Categoria: POLÍTICA

  • 'Tarcisão do asfalto' acumula atrasos, derrotas no TCE e baixo investimento em estradas

    'Tarcisão do asfalto' acumula atrasos, derrotas no TCE e baixo investimento em estradas

    Ex-ministro da Infraestrutura e atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas enfrenta entraves em licitações bilionárias, suspensões determinadas pelo Tribunal de Contas e execução orçamentária abaixo do previsto no DER, o que gera desgaste político e frustra aliados às vésperas do período eleitoral

    (CBS NEWS) O ex-ministro da Infraestrutura e atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), eleito em 2022 sob o apelido de “Tarcisão do Asfalto”, chega às vésperas do período eleitoral com um histórico de entraves no setor rodoviário, área apontada como uma de suas principais vitrines de gestão.

    O apelido foi criado durante a campanha para associar o então candidato à imagem de um executor eficiente de obras. Embora tenha conseguido destravar o principal projeto do setor, a retomada do trecho norte do Rodoanel, as licitações mais relevantes elaboradas por sua equipe enfrentaram sucessivos obstáculos ao longo dos três primeiros anos de mandato, gerando desgaste político, sobretudo com aliados no interior do estado.

    Em 2025, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), responsável pelas obras rodoviárias, suspendeu licitações que, somadas, ultrapassariam R$ 5 bilhões em investimentos. O órgão encerrou o ano aplicando apenas 30,6% do orçamento previsto, pouco mais de R$ 1,1 bilhão de um total de R$ 3,6 bilhões. Para 2026, o orçamento destinado ao DER caiu para R$ 2,2 bilhões.

    As suspensões resultaram em obras que deixaram de sair do papel e provocaram insatisfação entre prefeitos e deputados estaduais, que esperavam utilizar esses projetos como vitrine eleitoral. Diante das dificuldades de articulação política, Tarcísio promoveu, no fim de janeiro, uma troca no comando da área, na tentativa de reduzir ruídos com aliados.

    Auxiliares próximos ao governador afirmam, no entanto, que o ambiente adverso não deve comprometer seu desempenho eleitoral. Eles citam como trunfos a entrega do Rodoanel, a expansão de linhas de metrô e o avanço de promessas como o trem entre São Paulo e Campinas e o túnel entre Santos e Guarujá.

    Procurado, o governo estadual defendeu suas ações e afirmou ter destravado obras paralisadas e reformulado projetos inacabados de gestões anteriores, destacando compromisso com eficiência administrativa e segurança jurídica.

    Os recursos do DER são direcionados principalmente a obras de conservação, como recapeamento e sinalização, e de ampliação, incluindo duplicações e pavimentação de estradas não concedidas. Atualmente, cerca de 9.800 quilômetros de rodovias estão sob responsabilidade do órgão, enquanto aproximadamente 6.800 quilômetros são administrados por concessionárias privadas.

    Parte das intervenções ocorre em rodovias concedidas à iniciativa privada. Integrantes do governo avaliam que, nesses casos, eventuais ganhos eleitorais são neutralizados por críticas ao sistema de pedágio free flow, tema que levou o governador a recuar da instalação de ao menos dez pontos de cobrança no ano passado.

    As suspensões de licitações ocorreram em meio a um ambiente de tensão entre o DER e o setor da construção civil. Empresários relataram à Folha, ao longo de 2024 e 2025, insatisfação com exigências técnicas consideradas inviáveis em alguns editais. As licitações de maior valor motivaram questionamentos no Tribunal de Contas do Estado (TCE), que determinou diversas paralisações. O governo afirma que suspensões para adequação às recomendações são previstas em lei e foram prontamente atendidas.

    Um caso simbólico ocorreu em 2023, quando a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística prometeu a abertura de uma estrada de cinco quilômetros na comunidade Quilombo dos Bombas, em Iporanga. O edital foi lançado em novembro de 2024, suspenso no mês seguinte e a obra só começou em junho de 2025, com previsão de conclusão para o fim deste semestre.

    Outra contratação de grande porte, prevista em 2024, era um edital de R$ 4,3 bilhões para conservação de rodovias em 30 lotes. O processo foi paralisado em outubro de 2025 após questionamentos do TCE e relançado em janeiro por R$ 4,7 bilhões. Uma licitação adicional de R$ 915 milhões para manutenção de pistas e sinalização também foi suspensa.

    Em um dos episódios apontados como falha técnica, o DER contratou, em janeiro de 2025, uma empresa para melhorias em um trecho da rodovia Raposo Tavares que já estava sob concessão privada. O contrato, de R$ 1,8 milhão, precisou ser extinto.

    Em nota, o governo informou que a área de engenharia do DER concluiu projetos executivos com estimativa de R$ 3,7 bilhões em investimentos, abrangendo 363 quilômetros de rodovias. A gestão afirma ainda ter reformulado, licitado e executado 51 projetos desde 2023 e revisado 76 obras herdadas de administrações anteriores, gerando economia de aproximadamente R$ 218 milhões.

    Segundo o governo, o programa SP para Toda Obra reúne cerca de 1.500 projetos, com investimento total superior a R$ 30 bilhões, em mais de 21 mil quilômetros de vias, e trata a infraestrutura como política de Estado, com planejamento integrado, critérios técnicos e transparência.
     

