Categoria: MUNDO

  • Netanyahu ligou a Trump e defendeu matar líder supremo do Irã, diz agência

    Netanyahu ligou a Trump e defendeu matar líder supremo do Irã, diz agência

    Primeiro-ministro israelense defendeu ofensiva contra o Irã a Donald Trump horas antes de operação que matou Ali Khamenei; Mojtaba, filho de Khamenei, foi nomeado novo líder supremo do Irã

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, telefonou ao presidente americano, Donald Trump, menos de 48 horas antes do início do ataque conjunto de EUA e Israel ao Irã para defender a operação e argumentar que havia uma janela para atingir o líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei.

    Netanyahu falou com Trump depois de ambos receberem informes de inteligência sobre uma reunião de Khamenei com aliados em Teerã. De acordo com a Reuters, novas informações indicaram que o encontro foi antecipado para a manhã de sábado, o que teria aumentado a vulnerabilidade a um ataque de “decapitação”.

    Fontes ouvidas pela Reuters dizem que o premiê israelense defendeu que a oportunidade de matar Khamenei poderia não se repetir. Ele também teria citado tentativas anteriores atribuídas ao Irã de assassinar Trump, incluindo um suposto plano de “matar por encomenda” em 2024, quando o republicano era candidato.

    O Departamento de Justiça dos EUA acusou um homem paquistanês de tentar recrutar pessoas no país para esse plano, segundo a Reuters. A acusação aponta que a ação seria uma retaliação à morte de Qassem Soleimani, comandante da Guarda Revolucionária iraniana, em operação americana.

    Na ocasião da ligação, Trump já havia aprovado a ideia de uma operação militar contra o Irã, mas ainda não tinha definido quando e em quais condições os EUA entrariam. Segundo as fontes, a conversa foi vista como o “argumento final” de Netanyahu e, junto com a inteligência sobre a janela para atingir o líder iraniano, teria ajudado a catalisar a decisão de Trump de autorizar a Operação Epic Fury em 27 de fevereiro.

    Os primeiros bombardeios ocorreram na manhã de 28 de fevereiro, e Trump anunciou naquela noite que Khamenei estava morto. Procurada, a Casa Branca não comentou diretamente a ligação, mas a porta-voz Anna Kelly disse à Reuters que a operação buscava “destruir a capacidade de mísseis balísticos e de produção do regime iraniano, aniquilar a Marinha do regime iraniano, acabar com a capacidade de armar proxies e garantir que o Irã nunca possa obter uma arma nuclear”.

    Netanyahu negou que Israel tenha arrastado os EUA para o conflito. Ele falou sobre o tema em entrevista coletiva na quinta-feira.

    “De alguma forma, Israel arrastou os EUA para um conflito com o Irã. Alguém realmente acha que alguém pode dizer ao presidente Trump o que fazer? Ora, por favor”, disse Benjamin Netanyahu, em entrevista coletiva.

    Trump também disse publicamente que a decisão de atacar foi dele, e a Reuters afirma não haver indicação de que Netanyahu tenha forçado a entrada dos EUA na guerra. Ainda assim, a agência descreve o premiê como um defensor eficaz, ao enquadrar a ação como chance de eliminar um líder acusado de ter apoiado tentativas de matar o presidente americano.

    O secretário de Defesa, Pete Hegseth, sugeriu no início de março que a vingança foi ao menos um dos motivos da operação. Ele falou com repórteres ao comentar as razões do ataque.

    “O Irã tentou matar o presidente Trump, e o presidente Trump deu a última risada”, disse Pete Hegseth, a repórteres.

    COMO A OPERAÇÃO FOI PREPARADA

    Trump fez campanha em 2024 com o lema “America First” e dizia preferir negociar com Teerã, mas passou a considerar um ataque após o fracasso de conversas sobre o programa nuclear iraniano. A Reuters relata que um primeiro ataque ocorreu em junho, quando Israel bombardeou instalações nucleares e locais ligados a mísseis e matou líderes iranianos, com participação posterior de forças americanas.

    Depois, EUA e Israel voltaram a discutir uma segunda ofensiva aérea para atingir mais instalações de mísseis e impedir que o Irã ganhasse capacidade de construir uma arma nuclear. A agência afirma que Israel também buscava matar Khamenei, apontado como inimigo geopolítico de longa data e apoiador de grupos armados na região.

