Categoria: POLÍTICA

  • Costa Neto diz que há opção de uma vice mulher para Flávio e cita nome de Tereza Cristina

    Costa Neto diz que há opção de uma vice mulher para Flávio e cita nome de Tereza Cristina

    Dirigente do PL diz que prefere uma mulher na vice de eventual candidatura de Flávio Bolsonaro e cita a senadora Tereza Cristina como nome ideal para a composição da chapa.

    O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta quarta-feira, 11, que sua preferência para compor a chapa encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República seria por uma mulher. Um dos nomes citados por ele foi o da senadora Tereza Cristina.

    “Hoje, a minha opção seria por uma mulher. Eu acho que as mulheres cresceram muito. Tereza Cristina é um máximo para tudo, até para presidente. Tereza Cristina era quem eu queria que fosse vice do Bolsonaro na última eleição”, declarou Valdemar, em entrevista à GloboNews.

    Segundo o dirigente partidário, a definição da chapa caberá a Flávio e ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena na Papudinha por tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

    Costa Neto diz que há opção de uma vice mulher para Flávio e cita nome de Tereza Cristina

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Julgamento de Carla Zambelli na Itália é suspenso e deve ser retomado amanhã (12)

    Julgamento de Carla Zambelli na Itália é suspenso e deve ser retomado amanhã (12)

    Na terça-feira, 10, a Justiça da Itália negou um pedido da defesa da ex-deputada para trocar o colegiado de juízes responsável pelo processo de extradição da ex-parlamentar para o Brasil

    O julgamento que vai decidir sobre a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), presa em Roma, na Itália, foi suspenso nesta quarta-feira, 11, e está previsto para ser retomado nesta quinta-feira, 12. A análise do caso já foi adiada quatro vezes.

    A extradição da ex-parlamentar começou a ser analisada nesta terça. Essa é a fase final que deve decidir sobre o destino de Zambelli. O advogado Fabio Pagnozzi, que representa Zambelli no Brasil, afirmou que a audiência precisou ser remarcada porque defesa e acusação “tiveram muitos quesitos” sobre o caso.

     

    “A audiência hoje (quarta, 11) da Carla Zambelli foi exaustiva. Como a defesa teve muitos quesitos e a acusação também foi remarcada para amanhã (quinta) às 9h da Itália”, afirmou.

    Na terça-feira, 10, a Justiça da Itália negou um pedido da defesa da ex-deputada para trocar o colegiado de juízes responsável pelo processo de extradição da ex-parlamentar para o Brasil.

    Condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Zambelli teve sua extradição pedida à Itália após ter deixado o Brasil, o que levou à sua prisão pela polícia italiana. Agora, porém, cabe às autoridades judiciais do país europeu abrir e concluir o procedimento que definirá se a extradição será ou não autorizada, especialmente porque a ex-parlamentar também possui cidadania italiana.

    Segundo apuração do Estadão junto a investigadores, Zambelli foi localizada pelo adido da Polícia Federal em Roma, que atua na embaixada brasileira, em conjunto com autoridades italianas. A prisão ocorreu no mesmo dia da publicação de Bonelli. Desde então, a ex-deputada permanece detida na capital italiana.

    No Brasil, Zambelli foi condenada duas vezes pelo STF. Na primeira ação, recebeu pena de dez anos de prisão por invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e falsidade ideológica, em conluio com o hacker Walter Delgatti Neto. Ele afirmou ter sido contratado por ela para inserir documentos falsos no sistema do CNJ, incluindo um falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes.

    Após essa condenação, Zambelli deixou o País e acabou presa na Itália em operação conjunta da Polícia Federal com autoridades locais.

    Na segunda condenação, o STF fixou pena de cinco anos e três meses de prisão, em regime inicial semiaberto, pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, com perda do mandato após o trânsito em julgado.

    Ela se envolveu em uma confusão no dia das eleições de 2022. Em vídeos divulgados nas redes sociais em poder da Polícia Civil, a parlamentar aparece empunhando uma pistola enquanto persegue um homem negro, que é agredido por outras pessoas. Um tiro é disparado pelo grupo do qual fazia parte a deputada. Carla alega ter sido agredida.

