Categoria: POLÍTICA

  • Senado aprova política de proteção a animais resgatados em desastres

    Senado aprova política de proteção a animais resgatados em desastres

    A proposta visa estruturar protocolos permanentes para atuação preventiva e coordenada em casos de emergência. O projeto também prevê medidas preventivas e reparatórias que deverão ser adotadas por empreendedores sujeitos a licenciamento ambiental. 

    O Senado aprovou nesta quarta-feira (25) o Projeto de Lei (PL) 2950/2019 que estabelece ações de proteção a animais afetados por emergências, acidentes e por desastres. O projeto, que vai à sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, institui a Política de Acolhimento e Manejo de Animais Resgatados, com regras para resgate, acolhimento e destinação de animais afetados e altera leis ambientais e de segurança de barragens. 

    A proposta visa estruturar protocolos permanentes para atuação preventiva e coordenada em casos de emergência. O projeto também prevê medidas preventivas e reparatórias que deverão ser adotadas por empreendedores sujeitos a licenciamento ambiental. 

    O foco é a redução da mortalidade de animais domésticos e silvestres em desastres por meio da integração de políticas de proteção ambiental e defesa civil e da maior conscientização sobre direitos e bem-estar animal. 

     

    Veja as ações previstas para cada ente federativo: 

    União: 

    • Apoiar os estados, o Distrito Federal e os municípios no mapeamento das áreas de risco, nos estudos de identificação de risco de desastre e nas demais ações de prevenção, mitigação, resgate, acolhimento e manejo dos animais atingidos 
    • Estabelecer medidas preventivas de segurança contra desastres em unidades de conservação federais

    Estados 

    • Apoiar os municípios na identificação e mapeamento das áreas de risco 
    • Oferecer capacitação de recursos humanos para as ações de proteção, acolhimento e  manejo de animais resgatados

    Municípios 

    • Oferta de capacitação de recursos humanos para as ações de proteção, acolhimento e  manejo de animais resgatados
    • Fiscalização das áreas de risco de desastre
    • Intervenção preventiva e a evacuação dos animais das áreas de alto risco ou vulneráveis
    • Organizar o sistema de resgate e atendimento emergencial à fauna impactada 
    • Prover abrigos temporários para os animais resgatados
    • Estimular a participação de entidades privadas, de associações de voluntários e de organizações não governamentais nas ações de acolhimento dos animais

    Senado aprova política de proteção a animais resgatados em desastres

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  • Lula e Flávio Bolsonaro empatam no 2º turno, aponta pesquisa

    Lula e Flávio Bolsonaro empatam no 2º turno, aponta pesquisa

    No principal confronto testado, Flávio aparece com 46,3% das intenções de voto, enquanto Lula registra 46,2%, configurando empate dentro da margem de erro. Em relação ao levantamento anterior, o petista recuou três pontos porcentuais, enquanto o senador subiu 1,4 ponto.

    A pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira, 25, indica cenário de forte polarização em simulações de segundo turno para a eleição presidencial de 2026, com empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Ambos aparecem empatados pela primeira vez nas simulações do instituto.

    No principal confronto testado, Flávio aparece com 46,3% das intenções de voto, enquanto Lula registra 46,2%, configurando empate dentro da margem de erro. Em relação ao levantamento anterior, o petista recuou três pontos porcentuais, enquanto o senador subiu 1,4 ponto.

    Em eventual repetição do segundo turno de 2022, Lula marca 44,9% e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem 43,4%. No mesmo cenário estimulado, o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) aparece com 3,8% e a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), com 2%.

    A pesquisa ouviu 4.986 brasileiros adultos por meio de recrutamento digital aleatório entre os dias 19 e 24 de fevereiro. A margem de erro é de um ponto porcentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07600/2026.

    A pesquisa também testou Lula contra outros nomes da direita e do centro-direita. Contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está preso após condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado, o petista registra 47,3%, ante 45,4% do adversário. Em disputa com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), Lula tem 47,5%, enquanto ela soma 44,7%.

    Em cenário contra o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), Lula aparece com 46%, frente a 41,7% do mineiro. Já contra o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), o presidente marca 45,7%, ante 37,6% do goiano.