    O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, disse à N12 News em 5 de março que o planejamento israelense partiu do pressuposto de que o país agiria sozinho. A Reuters também relata que, em visita de Netanyahu a Mar-a-Lago em dezembro, o premiê disse a Trump que não estava plenamente satisfeito com o resultado da operação conjunta de junho.

    CONSEQUÊNCIAS E CENÁRIO INTERNO NO IRÃ

    Antes da ligação, o secretário de Estado Marco Rubio alertou líderes do Congresso em 24 de fevereiro que Israel provavelmente atacaria o Irã com ou sem participação americana. Segundo a Reuters, a avaliação era que Teerã retaliaria alvos dos EUA e de aliados no Golfo.

    As previsões se confirmaram, de acordo com a agência: os ataques levaram a contraofensivas iranianas, mortes de mais de 2.300 civis no Irã e de ao menos 13 militares americanos. A Reuters também cita ataques a aliados dos EUA no Golfo, o fechamento de uma das rotas marítimas mais vitais do mundo e uma disparada histórica no preço do petróleo.

    Fontes disseram à Reuters que Trump foi informado de que a morte de líderes iranianos poderia abrir espaço para um governo mais disposto a negociar, mas a CIA avaliava que Khamenei seria substituído por um linha-dura interno. A agência relata que, com a guerra na quarta semana, guardas revolucionários seguem patrulhando as ruas e milhões de iranianos permanecem em casa.

    Mojtaba, filho de Khamenei, foi nomeado novo líder supremo do Irã. O texto afirma que ele é visto como ainda mais antiamericano do que o pai.

    Netanyahu ligou a Trump e defendeu matar líder supremo do Irã, diz agência

  • Ministro de Orbán vazou informações da UE para Rússia por anos, diz jornal

    Ministro de Orbán vazou informações da UE para Rússia por anos, diz jornal

    Alegação surge três semanas antes de eleições que prometem troca de poder na Hungria; segundo Washington Post, serviço secreto russo propôs encenar atentado contra premiê

    BERLIM, ALEMANHA (CBS NEWS) – A três semanas de uma eleição com potencial para tirá-lo do poder na Hungria, Viktor Orbán está sendo acusado de desviar informações da União Europeia para a Rússia. A revelação, feita pelo jornal americano The Washington Post, chega em um dos piores momentos da relação entre Budapeste e Bruxelas.

    Segundo reportagem publicada no sábado (21), Péter Szijjártó, ministro de Relações Exteriores da Hungria, há anos abastece seu par russo, Sergei Lavrov, com informações retiradas de reuniões do Conselho Europeu. De acordo com integrante de um serviço de inteligência, não identificado no relato, Szijjártó era tão frequente no contato que ligava para Lavrov até mesmo durante intervalos dos encontros, que reúnem representantes dos 27 países-membros do bloco.

    O alinhamento de Budapeste com Moscou não é novidade. Registros oficiais mostram que o ministro esteve 16 vezes na Rússia desde a invasão da Ucrânia, em 2022. Na última, em 4 de março, encontrou Vladimir Putin. Szijjártó reagiu no X após a publicação do texto.

    “Fake news, como sempre. Vocês estão espalhando mentiras para ajudar o Partido Tisza a instalar um governo fantoche pró-guerra na Hungria”, escreveu o ministro, em referência ao principal adversário do grupo de Orbán nas eleições parlamentares de 12 de abril.

    Segundo as últimas pesquisas, o partido de Péter Magyar tem 48% de apoio, contra 39% do Fidesz, ou União Cívica Húngara, legenda populista de Orbán. À frente do país desde 2010, acusado de instrumentalizar instituições e a imprensa, o primeiro-ministro é figura de proa do autoritarismo conservador europeu, colidindo frequentemente com líderes da UE.

    No último enfrentamento, na semana passada, Orbán usou o poder de veto para recusar um empréstimo de € 90 bilhões à Ucrânia. Em baixa nas pesquisas, transformou uma rusga com Volodimir Zelenski em questão de segurança nacional -a manutenção, em solo ucraniano, de um gasoduto russo que abastece a Hungria avariado na guerra.

    Daí a referência a um “governo fantoche pró-guerra” na postagem de Szijjártó. Em cartazes da campanha eleitoral, o presidente ucraniano e Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, são alvos frequentes. Ainda assim, Bruxelas e boa parte dos opositores têm adotado cautela nas manifestações.

    A ideia é evitar dar combustível para o sentimento nacionalista que o Fidesz busca explorar para reverter o quadro das pesquisas. Isso explica as reações tímidas ao veto da semana passada, algo que, em situações semelhantes, no passado, geraram pedidos de punição à Hungria e de mudança no processo decisório europeu, como chegou a fazer o alemão Friedrich Merz em 2025.

