Categoria: POLÍTICA

  • Lula diz que ministros terão que definir lado na eleição e que 2026 será 'hora da verdade'

    Lula diz que ministros terão que definir lado na eleição e que 2026 será 'hora da verdade'

    Durante reunião ministerial, o presidente também disse que o governo ainda não conseguiu construir a narrativa correta para alcançar a população e que a polarização política dificulta o convencimento do eleitorado.

    (CBS NEWS) – O presidente Lula (PT) afirmou nesta quarta-feira (17) que seus ministros e respectivos partidos precisarão decidir de qual lado estarão na eleição de 2026, chamada por ele de “hora da verdade”.

    Durante reunião ministerial, o presidente também disse que o governo ainda não conseguiu construir a narrativa correta para alcançar a população e que a polarização política dificulta o convencimento do eleitorado.

    “Ano que vem é o ano em que a gente tem a oportunidade, não só porque estaremos em disputa, mas porque cada ministro, cada partido que vocês participam vai ter que estar no processo eleitoral e vai ter que se definir de que lado tá. Será inexorável as pessoas definirem o discurso que vão fazer. Eles vão ter que defender aquilo que eles acham que podem elegê-los”, disse.

    “Importante que a gente tenha noção que nós precisamos fazer com que o povo saiba o que aconteceu nesse país. Eu tenho a impressão que o povo ainda não sabe. Eu tenho impressão que nós ainda não conseguimos a narrativa correta para fazer com que o povo saiba.”

    Para dar ênfase à disputa do ano que vem, Lula e seus ministros apresentaram quadros comparativos críticos ao governo Jair Bolsonaro (PL).

    O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho mais velho do ex-presidente, lançou sua pré-candidatura ao Planalto, e o governo quer reforçar o enfrentamento contra o bolsonarismo.

    “O dado concreto é que o ano eleitoral vai ser o ano da verdade. Ou seja, temos que criar a ideia da hora da verdade para mostrar quem é quem nesse país, quem faz o que nesse país, o que aconteceu antes de nós”, declarou Lula na reunião.

    O recado do presidente ocorre após meses de ruídos com os partidos do centrão, grupo que tem ministros na Esplanada e que pode apoiar adversários de Lula na disputa, como os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Ratinho Jr (PSD).

    No último mês, o principal atrito foi registrado com o União Brasil, que acabou por expulsar Celso Sabino (Turismo) da sigla, após o ministro ter optado por se manter no governo Lula. Dirigentes da sigla fizeram críticas públicas à gestão petista e orientaram afastamento de seus filiados.

    Os ministros Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos), André Fufuca (Esportes), Carlos Fávaro (Agricultura), Alexandre Silveira (Minas e Energia) e André de Paula (Pesca) são alguns dos nomes da Esplanada que ainda integram partidos considerados do centrão.

    O petista reconheceu o desejo de seus auxiliares de disputar o pleito e pediu: “Aquele que tiver que se afastar [da Esplanada], por favor, ganhe o cargo que disputar”.

    “É sempre assim: quando você tira um ministro, ele chora, mas quando ele quer sair, encontra todos os argumentos necessários para sair e joga a responsabilidade em cima do povo”, disse.

    A reunião ministerial ocorre na Granja do Torto, a casa de campo oficial da Presidência. Neste encontro periódico, que costuma ocorrer pelo menos duas vezes por ano, o presidente reúne seus ministros para fazer um balanço das entregas do governo.

    Esta é a terceira reunião ministerial do ano. A primeira, foi realizada no começo do ano, em janeiro, enquanto a última foi feita em agosto, quando as tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil estavam entre as principais preocupações da gestão.

    COMUNICAÇÃO

    No encontro, Lula também cobrou que seus ministros adotem uma comunicação mais clara e criticou a divulgação de informações com documentos que “ninguém vai entender”.

    “Precisamos ter um esforço muito grande, todos os ministros têm que conhecer todas as políticas”, disse. “Se a gente tiver o conhecimento do todo, fica muito mais fácil de a gente trabalhar para o governo, que não é o governo do Lula. Vocês falam ‘o governo do presidente Lula’ e parece que vocês não são governo”, declarou.