     
     

    'Tarcisão do asfalto' acumula atrasos, derrotas no TCE e baixo investimento em estradas

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Lula procura partidos do centrão e quer vice do MDB para isolar Flávio Bolsonaro

    Lula procura partidos do centrão e quer vice do MDB para isolar Flávio Bolsonaro

    A ordem de Lula, já assimilada pelo PT, é ampliar o máximo possível seu arco de alianças para a eleição. Articuladores petistas acreditam que a maioria do eleitorado já decidiu de qual lado ficará, e que apenas algo em torno de 10% dos votos está em disputa. Por isso, qualquer ajuda para atrair mais eleitores é valiosa

    (CBS NEWS) – O presidente Lula (PT) desencadeou uma operação política em duas frentes para tentar fortalecer sua candidatura à reeleição e isolar seu provável adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL).

    O presidente tenta afastar os principais partidos do centrão da candidatura de Flávio. Além disso, em um movimento considerado mais delicado, foi receptivo à ideia de mudar o vice de sua chapa para tentar agregar o MDB à sua aliança formal -o que daria mais tempo de campanha na TV e reforçaria a mensagem de frente ampla propagada por ele na eleição de 2022.

    A ordem de Lula, já assimilada pelo PT, é ampliar o máximo possível seu arco de alianças para a eleição. Articuladores petistas acreditam que a maioria do eleitorado já decidiu de qual lado ficará, e que apenas algo em torno de 10% dos votos está em disputa. Por isso, qualquer ajuda para atrair mais eleitores é valiosa.

    “Temos que trabalhar, fazer alianças para ganhar as eleições. Não estamos com essa bola toda em todos os estados, tem estados que precisamos compor. A gente precisa decidir se quer ganhar ou se quer perder. Como eu quero ganhar, Edinho [Silva, presidente do PT], você vai ter que fazer as alianças”, declarou o presidente no evento de aniversário do PT neste sábado (7).

    A tentativa de atrair o MDB é sensível porque envolveria tirar da chapa o atual vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB). Ele é próximo do chefe do governo e quer continuar no cargo no caso de reeleição. Além disso, diretórios poderosos do MDB, como os de São Paulo e do Rio Grande do Sul, devem resistir a uma aliança.

    Como mostrou a coluna Painel, da Folha, a cúpula emedebista está se aproximando do PSD, que tem três pré-candidatos a presidente. Dos 27 diretórios estaduais do partido, 17 estariam afastados de Lula e 10, próximos ao governo petista.

    Há o risco de Lula magoar e perder seu atual vice e a aliança ser derrotada na convenção emedebista, inviabilizando a coligação. Alckmin já disse à cúpula do PT que, se não estiver na chapa presidencial, apoiará a reeleição de Lula sem se candidatar a nada.

    O presidente discutiu o assunto em dezembro com os senadores lulistas Renan Calheiros (MDB-AL) e Eduardo Braga (MDB-AM). Ficou de marcar nova reunião, mas não o fez até agora.

    Na quinta (5), porém, Lula disse publicamente que Alckmin tem “um papel a cumprir” na eleição em São Paulo. A frase foi entendida como um sinal de que ele quer o vice concorrendo a algum cargo e reforçando seu palanque no estado com maior eleitorado.

    Emedebistas a par da articulação avaliam que a declaração foi uma espécie de “ok” para avançarem na tentativa de formar uma maioria no partido em favor da aliança. Esse grupo, porém, ainda quer que o presidente faça gestos mais fortes.

    Dois dias depois, durante celebração dos 46 anos do PT neste sábado (7), em Salvador, o presidente afagou Alckmin dizendo que teve sorte com seus vices: “O Geraldo Alckmin foi uma dessas coisas que Deus fez acontecer na minha vida. É um homem extraordinário que eu respeito e admiro”. O vice esteve presente no evento.

    Na reunião com os dois emedebistas, Lula disse que via no MDB a única chance de agregar um novo partido à sua aliança -que deve contar com as siglas de esquerda.

    Renan disse ao petista que a única maneira de tentar levar o MDB para a coligação seria oferecendo a vice, porque isso daria um argumento forte na convenção que decidirá o caminho da sigla na eleição. As convenções partidárias serão de 20 de julho a 5 de agosto.

    Há três emedebistas cotados para a vice de Lula, caso a articulação dê certo: o ministro dos Transportes, Renan Filho; o governador do Pará, Helder Barbalho; e a ministra do Planejamento, Simone Tebet.

    O principal destino especulado para Tebet, porém, é uma candidatura a senadora por São Paulo. Existe a possibilidade de ela mudar de partido, uma vez que o MDB paulista apoia o governador bolsonarista Tarcísio de Freitas (Republicanos).

    Aliados de Lula no PT e no MDB, porém, ainda tentam uma solução que permita a Tebet ser candidata e apoiar a reeleição de Lula sem mudar de legenda. Tanto o presidente do PT, Edinho Silva, quanto Eduardo Braga querem conversar com o presidente do MDB, Baleia Rossi, sobre o tema.

