Categoria: MUNDO

  • Europa entra em alerta após Irã lançar mísseis de longo alcance

    Europa entra em alerta após Irã lançar mísseis de longo alcance

    Ataque a base no Oceano Índico acende preocupação sobre capacidade iraniana de atingir longas distâncias. Episódio levanta temores de que cidades europeias possam estar dentro do alcance do arsenal de Teerã

    O lançamento de mísseis iranianos contra a base militar de Diego Garcia, no Oceano Índico, elevou o nível de alerta em países europeus e reacendeu preocupações sobre o alcance do arsenal de Teerã. A instalação, operada em conjunto por Estados Unidos e Reino Unido, fica a cerca de 4 mil quilômetros do território iraniano.

    O ataque ocorreu na noite de sexta-feira (20), quando dois mísseis balísticos foram disparados em direção à base. Segundo autoridades, não houve danos: um dos projéteis falhou durante o trajeto e o outro foi interceptado pelo sistema de defesa americano.

    A ação foi inicialmente divulgada pela imprensa dos Estados Unidos e posteriormente confirmada por fontes britânicas e pela agência iraniana Mehr. O veículo estatal classificou o episódio como um “passo significativo”, destacando que o alcance dos mísseis iranianos pode superar estimativas anteriores.

    O episódio reforça avaliações de que o programa de mísseis do Irã, considerado um dos pilares estratégicos do regime, pode ter capacidades ainda pouco conhecidas. O país mantém um dos maiores arsenais do Oriente Médio, com armamentos capazes de atingir longas distâncias e, em alguns casos, com potencial para transportar ogivas nucleares.

    A escolha do alvo também chamou atenção. Diego Garcia não costuma figurar no centro das tensões entre Irã, Estados Unidos e Israel, que se intensificaram nas últimas semanas. Por isso, a ofensiva foi vista como atípica, já que a base não tem o mesmo peso estratégico de instalações americanas em países do Golfo, como Catar e Arábia Saudita.

    Especialistas apontam que, com um alcance de até 4 mil quilômetros, mísseis desse tipo poderiam atingir diversas capitais europeias, incluindo Atenas, Roma, Berlim, Paris e até Londres.

    A reação internacional foi imediata. O Reino Unido classificou o ataque como uma atitude “imprudente”, embora autoridades britânicas afirmem que, até o momento, não há evidências concretas de que o Irã tenha capacidade operacional para atingir o território europeu.

    Já Israel aproveitou o episódio para reforçar críticas ao programa militar iraniano. O governo de Benjamin Netanyahu voltou a afirmar que Teerã representa uma ameaça global e defendeu maior alinhamento internacional para conter o avanço das capacidades militares do país.

    Europa entra em alerta após Irã lançar mísseis de longo alcance

  • Última década foi a mais quente já registrada, alerta relatório

    Última década foi a mais quente já registrada, alerta relatório

    Documento da OMM aponta desequilíbrio sem precedentes no clima global, com recordes de temperatura, aquecimento dos oceanos e avanço do nível do mar. Especialistas alertam para impactos duradouros na saúde, nos ecossistemas e na segurança global

    A última década foi a mais quente já registrada, segundo um relatório divulgado nesta segunda-feira pela Organização Meteorológica Mundial (OMM). O documento alerta que o clima do planeta está mais desequilibrado do que nunca.

    Intitulado Estado do Clima Global 2025, o relatório foi publicado por ocasião do Dia Meteorológico Mundial e destaca que indicadores como emissão de gases de efeito estufa, temperaturas da superfície terrestre e dos oceanos, derretimento de gelo e balanço energético mostram mudanças rápidas e de grande escala, com impactos que podem durar séculos.

    De acordo com os dados, o período entre 2015 e 2025 concentrou as maiores temperaturas médias já registradas. Mesmo sob influência do fenômeno La Niña, que tende a resfriar o planeta, o ano passado ficou entre os mais quentes, com temperatura 1,43 °C acima dos níveis pré-industriais (1850-1900).

    Pela primeira vez, o relatório inclui o balanço energético da Terra como um dos principais indicadores climáticos. Esse indicador mede a diferença entre a energia que entra no planeta, principalmente por meio da radiação solar, e a que sai. Segundo especialistas, o aumento dos gases de efeito estufa, que retêm calor, tem provocado um desequilíbrio crescente nesse sistema, atingindo níveis recordes em 2025.

