Categoria: POLÍTICA

  • O que é cota parlamentar, foco de investigação da PF que tem Sóstenes e Jordy como alvos

    O que é cota parlamentar, foco de investigação da PF que tem Sóstenes e Jordy como alvos

    Operação investiga verba para custear mandato parlamentar; a ação, que investiga Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy, ambos do PL, foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal)

    A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira, 19, uma operação para apurar suspeitas de desvios na cota parlamentar de dois deputados federais do Partido Liberal (PL): o líder da sigla na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), e Carlos Jordy (RJ).

    Jordy publicou um vídeo nas redes sociais no qual afirmou que, desde o início do seu primeiro mandato, realizou pagamentos à empresa investigada para o aluguel de carros. Ele disse que Sóstenes também utiliza os serviços da mesma locadora, assim como outros deputados. “Isso aqui é mais do que querer nos intimidar, é uma pesca probatória, é fishing expedition. Eu não vou me deixar abalar com isso”, afirmou. Sóstenes ainda não se manifestou.

    A PF afirmou que agentes públicos, servidores comissionados e particulares teriam atuado para desviar e ocultar a verba pública. Segundo a investigação, os desvios de recursos ocorriam por meio de pagamentos a uma locadora de veículos, que, para a PF, seria uma fachada para devolução de dinheiro da cota parlamentar. Na operação, a PF apreendeu R$ 430 mil em um endereço de Sóstenes em Brasília.

    A Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap), em vigor desde 2009, unificou a verba indenizatória, a cota de passagens aéreas e a cota postal-telefônica. De acordo com a Câmara, o valor mensal do benefício deve ser utilizado pelos parlamentares para custear despesas do mandato, como aluguel de escritório, passagens aéreas, alimentação, aluguel de carro e combustível.

    No caso da locação ou fretamento de veículos automotores, há um limite não acumulável de R$ 12.713 por mês. O benefício também pode ser usado para pagar a divulgação da atividade parlamentar, exceto nos 120 dias anteriores às eleições, caso o deputado seja candidato.

    O saldo não utilizado em um mês pode ser aproveitado nos meses seguintes dentro do mesmo exercício financeiro, mas não pode ser transferido para o ano seguinte.

    O valor mensal do benefício varia de acordo com o Estado, pois considera os preços das passagens aéreas de Brasília até a capital do Estado pelo qual o parlamentar foi eleito. Atualmente, deputados eleitos pelo Rio de Janeiro – como Sóstenes e Jordy – recebem até R$ 41.553,77 por mês.

    Roraima é o Estado com a cota parlamentar mais alta, de até R$ 51.406,33 por mês, enquanto o Distrito Federal tem a menor, de até R$ 36.582,46 por mês.

    Alguns deputados recebem adicional mensal de R$ 1.353,04 por exercer cargos de liderança, como líder de partido, líder do governo ou líder da minoria – é o caso de Sóstenes, líder do PL na Câmara. Vice-líderes do governo e da minoria recebem acréscimo de R$ 902,02 por mês, enquanto suplentes de secretário da Mesa Diretora têm adicional de até R$ 5.075,62 mensais.

    A PF afirmou que, de acordo com as investigações, um assessor de Sóstenes movimentou R$ 11 milhões em débitos e R$ 11 milhões em crédito, com maior concentração nos anos de 2023 e 2024. “Parte expressiva dessas transações permanece sem identificação de origem ou destino, especialmente aquelas classificadas como ‘pagamentos diversos’ e ‘lançamento avisado’”, aponta o relatório.

    Os policiais disseram também que um assessor de Jordy movimentou R$ 5,9 milhões em créditos e o mesmo valor em débitos, valores considerados incompatíveis com sua capacidade econômica.

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  • Após cassação, Eduardo Bolsonaro diz que perda do mandato é 'medalha de honra'

    Após cassação, Eduardo Bolsonaro diz que perda do mandato é 'medalha de honra'

    Câmara cassou mandatos de Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem e a medida foi oficializada durante a tarde desta quinta-feira (19), em edição do Diário Oficial da Casa

    O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que considera a cassação de seu mandato uma “medalha de honra”. Em vídeo publicado nesta quinta-feira, 18, nas redes sociais, ele disse que valeu a pena ter permanecido nos Estados Unidos e que perdeu o cargo por fazer “exatamente o que os eleitores esperam”. A Mesa Diretora da Casa cassou o mandato de Eduardo por faltas.

