Categoria: POLÍTICA

  • Eduardo Bolsonaro não pode ter passaporte apátrida, mas pode voltar ao Brasil

    Eduardo Bolsonaro não pode ter passaporte apátrida, mas pode voltar ao Brasil

    De acordo com a ONU, apátridas são pessoas que não têm sua nacionalidade reconhecida por nenhum país, que não é o caso de Eduardo Bolsonaro

    Réu no Supremo Tribunal Federal (STF) e com o mandato cassado pela Câmara dos Deputados, Eduardo Bolsonaro anunciou que vai providenciar um passaporte apátrida para continuar morando nos Estados Unidos. No entanto, como não perdeu a cidadania, será impedido de fazer isso.

    Em entrevista ao canal SBT News, o ex-deputado disse que a medida será tomada porque precisará devolver o passaporte diplomático de parlamentar e não poderá tirar um novo documento, por ordem do Supremo.

    De acordo com a ONU, apátridas são pessoas que não têm sua nacionalidade reconhecida por nenhum país. Isso não aconteceu com Eduardo Bolsonaro.

    “Assim que eu perder meu mandato, dentro de 30 ou 60 dias, tenho que devolver meu passaporte diplomático. Vou ficar sem passaporte brasileiro. Mas já adianto que estou vacinado. Isso não me impediria de fazer outras saídas internacionais porque tenho outros meios para fazê-lo ou quem sabe até correr atrás de um passaporte de apátrida. Vamos ver como isso acontece”, disse o ex-deputado em entrevista.

    Fontes do Itamaraty explicaram ao Estadão que Eduardo Bolsonaro pode voltar ao Brasil quando quiser. Para isso acontecer, ele precisaria procurar um consulado ou uma embaixada brasileira nos Estados Unidos e pedir uma autorização de retorno ao Brasil. Essa autorização não é expedida para ele visitar outros países.

    Eduardo Bolsonaro não pode ter passaporte apátrida, mas pode voltar ao Brasil

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  • Motta se reaproxima de Lindbergh de olho em apoio do PT na Câmara

    Motta se reaproxima de Lindbergh de olho em apoio do PT na Câmara

    Presidente e líder petista se reuniram após rompimento e ataques mútuos; Motta diz que ‘jogo está zerado’ e Lindbergh fala em relação melhor em 2026

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Às vésperas do recesso parlamentar, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), se reaproximou do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) de olho no apoio da bancada do PT. “Para mim, o jogo está zerado”, disse Motta à Folha. Eles tinham rompido em novembro, após desentendimentos sobre a condução da Casa.

    Os dois entraram em conflito por causa do projeto antifacção, apontado como principal resposta de Lula à crise na segurança pública após megaoperação no Rio. Motta escolheu como relator o deputado Guilherme Derrite (PP-SP), aliado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

    A relação já era tensa mesmo antes disso. O grupo do presidente da Câmara se queixava da atuação de Lindbergh, acusando-o de buscar desgastar a imagem da Casa junto à opinião pública.

    A situação se agravou ainda mais quando Motta decidiu pautar o projeto de lei de redução das penas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros condenados pelos atos golpistas, aprovado com apoio da oposição e de parte da base do governo.

    Lindbergh protestou na tribuna e afirmou que o presidente estava “perdendo as condições de continuar” no cargo e que poderia responder por crime de responsabilidade. Motta rebateu, nas redes sociais, que precisa “proteger a democracia do grito, do gesto autoritário, da intimidação travestida de ato político”.

    Passados os momentos mais tensos, e cassados os mandatos dos agora ex-deputados Carla Zambelli (PL-SP), Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Alexandre Ramagem (PL-RJ), ambos voltaram a conversar por telefone.

    Um encontro presencial ocorreu nesta sexta-feira (19), na residência oficial do presidente da Câmara. Conversaram sobre a crise, os desentendimentos sobre as pautas e prometeram dialogar mais. Também combinaram de tentar se encontrar no fim do ano na Paraíba, estado de Motta e da família do líder petista.