    Julgamento de Carla Zambelli na Itália é suspenso e deve ser retomado amanhã (12)

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Pesquisa: Lula lidera cenários para 2026; Flávio é principal adversário

    Pesquisa: Lula lidera cenários para 2026; Flávio é principal adversário

    Pesquisa Genial/Quaest mostra o presidente à frente no primeiro turno e em todas as simulações de segundo turno. Senador Flávio Bolsonaro se consolida como principal nome da oposição, mas ambos concentram os maiores índices de rejeição

    Lula está na frente em todos os cenários testados para a eleição presidencial de 2026, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (11). O presidente aparece com intenções de voto entre 35% e 39% no primeiro turno, consolidando liderança diante dos possíveis adversários.

    O principal nome da oposição, de acordo com o levantamento, é o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele surge isolado na segunda colocação em todos os cenários, com percentuais que variam de 29% a 33%.

    A pesquisa foi realizada entre 5 e 9 de fevereiro, com 2.004 entrevistas presenciais com brasileiros de 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-00249/2026.

    Sete cenários diferentes foram simulados, incluindo os nomes dos governadores Ratinho Jr (PSD-PR), Romeu Zema (Novo-MG), Ronaldo Caiado (União Brasil-GO) e Eduardo Leite (PSD-RS). Em todos eles, Lula aparece à frente.

    Também foram testados os nomes do ex-ministro Aldo Rebelo (Democracia Cristã) e de Renan Santos (Missão). O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), não foi incluído, já que afirma que não pretende disputar a Presidência.

    No primeiro turno, Ratinho Jr aparece com 8% e 7% nos dois cenários em que foi testado. Zema registra 4% nos quatro cenários em que figura. Caiado pontua 4% em dois cenários, enquanto Eduardo Leite varia entre 3% e 4%.

    No segundo turno, Lula também lidera em todas as simulações. Contra Flávio Bolsonaro, a diferença é de cinco pontos percentuais: 43% para o presidente, ante 38% do senador. Diante de Ratinho Jr, Lula tem 43% contra 35%. Contra Caiado, marca 42% a 32%. Frente a Zema, 43% a 32%. Já contra Eduardo Leite, 42% a 28%.

    Em eventual disputa com Aldo Rebelo, Lula aparece com 44% contra 25%. O mesmo percentual se repete em cenário contra Renan Santos, que também registra 25%.

    A pesquisa aponta ainda que Lula e Flávio concentram as maiores taxas de rejeição. O senador é rejeitado por 55% dos entrevistados, mesmo índice registrado em janeiro. Lula aparece com 54%, também estável em relação ao mês anterior.

    Entre os demais nomes, Ratinho Jr tem rejeição de 40%, Caiado de 35%, Zema de 34%, Eduardo Leite de 35%, Aldo Rebelo de 26% e Renan Santos de 19%.
     
     

     

    Pesquisa: Lula lidera cenários para 2026; Flávio é principal adversário

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Está muito cedo para falar sobre possível candidatura a vice-presidente, diz Tereza Cristina

    Está muito cedo para falar sobre possível candidatura a vice-presidente, diz Tereza Cristina

    Senadora afirma que debate sobre vice-presidência é prematuro e que definição caberá aos partidos em eventual coligação; declaração ocorre após Valdemar Costa Neto defender publicamente seu nome para compor chapa liderada por Flávio Bolsonaro

    A senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmou, nesta quarta-feira, 11, que ainda é cedo para discutir uma possível candidatura à vice-presidência em uma chapa da direita. Pela manhã, ela se reuniu com o vice-presidente Geraldo Alckmin para tratar do acordo entre Mercosul e União Europeia.

    Questionada sobre declaração do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, que defendeu seu nome como vice em uma eventual chapa encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), Tereza minimizou o debate.

    “Eu acho muito cedo para essa conversa. O vice é a última coisa. Ninguém se candidata a vice. O candidato é presidente da República. Isso é uma conjuntura que os partidos que se coligarem vão sentar e colocar nomes, e aí nós vamos decidir”, afirmou, acrescentando que se sente lisonjeada por ter sido lembrada.