    “Deixo o meu muito obrigado a todos que sempre me apoiaram aqui nas redes sociais. Ainda que haja aqueles que digam que eu estou nos Estados Unidos por opção, eu digo a vocês: valeu a pena ter levado consequências reais a esses ditadores. Para mim, o que fica é uma medalha de honra”, afirmou o ex-parlamentar.

    Eduardo Bolsonaro também disse ter atingido seu objetivo ao conseguir formar uma bancada numerosa na Câmara dos Deputados, mesmo com deputados, antes aliados, votando pela cassação de seu mandato. Segundo ele, continuará sendo a mesma pessoa, porque o que mantém seus seguidores fiéis não é “um diploma na parede”.

    “Tenho certeza de que essa história ainda não acabou. Ainda durante as eleições de 2022, eu pedia votos para outros candidatos a deputado federal por São Paulo para fazer uma bancada grande. Eu atingi o meu objetivo, porque jogo para o grupo. Tenho certeza de que fiz o certo, mesmo sabendo que deputados que não seriam eleitos por outro partido votaram para cassar o meu mandato”, afirmou.

    Além de Eduardo Bolsonaro, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados cassou, nesta quinta-feira, o mandato do ex-delegado de polícia Alexandre Ramagem (PL-RJ), que chefiou a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

    Os dois parlamentares estão fora do País. Eduardo Bolsonaro está autoexilado nos Estados Unidos. Alexandre Ramagem, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), é considerado foragido e também está no país.

    Após cassação, Eduardo Bolsonaro diz que perda do mandato é 'medalha de honra'

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  • Quem é Carlos Jordy, alvo de operação da PF por suspeita de desvios na cota parlamentar

    Quem é Carlos Jordy, alvo de operação da PF por suspeita de desvios na cota parlamentar

    Operação investiga verba para custear mandato parlamentar; a ação, que investiga Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy, ambos do PL, foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal)

    A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta sexta-feira, 19, uma operação para apurar suspeitas de desvios na cota parlamentar de dois deputados federais do Partido Liberal (PL): o líder da sigla na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), e Carlos Jordy (RJ).

    Endereços dos dois parlamentares são alvos de mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Rio de Janeiro.

    Jordy publicou um vídeo nas redes sociais, no qual afirmou que a ação é uma “perseguição implacável”. Ele disse ainda que os policiais realizaram buscas na casa de seus pais.

    Sóstenes ainda não havia se manifestou até a publicação desta matéria.

    Quem é Carlos Jordy?

    Jordy tem 43 anos e é natural de Niterói, no Rio de Janeiro. Ele é formado em Turismo e Hotelaria na Universidade do Vale do Itajaí.

    Ele está em seu segundo mandato na Câmara. Antes, Jordy foi vereador de Niterói entre 2017 e 2019.

    O parlamentar concorreu à Prefeitura de Niterói no ano passado, mas foi derrotado por Rodrigo Neves (PDT-RJ), eleito para seu terceiro mandato.

    Operação Galho Fraco

    Batizada de Galho Fraco, a operação é um desdobramento de investigação iniciada no fim do ano passado para apurar repasses da cota parlamentar a uma locadora de veículos. A suspeita da apuração é que essa locadora foi criada apenas para emitir notas fiscais fictícias com o objetivo de desviar recursos da Câmara.

    Na primeira operação, a PF mirou assessores dos parlamentares e levantou informações sobre esses contratos. Com o aprofundamento, essa nova ação mirou diretamente os dois deputados.

