Categoria: POLÍTICA

  • Flávio encontra empresários em São Paulo e diz ser 'Bolsonaro moderado'

    Flávio encontra empresários em São Paulo e diz ser 'Bolsonaro moderado'

    Desde que Jair chegou à presidência, a família Bolsonaro promoveu discurso de ódio e atacou e ameaçou adversários políticos; com o pai preso, Flávio está acuado e adota tom moderado para conquistar mercado financeiro e eleitores

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se reuniu pela segunda vez com empresários paulistas nesta quarta-feira (17), em busca de apoio para sua candidatura à Presidência, e disse que era “o Bolsonaro moderado”, com chances de vencer.

    “Foi mais uma conversa para mostrar que, a cada dia que passa, é uma candidatura mais forte, mais viável e que será vitoriosa. Acalmar todos aqui com relação a essa torcida de parte de alguns de querer causar animosidade entre Bolsonaro, Tarcísio e outros partidos como União Brasil, Progressistas, PSD e Republicanos”, disse o senador após o encontro.

    Sempre pediram um Bolsonaro mais moderado e eu sempre fui assim, eu sou esse Bolsonaro mais moderado, equilibrado, centrado, e eu espero que isso reflita inclusive na confiança da população que nós vamos apresentar o melhor projeto para o Brasil.

    “Sou da política, sei como funciona o jogo do poder em Brasília. Então, aqui, foi mais uma conversa muito positiva, com formadores de opinião, com as pessoas que movem esse país, que geram emprego”, continuou.

    “Falamos mais um pouquinho sobre segurança pública. Fui bem claro com eles aqui que eu vou ser radical, sim, na pauta da segurança pública e vou ter as melhores pessoas ao meu lado no campo econômico, que vão ter autonomia para fazer o que precisa ser feito para modernizar o nosso país”, continuou.

    O almoço foi na casa do empresário Gabriel Rocha Kanner, sobrinho do empresário Flávio Rocha, dono da Riachuelo, nos Jardins, zona sul da capital. O encontro estava marcado para às 12h, mas Flávio chegou por volta das 15h10, vindo de Brasília, e era aguardado por cerca de 40 empresários -parte deles foi embora antes de ele chegar, devido ao atraso.

    O empresário Marcelo Abrão, que falou com jornalistas na saída, contou que o senador disse ser “o Bolsonaro que todo mundo quer”, destacando que Flávio teria um perfil menos agressivo do que o pai.

    Outro presente que conversou com os jornalistas na saída, Samir Astassie, afirmou que o senador buscou deixar claro que sua candidatura é para valer.

    Na semana passada, após o anúncio de sua pré-candidatura, Flávio se reuniu com empresários paulistanos e investidores da Faria Lima em um almoço no banco suíço de investimento UBS. O mercado reagiu mal à indicação.

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  • CCJ do Senado aprova PL da Dosimetria e plenário pode votar ainda hoje

    CCJ do Senado aprova PL da Dosimetria e plenário pode votar ainda hoje

    Os senadores aprovaram o parecer do senador Esperidião Amin (PP-SC); projeto reduz penas de condenados por tentativa de golpe de Estado

    A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira (17), com 17 votos favoráveis e sete contrários, o Projeto de Lei (PL) 2.162/2023, o PL da Dosimetria. A proposta prevê a redução de penas de condenados pelos atentados na Praça dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023 e pela tentativa de golpe de Estado julgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

    O texto foi incluído na ordem do dia no Senado, e a expectativa é que ele seja votado ainda nesta quarta-feira pelo plenário.

    Os senadores aprovaram o parecer do senador Esperidião Amin (PP-SC), que, entre outros pontos, reduz as penas de condenados por atos golpistas. Entre os beneficiados pelo projeto está o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão pelo STF, como líder da trama golpista que tentou reverter o resultado das eleições de 2022 para se manter no poder.

    A sessão da CCJ para analisar o parecer foi iniciada nesta manhã. Após a apresentação do parecer, houve um pedido de vista coletiva de apenas quatro horas para analisar o texto. Com isso, a votação foi retomada pouco depois das 15h.

    Em geral, o prazo concedido aos pedidos de vista é de até cinco dias, o que poderia adiar sua apreciação, pela comissão, para 2026, uma vez que o ano legislativo termina nesta quinta-feira (18), e não há mais reuniões da CCJ agendadas.

    Amin acatou uma emenda ao texto para determinar que a redução das penas seja aplicada apenas aos condenados pelos atos golpistas. O senador considerou a emenda como apenas um ajuste de redação e não de mérito, para que, caso o projeto seja aprovado pelo plenário do Senado, não precise retornar à Câmara dos Deputados, que aprovou a matéria na madrugada do dia 10 de dezembro.

    O líder da federação PT, PCdoB e PV na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (PT-RJ), disse em uma rede social que vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que o texto seja novamente analisado pela Câmara.

