Categoria: POLÍTICA

  • Insistência de Carlos Bolsonaro em SC é vista no centrão como brecha para recuo de Flávio

    Insistência de Carlos Bolsonaro em SC é vista no centrão como brecha para recuo de Flávio

    Flávio era apontado como favorito para a reeleição ao Senado, o que fez com que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) traçasse o plano de mudar Carlos para Santa Catarina com o objetivo de ampliar a presença da família na Casa -que ele pretende ocupar com mais aliados para pressionar o STF (Supremo Tribunal Federal) contra sua condenação na trama golpista.

    RAPHAEL DI CUNTO E THAÍSA OLIVEIRA
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – A manutenção da candidatura de Carlos Bolsonaro (PL) ao Senado por Santa Catarina, mesmo com o espaço aberto no Rio de Janeiro pela decisão do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de concorrer à Presidência, foi interpretada pelo centrão como um sinal de que o irmão ainda pode recuar da eleição nacional -cenário, no entanto, descartado pela família.

    Flávio era apontado como favorito para a reeleição ao Senado, o que fez com que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) traçasse o plano de mudar Carlos para Santa Catarina com o objetivo de ampliar a presença da família na Casa -que ele pretende ocupar com mais aliados para pressionar o STF (Supremo Tribunal Federal) contra sua condenação na trama golpista.

    Flávio anunciou no dia 5 ter sido escolhido pelo pai como candidato ao Planalto, com “a missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação”.

    Mesmo com o espaço aberto no Rio e uma briga na direita em Santa Catarina, Carlos renunciou ao mandato de vereador na capital fluminense seis dias depois do anúncio do irmão mais velho e mudou seu título eleitoral para São José, na região metropolitana de Florianópolis.

    Aliados dele dizem que a candidatura é irreversível e que, por isso, não fazia sentido adiar mais a mudança. Ele resolveu morar em São José, onde há anos frequenta um clube de tiro e mantém um grupo de amigos. Além disso, tem rodado o estado, em reuniões e eventos com potenciais eleitores e líderes políticos.

    Ao renunciar ao mandato no Rio, Carlos afirmou que ama o estado, mas parte “com a serenidade de quem sabe que está atendendo a uma missão maior”.

    “Vou para Santa Catarina para cumprir um chamado que não poderia realizar aqui, pois fiz uma escolha sempre guiada pelo meu coração. Não é uma fuga, é a continuidade de uma luta”, afirmou na tribuna da Câmara Municipal.

    Foi por Santa Catarina que outro filho de Bolsonaro, Jair Renan, acabou sendo eleito vereador, em Balneário Camboriú em 2024, mesmo recém-chegado de Brasília. O estado é um dos mais bolsonaristas do país, o que aliados apontam como favorável a uma candidatura majoritária. Em 2022, o ex-presidente teve 69,3% dos votos válidos no segundo turno, contra apenas 30,7% de Lula (PT).

    O principal problema causado pela migração foi o racha na direita local. O governador Jorginho Mello (PL) apostava na reeleição do senador Esperidião Amin (PP) e na candidatura da deputada Caroline De Toni (PL), mas agora terá que ceder uma das vagas para Carlos por indicação de Bolsonaro. Em 2026, duas cadeiras estarão em disputa para o Senado.

    Com isso, a deputada Caroline De Toni deve ser a preterida e cogita mudar de partido para se manter na disputa. Carlos, inclusive, tem defendido o apoio ao nome dela, mas a dobradinha incomodou o grupo que apoia a reeleição de Amin, e a federação entre PP e União Brasil ameaça romper com o governador se isso ocorrer. Até mesmo integrantes do PL passaram a criticar a mudança de Carlos.
    Por causa desse cenário, políticos do centrão afirmam que o natural seria o filho mais velho de Bolsonaro rever os planos e concorrer ao Senado pelo Rio, na vaga do irmão. Não fazer isso, dizem, sinaliza que a candidatura de Flávio à Presidência pode ser retirada mais à frente, para apoiar alguém com mais chance de vencer Lula. O favorito do grupo é o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

    Aliados de Carlos, porém, dizem que ele pretende mudar de vida. Foi o que argumentou também o senador Flávio, que em entrevista à CBN na sexta (12) disse que a decisão do irmão já estava tomada. “Carlos tem esse sonho de Santa Catarina, ele ama aquele estado, ele vive lá há vários e vários anos, ele é apaixonado por Santa Catarina, ele já faria esse movimento independente de qual fosse a minha decisão”, disse.

