Categoria: POLÍTICA

  • Lula mira apoio do centrão e voto evangélico às vésperas de ano eleitoral

    Lula mira apoio do centrão e voto evangélico às vésperas de ano eleitoral

    O petista realizou uma solenidade no Palácio do Planalto nesta terça-feira (23) para assinar o decreto que reconhece a cultura gospel como manifestação nacional. Antes, empossou o novo ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, em um movimento para se reaproximar de uma ala do União Brasil.

    CAIO SPECHOTO
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente Lula (PT) terminou seu último dia de compromissos públicos agendados de 2025, às vésperas do Natal, buscando apoio do eleitorado evangélico e do centrão para sua candidatura à reeleição no ano que vem e para os projetos de seu governo.

    O petista realizou uma solenidade no Palácio do Planalto nesta terça-feira (23) para assinar o decreto que reconhece a cultura gospel como manifestação nacional. Antes, empossou o novo ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, em um movimento para se reaproximar de uma ala do União Brasil.

    O eleitorado evangélico não é monolítico, mas as pesquisas mostram se tratar de um estrato social que tem resistência a Lula maior do que a média da população e pode ser decisivo na eleição de 2026.

    No caso do centrão, o presidente busca um apoio mais imediato aos projetos de seu interesse no Congresso. Também gostaria que partidos do grupo, que pende mais à direita, ficassem neutros na disputa presidencial caso não se disponham a apoiá-lo.

    A assinatura do decreto teve participação de artistas gospel e líderes evangélicos, além de políticos como as ministras Margareth Menezes (Cultura), Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) e Marina Silva (Meio Ambiente) e os ministros Jorge Messias (AGU) e Alexandre Silveira (Minas e Energia).

    Marina e Messias são evangélicos, assim como a senadora Eliziane Gama (PSD-MA), que também participou da solenidade. Ainda estavam presentes o vice-presidente Geraldo Alckmin e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que já havia participado da posse de Gustavo Feliciano horas antes.

    “A cultura gospel tem crescido e conquistado mais e mais corações e mentes”, disse Lula. Ele afirmou que, se existe alguém que precisa agradecer a Deus todos os dias, é ele, por sua história de ascensão social e política.

    “A Constituição garante que o Estado é laico. Mas isso não significa o Estado indiferente à fé do seu povo. Significa um Estado que respeita todas as crenças, que não discrimina, que não hierarquiza e que entende a espiritualidade como parte da experiência humana e da formação cultural do nosso Brasil”, declarou.

    “A assinatura desse decreto, que reconhece a cultura gospel como manifestação da cultura nacional, representa mais um passo importante de acolhimento e respeito à comunidade e ao povo evangélico do Brasil. É um ato simples, mas com força simbólica muito profunda. Com esse decreto, o Estado brasileiro confirma que a fé também se expressa como cultura”, afirmou o petista.

    Lula disse que a assinatura do decreto que reconhece a cultura gospel foi uma ideia de Eliziane Gama.

    “Se dependesse de mim, possivelmente não saísse esse decreto, se não tivesse alguém que falasse ‘presidente, se manca aí, vamos fazer’. Já fiz tanto, por que não podia fazer esse?”, disse Lula.

    “Faltava alguém, com tantos amigos que eu tenho evangélicos, lembrar. Foi um dia que você [Eliziane Gama] lembrou. Você tinha entrado outras vezes na minha sala e não tinha lembrado. Mas teve um dia que você veio com a missão de lembrar e lembrou”, declarou. Além de discursos, a solenidade teve apresentações de músicas gospel.

    Já a posse de Gustavo Feliciano como ministro do Turismo consuma uma mudança no primeiro escalão do governo destinada a atender uma ala do União Brasil que quer apoiar Lula mesmo com o partido afastado do Planalto. A legenda é uma das principais forças do centrão.

