Categoria: POLÍTICA

  • Projeto de redução de penas perde apoio, e Senado avalia descartar texto da Câmara

    Projeto de redução de penas perde apoio, e Senado avalia descartar texto da Câmara

    Oposição quer aprovar logo proposta que beneficia Bolsonaro e apoiadores presos por 8 de Janeiro; cresce a possibilidade de projeto ser rejeitado em comissão e senadores elaborarem um novo texto

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O projeto que reduz as penas de Jair Bolsonaro (PL) e de outros condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023 perdeu tração no Senado e corre risco de ser rejeitado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).

    O relator da proposta, Esperidião Amin (PP-SC), apresentará seu relatório até quarta-feira (17). É possível que a votação no colegiado seja também na quarta. O plano inicial era que o texto fosse aprovado e, em seguida, passasse a ser deliberado no plenário do Senado. Esse cenário ficou menos provável ao longo desta terça-feira (16).

    Senadores avaliam que é necessário fazer uma alteração no projeto para que ele seja aprovado sem abrir brecha para condenados por outros crimes não relacionados ao 8 de Janeiro. Nesse caso, o mais provável seria o texto voltar para a Câmara para uma nova deliberação, deixando difícil uma aprovação definitiva pelo Congresso ainda em 2025.

    Agora, a cúpula do Senado passa a avaliar aprovar um relatório alternativo na CCJ, de autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE). Ele sugere que o projeto da Câmara seja rejeitado e que os senadores elaborem uma nova proposta. Nesse caso, a discussão volta à estaca zero do ponto de vista legislativo.

    O presidente do Senado tem poder para colocar o projeto em votação no plenário mesmo que o texto seja rejeitado na CCJ. Esse cenário, porém, é considerado pouco provável por aliados do chefe da Casa, Davi Alcolumbre.

    O líder do MDB, Eduardo Braga (AM), por exemplo, anunciou nesta terça que o partido ficará contra o projeto.

    “Em que pese a questão de o 8 Janeiro merecer uma revisão da dosimetria, da forma com que o projeto chegou ao Senado não dá para o MDB apoiar”, disse ele a jornalistas. “Não há condições de fazer uma alteração sem que esse texto retorne à Câmara com os vícios que contém o projeto que chegou ao Senado”, declarou Braga.

    Projeto de redução de penas perde apoio, e Senado avalia descartar texto da Câmara

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  • 'Te amo' e 'você eu levo pro caixao': veja diálogos de Bacellar e Macário

    'Te amo' e 'você eu levo pro caixao': veja diálogos de Bacellar e Macário

    Diálogos mostram intimidade entre parlamentar e juiz federal; ambos são suspeitos de vazar operação e negam; mensagens estavam em celular do presidente afastado da Alerj, que foi apreendido

    RIO DE JANEIRO, RJ (CBS NEWS) – Diálogos ocorridos de outubro a dezembro de 2025 e recuperados dos aparelhos do então presidente da Alerj (Asssembleia Legislativa do Rio de Janeiro), Rodrigo Bacellar, mostram um vínculo de intimidade com o juiz federal Macário Judice Neto, preso nesta terça-feira (16).

    As conversas constam na representação feita pela Polícia Federal ao MPF (Ministério Público Federal).

    Macário foi preso nesta terça (16) sob suspeita de irregularidades envolvendo a condução do caso do ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos, TH Joias -que responde por suposta ligação com o Comando Vermelho. O magistrado, relator do caso, teria avisado Bacellar da operação que, por sua vez, teria comunicado TH. As defesas negam.

    Leia abaixo trechos das conversas captadas. A grafia original foi mantida.

    Confira as conversas captadas!