    Bolsonaristas também afirmam que o cenário para o Senado no Rio está mais congestionado, com a possível candidatura do governador Cláudio Castro (PL) e a tentativa do líder do partido no Senado, Carlos Portinho, de concorrer à reeleição, além de outras lideranças locais interessadas na vaga, como o líder da bancada na Câmara, Sóstenes Cavalcante, e os deputados Altineu Cortes, Hélio Lopes e Carlos Jordy.

    Procurados, Carlos e Flávio não retornaram o contato da reportagem.

    Insistência de Carlos Bolsonaro em SC é vista no centrão como brecha para recuo de Flávio

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  • Avião com deputado e vereador faz pouso forçado e pega fogo

    Avião com deputado e vereador faz pouso forçado e pega fogo

    Por meio das redes sociais, o deputado afirmou que todos os ocupantes da aeronave estão bem e que houve uma “pane” no avião, o que levou ao pouso forçado.

    Um avião que levava o deputado federal Maurício Carvalho (União-RO) e o vereador Márcio Pacele (Republicanos) fez um pouso forçado e pegou fogo no distrito de Extrema, em Porto Velho (RO), neste sábado, 20. Não houve feridos.

    Por meio das redes sociais, o deputado afirmou que todos os ocupantes da aeronave estão bem e que houve uma “pane” no avião, o que levou ao pouso forçado.

    “Aqui é o deputado federal Maurício Carvalho, estou passando aqui para agradecer todas as ligações, todas as orações, e dizer que estamos todos bem: o piloto, todos os assessores, toda a equipe. Nós tivemos um pouso forçado, com uma pane na aeronave, mas está tudo bem. Infelizmente só (tivemos) danos materiais, um susto, um livramento de Deus”, disse o parlamentar.

    Carvalho e Pacele estavam no avião para cumprir compromissos profissionais, conforme relatou o próprio deputado.

    “Nós estamos voltando agora, neste momento, para casa, de carro, saindo de Extrema (…) Peço compreensão que eu não vou conseguir atender todas as ligações, todos os telefones. Nós estamos em agenda de trabalho, saímos de casa hoje cedo, trabalhando, e infelizmente aconteceu isso”, acrescentou Maurício Carvalho.

    De acordo com o portal G1, o Corpo de Bombeiros não foi acionado para o ocorrência.

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  • Intervenção armada na Venezuela seria catástrofe humanitária, diz Lula após ameaças dos EUA

    Intervenção armada na Venezuela seria catástrofe humanitária, diz Lula após ameaças dos EUA

    A ação de Trump é considerada um passo para uma guerra contra o país sul-americano, governado pelo ditador chavista Nicolás Maduro. Militares dos EUA têm feito ataques a embarcações no mar próximo à Venezuela.

    CAIO SPECHOTO E NATHALIA GARCIA
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse neste sábado (20) que uma intervenção armada na Venezuela seria catastrófica e configuraria um precedente perigoso.
    A fala do brasileiro ocorreu em Foz do Iguaçu (PR), durante reunião do Mercosul, depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinar o bloqueio de navios petroleiros sob sanção americana ao redor da Venezuela.

    A ação de Trump é considerada um passo para uma guerra contra o país sul-americano, governado pelo ditador chavista Nicolás Maduro. Militares dos EUA têm feito ataques a embarcações no mar próximo à Venezuela.

    “Os limites do direito internacional estão sendo testados. Uma intervenção armada na Venezuela seria uma catástrofe humanitária para o hemisfério e um precedente perigoso para o mundo”, disse Lula.

    O petista também citou o conflito entre Argentina e Reino Unido pelas Ilhas Malvinas, de abril a junho de 1982. “Passadas mais de quatro décadas desde a Guerra das Malvinas, o continente sul-americano volta a ser assombrado pela presença militar de uma potência extrarregional”, declarou o petista.

    Intervenção armada na Venezuela seria catástrofe humanitária, diz Lula após ameaças dos EUA

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  • Bolsonaro precisa de cirurgia o mais breve possível, diz perícia

    Bolsonaro precisa de cirurgia o mais breve possível, diz perícia

    Segundo a defesa do ex-presidente, ele precisará de procedimento cirúrgico para correção de hérnia inguinal bilateral, além de intervenções complementares.