    Está muito cedo para falar sobre possível candidatura a vice-presidente, diz Tereza Cristina

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Motta diz que vai analisar 'todos' os pedidos de CPI

    Motta diz que vai analisar 'todos' os pedidos de CPI

    Presidente da Câmara afirma que seguirá o regimento na análise de pedidos de CPI, evita confirmar comissão sobre o Banco Master e volta a defender a execução das emendas parlamentares, destacando regras de transparência e rastreabilidade.

    O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta terça-feira, 10, que pretende seguir a ordem regimental de análise dos pedidos de comissões parlamentares de inquérito, mas evitou se comprometer com a instalação de uma CPI para investigar o caso Banco Master.

    “Regimentalmente, temos que seguir a ordem de apreciação, e só cinco CPIs podem funcionar ao mesmo tempo na Câmara dos Deputados. Vamos fazer a análise. Tenho dito isso, nem tenho afirmado nem descartado. Só tenho dito que tenho de cumprir o regimento. Vamos analisar esses pedidos todos que estão postos”, declarou, em participação virtual na conferência do banco BTG Pactual, em São Paulo.

    O deputado explicou que a avaliação ocorrerá após a conclusão da instalação das comissões temáticas da Casa. “No ano passado nós decidimos não instalar nenhuma dessas comissões parlamentares, mas agora, no momento certo, após a instalação das comissões permanentes e a criação das comissões especiais, vamos fazer a análise sobre a instalação ou não dessas comissões parlamentares de inquérito”, afirmou.

    De acordo com o Placar da CPI do Banco Master, levantamento do Estadão, até a noite de ontem 319 dos 513 deputados, o equivalente a 62%, declararam apoio à abertura da comissão. Apenas um parlamentar se posicionou contra. Nove preferiram não responder e os demais ainda não se manifestaram.

    Emendas

    Motta também voltou a defender a execução das emendas parlamentares e disse que os repasses seguem as regras acordadas entre os Poderes.

    “Estamos cumprindo 100% daquilo que ficou acordado entre o Poder Executivo, o Poder Legislativo e o Poder Judiciário, no que diz respeito à transparência e à rastreabilidade. As emendas impositivas e de bancada são extremamente transparentes. Das emendas de comissão agora se sabe o autor, o destinatário final, as comissões têm que aprovar, tudo isso estabelecido por lei, e essa lei está sendo cumprida conforme estabelecemos nesse acordo”, declarou.

    Ele ressaltou, no entanto, que eventuais irregularidades devem ser punidas. “Quem faz isso tem que ser punido, tem que pagar. Mas criminalizar o acesso do parlamentar ao Orçamento por uma questão pontual de problema na execução não é justo.”

    Motta diz que vai analisar 'todos' os pedidos de CPI

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Eduardo Bolsonaro irrita apoiadores ao surfar em Abu Dhabi

    Eduardo Bolsonaro irrita apoiadores ao surfar em Abu Dhabi

    Imagens do ex-deputado em piscina de ondas nos Emirados Árabes viralizam e provocam críticas até entre aliados, em meio à prisão de Jair Bolsonaro e a uma viagem com agenda diplomática no Oriente Médio.

    O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro esteve recentemente em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, ao lado do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em compromissos que integraram uma agenda oficial no Oriente Médio. A viagem ocorreu enquanto o ex-presidente Jair Bolsonaro permanece preso.

    Nos últimos meses, Eduardo vinha mantendo contatos com lideranças conservadoras e políticos de direita em outros países, numa tentativa de mobilizar apoio internacional em favor do pai. A estratégia, porém, perdeu força nas últimas semanas, segundo aliados.

    Durante a passagem por Abu Dhabi, o ex-parlamentar visitou o Surf Abu Dhabi, complexo conhecido por abrigar uma das maiores piscinas de ondas artificiais do mundo. Imagens do momento circularam nas redes sociais e geraram críticas de opositores e também de apoiadores.

    Notícias ao Minuto [Legenda]© Reprodução- Redes Sociais  

    A agenda dos irmãos incluiu compromissos em Dubai e no Bahrein, com o objetivo de fortalecer relações institucionais com países árabes. Apesar do caráter oficial da viagem, o registro de Eduardo surfando acabou dominando o debate público online.