    No fim de semana, um dos poucos a comentar o relato do Post foi o primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, crítico frequente de Orbán. “Já tínhamos nossas suspeitas sobre isso há muito tempo”, escreveu no X. Ilustrando a divisão política que trava a Polônia neste momento, o presidente do país, Karol Nawrocki, está em Budapeste nesta segunda-feira (23) para participar da campanha do colega conservador.

    Não é o único a correr para ajudar Orbán. No sábado, foi a vez de Donald Trump declarar em vídeo seu apoio ao húngaro. No mês passado, Mark Rubio, secretário de Estado americano, declarou durante visita a Budapeste que o sucesso dele seria um sucesso americano. Outro que promete visitar o país é J.D. Vance, vice-presidente dos EUA.

    Citado como modelo no discurso reacionário internacional, o primeiro-ministro húngaro afunda nas pesquisas sobretudo por questões econômicas. Magya, um ex-aliado, adotou a bandeira anticorrupção, que ressoa a ligação de Orbán com Putin. A dependência do gás russo que o premiê usa como argumento no debate europeu, segundo denúncias, não seria uma construção de contingências, mas de interesses de pessoas próximas a seu gabinete.

    Já está documentada, no mínimo, a participação de Moscou na corrida eleitoral do país. Em geral acusado de interferir em eleições europeias, o serviço secreto russo, desta vez, trabalha para manter alguém no cargo, custe o que custar. Segundo o Post, o SVR recomendou “encenar uma tentativa de assassinato” de Orbán, algo que, na avaliação da agência de espionagem, mudaria o paradigma da eleição.

    Procurada pelo jornal americano, a assessoria de Orbán não respondeu a um pedido de comentário.

    Ministro de Orbán vazou informações da UE para Rússia por anos, diz jornal

  • Avião militar cai na Colômbia; mais de 100 soldados estavam a bordo

    Avião militar cai na Colômbia; mais de 100 soldados estavam a bordo

    Um avião da Força Aérea colombiana caiu, esta segunda-feira, perto da fronteira com o Peru. Segundo os jornais ‘El Caracol’ e ‘El Tiempo’, 100 soldados estavam a bordo da aeronave

    Nesta segunda-feira (23), caiu um avião da Força Aérea da Colômbia, com mais de 100 militares a bordo. O acidente aconteceu durante a decolagem no sul do país, na fronteira com o Peru. A informação foi confirmada pelo ministro da Defesa colombiano, Pedro Sánchez.

    No X (antigo Twitter), o ministro comentou a tragédia: “Unidades militares já estão no local, no entanto, o número de vítimas e a causa do acidente ainda não foram determinados com precisão. Todos os protocolos de assistência às vítimas e seus familiares foram ativados, assim como a investigação correspondente. Expresso as minhas mais sinceras condolências às famílias dos afetados e, em respeito ao seu luto, peço a todos que evitem especulações até que haja informações oficiais disponíveis. Este é um evento profundamente doloroso para o país. Que nossas orações acompanhem e aliviem, de alguma forma, essa dor”, disse ele na publicação.

    De acordo com Sánchez, o acidente ocorreu em Puerto Leguízamo (departamento de Putumayo), na fronteira com o Peru. O ministro expressou suas condolências às “famílias dos afetados”.

    O perfil oficial da Força Aérea colombiana confirmou que se tratava de uma aeronave C-130 Hércules. “A Forças Militares estão no local prestando atendimento à emergência”, afirmou.

     

     

     

    Avião militar cai na Colômbia; mais de 100 soldados estavam a bordo

  • Pais são presos  por suspeita de violência e abuso contra bebê

    Pais são presos por suspeita de violência e abuso contra bebê

    Um casal foi colocado em prisão preventiva em Barcelona, acusado de agredir e abusar do filho de apenas um mês. A polícia catalã realizou a detenção e o bebê foi encaminhado aos serviços de proteção infantil. A investigação segue sob sigilo

    A Justiça espanhola decretou prisão preventiva para um casal acusado de agredir e abusar sexualmente do próprio filho, um bebê de pouco mais de um mês. A decisão foi tomada na sexta‑feira (20), em Barcelona, após a apresentação dos suspeitos ao tribunal.

    Os detidos são um homem de 42 anos e uma mulher de 43, que, segundo a imprensa local, não tinham antecedentes criminais. Eles respondem por maus‑tratos que teriam provocado lesões graves no bebê, além de suspeita de agressão sexual, conforme noticiado pelo jornal ABC.