    “A assessoria jurídica já está mobilizada. Se insistirem na manobra de dissimular emenda de mérito como emenda de redação, para impedir o retorno do projeto à Câmara, vamos reagir. O objetivo é claro: ganhar tempo, garantir o devido processo legislativo e levar o debate para o próximo ano. Se avançarem hoje, vamos acionar o STF ainda hoje. Democracia não se negocia!”, disse Farias.

    Tramitação

    No dia 10, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), enviou o PL da Dosimetria à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, tendo, como relator, o senador Esperidião Amim (PP-SC) – apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro.

    No dia seguinte, ao ser perguntado sobre o projeto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que só decidirá se vai sancionar o chamado Projeto de Lei da Dosimetria quando o texto chegar ao Poder Executivo.

    “Não gosto de dar palpite numa coisa que não diz respeito ao Poder Executivo. É uma coisa pertinente ao Poder Legislativo. Eles estão discutindo. Tem gente que concorda, tem gente que não concorda”, disse Lula.

    Manifestações

    Diante do avanço da matéria no Congresso Nacional, manifestantes de diversas cidades brasileiras foram às ruas no domingo (14), em atos contrários à aprovação do PL da Dosimetria. Os atos são promovidos pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, movimentos de esquerda que se mobilizaram contra a aprovação do projeto.

    O que é o PL?

    O texto do PL da Dosimetria determina que os crimes de tentativa de abolir com o Estado Democrático de Direito e de golpe de Estado, quando praticados no mesmo contexto, implicarão no uso da pena mais grave em vez da soma de ambas as penas.

    O foco do PL é uma mudança no cálculo das penas, “calibrando a pena mínima e a pena máxima de cada tipo penal, bem como a forma geral de cálculo das penas”.

    O projeto também propõe a redução do tempo para progressão do regime de prisão de fechado para semiaberto ou aberto.

    Tais mudanças poderão beneficiar réus como o ex-presidente Jair Bolsonaro, além dos militares Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil; e Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

    CCJ do Senado aprova PL da Dosimetria e plenário pode votar ainda hoje

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  • Lula anuncia saída de Celso Sabino do Turismo, e União Brasil indica novo nome

    Lula anuncia saída de Celso Sabino do Turismo, e União Brasil indica novo nome

    Sabino foi expulso do partido e deve ser substituído por Gustavo Damião, filho de deputado da legenda; indicação teve o aval do presidente do partido, Antonio Rueda, e da ala governista da bancada na Câmara

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente Lula (PT) anunciou, nesta quarta-feira (17), que o ministro do Turismo, Celso Sabino, deve deixar o cargo. Sabino foi expulso do União Brasil no início de dezembro, após o partido decidir desembarcar do governo petista e o ministro ter optado por manter seu cargo mesmo assim.

    Gustavo Damião, filho do deputado federal Damião Feliciano (União Brasil-PB), deve assumir o cargo, segundo apurou a reportagem. Gustavo foi secretário de Turismo e Desenvolvimento Econômico da Paraíba.

    A indicação partiu do grupo mais governista da bancada do partido, que reúne cerca de 20 a 22 deputados, e é composto pelo ex-ministro Juscelino Filho (MA), pelo líder da bancada, Pedro Lucas Fernandes (MA), e pelo próprio Damião. Também houve aval do presidente da legenda, Antônio de Rueda.

    O desembarque da sigla foi decidido em setembro deste ano e mirou principalmente Sabino, já que preservou os indicados do partido que não têm mandato, como dirigentes de estatais.

    No final de novembro, o Conselho de Ética do União Brasil decidiu recomendar a expulsão do ministro e dissolver o diretório do Pará, do qual Sabino era presidente, além de nomear uma comissão provisória no lugar. A expulsão foi definida em reunião da executiva nacional no último dia 8.

    Após a decisão do partido, Sabino foi às redes sociais comentar a saída e disse que sua expulsão foi feita por se manter no governo e por “ajudar o Pará”. Ele agradeceu a amigos feitos na sigla e usou o vídeo para reforçar sua pré-candidatura ao Senado em 2026.

    A tensão entre Sabino e o partido começou após reportagem do ICL (Instituto Conhecimento Liberta) e UOL revelar acusações feitas por um piloto de que o presidente do partido, Antonio Rueda, seria dono de aviões operados pelo PCC (Primeiro Comando da Capital). Rueda nega a acusação.

    Diante disso, integrantes do partido viram influência do Palácio do Planalto na reportagem, uma vez que um de seus autores tinha também um programa na TV Brasil. A partir daí, o União Brasil orientou que seus filiados que tivessem cargos no governo Lula deixassem as posições.

    Celso Sabino, no entanto, articulou sua permanência na gestão, principalmente pela expectativa de sua participação na execução da COP30 (Conferência Climática da ONU), que estava prestes a ocorrer no Pará, seu estado. Ele é deputado federal licenciado e o evento era um de seus principais palanques.

    Apesar da negociação, o partido determinou que Sabino deveria abandonar o cargo ou seria expulso da sigla.