    Entre as reações, o diretor do Seminário de Filosofia de Olavo de Carvalho, Silvio Grimaldo, criticou o episódio e classificou Eduardo como “idiota” por aproveitar momentos de lazer enquanto o pai está detido.

    Eduardo Bolsonaro irrita apoiadores ao surfar em Abu Dhabi

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Decisão de Dino sobre penduricalhos é vista como recado a Fachin e expõe embate no STF

    Decisão de Dino sobre penduricalhos é vista como recado a Fachin e expõe embate no STF

    Decisão de Flávio Dino sobre supersalários expõe divergências internas no STF e amplia tensão com Edson Fachin, que tenta avançar com um código de conduta em meio à crise envolvendo o caso Banco Master.

    A decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, de suspender os chamados penduricalhos nos salários do funcionalismo público foi interpretada, nos bastidores da Corte, como um recado ao presidente do STF, Edson Fachin. O gesto expôs divergências internas sobre qual deve ser a prioridade de uma agenda ética para o tribunal.

    Interlocutores de Dino afirmam que o ministro buscou sinalizar que um verdadeiro código de conduta para a magistratura passa, прежде de tudo, pelo enfrentamento dos supersalários. Na avaliação desse grupo, estabelecer regras sobre palestras e participação em eventos seria algo secundário diante da necessidade de rever verbas que elevam vencimentos acima do teto constitucional.

    Cinco ministros ouvidos reservadamente pela Folha de S.Paulo avaliam que o plenário deve confirmar a liminar de Dino, ainda que com eventuais ajustes para que a regulamentação fique sob responsabilidade do Conselho Nacional de Justiça. A sessão para analisar a decisão foi marcada por Fachin para o dia 25, em formato presencial.

    Assim como ocorreu no julgamento das regras do CNJ para o uso de redes sociais por juízes, a expectativa é que o debate sobre penduricalhos seja usado para manifestações mais amplas sobre os limites da atuação pública de magistrados e ministros do Supremo.

    O código de conduta é uma das principais apostas de Fachin para tentar recompor a imagem da Corte, abalada pelos desdobramentos da investigação envolvendo o Banco Master. Os ministros Dias Toffoli, relator do caso, e Alexandre de Moraes estão no centro das críticas.

    Toffoli teve sua conduta questionada após viajar em um jatinho com um dos advogados do processo e impor forte sigilo aos autos, além de haver menções a negócios familiares que envolvem seus irmãos e um fundo ligado ao banco. No caso de Moraes, pesa o fato de que o escritório de sua esposa firmou contrato milionário com a instituição financeira. O ministro declarou que juízes devem se declarar impedidos quando houver vínculo familiar com advogados que atuem no processo.

    Segundo a Folha, a estratégia de Fachin para avançar com o código divide até mesmo ministros favoráveis à iniciativa. Entre apoiadores, há receio quanto ao momento escolhido para o debate e ao risco de fragilizar ainda mais a Corte em meio à crise.

    Dino, de acordo com auxiliares, é favorável à criação de um código de conduta, mas discorda da forma como a proposta vem sendo conduzida. Apesar de Fachin ter conversado com colegas durante o recesso e defendido consenso, parte dos ministros entende que o tema avançou com aparência de imposição e sem considerar sugestões de aguardar um momento mais adequado.

    Na decisão que suspendeu os penduricalhos, publicada na quinta-feira, Dino afirmou que os supersalários afrontam o princípio da moralidade administrativa. Ele classificou o fenômeno como uma “multiplicação anômala das verbas indenizatórias” que atingiu patamares incompatíveis com a Constituição.

    Um ministro que tende a rejeitar o código afirmou, sob reserva, que o combate aos penduricalhos e à corrupção na magistratura deveria ser o foco prioritário da presidência do Supremo, em vez de restrições a falas públicas ou participação em eventos.

    Auxiliares de Fachin, por sua vez, dizem que o presidente do STF não interpretou a decisão de Dino como um gesto de enfrentamento. Eles lembram que o tema dos supersalários também está na pauta do CNJ, por meio do Observatório da Transparência, criado no início da atual gestão.