    LUANA LISBOA
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A cirurgia para tratar hérnia inguinal, condição de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), é uma das mais realizadas no mundo e apresenta altas taxas de sucesso entre os pacientes, afirma Diego Adão, professor de cirurgia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

    Segundo a defesa do ex-presidente, ele precisará de procedimento cirúrgico para correção de hérnia inguinal bilateral, além de intervenções complementares.

    As hérnias na região da virilha surgem quando, conforme o envelhecimento, os tecidos ficam frágeis e a região, naturalmente mais fraca, não consegue segurar o intestino dentro do abdômen, e o órgão começa a escorregar para a região do canal inguinal, em direção ao testículo, explica o cirurgião-geral.

    “Na região entre o testículo e a região inguinal, o intestino começa a empurrar a parede abdominal e ele faz uma bolinha, um abaulamento, uma fragilidade. É uma perda da resistência da parede abdominal na região da virilha”, afirma.

    No caso de Bolsonaro, o problema aconteceu dos dois lados, configurando-se, então, como uma hérnia inguinal bilateral.

    A questão tem como fatores de risco tanto o envelhecimento quanto o histórico familiar, tabagismo, desnutrição e a constipação intestinal. Como o ex-presidente passou por vários procedimentos cirúrgicos, o músculo pode ter ficado mais fraco, favorecendo o aparecimento da hérnia.

    Para a correção do problema, existem dois procedimentos mais comuns: a cirurgia tradicional, chamada de cirurgia de Lichtenstein, e a técnica por vídeo.

    A primeira consiste em identificar a área de maior fragilidade da parede abdominal e colocar uma tela de polipropileno em cima do músculo para repará-lo. A tela estimula um processo inflamatório no corpo, gerando uma cicatriz que torna a região mais “dura”. Na segunda, feita por vídeo, o corpo também recebe a tela, só que por dentro do abdômen, explica Adão. Essa é a mais indicada, porque a recuperação é mais rápida.

    No entanto, no caso do ex-presidente, não deve ser a conduta escolhida devido ao fato de que ele já passou por outros problemas nessa região do corpo, afirma.

    As cirurgias são consideradas eletivas, ou seja, são programadas, quando o paciente está em uma fase sintomática não complicada, caracterizada por dores e alteração estética. Neste caso, o paciente não consegue fazer esporte sem sentir dor, por exemplo.

    Já quando a fase é sintomática complicada, a cirurgia é de urgência e deve ser feita o quanto antes. É o caso quando o intestino fica preso dentro da hérnia, e o sangue não consegue chegar até ele. “É o caso mais grave de todas porque tem que operar na emergência, tirar um pedaço do intestino. Então, quando o paciente começa a ter sintomas, já programamos a cirurgia para evitar que chegue nesse ponto”, afirma.

    Embora haja o risco da hérnia aparecer novamente após o procedimento, o médico explica que a taxa de sucesso costuma ser alta, ultrapassando os 90%. A chance de recidiva da hérnia é de 2% a 5%.

    Uma segunda complicação que pode surgir, no entanto, é uma dor crônica. “Tem pacientes que não toleram muito a tela e ficam com uma dor ali, ou porque a tela está incomodando ou porque mexeu muito perto do nervo que enerva a região da virilha”, acrescenta.

    A maioria dos pacientes volta à vida normal após o primeiro mês, inclusive com retorno a atividades físicas e sexuais.

    Os peritos recomendaram ainda o “bloqueio do nervo frênico” para tratar o quadro de soluços do ex-presidente.

    Adão explica que esse nervo faz o diafragma contrair para permitir a respiração, os soluços e as tosses. Quando inflamado, perde o controle e faz contrações rápidas, gerando o soluço.

    Com medicamentos ou cirurgia é possível tirar a capacidade do nervo de estimular o diafragma, o que funcionaria como um tratamento para a condição, afirma o médico.

    Bolsonaro precisa de cirurgia o mais breve possível, diz perícia

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  • Supremo diz que novo recurso de Bolsonaro é inadmissível

    Supremo diz que novo recurso de Bolsonaro é inadmissível

    Um juiz do Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil rejeitou um novo recurso da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro que solicitava a “nulidade” da pena de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.

    De acordo com a agência francesa de notícias France-Presse (AFP), o documento judicial confirma a decisão tomada no fim de novembro, quando a mais alta instância do Judiciário brasileiro considerou que todos os recursos possíveis haviam sido esgotados pelo ex-líder de extrema direita (2019–2022), que passou a cumprir sua pena nas dependências da Polícia Federal, em Brasília.