    Contra o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), Lula tem 45,5%, enquanto o paranaense registra 39%. Em disputa com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), o petista soma 45,2%, ante 24,5% do tucano.

    Lula aparece numericamente atrás contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Nesse confronto, Tarcísio registra 47,1%, enquanto o presidente tem 45,9%.

    Rejeição e percepção de risco

    O levantamento mostra ainda que Lula é rejeitado por 48,2% dos eleitores. Flávio Bolsonaro tem rejeição de 46,4%, e Jair Bolsonaro, de 44,2%.

    Questionados sobre qual resultado eleitoral geraria mais temor, 47,5% dos entrevistados afirmaram que a reeleição de Lula causaria mais medo do que a vitória de Flávio Bolsonaro. Outros 44,9% disseram que a vitória do senador seria mais preocupante do que a permanência do petista no Palácio do Planalto. Para 7,1%, ambos os desfechos geram preocupação equivalente.

    O cenário reforça a manutenção da polarização entre lulismo e bolsonarismo ampliado, com disputas apertadas e altos índices de rejeição de ambos os polos.

    Lula e Flávio Bolsonaro empatam no 2º turno, aponta pesquisa

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  • Bolsonaro pediu mais tempo para decidirmos chapa do Senado em SP, diz Flávio

    Bolsonaro pediu mais tempo para decidirmos chapa do Senado em SP, diz Flávio

    Deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), cotado para um dos apoios ao Senado, também participou do encontro e disse que aceitará a decisão de Flávio e de Jair Bolsonaro

    O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, afirmou nesta quarta-feira, 25, que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu um tempo maior para a decisão da chapa ao Senado em São Paulo.

    “Com relação à segunda vaga lá no Senado, ele pediu mais uma vez para aguardar e analisar mais pesquisas e conversar com mais algumas lideranças e também com o Eduardo Bolsonaro para gente tomar uma decisão com mais tranquilidade, um pouquinho mais para frente”, declarou a jornalistas, após visitar seu pai, preso na Papudinha, em Brasília.

    O deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), cotado para um dos apoios ao Senado, também participou do encontro e disse que aceitará a decisão de Flávio e de Jair Bolsonaro.

    “Fico feliz em ter o apoio do presidente Bolsonaro, do senador Flávio Bolsonaro consolidado para uma das vagas ao Senado, mas deixei muito claro que eu sou soldado desse grande time que está sendo formado. Serei candidato ao que o senador Flávio Bolsonaro me designar isso em condição conjunta com o presidente Bolsonaro”, falou o deputado do PP.

    Flávio deve se reunir na sexta-feira, 27, com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), para debater a política do Estado.

    Na conversa, Flávio ainda mencionou que, no Distrito Federal, Michelle Bolsonaro e Bia Kicis são pré-candidatas do PL ao Senado. Também disse que, em São Catarina, já está acertado que o governador Jorginho Mello será candidato à reeleição pela legenda.

    Saúde de Bolsonaro

    Flávio voltou a defender a prisão domiciliar de Bolsonaro e afirmou que o pai pareceu mais disposto nesta quarta-feira, mas que teve uma crise de soluço na segunda-feira, 23. “Ele fica sozinho numa cela. Mais uma vez, os efeitos colaterais do remédio que ele toma causam tontura, podem causar outros efeitos colaterais, que é perigoso ele ficar sozinho numa cela”, declarou.

    Bolsonaro pediu mais tempo para decidirmos chapa do Senado em SP, diz Flávio

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  • Como ficou o PL Antifacção? Após 8 versões, proposta foi aprovada na Câmara; veja o que muda

    Como ficou o PL Antifacção? Após 8 versões, proposta foi aprovada na Câmara; veja o que muda

    Proposto original da ‘PL Antifacção’, mas foi modificada e defendida de direita para se apropriar da proposta; texto agora irá para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

    Após idas e vindas, extensas negociações e oito versões, o Projeto de Lei Antifacção foi aprovado na Câmara dos Deputados na noite desta terça-feira, 24. O texto agora irá para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O governo amargou algumas derrotas no texto final. A proposta de taxar bets para financiar ações na área da segurança pública, acabou ficando de fora do texto.