    A prisão ocorreu dois dias antes, na quarta‑feira (18), quando agentes dos Mossos d’Esquadra, a polícia da Catalunha, cumpriram a detenção do casal. As autoridades informaram, em comunicado, que o caso está sob investigação do Gabinete de Proteção à Criança, que ainda não divulgou detalhes adicionais devido à gravidade e à sensibilidade da ocorrência.

    O bebê foi imediatamente afastado dos pais e está sob responsabilidade da Direção Geral de Prevenção e Proteção à Infância e Adolescência, órgão catalão encarregado de garantir a segurança de menores em situação de risco.

    As apurações seguem em andamento.

    Pais são presos por suspeita de violência e abuso contra bebê

  • Mistério em torno de Khamenei continua: "Extremamente estranho"

    Mistério em torno de Khamenei continua: "Extremamente estranho"

    Mojtaba Khamenei não aparece em público desde o início da guerra e levanta dúvidas sobre saúde e comando do país. Inteligência dos EUA e de Israel tenta confirmar se ele está vivo e no controle do regime.

    Desde que foi nomeado líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei não apareceu em público, o que tem gerado dúvidas dentro e fora do país sobre sua real situação. Ele assumiu o cargo no início de março, após a morte de seu pai, Ali Khamenei, em um ataque realizado por Estados Unidos e Israel no dia 28 de fevereiro.

    Apesar de ocupar o posto mais alto da hierarquia iraniana, Mojtaba praticamente não foi visto desde o início do conflito. Até agora, todas as suas manifestações foram feitas apenas por meio de comunicados escritos ou mensagens lidas na televisão estatal, sem qualquer aparição em vídeo ou áudio.

    A ausência pública tem levantado uma série de questionamentos. Relatos indicam que o líder pode ter sido ferido durante os ataques que atingiram o complexo onde seu pai estava. Autoridades iranianas não detalham o estado de saúde, mas fontes ouvidas por veículos internacionais afirmam que ele estaria vivo, possivelmente com ferimentos, e ainda participando das decisões do regime.

    O mistério também mobiliza serviços de inteligência ocidentais. Informações divulgadas pela imprensa internacional indicam que agências como a CIA e o Mossad tentam confirmar se Mojtaba está, de fato, no comando do país ou se outras figuras do regime assumiram o controle na prática.

    A falta de aparições públicas, inclusive em momentos simbólicos como o Ano Novo persa, aumentou ainda mais as especulações. Analistas apontam que o silêncio pode estar ligado a questões de segurança, já que líderes iranianos se tornaram alvos diretos desde o início da guerra.

    Mesmo assim, o governo iraniano insiste que Mojtaba Khamenei está vivo e liderando o país. Ainda não há confirmação independente sobre seu paradeiro nem sobre sua condição de saúde, o que mantém o cenário cercado de incertezas.

    Mistério em torno de Khamenei continua: "Extremamente estranho"

  • Trump adia prazo sobre Ormuz e suspende ataques por cinco dias

    Trump adia prazo sobre Ormuz e suspende ataques por cinco dias

    Presidente dos EUA afirma que negociações com o Irã avançaram e indica possível solução para o conflito. Decisão ocorre horas antes do fim do ultimato para reabertura da rota estratégica de petróleo

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira a prorrogação do prazo para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz. Ao mesmo tempo, afirmou que o país vai suspender, por cinco dias, os ataques a usinas de energia iranianas.

    A decisão foi divulgada poucas horas antes do fim do ultimato dado no domingo, que previa medidas mais duras caso a rota marítima não fosse liberada.

    Em publicação nas redes sociais, Trump afirmou que os dois países tiveram “conversas muito boas e produtivas”, indicando a possibilidade de uma solução para o conflito. Segundo ele, as negociações devem continuar ao longo da semana.

    Apesar da declaração, o governo norte-americano não detalhou o conteúdo das conversas, e até o momento o Irã não confirmou oficialmente qualquer negociação com os Estados Unidos.

    Trump adia prazo sobre Ormuz e suspende ataques por cinco dias

  • França vai às urnas e mantém domínio da esquerda nas grandes cidades

    França vai às urnas e mantém domínio da esquerda nas grandes cidades

    Resultado fortalece blocos progressistas às vésperas da disputa presidencial de 2027, enquanto extrema-direita avança em cidades médias, mas não consegue conquistar os principais centros urbanos do país.