    No entanto, sua defesa apresentou posteriormente outro tipo de recurso, com base no mérito do processo, enquanto o anterior tinha como objetivo apenas apontar as “ambiguidades, omissões e contradições” do julgamento.

    O ministro Alexandre de Moraes, relator do processo, afirmou “não reconhecer” esse tipo de recurso, uma vez que quatro dos cinco magistrados votaram a favor da condenação e apenas um foi contrário, ainda durante o julgamento, realizado em setembro.

    Jair Bolsonaro, de 70 anos, foi considerado culpado por liderar uma “organização criminosa” que teria conspirado para garantir sua “manutenção autoritária no poder” após sua derrota eleitoral para o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nas eleições de outubro de 2022.

    Bolsonaro sempre alegou inocência, afirmando ser vítima de uma “perseguição política”.

    Supremo diz que novo recurso de Bolsonaro é inadmissível

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  • Lula diz que vai dar 'surra' nas eleições em quem acha que extrema direita volta em 2026

    Lula diz que vai dar 'surra' nas eleições em quem acha que extrema direita volta em 2026

    Presidente repete que deve vetar PL da Dosimetria: ‘Se quiserem que derrubem meu veto’; petista participa de celebração de Natal de catadores no pavilhão do Anhembi em São Paulo

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente Lula (PT) afirmou nesta sexta-feira (19) que vai dar uma “surra em quem se meter a achar que a extrema direita vai voltar a governar esse país”.

    “Que venham! Que venham! Porque nós vamos desafiar, não é com palavras, não é com xingatório. Eu quero comparar o que eles fizeram nesse país com o que nós fizemos. Eu quero comparar quem tem mais na saúde, quem tem mais na educação, quem tem mais no transporte, quem tem mais na política de inclusão social. Eu quero saber.”

    O petista participou de celebração de Natal de catadores na ExpoCatadores 2025, no pavilhão de exposições do Anhembi, em São Paulo. O evento reuniu catadores, cooperativas, especialistas, organizações internacionais e representantes dos governos federal, estaduais e municipais.

    “Eu estou com 80 anos, mas se eles soubessem o tesão que eu tenho pra governar esse país, eles não brincariam. Não brincariam. Porque eu digo pra todo mundo: sabe por que eu não vou envelhecer? Porque eu tenho uma causa”, afirmou Lula. “Por isso se prepare[m], [por]que eu quero viver até 120 anos, e nós vamos ter muitos anos de briga.”

    Em referência ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), disse que o país não pode permitir que a “extrema direita fascista, negacionista, responsável pela morte de mais de 700 mil pessoas”, volte a governar o país, com “mentira pela internet”.

    “Pela primeira vez na história desse país, nós temos um presidente preso por tentativa de golpe. Pela primeira vez nesse país, nós temos quatro generais de quatro estrelas presos nesse país pela tentativa de golpe. Pela tentativa de fazer um plano para matar o Lula, para matar o Alckmin e para matar o Alexandre Moraes.”

    Ele também voltou a dizer que deve vetar o projeto de lei que reduz penas de condenados pelo STF (Supremo Tribunal Federal) nos casos do 8 de Janeiro e da trama golpista. “Com todo respeito aos deputados e senadores que votaram a lei da redução da pena, eu quero dizer para vocês: eu vou vetar essa lei. E se eles quiserem que derrubem o meu veto.”

    “A gente tem que ensinar esse pessoal a respeitar. Eu perdi três eleições nesse país. Perdia as eleições e voltava para casa. Me preparava para outra. Nunca houve um alto de tentativa de golpe nosso. Nunca tentamos tomar o poder de assalto. Eles têm que aprender que [n]a democracia vence quem tem mais voto.”

    Além de Lula, estavam presentes a primeira-dama, Rosângela da Silva, e autoridades como o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos; o ministro da Fazenda, Fernando Haddad; o ministro da Saúde, Alexandre Padilha; e a ministra da Gestão e da Inovação, Esther Dweck.

    Cotado para disputar o Governo de São Paulo em 2026 e sob gritos de governador, Haddad alfinetou as gestões do prefeito Ricardo Nunes (MDB) e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo.

    O ministro disse ser difícil trabalhar de Brasília sem “um prefeito comprometido, um prefeito com um olhar específico, um governador com sensibilidade, que não bota a polícia para bater no povo, que dá atenção para as pessoas, que cria um ambiente de trabalho digno”.

