Categoria: POLÍTICA

  • 'Se tiver filho meu metido nisso, será investigado', diz Lula sobre esquema de fraude no INSS

    'Se tiver filho meu metido nisso, será investigado', diz Lula sobre esquema de fraude no INSS

    Esposa do filho do presidente, o Lulinha, é amiga de uma empresária ligada com um outro envolvido em investigações da PF; oposição ao governo tenta ligar a família de Lula nas investigações sobre o INSS para tentar desgastar o presidente

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quinta-feira, 18, que defende a investigação sobre “todas as pessoas” envolvidas nos crimes relacionados ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), inclusive se tiver um filho seu ‘metido nisso’. As declarações ocorreram durante uma conversa com jornalistas no Palácio do Planalto, em Brasília.

    “Todas as pessoas que estiverem envolvidas, diretamente ou não, elas serão investigadas pela Polícia Federal. Muitas das coisas estão em segredo de Estado. Eu sinceramente já li a respeito algumas notícias. E eu tenho dito para os meus ministros, tenho dito para as pessoas que participam da CPI: é importante que haja seriedade para que a gente possa investigar todas as pessoas envolvidas”, disse.

    Lula continuou: “Todas as pessoas. Ninguém ficará livre. Se tiver filho meu metido nisso, ele será investigado”. Em seguida, brincou: “Se tiver meu pai, que já morreu, não”.

    Na sequência, o presidente criticou a prática criminosa de ‘expropriar o dinheiro do aposentado com promessas falsas’ e lembrou que muitos aposentados recebem o valor equivalente a apenas salário mínimo.

    “Eu estou muito leve com relação a essas apurações. E eu não sei quem foi hoje [quinta-feira], eu não sei quem a Polícia Federal visitou, não sei porque eu tive já algumas reuniões importantes hoje [quinta-feira]. O que eu sei é o seguinte: quem estiver envolvido vai pagar o preço de estar envolvido com isso”, acrescentou.

    A Polícia Federal deflagrou a quinta fase da Operação Sem Desconto nesta quinta e cumpre 16 mandados de prisão preventiva e 52 de busca e apreensão contra investigados por desvios no Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).

    A operação também cumpriu um mandado de prisão domiciliar e afastamento do atual número dois do Ministério da Previdência Social, Adroaldo Portal. Jornalista de formação, ele já trabalhou no gabinete do senador Weverton Rocha (PDT-MA) e em cargos do Congresso Nacional ligados a políticos do PDT.

    O ministro da Previdência, Wolney Queiroz, afirmou nesta quinta-feira, 18, que não tinha conhecimento sobre envolvimento do número dois da pasta no esquema de fraudes nas aposentadorias do INSS.

    Segundo o ministro, o secretário-executivo foi exonerado logo após a operação deflagrada nesta manhã. “Não tínhamos qualquer informação”, disse Wolney, ao ser questionado se o governo sabia da eventual participação de Adroaldo no esquema.

    'Se tiver filho meu metido nisso, será investigado', diz Lula sobre esquema de fraude no INSS

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  • Flávio Bolsonaro recebe apoio de Marçal em evento de mentoria

    Flávio Bolsonaro recebe apoio de Marçal em evento de mentoria

    Ex-candidato a prefeito nas eleições de 2024, influenciador está inelegível; discurso do senador e de Marçal no evento tiveram forte tom religioso

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Depois de se reunir com empresários paulistas nesta quarta-feira (17), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) compareceu a um evento de mentoria do influenciador Pablo Marçal, onde fez uma espécie de oração junto do público presente e ouviu palavras de apoio à sua candidatura para o Planalto.

    Até a publicação deste texto, o vídeo da participação de Flávio no evento não tinha sido divulgado nas redes sociais de ambos, mas foi enviado pela assessoria do influenciador. Candidato a prefeito nas últimas eleições municipais de São Paulo, Marçal foi declarado inelegível pela Justiça Eleitoral em mais de uma ação, mas ainda cabe recurso ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

    Ambos fizeram uma espécie de oração junto ao público. Em sua fala, Marçal fez várias referências à campanha eleitoral e chegou a dizer que ia para a guerra junto a Flávio. Tanto o discurso de Marçal quanto o de Flávio no evento foram marcados por tom fortemente religioso, o influenciador chegou a dizer inclusive que não se tratava de um ato político, mas de um ato profético.