    Feliciano chegou ao posto depois de Celso Sabino (União Brasil-PA) sair do ministério, em uma tentativa de reorganização da base do governo. Ele é filho do deputado federal Damião Feliciano (União Brasil-PB) e foi secretário do Turismo e Desenvolvimento Econômico de seu estado.

    O novo ministro é um político da Paraíba, mesmo estado de Hugo Motta. O presidente da Câmara demonstrou apoio à nomeação de Feliciano.

    “A decisão do senhor [Lula] de atender à indicação do nome de Gustavo Feliciano antes de tudo demonstra sua capacidade política e sua capacidade de agregar”, declarou Motta na posse de Feliciano.
    Os presidentes da Câmara e da República vivem um momento de reaproximação depois de um ano com altos e baixos na relação política.

    Lula mira apoio do centrão e voto evangélico às vésperas de ano eleitoral

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Em rede social, Michelle pede orações por Bolsonaro, que chega a hospital para internação

    Em rede social, Michelle pede orações por Bolsonaro, que chega a hospital para internação

    Em publicação no Instagram, ela pediu intercessão e orações pelo ex-presidente e por toda a equipe médica.

    A ex-primeira dama Michelle Bolsonaro disse na manhã desta quarta-feira, 24, que estava chegando ao hospital DF Star, em Brasília, para acompanhar a internação do ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL). Em publicação no Instagram, ela pediu intercessão e orações pelo ex-presidente e por toda a equipe médica.

    Também mencionou que estará sem aparelho celular enquanto estiver no leito do marido. \”Conto com a compreensão de todos e retornarei assim que possível.\”

    Bolsonaro será submetido, na quinta-feira, 25, a uma cirurgia para retirada de hérnia inguinal bilateral. O procedimento e o deslocamento foram autorizados pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

    O ex-presidente chegou na manhã desta quarta-feira ao local, para internação e realização de exames pré-operatórios.

    Moraes autorizou Michelle a acompanhar o ex-presidente durante a internação, mas negou o pedido da defesa para visitas de Carlos e de Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

    O ministro do STF também determinou medidas de segurança no hospital.

    Entre elas, proibiu a entrada de celulares e demais equipamentos eletrônicos no quarto que receberá o ex-presidente; apenas aparelhos médicos estão liberados no local.

    Em rede social, Michelle pede orações por Bolsonaro, que chega a hospital para internação

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Moraes autoriza visita de filhos de Bolsonaro enquanto ele estiver internado

    Moraes autoriza visita de filhos de Bolsonaro enquanto ele estiver internado

    A defesa havia pedido para que Flávio e Carlos pudessem visitar ao pai com Michelle, porém, em despacho desta terça-feira, 23, onde permitia a realização do procedimento cirúrgico, o ministro do STF garantiu apenas a presença da ex-primeira-dama no hospital.

    O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou, nesta quarta-feira, 24, a visita do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-vereador do Rio Carlos Bolsonaro (PL) ao quarto onde o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está internado em Brasília. Moraes determinou que os dois devem seguir as mesmas restrições impostas à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que já está no Hospital DF Star. Além deles, também foram autorizados os outros filhos: Jair Renan Bolsonaro e Laura Bolsonaro.

    A defesa havia pedido para que Flávio e Carlos pudessem visitar ao pai com Michelle, porém, em despacho desta terça-feira, 23, onde permitia a realização do procedimento cirúrgico, o ministro do STF garantiu apenas a presença da ex-primeira-dama no hospital.

    Bolsonaro foi internado nesta manhã para tratar uma hérnia inguinal bilateral. Essa foi a primeira vez que o ex-chefe do Executivo deixou a Superintendência da Polícia Federal, onde está preso desde 22 de novembro. Inicialmente, ele foi preso preventivamente, mas depois passou a cumprir a condenação por tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

    Uma das determinações impostas por Moraes é que pelo menos dois policiais federais fiquem na porta do quarto onde estará Bolsonaro em todo o período em que ele estiver internado. Não poderão ser utilizados celulares e outros equipamentos eletrônicos, salvo utensílios médicos.