    A maior parte do calor extra, mais de 91%, está sendo absorvida pelos oceanos. Isso tem elevado continuamente o conteúdo de calor até profundidades de até 2 mil metros, alcançando novos recordes nos últimos anos. As consequências incluem degradação de ecossistemas marinhos, perda de biodiversidade, redução da capacidade de absorção de carbono e intensificação de tempestades.

    Os oceanos também absorveram cerca de 29% do dióxido de carbono emitido por atividades humanas entre 2015 e 2024, contribuindo para a acidificação da água, cujo pH vem diminuindo há mais de quatro décadas.

    Cerca de 3% do excesso de energia está associado ao derretimento de gelo. Em 2025, foram registradas perdas significativas de geleiras na Islândia e na costa do Pacífico da América do Norte, além de níveis mínimos históricos de gelo marinho no Ártico.

    Com o aquecimento dos oceanos e o derretimento do gelo, o nível médio do mar já subiu cerca de 11 centímetros desde o início das medições por satélite, em 1993. Segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), essa tendência deve continuar por séculos, com impactos irreversíveis, inclusive na química das águas profundas.

    O relatório também destaca os efeitos das mudanças climáticas na saúde humana, como aumento da mortalidade, prejuízos aos meios de subsistência e maior risco de doenças transmitidas por vetores e pela água, além de problemas de saúde mental.

    Em nota, o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que a dependência de combustíveis fósseis está agravando tanto a crise climática quanto a segurança global. Ele alertou que o “caos climático está se acelerando” e que o planeta está sendo levado além dos seus limites.
     

     
     

    Última década foi a mais quente já registrada, alerta relatório

  • Dois edifícios colapsam após explosão de gás em Istambul

    Dois edifícios colapsam após explosão de gás em Istambul

    Uma explosão de gás em Istambul, na Turquia, provocou o colapso de dois edifícios. Pelo menos nove pessoas ficaram presas nos escombros, mas não correm perigo de vida.

    Dois edifícios desabaram em Istambul, na Turquia, após uma explosão que teria sido causada por um vazamento de gás, na manhã deste domingo. Pelo menos nove pessoas ficaram feridas.

    Segundo a agência estatal turca TRT, a explosão ocorreu por volta das 12h no horário local (9h em Lisboa), no distrito de Fatih.

    Após o alerta, várias equipes de busca e resgate — totalizando 52 agentes — foram enviadas ao local e constataram que havia nove pessoas presas sob os escombros.

    Posteriormente, o governador de Istambul, Davut Gül, informou que sete pessoas foram resgatadas e levadas ao hospital.

    “De acordo com as avaliações iniciais, um total de nove pessoas ficou preso sob os escombros (…). Até o momento, sete pessoas foram encaminhadas ao hospital. Uma pessoa foi localizada e está prestes a ser resgatada. As buscas pelo último cidadão continuam”, afirmou.

    A TRT confirmou depois que uma oitava pessoa foi resgatada e também levada ao hospital, enquanto as operações continuam para encontrar a última vítima.

    Nenhum dos feridos corre risco de vida.

    Dois edifícios colapsam após explosão de gás em Istambul

  • Trump confirma que enviará agentes do ICE para aeroportos dos EUA

    Trump confirma que enviará agentes do ICE para aeroportos dos EUA

    “Nesta segunda, o ICE irá aos aeroportos para ajudar nossos maravilhosos agentes da TSA que continuam trabalhando”, afirmou o republicano em uma publicação no Truth Social neste domingo (22).

    MANOELLA SMITH
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que enviará agentes do ICE, a polícia de imigração americana, para aeroportos do país nesta segunda-feira (23). A decisão ocorre em meio a um bloqueio de repasses à Agência de Segurança de Transportes (TSA, na sigla em inglês), que levou a uma falta de agentes.

    “Nesta segunda, o ICE irá aos aeroportos para ajudar nossos maravilhosos agentes da TSA que continuam trabalhando”, afirmou o republicano em uma publicação no Truth Social neste domingo (22).

    Trump havia ameaçado no sábado mobilizar agentes federais caso os democratas no Congresso não concordem imediatamente em financiar a segurança aeroportuária. Desde 14 de fevereiro, a oposição se recusa a liberar verbas para o Departamento de Segurança Interna (DHS), órgão ao qual a TSA está subordinado, exigindo novas restrições à aplicação das leis de imigração.

    As negociações com os republicanos estão travadas, e a paralisação parcial do financiamento já entra em sua quinta semana.