    O principal obstáculo a uma aliança entre Lula e o MDB paulista é a proximidade do prefeito de São Paulo, o emedebista Ricardo Nunes, com Tarcísio. O governador foi fundamental para a reeleição de Nunes, em 2024.

    Ajuda Lula o fato de Tarcísio ter decidido ser candidato à reeleição em São Paulo. Forças políticas de direita e de centro queriam que ele disputasse o Palácio do Planalto e ficaram sem um candidato preferido.

    Além da tentativa de atrair o MDB, Lula busca obter a neutralidade dos principais partidos do centrão na disputa nacional. O objetivo do petista é que essas legendas não deem apoio formal a Flávio Bolsonaro e que suas direções nacionais não dificultem sua busca por alianças com líderes locais.

    Um dos principais movimentos nesse sentido, revelado pela Folha, foi reunião de Lula com o presidente do PP, Ciro Nogueira, na qual ouviu dele uma proposta de neutralidade nacional do partido. A contrapartida seria facilitar a reeleição de Nogueira como senador no Piauí.

    Deputados e senadores filiados ao PP e originários de regiões onde Lula é mais popular, como o Nordeste, dão como certo que a legenda liberará seus filiados para se associar ao candidato a presidente que preferirem.

    O presidente também mira líderes locais do União Brasil. Um dos estados onde esse esforço deve ser maior é o Ceará. Principal líder do PT cearense, o ministro da Educação, Camilo Santana, tenta impedir que o União Brasil apoie Ciro Gomes (PSDB) na disputa pelo governo local.

    Lula julga ser fundamental derrotar Ciro e reeleger o governador Elmano de Freitas (PT).

    O PP anunciou a formação de uma federação partidária com o União Brasil, chamada União Progressista. As duas legendas, juntas, constituiriam a maior bancada da Câmara e seriam obrigadas a agir em conjunto na eleição nacional. Ciro Nogueira é um dos líderes dessa associação, que ainda não foi definitivamente reconhecida pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

    Esse grupo queria apoiar Tarcísio para presidente. Sem uma candidatura de Tarcísio, a prioridade passou a ser eleger o maior número possível de congressistas, o que aumenta a possibilidade de alianças entre Lula e diretórios estaduais dessas siglas.

    O presidente da República também se aproximou do presidente da Câmara, Hugo Motta. O partido de Motta, o Republicanos, também tem setores que querem disputar a eleição associados a Lula. O deputado tem participado das articulações do presidente da República inclusive fora de seu partido. Ele intermediou a reunião entre o petista e Ciro Nogueira.

    Lula, Motta e diversos outros deputados jantaram juntos na quarta-feira (4). O chefe do governo minimizou os possíveis atritos por partidos que têm ministérios lançarem candidatos a presidente da República. O recado foi direcionado principalmente ao PSD, que tem três ministros e três pré-candidatos ao Planalto (Ronaldo Caiado, Eduardo Leite e Ratinho Jr.).

    Lula procura partidos do centrão e quer vice do MDB para isolar Flávio Bolsonaro

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Alckmin avisou a petistas que não será candidato em SP se for tirado da vice de Lula

    Alckmin avisou a petistas que não será candidato em SP se for tirado da vice de Lula

    Petistas sonham com a possibilidade de o vice-presidente, que governou São Paulo de 2001 a 2006 e de 2011 a 2018, se candidatar a governador ou senador no estado em chapa com o petista Fernando Haddad, ministro da Fazenda, e com a emedebista Simone Tebet, ministra do Planejamento

    (CBS NEWS) – O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), já avisou a dirigentes petistas que não pretende se candidatar a nenhum cargo caso seja retirado da chapa em que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tentará reeleição.

    A conversa, de acordo com pessoas próximas do vice-presidente ouvidas pela reportagem, não foi uma ameaça de rompimento. Alckmin teria dito que apoiaria Lula mesmo sem concorrer a nenhum cargo.

    Petistas sonham com a possibilidade de o vice-presidente, que governou São Paulo de 2001 a 2006 e de 2011 a 2018, se candidatar a governador ou senador no estado em chapa com o petista Fernando Haddad, ministro da Fazenda, e com a emedebista Simone Tebet, ministra do Planejamento.

    A ideia seria ter candidatos fortes a governador e senador fazendo campanha para Lula em São Paulo, que tem o maior eleitorado do Brasil. Além de Alckmin, Haddad também tem dito que não quer se candidatar.

    Apesar dessa vontade de petistas, a reedição da chapa presidencial Lula-Alckmin era dada quase que como certa até o final do ano passado. O presidente e o vice, que se aproximaram visando às eleições de 2022, tornaram-se muito próximos. Além disso, o PSB, partido de Alckmin, pressiona para que ele continue na vice.

    Recentemente, porém, Lula passou a dar sinais nos bastidores de que poderia rever o formato dessa aliança. Na quinta-feira (5), o petista indicou isso publicamente.

    “Temos condições de ganhar as eleições em São Paulo. Eu ainda não conversei com o Haddad, ainda não conversei com o Alckmin, mas eles sabem que têm um papel para cumprir em São Paulo”, disse o presidente da República em entrevista ao UOL.