    “Nós clamamos e bendizemos, nós visualizamos, ó Deus, o senhor protege ele, subindo essa rampa no Planalto. Ele tomando aquela faixa de volta, que nós não aceitamos afronta nessa nação”, disse Marçal durante essa fala de oração, em que a todo momento se dirigia a Deus.

    Em um desses momentos disse que Deus teria prometido que “garotos jovens se levantariam para liderar essa nação” e que o senhor “vai colocar ele [Flávio] nessa cadeira”.

    “As portas estão abertas para você, nós vamos para a guerra juntos eu acredito verdadeiramente neste coração aqui”, disse. “E se você estiver tomando pancada, nós vamos tomar juntos.”

    Disse ainda que “sem querer magoar o Jair, mas esse é o Bolsonaro que a gente sempre quis”.

    Marçal também disse a Flávio, que como “alguém ceifou a possibilidade” de o pai dele fazer aquilo que ele tinha que fazer, Flávio tinha que seguir “a frequência daquilo que foi chamado”.

    Flávio agradeceu Marçal pelas palavras e o abraçou. Em sua fala ao público, disse acreditar que era uma missão de Deus e que se tratava de uma “guerra espiritual”.

    Flávio Bolsonaro recebe apoio de Marçal em evento de mentoria

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  • Câmara cassa mandatos de Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem

    Câmara cassa mandatos de Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem

    A medida foi oficializada durante a tarde em edição do Diário Oficial da Casa

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – A maioria dos membros da Mesa Diretora da Câmara, presidida por Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu declarar, nesta quinta-feira (18), a cassação dos mandatos de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Alexandre Ramagem (PL-RJ).

    A medida foi oficializada durante a tarde em edição do Diário Oficial da Casa. O prazo de defesa dado aos dois deputados se encerrou na quarta-feira (17). Motta havia dito na semana passada que gostaria de resolver os dois casos até o recesso, que começa nesta sexta-feira (19).

    Eduardo, que está nos EUA desde março, estava ameaçado de cassação por excesso de faltas às sessões da Câmara neste ano. Já Ramagem fugiu para os Estados Unidos durante o julgamento do STF (Supremo Tribunal Federal) que o condenou à perda de mandato e a 16 anos e um mês de prisão por participar de tentativa de golpe de Estado.

    A Mesa é composta por Motta e mais seis membros titulares, além de quatro suplentes.

    Entre os titulares, assinaram a favor da cassação, além de Motta, os deputados Lula da Fonte (PP-PE), Delegada Katarina (PSD-SE) e Carlos Veras (PT-PE). Dos suplentes, Paulo Folletto (PSB-ES), Antonio Carlos Rodrigues (PL-SP) e Dr. Victor Linhalis (PODE-ES) também endossaram as perdas de mandato.

    O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), disse lamentar a decisão, que chamou de grave. Ele afirmou ainda que os dois deputados estão exilados devido ao que considera perseguição política do Judiciário.

    “É uma decisão política que retira do plenário o direito de deliberar e transforma a Mesa em instrumento de validação automática de pressões externas. Quando mandatos são cassados sem o voto dos deputados, o Parlamento deixa de ser Poder e passa a ser tutelado. Milhões de brasileiros que confiaram seus votos a Eduardo Bolsonaro e ao Delegado Ramagem ficam, hoje, sem representação”, escreveu nas redes.

    Na semana passada, Motta notificou Eduardo a apresentar sua defesa em até cinco sessões e anunciou que, passado esse prazo, iria determinar a cassação do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    “Eduardo Bolsonaro já tem um número de faltas que são suficientes para a cassação do seu mandato. O deputado, como todos sabem, está no exterior por decisão dele. É impossível o exercício do mandato parlamentar fora do território nacional”, disse o presidente da Câmara no último dia 9.

    “[Há] o prazo para que ele possa, em cinco sessões, apresentar sua defesa, e a Mesa deverá apresentar o resultado pela cassação do seu mandato”, concluiu.

    A Constituição estabelece em seu artigo 55 que perderá o mandato o deputado ou o senador que faltar a um terço das sessões ordinárias do ano, salvo licença ou missão oficial. Segundo o presidente da Câmara, Eduardo já ultrapassou essa marca.

    O deputado viajou para os EUA em março, de onde comandou uma campanha para que o presidente americano, Donald Trump, determinasse punições a autoridades brasileiras, além de ter articulado o tarifaço contra produtos brasileiros, com o objetivo de livrar o pai da prisão. Ele diz que viajou ao exterior por sofrer perseguição no Brasil.