    “Isso que eu quero que aconteça a partir de agora. A comunicação tem responsabilidade do Sidônio, das entrevistas que eu dou, mas tem também a responsabilidade cada um. Esse ano não quero ser grosseiro com ninguém, mas é preciso que a gente não confunda poluição visual com comunicação. É preciso não embaralhar mil coisas numa página de papel.”

    As falas foram feitas após longa apresentação de balanço das ações feita pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, seguida do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Lula também disse que convocará reuniões individuais com todos os chefes de pastas na Esplanada.

    “Outros que são ministérios mais sofisticados, que exige conhecimento jurídico, às vezes faz um documento que ninguém vai conseguir ler. É importante que na hora da comunicação a gente não faça para a gente mesmo. Não é para você que você está fazendo, está fazendo para alguém. E é preciso saber se esse alguém está entendendo o que você está falando”, declarou.

    Lula diz que ministros terão que definir lado na eleição e que 2026 será 'hora da verdade'

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  • Senado aprova redução da pena de condenados do 8 de janeiro

    Senado aprova redução da pena de condenados do 8 de janeiro

    Os senadores aprovaram o parecer do senador Esperidião Amin (PP-SC), que reduz as penas dos condenados por atos golpistas. Entre eles, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Mais cedo, o projeto foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa

    O Senado aprovou nesta quarta-feira (17), em votação nominal, o projeto de Lei (PL) 2162/2023, o chamado PL da Dosimetria que prevê a redução de penas de condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 e pela tentativa de golpe de Estado.

    Foram 48 votos favoráveis e 25 votos contra. O texto segue agora para a sanção presidencial.

    Os senadores aprovaram o parecer do senador Esperidião Amin (PP-SC), que reduz as penas dos condenados por atos golpistas. Entre eles, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Mais cedo, o projeto foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

     

    Amin, que é favorável à anistia, defende que a redução das penas visa “pacificar o país”.

    “Somos da posição de que a anistia para os condenados pelos eventos de 8 de janeiro deveria ser analisada à luz do princípio da unidade nacional e da função integradora do direito constitucional. A manutenção de centenas de cidadãos em regime fechado por atos que, embora ilícitos, não configuraram insurgência armada ou ameaça real à soberania, pode agravar divisões e comprometer a legitimidade das instituições”, argumentou.

    “O perdão apresentar-se-ia como solução juridicamente possível e politicamente adequada para encerrar um ciclo de tensão e reafirmar o compromisso do Estado brasileiro com a democracia e a pacificação social”, concluiu.

    O relator acatou uma emenda que determina que a redução será aplicada apenas aos condenados pelos atos golpistas. O senador considerou a emenda como apenas um ajuste de redação e não de mérito, para que o projeto não tenha que retornar à Casa de origem – no caso, a Câmara dos Deputados, que aprovou a matéria na noite do dia 9 de dezembro. 

    Um grupo de senadores se manifestou contra o projeto por não representar o anseio do país.

    “Foi urdida uma trama, foi planejado um golpe de Estado no Brasil e foi tudo coordenado, financiado para que o golpe se concretizasse. Felizmente, não se concretizou por vários fatores”, disse o senador Marcelo Castro (MDB-PI).

    “Há uma semana, nós votamos aqui a Lei Antifacção, endurecendo as penas, dificultando a progressão. E, hoje, senhoras e senhores, nós estamos aqui, incoerentemente, fazendo exatamente o contrário”, finalizou.

    Para o senador Nelsinho Trad (PSD-MS), o projeto foi construído para beneficiar um grupo político que atentou contra o Estado Democrático de Direito.

    “Essa é uma proposta casuística, uma norma jurídica que está sendo criada para beneficiar um grupo, para dar privilégio para um grupo, um grupo que atentou contra a própria Constituição”, afirmou.

    “Nós temos que dar ao Brasil um recado importante de que golpe de Estado tem que se tratar com dureza, especialmente num processo que foi totalmente baseado na legalidade, que deu direito de defesa. Um julgamento que o Brasil inteiro acompanhou, um processo em que provas que foram produzidas provas materiais e a maior parte delas, produzidas pelos próprios criminosos”, reiterou.