    Enquanto o impasse não se resolve, o Departamento de Segurança continua com o que chama de “missões essenciais”, embora muitos de seus funcionários, como os agentes da TSA, estejam sem receber salário. A falta de financiamento teve poucas implicações para o ICE porque os republicanos aprovaram bilhões de dólares para a agência em seu projeto de lei tributária.

    Agentes de triagem e outros funcionários da TSA têm faltado ao trabalho alegando doença nas últimas semanas, causando um aumento nos tempos de inspeção em alguns aeroportos, que têm se estendido por horas. A ausência também tem levado a interrupções de viagens em grandes aeroportos.

    Republicanos tentaram pressionar os democratas a ceder e a concordar em financiar o órgão sem novas restrições aos agentes que executam a campanha de deportação de Trump. Eles argumentaram que a guerra no Oriente Médio tornava ainda mais importante financiar as agências de segurança, incluindo a TSA e o Serviço Secreto.

    Os democratas, porém, defendem sua própria proposta para financiar o departamento, excluindo o ICE (Serviço de Imigração e Controle de Alfândega), o CBP (Alfândega e Proteção de Fronteiras) e o gabinete do DHS. Os republicanos, porém, rejeitam a ideia.
    Há semanas, a oposição vem negociando com a Casa Branca. Não há sinais recentes de progresso.

    Os agentes do ICE não são especificamente treinados para a segurança aeroportuária, responsabilidade da TSA. O ICE tem desempenhado um papel central na repressão à imigração promovida pelo governo Trump.

    O órgão avançou na meta do presidente de impor políticas de imigração mais rigorosas, reduzindo drasticamente as travessias ilegais na fronteira e aumentando a contratação de agentes do ICE.

    A agência, juntamente com a Customs and Border Protection, tem enviado agentes nos últimos meses para várias cidades e estados, com foco nos governados por democratas, como parte dessa repressão.

    A mais recente megaoperação, em Minnesota, resultou na morte dos cidadãos americanos Renee Good e Alex Pretti, atingidos por tiros disparados por agentes federais. A crise causou repercussão negativa até mesmo entre alguns republicanos e culminou com a demissão da secretária de Segurança Interna, Kristi Noem.

    Trump indicou o senador republicano Markwayne Mullin para substituí-la, mas o nome ainda precisa ser aprovado pelo Congresso. Na quinta-feira (19), o Comitê de Segurança Interna do Senado votou por 8 a 7 para enviar a nomeação de Mullin ao plenário com recomendação favorável.

    Trump confirma que enviará agentes do ICE para aeroportos dos EUA

  • Irã atinge caça F-15 'inimigo' que sobrevoava Ormuz; veja o vídeo

    Irã atinge caça F-15 'inimigo' que sobrevoava Ormuz; veja o vídeo

    “Um caça F-15 inimigo foi atingido após ser detectado nos céus do sul do país, próximo à ilha de Ilha de Hormuz, por sistemas de defesa aérea. Investigações sobre o destino da aeronave continuam”, afirmou o comunicado.

    A Guarda Revolucionária do Irã declarou neste domingo (22) ter atingido um caça F-15 considerado “inimigo” enquanto a aeronave sobrevoava a região sul do país. A informação foi divulgada por meio de um comunicado reproduzido pelas agências estatais Irna e Tasnim. Segundo o texto, o jato foi identificado nas proximidades da ilha de Ormuz, localizada no Estreito de Ormuz, e acabou sendo alvo de sistemas de defesa aérea baseados em terra.

    “Um caça F-15 inimigo foi atingido após ser detectado nos céus do sul do país, próximo à ilha de Ilha de Hormuz, por sistemas de defesa aérea. Investigações sobre o destino da aeronave continuam”, afirmou o comunicado.

    Imagens divulgadas pelas agências mostram o que seria a silhueta de um avião semelhante ao modelo F-15 sendo rastreado por um sistema de mira. Em seguida, em uma cena mais distante, aparece um rastro vindo da aeronave, possivelmente no momento em que foi atingida.

     

    Até a última atualização, não havia confirmação sobre o paradeiro do caça nem sobre o país de origem. O modelo é utilizado tanto pelos Estados Unidos quanto por Israel, que ainda não comentaram o caso.

    O episódio ocorre poucos dias após a Guarda Revolucionária afirmar ter atacado um caça F-35 dos Estados Unidos, considerado um dos mais modernos do mundo. Na ocasião, segundo a imprensa internacional, a aeronave precisou realizar um pouso de emergência em uma base americana no Oriente Médio.