    Quem é Carlos Jordy, alvo de operação da PF por suspeita de desvios na cota parlamentar

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  • Mario Frias direcionou verba pública a produtora de filme sobre Jair Bolsonaro

    Mario Frias direcionou verba pública a produtora de filme sobre Jair Bolsonaro

    O ex-ator e parlamentar estaria destinando dinheiro público para investir em um projeto envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A produtora do filme “Dark Horse”, inspirado na trajetória de Jair Bolsonaro (PL), recebeu R$ 2 milhões em recursos públicos por meio de três CNPJs na área de tecnologia e esportes, além de ter firmado um contrato no valor de R$ 108 milhões para instalação de pontos de wi-fi com a Prefeitura de São Paulo.

    As informações foram divulgadas primeiro pelo portal The Intercept Brasil e confirmadas pela reportagem.

    Uma das pessoas envolvidas na produção é o deputado Mario Frias (PL-SP), ex-secretário especial de Cultura do governo Bolsonaro. A reportagem teve acesso ao roteiro do filme, que contém a informação de que ele é baseado “em uma história real escrita por Mario Frias intitulada ‘Capitão do Povo’”.

    Frias foi responsável pela aprovação de duas verbas de emenda parlamentar ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), ONG de Karina Ferreira da Gama, que também é dona da GoUP Entertainment, que produz “Dark Horse”.

    Procurados, Mario Frias e o Instituto Conhecer Brasil não se manifestaram até a publicação deste texto.

    Os repasses de emenda parlamentar foram de R$ 2 milhões ao todo. No ano passado, o Instituto Conhecer Brasil recebeu R$ 1 milhão via Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação numa ação de letramento digital. Via Ministério dos Esportes, o ICB foi contratado por R$ 1 milhão para implantar o Projeto Lutando Pela Vida, de artes marciais.

    No passado, a instituição foi autorizada a captar recursos para executar projetos ligados ao mundo evangélico, como “A Turma do Smilinguido no Teatro” e um festival itinerante da Marcha para Jesus, mas não conseguiu levantar fundos em ambos os casos.

    Mas o contrato de valores mais expressivos foi com a gestão de Ricardo Nunes (MDB) na prefeitura da capital paulista. A instituição foi contratada pela prefeitura para instalação de 5.000 pontos de wi-fi no valor de R$ 108 milhões.
    Procurada, a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia afirma que a contratação do Instituto Conhecer Brasil foi realizada “por meio de chamamento público transparente e sem contestações”.

    Segundo a prefeitura, “a organização social cumpriu todas as exigências previstas no edital, e a prestação do serviço está em andamento com 3.200 pontos de wi-fi implementados e 1.800 pontos previstos para 2026”.

    O valor total da parceria é de R$ 108 milhões, mas os repasses realizados até o momento são de, aproximadamente, R$86 milhões, que correspondem aos serviços já executados.

    O filme “Azarão”, ou “Dark Horse” no título original, narra os momentos do ex-presidente após ser vítima de esfaqueamento em Juiz de Fora, em Minas Gerais, em 2018. A primeira locação de filmagem foi no Hospital Indianópolis, na zona sul da capital paulista.

    O filme é dirigido por Cyrus Nowrasteh, cineasta americano de origem iraniana. Ele tem em seu currículo filmes como “Infidel”, “O Jovem Messias” e “O Apedrejamento de Soraya M.”, segundo o Internet Movie Database. Jair Bolsonaro será vivido por Jim Caviezel, que viveu Jesus no filme “A Paixão de Cristo”, de Mel Gibson, e também estrelou “Som da Liberdade”, sucesso entre o público conversador em 2023.

    Mario Frias direcionou verba pública a produtora de filme sobre Jair Bolsonaro

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  • PF apreende R$ 430 mil em dinheiro vivo na casa de líder do PL Sóstenes Cavalcante

    PF apreende R$ 430 mil em dinheiro vivo na casa de líder do PL Sóstenes Cavalcante

    Operação investiga verba para custear mandato parlamentar; a ação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal)

    A Polícia Federal (PF) apreendeu um total de R$ 430 mil em dinheiro vivo na residência do deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) em uma operação realizada nesta sexta-feira, 19, para apurar desvios na cota parlamentar.

    A investigação suspeita que o deputado, que é líder do PL na Câmara, fez repasses para uma locadora de veículos com o objetivo de desviar recursos da Casa. Ele ainda não se manifestou sobre o caso.