    O PL tem como objetivo a asfixia financeira do crime organizado. Ele endurece penas cometidas por integrantes de organização criminosa, grupo paramilitar ou milícia privada. Em casos de:

    – Ameaça qualificada – pena prisão de um a três anos;

    – Lesão corporal seguida de morte – pena de prisão de 20 a 40 anos;

    – Lesão corporal – aumento da prisão (três meses a um ano) em 2/3 da pena;

    – Sequestro ou cárcere privado – pena de prisão de 12 a 20 anos;

    – Furto – pena de prisão de quatro a dez anos e multa;

    – Roubo – aumento da pena para esse crime (quatro a dez anos) em três vezes;

    – Latrocínio – pena de prisão de 20 a 40 anos, e multa;

    – Extorsão – aumento da pena para esse crime (quatro a dez anos) em três vezes;

    – Extorsão mediante sequestro – aumento da pena para esse crime (8 a 15 anos) em dois terços;

    – Receptação – aumento da pena para esse crime (um a quatro anos, e multa) em dois terços;

    – Tráfico de drogas – aumento da pena (5 a 15 e multa, no caso de tráfico, e dois a seis anos, também com multa, na situação de colaboração em grupo) no dobro; e

    – Posse e porte irregular de arma de fogo de uso permitido ou restrito – aumento da pena em 2/3 (nesses três crimes as penas variam entre o mínimo de um ano e o máximo de seis anos de prisão), se praticado em concurso ou ligado ao tráfico de drogas.

    Veja os principais pontos do texto aprovado:

    Tipos penais

    Cria os crimes de “domínio social estruturado”, com pena mínima de 20 a 40 anos de prisão, e de “favorecimento ao domínio social estruturado”, que tem pena de 12 a 20 anos. As penas podem chegar a até 66 anos, a depender se o infrator era líder da organização criminosa, por exemplo.

    Perdimento extraordinário de bens

    O juiz pode decretar o perdimento extraordinário de bens para infratores que estejam enquadrados no rol de crimes do projeto antifacção independente da condenação. O perdimento pode ser decretado “se restar clara a origem ilícita do bem, direito ou valor”.

    Financiamento da segurança pública

    Bens apreendidos passam a ser destinados ao Fundo de Segurança Pública do respectivo Estado ou ao Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), em caso de participação da Polícia Federal na operação.

    Auxílio reclusão e direito ao voto

    Veda a concessão de auxílio-reclusão aos dependentes de membros de organização criminosa ultraviolenta e restringe o direito ao voto a presos provisórios.

    Uso de tecnologia para investigação

    Monitoramento de comunicações entre presos provisórios ou condenados vinculados a organização criminosa ultraviolenta e advogados. O conteúdo poderia ser autorizado por “razões fundadas de conluio criminoso reconhecidas judicialmente”.

    Como ficou o PL Antifacção? Após 8 versões, proposta foi aprovada na Câmara; veja o que muda

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  • Anotações do PL sobre palanques de Flávio sugerem troca de vice de Tarcísio e risco em MG

    Anotações do PL sobre palanques de Flávio sugerem troca de vice de Tarcísio e risco em MG

    Lista indica nomes que partido vai apoiar para governos estaduais e Senado; observações manuscritas contêm opiniões que raramente chegam ao público e destacam oportunidade para ocupar vaga em SP e descrença em candidato de MG

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Anotações feitas durante uma reunião da cúpula do PL, nesta terça-feira (24), com a presença do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), revelam planos do partido do ex-presidente Jair Bolsonaro nas eleições deste ano e expõem opiniões sobre os candidatos que não são levadas ao conhecimento do público.

    A reportagem obteve acesso ao texto, que é intitulado “situação nos estados” e contém uma lista impressa de possíveis concorrentes junto a diversas anotações à mão. Não foi possível identificar o autor das observações feitas à caneta, mas na sala onde esse mapa foi debatido estavam os políticos que compõem a cúpula do PL, além do próprio Flávio.

    Nesta terça, o senador participou de reuniões com seu coordenador de campanha, o senador Rogério Marinho (PL-RN), e o presidente do partido, Valdemar Costa Neto.

    No topo da primeira página, está escrito “ligar Tarcísio”, em referência ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

    Em relação a São Paulo, as anotações tratam de possíveis candidatos para a vaga de vice de Tarcísio, que vai disputar a reeleição. O nome do atual vice, Felício Ramuth (PSD), que era o nome preferido de Tarcísio, aparece ligado por uma seta a um “$”. Ramuth é alvo de uma investigação sobre lavagem de dinheiro, caso revelado na semana passada. Ele nega ter cometido qualquer irregularidade.