    (19 e 20 de Outubro de 2025): “Te amo”
    MACARIO JUDICE: Te amo ?
    RODRIGO BACELLAR: Deus te abençoe irmão
    RODRIGO BACELLAR: Sou teu fã
    MACARIO JUDICE: Bom dia (emoji de sorriso)
    MACARIO JUDICE: Recíproco
    MACARIO JUDICE: Aguardo sua agenda
    MACARIO JUDICE: Quero lhe desejar muitas bênçãos nos exames que fará hoje
    (23 de Outubro de 2025): “Amizade para a vida”
    MACARIO JUDICE: Bom dia (emoji de sol) irmão
    MACARIO JUDICE: O gov me ligou! Falamos hj
    RODRIGO BACELLAR: Vc é irmão de vida
    RODRIGO BACELLAR: Não se desgaste por nada pq o melhor não temos irmão que é amizade pra vida e reciprocidade
    MACARIO JUDICE: Me liga Foi positiva a conversa
    (26 e 27 de Outubro de 2025): “Irmão”
    MACARIO JUDICE: Opa boa tarde querido Presidente
    MACARIO JUDICE: Aguardo a mensagem
    MACARIO JUDICE: Prezado irmão! Boa tarde! Pode me ligar, assim que possível?
    RODRIGO BACELLAR: To resolvendo um problema do meu pai aqui e campos e te ligo qd acabar irmão
    MACARIO JUDICE: Ok irmão
    (30 de Outubro de 2025): “Vai viajar?”
    RODRIGO BACELLAR: Fala meu irmão de vida
    RODRIGO BACELLAR: Tudo na paz
    MACARIO JUDICE: Opa meu querido irmão Tudo bem Estou em sessão Quer que ligue no intervalo?
    RODRIGO BACELLAR: Não precisa irmão
    RODRIGO BACELLAR: Falamos mais tarde
    RODRIGO BACELLAR: Só pra saber se tá bem e se vai viajar ou ficar por aqui
    RODRIGO BACELLAR: Mais tarde falamos sem pressa
    MACARIO JUDICE: Te ligo
    (2 de Novembro de 2025): Sem ciúme
    MACARIO JUDICE (Áudio): Meu querido presidente irmão, tudo bem? Boa tarde! Uai, eu sou teimoso eu sabia que cê não ia atender, mas tentei tá? Quero saber notícia do seu pai, está tudo bem? Quando puder me liga saudade de falar contigo tá? Trocar umas ideias. Um forte abraço meu irmão querido.
    RODRIGO BACELLAR: Tá tudo ótimo graças a Deus irmão
    RODRIGO BACELLAR: Já fez exame já tirou pólipo mas médico disse tá tudo no controle
    MACARIO JUDICE: Vai dar certo! Já deu!
    Acabei de falar com Caio
    RODRIGO BACELLAR: Helinho ontem me chamou pra beber e eu disse pra ele não ter ciúme e te chamar pq bebemos nos três (emojis de rindo chorando)
    RODRIGO BACELLAR: Tá tudo bem ???
    MACARIO JUDICE: Kkkkk Ele tem patente menor rsrs
    MACARIO JUDICE: Tudo ótimo
    (4 de Novembro de 2025): Discussão política
    RODRIGO BACELLAR: Merda de Homem
    MACARIO JUDICE: Irmão lamentável esse momento! Penso que separados serão vulneráveis Para sair como candidato precisará da ALERJ
    MACARIO JUDICE: Depois da sessão vou te ligar
    RODRIGO BACELLAR: Se ele quiser me enfrentar bebo sangue dele irmão
    RODRIGO BACELLAR: Sou da roça amo brigar com peixeira na mão
    MACARIO JUDICE: Evitemos esse embate
    RODRIGO BACELLAR: Só te mandei pra te mostrar que ele ama ser vítima e o mundo é o culpado ele sempre inocente
    MACARIO JUDICE: Foque em BsB hj
    MACARIO JUDICE: Obg pela confiança
    RODRIGO BACELLAR: Vc eu levo pro caixão meu irmão nunca duvide disso
    MACARIO JUDICE: Mas pensemos juntos Não verbalize nada agora
    RODRIGO BACELLAR: Jamais
    RODRIGO BACELLAR: To apenas desabafando com meu irmão Macario
    RODRIGO BACELLAR: Estamos velhos pra passar recibo
    MACARIO JUDICE: Claro Mas nós que temos personalidade forte temos que ter calma e sabedoria O jogo está iniciando
    MACARIO JUDICE: Vc é faixa preta (emoji de kimono)
    (30 de Novembro de 2025): Ingressos para o Flamengo
    MACARIO JUDICE: Irmão querido boa tarde! Como tem passado? Diga-me uma coisa, vc consegue 4 ingressos para o jogo do Falamengo x Ceará?
    RODRIGO BACELLAR: Nem que eu arrebente o portão darei um jeito (emojis de chorando de rir)
    MACARIO JUDICE: Kkkkk
    RODRIGO BACELLAR: Tenho juízo meu Padrinho
    MACARIO JUDICE (Áudio): Na verdade, deixa eu te explicar, o meu irmão Rodrigo que é seu xará, Rodrigo Judice, está indo com meu meu sobrinho, filho dele, o Fernandinho a esposa entendeu? E mais assim, acho que o sobrinho também dela. E eu queria, eles são flamenguistas doentes, então eu queria ver se eu consigo atender ao meu sobrinho na verdade, que é o Fernandinho que fica, que está aqui me perturbando a paciência. Você querido, tá tudo bem? Eu retornando no Rio, a gente precisa sentar cara, nós temos que sentar pra bater um papo. Eu estaria dia 11 tá? Mas assim se você não conseguir deixa pra lá tá meu amigo eu sei que deve tá uma procura terrível né? Esse jogo de Ceará com o Flamengo quarta-feira, mas tamos junto tá? Qualquer coisa cê me avisa aqui. Um beijo grande e um excelente domingo pra vocês
    RODRIGO BACELLAR (Áudio): Meu irmão, fica tranquilo que eu vou dar meu jeito ta? Amanhã eu vou saber a carga que eu tenho exata que a SUDERJ vai me informar. Eu não vou mesmo, eu sempre fico de casa, entendeu? Eu gosto de ver jogo quieto, então tão resolvidos, vou dar um jeito, amanhã até o fim do dia eu te dou um jeito. Dia 11 também, quando você chegar vamos falar, tá? Pode ficar despreocupado.
    MACARIO JUDICE: Obrigado (emoji de mãos rezando)
    (2 de Dezembro de 2025): Sempre que precisar, estou aqui
    MACARIO JUDICE (Áudio): Meu irmão querido, desculpa a demora em te dar resposta, mas deu tudo certo lá o meu irmão conseguiu tá. Fica na paz muito obrigado você sempre muito positivo e foi bom também que eu não te ocupei né, (inaudível) Fica mais sobra os ingressos pra vocês tá?
    MACARIO JUDICE: Semana que vem estou chegando aí pra gente sentar. Forte abraço!
    MACARIO JUDICE: Seremos campeões amanhã amém
    RODRIGO BACELLAR: Te amo meu irmão
    RODRIGO BACELLAR: Sempre que precisar to aqui pra qq parada em especial na hora ruim
    MACARIO JUDICE: Tenho certeza