    “Nunca tive problemas pessoais com o Hugo. Minhas divergências foram as pautas, que foram muito duras, como a dosimetria, o PL antifacção e a cassação do [deputado] Glauber Braga [que acabou suspenso pela Câmara]”, afirmou Lindbergh à reportagem. Acho que a relação no próximo ano será muito melhor“, disse.

    Motta disse à Folha que o problema nunca foi pessoal, mas de discordância de mérito sobre os projetos e de alguns comportamentos. A conversa serviu para apaziguar estas divergências e “zerar o jogo”. “Tenho enorme respeito pela bancada do PT”, afirmou.

    Lindbergh segue líder do partido até 2 de fevereiro, quando o Congresso volta de recesso e o deputado Pedro Uczai (RS) assumirá como representante da bancada do PT. Apesar de deixar o cargo, ele deve se manter influente -é um dos petistas com mais força nas redes sociais e marido da ministra Gleisi Hoffmann, da SRI (Secretaria de Relações Institucionais).

    Motta se reaproxima de Lindbergh de olho em apoio do PT na Câmara

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  • Dino suspende manobra do Congresso para ressuscitar emendas canceladas

    Dino suspende manobra do Congresso para ressuscitar emendas canceladas

    O artigo suspenso por Flávio Dino revalidava emendas parlamentares ao Orçamento inscritas como restos a pagar entre entre 2019 e 2023 e que tinham sido canceladas

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), suspendeu neste domingo (21), antes mesmo da sanção presidencial, um artigo para ressuscitar emendas parlamentares canceladas e que foi incluído no projeto de lei que reduz em 10% parte dos benefícios fiscais do país, aprovado na quarta-feira (17) pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.

    A decisão, liminar, atende a um pedido do partido Rede Sustentabilidade e dos deputados federais Heloísa Helena (Rede-RJ), Túlio Gadelha (Rede-PE), Fernanda Melchionna (PSOL-RS) e Sâmia Bomfim (PSOL-SP). A medida vale até que os demais ministros do STF julguem a validade da liminar proferida por Dino.

    O artigo suspenso revalidava emendas parlamentares ao Orçamento inscritas como restos a pagar entre entre 2019 e 2023 e que tinham sido canceladas. O dispositivo determinava que elas poderiam ser liquidadas até dezembro de 2026 -prazo já prorrogado antes pelo Congresso.

    Essas emendas costumam ser recursos com cláusula suspensiva, em que o ente que vai receber (geralmente uma prefeitura) ainda não completou toda a burocracia para executar a obra ou concluí-la. A previsão de pagamento se arrasta por anos, até ser concluída ou canelada depois de algum tempo.

    De acordo com o portal do Tesouro, R$ 2,97 bilhões em emendas parlamentares foram cancelados em 2024 por decurso de prazo para execução. A maior parte desses recursos, R$ 2,49 bilhões, se referia a emendas de relator.

    Uma lei de março de 2025 já tinha recuperado parte das verbas canceladas, mas tinha restrições que seriam revogadas pelo projeto aprovado agora: limitava ao período 2019 a 2022 e tratava apenas de restos a pagar não processados (cujos recursos foram reservados, mas a obra ou serviço não foi feito a tempo), desde que a licitação já tivesse sido iniciada ou o convênio estivesse com cláusula suspensiva.

    O projeto suspenso por Dino acabava com essas restrições e permitia a revalidação de emendas parlamentares antigas, que já tinham sido canceladas. Na ação, os autores estimaram que há R$ 1,9 bilhão em restos a pagar de emendas parlamentares inscritos no orçamento desde 2019, dos quais cerca de R$ 1 bilhão relativos a emendas de relator.

    “É importante sublinhar que restos a pagar regularmente cancelados deixam de existir no plano jurídico”, escreveu Dino na decisão. Com isso, eventual revalidação, diz, “equivale, na prática, à criação de nova autorização de gasto, desprovida de lastro em lei orçamentária vigente. Autorizar essa manobra, afirmou, “torna imprevisível o encerramento das obrigações estatais”.