    Apesar da atuação de Eduardo no exterior, Bolsonaro foi condenado pelo Supremo a 27 anos e 3 meses de prisão por participação na trama golpista e está preso na sede da PF em Brasília. Na semana passada, os EUA retiraram as sanções da Lei Magnitsky aplicadas contra o ministro Alexandre de Moraes, o que também enfraqueceu a posição política do deputado.

    Já Ramagem teria se mudado em setembro para um condomínio de luxo na Flórida, enquanto gravava vídeos e votava à distância nas sessões da Câmara, amparado por um atestado médico.

     

    Câmara cassa mandatos de Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem

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  • Quatro bancadas da Câmara acionam STF contra PL da Dosimetria

    Quatro bancadas da Câmara acionam STF contra PL da Dosimetria

    Mandado de segurança alega vícios formais no projeto aprovado na Câmara e no Senado; proposta é amplamente rejeita pelo governo e sociedade

    Quatro bancadas da Câmara dos Deputados impetraram mandado de segurança junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a suspensão da tramitação do projeto de lei que reduz a pena de condenados pela trama golpista, que culminou na depredação e invasão da sede dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023.

    O PL da Dosimetria avançou a toque de caixa no Senado durante a quarta-feira (17), após ter seu texto apresentado pela manhã, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), pelo relator da matéria, senador Espiridião Amin (PP-SC).

    Após a aprovação na CCJ, o texto seguiu de imediato para a avaliação do Plenário do Senado, que acabou por aprová-lo com 48 votos favoráveis e 25 contrários.

    Entre as argumentações apresentadas pelas bancadas para justificar o mandado de segurança no STJ, está a de que “uma emenda apresentada e aprovada na CCJ do Senado foi indevidamente classificada como ‘emenda de redação’, quando, na realidade, promove alteração substancial de mérito ao modificar critérios de execução penal e excluir centenas de tipos penais do alcance da norma”, informou o líder do PT, Lindbergh Farias.

    O mandado de segurança contou também com a participação das bancadas do PSB, PCdoB e do PSOL, além do PT.

    De acordo com o líder do PT, a manobra foi usada “com o pretexto de impedir o retorno obrigatório do projeto à Câmara dos Deputados, suprimindo etapa essencial da deliberação legislativa e esvaziando o papel constitucional da Casa iniciadora”.

    CCJ do Senado

    Durante o trâmite na CCJ, diversos requerimentos foram apresentados, pedindo o adiamento da votação ou a realização de audiência pública para que a matéria, por sua relevância, fosse melhor debatida – o que acabou sendo rejeitado pelos integrantes da comissão.Os senadores governistas, então, fizeram pedido de vista para melhor analisar o projeto, o que acabou sendo concedido pelo presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), mas com prazo reduzido de apenas quatro horas.

    Em geral, o prazo dado aos pedidos de vista é de 5 dias. Caso esse prazo fosse seguido, como em diversas outras situações, a apreciação da matéria acabaria ficando para 2026, uma vez que o ano legislativo termina nesta quinta-feira (18).

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  • Lula afirma que vai vetar PL da Dosimetria

    Lula afirma que vai vetar PL da Dosimetria

    Declaração do presidente foi dada em entrevista coletiva no Palácio do Planalto: “As pessoas que cometeram crime contra a democracia brasileira terão que pagar pelos atos cometidos contra esse país”

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quinta-feira (18), que vai vetar o chamado PL da Dosimetria. O texto prevê a redução de penas de condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 e pela tentativa de golpe de Estado.

    “As pessoas que cometeram crime contra a democracia brasileira terão que pagar pelos atos cometidos contra esse país. Nem terminou o julgamento, ainda tem gente sendo condenada, e o pessoal já resolve diminuir as penas. Eu quero dizer para vocês que, com todo o respeito que eu tenho ao Congresso Nacional, a hora que chegar na minha mesa, eu vetarei. Isso não é segredo para ninguém”, afirmou Lula.

    “O Congresso tem o direito de fazer as coisas, eu tenho o meu direito de vetar, depois eles têm o direito de derrubar o meu veto ou não. É assim que é o jogo”, acrescentou, em entrevista à imprensa no Palácio do Planalto. 

    O presidente argumentou ainda que é preciso “terminar esse processo” e investigar também os financiadores dos atos golpistas. 