    No endereço onde o parlamentar vive em Brasília, em um flat, os investigadores encontraram no armário uma sacola preta cheia de notas de R$ 100, que foram contabilizadas e apreendidas sob suspeita de serem provenientes do desvio de recursos públicos.

    O deputado Carlos Jordy (PL-RJ) também foi alvo de busca e apreensão, mas não foi encontrado dinheiro vivo em seu endereço. Jordy afirmou em uma rede social que fez pagamentos à empresa suspeita de desvios com o objetivo de aluguel de carros desde o início do seu mandato e classificou a ação de “pesca probatória”.

    PF apreende R$ 430 mil em dinheiro vivo na casa de líder do PL Sóstenes Cavalcante

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  • PF faz buscas contra Sóstenes e Jordy, deputados do PL

    PF faz buscas contra Sóstenes e Jordy, deputados do PL

    Operação que atinge aliados de Bolsonaro investiga recursos públicos de cotas parlamentares; Jordy chama ação policial de ‘covarde’; Sóstenes é líder do PL na Câmara dos Deputados

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – A Polícia Federal cumpre nesta sexta-feira (19) mandados de busca e apreensão contra os deputados federais Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy, ambos do PL do Rio de Janeiro e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.

    Segundo pessoas com conhecimento da ação, a operação da PF não ocorre nos gabinetes parlamentares de Sóstenes e Jordy. Os sete mandados, autorizados pelo STF (Supremo Tribunal Federal), são cumpridos no Distrito Federal e no Rio de Janeiro.

    O objetivo da operação é aprofundar investigações sobre desvios de recursos públicos de cotas parlamentares, de acordo com a corporação.

    “De acordo com as investigações, agentes políticos, servidores comissionados e particulares teriam atuado de forma coordenada para o desvio e posterior ocultação de verba pública”, disse a PF.

    Jordy publicou um vídeo nas redes sociais e chamou a ação de “covarde”. Segundo ele, a justificativa da busca e apreensão é a de que ele teria desviado recursos da cota parlamentar para uma empresa de fechada para aluguel de carrros.

    “Sendo que é a mesma empresa que eu alugo carros desde o início do meu primeiro mandato. A mesma empresa que o deputado Sóstenes, que eu acredito que também esteja sendo alvo de busca e apreensão, aluga veículos dessa mesma empresa desde o início do primeiro mandato dele. A alegação deles é tosca, eles dizem que chama muito a atenção o número de veículos desta empresa”, disse.

    PF faz buscas contra Sóstenes e Jordy, deputados do PL

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  • Entenda o PL da Dosimetria aprovado pelo Senado e os próximos passos

    Entenda o PL da Dosimetria aprovado pelo Senado e os próximos passos

    Projeto limita benefício a crimes contra o Estado democrático de Direito; texto segue para sanção presidencial; Lula já sinalizou que deve vetar proposta

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (17) um projeto de lei que permite reduzir a pena de condenados pelos ataques golpistas de 8 de Janeiro e beneficia o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    O texto foi aprovado com uma emenda do senador e ex-juiz Sergio Moro (União Brasil-PR) que restringe o escopo a crimes contra o Estado democrático de Direito -mudança considerada só de redação.

    Como a proposta já havia passado pela Câmara dos Deputados, ela agora segue para a sanção presidencial. A expectativa é que Lula (PT) a vete de forma integral, conforme adiantou a Folha de S.Paulo.

    Entenda em quatro pontos o que o Senado aprovou, como era o texto da Câmara, quais foram as mudanças, como pode ficar a pena de Bolsonaro e outros condenados e quais são os próximos passos.

    O que o Senado aprovou?

    A proposta diz que as penas pelos crimes de golpe de Estado e abolição violenta do Estado democrático de Direito não devem ser aplicadas de forma cumulativa quando inseridos no mesmo contexto.

    Nesse caso, o texto estabelece como alternativa que deve ser aplicada a pena mais grave entre os dois (ou, se elas forem iguais, somente uma), aumentando-se a punição de um sexto a metade.

    O texto prevê ainda redução de pena de um a dois terços para os crimes de tentativa de golpe ou abolição quando eles tiverem sido praticados em contexto de multidão.