    Além disso, o mesmo artigo do projeto cria um mecanismo para viabilizar o pagamento mesmo em caso de insuficiência dos valores para execução integral dos objetos propostos, com a possibilidade de juntar recursos de mais de uma emenda. Como o provisionamento de verbas já é antigo, o valor pode não ser suficiente para executar a obra atualmente.

    A mudança nas emendas parlamentares foi incluída pelos deputados em um projeto de lei que tratava da redução dos benefícios fiscais e que também aumentou os impostos sobre sobre bets (casas de apostas), fintechs e JCP (Juros sobre Capital Próprio, mecanismo usado por grandes empresas para se financiarem).

    A inclusão fez parte do acordo entre os parlamentares e o governo para aprovar a proposta, que foi votada após meses parada.

    Dino, no entanto, afirmou que o equilíbrio fiscal é responsabilidade dos três Poderes. “A mesma lógica constitucional de contenção deve incidir, com rigor, sobre tentativas de reativação de recursos oriundos de emendas parlamentares à margem do ciclo o rçamentário regular”, afirmou.

    Segundo ele, o dispositivo aprovado viola o devido processo constitucional orçamentário, a responsabilidade fiscal e as cláusulas pétreas de separação dos Poderes e dos direitos e garantias fundamentais.

    O ministro destaca que parte das emendas que será ressuscitada refere-se a recursos da extinta emenda de relator ao Orçamento, que ficou conhecida pela falta de transparência sobre o autor e que foi declarada inconstitucional pelo STF em 2022. “Com efeito, cuida-se de ressuscitar modalidade de emenda cuja própria existência foi reputada inconstitucional”, afirmou Dino.

    O presidente Lula (PT) tem até 12 de janeiro para sancionar o projeto e decidir sobre eventuais vetos. Mas, com a decisão, mesmo se o petista concordar com a norma, seus efeitos ficarão suspensos.

    A liminar vale apenas para o artigo sobre as emendas parlamentares. O resto do projeto, que corta parte dos benefícios fiscais e aumenta impostos para permitir ao governo fechar as contas em 2026, continua válido. Esses trechos terão impacto orçamentário de cerca de R$ 22 bilhões no próximo ano.

    Dino suspende manobra do Congresso para ressuscitar emendas canceladas

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  • Insistência de Carlos Bolsonaro em SC é vista no centrão como brecha para recuo de Flávio

    Insistência de Carlos Bolsonaro em SC é vista no centrão como brecha para recuo de Flávio

    Flávio era apontado como favorito para a reeleição ao Senado, o que fez com que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) traçasse o plano de mudar Carlos para Santa Catarina com o objetivo de ampliar a presença da família na Casa -que ele pretende ocupar com mais aliados para pressionar o STF (Supremo Tribunal Federal) contra sua condenação na trama golpista.

    RAPHAEL DI CUNTO E THAÍSA OLIVEIRA
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – A manutenção da candidatura de Carlos Bolsonaro (PL) ao Senado por Santa Catarina, mesmo com o espaço aberto no Rio de Janeiro pela decisão do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de concorrer à Presidência, foi interpretada pelo centrão como um sinal de que o irmão ainda pode recuar da eleição nacional -cenário, no entanto, descartado pela família.

    Flávio era apontado como favorito para a reeleição ao Senado, o que fez com que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) traçasse o plano de mudar Carlos para Santa Catarina com o objetivo de ampliar a presença da família na Casa -que ele pretende ocupar com mais aliados para pressionar o STF (Supremo Tribunal Federal) contra sua condenação na trama golpista.

    Flávio anunciou no dia 5 ter sido escolhido pelo pai como candidato ao Planalto, com “a missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação”.