    “Nós precisamos levar muito a sério o que aconteceu no dia 8 de janeiro de 2023 e tem gente que quer que a gente esqueça, mas a gente não pode esquecer. Porque se a democracia esquecer da importância que ela tem para uma nação, a gente termina perdendo o jogo”, afirmou.

    Nesta quarta-feira (17), em votação nominal, o Senado aprovou o PL da Dosimetria com 48 votos favoráveis e 25 contrários. O projeto agora segue para a sanção presidencial.

    Na quarta-feira (17), os senadores aprovaram na Comissão de Constituição e Justiça(CCJ) o parecer do senador Esperidião Amin (PP-SC), que reduz as penas dos condenados por atos golpistas, entre eles, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Amin, que é favorável à anistia, defende que a redução das penas visa “pacificar o país”. Já os opositores do projeto afirmam que ele não representa o anseio do país e foi construído para beneficiar um grupo político que atentou contra a democracia.

    O PL da Dosimetria determina que os crimes de tentativa contra o Estado Democrático de Direito e de golpe de Estado, quando praticados no mesmo contexto, implica no uso da pena mais grave em vez da soma de ambas as penas.

    O foco do projeto é uma mudança no cálculo das penas, “calibrando a pena mínima e a pena máxima de cada tipo penal, bem como a forma geral de cálculo das penas, reduzindo também o tempo para progressão do regime de prisão fechado para semiaberto ou aberto”.

    As mudanças poderão beneficiar réus como o ex-presidente Jair Bolsonaro, além dos militares Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil; e Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).Nesta quinta-feira, quatro bancadas do PT, PSB, PCdoB e PSOL da Câmara dos Deputados impetraram mandado de segurança junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a suspensão da tramitação do projeto.

    Na manhã desta quinta-feira, Lula recebeu jornalistas para um café da manhã, no Palácio do Planalto, seguido de coletiva de imprensa. Ele está acompanhado dos ministros da Fazenda, Fernando Haddad; da Casa Civil, Rui Costa; das Relações Exteriores, Mauro Vieira; e do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva.

    Lula afirma que vai vetar PL da Dosimetria

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  • Carla Zambelli terá pedido de extradição julgado na Itália nesta quinta-feira

    Carla Zambelli terá pedido de extradição julgado na Itália nesta quinta-feira

    Corte de Apelação em Roma analisa pedido do STF; defesa diz que pode apresentar novos elementos para evitar extradição

    A ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) pode ter a extradição decretada nesta quinta-feira, 18, pela Justiça italiana. No último domingo, 14, ela renunciou ao mandato. Zambelli está presa em Roma por decisão da Corte de Apelação, que apontou risco de fuga.

    Como mostrou o Estadão, o plano de Zambelli e de aliados consiste em, a partir da renúncia, tentar obter autorização para deixar a prisão e, em liberdade, buscar a reversão do pedido de extradição ao Brasil. A renúncia, somada ao fato de a Câmara dos Deputados ter rejeitado a cassação, reforçaria o argumento de perseguição política.

    A decisão da Corte de Apelação em Roma sobre a extradição pode ser divulgada nesta quinta-feira, 18, ou na sexta-feira, 19. Há ainda a possibilidade de a defesa apresentar novos elementos, o que pode levar os juízes a marcar uma nova audiência para análise da documentação.

    “Não se exclui que novos elementos sejam apresentados”, afirmou o advogado italiano de defesa de Zambelli, Pieremilio Sammarco, à Rádio França Internacional.

    Na audiência desta quinta, os magistrados devem ouvir a defesa da ex-deputada e avaliar a documentação enviada na semana passada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes à Justiça italiana. Caso a extradição seja autorizada, Zambelli deverá ficar presa na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia.

    A audiência estava inicialmente marcada para o dia 4 deste mês, mas foi adiada. Segundo o advogado brasileiro de Zambelli, Fábio Pagnozzi, o adiamento ocorreu após a defesa protocolar \”provas, inclusive o relatório da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, além de documentos sobre as condições carcerárias no Brasil\”. Antes disso, a sessão havia sido marcada para novembro, mas também acabou postergada em razão de uma greve do Judiciário italiano.

    Parecer favorável

    O Ministério Público da Itália emitiu, em outubro, parecer favorável à extradição de Zambelli, condenada pelo Supremo Tribunal Federal. A ex-deputada deixou o Brasil pouco depois de o STF determinar sua prisão, em junho.