    Além disso, fixa o menor tempo possível de cumprimento da pena para progressão de regime para esses crimes, um sexto, independentemente de reincidência ou do uso de violência ou grave ameaça.

    Foram 48 votos a favor, 25 contrários e 1 abstenção.

    O que a Câmara aprovou?

    O substitutivo aprovado na Câmara excepcionou que condenados por crimes contra a vida e contra o patrimônio, com uso de violência ou grave ameaça, deveriam cumprir ao menos 25% da pena para progredir de regime -ou 30% em caso de reincidência.

    Como mostrou a Folha de S.Paulo, esse texto aceleraria a progressão de regime para pessoas consideradas culpadas por outros crimes fora desse rol, como coação no curso do processo e incêndio doloso.

    Os deputados aprovaram o projeto no último dia 10 de dezembro com 291 votos a favor. Os contrários somaram 148, e houve 1 abstenção.

    A proposta foi uma alternativa ao projeto original, que concedia anistia a envolvidos no 8 de Janeiro e na trama golpista. A mudança foi fruto de um acordo entre a cúpula da Câmara e o STF (Supremo Tribunal Federal).

    Quais foram as mudanças?

    Os senadores adotaram uma emenda sugerida por Moro para limitar a redução de penas somente aos crimes contra o Estado de Direito, pelos quais foram condenados os envolvidos no 8 de Janeiro.

    A mudança foi considerada uma emenda de redação, e não de mérito, o que no último caso faria com o projeto devesse retornar para nova análise da Câmara. Por isso, a proposta foi direto à sanção.

    Como Lula deve se posicionar?

    O petista afirmou nesta quinta-feira (18) que vai vetar o projeto. “Tenho dito que as pessoas que cometeram o crime terão que pagar pelos atos cometidos contra esse país.”

    O presidente da República pode vetar parte ou todo um projeto, mas os congressistas podem rejeitar esse veto. Nesse caso, a lei é promulgada sem necessariamente a anuência presidencial.

    Para a rejeição do veto é preciso maioria absoluta dos votos de deputados e senadores, ou seja, 257 votos de deputados e 41 votos de senadores, contabilizados de forma separada.

    O debate ainda deve voltar ao Supremo, com possibilidade de a matéria aprovada ser questionada. A corte também deve interpretar como a eventual legislação se aplica às penas já fixadas.

    Qual é o impacto nas penas?

    A proposta traria reduções tanto nas penas totais quanto no tempo mínimo em regime fechado de condenados da trama golpista e do 8 de Janeiro. Bolsonaro seria um dos mais beneficiados.

    A proposta pode reduzir o tempo que o ex-presidente vai passar em regime fechado do intervalo atual de 6 a 8 anos para algo entre 2 anos e 4 meses e 4 anos e 2 meses, a depender da interpretação.

    Entenda o PL da Dosimetria aprovado pelo Senado e os próximos passos

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  • 'Se tiver filho meu metido nisso, será investigado', diz Lula sobre esquema de fraude no INSS

    'Se tiver filho meu metido nisso, será investigado', diz Lula sobre esquema de fraude no INSS

    Esposa do filho do presidente, o Lulinha, é amiga de uma empresária ligada com um outro envolvido em investigações da PF; oposição ao governo tenta ligar a família de Lula nas investigações sobre o INSS para tentar desgastar o presidente

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quinta-feira, 18, que defende a investigação sobre “todas as pessoas” envolvidas nos crimes relacionados ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), inclusive se tiver um filho seu ‘metido nisso’. As declarações ocorreram durante uma conversa com jornalistas no Palácio do Planalto, em Brasília.

    “Todas as pessoas que estiverem envolvidas, diretamente ou não, elas serão investigadas pela Polícia Federal. Muitas das coisas estão em segredo de Estado. Eu sinceramente já li a respeito algumas notícias. E eu tenho dito para os meus ministros, tenho dito para as pessoas que participam da CPI: é importante que haja seriedade para que a gente possa investigar todas as pessoas envolvidas”, disse.