    Lula diz que vai dar 'surra' nas eleições em quem acha que extrema direita volta em 2026

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  • Dino quebra sigilo de Sóstenes e Carlos Jordy em ação sobre desvio de cota parlamentar

    Dino quebra sigilo de Sóstenes e Carlos Jordy em ação sobre desvio de cota parlamentar

    Período para obter informações bancárias compreende de maio de 2018 a dezembro de 2024; Jordy chama ação de ‘covarde’; Sóstenes se diz perseguido e que dinheiro vem de venda de imóvel

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino determinou a quebra dos sigilos bancários dos deputados federais Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Carlos Jordy (PL-RJ), alvos nesta sexta-feira (19) de uma operação da Polícia Federal que investiga desvios de recursos de cotas parlamentares.

    O período da quebra do sigilo compreende de maio de 2018 a dezembro de 2024.

    A cota parlamentar é o valor mensal que o deputado recebe para custear despesas do exercício do mandato, como aluguel de escritório no estado, passagens aéreas e aluguel de carro, entre outras.

    Entre os investigados também estão Itamar de Souza Santana e Adailton Oliveira dos Santos, assessores de Jordy e da liderança do PL (comanda por Sóstenes), respectivamente.

    Na decisão que autorizou a operação da PF, Dino aponta para possível uso de cota parlamentar para pagar despesas inexistentes ou irregulares, além de empresas de fachadas.

    Segundo o ministro, relatórios financeiros e conversas extraídas de celulares dos investigados revelam “indícios robustos” de possível prática de lavagem de dinheiro por meio do fracionamento de saques e depósitos de até R$ 9.999, além de “elevadas movimentações financeiras, de vários investigados, possivelmente ligados aos deputados federais citados, sem identificação da origem dos recursos”.

    Em sua decisão, Dino citou manifestação da PGR (Procuradoria-Geral da República), que apontou elementos de que Sóstenes e Jordy tenham participado de um esquema de desvio de verba parlamentar.

    “[Há] elementos indiciários de que os deputados Federais Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy teriam desviado recursos da cota parlamentar por intermédio dos servidores comissionados – notadamente Adailton Oliveira dos Santos e Itamar de Souza Santana -utilizando, para o sucesso da empreitada, empresas como a Harue Locação de Veículos Ltda ME e a Amazon Serviços e Construções Ltda”, diz a PGR, segundo a decisão de Dino.

    A operação da PF é desdobramento de outra realizada em dezembro de 2024 e investiga os crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

    O QUE DIZEM OS DEPUTADOS

    Jordy publicou um vídeo nas redes sociais e chamou a ação de “covarde”. Segundo ele, a justificativa da busca e apreensão é a de que ele teria desviado recursos da cota parlamentar para uma empresa de fachada para aluguel de carros.

    “Sendo que é a mesma empresa que eu alugo carros desde o início do meu primeiro mandato. A mesma empresa que o deputado Sóstenes, que eu acredito que também esteja sendo alvo de busca e apreensão, aluga veículos dessa mesma empresa desde o início do primeiro mandato dele. A alegação deles é tosca, eles dizem que chama muito a atenção o número de veículos desta empresa”, disse.

    Em entrevista, Sóstenes se disse perseguido e afirmou que o valor de R$ 430 mil apreendido em um endereço ligado a ele é resultado da venda de um imóvel.

    Dino quebra sigilo de Sóstenes e Carlos Jordy em ação sobre desvio de cota parlamentar

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  • Motta diz que relação com governo é de altos e baixos e rebate crítica de Lira

    Motta diz que relação com governo é de altos e baixos e rebate crítica de Lira

    Presidente da Câmara afirma que terá mais diálogo em 2026 e que mudança de ministro ajudará governabilidade; deputado diz que não concorda com fala de antecessor em grupo de WhatsApp e defende que ‘cada um tem o seu estilo’

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta sexta-feira (19) que a relação com o governo Lula (PT) é de altos e baixos, mas destacou que está “estabilizada”, que a pauta econômica foi aprovada e que mantém um diálogo respeitoso com o presidente da República e seus interlocutores, como a ministra Gleisi Hoffmann e o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE).

    “Como todas as relações das nossas vidas, tem altos e baixos, e isso é muito natural, porque cada Poder tem a sua independência, cada Poder tem a sua maneira de agir, tem a sua dinâmica interna. Não está escrito na Constituição que um Poder tem que concordar com o outro em 100% dos pontos”, disse Motta a jornalistas.