    Logo abaixo, há uma pergunta: “André do Prado vice?”, em referência ao presidente da Assembleia Legislativa, que é do PL e tenta desbancar Ramuth para a vaga de vice.

    O deputado Guilherme Derrite (PP) é um dos candidatos ao Senado na chapa bolsonarista, mas o segundo nome da disputa, a ser indicado pelo PL, está em aberto. O rascunho traz escritos à mão cinco possíveis candidatos, nesta ordem: Renato Bolsonaro, irmão do ex-presidente Jair Bolsonaro, Mario Frias, Eduardo Bolsonaro, Coronel Mello Araújo e Marco Feliciano.

    A reunião foi marcada por Flávio e seus principais aliados para traçar um panorama do partido a meses da eleição nacional. Tratou-se de um “brainstorm” com a fotografia do momento, segundo interlocutores do senador. O registro oficial de candidatos ocorre apenas em agosto.

    O papel indica descrença da cúpula do PL, em Minas Gerais, a respeito do vice-governador Mateus Simões (Novo), que vai disputar o governo. O vice leva a observação “me puxa para baixo”.

    “Se for candidato”, segue a anotação sobre Simões, “Cleitinho e Pacheco também são”, diz o papel, em referência ao senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que pode ser o candidato de Lula (PT) ao Governo de Minas, e ao senador Cleitinho (Republicanos).

    O PL também cogita lançar Flávio Roscoe, presidente da Fiemg (Federação das Indústrias de Minas Gerais), ao governo. O partido de Flávio não tem um candidato em Minas -o deputado Nikolas Ferreira era cotado, mas não quer concorrer ao Executivo. Ao lado de Roscoe está escrito “conversa com Nikolas”.

    O senador Carlos Viana (Podemos-MG), o secretário Marcelo Aro (PP) e os deputados Eros Biondini (PL-MG) e Domingos Sávio (PL-MG) estão registrados como candidatos ao Senado, mas apenas Viana e Sávio têm um traço feito à caneta de endosso ao lado do nome.

    Em Alagoas, entre os cotados para o governo aparecem o prefeito de Maceió, JHC (PL), e o deputado federal Alfredo Gaspar (União Brasil). Ao lado de JHC, o rascunho diz que é preciso conversar com ele até o dia 15 de março, enquanto, ao lado de Gaspar, a anotação diz: “único que pedirá voto para mim”.

    Entre os candidatos ao Senado no estado, uma anotação a caneta inclui o nome “Arthur (JB)”, em uma indicação de que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pode apoiar o deputado Arthur Lira (PP-AL) para o posto.

    Um acordo no PL estabeleceu que Bolsonaro vai definir os candidatos ao Senado, enquanto Valdemar vai escolher os candidatos aos governos estaduais.

    O documento mostra um impasse do PL no Distrito Federal. Em tese, a chapa do partido seria formada pela vice-governadora Celina Leão (PP) como candidata ao governo, ao lado das candidatas ao Senado Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL).

    Uma anotação à caneta, porém, observa que “se Ibaneis [Rocha, do MDB] for candidato ao Senado, não dá para oficializar com Celina”. O rascunho indica que não haveria espaço para duas candidatas do PL na mesma chapa.

    O governador do Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), deve ser o apoiado pelo PL no estado, com o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) e o ex-deputado estadual Capitão Contar (PL) como possíveis candidatos ao Senado. “Recall/melhor nas pesquisas”, diz uma observação sobre Contar.

    No estado, o deputado federal bolsonarista Marcos Pollon diz que pretende concorrer ao governo ou, caso Bolsonaro prefira assim, ao Senado. O rascunho registra: “Pollon (pediu 15 mi para não ser candidato)”.

    Procurado pela reportagem, Pollon diz que a anotação “não faz o menor sentido” e que não tem tido contato com Valdemar para fazer tal pedido.

    “Eles sabem que eu não trabalho desse jeito. Quem trabalha com militância não precisa de dinheiro. Isso é uma campanha de assasinato de reputação porque sabem que não estou à venda e não me dobro a acordos”, disse.