    O plano de Lula, com uma possível alteração em sua chapa, não seria apenas fortalecer sua campanha em São Paulo. Ele poderia, também, oferecer a vice para outro partido como forma de agregar mais apoio à sua coligação nacional.
    Uma hipótese seria o MDB. O partido tem uma ala lulista poderosa, mas mesmo assim uma tentativa de associação com a legenda teria muitas dificuldades.

    Como mostrou a coluna Painel, da Folha de S.Paulo, a cúpula emedebista está se aproximando do PSD, que tem três pré-candidatos a presidente. Dos 27 diretórios estaduais do partido, 17 estariam afastados de Lula e 10, próximos ao governo petista.

    Aliados de Alckmin argumentam que ele ajuda Lula a se aproximar de setores que têm resistência ao petista, como o empresariado e parcelas do agronegócio. Alckmin acumulou a Vice-Presidência com o cargo de ministro da Indústria e Comércio, o que o colocou em contato cotidiano com grandes exportadores.

    Também avaliam que retirar Alckmin da chapa poderia, no limite, até afastar o PSB da aliança do presidente da República.

    Lula e seu atual vice até o momento não teriam conversado sobre a possibilidade de uma mudança no arranjo político vigente. Caso o presidente da República decida fazer a troca, será uma conversa delicada. Lula elogia publicamente Alckmin com frequência. Considera-o um aliado qualificado e leal.

    A lealdade de Alckmin é um dos fatores mais apontados tanto por petistas quanto por pessebistas como motivo para ele disputar a eleição como vice de Lula. O PT tem um trauma em torno deste tema: Michel Temer (MDB), quando era vice de Dilma Rousseff (PT), articulou o afastamento da então chefe de governo e assumiu a presidência da República em 2016.

    Alckmin avisou a petistas que não será candidato em SP se for tirado da vice de Lula

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Damares denuncia Freixo por Embratur apoiar escola que homenageia Lula

    Damares denuncia Freixo por Embratur apoiar escola que homenageia Lula

    Damares acusa Freixo de autorizar o repasse de R$ 1 milhão em recursos federais para cada escola de samba ligada à Liga das Escolas de Samba. Segundo ela, esse apoio representa uso indevido da máquina pública para promoção pessoal e possível campanha eleitoral antecipada em favor do presidente Lula

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) apresentou uma denúncia na Comissão de Ética da Presidência da República contra Marcelo Freixo, presidente da Embratur, por apoiar financeiramente a escola de samba Acadêmicos de Niterói, que irá homenagear Lula (PT) no Carnaval deste ano.

    Damares acusa Freixo de autorizar o repasse de R$ 1 milhão em recursos federais para cada escola de samba ligada à Liga das Escolas de Samba. Segundo ela, esse apoio representa uso indevido da máquina pública para promoção pessoal e possível campanha eleitoral antecipada em favor do presidente Lula.

    A denúncia cita a participação de Freixo em um ensaio técnico da escola vestindo camisa com o rosto de Lula. Para Damares, a atitude configura favorecimento político e quebra de deveres éticos do cargo.

    Na representação, Damares reforça as críticas ao uso de recursos públicos para fins políticos. “Trata-se de instrumentalização da máquina pública, para favorecimento político e amplificação de campanha eleitoral antecipada, prática incompatível com o regime constitucional democrático, com os princípios da Administração Pública e com a ética exigida do serviço público”.

    Freixo defendeu o patrocínio da Embratur à Liesa. Em vídeo nas redes sociais, o presidente da Embratur afirmou que é um investimento para promover o Carnaval brasileiro no exterior. Ele argumenta que a medida ajuda a atrair turistas e movimentar a economia, repetindo valores já repassados em anos anteriores.

    DESFILE SOBRE LULA NA SAPUCAÍ MOBILIZA POLÍTICOS

    Homenagem a Lula pela Acadêmicos de Niterói deve contar com a presença de deputados, ministros e presidentes de empresas públicas. Uma lista de espera criada há um mês para vagas no desfile da escola tem mais de 400 pessoas.

    Ensaios têm mobilizado petistas e aliados. O deputado federal Lindbergh Farias, o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, a ministra da igualdade racial, Anielle Franco, e políticos de outros estados já compareceram. A deputada federal Talíria Petrone (PSOL), que é de Niterói, também participou. No último dia 18, o prefeito da cidade, Rodrigo Neves (PDT), esteve presente.

    O Ministério da Cultura e a Embratur assinaram um termo de cooperação técnica que prevê R$ 12 milhões às 12 agremiações do Grupo Especial. Ou seja, R$ 1 milhão para cada uma. Além dessa verba, a escola que homenageia Lula vai receber subvenção do Governo do Estado do Rio e das prefeituras do Rio de Janeiro e de Niterói.

    Damares denuncia Freixo por Embratur apoiar escola que homenageia Lula

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Ciro Nogueira encontrou Lula e ofereceu afastar PP de Flávio Bolsonaro por acordo no Piauí

    Ciro Nogueira encontrou Lula e ofereceu afastar PP de Flávio Bolsonaro por acordo no Piauí

    Reunião reservada no fim de dezembro buscou reaproximação entre o presidente e o líder do PP, que articula apoio velado do Planalto à sua reeleição no Piauí. Movimento provoca resistências no PT local e pode levar o partido a adotar neutralidade na disputa presidencial.