    Bolsonaro deve realizar a cirurgia na manhã do feriado de Natal. Como mostrou o Estadão/Broadcast, o procedimento dura em torno de três a quatro horas.

    Moraes autoriza visita de filhos de Bolsonaro enquanto ele estiver internado

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Moraes detalha conversas com Galípolo e nega telefonemas sobre Master

    Moraes detalha conversas com Galípolo e nega telefonemas sobre Master

    Autoridades confirmaram que se encontraram e Moraes divulgou nota citando o banco; ministro relata que procurou o Banco Central para falar sobre as sanções da Lei Magnitsky dos Estados Unidos

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), divulgou uma nova nota na noite desta terça-feira, 23, sobre a denúncia de que teria se encontrado com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para tratar da venda do Banco Master ao BRB.

    Em um novo comunicado à imprensa, o terceiro desde a revelação do caso pelo jornal O Globo, Moraes forneceu mais detalhes sobre as conversas com o presidente da autarquia, citando, pela primeira vez, as datas de dois encontros, e voltou a negar que tenha tratado sobre a venda do Master para o BRB.

    Além disso, negou ter conversado com Galípolo por telefone. “Em nenhuma das reuniões foi tratado qualquer assunto ou realizada qualquer pressão referente a aquisição do BRB pelo Banco Master (sic).”

    Nos comunicados anteriores, o gabinete do ministro afirmou que os encontros entre Moraes e Galípolo trataram “exclusivamente” dos efeitos da aplicação da Lei Magnitsky, da qual o magistrado e sua esposa, Viviane Barci, foram alvos.

    No novo comunicado, o ministro detalhou, pela primeira vez, a quantidade e as datas dos encontros com Galípolo. As notas anteriores referiam-se, de forma genérica, a “reuniões” com o presidente do BC.

    Segundo a nova nota, a primeira reunião ocorreu no dia 14 de agosto, após a aplicação da Magnitsky contra Moraes, e a segunda conversa, em 30 de setembro, após sua esposa, Viviane, ser sancionada. Ambos os encontros ocorreram no gabinete do ministro.

    Moraes também afirmou, na nota que o escritório de advocacia de sua esposa “jamais atuou na operação de aquisição BRB-Master perante o Banco Central”.

    ‘Estadão’ revela ligações de Moraes a Galípolo

    O terceiro comunicado de Moraes foi divulgado minutos após o Estadão revelar que o ministro ligou seis vezes para Galípolo em um só dia para tratar da venda do Master ao BRB. Na nova nota, o ministro afirma que “inexistiu qualquer ligação telefônica” com o presidente da autarquia.

    Na segunda-feira, 22, o jornal O Globo revelou a ocorrência de ao menos quatro encontros entre o magistrado e o presidente do BC, sendo um deles presencial.

    O Estadão confirmou a existência de ao menos cinco conversas, sendo uma presencial.

    Leia a íntegra da terceira nota de Moraes sobre o caso Master

    “O Ministro Alexandre de Moraes esclarece que realizou, em seu gabinete, duas reuniões com o Presidente do Banco Central para tratar dos efeitos da aplicação da Lei Magnitsky. A primeira no dia 14/08, após a primeira aplicação da lei, em 30/08; e a segunda no dia 30/09, após a referida lei ter sido aplicada em sua esposa, no dia 22/09. Em nenhuma das reuniões foi tratado qualquer assunto ou realizada qualquer pressão referente à aquisição do BRB pelo Banco Master. Esclarece, ainda, que jamais esteve no Banco Central e que inexistiu qualquer ligação telefônica entre ambos, para esse ou qualquer outro assunto. Por fim, esclarece que o escritório de advocacia de sua esposa jamais atuou na operação de aquisição BRB-Master perante o Banco Central.”