    Mesmo com o espaço aberto no Rio e uma briga na direita em Santa Catarina, Carlos renunciou ao mandato de vereador na capital fluminense seis dias depois do anúncio do irmão mais velho e mudou seu título eleitoral para São José, na região metropolitana de Florianópolis.

    Aliados dele dizem que a candidatura é irreversível e que, por isso, não fazia sentido adiar mais a mudança. Ele resolveu morar em São José, onde há anos frequenta um clube de tiro e mantém um grupo de amigos. Além disso, tem rodado o estado, em reuniões e eventos com potenciais eleitores e líderes políticos.

    Ao renunciar ao mandato no Rio, Carlos afirmou que ama o estado, mas parte “com a serenidade de quem sabe que está atendendo a uma missão maior”.

    “Vou para Santa Catarina para cumprir um chamado que não poderia realizar aqui, pois fiz uma escolha sempre guiada pelo meu coração. Não é uma fuga, é a continuidade de uma luta”, afirmou na tribuna da Câmara Municipal.

    Foi por Santa Catarina que outro filho de Bolsonaro, Jair Renan, acabou sendo eleito vereador, em Balneário Camboriú em 2024, mesmo recém-chegado de Brasília. O estado é um dos mais bolsonaristas do país, o que aliados apontam como favorável a uma candidatura majoritária. Em 2022, o ex-presidente teve 69,3% dos votos válidos no segundo turno, contra apenas 30,7% de Lula (PT).

    O principal problema causado pela migração foi o racha na direita local. O governador Jorginho Mello (PL) apostava na reeleição do senador Esperidião Amin (PP) e na candidatura da deputada Caroline De Toni (PL), mas agora terá que ceder uma das vagas para Carlos por indicação de Bolsonaro. Em 2026, duas cadeiras estarão em disputa para o Senado.

    Com isso, a deputada Caroline De Toni deve ser a preterida e cogita mudar de partido para se manter na disputa. Carlos, inclusive, tem defendido o apoio ao nome dela, mas a dobradinha incomodou o grupo que apoia a reeleição de Amin, e a federação entre PP e União Brasil ameaça romper com o governador se isso ocorrer. Até mesmo integrantes do PL passaram a criticar a mudança de Carlos.
    Por causa desse cenário, políticos do centrão afirmam que o natural seria o filho mais velho de Bolsonaro rever os planos e concorrer ao Senado pelo Rio, na vaga do irmão. Não fazer isso, dizem, sinaliza que a candidatura de Flávio à Presidência pode ser retirada mais à frente, para apoiar alguém com mais chance de vencer Lula. O favorito do grupo é o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

    Aliados de Carlos, porém, dizem que ele pretende mudar de vida. Foi o que argumentou também o senador Flávio, que em entrevista à CBN na sexta (12) disse que a decisão do irmão já estava tomada. “Carlos tem esse sonho de Santa Catarina, ele ama aquele estado, ele vive lá há vários e vários anos, ele é apaixonado por Santa Catarina, ele já faria esse movimento independente de qual fosse a minha decisão”, disse.

    Bolsonaristas também afirmam que o cenário para o Senado no Rio está mais congestionado, com a possível candidatura do governador Cláudio Castro (PL) e a tentativa do líder do partido no Senado, Carlos Portinho, de concorrer à reeleição, além de outras lideranças locais interessadas na vaga, como o líder da bancada na Câmara, Sóstenes Cavalcante, e os deputados Altineu Cortes, Hélio Lopes e Carlos Jordy.

    Procurados, Carlos e Flávio não retornaram o contato da reportagem.

    Insistência de Carlos Bolsonaro em SC é vista no centrão como brecha para recuo de Flávio

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  • Avião com deputado e vereador faz pouso forçado e pega fogo

    Avião com deputado e vereador faz pouso forçado e pega fogo

    Por meio das redes sociais, o deputado afirmou que todos os ocupantes da aeronave estão bem e que houve uma “pane” no avião, o que levou ao pouso forçado.