    (CBS NEWS) — Ex-chefe da Casa Civil no governo Jair Bolsonaro (PL) e atual presidente do PP, o senador Ciro Nogueira (PI) foi recebido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) às vésperas do Natal. O encontro ocorreu na Granja do Torto, em 22 de dezembro, a pedido de Nogueira, e contou com a presença do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

    Descrita pelos participantes como cordial, a conversa não constou da agenda oficial do petista e teve como objetivo reaproximar Nogueira de Lula, sob articulação de Motta. Segundo relatos, o senador buscou um acordo para viabilizar sua reeleição no Piauí, estado governado pelo PT.

    De acordo com políticos envolvidos nas tratativas, Nogueira propõe um pacto em que Lula apoiaria de forma enfática apenas um candidato ao Senado, o senador Marcelo Castro (MDB). Como haverá duas vagas em disputa em outubro, o arranjo facilitaria a recondução do presidente do PP.

    Ao confirmar o encontro, um aliado de Nogueira disse que ele quer que o governo e o PT não atrapalhem sua candidatura. Em troca, acenaria com neutralidade do PP na disputa presidencial, evitando um alinhamento formal ao pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro.

    O PP anunciou recentemente a formação de uma federação com o União Brasil, batizada de União Progressista. Juntas, as siglas formariam a maior bancada da Câmara e seriam obrigadas a atuar em conjunto na eleição nacional. Ciro Nogueira é um dos principais líderes da federação, que ainda aguarda reconhecimento definitivo do TSE.

    Confirmada por cinco pessoas, a reunião também serviu para reduzir tensões entre Lula e Nogueira, que ao final trocaram gestos de cordialidade. Um aliado do presidente, favorável à articulação, afirmou que Lula “gosta de Nogueira”.

    Durante a conversa, o senador ressaltou sua boa relação com Hugo Motta, a quem se referiu como uma espécie de filho político. Também destacou que permaneceu leal a Bolsonaro até o fim do governo, mas lembrou ter sido um dos primeiros a reconhecer a vitória de Lula em 2022, quando o bolsonarismo ainda resistia a admitir a derrota.

    Esse trecho foi interpretado como um sinal de que Nogueira poderia manter lealdade institucional ao petista em um eventual novo mandato. Na avaliação de aliados de Lula, o presidente demonstrou simpatia à proposta.

    O senador demonstrou preocupação com um eventual vazamento da conversa e, procurado pela Folha, negou o encontro. Mesmo assim, aliados confirmam que ele tem intensificado articulações visando a campanha eleitoral.

    A aproximação com Lula tende a gerar desgaste junto ao eleitorado bolsonarista e a políticos de direita, com os quais Nogueira se identificou nos últimos anos. Além disso, um eventual acordo enfrenta resistência no PT do Piauí. O governador Rafael Fonteles (PT) e o ministro Wellington Dias (Desenvolvimento Social) não teriam sido informados da reunião.

    O presidente estadual do PT, Fábio Novo, disse desconhecer a conversa e lembrou que Nogueira se elegeu duas vezes com apoio de Lula antes de romper. “Não temos o direito de errar uma terceira vez”, afirmou.

    A chapa articulada pelo PT no estado inclui o deputado Júlio César (PSD) como pré-candidato ao Senado, e uma mudança poderia desagradar ao presidente do PSD, Gilberto Kassab, aliado de Lula.

    O Piauí é majoritariamente lulista. Em 2022, Lula obteve 76,8% dos votos válidos no segundo turno contra Bolsonaro. Por isso, líderes locais avaliam que candidatos com apoio do Planalto têm vantagem. Ainda assim, aliados reconhecem que Nogueira mantém base entre prefeitos piauienses, inclusive alguns do PT.

    Em 2018, Nogueira foi reeleito senador com apoio de Lula e do PT. Após a derrota de Fernando Haddad, aproximou-se de Bolsonaro e assumiu a Casa Civil em 2021, conduzindo o PP ao bolsonarismo. Sem Bolsonaro, passou a apoiar Tarcísio de Freitas (Republicanos), mas agora avalia como lidar com a candidatura de Flávio Bolsonaro. A sigla pode optar por liberar seus filiados para apoiar diferentes projetos nacionais.

    Ciro Nogueira encontrou Lula e ofereceu afastar PP de Flávio Bolsonaro por acordo no Piauí

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Bolsonaro manda carta de amor à Michelle: “Te amo para sempre”

    Bolsonaro manda carta de amor à Michelle: “Te amo para sempre”

    Mensagem foi escrita para celebrar 18 anos de casamento, comemorados enquanto o ex-presidente estava preso preventivamente. Na carta, Bolsonaro agradece o apoio da esposa, fala de esperança em meio às dificuldades e reafirma fidelidade
    Bolsonaro manda carta de amor à Michelle: Te amo para sempre

    A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro divulgou nesta sexta-feira, 6, uma carta de amor escrita por Jair Bolsonaro em comemoração aos 18 anos de casamento do casal. O aniversário da união foi celebrado em 28 de novembro de 2025, período em que o ex-presidente estava preso preventivamente havia cinco dias, após descumprir medidas impostas pela Justiça relacionadas ao uso de tornozeleira eletrônica.