    Na Bahia, o documento demonstra que a prioridade do PL é estabelecer uma aliança com ACM Neto (União Brasil), que vai disputar o governo. “Conversar primeiro, depois tratamos de palanque completo”, diz a anotação escrita ao lado do nome do ex-prefeito de Salvador.

    Já no Ceará o plano é apoiar Ciro Gomes (PSDB), com o PL integrando sua chapa. No Piauí, o presidente do PP, Ciro Nogueira, aparece como opção de apoio ao Senado.

    O documento aponta que o senador Efraim Filho (União Brasil-PB) deve se filiar ao PL para concorrer ao Governo da Paraíba. O ex-ministro Marcelo Queiroga (PL) deve disputar o Senado.

    O deputado federal Giacobo (PL-PR) “não pode ser candidato (Valdemar)”, diz o rascunho. No estado, o plano do PL é apoiar o deputado Filipe Barros (PL) para o Senado. Apoiar um segundo nome, como Cristina Graeml, diz o documento, “não dá, atrapalharia Filipe”.

    Isso porque o PL conta com a eleição de Deltan Dallagnol para o Senado, e são apenas duas vagas. “Candidato do Ratinho [Junior, do PSD], primeiro nas pesquisas”, diz o rascunho a respeito de Dallagnol.

    O Rio Grande do Sul aparece resolvido com um “ok”. O candidato ao governo será o deputado federal Zucco (PL) e os candidatos ao Senado serão os deputados Sanderson (PL) e Marcel Van Hattem (Novo).

    O ex-ministro Onyx Lorenzoni (PP) faria parte da negociação para vice-governador. “Ligar para Onyx e comunicar. Oferecer vice para o PP (Covatti [deputado federal] aceita)”, diz.

    Em relação a Goiás, os possíveis candidatos ao governo seriam o vice-governador Daniel Vilela (MDB) e o senador Wilder Moraes (PL), enquanto para o Senado estão cotados o deputado Gustavo Gayer (PL) e Gracinha Caiado (União Brasil), que é mulher do governador Ronaldo Caiado (PSD).

    O senador Wellington Fagundes (PL), pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, aparece com a observação: “primeiro lugar nas pesquisas”. Sua nora, Janaina Riva (MDB), está entre os cotados para o Senado e “será candidata de qualquer jeito”, segundo o rascunho, ou seja, integrando a chapa do PL ou não.

    Em Santa Catarina, como mostrou a Folha de S.Paulo, o senador Esperidião Amin (PP) foi preterido na chapa para o Senado, que terá Carlos Bolsonaro (PL) e a deputada Caroline de Toni (PL), por determinação de Bolsonaro. No rascunho, o nome de Amin aparece riscado.

    Anotações do PL sobre palanques de Flávio sugerem troca de vice de Tarcísio e risco em MG

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  • PF mira ex-senador Fernando Bezerra Coelho e filho em operação sobre suspeita de desvio de emendas

    PF mira ex-senador Fernando Bezerra Coelho e filho em operação sobre suspeita de desvio de emendas

    A operação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal); mandados são cumpridos nos estados de Pernambuco, Bahia, São Paulo, Goiás e no Distrito Federal

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – A Polícia Federal cumpre 42 mandados de busca e apreensão nesta quarta-feira (25) sob autorização do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), em uma apuração sobre suspeitas de desvios de emendas do ex-senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) e um dos seus filhos, o deputado Fernando Coelho Filho (União Brasil-PE).

    A operação, chamada Vassalos, tem o objetivo de apurar suspeitas de crimes em licitações e fraudes em licitações e contratos, além de peculato, corrupção, de dinheiro e organização criminosa. A Folha busca contato com o ex-senador e o deputado.

    Fernando Bezerra Coelho foi ministro da Integração Nacional de Dilma Rousseff (PT) e líder do governo de Jair Bolsonaro (PL) no Senado. Já o filho foi ministro de Minas e Energia no governo Michel Temer (MDB).

    Os mandados são cumpridos nos estados de Pernambuco, Bahia, São Paulo, Goiás e no Distrito Federal. Não houve buscas no Congresso Nacional.