    Moraes detalha conversas com Galípolo e nega telefonemas sobre Master

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Bolsonaro deixa a PF e segue para hospital onde será internado para cirurgia

    Bolsonaro deixa a PF e segue para hospital onde será internado para cirurgia

    Bolsonaro foi levado de comboio, conforme determinação de Moraes; procedimento para remoção de hérnia está previsto para amanhã (25)

    O ex-presidente da República Jair Bolsonaro deixou na manhã desta quarta-feira, 24, o prédio da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde está preso desde 22 de novembro. Ele está sendo levado para o Hospital DF Star, a menos de três quilômetros da PF.

    Bolsonaro será internado e passará por uma cirurgia, nesta quinta-feira, 25, para tratar uma hérnia inguinal bilateral.

    A autorização para o procedimento foi dada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

    Moraes permitiu que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro seja a acompanhante principal do ex-presidente enquanto ele estiver no DF Star.

    O ministro não atendeu ao pedido da defesa para visitas de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do ex-vereador do Rio Carlos Bolsonaro (PL).

    Moraes determinou ainda medidas de segurança no hospital. Uma delas exige que ao menos dois policiais federais permaneçam na porta do quarto durante toda a internação. Foi proibida a entrada de celulares e demais equipamentos eletrônicos no quarto que receberá o ex-presidente; apenas aparelhos médicos estão liberados no local.

    O cirurgião-geral que acompanha Bolsonaro, Claudio Birolini, disse na terça-feira ao Broadcast Político que a cirurgia à qual o ex-presidente será submetido é “padronizada, com menor risco de complicações”.

    A expectativa é que o procedimento, marcado para a manhã desta quinta-feira, dure de três a quatro horas.

    Bolsonaro deixa a PF e segue para hospital onde será internado para cirurgia

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Pronunciamento natalino do presidente Lula vai ao ar às 20h30 desta quarta-feira

    Pronunciamento natalino do presidente Lula vai ao ar às 20h30 desta quarta-feira

    O pronunciamento será às 20h30 em rede nacional de rádio e televisão e terá a duração de seis minutos e 39 segundos

    A Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) convocou a cadeia nacional de rádio e televisão para veicular um pronunciamento natalino do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quarta-feira, 24, véspera do feriado. A fala do presidente vai ao ar às 20h30.

    Segundo a Secom, o discurso de Lula terá a duração de seis minutos e 39 segundos.

    No pronunciamento de Natal do ano passado, Lula destacou os números da economia, os esforços do governo para a agricultura, além de pregar a união entre famílias afastadas por motivos políticos.

    A fala também foi marcada pela recuperação do presidente após um acidente doméstico que sofreu no Palácio da Alvorada, em outubro daquele ano.

    Pronunciamento natalino do presidente Lula vai ao ar às 20h30 desta quarta-feira

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Bolsonaro deixa prisão para passar por cirurgia em hospital em Brasília

    Bolsonaro deixa prisão para passar por cirurgia em hospital em Brasília

    O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou a realização do procedimento para correção de hérnia inguinal bilateral na última sexta-feira (19) e concordou com a data solicitada pela defesa do ex-presidente nesta terça-feira (23).

    LUCAS MARCHESINI
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deixou na manhã desta quarta-feira (24) a Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde cumpre pena de prisão por tentativa de golpe de Estado, rumo ao hospital DF Star, onde ficará internado para uma cirurgia no dia do Natal (25).

    O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou a realização do procedimento para correção de hérnia inguinal bilateral na última sexta-feira (19) e concordou com a data solicitada pela defesa do ex-presidente nesta terça-feira (23).

    Hérnia inguinal é uma condição em que um tecido do abdômen incha e faz aparecer uma protuberância na região da virilha.

    Segundo o cirurgião Claudio Birolini, o procedimento tem algum grau de complexidade, mas baixo índice de morbidade. A cirurgia deve durar de 3 a 4 horas, e a previsão é que Bolsonaro fique internado entre cinco e sete dias, a depender da evolução do quadro.