    Senadores do PL defenderam a proposta. O senador Izalci Lucas (PL-DF) disse que a proposta serve para diminuir penas de pessoas que não estavam diretamente envolvidas na trama e que receberam duras condenações.

    “Nós precisamos votar essa matéria para virar essa página e tirar essas pessoas: o pipoqueiro, o vendedor de bala, que foi condenado há oito anos, 14 anos”, disse.

    “Eu sou a favor da anistia, mas vamos aprovar a redução de pena para tirar os manifestantes da cadeia. Isso é o mais importante”, afirmou o senador Sergio Moro (União-PR).

    O que é o PL da Dosimetria?

    O PL da Dosimetria determina que os crimes de tentativa contra o Estado Democrático de Direito e de golpe de Estado, quando praticados no mesmo contexto, implicarão no uso da pena mais grave em vez da soma de ambas as penas.

    O foco do projeto é uma mudança no cálculo das penas, “calibrando a pena mínima e a pena máxima de cada tipo penal, bem como a forma geral de cálculo das penas, reduzindo também o tempo para progressão do regime de prisão fechado para semiaberto ou aberto.

    Tais mudanças poderão beneficiar réus como o ex-presidente Jair Bolsonaro, além dos militares Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil; e Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

    Repercussão

    No dia 10 de dezembro, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), enviou o PL da Dosimetria à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), tendo, como relator, o senador Esperidião Amim (PP-SC) – apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro.
    No dia seguinte, ao ser perguntado sobre o projeto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que só decidirá se vai sancionar quando o texto chegar ao Poder Executivo.

    Manifestantes foram às ruas de diversas cidades no último domingo (14) contra a aprovação do PL da Dosimetria. 

    Especialistas consultados pela Agência Brasil avaliaram que o PL da Dosimetria poderá diminuir o tempo de progressão de pena para outros condenados por crimes comuns.

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  • Bolsonaro pede autorização para fazer fisioterapia na prisão

    Bolsonaro pede autorização para fazer fisioterapia na prisão

    Ex-presidente está preso em uma sala da Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão

    A defesa de Jair Bolsonaro pediu nesta quarta-feira (17) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para que o ex-presidente seja atendido por um fisioterapeuta na prisão.

    Bolsonaro está preso em uma sala da Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão pela condenação na ação penal da trama golpista.

    Segundo os advogados, o médico particular de Bolsonaro recomendou a realização de sessões diárias de fisioterapia respiratória e motora. O objetivo é a manutenção do condicionamento físico e readequação postural.  

    “A defesa indica, para fins de organização administrativa e observância às normas internas da Superintendência da Polícia Federal, que o atendimento fisioterapêutico seja realizado uma vez por dia, em dias úteis, durante o horário padrão de funcionamento da Superintendência, de modo a conferir organização e previsibilidade, bem como a continuidade do tratamento recomendado”, afirmaram os advogados.

    Mais cedo, Bolsonaro passou por uma perícia médica, que foi feita por peritos da PF. O procedimento foi determinado por Moraes, que vai decidir se autoriza Bolsonaro a deixar a prisão para realizar uma cirurgia recomendada pelos médicos particulares.

    Bolsonaro pede autorização para fazer fisioterapia na prisão

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  • Malafaia diz que Flávio Bolsonaro não ganha eleição e não soube articular

    Malafaia diz que Flávio Bolsonaro não ganha eleição e não soube articular

    Pastor diz que senador deveria desistir da corrida presidencial e questiona forma como foi feita indicação; ele diz ainda que, diferentemente de Tarcísio, filho do ex-presidente não circula no centro, o que seria essencial para vitória

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Para Silas Malafaia, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não tem estofo eleitoral e deveria desistir de concorrer à Presidência em 2026.

    Aliado evangélico mais vocal a favor de Jair Bolsonaro (PL), o pastor diz que a movimentação de Flávio ignora uma equação básica do sistema político brasileiro: a necessidade de alianças que ultrapassem o campo ideológico. E o primogênito de Jair, segundo ele, não é como Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), que tem trânsito com o centro.

    Malafaia defendeu ao portal Metrópoles uma chapa encabeçada pelo governador de São Paulo com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro como vice.

