Categoria: POLÍTICA

  • Vazamento de trechos de reunião gera desconforto no Supremo

    Vazamento de trechos de reunião gera desconforto no Supremo

    Depois da publicação, ministros disseram ao blog que grande parte do texto corresponde ao que foi discutido e reproduz frases literais ditas no encontro.

    A saída de Dias Toffoli da relatoria do caso Master, no Supremo Tribunal Federal (STF), não aliviou o clima interno — pelo contrário. Ministros passaram a desconfiar que reuniões reservadas entre integrantes da Corte podem ter sido gravadas, e que parte do conteúdo teria sido repassada ao Poder360.

    Nesta sexta-feira (13), o jornal digital publicou um relato detalhado das reuniões realizadas na quinta-feira, incluindo uma conversa preparatória restrita a cinco ministros: o presidente Luiz Edson Fachin, Toffoli, Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia.

    Depois da publicação, ministros disseram ao blog que grande parte do texto corresponde ao que foi discutido e reproduz frases literais ditas no encontro. Algumas declarações, porém, teriam sido distorcidas. Segundo esses magistrados, o relato também deixou de fora trechos negativos a Toffoli. A ausência reforçou suspeitas internas contra ele, algo que teria circulado no tribunal ao longo do dia.

    Procurado pela GloboNews, Toffoli negou a acusação e afirmou que a informação é “totalmente inverídica” e que ele nunca gravou ninguém na sua vida.

    A repercussão gerou espanto entre os ministros. “São frases literais, numa sequência muito semelhante ao que aconteceu nas reuniões. Para quem estava lá, a sensação é de que alguém dentro da sala gravou tudo aquilo”, disse um ministro. Outro foi direto: “É uma traição, muitas frases são literais. Mas algumas são invenções a favor do próprio vazador”.

    Ao todo, três reuniões aconteceram na quinta-feira: uma restrita antes do plenário e outras duas após a sessão, com duração de duas horas e vinte minutos e cerca de 30 minutos. Nenhum assessor participou presencialmente.

    Segundo o Poder360, na reunião reservada, oito dos dez ministros teriam defendido a permanência de Toffoli no inquérito sobre fraudes financeiras do banco de Daniel Vorcaro. Apenas Fachin e Cármen Lúcia teriam sido favoráveis à saída. “Todo taxista que eu pego fala mal do Supremo. A população está contra o Supremo”, teria dito Cármen Lúcia.

    Ainda de acordo com a reportagem, Nunes Marques afirmou: “Minha sugestão é que o ministro relator do processo faça uma proposição dizendo que não é impedido nem suspeito e coloque os argumentos dele diante do que foi apresentado e a gente vota. E pelo que vi aqui, ele vai ter maioria. O ideal seria unanimidade, presidente [Fachin]”.

    Depois de uma manifestação de Flávio Dino sobre o contexto político do caso, Toffoli teria aceitado que o melhor seria se afastar. Com isso, André Mendonça foi sorteado como novo relator, o que evitou uma decretação de suspeição e preservou os atos já praticados. Nesta sexta, Mendonça se reuniu com delegados da Polícia Federal para entender o andamento da investigação.

    Vazamento de trechos de reunião gera desconforto no Supremo

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Ministros do STF reclamam do governo Lula por atuação da PF no caso Master

    Ministros do STF reclamam do governo Lula por atuação da PF no caso Master

    As críticas dos ministros direcionadas à PF dizem respeito principalmente ao material entregue ao presidente da corte, Edson Fachin, em que investigadores apontam conexões entre Toffoli e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Para os magistrados, essa apuração foi feita de forma ilegal porque não teve autorização do STF.

    RAPHAEL DI CUNTO
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) se queixaram da postura do governo Lula (PT) na crise que levou à saída de Dias Toffoli da função de relator do inquérito sobre o Banco Master na corte. Os magistrados fizeram chegar ao Palácio do Planalto a avaliação de que a Polícia Federal teria agido fora da lei e de que petistas tentam explorar o caso politicamente.

    As críticas dos ministros direcionadas à PF dizem respeito principalmente ao material entregue ao presidente da corte, Edson Fachin, em que investigadores apontam conexões entre Toffoli e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Para os magistrados, essa apuração foi feita de forma ilegal porque não teve autorização do STF.

    Além disso, integrantes do Supremo disseram ao Planalto que o governo tentou tirar proveito político da situação ao divulgar, de forma reservada, relatos de que Lula queria a saída de Toffoli da relatoria e que via desgastes no tribunal.

    O mal-estar ganhou corpo no STF, e ministros do tribunal avaliam fazer uma investigação sobre as condutas da PF e da Receita Federal em um inquérito na corte, segundo três fontes ouvidas pela Folha de S.Paulo. Como a PF e a Receita estão sob o comando de nomes de confiança do governo, os magistrados estenderam a responsabilidade ao Planalto.