    Nas imagens publicadas nas redes sociais, Bolsonaro se declara à esposa em uma carta manuscrita, na qual agradece pelas mensagens de apoio recebidas durante o período de detenção. Ele afirma estar atravessando um momento difícil, mas diz manter a esperança, reforça que permanece “100% fiel” e demonstra ansiedade para reencontrá-la. O texto termina com uma declaração direta: “Eu te amo para sempre”.

    A carta traz a anotação “entregar hoje ou amanhã”, mas não há confirmação da data exata em que foi escrita ou entregue. Embora a comemoração do aniversário de casamento tenha ocorrido em novembro, a publicação só foi feita agora, o que gerou dúvidas sobre o momento em que a mensagem chegou às mãos de Michelle.

    Na legenda da postagem, a ex-primeira-dama respondeu de forma emotiva. “Meu amor, cuidar de você e das nossas filhas é a minha maior missão”, escreveu.

    Jair Bolsonaro permanece detido no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Ele cumpre pena de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado e, segundo as regras do sistema prisional, pode receber visitas em dois dias da semana.

     

     
     
     

     
     
    Ver essa foto no Instagram

     
     
     
     

     
     

     
     
     

     
     

    Um post compartilhado por Michelle Bolsonaro (@michellebolsonaro)

    Bolsonaro manda carta de amor à Michelle: “Te amo para sempre”

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Alckmin elogia suspensão do pagamento de penduricalhos por Flávio Dino

    Alckmin elogia suspensão do pagamento de penduricalhos por Flávio Dino

    Em fala aos sindicalistas ao final de sua palestra, Alckmin exaltou também a democracia e as instituições brasileiras.

    O vice-presidente da Republica e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, elogiou hoje (6) a determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino em suspender o pagamento dos chamados “penduricalhos”, benefícios que são concedidos a servidores públicos e que não cumprem o teto remuneratório constitucional, de R$ 46,3 mil. A suspensão vale para os Três Poderes.

    Ao palestrar hoje (6) no Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo (Sintracon), na capital paulista, Alckmin disse ter “ficado feliz” ao abrir os jornais e ter se deparado com essa notícia, que ele considerou “importante para o país”. 

    “O ministro Flávio Dino falou: ‘Vamos acabar com esses penduricalhos de super salário’. Isso é pago com o dinheiro do trabalhador, da dona Maria que mora na favela, do trabalhador do salário mínimo. É ele que paga através dos impostos indiretos. O Brasil é o campeão dos impostos indiretos do mundo. Então, vamos prestigiar essas boas medidas que são importantes para o nosso país”, falou ele, depois de palestrar sobre doença mental no sindicato. 

    Em fala aos sindicalistas ao final de sua palestra, Alckmin exaltou também a democracia e as instituições brasileiras. Segundo ele, as pessoas podem ser mais à direita ou à esquerda, mas o que importa e o que vai diferencia-las, de fato, é o apreço que elas têm pela democracia. “O que diferencia mesmo é quem tem apreço pela democracia e quem não tem apreço pela democracia. Essa é a grande diferença”, falou. 

    “As pessoas passam, as instituições ficam. Se a gente for verificar no mundo, os países que avançaram mais, melhoraram a vida das pessoas e desenvolveram mais, o que fez a diferença foram as boas instituições, a sociedade civil organizada. Não foi o governo”, completou. 

    Alckmin elogia suspensão do pagamento de penduricalhos por Flávio Dino

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Lula diz que vive 'melhor momento' político da Presidência e da relação com parlamentares

    Lula diz que vive 'melhor momento' político da Presidência e da relação com parlamentares

    “Eu vivo meu melhor momento do ponto de vista político, do exercício da minha Presidência, da minha relação com os companheiros parlamentares de todos os partidos políticos. Não tenho inimigos. Só é meu inimigo quem quiser ser. E se quiser, seja de graça, porque não vou pagar para ser meu inimigo\”, afirmou o presidente durante entrega de ambulâncias e equipamentos do Novo PAC Saúde em Salvador (BA).

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que vive o seu “melhor momento do ponto de vista político”, além de também se sentir melhor fisicamente em relação a mais de 20 anos atrás, quando foi eleito presidente da República. Lula afirmou que também é o melhor momento de relação com os parlamentares.

    “Eu vivo meu melhor momento do ponto de vista político, do exercício da minha Presidência, da minha relação com os companheiros parlamentares de todos os partidos políticos. Não tenho inimigos. Só é meu inimigo quem quiser ser. E se quiser, seja de graça, porque não vou pagar para ser meu inimigo\”, afirmou o presidente durante entrega de ambulâncias e equipamentos do Novo PAC Saúde em Salvador (BA).

    Tenho 80 anos, hoje estou melhor fisicamente do que quando fui eleito presidente em 2003. Naquele tempo, andava na esteira a 4km/h cansando e bufando. Hoje, com 80 anos, ando a 6km/h, com 5º de inclinação, faço musculação porque determinei que vou viver até os 120 anos”, afirmou.

    Em seu discurso na cerimônia desta sexta-feira, 6, Lula cobrou prefeitos e militantes aliados que se engajem na disputa eleitoral deste ano a seu favor. Repetiu que será uma eleição da “verdade contra a mentira” e “do bem contra o mal”.