    Em conversa com a reportagem, o líder religioso mirou menos o sobrenome Bolsonaro do que a estratégia adotada no anúncio da candidatura -que teve aval do ex-presidente encarcerado, segundo seu filho.

    “Todo radicalismo, seja de direita ou de esquerda, age por paixão, igual torcedor de time de futebol. Não vê um dedo na frente do nariz. E política não se faz com paixão, se faz com estratégia. Nem a direita nem a esquerda vence a eleição sem o centro”, afirmou Malafaia.

    O pastor cita o governador de São Paulo como exemplo de figura que circula fora da bolha mais radical. “Não adianta atacar Tarcísio, ele é do centro. Não adianta. Bolsonaro só governou porque governou com o centro.”

    Malafaia afirma que Bolsonaro contou com quadros desse campo político, ainda que ministérios estratégicos tenham sido poupados. “Teve ministro do centro. Ciro Nogueira, Fábio Faria.” Ambos do PP.

    Na avaliação de Malafaia, o obstáculo à entrada de Flávio na disputa não é apenas político, mas aritmético. Ele menciona pesquisa Genial/Quaest que aponta 62% de rejeição a uma chapa liderada pelo senador.

    Com esse número, diz, “não ganha a eleição, não adianta porque tem que vir o centro junto”. O pastor trata de separar o diagnóstico eleitoral de qualquer embate pessoal. Diz gostar de Flávio e ter votado nele para senador, gesto que repetiria. Para presidente “não adianta”, contudo.

    “Eu disse para ele: não sou covarde, você não tem musculatura.”

    Malafaia também questiona o processo que levou à candidatura, relatando um ambiente de improviso e fragilidade emocional em torno do ex-presidente. “E a maneira que foi feito, nem o partido dele foi consultado em nada. Isso é um absurdo, Bolsonaro debilitado emocionalmente, [há] poucos dias na cadeia.”

    Ele levanta dúvidas sobre a conversa entre pai e filho que teria resultado na decisão. “Vai lá o filho, o que é que ele falou? O que é que ele falou para Bolsonaro para arrancar isso de Bolsonaro?”

    O anúncio, segundo Malafaia, teria sido feito sem qualquer articulação com o partido ou aliados. “Ele chega aqui, não tem nem tática política para chamar o PL, para chamar os partidos dizendo ‘meu pai falou assim por causa…’ Não! Manda uma mensagem por Instagram, sei lá por quê, por Twitter, por ‘zap’. ‘Ó, meu pai disse que eu sou candidato.’”

    Para o pastor, a articulação mambembe pode beneficiar a esquerda. “Isso não é brincadeira, gente! Estão querendo entregar a eleição para Lula, só isso.”

    Malafaia diz ter autoridade para criticar o movimento, ancorando-se em sua trajetória de defesa do ex-presidente. “Com todo o respeito, eu defendo o Bolsonaro como poucos. Está aí a perseguição de Alexandre de Moraes contra mim, para tentar me calar exatamente pelas defesas e pelos meus posicionamentos a favor de Bolsonaro e contra ele. Então eu tenho moral para falar. Respeitem. Eu não cheguei agora, não sou um franco-atirador, tá?”

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  • Flávio encontra empresários em São Paulo e diz ser 'Bolsonaro moderado'

    Flávio encontra empresários em São Paulo e diz ser 'Bolsonaro moderado'

    Desde que Jair chegou à presidência, a família Bolsonaro promoveu discurso de ódio e atacou e ameaçou adversários políticos; com o pai preso, Flávio está acuado e adota tom moderado para conquistar mercado financeiro e eleitores

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se reuniu pela segunda vez com empresários paulistas nesta quarta-feira (17), em busca de apoio para sua candidatura à Presidência, e disse que era “o Bolsonaro moderado”, com chances de vencer.

    “Foi mais uma conversa para mostrar que, a cada dia que passa, é uma candidatura mais forte, mais viável e que será vitoriosa. Acalmar todos aqui com relação a essa torcida de parte de alguns de querer causar animosidade entre Bolsonaro, Tarcísio e outros partidos como União Brasil, Progressistas, PSD e Republicanos”, disse o senador após o encontro.