    O conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã chegou ao 23º dia neste domingo, sem indicação de trégua. As trocas de ataques seguem frequentes, com impactos em territórios iranianos e israelenses. Em resposta à presença militar americana, Teerã tem lançado mísseis e drones contra diferentes países da região.

    Nesse contexto, aeronaves militares, incluindo F-15 e outros modelos, realizam voos diários sobre o Irã e o Golfo Pérsico em missões de vigilância e bombardeio.

    Irã atinge caça F-15 'inimigo' que sobrevoava Ormuz; veja o vídeo

  • Irã visará centrais de dessalinização na região, se Trump atacar centrais iranianas

    Irã visará centrais de dessalinização na região, se Trump atacar centrais iranianas

    O exército iraniano anunciou no domingo que atacará as infraestruturas energéticas e as instalações de dessalinização de água na região, caso Donald Trump concretize as ameaças de destruir as centrais elétricas iranianas.

    Se a infraestrutura petrolífera e energética do Irã for atacada pelo inimigo, todas as infraestruturas energéticas, de tecnologia da informação e de dessalinização de água pertencentes aos Estados Unidos e ao regime da região serão alvo de ataques”, declarou o porta-voz do comando operacional do exército, Khatam al-Anbiya, em comunicado divulgado pela agência Fars.

    A fonte não especificou a qual “regime” estava se referindo.

    Antes disso, Donald Trump deu ao Irã um prazo de 48 horas para abrir o Estreito de Ormuz ao tráfego marítimo, sob ameaça de destruir as usinas elétricas iranianas.

    Irã visará centrais de dessalinização na região, se Trump atacar centrais iranianas

  • Cuba sofre novo apagão nacional, o segundo numa semana

    Cuba sofre novo apagão nacional, o segundo numa semana

    Cuba sofreu no sábado um novo apagão nacional, devido ao desligamento total do Sistema Elétrico Nacional às 18h38 locais (22h38 de Lisboa), o segundo em menos de uma semana e o sétimo em ano e meio.

    O Ministério de Energia e Minas de Cuba informou nas redes sociais sobre um novo incidente: “Ocorreu um desligamento total do Sistema Elétrico Nacional. Já estão sendo aplicados os protocolos para a restauração” do fornecimento de energia.

    Até o momento, não foram apontadas possíveis causas para o apagão. Diferentemente de ocasiões anteriores, os motivos do blecaute nacional de segunda-feira — o primeiro desta semana — não foram explicados.

    Cuba enfrenta uma profunda crise energética desde meados de 2014, uma situação com causas estruturais que se agravou nos últimos três meses devido ao embargo petrolífero imposto pelos Estados Unidos, elevando os cortes de energia a níveis recordes.

    Nas últimas duas semanas, foram registrados dois apagões nacionais e uma interrupção em grande escala que deixou dois terços da ilha sem eletricidade.

    Mesmo sem imprevistos, a situação já é crítica: em Havana, os cortes chegam a cerca de 15 horas por dia, e algumas regiões ficaram até dois dias consecutivos sem energia.

    Com base em experiências anteriores, a recuperação do Sistema Elétrico Nacional (SEN) é um processo lento e complexo, que pode levar dias. Ele envolve iniciar a geração de energia com fontes de arranque mais simples (solar, hidrelétrica e geradores), abastecendo pequenas áreas que depois são interligadas.

    O objetivo é restabelecer rapidamente energia suficiente para as usinas termoelétricas — principal base da produção elétrica em Cuba — para que possam voltar a operar e gerar energia em grande escala.

    O principal problema que diferencia a situação atual das anteriores é que o país praticamente não dispõe de diesel e óleo combustível para alimentar seus geradores, devido ao embargo petrolífero dos Estados Unidos.

    Colocar as usinas termoelétricas em funcionamento sem essa fonte de energia inicial rápida pode ser um grande desafio, como explicou recentemente o diretor-geral de Eletricidade do Ministério de Energia e Minas, Lázaro Guerra, após um apagão que afetou cerca de seis milhões de cubanos.

    Esse novo apagão ocorre no momento em que centenas de políticos e ativistas, principalmente da América Latina e da Europa, se reuniram em Havana em solidariedade a Cuba, protestando contra o embargo petrolífero dos Estados Unidos.