    Depois de receber os recados, o governo instalou uma operação de redução de danos. O Planalto orientou ministros a evitarem qualquer tom político em comentários sobre a situação do caso Master, sem críticas ao trabalho de magistrados. Mesmo em conversas reservadas, o discurso oficial seria o de que a PF deve ter uma atuação técnica.

    Políticos do centrão que têm bom trânsito no STF avaliam que o episódio do afastamento de Toffoli da relatoria do processo envolvendo o Master pode abalar a relação de Lula com a Corte, que foi a principal fiadora do governo desde o fim da gestão Jair Bolsonaro (PL), atuando para auxiliar na governabilidade diante de uma base instável no Congresso.

    Um dirigente partidário que conversou com ministros do STF durante a crise afirmou que a oposição não entendeu que mira suas armas para os alvos errados ao convocar manifestações pelo impeachment de Toffoli e do ministro Alexandre de Moraes para o dia 1º de março.

    Após as conversas, ele diz que os ministros já teriam mudado de lado e estão hoje mais incomodados com o atual governo do que simpáticos à gestão petista.

    A relação de Lula com os ministros já não era mais tão fluida desde a escolha de Jorge Messias para a vaga aberta com a aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso no tribunal. O grupo formado por Moraes, Gilmar Mendes, Toffoli e Flávio Dino advogava pela indicação do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

    As investigações sobre Toffoli pela PF, que na segunda-feira (9) entregou um relatório de 200 páginas sobre as relações do ministro com o Banco Master para afastá-lo da relatoria do processo, agravaram as queixas. O STF rejeitou a suspeição do ministro, que se afastou voluntariamente do processo. André Mendonça foi sorteado para o seu lugar.

    Para os ministros, a PF agiu de forma ilegítima ao investigar Toffoli -que tem prerrogativa de foro- sem autorização judicial. Parte deles também defende que a Receita Federal estaria participando desses vazamentos, o que tem rendido críticas ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT).

    Toffoli admitiu que recebeu dinheiro da venda da participação em um resort, mas negou que tenha relação de amizade com Daniel Vorcaro, dono do Master.

    A cúpula do Congresso e o centrão atuam para blindar Toffoli e conter a discussão sobre o impeachment por causa do caso do Master. Em telefonemas ao longo da quinta-feira (12) com Toffoli e outros ministros, dirigentes partidários e a cúpula do Congresso procuraram tranquilizar o magistrado e afirmaram que o Legislativo não tomará iniciativas de investigá-lo ou pressioná-lo para que deixe o cargo.

    Eles criticam o que chamam de uma “Lava Jato 2”, com o “vazamento seletivo” de informações contra políticos e os ministros do Supremo e o “pré-julgamento” de Toffoli pela opinião pública. Um deles afirma que o STF passou a ser alvo dos mesmos procedimentos que eles já viviam com a PF.

    Um grupo de parlamentares defende nos bastidores a criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar os vazamentos, mas ninguém ainda tomou a iniciativa de recolher assinaturas para propor o colegiado -e três pedidos de CPI sobre o Banco Master aguardam decisão dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), que resistem a instalar essas investigações.

    Além das reclamações sobre a atuação da PF, a cúpula do centrão também está com a Receita Federal no radar. Os políticos dizem que há direcionamento de investigações para atacar adversários políticos e vazamento de informações para a imprensa para colocá-los em suspeição.

    Haddad tem elogiado o papel da Receita Federal sob a gestão de Robinson Barreirinhas e afirmado que as operações em curso têm seguido a legalidade para chegar aos “verdadeiros ladrões da nação”. O ministro deve deixar o cargo até abril para concorrer nas eleições deste ano.

    Ministros do STF reclamam do governo Lula por atuação da PF no caso Master

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Ministros relatam falta de confiança e veem Fachin isolado após caso Toffoli

    Ministros relatam falta de confiança e veem Fachin isolado após caso Toffoli

    Pelo menos quatro magistrados sinalizaram insatisfação com o fato de ele ter dado andamento a um relatório feito pela Polícia Federal contra um membro do Supremo sem supervisão judicial, e não o arquivado sumariamente.

    LUÍSA MARTINS
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Após a reunião que selou a saída de Dias Toffoli da relatoria do caso Master, ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) relatam um clima de falta de confiança no presidente da corte, Edson Fachin, e apontam seu isolamento no tribunal.

    Pelo menos quatro magistrados sinalizaram insatisfação com o fato de ele ter dado andamento a um relatório feito pela Polícia Federal contra um membro do Supremo sem supervisão judicial, e não o arquivado sumariamente.

