper as campanhas de violência e terror cometidas por cartéis internacionais e organizações criminosas transnacionais”, disse Rubio.

    O Clã do Golfo e o governo de Petro mantêm atualmente conversas no Qatar como parte do plano do presidente colombiano para buscar a paz após seis décadas de conflito armado.

    Nos últimos anos, o Clã tem procurado se posicionar como uma entidade política semelhante a outros grupos armados colombianos, o que lhe garantiria condições diferenciadas nas negociações de paz. Ainda assim, continua a ser o principal cartel de tráfico de drogas da Colômbia.

    A operação do grupo inclui, por exemplo, o transporte de cocaína pelo Pacífico em submarinos rudimentares até a a América Central.

    Desde o início de setembro, o Exército americano, sob o comando do chefe do Pentágono, Pete Hegseth, tem como alvo supostos barcos de tráfico de drogas no mar do Caribe e no Pacífico, destruindo pelo menos 26 embarcações e matando pelo menos 95 pessoas.

    Os ataques foram acompanhados por uma enorme mobilização militar dos EUA no Caribe, que inclui o maior porta-aviões do mundo e uma série de outros navios de guerra.

    Trump reafirma que o objetivo é combater o narcotráfico, enquanto o ditador venezuelano, Nicolás Maduro, diz se tratar de um pretexto para uma mudança de regime em Caracas.

    Na semana passada, os EUA também capturaram um navio petroleiro na costa da Venezuela. Se a medida se repetir, a consequência pode ser a asfixia da economia venezuelana. O país possui as maiores reservas de petróleo do mundo e tem uma economia dependente de exportações dessa commodity.

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