    Zambelli foi condenada duas vezes pela Corte. Na primeira ação, recebeu pena de dez anos de prisão por invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e falsidade ideológica, em conluio com o hacker Walter Delgatti Neto. Ele afirmou ter sido contratado por ela para inserir documentos falsos no sistema do CNJ, entre eles um mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes.

    Após essa condenação, a então parlamentar deixou o País e acabou presa na Itália, em uma ação conjunta da Polícia Federal com autoridades italianas.

    Na segunda condenação, o STF impôs pena de cinco anos e três meses de prisão, em regime inicial semiaberto, pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, com perda do mandato após o trânsito em julgado.

    Carla Zambelli terá pedido de extradição julgado na Itália nesta quinta-feira

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  • Ex-advogado de Bolsonaro é condenado por injúria racial

    Ex-advogado de Bolsonaro é condenado por injúria racial

    A Justiça do Distrito Federal condenou o advogado Frederick Wassef, ex-defensor de Jair Bolsonaro, por injúria racial contra uma atendente de pizzaria. Ele recebeu pena de 1 ano e 9 meses, convertida em alternativas, além de pagar R$ 6 mil por danos morais

    A Justiça do Distrito Federal condenou nesta quarta-feira (17) o advogado Frederick Wassef, ex-defensor de Jair Bolsonaro, por injúria racial contra uma atendente de pizzaria.

    O advogado foi condenado a 1 ano e 9 meses de prisão, convertida para penas alternativas, e ao pagamento de R$ 6 mil por danos morais.

    De acordo com o processo, Wassef chamou a funcionária de “macaca” após ficar insatisfeito com o sabor da pizza.

    “Após ser atendido e concluir a refeição, o denunciado dirigiu-se ao caixa e disse para a vítima que a pizza estava uma merda, tendo ela dito que apenas ele teria reclamado. O denunciado retrucou, ofendendo a vítima com termos preconceituosos, nos seguintes termos: Você é uma macaca, você come o que te derem”, diz a denúncia.

    Ao julgar o caso, o juiz Omar Dantas Lima, 3ª Vara Criminal de Brasília, entendeu que o insulto ofendeu a dignidade da atendente.

    “A expressão macaca, tão bem retratada na prova oral, carrega intenso desprezo e escárnio. A palavra proferida é suficiente para retratar a intenção lesiva”, afirmou o magistrado.

    Cabe recurso contra a decisão. 

    A Agência Brasil busca contato com Wassef e está aberta a manifestações.

     

    Ex-advogado de Bolsonaro é condenado por injúria racial

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  • Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg: Lula lidera todos cenários de 1º e 2º turnos das eleições 2026

    Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg: Lula lidera todos cenários de 1º e 2º turnos das eleições 2026

    O instituto traçou vários cenários, incluindo a entrada no páreo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), indicado por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está preso e inelegível, para representá-lo nas urnas

    Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quinta-feira, 18, mostra que, se as eleições gerais de 2026 fossem realizadas hoje, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que concorrerá à reeleição ao Palácio do Planalto, venceria todos os adversários, tanto no primeiro quanto no segundo turnos. O instituto traçou vários cenários, incluindo a entrada no páreo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), indicado por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está preso e inelegível, para representá-lo nas urnas. Nesse cenário, no primeiro turno, Lula teria 48,1%, Flávio 29,3% e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), 7,2%.

    Em um cenário ampliado, incluindo o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), a pesquisa mostra Lula com 47,9%, Flávio com 21,3%, Tarcísio com 15% e Caiado com 4,4%. Na disputa com Tarcísio, sem o senador Flávio Bolsonaro, Lula teria 48,8%, o governador de São Paulo 28,3% e Caiado 5,5%. Na disputa contra a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), Lula teria 48,8%, Michelle 30% e Caiado 7,5%. Em um cenário sem nenhum Bolsonaro ou Tarcísio, Lula pontua 48,8%, Caiado 16,3%, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), 11,7%, e o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), 9%.

    Sobre a escolha de Flávio Bolsonaro por seu pai para ser o candidato da ala bolsonarista à Presidência da República no ano que vem, o instituto perguntou aos eleitores desse campo político se a decisão foi ou não correta. Do total, 75,2% responderam que concordam, 17,1% discordam e 7,6% disseram não saber. Sobre quem deveria ser o vice na chapa do senador, caso ele concorra ao Palácio do Planalto em 2026, as respostas foram: Tarcísio de Freitas, 25,8%; Michelle Bolsonaro, 23%; Romeu Zema, 9,6%; Ronaldo Caiado, 9,6%; Ratinho Júnior, 8,6%; e Cláudio Castro (PL), 8,1%.