    'Te amo' e 'você eu levo pro caixao': veja diálogos de Bacellar e Macário

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  • STF encerra julgamento da trama golpista com 29 condenados

    STF encerra julgamento da trama golpista com 29 condenados

    Entre setembro e novembro deste ano, o colegiado condenou mais 24 réus, que pertenciam aos núcleos 1, 3 e 4; confira a lista de condenados!

    O Supremo Tribunal Federal (STF) chegou nesta terça-feira (16) a marca de 29 condenados à prisão nas ações penais da trama golpista ocorrida durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Somente dois réus foram absolvidos. 

    A Primeira Turma finalizou hoje o julgamento do Núcleo 2 e decidiu condenar mais cinco réus. Entre setembro e novembro deste ano, o colegiado condenou mais 24 réus, que pertenciam aos núcleos 1, 3 e 4.

    O Núcleo 5 é formado pelo réu Paulo Figueiredo, neto do ex-presidente da ditadura João Figueiredo. Ele mora dos Estados Unidos, e não há previsão para o julgamento. O general de Exército Estevam Theófilo, que foi denunciado no Núcleo 3, e Fernando de Sousa Oliveira, delegado de carreira da Polícia Federal (PF) e ex-diretor de Operações do Ministério da Justiça, réu do Núcleo 2, foram os únicos absolvidos por falta de provas. 

    Até o momento, somente os réus do núcleo 1, formado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete réus, tiveram as condenações executadas. Os demais núcleos ainda estão em fase de recurso. 

    Confira a lista de condenados

     

    Núcleo 1 – Data da condenação:  11/9

    Jair Bolsonaro, ex-presidente da República: 27 anos e três meses

    Walter Braga Netto, ex-ministro e candidato à vice na chapa de 2022: 26 anos;

    Almir Garnier, ex-comandante da Marinha: 24 anos;

    Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal: 24 anos;

    Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI): 21 anos;

    Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa: 19 anos; 

    Alexandre Ramagem, deputado federal e ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin): 16 anos, um mês e 15 dias;

    Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro: 2 anos em regime aberto e garantia de liberdade pela delação premiada. 

     

    Núcleo 2 – Data da condenação: 16/12

    Mário Fernandes, general da reserva do Exército: 26 anos e seis meses de prisão;

    Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF): 24 anos e seis meses de prisão;

    Marcelo Câmara, ex-assessor de Bolsonaro: 21 anos de prisão; 

    Filipe Martins , ex-assessor de Assuntos Internacionais do ex- presidente Jair Bolsonaro: 21 anos de prisão;

    Marília de Alencar, ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça: 8 anos e seis meses de prisão.  

     

    Núcleo 3 – Data da condenação: 18/11

    Hélio Ferreira Lima, tenente-coronel: 24 anos de prisão; 

    Rafael Martins de Oliveira, tenente-coronel: 21 anos de prisão; 

    Rodrigo Bezerra de Azevedo, tenente-coronel: 21 anos de prisão; 

    Wladimir Matos Soares, policial federal: 21 anos de prisão; 

    Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros , tenente-coronel: 17 anos de prisão; 

    Bernardo Romão Correa Netto, coronel: 17 anos de prisão; 

    Fabrício Moreira de Bastos, coronel: 16 anos de prisão; 

    Márcio Nunes de Resende Júnior, coronel: 3 anos e cinco meses de prisão; 

    Ronald Ferreira de Araújo Júnior, tenente-coronel: um ano e onze meses de prisão. 

     

    Núcleo 4 – Data da condenação: 21/10 

    Ângelo Martins Denicoli, major da reserva do Exército:  17 anos de prisão; 

    Reginaldo Vieira de Abreu, coronel do Exército: 15 anos e seis meses de prisão;

    Marcelo Araújo Bormevet, policial federal: 14 anos e seis meses de prisão;

    Giancarlo Gomes Rodrigues, subtenente do Exército: 14 anos de prisão;

    Ailton Gonçalves Moraes Barros, major da reserva do Exército: 13 anos de prisão;

    Guilherme Marques de Almeida, tenente-coronel do Exército: 13 anos e seis meses; 

    Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal:  7 anos e seis meses de prisão. 