    “Este ano não é um ano de eleição. É o ano da verdade. É o ano em que a gente vai ter que provar que a verdade e o bem pode vencer o mal e a mentira. Cabe a vocês prefeitos, vereadores, dirigentes sindicais, mulheres e homens deste País não permitir que haja uma prevalência da mentira. Não é possível conviver com a quantidade de mentiras que essas pessoas falam todos os dias”, declarou.

    Lula disse que sua campanha será focada em fazer “comparação em cada área, tudo o que aconteceu no País depois do impeachment, três anos de (Michel Temer) e quatro da coisa que governou este País (Jair Bolsonaro)”.

    “Quero fazer comparação de qual foi o presidente que mais teve relação com prefeitos na história. Nunca perguntei para um prefeito que partido ele é. Isso não me interessa, o que me interessa é se a cidade dele está precisando, se tem um projeto bom”, declarou.

    Lula diz que vive 'melhor momento' político da Presidência e da relação com parlamentares

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • PF diz que Bolsonaro deve receber cuidados na Papudinha e não precisa ser transferido a hospital

    PF diz que Bolsonaro deve receber cuidados na Papudinha e não precisa ser transferido a hospital

    O laudo elaborado pela Polícia Federal a pedido do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), conclui que Bolsonaro apresenta doenças crônicas sob controle e recomenda otimizar tratamentos e medidas preventivas por causa do risco de complicações.

    CAROLINA LINHARES
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Uma perícia médica a respeito da saúde de Jair Bolsonaro (PL) indica que o ex-presidente necessita de cuidados especiais na Papudinha, onde cumpre pena, e apresenta risco de queda, mas sem necessidade de transferência para um hospital.

    O laudo elaborado pela Polícia Federal a pedido do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), conclui que Bolsonaro apresenta doenças crônicas sob controle e recomenda otimizar tratamentos e medidas preventivas por causa do risco de complicações.

    Moraes pediu que a defesa do ex-presidente e a Procuradoria-Geral da República se manifestem sobre a perícia.

    A expectativa de bolsonaristas é a de que o laudo reforce o pleito da defesa para que o ex-presidente seja transferido para a prisão domiciliar.

    As perguntas respondidas no laudo buscam determinar o quadro de Bolsonaro, suas necessidades e se ele precisaria ficar preso hospital penitenciário, o que foi descartado pelos médicos. Moraes havia barrado perguntas com referência à prisão domiciliar.

    Em janeiro, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) conversou com Moraes e perguntou ao ministro se ele não poderia conceder a Bolsonaro o mesmo benefício dado por ele ao ex-presidente Fernando Collor em maio do ano passado -prisão domiciliar humanitária. Moraes respondeu que Collor foi diagnosticado com Parkinson e tem risco de queda.

    O laudo da PF aponta que há risco de que Bolsonaro sofra nova queda, especialmente se não houver vigilância contínua. “[Bolsonaro] apresenta sinais e sintomas neurológicos que aumentam o risco potencial de novos episódios de queda, necessitando de investigação diagnóstica”, diz.

    Bolsonaro sofreu uma queda e bateu a cabeça no início de janeiro, quando estava preso na superintendência da Polícia Federal em Brasília. Depois disso e da conversa com Michelle, Moraes transferiu o ex-presidente para uma cela mais espaçosa, na Papudinha.

    A visita dos médicos a Bolsonaro na Papudinha, como é conhecido o 19º Batalhão da Polícia Militar em Brasília, localizado no complexo do presídio da Papuda, ocorreu no último dia 20. Eles entrevistaram e examinaram o ex-presidente, verificaram resultados de exames anteriores e inspecionaram as condições do local. A principal queixa de Bolsonaro foi o soluço constante.

    Os médicos da PF levantam a hipótese de que o uso combinado de certos medicamentos apresenta relação com o risco de queda.

    “O uso concomitante especialmente de medicamentos que atuam no sistema nervoso central e cardiovascular cria, portanto, um cenário farmacológico de risco, no qual os possíveis efeitos adversos -sedação, letargia, tontura, lentificação psicomotora e hipotensão postural- apresentam relação com o risco de queda”, afirma o laudo.

    Bolsonaro relatou aos médicos ter sensação de tontura ao mudar de posição e disse que, ao caminhar, precisa se manter concentrado para evitar desequilibrar ou precisa do apoio de outras pessoas.
    Os médicos dizem que é “inegável a presença de comorbidades crônicas”, como hipertensão, obesidade clínica, refluxo e apneia (pausa na respiração) obstrutiva do sono grave.

    O laudo recomenda uma maior investigação do quadro neurológico do ex-presidente. Enquanto isso, lista cuidados especiais como instalar grades de apoio nos corredores e no box de banho, instalar campainhas de emergência e equipamentos de monitoramento em tempo real na cela, seguir dieta prescrita por nutricionista, além de praticar atividade física e fisioterapia.

    Atualmente, Bolsonaro tem uma campainha de emergência próxima à cama e barras de apoio também na lateral da cama e ao lado do vaso sanitário. Ele também faz fisioterapia e acupuntura.
    A Papudinha não tem um ambulatório -o mais próximo fica na Papuda, a três quilômetros. Mas Bolsonaro tem especialmente dedicados a ele um médico e uma unidade do Samu durante 24 horas.