    Internamente, magistrados também criticaram a postura de Fachin ao longo da conversa a portas fechadas realizada na quinta-feira (12), quando ele insistiu, em mais de uma oportunidade, que a arguição de suspeição contra Toffoli deveria ser levada para julgamento em plenário nesta sexta.

    Para esses ministros, isso seria o mesmo que jogar um dos integrantes da corte aos leões, fazendo-o sangrar em praça pública, o que institucionalmente não se esperaria de um presidente do STF.
    Na petição, a PF sugere hipóteses criminais de possível envolvimento de Toffoli nas fraudes do Master. O STF autuou a petição como uma “arguição de suspeição”, e Fachin pediu que o colega respondesse sobre as alegações.

    Embora a nota conjunta de apoio a Toffoli divulgada após a reunião esteja assinada pelo quórum completo de ministros, indicando unanimidade, as discussões evidenciaram uma divisão -Fachin e Cármen Lúcia de um lado e todos os demais de outro.

    Segundo relatos feitos à reportagem, o isolamento do presidente do STF se acentua neste momento porque ele não deu garantia de que estará do lado dos pares para defendê-los em caso de eventuais novas crises ou novos ataques, o que seria preocupante especialmente em ano eleitoral.

    Auxiliares de Fachin, por outro lado, ponderam que o ministro reconhece a importância do chamado espírito de corpo no STF, mas ressaltam que a pauta da ética é a prioridade de sua gestão -sendo assim, ele não poderia simplesmente ignorar o relatório da PF, classificado por um interlocutor do ministro como nitroglicerina pura.

    A reunião resultou em um acordo pelo qual o Supremo elaborou uma nota em defesa da integridade de Toffoli e de todos os atos assinados por ele até o momento, mas o ministro abdicou do processo “para o bom andamento dos processos e considerados os altos interesses institucionais”.

    Fachin já havia se indisposto com parte dos colegas após propor um código de conduta para os ministros da corte.

    Inspirada no modelo do Tribunal Constitucional Federal da Alemanha, a ideia prevê, por exemplo, a divulgação obrigatória de verbas recebidas por ministros pela participação em eventos e palestras.

    O ministro obteve o apoio dos presidentes dos demais tribunais superiores e de ex-presidentes do Supremo, mas enfrentou resistências internas, entre eles de Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes.

    Ministros relatam falta de confiança e veem Fachin isolado após caso Toffoli

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Lula barra participação de ministros no desfile de Carnaval em sua homenagem

    Lula barra participação de ministros no desfile de Carnaval em sua homenagem

    A ordem não se aplica à participação da primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, que será um dos destaques do último carro alegórico da escola, seguido da ala Amigos de Lula. Janja não ocupa cargo no governo

    (CBS NEWS) – O presidente Lula (PT) determinou que ministros e auxiliares não participem do desfile de Carnaval em sua homenagem, neste domingo (15), no Sambódromo do Rio de Janeiro. Integrantes do governo deverão arcar com custos de passagem e hospedagem caso queiram assistir à apresentação da escola de samba Acadêmicos de Niterói.

    A ordem não se aplica à participação da primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, que será um dos destaques do último carro alegórico da escola, seguido da ala Amigos de Lula. Janja não ocupa cargo no governo.

    Aos ministros não será admitida a programação de agendas oficiais que, artificialmente, coincidam com o Carnaval do Rio. A orientação foi repassada à equipe do governo nesta quinta-feira (12), mesmo após o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) rejeitar, em decisão unânime, dois pedidos de representação por propaganda eleitoral antecipada contra o presidente, o PT e a Acadêmicos de Niterói.

    A relatora do caso, Estela Aranha, que foi indicada à corte eleitoral por Lula, rejeitou ordenar a suspensão sob o argumento de que restringir manifestações artísticas e culturais previamente “por se ter notícias de ter manifestações políticas” configuraria “censura prévia, indireta e restrição desproporcional ao debate democrático”.

    Por sugestão do governo, o PT deve fazer a mesma recomendação a ocupantes de cargos eletivos. A participação de ministros foi tema de reuniões no Palácio do Planalto. A conclusão é que, apesar de não haver impedimento legal para a realização do desfile, não se deve dar margem a questionamentos futuros.

    Por isso, apenas parentes e amigos deverão compor a ala, formada em sua maioria por integrantes do grupo de advogados Prerrogativas. Coordenador do grupo, Marco Aurélio Carvalho afirma que não há caráter eleitoral no desfile.

    Lembrando que Lula tem 60 anos de vida pública, estando no imaginário popular, Marco Aurélio afirma ser inconcebível a tentativa de criminalização da homenagem ao presidente, o que configuraria uma censura prévia à escola de samba.

    Sobre a destinação de R$ 12 milhões da Embratur (Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo) à Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro), ele ressalta que o dinheiro foi dividido entre as escolas do Grupo Especial, sendo R$ 1 milhão para cada.