    Sempre pediram um Bolsonaro mais moderado e eu sempre fui assim, eu sou esse Bolsonaro mais moderado, equilibrado, centrado, e eu espero que isso reflita inclusive na confiança da população que nós vamos apresentar o melhor projeto para o Brasil.

    “Sou da política, sei como funciona o jogo do poder em Brasília. Então, aqui, foi mais uma conversa muito positiva, com formadores de opinião, com as pessoas que movem esse país, que geram emprego”, continuou.

    “Falamos mais um pouquinho sobre segurança pública. Fui bem claro com eles aqui que eu vou ser radical, sim, na pauta da segurança pública e vou ter as melhores pessoas ao meu lado no campo econômico, que vão ter autonomia para fazer o que precisa ser feito para modernizar o nosso país”, continuou.

    O almoço foi na casa do empresário Gabriel Rocha Kanner, sobrinho do empresário Flávio Rocha, dono da Riachuelo, nos Jardins, zona sul da capital. O encontro estava marcado para às 12h, mas Flávio chegou por volta das 15h10, vindo de Brasília, e era aguardado por cerca de 40 empresários -parte deles foi embora antes de ele chegar, devido ao atraso.

    O empresário Marcelo Abrão, que falou com jornalistas na saída, contou que o senador disse ser “o Bolsonaro que todo mundo quer”, destacando que Flávio teria um perfil menos agressivo do que o pai.

    Outro presente que conversou com os jornalistas na saída, Samir Astassie, afirmou que o senador buscou deixar claro que sua candidatura é para valer.

    Na semana passada, após o anúncio de sua pré-candidatura, Flávio se reuniu com empresários paulistanos e investidores da Faria Lima em um almoço no banco suíço de investimento UBS. O mercado reagiu mal à indicação.

    Flávio encontra empresários em São Paulo e diz ser 'Bolsonaro moderado'

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  • CCJ do Senado aprova PL da Dosimetria e plenário pode votar ainda hoje

    CCJ do Senado aprova PL da Dosimetria e plenário pode votar ainda hoje

    Os senadores aprovaram o parecer do senador Esperidião Amin (PP-SC); projeto reduz penas de condenados por tentativa de golpe de Estado

    A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira (17), com 17 votos favoráveis e sete contrários, o Projeto de Lei (PL) 2.162/2023, o PL da Dosimetria. A proposta prevê a redução de penas de condenados pelos atentados na Praça dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023 e pela tentativa de golpe de Estado julgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

    O texto foi incluído na ordem do dia no Senado, e a expectativa é que ele seja votado ainda nesta quarta-feira pelo plenário.

    Os senadores aprovaram o parecer do senador Esperidião Amin (PP-SC), que, entre outros pontos, reduz as penas de condenados por atos golpistas. Entre os beneficiados pelo projeto está o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão pelo STF, como líder da trama golpista que tentou reverter o resultado das eleições de 2022 para se manter no poder.

    A sessão da CCJ para analisar o parecer foi iniciada nesta manhã. Após a apresentação do parecer, houve um pedido de vista coletiva de apenas quatro horas para analisar o texto. Com isso, a votação foi retomada pouco depois das 15h.

    Em geral, o prazo concedido aos pedidos de vista é de até cinco dias, o que poderia adiar sua apreciação, pela comissão, para 2026, uma vez que o ano legislativo termina nesta quinta-feira (18), e não há mais reuniões da CCJ agendadas.

    Amin acatou uma emenda ao texto para determinar que a redução das penas seja aplicada apenas aos condenados pelos atos golpistas. O senador considerou a emenda como apenas um ajuste de redação e não de mérito, para que, caso o projeto seja aprovado pelo plenário do Senado, não precise retornar à Câmara dos Deputados, que aprovou a matéria na madrugada do dia 10 de dezembro.

    O líder da federação PT, PCdoB e PV na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (PT-RJ), disse em uma rede social que vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que o texto seja novamente analisado pela Câmara.