    A relação do governo com a gestão de Motta viveu momentos conturbados, como a derrubada do decreto do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), a escolha de um aliado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como relator do projeto de lei antifacção, a votação do PL da Dosimetria e a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Blindagem.

    No café com a imprensa, o primeiro desde que assumiu à presidência da Câmara em fevereiro, Motta comentou que não precisa concordar com o governo, assim como o governo não concordou com ele todas as vezes, e que a relação termina o ano “estabilizada e com a perspectiva de mais diálogo” em 2026. “Existem os altos e baixos, as discordâncias, mas esse respeito não se perdeu”, minimizou.

    A mudança de postura da Câmara, que em outubro rejeitou o aumento de imposto para bets e fintechs e agora em dezembro os aprovou junto com corte de benefícios fiscais, ocorreu pelo fato de debate em torno do tema estar “mais maduro”, segundo ele. “Acho que foi o amadurecimento do Congresso e o entendimento do momento de ser votado, dos líderes partidários, do ambiente da Casa.”

    Motta defendeu ainda que a troca do ministro do Turismo pode ajudar a governabilidade, com apoio da parte do União Brasil que deseja estar com Lula. “Conheço o Gustavo. Foi bom secretário lá no estado [Paraíba], tem boa interlocução política. O presidente foi feliz na escolha”, disse.

    Gustavo Feliciano, filho do deputado Damião Feliciano (União Brasil-PB), que é aliado de Motta, substituiu Celso Sabino nesta sexta-feira (19).

    Ele evitou declarar apoio a um candidato à Presidência por enquanto, justificando que precisa evitar a polarização para conduzir a Câmara. “Porque se aqui agora eu anuncio um apoio a A ou B, tudo que eu fizer a partir daqui vai ser porque eu estou a favor de A e contra B, ou a favor de B e contra A”, disse.

    Também disse que honrará o acordo com o PT para que o deputado Odair Cunha (PT-MG) seja eleito ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) na vaga que abrirá em fevereiro, mas que ouvirá os líderes sobre o melhor momento de fazer a eleição.

    Motta também rebateu o ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL), seu aliado, que recentemente criticou sua gestão no grupo de WhatsApp da bancada do PP, após a Casa rejeitar a cassação do deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), desafeto do deputado alagoano.

    Lira, na mensagem aos colegas, afirmou que a condução da Câmara “está uma esculhambação” e que a Casa precisa ser reorganizada. Motta respondeu que sempre teve relação de amizade com o ex-presidente e que continua tendo relação de respeito, mas procurou marcar diferenças.

    “Eu não concordo com as críticas. Eu também não sei se foi tirado de contexto o que ele disse no dia. Essa foi uma leitura muito mais feita por quem viu lá as mensagens”, disse. “Natural que haja discordância. Cada um tem o seu estilo, cada um tem a sua forma de agir, cada um tem a sua forma de se comportar, cada um tem a sua maneira de tomar a decisão”, afirmou.

    Apesar das críticas, Motta declarou que busca sempre aprender e melhorar com elas, e compartilhou com o colégio de líderes dos partidos a responsabilidade pelo que ocorreu em 2025. “O posicionamento do presidente da Câmara é sempre tomado em concordância e com o apoio do colégio de líderes […] Então eu divido com o colégio os erros e os acertos”, declarou.

    Em relação ao Judiciário, Motta afirmou também buscar o diálogo institucional e defendeu que é papel do STF (Supremo Tribunal Federal) ordenar investigações contra os parlamentares.

    “A Câmara não tem compromisso em estar protegendo aquilo que não é correto. A Câmara dos Deputados não tem essa função, muito menos o presidente”, disse. “Quando a gente tem um colega que é alvo de qualquer ação do Judiciário, seja ela qual for, nós não ficamos felizes com isso. Ninguém fica feliz com isso. Mas que o Judiciário está cumprindo o seu papel”, declarou.

    Apesar de defender essa função, Motta afirmou que é preciso “estabelecer uma linha” contra exageros, mas evitou falar quais seriam eles. Defendeu, porém, que não se pode generalizar críticas as emendas parlamentares ao Orçamento
    “Nós não temos compromisso com quem não trabalha correto com emenda. Mas eu tenho também a plena certeza que a larga maioria dos representantes que estão na Câmara dos Deputados, os senhores deputados e deputadas federais, trabalha corretamente com a emenda”, disse.