    Pré-candidato à reeleição, Lula vai ser homenageado pela Acadêmicos de Niterói, estreante do Grupo Especial de escolas de samba do Rio de Janeiro. O enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil” exalta a trajetória do mandatário e traz trechos como o grito de guerra “olê, olê, olá, Lula! Lula!”, o mote “o amor venceu o medo” e referência ao número do PT nas urnas (“por ironia, 13 noites, 13 dias”).

    O desfile tem animado o presidente da República. Ele já apresentou o samba em jantares, incluindo com deputados. O enredo retrata a vida da mãe do presidente. Conhecida como Dona Lindu, ela é citada por Lula em seus discursos frequentemente.

    Colaboradores do presidente admitem, sob reserva, preocupação com a repercussão do desfile. Além do próprio risco de rebaixamento da escola e de vaias no percurso, avaliam ser um desgaste desnecessário, sem qualquer retorno político.

    Sobre a possibilidade de vaias, Marco Aurélio diz que o próprio presidente costuma repetir que são inerentes à democracia. O advogado afirma ainda que haverá aplausos na avenida.

    Lula barra participação de ministros no desfile de Carnaval em sua homenagem

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • André Mendonça vira novo relator do caso Master após Toffoli se afastar de investigação

    André Mendonça vira novo relator do caso Master após Toffoli se afastar de investigação

    A saída de Toffoli ocorreu após ele tomar uma série de decisões polêmicas na condução do caso, incluindo a imposição de sigilo severo sobre provas e a revelação de ligações do magistrado com pessoas interessadas no caso, como o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master.

    (CBS NEWS) – O ministro André Mendonça do STF (Supremo Tribunal Federal) foi designado o novo relator do caso Master na corte.

    A decisão de designar um novo ministro para cuidar do caso foi definida em reunião com todos os magistrados nesta quinta-feira (12), em que ficou acertado que Dias Toffoli deixaria a relatoria do caso.

    Mendonça foi escolhido relator por sorteio, que deixou de fora apenas o próprio Toffoli e o presidente do tribunal, Edson Fachin.

    Mendonça também é responsável por outro inquérito de grande repercussão e com impactos políticos diretos sobre o mundo político: a investigação sobre fraudes em descontos de aposentados e pensionistas do INSS.

    A saída de Toffoli ocorreu após ele tomar uma série de decisões polêmicas na condução do caso, incluindo a imposição de sigilo severo sobre provas e a revelação de ligações do magistrado com pessoas interessadas no caso, como o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master.

    A Folha de S.Paulo mostrou, por exemplo, que empresas ligadas a parentes de Toffoli tiveram como sócio um fundo de investimentos conectado à teia usada pelo Master em fraudes. Nesta quinta, o magistrado confirmou ser sócio de firma que foi dona de resort no Paraná e vendeu cotas do negócio a um fundo ligado às investigações sobre Vorcaro.

    A saída de Toffoli do caso impede que a investigação em torno do banco volte à estaca zero. Se ele fosse considerado suspeito ou impedido, todas as decisões assinadas até aqui seriam automaticamente anuladas. Os depoimentos já colhidos, a acareação entre banqueiros e os mandados de busca cumpridos não teriam mais validade.

    André Mendonça vira novo relator do caso Master após Toffoli se afastar de investigação

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • CPI do Crime Organizado vota quebra de sigilo de pessoas ligadas a Toffoli após carnaval

    CPI do Crime Organizado vota quebra de sigilo de pessoas ligadas a Toffoli após carnaval

    A declaração ocorre em meio à repercussão das menções a Toffoli no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, encontradas pela Polícia Federal (PF). O foco do relator está nos resorts que tiveram participação de dois irmãos do ministro do STF. Toffoli é relator do processo sigiloso do Banco Master no Supremo, e esses resorts devem ser alvo dos primeiros pedidos de quebra de sigilo.

    Relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) afirmou que a comissão votará, na semana posterior ao carnaval, requerimentos de quebra de sigilo e de convocação de pessoas ligadas ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), e ao Banco Master. A informação havia sido antecipada pelo Estadão.

    A declaração ocorre em meio à repercussão das menções a Toffoli no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, encontradas pela Polícia Federal (PF). O foco do relator está nos resorts que tiveram participação de dois irmãos do ministro do STF. Toffoli é relator do processo sigiloso do Banco Master no Supremo, e esses resorts devem ser alvo dos primeiros pedidos de quebra de sigilo.

    \”O Tofollão é um escândalo tão grande que não dá para esconder nas artimanhas do sistema. O Brasil só será uma República com todos sob a mesma lei\”, escreveu Vieira em sua conta no X.