    “A assessoria jurídica já está mobilizada. Se insistirem na manobra de dissimular emenda de mérito como emenda de redação, para impedir o retorno do projeto à Câmara, vamos reagir. O objetivo é claro: ganhar tempo, garantir o devido processo legislativo e levar o debate para o próximo ano. Se avançarem hoje, vamos acionar o STF ainda hoje. Democracia não se negocia!”, disse Farias.

    Tramitação

    No dia 10, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), enviou o PL da Dosimetria à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, tendo, como relator, o senador Esperidião Amim (PP-SC) – apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro.

    No dia seguinte, ao ser perguntado sobre o projeto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que só decidirá se vai sancionar o chamado Projeto de Lei da Dosimetria quando o texto chegar ao Poder Executivo.

    “Não gosto de dar palpite numa coisa que não diz respeito ao Poder Executivo. É uma coisa pertinente ao Poder Legislativo. Eles estão discutindo. Tem gente que concorda, tem gente que não concorda”, disse Lula.

    Manifestações

    Diante do avanço da matéria no Congresso Nacional, manifestantes de diversas cidades brasileiras foram às ruas no domingo (14), em atos contrários à aprovação do PL da Dosimetria. Os atos são promovidos pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, movimentos de esquerda que se mobilizaram contra a aprovação do projeto.

    O que é o PL?

    O texto do PL da Dosimetria determina que os crimes de tentativa de abolir com o Estado Democrático de Direito e de golpe de Estado, quando praticados no mesmo contexto, implicarão no uso da pena mais grave em vez da soma de ambas as penas.

    O foco do PL é uma mudança no cálculo das penas, “calibrando a pena mínima e a pena máxima de cada tipo penal, bem como a forma geral de cálculo das penas”.

    O projeto também propõe a redução do tempo para progressão do regime de prisão de fechado para semiaberto ou aberto.

    Tais mudanças poderão beneficiar réus como o ex-presidente Jair Bolsonaro, além dos militares Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil; e Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

    CCJ do Senado aprova PL da Dosimetria e plenário pode votar ainda hoje

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  • Lula anuncia saída de Celso Sabino do Turismo, e União Brasil indica novo nome

    Lula anuncia saída de Celso Sabino do Turismo, e União Brasil indica novo nome

    Sabino foi expulso do partido e deve ser substituído por Gustavo Damião, filho de deputado da legenda; indicação teve o aval do presidente do partido, Antonio Rueda, e da ala governista da bancada na Câmara

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente Lula (PT) anunciou, nesta quarta-feira (17), que o ministro do Turismo, Celso Sabino, deve deixar o cargo. Sabino foi expulso do União Brasil no início de dezembro, após o partido decidir desembarcar do governo petista e o ministro ter optado por manter seu cargo mesmo assim.

    Gustavo Damião, filho do deputado federal Damião Feliciano (União Brasil-PB), deve assumir o cargo, segundo apurou a reportagem. Gustavo foi secretário de Turismo e Desenvolvimento Econômico da Paraíba.

    A indicação partiu do grupo mais governista da bancada do partido, que reúne cerca de 20 a 22 deputados, e é composto pelo ex-ministro Juscelino Filho (MA), pelo líder da bancada, Pedro Lucas Fernandes (MA), e pelo próprio Damião. Também houve aval do presidente da legenda, Antônio de Rueda.

    O desembarque da sigla foi decidido em setembro deste ano e mirou principalmente Sabino, já que preservou os indicados do partido que não têm mandato, como dirigentes de estatais.

    No final de novembro, o Conselho de Ética do União Brasil decidiu recomendar a expulsão do ministro e dissolver o diretório do Pará, do qual Sabino era presidente, além de nomear uma comissão provisória no lugar. A expulsão foi definida em reunião da executiva nacional no último dia 8.

    Após a decisão do partido, Sabino foi às redes sociais comentar a saída e disse que sua expulsão foi feita por se manter no governo e por “ajudar o Pará”. Ele agradeceu a amigos feitos na sigla e usou o vídeo para reforçar sua pré-candidatura ao Senado em 2026.

    A tensão entre Sabino e o partido começou após reportagem do ICL (Instituto Conhecimento Liberta) e UOL revelar acusações feitas por um piloto de que o presidente do partido, Antonio Rueda, seria dono de aviões operados pelo PCC (Primeiro Comando da Capital). Rueda nega a acusação.