    Motta diz que relação com governo é de altos e baixos e rebate crítica de Lira

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  • Motta admite que mudou cassação de Ramagem para não contrariar STF

    Motta admite que mudou cassação de Ramagem para não contrariar STF

    Presidente da Câmara bate na mesa ao falar de motim e diz que ninguém mais sentará em sua cadeira; condenado, ex-diretor da Abin perdeu mandato por decisão da Mesa por faltas e não teve o caso levado ao plenário

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), admitiu que o ex-deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) foi cassado por meio de uma decisão da Mesa Diretora da Casa e não por meio de votação no plenário para evitar um novo conflito com o STF (Supremo Tribunal Federal).

    Durante entrevista a jornalistas nesta sexta-feira (19), Motta ainda bateu na mesa ao comentar o motim bolsonarista e a tomada da sua cadeira pelo deputado suspenso Glauber Braga (PSOL-RJ). Ele disse que usará a força nessas situações e que a cadeira do presidente deve ser respeitada.

    A mudança de estratégia de Motta em relação a Ramagem ocorreu por causa do imbróglio em torno da cassação, na semana passada, de Carla Zambelli (PL-SP), que assim como o ex-deputado foi condenada pelo STF à perda de mandato -o entendimento da corte é o de que a Câmara tem que cumprir a cassação, enquanto Motta, a princípio, defendeu que a decisão final seria do plenário e não do Judiciário.

    “A questão do Ramagem, que estava prevista para ir ao plenário, por decisão dos líderes e dos membros da Mesa, e para evitar um novo episódio de conflito, de estresse institucional, houve uma decisão de decidir isso pela Mesa”, disse Motta.

    O presidente afirmou ainda que decidiu pautar, neste fim de ano, as decisões sobre cassações de Ramagem, Zambelli, Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Glauber para que o tema não se arrastasse para 2026 e atrapalhasse a convivência na Casa.

    “Decidi enfrentar esses assuntos para que a Câmara pudesse se posicionar, respeitando a vontade do plenário. O plenário é soberano para decidir acerca, principalmente, do mandato. […] Nunca é um tema simpático, não é um tema que nos agrada, sempre traz algum nível de constrangimento, mas é da nossa função enfrentar os temas sobre a mesa”, emendou.

    Apenas os casos de Glauber e de Zambelli foram decididos pelo plenário. A indicação de cassação do deputado do PSOL por ter agredido um militante de direita foi transformada em suspensão por seis meses pelos deputados, enquanto o mandato de Zambelli também foi salvo pela maioria.

    No dia seguinte, porém, o STF determinou que a Câmara declarasse a perda de mandato de Zambelli, que está presa na Itália e aguarda decisão sobre a extradição ao Brasil. Diante do impasse, a solução política costurada por Motta foi a renúncia da deputada, sacramentada no domingo (14).

    Eduardo Bolsonaro, que está nos EUA desde março, foi cassado pela Mesa por ter ultrapassado o número máximo de faltas permitidas pela Constituição.

    A decisão da Mesa a respeito de Ramagem, porém, foi baseada em excesso de faltas futuras do ex-diretor-geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), que fugiu para os EUA e tem um mandado de prisão em aberto, e não na condenação do STF por participação na trama golpista.

    Motta não esclareceu se houve incoerência nas decisões diferentes em relação a Zambelli e Ramagem e nem por que o ex-deputado perdeu o mandato por faltas futuras e não por causa de sua condenação.

    Ramagem está condenado a um regime fechado. Ele está no exterior por vontade própria. Se ele decidir ficar no exterior, não vai cumprir o mandato. Se voltar ao Brasil, também não vai cumprir o mandato, porque ele vai estar cumprindo a pena”, respondeu apenas.

    O presidente da Casa também foi questionado a respeito da diferença de tratamento em relação a Glauber, que se recusou a deixar a cadeira de Motta em protesto e foi retirado à força pela polícia legislativa na semana passada, e aos deputados bolsonaristas que ocuparam o plenário por mais de 30 horas em agosto.

    “Eu não ia para o confronto físico [no caso do motim]. Para se evitar que isso vire recorrente, no caso do Glauber eu tomei outra decisão, de não deixar crescer o motim e retirar fisicamente. Pode ter certeza de que o posicionamento da presidência, se isso voltar a acontecer, será igual ao que foi com Glauber”, respondeu.