    Lula continuou: “Todas as pessoas. Ninguém ficará livre. Se tiver filho meu metido nisso, ele será investigado”. Em seguida, brincou: “Se tiver meu pai, que já morreu, não”.

    Na sequência, o presidente criticou a prática criminosa de ‘expropriar o dinheiro do aposentado com promessas falsas’ e lembrou que muitos aposentados recebem o valor equivalente a apenas salário mínimo.

    “Eu estou muito leve com relação a essas apurações. E eu não sei quem foi hoje [quinta-feira], eu não sei quem a Polícia Federal visitou, não sei porque eu tive já algumas reuniões importantes hoje [quinta-feira]. O que eu sei é o seguinte: quem estiver envolvido vai pagar o preço de estar envolvido com isso”, acrescentou.

    A Polícia Federal deflagrou a quinta fase da Operação Sem Desconto nesta quinta e cumpre 16 mandados de prisão preventiva e 52 de busca e apreensão contra investigados por desvios no Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).

    A operação também cumpriu um mandado de prisão domiciliar e afastamento do atual número dois do Ministério da Previdência Social, Adroaldo Portal. Jornalista de formação, ele já trabalhou no gabinete do senador Weverton Rocha (PDT-MA) e em cargos do Congresso Nacional ligados a políticos do PDT.

    O ministro da Previdência, Wolney Queiroz, afirmou nesta quinta-feira, 18, que não tinha conhecimento sobre envolvimento do número dois da pasta no esquema de fraudes nas aposentadorias do INSS.

    Segundo o ministro, o secretário-executivo foi exonerado logo após a operação deflagrada nesta manhã. “Não tínhamos qualquer informação”, disse Wolney, ao ser questionado se o governo sabia da eventual participação de Adroaldo no esquema.

    'Se tiver filho meu metido nisso, será investigado', diz Lula sobre esquema de fraude no INSS

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  • Flávio Bolsonaro recebe apoio de Marçal em evento de mentoria

    Flávio Bolsonaro recebe apoio de Marçal em evento de mentoria

    Ex-candidato a prefeito nas eleições de 2024, influenciador está inelegível; discurso do senador e de Marçal no evento tiveram forte tom religioso

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Depois de se reunir com empresários paulistas nesta quarta-feira (17), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) compareceu a um evento de mentoria do influenciador Pablo Marçal, onde fez uma espécie de oração junto do público presente e ouviu palavras de apoio à sua candidatura para o Planalto.

    Até a publicação deste texto, o vídeo da participação de Flávio no evento não tinha sido divulgado nas redes sociais de ambos, mas foi enviado pela assessoria do influenciador. Candidato a prefeito nas últimas eleições municipais de São Paulo, Marçal foi declarado inelegível pela Justiça Eleitoral em mais de uma ação, mas ainda cabe recurso ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

    Ambos fizeram uma espécie de oração junto ao público. Em sua fala, Marçal fez várias referências à campanha eleitoral e chegou a dizer que ia para a guerra junto a Flávio. Tanto o discurso de Marçal quanto o de Flávio no evento foram marcados por tom fortemente religioso, o influenciador chegou a dizer inclusive que não se tratava de um ato político, mas de um ato profético.

    “Nós clamamos e bendizemos, nós visualizamos, ó Deus, o senhor protege ele, subindo essa rampa no Planalto. Ele tomando aquela faixa de volta, que nós não aceitamos afronta nessa nação”, disse Marçal durante essa fala de oração, em que a todo momento se dirigia a Deus.

    Em um desses momentos disse que Deus teria prometido que “garotos jovens se levantariam para liderar essa nação” e que o senhor “vai colocar ele [Flávio] nessa cadeira”.

    “As portas estão abertas para você, nós vamos para a guerra juntos eu acredito verdadeiramente neste coração aqui”, disse. “E se você estiver tomando pancada, nós vamos tomar juntos.”

    Disse ainda que “sem querer magoar o Jair, mas esse é o Bolsonaro que a gente sempre quis”.

    Marçal também disse a Flávio, que como “alguém ceifou a possibilidade” de o pai dele fazer aquilo que ele tinha que fazer, Flávio tinha que seguir “a frequência daquilo que foi chamado”.