    Diante disso, integrantes do partido viram influência do Palácio do Planalto na reportagem, uma vez que um de seus autores tinha também um programa na TV Brasil. A partir daí, o União Brasil orientou que seus filiados que tivessem cargos no governo Lula deixassem as posições.

    Celso Sabino, no entanto, articulou sua permanência na gestão, principalmente pela expectativa de sua participação na execução da COP30 (Conferência Climática da ONU), que estava prestes a ocorrer no Pará, seu estado. Ele é deputado federal licenciado e o evento era um de seus principais palanques.

    Apesar da negociação, o partido determinou que Sabino deveria abandonar o cargo ou seria expulso da sigla.

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  • Maioria dos brasileiros é contra PL da Dosimetria, indica Genial/Quaest

    Maioria dos brasileiros é contra PL da Dosimetria, indica Genial/Quaest

    47% são contra e 43% a favor de redução de penas do PL da Dosimetria, indica pesquisa feira Genial/Quaest

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (17) mostra que 47% dos brasileiros são contra a redução de penas de Jair Bolsonaro (PL) e dos presos pelo 8 de Janeiro, enquanto 43% são a favor -sendo 24% favoráveis à aprovação do PL da Dosimetria e 19% a reduções ainda maiores.

    O levantamento aponta que, para 58% da população, o PL em tramitação no Senado e já aprovado na Câmara foi pensado para reduzir as penas do ex-presidente. Para 30%, ele foi elaborado para reduzir as penas de todos os envolvidos na trama golpista.

    A Quaest ouviu 2.004 pessoas com mais de 16 anos entre os dias 11 e 14 deste mês. A margem de erro estimada é de dois pontos percentuais.

    Ao todo, 53% dos entrevistados declararam que não sabiam que o PL da Dosimetria havia sido aprovado na Câmara, enquanto 47% disseram que sabiam.

    A pesquisa também abordou o apoio a uma anistia completa. Dos total, 44% se declararam contra, 36% disseram ser favoráveis a uma proposta que inclua todos os envolvidos, e 10% afirmaram apoiar uma proposta que anistiasse apenas manifestantes condenados pelos atos de vandalismo e invasão às sedes dos Poderes. Outros 10% disseram não saber ou não responderam.

    Entre os entrevistados que se declararam bolsonaristas, 53% disseram ser favoráveis a reduções de pena ainda maiores do que as propostas no projeto, enquanto 10% se posicionaram contra a diminuição. Já entre os que se declararam lulistas, 77% são contra a redução de penas e 4% defendem reduções ainda maiores.

    O relator do PL da Dosimetria afirmou que o texto reduziria o tempo de prisão de Bolsonaro em regime fechado de seis anos e dez meses para algo em torno de dois a três anos. A estimativa foi apresentada pelo relator na Câmara, Paulinho da Força (Solidariedade), e valeria apenas para condenados por participação na tentativa de golpe.

    No Senado, contudo, a avaliação é que o texto está redigido de forma a beneficiar também condenados por outros crimes e perdeu força entre os parlamentares. A Casa havia marcado a votação para esta quarta-feira.

    Maioria dos brasileiros é contra PL da Dosimetria, indica Genial/Quaest

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  • Lula diz ter falado a Trump que conversar é mais barato e menos sofrível que a guerra

    Lula diz ter falado a Trump que conversar é mais barato e menos sofrível que a guerra

    Lula afirmou ter dito a Donald Trump que o diálogo é menos sofrível que a guerra, em meio à operação militar dos EUA contra o narcotráfico na Venezuela. O presidente brasileiro defendeu a cooperação internacional, conversou também com Nicolás Maduro e destacou a importância da palavra para evitar conflitos.

    (CBS NEWS) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou ter falado ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que conversar é menos sofrível do que a guerra, em um momento em que o governo americano faz operação militar contra o narcotráfico na Venezuela.

     
    “Eu falei para o [Donald] Trump: ‘Trump, fica mais barato conversar e menos sofrível do que guerra’. Se a gente acreditar no poder da palavra e do argumento, a gente evita muita confusão na vida dos países”, disse Lula, durante discurso de abertura da reunião ministerial.