    STF encerra julgamento da trama golpista com 29 condenados

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  • Motta deve decidir sobre cassação de Ramagem após revés com Carla Zambelli

    Motta deve decidir sobre cassação de Ramagem após revés com Carla Zambelli

    Na semana passada, o plenário derrubou o pedido de cassação da parlamentar – poucos dias depois, o STF novamente decretou a perda do mandato da deputada, invalidando a decisão da Câmara

    O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), indicou a pessoas próximas que deverá decidir pela perda de mandato do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) via Mesa Diretora, e não por votação em plenário.

    Integrantes da Mesa Diretora ouvidos pelo Estadão dizem que Motta dialoga com líderes partidários sobre a possibilidade.

    Dois desses integrantes defendem que a decisão deve ser tomada pela própria Mesa após o Supremo Tribunal Federal (STF) invalidar decisão do plenário sobre a cassação da ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP).

    Na semana passada, o plenário derrubou o pedido de cassação da parlamentar – poucos dias depois, o STF novamente decretou a perda do mandato da deputada, invalidando a decisão da Câmara. Ela acabou renunciando neste último final de semana.

    O PL trabalhava para derrubar a cassação caso fosse à votação no plenário. Há um indicativo inicial de que a iniciativa poderia funcionar.

    No começo de maio, a própria Câmara aprovou a sustação da ação penal contra Ramagem por 315 a favor e 143 contra.

    O relator da proposta, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), alegou que a Constituição diz que pode ser trancada uma “ação penal”, sem fazer restrição a outros denunciados.

    Ramagem foi condenado à perda do mandato e a 16 anos de prisão pelo STF por tentativa de golpe de Estado e está foragido nos Estados Unidos.

    Motta deve decidir sobre cassação de Ramagem após revés com Carla Zambelli

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  • Moraes e Zanin votam para condenar Silvinei, Filipe Martins e mais 3 e para absolver ex-MJ

    Moraes e Zanin votam para condenar Silvinei, Filipe Martins e mais 3 e para absolver ex-MJ

    Relator diz que segundo turno de 2022 foi ‘um dos momentos mais vexatórios’ da PRF; ainda faltam votar Cármen Lúcia e o presidente da turma, Flávio Dino

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Os ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal Federal), votaram nesta terça-feira (16) para condenar o ex-diretor da PRF (Polícia Rodoviária Federal) Silvinei Vasques e outros quatro réus em julgamento de um dos núcleos da trama golpista.

    Além dele, o relator se posicionou pela condenação de Filipe Martins (ex-assessor internacional da Presidência), Marcelo Costa Câmara (ex-assessor da Presidência), Marília Ferreira (ex-integrante do Ministério da Justiça) e Mário Fernandes (general da reserva e ex-secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência).

    O ministro votou, no entanto, para absolver Fernando de Souza Oliveira (ex-integrante do Ministério da Justiça) por falta de provas. Ele também defendeu a condenação de Marília apenas por parte dos crimes imputados pela acusação e por desconsiderar a participação dela nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

    Esses réus estão no núcleo da trama golpista que envolve integrantes do governo Jair Bolsonaro que tinham cargos estratégicos e, segundo a PGR, articularam medidas para viabilizar um golpe de Estado.

    O caso está sob análise da Primeira Turma do Supremo. Ainda votam os ministros Cármen Lúcia e Flávio Dino.

    As denúncias contra o núcleo julgado são por cinco crimes: tentativa de abolição do Estado democrático de Direito, golpe de Estado, organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração do patrimônio tombado.

    Contra Marília, Moraes se manifestou apenas para condená-la por tentativa de abolição do Estado democrático de Direito e organização criminosa armada.

    Ao votar, Moraes afirmou que o segundo turno das eleições de 2022 foi “um dos momentos mais vexatórios de uma instituição respeitada como a Polícia Rodoviária Federal” e que a maioria dos policiais não concordava com um diretor que participava de atividades políticas ao lado de Bolsonaro.

    O magistrado mencionou em seu voto a acusação da PGR (Procuradoria-Geral da República) de que o Ministério da Justiça elaborou um plano para dificultar que eleitores de Lula (PT) chegassem aos seus locais de votação, com a concentração de blitze policiais em cidades onde o petista havia conseguido votação mais expressiva no primeiro turno.

    Segundo Moraes, as provas mostram que havia, no núcleo julgado, “um discurso salvacionista, mas de salvar o povo de votar nas eleições e o povo escolher democraticamente os seus líderes”. “É um salvacionismo megalomaníaco”, disse.

    O relator do processo era presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) à época. Segundo ele, no período, “havia toda indicação de que, no caso de qualquer operação que fosse realizada para obstaculizar o acesso do eleitor às urnas, isso seria considerado um crime contra a democracia”.

    Moraes disse que, no domingo do segundo turno, o TSE foi surpreendido com as imagens nas redes sociais e em reportagens que mostravam bloqueios em redutos de eleitores de Lula.

    Além das blitze da Polícia Rodoviária Federal no segundo turno das eleições de 2022, o julgamento também trata do ex-assessor de Bolsonaro Filipe Martins, acusado de ter apresentado a primeira versão da minuta golpista.

    O documento continha uma série de “considerandos”, como um fundamento técnico e jurídico para a ação. Segundo a denúncia, Bolsonaro pediu edições no texto e, em seguida, apresentou a proposta aos chefes das Forças Armadas.