    Também foi testado um cenário em que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, seria o candidato do PT à Presidência da República em 2026. Nesse caso, sem Lula, o ministro aparece com 43,9%, Tarcísio com 28,5%, Caiado com 6,1% e Ratinho Júnior com 4,1%.

    Segundo turno

    Nos cenários de eventual segundo turno, em que Lula ganharia de todos os concorrentes, a pesquisa aponta: Lula com 49% contra 45% de Tarcísio; Lula com 50% contra 45% de Michelle Bolsonaro; Lula com 53% contra 41% de Flávio Bolsonaro; Lula com 49% contra 39% de Caiado; Lula com 49% contra 39% de Zema; e Lula com 49% contra 39% de Ratinho Júnior.

    Rejeição

    Em uma lista que inclui o nome do ex-presidente Jair Bolsonaro, a AtlasIntel/Bloomberg perguntou em qual político os entrevistados não votariam de jeito nenhum. Bolsonaro lidera com 48,9%, seguido de Lula, com 47,8%; Flávio Bolsonaro, com 45,6%; Michelle Bolsonaro, com 43,3%; Nikolas Ferreira (PL), com 42,9%; Romeu Zema, com 39,8%; e Tarcísio, com 39,3%.

    A pesquisa foi realizada entre os dias 10 e 15 de dezembro, com 18.154 pessoas em todo o território nacional. A margem de erro é de 1 ponto porcentual para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento utilizou a metodologia Atlas Random Digital Recruitment (RDR), na qual os entrevistados são recrutados organicamente durante a navegação de rotina na web, em territórios geolocalizados, em qualquer dispositivo, como smartphones, tablets, laptops ou PCs. Segundo o instituto, são usados procedimentos estatísticos complexos para calibrar amostras robustas e representativas da população-alvo, com respostas dadas em anonimato.

    Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg: Lula lidera todos cenários de 1º e 2º turnos das eleições 2026

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  • Gleisi diz que Lula vai vetar projeto de redução de penas pelo 8/1 e critica líder do governo

    Gleisi diz que Lula vai vetar projeto de redução de penas pelo 8/1 e critica líder do governo

    Ministra afirmou que condenados por atentar contra a democracia devem cumprir as penas e classificou como erro a condução do tema pelo líder do governo no Senado, após acordo que permitiu a votação do projeto ainda neste ano

    A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou na noite desta quarta-feira, 17, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai vetar o projeto de lei que reduz as penas dos condenados pelos atos de 8 de Janeiro. A proposta foi aprovada pelo Senado e segue agora para sanção presidencial.

    “O presidente Lula vetará esse projeto. Condenados por atentar contra a democracia têm de pagar por seus crimes”, escreveu Gleisi na rede social X, antigo Twitter.

    A ministra também criticou a atuação do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), na Comissão de Constituição e Justiça. A aprovação do texto no colegiado, horas antes da votação em plenário, ocorreu após um acordo entre governo e oposição, que permitiu a análise da proposta ainda neste ano.

    “A condução desse tema pela liderança do governo no Senado na CCJ foi um erro lamentável, contrariando a orientação do governo, que desde o início foi contrária à proposta”, escreveu Gleisi.

    Mais cedo, Jaques Wagner assumiu a responsabilidade e afirmou que fez o acordo sem consultar Gleisi nem o presidente. Segundo ele, o entendimento tratava apenas de uma questão de procedimento, para viabilizar a votação do projeto ainda neste ano, e não do conteúdo da proposta.

    Gleisi diz que Lula vai vetar projeto de redução de penas pelo 8/1 e critica líder do governo

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  • Lula diz que ministros terão que definir lado na eleição e que 2026 será 'hora da verdade'

    Lula diz que ministros terão que definir lado na eleição e que 2026 será 'hora da verdade'

    Durante reunião ministerial, o presidente também disse que o governo ainda não conseguiu construir a narrativa correta para alcançar a população e que a polarização política dificulta o convencimento do eleitorado.

    (CBS NEWS) – O presidente Lula (PT) afirmou nesta quarta-feira (17) que seus ministros e respectivos partidos precisarão decidir de qual lado estarão na eleição de 2026, chamada por ele de “hora da verdade”.