    Um avião que levava o deputado federal Maurício Carvalho (União-RO) e o vereador Márcio Pacele (Republicanos) fez um pouso forçado e pegou fogo no distrito de Extrema, em Porto Velho (RO), neste sábado, 20. Não houve feridos.

    Por meio das redes sociais, o deputado afirmou que todos os ocupantes da aeronave estão bem e que houve uma “pane” no avião, o que levou ao pouso forçado.

    “Aqui é o deputado federal Maurício Carvalho, estou passando aqui para agradecer todas as ligações, todas as orações, e dizer que estamos todos bem: o piloto, todos os assessores, toda a equipe. Nós tivemos um pouso forçado, com uma pane na aeronave, mas está tudo bem. Infelizmente só (tivemos) danos materiais, um susto, um livramento de Deus”, disse o parlamentar.

    Carvalho e Pacele estavam no avião para cumprir compromissos profissionais, conforme relatou o próprio deputado.

    “Nós estamos voltando agora, neste momento, para casa, de carro, saindo de Extrema (…) Peço compreensão que eu não vou conseguir atender todas as ligações, todos os telefones. Nós estamos em agenda de trabalho, saímos de casa hoje cedo, trabalhando, e infelizmente aconteceu isso”, acrescentou Maurício Carvalho.

    De acordo com o portal G1, o Corpo de Bombeiros não foi acionado para o ocorrência.

    Avião com deputado e vereador faz pouso forçado e pega fogo

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  • Intervenção armada na Venezuela seria catástrofe humanitária, diz Lula após ameaças dos EUA

    Intervenção armada na Venezuela seria catástrofe humanitária, diz Lula após ameaças dos EUA

    A ação de Trump é considerada um passo para uma guerra contra o país sul-americano, governado pelo ditador chavista Nicolás Maduro. Militares dos EUA têm feito ataques a embarcações no mar próximo à Venezuela.

    CAIO SPECHOTO E NATHALIA GARCIA
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse neste sábado (20) que uma intervenção armada na Venezuela seria catastrófica e configuraria um precedente perigoso.
    A fala do brasileiro ocorreu em Foz do Iguaçu (PR), durante reunião do Mercosul, depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinar o bloqueio de navios petroleiros sob sanção americana ao redor da Venezuela.

    A ação de Trump é considerada um passo para uma guerra contra o país sul-americano, governado pelo ditador chavista Nicolás Maduro. Militares dos EUA têm feito ataques a embarcações no mar próximo à Venezuela.

    “Os limites do direito internacional estão sendo testados. Uma intervenção armada na Venezuela seria uma catástrofe humanitária para o hemisfério e um precedente perigoso para o mundo”, disse Lula.

    O petista também citou o conflito entre Argentina e Reino Unido pelas Ilhas Malvinas, de abril a junho de 1982. “Passadas mais de quatro décadas desde a Guerra das Malvinas, o continente sul-americano volta a ser assombrado pela presença militar de uma potência extrarregional”, declarou o petista.

    Intervenção armada na Venezuela seria catástrofe humanitária, diz Lula após ameaças dos EUA

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  • Bolsonaro precisa de cirurgia o mais breve possível, diz perícia

    Bolsonaro precisa de cirurgia o mais breve possível, diz perícia

    Segundo a defesa do ex-presidente, ele precisará de procedimento cirúrgico para correção de hérnia inguinal bilateral, além de intervenções complementares.

    LUANA LISBOA
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A cirurgia para tratar hérnia inguinal, condição de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), é uma das mais realizadas no mundo e apresenta altas taxas de sucesso entre os pacientes, afirma Diego Adão, professor de cirurgia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

    Segundo a defesa do ex-presidente, ele precisará de procedimento cirúrgico para correção de hérnia inguinal bilateral, além de intervenções complementares.

    As hérnias na região da virilha surgem quando, conforme o envelhecimento, os tecidos ficam frágeis e a região, naturalmente mais fraca, não consegue segurar o intestino dentro do abdômen, e o órgão começa a escorregar para a região do canal inguinal, em direção ao testículo, explica o cirurgião-geral.