    O ex-presidente afirmou ao Supremo, no entanto, nunca ter tido contato com uma minuta que embasaria uma ruptura democrática em 2022.

    Moraes diz que não há dúvida sobre a participação de Martins na organização criminosa e cita, além da minuta, a elaboração de um discurso com teor golpista, além de planilhas de registros da Presidência de controle de entrada e saída.

    Do grupo que é julgado, o general da reserva Mário Fernandes tem uma das situações mais complicadas no Supremo. A Polícia Federal encontrou com o militar documentos com planejamento do assassinato de Lula e do vice Geraldo Alckmin (PSB) com uso de armas militares ou envenenamento em evento público, além de Moraes.

    No interrogatório no STF, o general afirmou que o arquivo “Punhal Verde e Amarelo”, encontrado no seu computador, se tratava de “pensamentos digitalizados” e que nunca foi compartilhado com ninguém.

    Em diversas vezes durante o seu voto, Moraes afirmou que as condutas de Fernandes foram graves, que não há dúvida de que suas atitudes foram criminosas e que isso vai ser levado em conta na pena que será proposta por ele.

    Zanin seguiu a posição do relator. Nas absolvições, afirmou que o standard probatório dos dois caos não é suficiente para o grau de certeza das participações deles. Mas em vários momentos do voto, Zanin rebateu argumentos das defesas dos demais réus.

    Um desses pontos foi a respeito da relação de Filipe Martins e a minuta golpista.

    “Não era uma mera minuta ou minutas dissociadas de pessoas e desse contexto golpista. Toda a instrução estabelece um vínculo direto entre o líder da organização criminosa e outros acusados que estamos aqui a tratar”, disse.

    “Os elementos de prova também indicam a formação ou a integração de uma organização criminosa estruturalmetne ordenada e com divisão de tarefas e que ficam reforçadas com o planejamento das operações Copa 2022 e Punhal Verde e amarelo mostrando a adesão plena ao intento golpista”, disse.

    Ainda de acordo com a denúncia, a então diretora de Inteligência do Ministério da Justiça, Marília Ferreira, solicitou a elaboração de um relatório de inteligência para detalhar os locais em que Lula havia obtido mais votos.

    A PGR sustenta que Silvinei seguiu as instruções formuladas no Ministério da Justiça e direcionou recursos para “inviabilizar ilicitamente que Jair Bolsonaro perdesse o poder”.

    O ex-assessor Marcelo Câmara monitorou a localização de Alexandre de Moraes após a eleição de Lula. Ele argumenta que o fez por meio de fontes abertas, como agendas públicas, após Bolsonaro suspeitar que o vice-presidente Hamilton Mourão se encontrava secretamente com o ministro do Supremo.

    Até o momento, a corte condenou 24 réus. Em 18 de novembro, a Primeira Turma absolveu um dos envolvidos pela primeira vez, o general da reserva Estevam Theophilo de todas as acusações por falta de provas.

    A Procuradoria sustenta que Bolsonaro e aliados constituíram uma organização criminosa de 29 de junho de 2021 até 8 de janeiro de 2023.

    Moraes e Zanin votam para condenar Silvinei, Filipe Martins e mais 3 e para absolver ex-MJ

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  • Lula bate Tarcísio ou Flávio Bolsonaro por 10 pontos no 2º turno, aponta Genial/Quaest

    Lula bate Tarcísio ou Flávio Bolsonaro por 10 pontos no 2º turno, aponta Genial/Quaest

    Lula lidera também nos demais cenários testados: contra os governadores do Paraná, Ratinho Júnior (PSD); de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo); e de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil)

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente Lula (PT) fica 10 pontos acima do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em cenários de segundo turno das eleições de 2026 para presidente, segundo nova pesquisa Genial/Quaest.

    O petista aparece com 46% das intenções de voto, enquanto o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) marca 36%. Em confronto com o chefe do Executivo paulista, Lula venceria com 45% ante 35% de Tarcísio.

    A pesquisa é a primeira a ser divulgada após o senador ser anunciado como o candidato do pai para concorrer à Presidência no lugar dele.

    A pesquisa foi realizada entre os dias 11 e 14 de dezembro. Foram 2.004 entrevistas presenciais com brasileiros de 16 anos ou mais. A margem de erro estimada é de 2 pontos percentuais.

    O presidente lidera nos demais cenários testados: contra os governadores do Paraná, Ratinho Júnior (PSD); de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo); e de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil).

    Contra o paranaense, a vantagem também é de 10 pontos, com os mesmo percentuais que os de Tarcísio, 45% e 35%. Em uma disputa com Caiado, a diferença é de 11 pontos. Lula venceria com 44% ante 33%. Já Zema perderia de 12, de 45% a 33%.