    O despacho de Moraes determinou que o transporte e a segurança do ex-presidente sejam realizados pela Polícia Federal de forma discreta e que o desembarque ocorra na garagem do hospital.
    A PF será responsável pela vigilância e a segurança de Bolsonaro durante todo o período de sua estadia, bem como do hospital, mantendo equipes de prontidão.

    A corporação deverá garantir a segurança e a fiscalização ininterruptas com, no mínimo, dois policiais federais posicionados na porta do quarto hospitalar, além das equipes que entender necessárias, tanto nas dependências internas quanto externas do hospital.

    Está proibida a entrada no quarto hospitalar de computadores, telefones celulares ou quaisquer outros dispositivos eletrônicos, com exceção dos equipamentos médicos.

    Moraes autorizou a presença da esposa, Michelle Bolsonaro, como acompanhante durante toda a internação do ex-presidente. As demais visitas somente poderão ocorrer com autorização judicial. A defesa havia pedido que os filhos Carlos Bolsonaro e Flávio Bolsonaro fossem liberados como acompanhantes secundários.
    A decisão de Moraes foi tomada após perícia médica da PF afirmar que o ex-presidente de fato precisaria ser submetido a cirurgia eletiva o mais rápido possível.

    O laudo foi feito por determinação do ministro do STF, que, na mesma decisão, indeferiu pedido de prisão domiciliar com base na condição de saúde de Bolsonaro. O ex-presidente está preso na Superintendência da PF, em Brasília, desde novembro.

    De acordo com Moraes, o ex-presidente está “custodiado em local de absoluta proximidade com o hospital particular onde realiza atendimentos emergenciais de saúde” e o endereço seria, inclusive, mais próximo que o da casa dele. Assim, a prisão na PF não prejudicaria Bolsonaro em caso de necessidade de deslocamento de emergência.

    Bolsonaro deixa prisão para passar por cirurgia em hospital em Brasília

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Médico diz que cirurgia de Bolsonaro no Natal deve durar de 3 a 4 horas

    Médico diz que cirurgia de Bolsonaro no Natal deve durar de 3 a 4 horas

    Claudio Birolini, que acompanha o ex-presidente, ponderou que “toda cirurgia é complexa”, mas disse que essa deve ser muito mais simples em comparação à operação realizada em abril

    A cirurgia à qual o ex-presidente Jair Bolsonaro será submetido na quinta-feira, 25, no Natal, é “padronizada, com menor risco de complicações”, afirmou ao Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) o cirurgião-geral Claudio Birolini, que acompanha o ex-presidente.

    Segundo Birolini, o procedimento, uma herniorrafia inguinal, deve durar de três a quatro horas.

    O médico ponderou que “toda cirurgia é complexa”, mas disse que essa deve ser muito mais simples em comparação à operação realizada em abril, que demandou cerca de 12 horas. “É muito mais simples por se tratar de um procedimento padronizado e realizado de forma eletiva. A outra foi uma cirurgia não regrada, em uma situação de emergência no que chamamos de um ‘abdome hostil’”, disse.

    Na terça-feira, 23, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a internação de Bolsonaro no Hospital DF Star, em Brasília, para a realização do procedimento.

    O ex-presidente deve deixar a Polícia Federal pela manhã nesta quarta. O procedimento deve ser feito na manhã seguinte.

    Segundo pessoas ligadas ao ex-presidente, o preparo pré-operatório deve ocorrer ainda nesta quarta.

    Ainda não há definição sobre o horário do bloqueio anestésico do nervo frênico.

    O que é hérnia inguinal bilateral e como é a cirurgia

    A hérnia acontece quando há uma frouxidão ou abertura na parede abdominal/pélvica que permite o extravasamento de alças do intestino ou de outros tecidos por meio dessa abertura. O quadro leva à formação de um caroço e pode trazer dor e desconforto, em especial durante esforço físico.

    Quando esse extravasamento ocorre na região da virilha, a hérnia é chamada de inguinal. Ela é considerada bilateral quando atinge a virilha direita e a esquerda simultaneamente.