    Durante reunião ministerial, o presidente também disse que o governo ainda não conseguiu construir a narrativa correta para alcançar a população e que a polarização política dificulta o convencimento do eleitorado.

    “Ano que vem é o ano em que a gente tem a oportunidade, não só porque estaremos em disputa, mas porque cada ministro, cada partido que vocês participam vai ter que estar no processo eleitoral e vai ter que se definir de que lado tá. Será inexorável as pessoas definirem o discurso que vão fazer. Eles vão ter que defender aquilo que eles acham que podem elegê-los”, disse.

    “Importante que a gente tenha noção que nós precisamos fazer com que o povo saiba o que aconteceu nesse país. Eu tenho a impressão que o povo ainda não sabe. Eu tenho impressão que nós ainda não conseguimos a narrativa correta para fazer com que o povo saiba.”

    Para dar ênfase à disputa do ano que vem, Lula e seus ministros apresentaram quadros comparativos críticos ao governo Jair Bolsonaro (PL).

    O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho mais velho do ex-presidente, lançou sua pré-candidatura ao Planalto, e o governo quer reforçar o enfrentamento contra o bolsonarismo.

    “O dado concreto é que o ano eleitoral vai ser o ano da verdade. Ou seja, temos que criar a ideia da hora da verdade para mostrar quem é quem nesse país, quem faz o que nesse país, o que aconteceu antes de nós”, declarou Lula na reunião.

    O recado do presidente ocorre após meses de ruídos com os partidos do centrão, grupo que tem ministros na Esplanada e que pode apoiar adversários de Lula na disputa, como os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Ratinho Jr (PSD).

    No último mês, o principal atrito foi registrado com o União Brasil, que acabou por expulsar Celso Sabino (Turismo) da sigla, após o ministro ter optado por se manter no governo Lula. Dirigentes da sigla fizeram críticas públicas à gestão petista e orientaram afastamento de seus filiados.

    Os ministros Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos), André Fufuca (Esportes), Carlos Fávaro (Agricultura), Alexandre Silveira (Minas e Energia) e André de Paula (Pesca) são alguns dos nomes da Esplanada que ainda integram partidos considerados do centrão.

    O petista reconheceu o desejo de seus auxiliares de disputar o pleito e pediu: “Aquele que tiver que se afastar [da Esplanada], por favor, ganhe o cargo que disputar”.

    “É sempre assim: quando você tira um ministro, ele chora, mas quando ele quer sair, encontra todos os argumentos necessários para sair e joga a responsabilidade em cima do povo”, disse.

    A reunião ministerial ocorre na Granja do Torto, a casa de campo oficial da Presidência. Neste encontro periódico, que costuma ocorrer pelo menos duas vezes por ano, o presidente reúne seus ministros para fazer um balanço das entregas do governo.

    Esta é a terceira reunião ministerial do ano. A primeira, foi realizada no começo do ano, em janeiro, enquanto a última foi feita em agosto, quando as tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil estavam entre as principais preocupações da gestão.

    COMUNICAÇÃO

    No encontro, Lula também cobrou que seus ministros adotem uma comunicação mais clara e criticou a divulgação de informações com documentos que “ninguém vai entender”.

    “Precisamos ter um esforço muito grande, todos os ministros têm que conhecer todas as políticas”, disse. “Se a gente tiver o conhecimento do todo, fica muito mais fácil de a gente trabalhar para o governo, que não é o governo do Lula. Vocês falam ‘o governo do presidente Lula’ e parece que vocês não são governo”, declarou.

    “Isso que eu quero que aconteça a partir de agora. A comunicação tem responsabilidade do Sidônio, das entrevistas que eu dou, mas tem também a responsabilidade cada um. Esse ano não quero ser grosseiro com ninguém, mas é preciso que a gente não confunda poluição visual com comunicação. É preciso não embaralhar mil coisas numa página de papel.”

    As falas foram feitas após longa apresentação de balanço das ações feita pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, seguida do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Lula também disse que convocará reuniões individuais com todos os chefes de pastas na Esplanada.

    “Outros que são ministérios mais sofisticados, que exige conhecimento jurídico, às vezes faz um documento que ninguém vai conseguir ler. É importante que na hora da comunicação a gente não faça para a gente mesmo. Não é para você que você está fazendo, está fazendo para alguém. E é preciso saber se esse alguém está entendendo o que você está falando”, declarou.

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