    Os médicos, porém, criticaram sua alimentação. Bolsonaro toma apenas o café da manhã servido na Papudinha, que tem pão com manteiga e achocolatado. As demais refeições são trazidas por familiares -Michelle costuma postar a preparação de marmitas para o marido, com recados escritos por ela na tampa.

    O ex-presidente disse que as marmitas têm “arroz, feijão, uma proteína (carne ou frango) e salada de alface e tomate”.

    “Atualmente, o periciado [Bolsonaro] tem uma dieta pobre em frutas, verduras e hortaliças, além de consumir, com frequência, alimentos ultraprocessados e ricos em açúcares refinados, como biscoitos e bolos, além de não haver nenhum fármaco prescrito para o tratamento da obesidade”, diz o laudo.

    O documento descreve ainda a rotina de Bolsonaro, que costuma ir dormir por volta de 22h, acordar em torno de 5h e se levantar às 8h. De manhã, o ex-presidente diz tomar banho, fazer a barba e ler livros. Durante a tarde, ele descansa 20 minutos depois do almoço, assiste a programas esportivos na TV e conversa com o policial de plantão. Suas caminhadas diárias ocorrem no fim da tarde.

    A respeito do soluço, Bolsonaro disse que não encontrou ainda solução definitiva e que o remédio atual causa fadiga e “redução da disposição para leitura ou outras atividades”. Ele relatou ainda que as cirurgias feitas em dezembro para amenizar as crises “surtiram pouco efeito”. Durante a visita dos médicos, porém, Bolsonaro não teve soluços.

    Bolsonaro disse ainda que seu sono havia melhorado desde que começou a usar em janeiro o aparelho CPAP, uma espécie de máscara para respiração. Em relação a Papudinha, Bolsonaro afirmou ter mais espaço do que na PF e não se incomodar com barulhos.

    Os médicos afirmam que não ficou comprovado que Bolsonaro tenha depressão. O ex-presidente relatou que procura se manter equilibrado e que se preocupa com Michelle, sua filha Laura e sua enteada.

    PF diz que Bolsonaro deve receber cuidados na Papudinha e não precisa ser transferido a hospital

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • TJ-SP condena Tabata Amaral a pagar R$ 30 mil a Ricardo Nunes por ofensa em campanha de 2024

    TJ-SP condena Tabata Amaral a pagar R$ 30 mil a Ricardo Nunes por ofensa em campanha de 2024

    Em 2024, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo e o Tribunal Superior Eleitoral já haviam mantido decisões que classificaram a declaração como ofensiva à honra do prefeito, por extrapolar o debate político e atribuir crimes sem comprovação

    O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) condenou a deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) ao pagamento de R$ 30 mil por danos morais ao prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), por declarações feitas durante a campanha eleitoral de 2024. A decisão é da 8ª Câmara de Direito Privado e reformou parcialmente sentença de primeira instância que havia rejeitado o pedido do prefeito.

    Por unanimidade, os desembargadores entenderam que Tabata extrapolou os limites da liberdade de expressão ao sugerir, em publicação nas redes sociais, que Nunes adotasse como slogan de campanha a frase “rouba e não faz”. Para o colegiado, a declaração configurou responsabilidade indireta da prática de crime, sem base fática, e atingiu a honra do então candidato à reeleição.

    Procurada, a deputada Tabata Amaral não respondeu aos pedidos de posicionamento até a publicação deste texto.

    O relator do caso, desembargador Ronnie Herbert Barros Soares, destacou que a Justiça Eleitoral já havia reconhecido abuso na propaganda eleitoral, com concessão de direito de resposta a Nunes. Segundo ele, esse entendimento reforça a necessidade de reparação no âmbito cível. “A liberdade de expressão não abrange imputações ofensivas sem lastro fático”, afirmou no voto.

    “Não se cuidou de mera ‘sugestão’, simples ‘pergunta’, manifestação de ‘crítica’ ou ‘exercício de liberdade de expressão’ e o argumento fere o bom senso. Tampouco a existência de qualquer investigação, como argumentado, autorizam a imputação da pecha de roubador a quem quer seja”, escreveu o relator.

    Conforme a decisão, o uso de recortes curtos de vídeos, disseminados nas redes sociais da deputada, que tem mais de 1,5 milhão de seguidores, ampliou o alcance da mensagem e potencializou o dano. Para o tribunal, não se tratou de crítica política legítima, mas de ataque pessoal com imputação de conduta criminosa.

    Ao fixar o valor da indenização, o colegiado considerou a função pública exercida pelas partes e o caráter pedagógico da condenação. A quantia será corrigida monetariamente e acrescida de juros desde a data dos fatos. O tribunal rejeitou pedidos para retirada das postagens ou divulgação do conteúdo da decisão nas redes sociais da deputada, por considerar as medidas inócuas.

    Em 2024, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo e o Tribunal Superior Eleitoral já haviam mantido decisões que classificaram a declaração como ofensiva à honra do prefeito, por extrapolar o debate político e atribuir crimes sem comprovação.

     

    TJ-SP condena Tabata Amaral a pagar R$ 30 mil a Ricardo Nunes por ofensa em campanha de 2024

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política