    A cirurgia, como apontou anteriormente ao Estadão o médico Paulo Barros, cirurgião do aparelho digestivo do Centro Especializado em Aparelho Digestivo do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, consiste em empurrar o conteúdo da barriga para dentro e colocar uma tela de polipropileno (um tipo de plástico) na área afetada. Essa tela faz a contenção da parede abdominal, fechando esse “buraco”.

    Paulo Barros explicou ao Estadão que a cirurgia pode ser feita tanto da forma tradicional, com um corte na virilha, quanto pela via laparoscópica, em que as incisões são muito pequenas (5 a 8 milímetros) e o procedimento é feito com o auxílio de uma câmera inserida no interior do paciente por meio dessas incisões. A cirurgia laparoscópica pode ser feita com ou sem a tecnologia robótica.

    Médico diz que cirurgia de Bolsonaro no Natal deve durar de 3 a 4 horas

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Governo Lula avalia que Trump pode tentar interferir na eleição brasileira

    Governo Lula avalia que Trump pode tentar interferir na eleição brasileira

    Apesar de ‘química’ entre americano e brasileiro, Planalto acha inevitável ação dos EUA em favor do candidato da direita; ação seria semelhante ao que ocorreu em outros países da América Latina, caso de Argentina e Honduras

    SÃO PAULO, SP (FOLHARPESS) – A química entre os presidentes Lula (PT) e Donald Trump não deve impedir que os Estados Unidos tentem interferir na eleição brasileira de 2026, da mesma maneira que intervieram nos pleitos de Argentina e Honduras, na visão do governo do Brasil.

    Na opinião de um alto funcionário do governo Lula, ao remover grande parte das tarifas sobre produtos brasileiros e as sanções da Lei Magnitsky, Trump pode ter feito apenas um recuo tático após a malfadada tentativa de impedir a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro.

    Mas o Brasil conta com a possibilidade de Trump usar no Brasil a mesma estratégia adotada nas eleições da Argentina e de Honduras neste ano. Na eleição legislativa argentina, Trump condicionou a concessão de um pacote de ajuda financeira ao país de US$ 20 bilhões a um bom desempenho do partido de Milei no pleito.

    Na eleição presidencial hondurenha, Trump apoiou abertamente o candidato da ultradireita, Nasry “Tito” Asfura, e a presidente do país, a esquerdista Xiomara Castro, alega que houve um “golpe eleitoral” por causa da “interferência do presidente dos Estados Unidos”.

    Antes da eleição, Trump afirmou que a candidata governista, Rixi Moncada, era comunista e que sua vitória entregaria o país ao ditador venezuelano, Nicolás Maduro, e seus “narcoterroristas”. Na véspera da eleição, Trump concedeu indulto ao ex-presidente de Honduras, Juan Orlando Hernández, aliado de Asfura, que tinha sido condenado a 45 anos de prisão por tráfico de cocaína para os EUA.

    Depois de quase um mês da eleição, ainda não há resultados. Asfura está na liderança por uma pequena vantagem sobre o conservador Salvador Nasralla, e uma apuração especial está em curso. Na semana passada, o Departamento de Estado revogou um visto e cassou outro de duas autoridades eleitorais de Honduras pertencentes ao partido de esquerda de Xiomara Castro, alegando que elas estariam interferindo na apuração dos votos.

    O governo brasileiro acredita que precisa ter certas “vacinas” contra uma possível intervenção americana. Uma delas é a cooperação com os Estados Unidos em combate ao crime transnacional, anunciada recentemente.

    Trump tem usado o combate ao narcotráfico como justificativa para os ataques a barcos no Caribe e para as ameaças militares à Venezuela. A cooperação foi usada de forma preventiva também para bloquear tentativas dos bolsonaristas de pedir intervenção americana no Brasil para combater o crime organizado.

    O governo acredita que a agenda internacional terá um peso inédito na eleição presidencial brasileira. A percepção é de que Trump irá apoiar abertamente aquele que vier a ser o candidato da direita, ideologia mais alinhada ao atual governo dos EUA.