    Conforme revelou o Estadão, o pastor e empresário Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, é dono dos fundos de investimento que compraram parte da participação milionária dos irmãos do ministro no resort de luxo Tayayá, no interior do Paraná: o engenheiro José Eugênio Dias Toffoli e o padre José Carlos Dias Toffoli.

    A cunhada de Toffoli, Cássia Pires Toffoli, esposa de José Eugênio, negou que o marido fosse sócio da empresa que chegou a deter um terço do empreendimento.

    O Estadão também mostrou que os irmãos do magistrado foram sócios de um segundo resort da rede Tayayá, localizado às margens do Rio Paraná.

    A comissão também votará requerimentos de quebra de sigilo e convocação relacionados ao escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes. O contrato do escritório com o banco de Daniel Vorcaro, conforme revelou O Globo, poderia chegar a R$ 129 milhões se fosse cumprido integralmente.

    Criada em novembro do ano passado, a CPI do Crime Organizado no Senado investiga temas como ocupação de território por facções, lavagem de dinheiro, corrupção e sistema prisional. Para o relator, há conexões que justificam a inclusão do Banco Master no escopo da investigação.

    CPI do Crime Organizado vota quebra de sigilo de pessoas ligadas a Toffoli após carnaval

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Itamaraty detalha viagem de Lula à Índia e à Coreia do Sul

    Itamaraty detalha viagem de Lula à Índia e à Coreia do Sul

    Viagem inclui participação em cúpula global sobre inteligência artificial, encontros com líderes estrangeiros e fóruns empresariais. Governo brasileiro pretende avançar em acordos sobre minerais críticos, comércio, cooperação tecnológica e ampliar parcerias estratégicas com Índia e Coreia do Sul.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará duas visitas oficiais entre os dias 17 e 24 de fevereiro. O primeiro destino será a Índia, até o dia 21. No dia seguinte (22), ele partirá para a Coreia do Sul, retornando ao Brasil no dia 24.

    O Ministério das Relações Exteriores (MRE) apresentou nesta quinta-feira (12) os detalhes da viagem presidencial. Entre os assuntos que serão tratados estão minerais críticos e terras raras, elementos relevantes para a transição energética; e segurança no uso da inteligência artificial (IA), tema central de evento previsto para os dias 18 e 19, em Nova Délhi, na Índia.

    “Será a primeira vez que um presidente brasileiro participa de um evento global de alto nível sobre IA”, informou o diretor do Departamento de Ciência, Tecnologia, Inovação e Propriedade Intelectual do Itamaraty, Eugênio Vargas Garcia.

    Garcia explicou que a cúpula de IA discutirá assuntos relacionados a fontes de recursos para a democratização desta tecnologia, bem como seu uso para empoderamento social, inovação e desenvolvimento social.

    A expectativa é que o presidente brasileiro discurse no dia 19, durante a plenária de alto nível, após a abertura do evento, que ficará a cargo do primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi.

    Visita de Estado

    Os dias 20 e 21 serão dedicados à visita de Estado. Esta será a quarta vez que Lula e Modi se encontram. O presidente brasileiro será homenageado com um almoço oferecido pelo presidente indiano, Droupadi Murmu.

    Segundo a secretária do Itamaraty para assuntos relacionados à Ásia e ao Pacífico, embaixadora Susan Kleebank, os dois países assinarão parcerias e memorandos de entendimento sobre terras raras e minerais críticos.

    “Será também oportunidade para avançarmos no acordo de comercial preferencial entre o Mercosul e a índia”, destacou Susan Kleebank.

    Há expectativa de que esses encontros resultem na ampliação do prazo de vistos de turista, dos atuais cinco para dez anos.

    São também esperados avanços nas colaborações entre a Embraer e a indiana Adani Defense & Aerospace, uma das empresas que lideram o setor aeroespacial indiano.

    Declaração conjunta

    Lula participará ainda da inauguração do escritório da ApexBrasil na Índia. O MRE organizou um fórum empresarial, no dia 21, que já conta com a participação de mais de 300 empresas brasileiras, de setores como agropecuário, saúde, tecnologia, minérios, alimentos e fármacos.

    Ao final da visita, está prevista uma declaração conjunta de Brasil e Índia. Susan Kleebank antecipou alguns dos pontos que já vêm sendo acordados entre os dois países que, segundo ela, têm “posições coincidentes na pauta internacional”.

    O documento tratará de temas como desafios ao multilateralismo e ao comércio internacional; mudanças no Conselho de Segurança das Nações Unidas; e a situação de Gaza.

    Coreia do Sul

    Na sequência, a comitiva presidencial seguirá para a Coreia do Sul. Entre os dias 22 e 24 de fevereiro, o presidente Lula se reunirá com o presidente sul coreano, Lee Jae Myung, e com CEOs de grandes empresas daquele país.