    Nesse momento, Motta bateu na mesa. “Que se respeite a presidência da Câmara dos Deputados. A cadeira do presidente não pode ser ocupada da maneira que for”, disse.

    Ele afirmou ainda esperar que o Conselho de Ética seja pedagógico ao punir os amotinados e que houve tentativas de procrastinar o andamento do processo, que só será concluído no ano que vem.

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  • Alvo da PF, Sóstenes critica Coaf e diz que dinheiro vivo é de venda de imóvel

    Alvo da PF, Sóstenes critica Coaf e diz que dinheiro vivo é de venda de imóvel

    Polícia encontrou R$ 430 mil em espécie na casa do deputado, e investigação apontou movimentações financeiras atípicas em valores milionários de assessores de dois parlamentares do PL, que atingiram cerca de R$ 18 milhões

    Alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira, 19, o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), negou irregularidades e afirmou que a investigação é uma perseguição “contra a direita” para criar uma “cortina de fumaça” contra eventuais escândalos do governo Lula.

    O deputado disse que os R$ 430 mil em espécie encontrados em sua casa é dinheiro lícito da venda de um imóvel e que não há nada de errado em relação à empresa que presta locação de carros ao seu gabinete, um dos focos de suspeitas da PF.

    “Semana passada foi feito um negócio da venda do meu imóvel. O comprador quis me pagar em dinheiro. Quando eu vi que estava etiquetado, não vi nada ilícito. Eu acabei não fazendo o depósito, mas faria. Foi um lapso. Ninguém pega dinheiro ilícito e bota dentro de casa”, afirmou Sóstenes numa coletiva de imprensa convocada no Salão Verde da Câmara.

    Ele também criticou os dados fornecidos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que identificou movimentações financeiras atípicas em valores milionários de assessores do PL, que atingiram cerca de R$ 18 milhões. Além de Sóstenes, o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) também foi alvo da PF.

    Sóstenes chamou o Coaf de “um grande problema” e que o órgão soma uma movimentação em conta num extenso período de tempo, sem levar em conta do que se tratam os recursos. Ele diz que o seu motorista, além do serviço prestado a ele, tem outras duas fontes de renda com comércio, e por isso os altos valores identificados em sua conta.

    “Eu só alugo um carro deles. Sempre está com meu motorista ou comigo. Eu sempre usei um Corolla usado e não novo, para gastar menos com a cota. Eu pago o menor valor da Câmara. Só seria lavagem de dinheiro se eu não usasse o carro, se só emitisse a nota (sem usar o serviço)”, declarou.

    Sóstenes declarou “não ter nada a temer” e que convocou uma coletiva para dar as explicações aos eleitores e ao povo. E desafiou integrantes do governo Lula ou do entorno do presidente que vêm sendo atingidos pelo escândalo dos desvios no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

    Ele se referia a uma operação da PF deflagrada nesta quinta-feira, 18, para apurar novas suspeitas de desvios de aposentadorias que apontou a existência de pagamentos do empresário Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, para uma amiga de Fábio Luís da Silva, filho do presidente Lula. Trata-se de Roberta Luchsinger, herdeira de um banqueiro e próxima do PT.

    O que a PF diz

    Um assessor Sóstenes movimentou R$ 11 milhões em débitos e R$ 11 milhões em créditos e seria um dos responsáveis por operar os desvios de recursos da cota parlamentar, segundo os investigadores.

    Essas expressivas transações financeiras foram do assessor Adailton Oliveira dos Santos, que já esteve lotado no gabinete de Sóstenes e depois foi vinculado à liderança do PL, função atualmente exercida pelo deputado na Câmara. A defesa dele ainda não se manifestou.

    “Constatou-se a movimentação total de R$ 11.491.410,77 em créditos e R$ 11.486.754,58 em débitos, com maior concentração nos anos de 2023 e 2024. Parte expressiva dessas transações permanece sem identificação de origem ou destino, especialmente aquelas classificadas como ‘pagamentos diversos’ e ‘lançamento avisado’. Verificou-se, ainda, que R$ 2.789.526,93 foram remetidos a beneficiários não identificados, sob a rubrica ‘NOME NÃO IDENTIFICADO’. O conjunto dessas movimentações – marcado por alto volume, repasses ágeis e utilização recorrente de meios eletrônicos de pagamento – mostra-se incompatível com a capacidade econômica declarada do titular, considerando-se seu vínculo funcional e contexto familiar”, diz trecho da investigação.

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