    “Na região entre o testículo e a região inguinal, o intestino começa a empurrar a parede abdominal e ele faz uma bolinha, um abaulamento, uma fragilidade. É uma perda da resistência da parede abdominal na região da virilha”, afirma.

    No caso de Bolsonaro, o problema aconteceu dos dois lados, configurando-se, então, como uma hérnia inguinal bilateral.

    A questão tem como fatores de risco tanto o envelhecimento quanto o histórico familiar, tabagismo, desnutrição e a constipação intestinal. Como o ex-presidente passou por vários procedimentos cirúrgicos, o músculo pode ter ficado mais fraco, favorecendo o aparecimento da hérnia.

    Para a correção do problema, existem dois procedimentos mais comuns: a cirurgia tradicional, chamada de cirurgia de Lichtenstein, e a técnica por vídeo.

    A primeira consiste em identificar a área de maior fragilidade da parede abdominal e colocar uma tela de polipropileno em cima do músculo para repará-lo. A tela estimula um processo inflamatório no corpo, gerando uma cicatriz que torna a região mais “dura”. Na segunda, feita por vídeo, o corpo também recebe a tela, só que por dentro do abdômen, explica Adão. Essa é a mais indicada, porque a recuperação é mais rápida.

    No entanto, no caso do ex-presidente, não deve ser a conduta escolhida devido ao fato de que ele já passou por outros problemas nessa região do corpo, afirma.

    As cirurgias são consideradas eletivas, ou seja, são programadas, quando o paciente está em uma fase sintomática não complicada, caracterizada por dores e alteração estética. Neste caso, o paciente não consegue fazer esporte sem sentir dor, por exemplo.

    Já quando a fase é sintomática complicada, a cirurgia é de urgência e deve ser feita o quanto antes. É o caso quando o intestino fica preso dentro da hérnia, e o sangue não consegue chegar até ele. “É o caso mais grave de todas porque tem que operar na emergência, tirar um pedaço do intestino. Então, quando o paciente começa a ter sintomas, já programamos a cirurgia para evitar que chegue nesse ponto”, afirma.

    Embora haja o risco da hérnia aparecer novamente após o procedimento, o médico explica que a taxa de sucesso costuma ser alta, ultrapassando os 90%. A chance de recidiva da hérnia é de 2% a 5%.

    Uma segunda complicação que pode surgir, no entanto, é uma dor crônica. “Tem pacientes que não toleram muito a tela e ficam com uma dor ali, ou porque a tela está incomodando ou porque mexeu muito perto do nervo que enerva a região da virilha”, acrescenta.

    A maioria dos pacientes volta à vida normal após o primeiro mês, inclusive com retorno a atividades físicas e sexuais.

    Os peritos recomendaram ainda o “bloqueio do nervo frênico” para tratar o quadro de soluços do ex-presidente.

    Adão explica que esse nervo faz o diafragma contrair para permitir a respiração, os soluços e as tosses. Quando inflamado, perde o controle e faz contrações rápidas, gerando o soluço.

    Com medicamentos ou cirurgia é possível tirar a capacidade do nervo de estimular o diafragma, o que funcionaria como um tratamento para a condição, afirma o médico.

    Bolsonaro precisa de cirurgia o mais breve possível, diz perícia

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  • Supremo diz que novo recurso de Bolsonaro é inadmissível

    Supremo diz que novo recurso de Bolsonaro é inadmissível

    Um juiz do Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil rejeitou um novo recurso da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro que solicitava a “nulidade” da pena de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.

    De acordo com a agência francesa de notícias France-Presse (AFP), o documento judicial confirma a decisão tomada no fim de novembro, quando a mais alta instância do Judiciário brasileiro considerou que todos os recursos possíveis haviam sido esgotados pelo ex-líder de extrema direita (2019–2022), que passou a cumprir sua pena nas dependências da Polícia Federal, em Brasília.