    Cerca de duas horas após a decisão de Dino, ainda na quinta-feira, Fachin teria conversado com colegas e optado por pautar rapidamente o referendo da liminar, com o entendimento de que o tema deve ser resolvido sem prolongar o impasse.

    A escolha de Cármen Lúcia como relatora do código de conduta é vista por parte dos ministros como positiva, por seu perfil conciliador e capacidade de mediar conflitos. Nesta terça-feira, ela reuniu representantes dos Tribunais Regionais Eleitorais para apresentar diretrizes comportamentais voltadas ao período eleitoral.

    Entre as regras defendidas estão a proibição de recebimento de presentes ou favores, impedimentos em casos envolvendo escritórios com vínculo do magistrado, restrições a atividades externas que possam gerar conflito de interesses e vedação a posicionamentos políticos, inclusive nas redes sociais. 
     

    Decisão de Dino sobre penduricalhos é vista como recado a Fachin e expõe embate no STF

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Baleia Rossi sinaliza alinhamento com Tarcísio enquanto Lula disputa apoio do MDB

    Baleia Rossi sinaliza alinhamento com Tarcísio enquanto Lula disputa apoio do MDB

    “Estive ontem à noite com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Falamos sobre o cenário eleitoral no Brasil e em São Paulo, onde o MDB vai reforçar sua parceria firmada há quatro anos, que (tem) sido marcada por lealdade e respeito mútuo”, escreveu o dirigente em seu perfil no X.

    O presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, reuniu-se na noite de segunda-feira, 9, com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em São Paulo. Em publicação nas redes sociais nesta terça-feira, 10, Rossi afirmou que a conversa reforçou a parceria entre o MDB e o governo paulista, firmada há quatro anos. Segundo ele, a relação é marcada por \”lealdade e respeito\”.

    \”Estive ontem à noite com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Falamos sobre o cenário eleitoral no Brasil e em São Paulo, onde o MDB vai reforçar sua parceria firmada há quatro anos, que (tem) sido marcada por lealdade e respeito mútuo\”, escreveu o dirigente em seu perfil no X.

    O encontro ocorre em meio a negociações de bastidores entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o MDB sobre a possibilidade de indicação de um nome da sigla para a vaga de vice-presidente na chapa à reeleição, em outubro. Integrantes da legenda negam que o tema esteja em discussão formal no partido.

    Em São Paulo, o MDB é comandado pelo prefeito da capital, Ricardo Nunes, aliado de Tarcísio e que contou com o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em sua campanha à reeleição em 2024. No plano nacional, a sigla ainda não definiu se terá candidatura própria à Presidência, se apoiará outro nome ou se adotará uma posição de neutralidade na disputa.

    Mais cedo, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que caberá ao vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) decidir entre tentar a reeleição ao cargo ou disputar novamente o governo de São Paulo. Publicamente, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), também tem sido pressionado por aliados a voltar à disputa pelo Palácio dos Bandeirantes.

    Apesar de manter quadros alinhados ao Palácio do Planalto, como o senador Renan Calheiros (MDB-AL) e a ministra do Planejamento, Simone Tebet, o MDB abriga diferentes correntes internas e tem ampliado alianças regionais que não passam pelo PT, especialmente em Estados governados por partidos do campo do centro e da direita.

    Nesse contexto, Lula e dirigentes do PT avaliam a possibilidade de estimular uma candidatura de Tebet ao Senado ou ao governo de São Paulo, sob a avaliação de que seu nome poderia fortalecer o palanque do presidente no maior colégio eleitoral do País. A ministra, no entanto, construiu sua trajetória política no Mato Grosso do Sul.

    A última vez em que PT e MDB estiveram juntos de forma estruturada na Presidência da República foi durante os governos da ex-presidente Dilma Rousseff, entre 2011 e 2016. À época, o MDB – então PMDB – integrou a coalizão governista e indicou o vice-presidente Michel Temer, compondo a chapa vencedora nas eleições de 2010 e 2014.

    A aliança foi rompida em 2016, quando o MDB desembarcou do governo e passou a apoiar o processo de impeachment de Dilma no Congresso. Desde então, as duas siglas não voltaram a formar uma coalizão nacional nos mesmos moldes, apesar de o atual governo do presidente Lula contar com três emedebistas na Esplanada e manter negociações pontuais com o partido.