    De acordo com o Itamaraty, o governo brasileiro pretende, com a viagem, ampliar o comércio entre os dois países. Para tanto, foi agendado um fórum empresarial e a assinatura de um plano com previsão de ações a serem implementadas até 2029.

    As ações serão voltadas a alavancar negócios em áreas como agricultura, desenvolvimento agrário, aviação, comércio, saúde, cooperação financeira, cosméticos, fármacos, ciência e tecnologia.

    Até o momento, mais de 130 empresas se inscreveram para participar do Fórum Empresarial Brasil-Coreia. Lula voltará ao Brasil no dia 24 de fevereiro.

    Itamaraty detalha viagem de Lula à Índia e à Coreia do Sul

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Flávio Bolsonaro ameaça apoiar Moro no Paraná para frear candidatura de Ratinho Jr.

    Flávio Bolsonaro ameaça apoiar Moro no Paraná para frear candidatura de Ratinho Jr.

    Segundo três interlocutores, passou a conversar com Moro sobre a possibilidade de apoiar sua candidatura ao governo, como forma de enfraquecer Ratinho Jr. e fazê-lo desistir da eleição presidencial

    (CBS NEWS) – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ameaça apoiar o senador Sergio Moro (União Brasil-PR) na eleição para o Governo do Paraná caso o governador Ratinho Jr. (PSD) decida concorrer à Presidência da República. Está na mesa inclusive a filiação ae Moro o PL, já que ele enfrenta dificuldades para viabilizar sua candidatura pelo seu atual partido.

    A negociação pode implodir o acordo do PL do Paraná com Ratinho Jr, e ambos marcaram de conversar após o Carnaval para tentarem uma composição. O governador saiu de férias na terça-feira (10) e só deve retornar ao país no dia 25 de fevereiro. Já o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro estava num roteiro internacional para encontrar líderes da direita em outros países.

    Antes da candidatura presidencial de Flávio, o PL acertou que apoiaria o candidato escolhido por Ratinho Jr. para sua sucessão em troca de espaço para o deputado federal Filipe Barros concorrer ao Senado. Hoje o mais cotado é o secretário de Cidades, Guto Silva (PSD), mas o presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi (PSD), e o ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca (PSD) também disputam a vaga.

    Flávio tem atuado para construir palanques próprios em todos os estados e quer evitar o apoio a um candidato que rivalize com ele nacionalmente. Por isso, segundo três interlocutores, passou a conversar com Moro sobre a possibilidade de apoiar sua candidatura ao governo, como forma de enfraquecer Ratinho Jr. e fazê-lo desistir da eleição presidencial.

    O governador ainda não decidiu se concorrerá à Presidência ou ao Senado. Aliados dizem que ele tem oscilado de posição nas conversas reservadas. Ora avalia que não haverá espaço por causa da polarização entre um Bolsonaro e o presidente Lula (PT), ora demonstra otimismo sobre a possibilidade de ir ao segundo turno e vencer por causa da menor rejeição entre os eleitores ao seu nome.

    Também pesa na decisão, segundo três aliados, uma pressão de seu pai, o apresentador de TV e empresário Carlos Massa, o Ratinho, por receio de que isso afete os negócios da família, como concessões de televisão e rádio pelo país.

    Outra preocupação é a manutenção do seu grupo no comando do Paraná. Com uma avaliação positiva superior a 80%, Ratinho planeja fazer o sucessor, mas Moro tem aparecido na liderança de pesquisas de intenção de voto, puxado pela popularidade conquistada nos tempos como juiz da Operação Lava Jato.

    O Paraná é um estado com eleitorado mais à direita, e o apoio da família Bolsonaro tem peso. Na eleição de Curitiba em 2024, a jornalista Cristina Graeml foi ao segundo turno concorrendo pelo nanico PMB e ameaçou o candidato de Ratinho Jr. após sinalizações de endosso do ex-presidente Bolsonaro.

    O apoio de Bolsonaro a Moro, na visão de aliados do governador, é um risco e pode ser decisivo na eleição. Além disso, a filiação ao PL -sigla com maior tempo de propaganda na TV e rádio e maior fatia do fundo eleitoral- mudaria o cenário.

    No atual partido, o União Brasil, Moro encontra dificuldades. Conquistou o comando local após meses de pressão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), mas pelo menos dois deputados federais (Felipe Francischini e Nelson Padovani) estão de saída para continuarem no grupo do governador.

    Moro ainda depende do PP, sigla que comandará a federação com o União Brasil no Paraná e já afirmou publicamente que não deseja apoiá-lo. O presidente estadual do PP, deputado Ricardo Barros (PR), lidera a resistência contra o ex-juiz. “Hoje, o que está definido é que o Moro não será nosso candidato”, diz.