    No entanto, sua defesa apresentou posteriormente outro tipo de recurso, com base no mérito do processo, enquanto o anterior tinha como objetivo apenas apontar as “ambiguidades, omissões e contradições” do julgamento.

    O ministro Alexandre de Moraes, relator do processo, afirmou “não reconhecer” esse tipo de recurso, uma vez que quatro dos cinco magistrados votaram a favor da condenação e apenas um foi contrário, ainda durante o julgamento, realizado em setembro.

    Jair Bolsonaro, de 70 anos, foi considerado culpado por liderar uma “organização criminosa” que teria conspirado para garantir sua “manutenção autoritária no poder” após sua derrota eleitoral para o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nas eleições de outubro de 2022.

    Bolsonaro sempre alegou inocência, afirmando ser vítima de uma “perseguição política”.

    Supremo diz que novo recurso de Bolsonaro é inadmissível

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  • Lula diz que vai dar 'surra' nas eleições em quem acha que extrema direita volta em 2026

    Lula diz que vai dar 'surra' nas eleições em quem acha que extrema direita volta em 2026

    Presidente repete que deve vetar PL da Dosimetria: ‘Se quiserem que derrubem meu veto’; petista participa de celebração de Natal de catadores no pavilhão do Anhembi em São Paulo

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente Lula (PT) afirmou nesta sexta-feira (19) que vai dar uma “surra em quem se meter a achar que a extrema direita vai voltar a governar esse país”.

    “Que venham! Que venham! Porque nós vamos desafiar, não é com palavras, não é com xingatório. Eu quero comparar o que eles fizeram nesse país com o que nós fizemos. Eu quero comparar quem tem mais na saúde, quem tem mais na educação, quem tem mais no transporte, quem tem mais na política de inclusão social. Eu quero saber.”

    O petista participou de celebração de Natal de catadores na ExpoCatadores 2025, no pavilhão de exposições do Anhembi, em São Paulo. O evento reuniu catadores, cooperativas, especialistas, organizações internacionais e representantes dos governos federal, estaduais e municipais.

    “Eu estou com 80 anos, mas se eles soubessem o tesão que eu tenho pra governar esse país, eles não brincariam. Não brincariam. Porque eu digo pra todo mundo: sabe por que eu não vou envelhecer? Porque eu tenho uma causa”, afirmou Lula. “Por isso se prepare[m], [por]que eu quero viver até 120 anos, e nós vamos ter muitos anos de briga.”

    Em referência ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), disse que o país não pode permitir que a “extrema direita fascista, negacionista, responsável pela morte de mais de 700 mil pessoas”, volte a governar o país, com “mentira pela internet”.

    “Pela primeira vez na história desse país, nós temos um presidente preso por tentativa de golpe. Pela primeira vez nesse país, nós temos quatro generais de quatro estrelas presos nesse país pela tentativa de golpe. Pela tentativa de fazer um plano para matar o Lula, para matar o Alckmin e para matar o Alexandre Moraes.”

    Ele também voltou a dizer que deve vetar o projeto de lei que reduz penas de condenados pelo STF (Supremo Tribunal Federal) nos casos do 8 de Janeiro e da trama golpista. “Com todo respeito aos deputados e senadores que votaram a lei da redução da pena, eu quero dizer para vocês: eu vou vetar essa lei. E se eles quiserem que derrubem o meu veto.”

    “A gente tem que ensinar esse pessoal a respeitar. Eu perdi três eleições nesse país. Perdia as eleições e voltava para casa. Me preparava para outra. Nunca houve um alto de tentativa de golpe nosso. Nunca tentamos tomar o poder de assalto. Eles têm que aprender que [n]a democracia vence quem tem mais voto.”

    Além de Lula, estavam presentes a primeira-dama, Rosângela da Silva, e autoridades como o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos; o ministro da Fazenda, Fernando Haddad; o ministro da Saúde, Alexandre Padilha; e a ministra da Gestão e da Inovação, Esther Dweck.