    A esquerda manteve o controle das três maiores cidades da França nas eleições municipais realizadas neste domingo, incluindo Paris, a um ano da disputa presidencial de 2027. O resultado é visto como um sinal de resistência das forças progressistas diante do avanço da extrema-direita no país.

    Na capital francesa, o socialista Emmanuel Grégoire foi eleito com 50,52% dos votos, garantindo a continuidade de mais um mandato da esquerda no comando da cidade, que já governa Paris desde 2001. Ele derrotou a ex-ministra conservadora Rachida Dati, que ficou com 41,52%. Após a vitória, Grégoire afirmou que o resultado reforça o papel de Paris como símbolo de oposição ao avanço da direita e da extrema-direita no cenário nacional.

    Em Marselha, a segunda maior cidade do país, o atual prefeito Benoît Payan também foi reeleito com ampla vantagem. Ele obteve 54,34% dos votos e superou o candidato da extrema-direita, Franck Allisio. Payan destacou que a cidade demonstrou capacidade de resistir à pressão do partido Rassemblement National.

    Já em Lyon, terceira maior cidade francesa, o prefeito ecologista Grégory Doucet garantiu a vitória por uma margem apertada, com 50,67% dos votos, derrotando o empresário Jean-Michel Aulas, que era apontado como favorito nas pesquisas. O adversário questionou o resultado e afirmou que vai recorrer.

    Apesar de não conquistar as principais cidades, a extrema-direita ampliou sua presença em municípios de médio porte, especialmente no sul do país. O Rassemblement National (RN) venceu em cidades como Carcassonne, Menton e Cannes, consolidando avanços iniciados já no primeiro turno.

    Lideranças do partido comemoraram o crescimento e afirmaram que os resultados marcam o início de um novo ciclo político. Ainda assim, o RN segue enfrentando dificuldades para romper a barreira nas grandes metrópoles.

    Outro destaque foi a reeleição do ex-primeiro-ministro Édouard Philippe em Le Havre, no oeste da França. Cotado como possível candidato à presidência em 2027, ele aproveitou o resultado para reforçar um discurso de união contra os extremos.

    As eleições ocorreram em dois turnos, sendo que a segunda rodada foi necessária em cerca de 1.500 municípios. A participação dos eleitores ficou em torno de 57%, considerada baixa para os padrões franceses.

    França vai às urnas e mantém domínio da esquerda nas grandes cidades

  • Chão desaba em casamento e convidados despencam nos EUA

    Chão desaba em casamento e convidados despencam nos EUA

    Cerca de 70 pessoas foram atingidas após desabamento em espaço com 140 convidados. Seis ficaram feridas com mais gravidade e foram levadas ao hospital. Autoridades investigam possível superlotação no local.

    Cerca de 70 pessoas foram atingidas após o desabamento do piso de um espaço para casamentos nos Estados Unidos, no sábado. O acidente ocorreu no The Preserve, em New Hampshire, durante um evento que reunia aproximadamente 140 convidados.

    De acordo com as autoridades, seis pessoas ficaram feridas com maior gravidade e precisaram ser levadas ao hospital, mas não correm risco de morte. A maioria dos demais envolvidos foi atendida no local.

    Segundo relatos, o chão da estrutura cedeu repentinamente, fazendo com que dezenas de convidados caíssem. Imagens divulgadas pelo corpo de bombeiros mostram a dimensão do acidente e levantaram questionamentos sobre a capacidade do local para receber tantas pessoa

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    A principal suspeita é de que o espaço estivesse acima do limite de ocupação, o que pode ter contribuído para o desabamento. Uma investigação foi aberta para apurar as causas do incidente

    Chão desaba em casamento e convidados despencam nos EUA

  • Guerra escala: Israel ataca Teerã e Irã ameaça travar petróleo

    Guerra escala: Israel ataca Teerã e Irã ameaça travar petróleo

    Bombardeios na capital iraniana e ameaça de fechamento do Estreito de Ormuz elevam tensão global. Preço do petróleo dispara, bolsas caem e conflito se expande para o Líbano, com milhares de mortos e crise humanitária crescente.

    Israel intensificou nesta segunda-feira (23) a ofensiva contra o Irã com uma nova série de bombardeios sobre alvos estratégicos em Teerã, ampliando uma guerra que já se estende por semanas e ganha dimensão regional.

    A resposta iraniana veio no mesmo tom. Autoridades de Teerã ameaçaram bloquear totalmente o Golfo Pérsico com minas navais caso ataques atinjam suas áreas costeiras ou ilhas, além de ampliar ofensivas contra infraestruturas de energia em todo o Oriente Médio.