    Flávio agradeceu Marçal pelas palavras e o abraçou. Em sua fala ao público, disse acreditar que era uma missão de Deus e que se tratava de uma “guerra espiritual”.

    Flávio Bolsonaro recebe apoio de Marçal em evento de mentoria

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  • Câmara cassa mandatos de Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem

    Câmara cassa mandatos de Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem

    A medida foi oficializada durante a tarde em edição do Diário Oficial da Casa

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – A maioria dos membros da Mesa Diretora da Câmara, presidida por Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu declarar, nesta quinta-feira (18), a cassação dos mandatos de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Alexandre Ramagem (PL-RJ).

    A medida foi oficializada durante a tarde em edição do Diário Oficial da Casa. O prazo de defesa dado aos dois deputados se encerrou na quarta-feira (17). Motta havia dito na semana passada que gostaria de resolver os dois casos até o recesso, que começa nesta sexta-feira (19).

    Eduardo, que está nos EUA desde março, estava ameaçado de cassação por excesso de faltas às sessões da Câmara neste ano. Já Ramagem fugiu para os Estados Unidos durante o julgamento do STF (Supremo Tribunal Federal) que o condenou à perda de mandato e a 16 anos e um mês de prisão por participar de tentativa de golpe de Estado.

    A Mesa é composta por Motta e mais seis membros titulares, além de quatro suplentes.

    Entre os titulares, assinaram a favor da cassação, além de Motta, os deputados Lula da Fonte (PP-PE), Delegada Katarina (PSD-SE) e Carlos Veras (PT-PE). Dos suplentes, Paulo Folletto (PSB-ES), Antonio Carlos Rodrigues (PL-SP) e Dr. Victor Linhalis (PODE-ES) também endossaram as perdas de mandato.

    O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), disse lamentar a decisão, que chamou de grave. Ele afirmou ainda que os dois deputados estão exilados devido ao que considera perseguição política do Judiciário.

    “É uma decisão política que retira do plenário o direito de deliberar e transforma a Mesa em instrumento de validação automática de pressões externas. Quando mandatos são cassados sem o voto dos deputados, o Parlamento deixa de ser Poder e passa a ser tutelado. Milhões de brasileiros que confiaram seus votos a Eduardo Bolsonaro e ao Delegado Ramagem ficam, hoje, sem representação”, escreveu nas redes.

    Na semana passada, Motta notificou Eduardo a apresentar sua defesa em até cinco sessões e anunciou que, passado esse prazo, iria determinar a cassação do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    “Eduardo Bolsonaro já tem um número de faltas que são suficientes para a cassação do seu mandato. O deputado, como todos sabem, está no exterior por decisão dele. É impossível o exercício do mandato parlamentar fora do território nacional”, disse o presidente da Câmara no último dia 9.

    “[Há] o prazo para que ele possa, em cinco sessões, apresentar sua defesa, e a Mesa deverá apresentar o resultado pela cassação do seu mandato”, concluiu.

    A Constituição estabelece em seu artigo 55 que perderá o mandato o deputado ou o senador que faltar a um terço das sessões ordinárias do ano, salvo licença ou missão oficial. Segundo o presidente da Câmara, Eduardo já ultrapassou essa marca.

    O deputado viajou para os EUA em março, de onde comandou uma campanha para que o presidente americano, Donald Trump, determinasse punições a autoridades brasileiras, além de ter articulado o tarifaço contra produtos brasileiros, com o objetivo de livrar o pai da prisão. Ele diz que viajou ao exterior por sofrer perseguição no Brasil.

    Apesar da atuação de Eduardo no exterior, Bolsonaro foi condenado pelo Supremo a 27 anos e 3 meses de prisão por participação na trama golpista e está preso na sede da PF em Brasília. Na semana passada, os EUA retiraram as sanções da Lei Magnitsky aplicadas contra o ministro Alexandre de Moraes, o que também enfraqueceu a posição política do deputado.

    Já Ramagem teria se mudado em setembro para um condomínio de luxo na Flórida, enquanto gravava vídeos e votava à distância nas sessões da Câmara, amparado por um atestado médico.

     

    Câmara cassa mandatos de Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem

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