    Cotado para disputar o Governo de São Paulo em 2026 e sob gritos de governador, Haddad alfinetou as gestões do prefeito Ricardo Nunes (MDB) e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo.

    O ministro disse ser difícil trabalhar de Brasília sem “um prefeito comprometido, um prefeito com um olhar específico, um governador com sensibilidade, que não bota a polícia para bater no povo, que dá atenção para as pessoas, que cria um ambiente de trabalho digno”.

    Lula diz que vai dar 'surra' nas eleições em quem acha que extrema direita volta em 2026

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  • Dino quebra sigilo de Sóstenes e Carlos Jordy em ação sobre desvio de cota parlamentar

    Dino quebra sigilo de Sóstenes e Carlos Jordy em ação sobre desvio de cota parlamentar

    Período para obter informações bancárias compreende de maio de 2018 a dezembro de 2024; Jordy chama ação de ‘covarde’; Sóstenes se diz perseguido e que dinheiro vem de venda de imóvel

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino determinou a quebra dos sigilos bancários dos deputados federais Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Carlos Jordy (PL-RJ), alvos nesta sexta-feira (19) de uma operação da Polícia Federal que investiga desvios de recursos de cotas parlamentares.

    O período da quebra do sigilo compreende de maio de 2018 a dezembro de 2024.

    A cota parlamentar é o valor mensal que o deputado recebe para custear despesas do exercício do mandato, como aluguel de escritório no estado, passagens aéreas e aluguel de carro, entre outras.

    Entre os investigados também estão Itamar de Souza Santana e Adailton Oliveira dos Santos, assessores de Jordy e da liderança do PL (comanda por Sóstenes), respectivamente.

    Na decisão que autorizou a operação da PF, Dino aponta para possível uso de cota parlamentar para pagar despesas inexistentes ou irregulares, além de empresas de fachadas.

    Segundo o ministro, relatórios financeiros e conversas extraídas de celulares dos investigados revelam “indícios robustos” de possível prática de lavagem de dinheiro por meio do fracionamento de saques e depósitos de até R$ 9.999, além de “elevadas movimentações financeiras, de vários investigados, possivelmente ligados aos deputados federais citados, sem identificação da origem dos recursos”.

    Em sua decisão, Dino citou manifestação da PGR (Procuradoria-Geral da República), que apontou elementos de que Sóstenes e Jordy tenham participado de um esquema de desvio de verba parlamentar.

    “[Há] elementos indiciários de que os deputados Federais Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy teriam desviado recursos da cota parlamentar por intermédio dos servidores comissionados – notadamente Adailton Oliveira dos Santos e Itamar de Souza Santana -utilizando, para o sucesso da empreitada, empresas como a Harue Locação de Veículos Ltda ME e a Amazon Serviços e Construções Ltda”, diz a PGR, segundo a decisão de Dino.

    A operação da PF é desdobramento de outra realizada em dezembro de 2024 e investiga os crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

    O QUE DIZEM OS DEPUTADOS

    Jordy publicou um vídeo nas redes sociais e chamou a ação de “covarde”. Segundo ele, a justificativa da busca e apreensão é a de que ele teria desviado recursos da cota parlamentar para uma empresa de fachada para aluguel de carros.

    “Sendo que é a mesma empresa que eu alugo carros desde o início do meu primeiro mandato. A mesma empresa que o deputado Sóstenes, que eu acredito que também esteja sendo alvo de busca e apreensão, aluga veículos dessa mesma empresa desde o início do primeiro mandato dele. A alegação deles é tosca, eles dizem que chama muito a atenção o número de veículos desta empresa”, disse.

    Em entrevista, Sóstenes se disse perseguido e afirmou que o valor de R$ 430 mil apreendido em um endereço ligado a ele é resultado da venda de um imóvel.

    Dino quebra sigilo de Sóstenes e Carlos Jordy em ação sobre desvio de cota parlamentar

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