    Lula bate Tarcísio ou Flávio Bolsonaro por 10 pontos no 2º turno, aponta Genial/Quaest

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  • Lula diz ser amigo de Motta e Alcolumbre e ter confiança de que Messias será aprovado no Senado

    Lula diz ser amigo de Motta e Alcolumbre e ter confiança de que Messias será aprovado no Senado

    Para garantir a aprovação de projetos, Lula disse que houve “o milagre da democracia, o milagre da conversa, o milagre de esgotar os argumentos até o final para a gente poder convencer”. Também afirmou não ter enviado ao Congresso nenhum projeto de interesse pessoal ou de grupos específicos

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse ser “amigo” dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).

    Em entrevista ao SBT News, Lula foi questionado sobre o que teria acontecido na relação com os dois parlamentares. “Não aconteceu nada. Nada. Eu sou amigo do Davi, eu sou amigo do Hugo Motta”, respondeu. Na sequência, destacou que o governo aprovou “99% de tudo o que nós mandamos para o Congresso Nacional”.

    “Nunca, nos meus dois primeiros mandatos, eu aprovei a quantidade de coisas que eu aprovei agora, num Congresso totalmente adverso”, afirmou, acrescentando que o governo é minoria tanto na Câmara quanto no Senado.

    Para garantir a aprovação de projetos, Lula disse que houve “o milagre da democracia, o milagre da conversa, o milagre de esgotar os argumentos até o final para a gente poder convencer”. Também afirmou não ter enviado ao Congresso nenhum projeto de interesse pessoal ou de grupos específicos.

    “Todos os projetos que nós mandamos foram de interesse da sociedade brasileira e do Brasil”, sustentou. Como exemplo, citou a reforma tributária. “O País esperava há 40 anos por uma reforma tributária, e nós fizemos a reforma tributária com esse Congresso adverso.”

    “Nem sempre você consegue 100% de tudo o que quer, mas nem tudo você perde. Ou seja, você ganha aquilo que é essencial para melhorar a vida do povo brasileiro”, completou.

    Operação na Câmara dos Deputados

    Lula também comentou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, que determinou uma operação dentro da Câmara dos Deputados contra a responsável pela distribuição das emendas parlamentares, Mariângela Fialek, ex-assessora do deputado Arthur Lira (PP-AL). O presidente lembrou que “quase todos” os ministros do STF foram indicados por ele.

    “Se eu tivesse interferência na Suprema Corte, eu teria ficado preso 580 dias? A verdade é que a Suprema Corte é totalmente independente e autônoma, e é bom que seja assim. O presidente da República não tem e não quer ter interferência sobre os votos dos ministros da Suprema Corte, como eu não quero que eles tenham interferência nas coisas que eu faço”, afirmou.

    Segundo Lula, decisões tomadas no âmbito das investigações do STF “são um problema que cabe apenas ao ministro”. “O presidente da República não tem nem como dar opinião sobre isso”, disse. Ele ainda ressaltou que “as pessoas se esquecem que foram fazer busca e apreensão” em sua casa.

    Por fim, declarou respeitar as decisões da Câmara, do Senado e da Suprema Corte. “Quero que eles façam comigo o mesmo que eu faço com eles. Respeito a autonomia de cada ente federado e de cada instituição brasileira”, concluiu.

    Confiança na aprovação de Jorge Messias

    O presidente respondeu de forma afirmativa ao ser questionado se ainda acredita que o atual advogado-geral da União, Jorge Messias, será ministro do Supremo Tribunal Federal.

    Messias foi indicado ao cargo em 20 de novembro, para a vaga deixada pelo ex-ministro Luís Roberto Barroso. No entanto, a sabatina e a votação no Senado foram adiadas para 2026, diante da resistência do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), que defendia a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

    “Eu acredito, estou trabalhando para isso, o Messias está trabalhando para isso. E eu não indiquei uma pessoa qualquer. Indiquei um advogado muito competente, um advogado-geral da União extraordinário, que demonstrou ao longo do tempo seriedade e serenidade no jeito de advogar e defendeu o Estado brasileiro como poucos”, afirmou.

    “Ele merece estar lá, como Fernando Henrique Cardoso indicou Gilmar Mendes, como eu indiquei Toffoli. E eu acho que ele vai ser um bom ministro da Suprema Corte”, completou.

    Lula diz ser amigo de Motta e Alcolumbre e ter confiança de que Messias será aprovado no Senado

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  • Flávio explica por que foi o escolhido de Bolsonaro no lugar de Michelle

    Flávio explica por que foi o escolhido de Bolsonaro no lugar de Michelle

    Senador afirma que experiência como parlamentar e convivência com o pai no Planalto pesaram mais do que o apelo popular da ex-primeira-dama na definição do nome para 2026. O senador também negou qualquer desgaste interno na família após o anúncio e destacou manter uma relação próxima com Michelle Bolsonaro

    O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou, na última semana, que é pré-candidato à Presidência da República nas eleições de 2026. Segundo ele, a decisão partiu do próprio pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em meio a especulações de que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro poderia ser escolhida para a disputa.

    Flávio afirmou que Jair Bolsonaro optou por indicar seu nome diante da pressão de aliados para que a direita tivesse um pré-candidato definido e unificado. Para o senador, a escolha se deu por sua trajetória política e pela experiência acumulada ao longo dos anos.