    A investigação aponta para existência de uma organização composta por agentes públicos e privados suspeita de desviar recursos públicos oriundos de emendas parlamentares, por meio do direcionamento de licitações para empresa vinculada ao grupo, com posterior utilização dos valores desviados no pagamento de vantagens indevidas e ocultação de patrimônio.

    PF mira ex-senador Fernando Bezerra Coelho e filho em operação sobre suspeita de desvio de emendas

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  • Moraes manda notificar Eduardo Bolsonaro sobre abertura de ação penal

    Moraes manda notificar Eduardo Bolsonaro sobre abertura de ação penal

    Ex-deputado terá prazo de 15 dias para entregar defesa no processo. Se optar por não apresentar defesa, Moraes poderá determinar que a defensoria pública assuma o caso

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (24) que o ex- deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) seja notificado por edital sobre a abertura de uma ação penal pelo crime de coação no curso do processo.

    Com a publicação da notificação no Diário Eletrônico da Justiça, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está nos Estados Unidos, terá prazo de 15 dias para entregar defesa no processo, que foi aberto oficialmente na semana passada. 

    A partir de agora, o ex-deputado poderá indicar testemunhas, apresentar provas de inocência e pedir diligências específicas que sejam interessantes para sua defesa.  

    Se optar por não apresentar defesa, Moraes poderá determinar que a defensoria pública assuma o caso. Em novembro do ano passado, por unanimidade, o STF aceitou denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) no inquérito que apurou a atuação do ex-parlamentar junto ao governo dos Estados Unidos para promover o tarifaço contra as exportações brasileiras, a suspensão de vistos de ministros do governo federal e de ministros da Corte. Eduardo está nos Estados Unidos desde fevereiro do ano passado.

    No final de 2025, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados decidiu cassar o mandato de Eduardo Bolsonaro.

    A decisão foi tomada após ele deixar de comparecer a um terço do total de sessões deliberativas da Câmara dos Deputados, conforme prevê a Constituição. O filho de Bolsonaro faltou a 56 das 71 sessões realizadas em 2025, equivalente a 79% das sessões.

    Moraes manda notificar Eduardo Bolsonaro sobre abertura de ação penal

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  • MP-RJ retoma investigação sobre 'rachadinha' contra Carlos Bolsonaro

    MP-RJ retoma investigação sobre 'rachadinha' contra Carlos Bolsonaro

    Ex-vereador afirmou anteriormente que confia em todos os seus funcionários e que envolvidos demonstrariam a fragilidade da acusação; investigação foi enviada para Promotoria para avaliação sobre novas diligências; Carlos tinha ficado de fora de denúncia envolvendo seu gabinete

    RIO DE JANEIRO, RJ (CBS NEWS) – A Procuradoria-Geral de Justiça do Rio de Janeiro retomou a investigação contra o ex-vereador Carlos Bolsonaro sobre a suposta prática de “rachadinha” em seu antigo gabinete na Câmara Municipal.

    O órgão rejeitou o arquivamento do caso, que foi enviado para uma outra Promotoria para avaliação quanto à necessidade de novas diligências a fim de esclarecer o suposto envolvimento de Carlos no recolhimento de salários de funcionários de seu gabinete.

    Essa medida foi tomada após a Justiça do Rio de Janeiro determinar a devolução da investigação ao Ministério Público, depois de o promotor Alexandre Graça oferecer uma denúncia contra ex-funcionários de Carlos, mas sem incluir o ex-vereador entre os acusados.

    Graça tinha considerado que não foi identificada irregularidade na movimentação financeira do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

    Procurada a defesa de Carlos não se manifestou até a publicação deste texto.

    Anteriormente, na ocasião do arquivamento, o filho do ex-presidente disse receber com tranquilidade a informação e declarou também indignação com a denúncia contra integrantes de seu gabinete. “Confio em todos os meus funcionários e tenho absoluta certeza que todos os envolvidos demonstrarão a fragilidade da acusação e suas inocências”, à época.

    Em decisão do último dia 9, o subprocurador-geral de Justiça de Atribuição Originária, Marcelo Pereira Marques, considerou o arquivamento da apuração contra Carlos prematuro e enviou o procedimento para outra Promotoria para nova avaliação do caso.

    Como a Folha de S.Paulo mostrou, a apuração foi encerrada sem a realização de diligências que levaram à denúncia contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), posteriormente arquivada após anulação de provas.