    O conflito, que começou após ataques coordenados de Israel e Estados Unidos contra alvos iranianos, já se espalhou por diferentes países e envolve diretamente rotas estratégicas para o fornecimento global de energia.

    Nos últimos dias, o Irã intensificou os ataques com mísseis e drones contra Israel. No sábado (22), projéteis atingiram cidades no sul do país, como Dimona e Arad. Em Dimona, que fica próxima a um complexo nuclear israelense, houve impacto em áreas urbanas, deixando dezenas de feridos. Os ataques conseguiram atravessar parte do sistema de defesa aérea, o que levantou questionamentos sobre a eficácia da proteção em cenários de ofensiva mais intensa.

    Ao mesmo tempo, o Estreito de Ormuz se tornou o principal ponto de tensão. O Irã restringiu a passagem de embarcações e ameaça fechar totalmente a rota, por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial. A medida já pressiona o mercado internacional e aumenta o risco de uma crise energética.

    Diante da escalada, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu um ultimato ao Irã para reabrir completamente o estreito em até 48 horas. Caso contrário, ameaçou atingir diretamente instalações energéticas iranianas. Em resposta, autoridades iranianas afirmaram que poderão ampliar os ataques e considerar infraestruturas em toda a região como alvos legítimos.

    Os reflexos econômicos já aparecem nos mercados internacionais. Em meio ao bloqueio do Estreito de Ormuz e ao temor de interrupção no fluxo de petróleo, o barril do Brent chegou a US$ 113,76 e o WTI a US$ 101,32 nesta segunda-feira. Na Ásia, o índice Nikkei, de Tóquio, caiu cerca de 3,5%, acompanhando perdas em outros mercados da região, pressionados pela alta do petróleo e pelo risco de inflação global, segundo a Reuters.

    A escalada militar também avançou para o Líbano. Israel ampliou os ataques contra o Hezbollah, bombardeou pontes sobre o rio Litani e intensificou operações no sul do país. Segundo a Reuters, autoridades israelenses indicam que a ofensiva pode se prolongar por semanas, elevando o risco de expansão do conflito.

    No campo humanitário, o impacto é crescente. No Líbano, mais de 1.000 pessoas morreram e cerca de 1 milhão foram deslocadas desde a intensificação dos ataques, de acordo com autoridades locais. Já no Irã, estimativas reunidas pela Reuters apontam mais de 1.300 mortos no país, com números totais do conflito superando 2.000 vítimas.

    Guerra escala: Israel ataca Teerã e Irã ameaça travar petróleo

  • “Pare, pare”: áudio revela alerta antes de acidente de avião em Nova York

    “Pare, pare”: áudio revela alerta antes de acidente de avião em Nova York

    Gravações do controle aéreo mostram alertas e tensão segundos antes da colisão entre um avião e um caminhão dos bombeiros no aeroporto LaGuardia. Piloto e copiloto morreram, e outras 13 pessoas ficaram feridas. Autoridades investigam o caso

    Áudios do controle de tráfego aéreo revelam momentos de tensão antes da colisão entre um avião e um veículo de combate a incêndios no aeroporto LaGuardia, em Nova York, na noite de domingo (22). Nas gravações, um operador alerta repetidamente: “Caminhão 1, pare, caminhão 1, pare”. Em seguida, já após o acidente, outra voz afirma: “Não foi bonito. Cometi um erro”, enquanto um colega responde que ele fez “o melhor que podia”.

    O acidente envolveu uma aeronave da Air Canada e um caminhão dos bombeiros na pista 4 do aeroporto, no momento em que o avião, um modelo CRJ-900 vindo de Montreal, realizava o pouso.

    De acordo com a imprensa norte-americana, incluindo a ABC, o piloto e o copiloto morreram na colisão. Outras 13 pessoas ficaram feridas e foram levadas a hospitais, entre elas 11 passageiros e dois ocupantes do veículo de emergência.

    Após o impacto, os protocolos de emergência foram acionados imediatamente. O aeroporto chegou a ser fechado para permitir o atendimento às vítimas e o início das investigações.

    A Junta Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos (NTSB) informou que enviou uma equipe ao local para apurar as causas do acidente. As circunstâncias que levaram à presença do veículo na pista no momento do pouso ainda estão sendo investigadas.

    “Pare, pare”: áudio revela alerta antes de acidente de avião em Nova York