    Barros afirma que a federação está livre para negociar com Ratinho Jr, mas que também pode lançar candidato próprio -a ex-governadora Cida Borghetti, o ex-prefeito de Londrina Marcelo Belinati ou Greca, se ele não tiver espaço no grupo do governador e resolver trocar de partido. Temos alternativas que dialogam melhor com a política”, declarou.

    Questionado pela reportagem, Moro não comentou as conversas com o PL, mas insistiu em nota que pretende concorrer pelo atual partido. “O senador Sergio Moro permanece no União Brasil, partido que garantiu sua candidatura ao governo do Paraná nas eleições de 2026. As divergências com PP serão resolvidas com diálogo”, respondeu por meio de sua assessoria.

    Políticos do PP afirmam que a mudança para o PL pode não ocorrer porque o clima está mais favorável a Moro dentro da federação. Um aliado do presidente do partido, senador Ciro Nogueira (PI), diz que ele está mais propenso a defender essa candidatura por entender que isso aumentará o número de deputados federais e senadores do grupo. Essa permanência poderia ocorrer mesmo com o apoio de Flávio.

    O senador tem até 4 de abril para decidir qual partido estará filiado para concorrer, prazo limite para quem vai disputar a eleição de 2026.

    Flávio Bolsonaro ameaça apoiar Moro no Paraná para frear candidatura de Ratinho Jr.

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Flávio Bolsonaro diz que Nikolas não quer ser candidato ao Governo de Minas Gerais

    Flávio Bolsonaro diz que Nikolas não quer ser candidato ao Governo de Minas Gerais

    Nikolas era considerado uma boa opção pela capacidade de mobilização digital e também de rua. Houve entusiasmo com a caminhada e a manifestação organizadas por ele em janeiro para protestar contra a prisão de Bolsonaro

    (CBS NEWS) – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, afirmou, nesta quarta-feira (11), que o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) não vai concorrer ao Governo de Minas Gerais porque não quer.

    Como mostrou a Folha de S.Paulo, Flávio vinha considerando lançar Nikolas em aliança com uma ala do centrão para ter um palanque bolsonarista forte no estado, considerado crucial na eleição nacional.

    O senador havia discutido o nome do parlamentar em conversa recente com cardeais do União Brasil e do PP, que formam uma federação. Essas legendas do centrão estavam entusiasmadas porque consideram Nikolas como favorito na corrida pelo governo.

    Com a negativa de Nikolas, o partido deve considerar outras opções em Minas. Há ainda o nome do senador Cleitinho (Republicanos), considerado conservador, mas que por vezes entrou em rota de colisão com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e sua família.

    Em Minas, o governador Romeu Zema (Novo) é pré-candidato à Presidência e tem o vice, Matheus Simões (PSD), como pré-candidato ao governo. Dessa forma, o PL corre o risco de ter o candidato da máquina fazendo campanha para outro nome na corrida pelo Planalto.

    Simões, que deve assumir o cargo de Zema em março, já afirmou que vai apoiá-lo na corrida presidencial. “O presidente [do partido, Gilberto] Kassab foi muito claro. Em Minas Gerais, o palanque é do governador Romeu Zema, é assim que nós caminharemos”, disse em outubro passado.

    Nikolas já havia afirmado em outras ocasiões que não tinha desejo de disputar essa eleição majoritária. Pessoas próximas a Flávio dizem que o deputado foi indagado no ano passado se toparia concorrer ao governo e disse que não.

    O estado é considerado chave para a eleição porque os últimos presidentes eleitos venceram também em Minas Gerais. Trata-se do segundo maior colégio eleitoral do Brasil, mas sem tendência clara para a esquerda ou direita.

    Nikolas era considerado uma boa opção pela capacidade de mobilização digital e também de rua. Houve entusiasmo com a caminhada e a manifestação organizadas por ele em janeiro para protestar contra a prisão de Bolsonaro.

    Nikolas foi o deputado mais votado em 2022, com 1,47 milhão de votos. A expectativa no partido é que, em 2026, ele ultrapasse a marca de 2 milhões de eleitores. A performance nas urnas, avalia a legenda, é impulsionada por um desempenho nas redes sociais, o que o levou a funcionar como um cabo eleitoral nacional na eleição municipal de 2024.

    Do lado do governo, o presidente Lula (PT) gostaria de lançar o senador Rodrigo Pacheco (PSD) ao Governo de Minas Gerais. Petistas, no entanto, passaram a desenhar um plano B para o estado.

    Nesse leque de alternativas entrou o nome de Cleitinho. Também fazem parte dos cotados o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Tadeu Leite (MDB), e o ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares.