    Antes do desligamento total do SEN, Cuba já previa para sábado cortes prolongados ao longo do dia, com a expectativa de que, no pico da demanda, cerca de 60% do país ficasse simultaneamente sem energia.

    No sábado, 10 das 16 unidades de produção termoelétrica do país estavam fora de operação devido a falhas ou manutenção — apesar de essa fonte representar cerca de 40% da matriz energética.

    Essas interrupções não estão diretamente relacionadas ao embargo petrolífero, já que utilizam principalmente petróleo nacional, mas sim às condições precárias dessas infraestruturas antigas, com décadas de uso e falta crônica de investimentos.

    Outros 40% da matriz energética vinham da chamada geração distribuída (geradores a diesel e óleo combustível), que o governo informou estar completamente paralisada desde janeiro devido à falta de combustível.

    Especialistas independentes apontam que a crise energética cubana resulta de uma combinação de subfinanciamento crônico do setor e do embargo norte-americano.

    O governo cubano destaca principalmente o impacto das sanções dos Estados Unidos e acusa Washington de promover uma “asfixia energética”.

    Estimativas independentes indicam que seriam necessários entre 8 e 10 bilhões de dólares para recuperar o sistema elétrico do país.

    Os apagões vêm prejudicando a economia, que já encolheu mais de 15% desde 2020, segundo dados oficiais.

    Além disso, têm sido um dos principais gatilhos de protestos nos últimos anos, desde a revolta social de 11 de julho de 2021 até manifestações mais recentes em Havana e Morón, no centro da ilha.

    Cuba sofre novo apagão nacional, o segundo numa semana

  • Trump dá 48h para Estreito reabrir e ameaça 'aniquilação'; Irã responde

    Trump dá 48h para Estreito reabrir e ameaça 'aniquilação'; Irã responde

    O exército iraniano respondeu, neste domingo (22), que atacará infraestruturas energéticas e instalações de dessalinização de água na região caso Donald Trump leve adiante suas ameaças.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez, no sábado (21), um ultimato ao Irã, dando 48 horas para que o país abrisse “completamente, sem ameaças” o Estreito de Ormuz ao tráfego marítimo, sob risco de os EUA atacarem e destruírem usinas elétricas iranianas.

    “Se o Irã não ABRIR COMPLETAMENTE, SEM AMEAÇAS, o Estreito de Ormuz, dentro de 48 HORAS a partir deste exato momento, os Estados Unidos da América atacarão e aniquilarão suas diversas USINAS ELÉTRICAS, COMEÇANDO PELA MAIOR!”, declarou Trump nas redes sociais.

    O exército iraniano respondeu, neste domingo (22), que atacará infraestruturas energéticas e instalações de dessalinização de água na região caso Donald Trump leve adiante suas ameaças.

    O Estreito de Ormuz é a única passagem marítima entre o Golfo Pérsico e o Oceano Índico, por onde passa cerca de 20% das exportações globais de petróleo bruto.

    Desde 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel conduzem uma ofensiva militar em larga escala contra o Irã. Em resposta, Teerã fechou o Estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região.

    Irã diz que Estreito de Ormuz permanece aberto apesar do ultimato

    O Irã afirmou neste domingo (22) que o Estreito de Ormuz segue aberto à navegação internacional, com exceção de Israel e dos Estados Unidos, apesar do ultimato de 48 horas feito pelo presidente norte-americano.

    “O Estreito de Ormuz está aberto a todos, exceto aos inimigos”, declarou o representante permanente do Irã na Organização Marítima Internacional (IMO) e embaixador iraniano em Londres, Ali Mousavi, segundo a agência Mehr, citada pela EFE.

    Mousavi explicou que a passagem de navios pelo estreito é possível “mediante coordenação com as autoridades iranianas para garantir medidas de segurança e proteção”.

    O diplomata afirmou ainda que a atual situação no Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz é consequência da “agressão” dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, e destacou que Teerã está disposto a cooperar com a IMO e com outros países “para melhorar a segurança marítima e proteger os trabalhadores do setor”.

    Trump dá 48h para Estreito reabrir e ameaça 'aniquilação'; Irã responde

  • Israel confirmam impacto de mísseis iranianos no centro de Israel

    Israel confirmam impacto de mísseis iranianos no centro de Israel

    As Forças de Defesa de Israel (FDI) informaram hoje que mísseis iranianos atingiram o centro do país, sem que, por enquanto, se conheçam detalhes sobre as áreas afetadas nem sobre o número de projéteis que caíram no solo.