    O Ministério Público encerrou a apuração contra o vereador sem analisar as transações imobiliárias dele, bem como não questionou planos de saúde sobre como foram quitados boletos. Essas informações foram cruciais para identificar parte da lavagem de dinheiro atribuída ao senador.

    Contudo, a apuração sobre Carlos apontou que ele e o irmão tinham movimentações financeiras distintas. O ex-vereador sacou quase 90% do salário, enquanto o senador fez poucas retiradas. A prática dificulta a identificação de possíveis desvios, já que o filho “02” do ex-presidente possuía lastro para transações em espécie.

    O promotor Alexandre Graça, responsável pelo procedimento, afirmou que “as diligências que se fizeram necessárias foram realizadas”. Disse também que “o questionamento feito é fruto do desconhecimento da investigação”.

    MP-RJ retoma investigação sobre 'rachadinha' contra Carlos Bolsonaro

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  • Flávio diz que Eduardo quer disputar o Senado mesmo vivendo nos EUA

    Flávio diz que Eduardo quer disputar o Senado mesmo vivendo nos EUA

    Flávio constatou que apesar da vontade do irmão de se candidatar, e manter imunidade parlamentar, que seria difícil explicar ao eleitor; Eduardo perdeu o cargo por faltas ao trabalho

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, afirmou que o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), seu irmão, quer ser candidato ao Senado, mas diz ver dificuldade nessa hipótese, dado que ele está fora do país.

    No fim do ano passado, Eduardo teve o mandato cassado pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados por ter excedido o número de faltas permitidas. Ele se mudou para os EUA, em março de 2025, para comandar uma campanha junto a autoridades americanas contra o julgamento de seu pai, Jair Bolsonaro (PL). O ex-presidente está preso após ter sido condenado por tentativa de golpe de Estado.

    “Eduardo está elegível, apesar de estar fora. Eduardo está em primeiro na pesquisa [para o Senado] em São Paulo. Então, não adianta querer tratar ele como se fosse carta fora do baralho. Ele tem o peso dele, ele vai querer emprestar a sua imagem para os candidatos ao Senado da nossa chapa”, disse Flávio.

    Questionado sobre a possibilidade de Eduardo concorrer ao Senado, como estava previsto antes da mudança dele para os Estados Unidos, Flávio afirmou que seria difícil justificar isso ao eleitor.

    “Eduardo teria a chance teórica de ser candidato. Ele quer? Óbvio que ele quer. […] Eu expliquei pra ele que eu vejo dificuldade em função disso. Se ele perde o mandato por falta, como é que ele vai explicar para o eleitor que ele vai se eleger, vai tomar falta e vai perder o mandato também?”, disse Flávio.

    Em São Paulo, a chapa bolsonarista será composta pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição, e, em relação ao Senado, um candidato será o deputado Guilherme Derrite (PP) e o outro nome, a ser escolhido pelo PL, está em aberto.

    Da mesma forma que disse que Eduardo terá peso na escolha, Flávio também afirmou que o nome será definido em consonância com Tarcísio e o ex-presidente Bolsonaro. O PL realiza uma pesquisa com cerca de dez nomes cotados para a disputa ao Senado para avaliar a viabilidade de cada um.

    “O Eduardo quer tomar uma decisão também que tenha um alinhamento com o governador Tarcísio, provavelmente passando pelo presidente Bolsonaro”, afirmou Flávio.

    Ainda falando sobre o irmão, Flávio minimizou os embates protagonizados por Eduardo dentro do bolsonarismo nos últimos dias. O ex-deputado cobrou da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) dedicação à pré-campanha de Flávio.

    Como mostrou a Folha, Flávio esteve com o irmão nos EUA no último fim de semana e, ao retornar ao Brasil na segunda-feira (23), tentou colocar panos quentes no conflito, afirmando pelas redes sociais que precisará da ajuda e união de todos.

    “A conversa que eu tive com ele lá nos Estados Unidos foi de uma pessoa bastante madura, consciente, que não quer mais ficar discutindo quem está certo e quem está errado. Ele quer dar a colaboração dele da melhor forma possível para esse projeto nacional dar certo. […] Entendendo que o momento não é de ficar estimulando ou tentando vencer a discussão, […] porque a gente tem uma questão maior. Ele se comprometeu comigo de estar nessa linha agora integralmente.”