    Flávio Bolsonaro diz que Nikolas não quer ser candidato ao Governo de Minas Gerais

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • PF apura repasses de empresa de resort a Toffoli e encontra conversa com Vorcaro

    PF apura repasses de empresa de resort a Toffoli e encontra conversa com Vorcaro

    Polícia Federal aponta indícios de repasses de empresa ligada a fundo do Banco Master ao ministro; material apreendido inclui conversas entre Toffoli e o banqueiro Daniel Vorcaro e pode embasar pedido de suspeição no Supremo

    (CBS NEWS) – A Polícia Federal investiga transferências de dinheiro feitas por uma empresa que foi sócia de um fundo ligado ao Banco Master no resort Tayayá ao ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal). Os pagamentos teriam sido realizados pela Maridt, que participou do empreendimento e está registrada em nome de dois irmãos do magistrado.

    A interlocutores, Toffoli afirmou que os repasses ocorreram porque ele é sócio da empresa ao lado de outros familiares. É a primeira vez que o ministro detalha seu envolvimento com o resort e com a companhia administrada pelos irmãos.

    Uma das linhas de investigação da PF envolve possíveis transferências realizadas após os irmãos de Toffoli venderem sua participação no Tayayá ao fundo Arleen, integrante de uma estrutura ligada ao Banco Master.

    Entre 2021 e 2025, segundo revelou a Folha de S.Paulo, os irmãos José Eugenio Dias Toffoli e José Carlos Dias Toffoli dividiram o controle do resort, localizado no Paraná, com o fundo Arleen.

    O Arleen ingressou na sociedade em 2021, ao adquirir cotas de empresas pertencentes aos irmãos e a um primo do ministro. O fundo era controlado por outro fundo, o Leal, que, segundo o jornal O Estado de S. Paulo, pertence a Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

    As informações reunidas até o momento podem indicar, segundo investigadores, um vínculo financeiro entre o resort e o ministro, que costuma frequentar o Tayayá e utiliza uma casa no empreendimento. Para aprofundar apurações relacionadas a Toffoli, no entanto, é necessária autorização do próprio STF, já que o ministro é o relator do caso.

    A PF também encontrou, no celular de Daniel Vorcaro, conversas entre o banqueiro e Toffoli. A informação foi revelada pelo UOL e confirmada pela Folha com uma autoridade que acompanha a investigação.

    Em conversas reservadas, Toffoli tem afirmado que não mantinha contato com o ex-banqueiro, mas admite que pode haver mensagens em que Vorcaro mencione seu nome. O STF não se manifestou sobre o tema.

    A referência ao ministro levou o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, a encaminhar o material ao presidente do STF, Edson Fachin. Os investigadores pedem a abertura de novas apurações, incluindo as menções a Toffoli. Segundo o UOL, o material foi entregue pessoalmente a Fachin na segunda-feira (9), informação confirmada pela Folha.

    Em nota, a defesa de Vorcaro afirmou ter “preocupação com o vazamento seletivo de informações, que acaba por gerar constrangimentos indevidos, favorecer ilações e a construção de narrativas equivocadas, além de prejudicar o pleno exercício do direito de defesa”. A defesa acrescentou que espera que as investigações sejam conduzidas de forma isenta e imparcial.

    As novas revelações aumentaram a pressão para que Toffoli se afaste da relatoria. Sua atuação no inquérito já vinha sendo questionada desde que assumiu o caso, no ano passado, e a conexão com o Tayayá ampliou as críticas.

    Em relatório entregue a Fachin, a PF apontou elementos que poderiam fundamentar uma declaração de suspeição do ministro. O presidente do STF já intimou Toffoli a se manifestar sobre o pedido.

    A auxiliares, o ministro afirma não ver motivo para deixar o caso. Seu gabinete declarou que “o pedido de declaração de suspeição apresentado pela Polícia Federal trata de ilações” e sustentou que a instituição não tem legitimidade para formular esse tipo de requerimento, conforme o artigo 145 do Código de Processo Civil.

    Um pedido semelhante já havia sido encaminhado pela PF à Procuradoria-Geral da República, mas o procurador-geral, Paulo Gonet, não deu andamento, após já ter afastado a suspeição em requerimento apresentado por parlamentares de oposição.

    No STF, ministros avaliam que a arguição de suspeição é prerrogativa exclusiva da PGR, o que colocaria em dúvida a legitimidade da PF para apresentar o pedido. Ainda assim, Fachin seguiu o rito e notificou Toffoli para se pronunciar.

    As investigações sobre o Banco Master também apontaram possível envolvimento de políticos com foro privilegiado. Material apreendido na primeira fase da Operação Compliance Zero traz referências a lideranças partidárias e altas autoridades. Eventuais apurações envolvendo essas figuras deverão tramitar no STF.

    Quando Vorcaro foi preso, a PF quebrou sigilos, apreendeu documentos e acessou o celular do banqueiro, ampliando o escopo da investigação. 

    PF apura repasses de empresa de resort a Toffoli e encontra conversa com Vorcaro

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política