    Várias explosões foram ouvidas em Jerusalém por jornalistas da AFP, após um alerta emitido pelo exército israelense sobre o lançamento de mísseis iranianos em direção ao centro de Israel.

    “Até o momento, não há registro de feridos”, informaram os socorristas do Magen David Adom, equivalente israelense da Cruz Vermelha.

    “As equipes de busca e resgate do Comando da Frente Interna estão a caminho das áreas atingidas no centro de Israel. Pedimos à população que evite se reunir nesses locais”, informou o órgão militar em uma mensagem publicada em sua conta no Telegram às 7h26 (horário local).

    Minutos antes, as Forças de Defesa de Israel (FDI) haviam identificado o lançamento de mísseis do Irã em direção ao território israelense e pediram que a população das áreas afetadas agisse com responsabilidade e seguisse as orientações das autoridades.

    O ataque ocorreu horas depois de dois mísseis iranianos atingirem as cidades de Dimona e Arad, no sul do país, próximas à principal instalação nuclear de Israel, deixando cerca de 120 feridos com diferentes níveis de gravidade.

    As FDI também lançaram, na madrugada deste domingo, uma nova onda de ataques contra alvos do regime iraniano “no coração de Teerã”, embora ainda não haja detalhes sobre a dimensão dessas operações.

    Equipes de resgate israelenses afirmam que mais de 100 pessoas ficaram feridas nos ataques com mísseis iranianos contra Dimona — onde está localizada a principal instalação nuclear do país — e a cidade vizinha de Arad, em uma das escaladas mais dramáticas desde o início da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã.

    A televisão estatal iraniana classificou os ataques de sábado como uma “resposta” ao que disse ter sido um ataque ao complexo nuclear de Natanz, no Irã, ocorrido no início do dia, marcando uma nova e grave fase de retaliações neste conflito, que já entra em sua quarta semana.

    A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) informou não ter recebido qualquer indicação de danos no Centro de Pesquisa Nuclear Shimon Peres Negev, em Dimona, nem detectado níveis anormais de radiação na região.

    A agência afirmou que acompanha a situação de perto. O diretor-geral, Rafael Grossi, citado pela emissora Al Jazeera, reforçou que “é fundamental haver máxima contenção militar, especialmente nas proximidades de instalações nucleares”.

    Israel confirmam impacto de mísseis iranianos no centro de Israel

  • Netanyahu agradece à extrema-direita por defender Israel

    Netanyahu agradece à extrema-direita por defender Israel

    O primeiro-ministro israelita enviou hoje uma mensagem aos líderes ultraconservadores de Budapeste, a agradecer o apoio prestado à “civilização ocidental” e a Israel, descrevendo-o como uma “posição avançada” que protege a civilização comum contra o “fanatismo radical muçulmano”.

    Em uma breve mensagem em vídeo enviada à Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), em Budapeste, Benjamin Netanyahu afirmou que esses “fanáticos radicais” não apenas oprimem seus próprios povos, mas também representam uma ameaça para países árabes aliados e para as nações dos participantes do evento.

    O líder israelense também elogiou o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, descrevendo-o como “uma rocha” em tempos turbulentos e como um líder que garante estabilidade, segurança e proteção para seu país e seus cidadãos.

    “Vivemos tempos complicados. Precisamos de líderes que consigam enfrentar essa ameaça crescente e garantir a segurança e a estabilidade de suas nações, e Orbán oferece isso”, afirmou Netanyahu.

    A CPAC acontece pela quinta vez em Budapeste, reunindo quase 700 participantes de 51 países, entre eles o presidente da Argentina, Javier Milei, e o líder do partido de extrema direita espanhol Vox, Santiago Abascal.

    Também participam do evento a líder do partido de extrema direita alemão Alternativa para a Alemanha (AfD), Alice Weidel, entre centenas de outros políticos e ativistas.

    É esperada ainda a participação do presidente do Chega, André Ventura, e de Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro, que cumpre pena de prisão.

    Estados Unidos e Israel lançaram, em 28 de fevereiro, um ataque militar contra o Irã, durante o qual foi morto o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.

    Atualmente, o Conselho de Liderança Iraniano assumiu o comando do país.

    O Irã fechou o Estreito de Ormuz e realizou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região, como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Também foram registrados incidentes com projéteis iranianos em Chipre e na Turquia.

    Netanyahu agradece à extrema-direita por defender Israel