    Baleia Rossi sinaliza alinhamento com Tarcísio enquanto Lula disputa apoio do MDB

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • STJ afasta ministro acusado de assédio até conclusão de apurações

    STJ afasta ministro acusado de assédio até conclusão de apurações

    Esse afastamento é cautelar e deve durar até o encerramento da apuração interna sobre as condutas dele. A votação ocorreu de forma secreta e, segundo o STF, foi unânime. Eram necessários ao menos 17 votos dos 33 ministros para o afastamento.

    JOSÉ MARQUES E LUÍSA MARTINS
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Os integrantes do STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiram, em encontro fechado na manhã desta terça-feira (10), afastar da corte o ministro Marco Buzzi, alvo de investigações sobre suspeitas de importunação sexual.

    Esse afastamento é cautelar e deve durar até o encerramento da apuração interna sobre as condutas dele. A votação ocorreu de forma secreta e, segundo o STF, foi unânime. Eram necessários ao menos 17 votos dos 33 ministros para o afastamento.

    A corte voltará a deliberar sobre o futuro do magistrado ao fim dos trabalhos da comissão de sindicância que investiga os episódios.

    Como mostrou a Folha, a tendência é que a investigação resulte na aposentadoria compulsória do magistrado. Para que isso aconteça, são necessários 22 votos dos 33 membros do tribunal. A decisão será tomada no dia 10 de março.

    A reunião dos ministros nesta terça foi convocada pelo presidente do tribunal, Herman Benjamin, após uma segunda denúncia envolvendo Buzzi ter sido recebida pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça) nesta segunda-feira (9).

    A Corregedoria do CNJ afirmou que já foi realizada audiência para ouvir uma “possível vítima de fatos análogos àqueles objeto de procedimento em curso”. A investigação tramita em sigilo “para preservar a intimidade e integridade das pessoas envolvidas e para a adequada condução das investigações.”

    Na semana passada, uma mulher de 18 anos relatou ter sido agarrada e tocada pelo ministro, que tem 68 anos, durante um banho de mar em uma praia do litoral de Santa Catarina. Ela e os pais passavam férias na casa de praia do magistrado, em Balneário Camboriú.

    Segundo depoimento prestado à Polícia Civil, a jovem contou o ocorrido ao pai, e a família deixou a casa do ministro no mesmo dia. Ainda de acordo o documento, a jovem frequentava o STJ desde a infância e considerava o ministro “um avô e confidente”. A mãe dela atua nos tribunais superiores, e a relação profissional evoluiu para amizade entre as famílias.

    Segundo depoimento prestado à Polícia Civil, a jovem contou o ocorrido ao pai, e a família deixou a casa do ministro no mesmo dia. Ainda de acordo o documento, a jovem frequentava o STJ desde a infância e considerava o ministro “um avô e confidente”. A mãe dela atua nos tribunais superiores, e a relação profissional evoluiu para amizade entre as famílias.

    Em manifestação nesta segunda, antes do afastamento, Buzzi afirmou que provará sua inocência diante das denúncias de assédio sexual contra ele. O magistrado também disse estar “muito impactado” e jamais ter adotado “conduta que envergonhasse a família ou maculasse a magistratura”.

    A declaração foi dada em mensagem enviada por Buzzi em grupo de WhatsApp dos ministros do STJ. Foi primeira manifestação dele aos colegas desde a primeira notícia sobre as denúncias, no último dia 4.

    “Muito impactado com as notícias veiculadas e também por me encontrar internado em hospital, sob acompanhamento cardíaco e emocional, até o momento estive calado. De modo informal soube de fatos contra mim imputados, os quais igualmente repudio. Tudo está causando mágoas às pessoas da minha família e convivência”, disse.

    Ele afirmou ainda que agradece a quem deu o benefício da dúvida “diante da prematura divulgação de informações”. “Confio que, por meio de apuração técnica e imparcial, os fatos serão plenamente esclarecidos.”

    Os advogados de Buzzi afirmam que o ministro “não cometeu qualquer ato impróprio, como será possível demonstrar oportunamente no âmbito dos procedimentos já instaurados”. A nota diz que o vazamento de informações busca “constranger o devido processo legal e influenciar indevidamente futuras decisões judiciais”.