    “Por três vezes ele disse que eu seria o candidato, que confia em mim e que estou preparado. Fui deputado no Rio de Janeiro por quatro mandatos, sou advogado, tenho formação em empreendedorismo e novos negócios, além de políticas públicas de governo. E, nos quatro anos em que estive ao lado do meu pai na Presidência, deu para aprender muito, tanto com os erros quanto com os acertos”, afirmou em entrevista ao canal Leo Dias TV, no YouTube.

    O senador também negou qualquer desgaste interno na família após o anúncio e destacou manter uma relação próxima com Michelle Bolsonaro. “Sou o filho que mais se dá bem com a Michelle. Não tenho problema nenhum com ela. Acho que é uma peça importantíssima”, disse.

    Apesar disso, Flávio descartou a possibilidade de a ex-primeira-dama integrar sua eventual chapa como candidata a vice-presidente. “Seria um desperdício. Já tem um Bolsonaro na chapa”, declarou.

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  • Toffoli libera retomada do caso Master, mas determina que materiais apreendidos fiquem em seu gabinete

    Toffoli libera retomada do caso Master, mas determina que materiais apreendidos fiquem em seu gabinete

    Desde 3 de dezembro, as diligências e medidas relacionadas à investigação contra Daniel Vorcaro e o Banco Master são avaliadas por Toffoli, por decisão do próprio magistrado. Com as determinações desta segunda, o ministro deu andamento à investigação, mas segue com a atribuição de autorizar ou não passos adicionais, como os pedidos de informações e quebras de sigilo

    (CBS NEWS) – O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta segunda-feira (15) a realização, em até 30 dias, de oitivas de investigados e de dirigentes do Banco Central para a retomada do caso Master.

    Segundo o relator, os dirigentes do BC devem ser ouvidos “sobre questões de sua atribuição envolvendo as atividades do Banco Master e de possíveis desdobramentos envolvendo outras instituições financeiras”.

    “Da análise preliminar dos documentos referidos verifica-se a absoluta necessidade da realização de diligências urgentes, não só para o sucesso das investigações, mas também como medida de proteção ao Sistema Financeiro Nacional e às pessoas que dele se utilizam”, disse no despacho.

    Ele determinou, ainda, que a custódia dos materiais apreendidos pelas investigações seja mantida em seu gabinete no STF, alegando que a medida evitaria nulidades e garantiria resultados efetivos.

    Na mesma decisão, Toffoli também abre a possibilidade de os investigadores apresentarem pedidos de requisição de informações de órgãos públicos e empresas sobre as denúncias em curso. O ministro também autoriza requerimentos para quebras de sigilos telefônicos-telemáticos, de correspondência ou fiscais de investigados ou de terceiros.

    Desde 3 de dezembro, as diligências e medidas relacionadas à investigação contra Daniel Vorcaro e o Banco Master são avaliadas por Toffoli, por decisão do próprio magistrado. Com as determinações desta segunda, o ministro deu andamento à investigação, mas segue com a atribuição de autorizar ou não passos adicionais, como os pedidos de informações e quebras de sigilo.

    A decisão de concentrar a investigação no STF foi dada após pedido da defesa do banqueiro, feito no fim de novembro, para levar as investigações sobre o empresário ao tribunal. A solicitação foi feita após um envelope com documentos de um negócio imobiliário relacionado ao deputado João Carlos Bacelar (PL-BA) ter sido encontrado em uma busca e apreensão.

    Logo após a decisão de Toffoli, o juiz da 10ª Vara Federal de Brasília que cuidava do caso decidiu enviar todo o material da investigação ao Supremo.

    Em seguida, o juiz federal Antonio Claudio Macedo da Silva, então responsável pelo inquérito, determinou que a PF no Distrito Federal “não pratique mais nenhum ato investigatório, nem neste inquérito policial nem nas medidas cautelares, devendo remeter as investigações ao Supremo Tribunal Federal”.

    Mais cedo nesta segunda, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou que as investigações envolvem uma autoridade com foro privilegiado e não foram prejudicadas pela decisão de Toffoli.

    Ele disse que as apurações chegaram a ser suspensas quando policiais encontraram, durante as buscas da operação Compliance Zero, um elemento que indicaria o possível envolvimento de pessoa com foro, sem citar quem seria.

    O diretor explicou que, nessas situações, as investigações são suspensas e submetidas à instância competente para evitar uma possível anulação do caso no futuro.

    “Temos tido uma cautela muito grande em todas as nossas investigações. Esse é um processo comum em que nós imediatamente suspendemos [a investigação do Master] assim que houve inclusive a representação por parte da defesa de um dos investigados”, disse.

    Andrei acrescentou que o lapso temporal disso foi “curtíssimo” e que as investigações já subiram para o tribunal.

    Na última sexta (12), Toffoli determinou a retirada dos documentos com o sigilo das mensagens de celular de Vorcaro da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS no Congresso Nacional.

    O colegiado havia aprovado na mesma semana a quebra do sigilo bancário e telemático do dono do Banco Master. A documentação, após a ordem do ministro, foi retirada dos arquivos da investigação da CPMI.

    A defesa do banqueiro pediu a anulação das quebras de sigilos telemático, bancário e fiscal do banqueiro.