     

    Em relação à Venezuela, o governo brasileiro está alerta durante o recesso para a possibilidade de alguma intervenção militar americana. E autoridades admitem que o governo americano não tem se mostrado aberto a um papel maior do Brasil ou outros países em conversas com o ditador venezuelano Nicolás Maduro.

    Mas impedir uma ação militar na Venezuela é considerada prioridade número um pelo governo brasileiro. Caso haja uma ação usando como desculpa o combate ao narcotráfico, isso poderia se tornar um precedente. Na visão do governo, esse pretexto poderia ser usado em futuras intervenções em países como Colômbia e México, por exemplo.

    No âmbito bilateral, Brasil e EUA ainda negociam para retirada do restante das tarifas sobre produtos brasileiros e para restituir os vistos revogados de ministros brasileiros e familiares. Uma reunião entre ministros estava prevista para novembro, mas só deve sair em janeiro.

    Governo Lula avalia que Trump pode tentar interferir na eleição brasileira

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Lula critica 'período de ódio' na política e diz que deseja País 'menos algoritmizado'

    Lula critica 'período de ódio' na política e diz que deseja País 'menos algoritmizado'

    “Nunca vivi um período de ódio que está estabelecido na política brasileira. E a quantidade de leviandades e mentiras que são jogadas todo santo dia, sem nenhum compromisso com a verdade”, disse Lula

    O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, criticou o que chamou de “período de ódio” na política brasileira e afirmou que deseja um País “menos algoritmizado”, com referência ao sistema de distribuição de informações nas redes sociais.

    As declarações ocorreram durante solenidade no Palácio do Planalto, nesta terça-feira, 23, para a assinatura de um decreto que dispõe sobre o reconhecimento, a valorização e a promoção da cultura gospel como manifestação cultural nacional.

    “Que este ato de reconhecimento fortaleça os artistas, os músicos, os corais, os compositores, os fiéis e todos aqueles que, com talento e fé, ajudam a construir pontes de diálogo, paz e compreensão no nosso País. Que possamos seguir cantando, cada um à sua maneira, mas sempre com respeito, amor, compromisso com um Brasil mais justo, mais humano, mais fraterno, e um País menos algoritmizado”, disse o presidente.

    Lula continuou: “Uma das lutas que eu pretendo fazer neste momento histórico da minha vida, com 80 anos, é tentar reeducar o ser humano a não perder o que ele tem de essencial, que é o humanismo. Não temos o direito de sermos dominados pelos algoritmos.”

    O presidente da República também disse no evento que tem que agradecer a Deus pela sua trajetória. “Este dia de hoje é um dia gratificante para mim. Eu digo sempre que se tem alguém que tem que agradecer todo santo dia a Deus, sou eu. Porque, na minha vida, aconteceu quase tudo que não estava previsto acontecer”, disse.

    O chefe do Poder Executivo disse ainda que “está chegando a hora da verdade” no Brasil. “Eu já fui presidente outras vezes. Já disputei muitas eleições. Nunca vivi um período de ódio que está estabelecido na política brasileira. E a quantidade de leviandades e mentiras que são jogadas todo santo dia, sem nenhum compromisso com a verdade.”

    O decreto estabelece que a cultura gospel será compreendida como conjunto de expressões artísticas culturais e sociais que se vinculam à manifestação da fé no Brasil, tendo em vista a valorização, promoção e proteção da cultura gospel no âmbito das políticas públicas de cultura.

    Na cerimônia, estavam presentes políticos evangélicos, como o advogado-geral da União, Jorge Messias, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, a senadora Eliziane Gama (PSD-MA), a deputada Benedita da Silva (PT-RJ) e o deputado Otoni de Paula (MDB-RJ). Também compareceram ao evento representantes de diferentes segmentos da igreja evangélica, com apresentações artísticas e discursos.

    Lula critica 'período de ódio' na política e diz que deseja País 'menos algoritmizado'

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política