    Além dos navios e frtota militar enviados aos mares do entorno do país latino, na terça-feira (16) o governo Trump ordenou um bloqueio total de petroleiros sob sanção dos EUA ao redor da Venezuela. De acordo com ele, o país está “completamente cercado” pelas Forças Armadas americanas.

    O regime de Nicolás Maduro reagiu, classificando a ação dos EUA como “irracional” e “ameaça grotesca”.

    A definição de quais petroleiros estão sob sanção é pouco clara. Na prática, a medida deve impedir a entrada ou saída de águas venezuelanas de quase todos os cargueiros de petróleo não ligados à americana Chevron.

    Apesar de sanções americanas contra o setor petrolífero venezuelano, a empresa opera no país latino-americano com anuência de Washington -medida adotada pelo governo Joe Biden com o objetivo de reduzir o preço de gasolina nos EUA e mantida pelo governo Trump.

    As declarações de Lula foram feitas durante o último encontro do ano feito por Lula com todos os seus ministros, onde é apresentado um balanço de ações no ano e cobranças do presidente são reforçadas.

    Nele, Lula se referiu a conversas que travou com o homólogo americano sobre questões bilaterais e internacionais. Em telefonema mais recente, o brasileiro pediu cooperação de Trump no combate ao narcotráfico internacional, sem menções diretas à Venezuela, segundo o governo brasileiro.

    Na mesma semana, Lula também conversou com Maduro sobre a escalada militar dos EUA contra o país vizinho.

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  • Flávio Bolsonaro diz que pesquisas mostram rápido crescimento e que candidatura é irreversível

    Flávio Bolsonaro diz que pesquisas mostram rápido crescimento e que candidatura é irreversível

    Senador afirma que tendência nas pesquisas é mais relevante do que números atuais, diz aparecer à frente de outros nomes da direita e sustenta que decisão de disputar a Presidência não tem volta, mesmo com Lula liderando os cenários eleitorais.

    O pré-candidato à Presidência da República e senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, afirmou nesta terça-feira, 16, que as pesquisas eleitorais indicam um “crescimento rápido” de sua candidatura. Ao comentar a mais recente pesquisa Quaest, divulgada na terça-feira, 15, o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro destacou a “tendência de crescimento”.

    “O mais importante nessas pesquisas quantitativas não é exatamente o número que aparece agora, mas a tendência, se está em crescimento ou em queda. Faltam dez meses para a eleição e muita coisa ainda vai acontecer até lá”, disse Flávio.

    “Os levantamentos mostram um crescimento rápido, o que bate com o que eu tenho percebido nas redes sociais e também nos programas dos quais eu participo”, acrescentou.

    Segundo a pesquisa Genial Quaest, Flávio aparece à frente de todos os outros nomes da direita no primeiro turno da eleição presidencial de 2026, mas ainda atrás do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT.

    Em um eventual segundo turno, Flávio está dez pontos porcentuais atrás de Lula, diferença semelhante à observada nas simulações envolvendo os governadores Tarcísio de Freitas, do Republicanos de São Paulo, e Ratinho Jr., do PSD do Paraná.

    No caso de Tarcísio, o desempenho contra Lula piorou. No levantamento realizado em novembro, o presidente tinha cinco pontos de vantagem sobre o governador. Em um mês, a diferença dobrou.

    Flávio avaliou que parte do eleitorado o enxerga como uma versão “mais equilibrada” e centrada do pai, percepção que, segundo ele, corresponde ao seu perfil pessoal. O senador afirmou ainda que sempre houve, inclusive entre bolsonaristas, a cobrança por uma postura mais moderada e menos conflitiva, mesmo ao sustentar que o governo Bolsonaro teve desempenho positivo.

    O senador declarou também que sua candidatura é “irreversível” e afirmou que a declaração inicial de que ela teria um “preço” foi feita de forma deliberada para “causar impacto”. Segundo ele, a repercussão gerou especulações e interpretações negativas. Flávio reiterou que esse suposto preço seria a liberdade do pai, atualmente preso na Polícia Federal, e a possibilidade de o ex-presidente disputar as eleições de 2026.

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