    Toffoli negou os pedidos dos advogados, mas, como a decisão se deu em caráter provisório, determinou que o material colhido até o momento siga para a Presidência do Senado até decisão posterior da corte.

    O presidente Carlos Viana (Podemos-MG) lamentou a decisão e disse recebê-la com “indignação”.

    Toffoli libera retomada do caso Master, mas determina que materiais apreendidos fiquem em seu gabinete

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  • CCJ do Senado avalia limitar redução de pena a atos do 8/1

    CCJ do Senado avalia limitar redução de pena a atos do 8/1

    Especialistas se dividem sobre efeito de emenda do senador Otto Alencar sobre punição a Bolsonaro; parlamentar é contrário a anistia e já se manifestou contra projeto aprovado na Câmara

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), propôs limitar a fatos ligados ao 8 de Janeiro o alcance do projeto que reduz as penas dos condenados nos processos da trama golpista.

    O chamado PL da Dosimetria, já aprovado pela Câmara, tem sido alvo de críticas por abrir brecha para beneficiar também pessoas que cometeram crimes de outra natureza -o relator do projeto na Casa Baixa, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), nega que haja essa possibilidade.

    “Tenho certeza absoluta que, do jeito que está, esse texto não passa”, disse Otto Alencar nesta segunda-feira (15) em entrevista à GloboNews.

    Qualquer senador pode oferecer emendas a projetos. Presidentes de comissão, como é o caso de Otto, têm mais influência para conseguir esse tipo de alteração quando um projeto tramita em seu colegiado. A CCJ poderá votar o texto na quarta-feira (17).

    Técnicos legislativos ouvidos pela Folha afirmam que a emenda poderia restringir a redução de pena potencial do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o condenado por liderar a trama golpista. Especialistas em direito criminal, porém, têm avaliações divergentes. Otto Alencar não atendeu aos telefonemas da reportagem.

    “O texto aprovado permite a aplicação genérica dos critérios de dosimetria penal a uma ampla gama de crimes alheios ao contexto que motivou a iniciativa legislativa, incluindo crimes de corrupção, crimes ambientais, crimes praticados com violência ou grave ameaça e crimes de natureza sexual”, escreveu o senador na justificativa do projeto.

    Otto Alencar é contra a redução de penas. Também é o principal responsável pelo fato de o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), não ter tido sucesso em uma tentativa de pular etapas na tramitação do projeto.

    A emenda restringe as reduções de pena a “crimes praticados no contexto dos eventos ocorridos em 8 de janeiro de 2023, relacionados aos atos de invasão, depredação ou dano a bens públicos ou privados”.

    A menção a esses atos poderia ser entendida como uma forma de beneficiar com reduções de penas só as pessoas que participaram diretamente desses atos, sem diminuir as punições dos que foram considerados líderes ou mentores do movimento. A interpretação sobre isso varia.

    “A intenção claramente é essa [limitar a redução de penas]. A questão é se vai funcionar”, disse o professor de direito penal da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) Davi Tangerino. “Existe uma chance razoável de, mesmo sendo colocado dessa forma, alguém interpretar que é uma norma penal posterior mais benéfica que deve ser estendida a outras situações”, declarou ele.

    O criminalista Aury Lopes Jr., professor licenciado da PUC (Pontifícia Universidade Católica) do Rio Grande do Sul, disse que a emenda possibilita que sejam beneficiados condenados por atos anteriores ou posteriores ligados ao 8 de janeiro. “Não me parece excluir o Jair Bolsonaro”, disse ele.

    O professor de direito da USP (Universidade de São Paulo) Gustavo Badaró disse ser difícil dissociar as condenações do ex-presidente dos ataques às sedes dos Poderes. “A própria denúncia contra o Bolsonaro diz que eles [o ex-presidente e diversos aliados] são o núcleo crucial do 8 de Janeiro”, declarou.

    O relator do projeto, senador Esperidião Amin (PP-SC), deve apresentar na quarta-feira seu parecer sobre o texto. A CCJ deverá tentar votar a proposta no mesmo dia. Se conseguir, é possível que horas depois haja deliberação no plenário do Senado.

    Setores governistas contrários à redução das penas dos condenados nos processos do 8 de Janeiro, porém, tentam adiar a votação. Isso se daria por meio de um pedido de vista -ou seja, mais tempo para analisar o texto.

    Como o recesso do Legislativo começa, na prática, na sexta-feira (19), seria possível empurrar a deliberação para o próximo ano dependendo do prazo para análise da proposta.

    A Câmara aprovou o texto na semana passada. Se entrar em vigor na forma como os deputados aprovaram, o projeto reduzirá o tempo que Bolsonaro passará no regime fechado de cumprimento de pena para algo entre dois anos e quatro meses e quatro anos e dois meses, dependendo da interpretação.

    Se as regras vigentes hoje forem mantidas, a estimativa é que o ex-presidente fique de 6 anos e 10 meses a pouco mais de 8 anos em regime fechado. A condenação total foi a 27 anos e 3 meses.

    CCJ do Senado avalia limitar redução de pena a atos do 8/1

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