    “Até o presente momento, a defesa não teve acesso aos autos, muito embora já tenha apresentado pedido de habilitação desde a semana passada. Não há, portanto, qualquer base jurídica ou factual que permita manifestações responsáveis sobre fatos ainda indefinidos –muito menos julgamentos públicos antecipados”, diz a defesa do ministro.

    Em relação ao caso de Santa Catarina, Buzzi é alvo, além de reclamações disciplinares no CNJ, de uma investigação criminal no STF (Supremo Tribunal Federal), que tramita sob a relatoria do ministro Kassio Nunes Marques.

    A sindicância no STJ é conduzida pelos ministros Raul Araújo, Francisco Falcão e Antônio Carlos Ferreira.

    STJ afasta ministro acusado de assédio até conclusão de apurações

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Corte italiana julga pedido de Carla Zambelli para troca de juízes

    Corte italiana julga pedido de Carla Zambelli para troca de juízes

    Zambelli, que se diz vítima de perseguição política pelo STF (Supremo Tribunal Federal), fugiu do país em junho para escapar da pena de dez anos de prisão referente à invasão do sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e à emissão de um mandado falso de prisão contra Moraes.

    (CBS NEWS) – A Corte de Apelação de Roma, na Itália, vai examinar nesta terça-feira (10) o pedido da defesa da ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP) para que seja substituído o colégio de juízes responsável por analisar seu processo de extradição para o Brasil. A audiência está prevista para às 10h (6h de Brasília) e a expectativa é que a decisão seja comunicada durante a tarde.

    A troca de juízes foi um pedido da própria Zambelli na última sessão sobre o caso, em 20 de janeiro, depois que a corte suspendeu a audiência em andamento por falta de tempo para analisar uma série de solicitações apresentadas por sua defesa. Um dos pedidos era para que Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), fosse ouvido como testemunha.

    A ex-deputada e seu advogado entenderam o adiamento como uma rejeição às demandas e formalizaram dias depois a solicitação de substituição da corte. “Percebemos que eles [juízes] estavam sendo hostis e com pré-juízo em relação às nossas solicitações, não atendidas”, disse na ocasião o advogado Pieremilio Sammarco.

    Para o advogado Alessandro Gentiloni, que representa o Brasil no processo por meio da AGU (Advocacia Geral da União), não há fundamentos para a troca de juízes. “O tribunal não rejeitou os pedidos da senhora Zambelli, mas pediu reserva para decidir sobre eles, demonstrando equilíbrio e respeito pelos direitos de todas as partes no processo”, disse.

    A continuação da audiência do dia 20 foi marcada para esta quarta (11), quando o mérito da extradição voltaria a ser analisado pela corte. No entanto, se a troca de juízes for acatada nesta terça, há a possibilidade de que o processo seja redistribuído e precise recomeçar. Se for negada, a extradição pode ser julgada, mas a defesa promete apresentar recurso.

    Zambelli está presa há seis meses na Itália, depois de ficar dois meses foragida. 

    O julgamento de sua extradição já foi adiado três vezes desde o fim de novembro. Pouco antes do Natal, o tribunal concedeu mais tempo para que a defesa analisasse documentação enviada pelo Brasil sobre as condições da Colmeia, penitenciária no Distrito Federal onde ela ficará detida caso seja extraditada. Antes, a defesa havia aderido a uma greve e, em outra ocasião, o tribunal pediu tempo para analisar documentos apresentados pelos advogados da ex-deputada.

    Se for extraditada, o tempo de prisão na Itália será descontado do restante da pena a ser cumprido no Brasil.

    Zambelli, que se diz vítima de perseguição política pelo STF (Supremo Tribunal Federal), fugiu do país em junho para escapar da pena de dez anos de prisão referente à invasão do sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e à emissão de um mandado falso de prisão contra Moraes. Quando já estava na Itália, foi condenada a outros cinco anos por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. Os dois casos compõem um único processo de extradição.

    A Corte de Apelação de Roma atua como primeira instância nesse caso. Após a decisão do tribunal, as partes podem recorrer.

    Corte italiana julga pedido de Carla Zambelli para troca de juízes

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política