    Flávio disse ainda que o irmão sofre uma perseguição covarde e que, mais do que ninguém, sabe da importância de vencer a eleição. “Acho que isso explica um pouco a ansiedade dele de querer que as pessoas se engajem de corpo e alma de uma vez na nossa pré-campanha”, completou.

    Flávio diz que Eduardo quer disputar o Senado mesmo vivendo nos EUA

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  • Malafaia diz que Eduardo 'calado' ajuda mais na campanha de Flávio do que 'falando asneira'

    Malafaia diz que Eduardo 'calado' ajuda mais na campanha de Flávio do que 'falando asneira'

    O líder religioso destacou ainda que Michelle está “sofrendo” por causa da prisão do marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O pastor defendeu que a ex-primeira-dama merece respeito neste momento.

    O pastor Silas Malafaia afirmou que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) ajudaria mais a pré-campanha presidencial do irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), mantendo-se \”calado\”. Segundo Malafaia, Eduardo está \”falando asneira\” no embate recente nas redes sociais com o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).

    Para o pastor, as declarações de Eduardo representam um \”amadorismo político sem tamanho\”. \”Calado vai ajudar muito mais o irmão do que abrindo a boca para falar asneira. Ele calado vai ser um belíssimo cabo eleitoral para o irmão\”, disse Malafaia em entrevista ao Metrópoles nesta segunda-feira, 23.

    O líder religioso destacou ainda que Michelle está \”sofrendo\” por causa da prisão do marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O pastor defendeu que a ex-primeira-dama merece respeito neste momento.

    A controvérsia entre os bolsonaristas teve início após Eduardo Bolsonaro criticar Michelle e Nikolas. Ele afirmou que ambos estariam \”jogando o mesmo jogo\” e sofrendo de \”amnésia\”.

    \”Você vê que um, lado a lado, compartilha o outro e se apoia nas redes sociais. Só estão com \’amnésia\’, não sei por qual motivo\”, disse. \”Não vi nenhum post da Michelle a favor do Flávio. Ela compartilha o Nikolas toda hora. Não sei o que está faltando. Isso é uma pergunta a ser feita para ela. Eu acho que o apoio está aquém do desejável\”, acrescentou.

    Eduardo também declarou ter estranhado falas de Nikolas em que o deputado defende um \”projeto da direita\”, e não um projeto específico ligado a Flávio. \”Não consegui compreender\”, afirmou.

    Em resposta, Nikolas Ferreira disse que Eduardo \”não está bem\” e negou qualquer \”amnésia\” por parte dele ou de Michelle, mas reafirmou apoio a Flávio.

    \”Bater em mim eu já estou acostumado. Já tem mais de três anos que eles estão aí nessa saga. Mas, sabe, deixa a Michelle viver o calvário dela\”, afirmou. \”Então, eu acho que o Eduardo não está bem. E eu realmente faço questão de não perder meu tempo com essas divergências, porque eu acredito que a gente tem um Brasil pra salvar.\”

    Michelle não respondeu diretamente às declarações de Eduardo. No entanto, uma publicação feita por ela em rede social foi interpretada como indireta. A ex-primeira-dama compartilhou no Instagram a imagem de rodelas de banana, mencionando que se tratava de uma das refeições preparadas para o marido. \”Ele ama banana frita\”, escreveu.

    Eduardo, apelidado pejorativamente de \”bananinha\” por críticos, pareceu interpretar a postagem como provocação. Ele republicou o tuíte de um seguidor que dizia: \”Continuem fritando banana enquanto o Flávio e o Eduardo estão trabalhando duro para resgatar o País\”.

    O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, também comentou sobre o episódio nesta segunda-feira, afirmando que não existe \”racha\” no partido, porque Michelle \”não tem tempo de fazer nada\”.

    \”A Michelle Bolsonaro não tem tempo de fazer nada. Ela faz a comida para o Bolsonaro de manhã e vai levar na hora do almoço. Ninguém quer ver o marido nem o pai na situação que o Bolsonaro está. Esse é o grande problema\”, afirmou Valdemar em entrevista a jornalistas depois do evento do Grupo Esfera, em São Paulo.

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