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  • Maioria dos brasileiros é contra PL da Dosimetria, indica Genial/Quaest

    Maioria dos brasileiros é contra PL da Dosimetria, indica Genial/Quaest

    47% são contra e 43% a favor de redução de penas do PL da Dosimetria, indica pesquisa feira Genial/Quaest

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (17) mostra que 47% dos brasileiros são contra a redução de penas de Jair Bolsonaro (PL) e dos presos pelo 8 de Janeiro, enquanto 43% são a favor -sendo 24% favoráveis à aprovação do PL da Dosimetria e 19% a reduções ainda maiores.

    O levantamento aponta que, para 58% da população, o PL em tramitação no Senado e já aprovado na Câmara foi pensado para reduzir as penas do ex-presidente. Para 30%, ele foi elaborado para reduzir as penas de todos os envolvidos na trama golpista.

    A Quaest ouviu 2.004 pessoas com mais de 16 anos entre os dias 11 e 14 deste mês. A margem de erro estimada é de dois pontos percentuais.

    Ao todo, 53% dos entrevistados declararam que não sabiam que o PL da Dosimetria havia sido aprovado na Câmara, enquanto 47% disseram que sabiam.

    A pesquisa também abordou o apoio a uma anistia completa. Dos total, 44% se declararam contra, 36% disseram ser favoráveis a uma proposta que inclua todos os envolvidos, e 10% afirmaram apoiar uma proposta que anistiasse apenas manifestantes condenados pelos atos de vandalismo e invasão às sedes dos Poderes. Outros 10% disseram não saber ou não responderam.

    Entre os entrevistados que se declararam bolsonaristas, 53% disseram ser favoráveis a reduções de pena ainda maiores do que as propostas no projeto, enquanto 10% se posicionaram contra a diminuição. Já entre os que se declararam lulistas, 77% são contra a redução de penas e 4% defendem reduções ainda maiores.

    O relator do PL da Dosimetria afirmou que o texto reduziria o tempo de prisão de Bolsonaro em regime fechado de seis anos e dez meses para algo em torno de dois a três anos. A estimativa foi apresentada pelo relator na Câmara, Paulinho da Força (Solidariedade), e valeria apenas para condenados por participação na tentativa de golpe.

    No Senado, contudo, a avaliação é que o texto está redigido de forma a beneficiar também condenados por outros crimes e perdeu força entre os parlamentares. A Casa havia marcado a votação para esta quarta-feira.

    Maioria dos brasileiros é contra PL da Dosimetria, indica Genial/Quaest

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  • Lula diz ter falado a Trump que conversar é mais barato e menos sofrível que a guerra

    Lula diz ter falado a Trump que conversar é mais barato e menos sofrível que a guerra

    Lula afirmou ter dito a Donald Trump que o diálogo é menos sofrível que a guerra, em meio à operação militar dos EUA contra o narcotráfico na Venezuela. O presidente brasileiro defendeu a cooperação internacional, conversou também com Nicolás Maduro e destacou a importância da palavra para evitar conflitos.

    (CBS NEWS) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou ter falado ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que conversar é menos sofrível do que a guerra, em um momento em que o governo americano faz operação militar contra o narcotráfico na Venezuela.

     
    “Eu falei para o [Donald] Trump: ‘Trump, fica mais barato conversar e menos sofrível do que guerra’. Se a gente acreditar no poder da palavra e do argumento, a gente evita muita confusão na vida dos países”, disse Lula, durante discurso de abertura da reunião ministerial.

    Além dos navios e frtota militar enviados aos mares do entorno do país latino, na terça-feira (16) o governo Trump ordenou um bloqueio total de petroleiros sob sanção dos EUA ao redor da Venezuela. De acordo com ele, o país está “completamente cercado” pelas Forças Armadas americanas.

    O regime de Nicolás Maduro reagiu, classificando a ação dos EUA como “irracional” e “ameaça grotesca”.

    A definição de quais petroleiros estão sob sanção é pouco clara. Na prática, a medida deve impedir a entrada ou saída de águas venezuelanas de quase todos os cargueiros de petróleo não ligados à americana Chevron.

    Apesar de sanções americanas contra o setor petrolífero venezuelano, a empresa opera no país latino-americano com anuência de Washington -medida adotada pelo governo Joe Biden com o objetivo de reduzir o preço de gasolina nos EUA e mantida pelo governo Trump.

    As declarações de Lula foram feitas durante o último encontro do ano feito por Lula com todos os seus ministros, onde é apresentado um balanço de ações no ano e cobranças do presidente são reforçadas.

    Nele, Lula se referiu a conversas que travou com o homólogo americano sobre questões bilaterais e internacionais. Em telefonema mais recente, o brasileiro pediu cooperação de Trump no combate ao narcotráfico internacional, sem menções diretas à Venezuela, segundo o governo brasileiro.

    Na mesma semana, Lula também conversou com Maduro sobre a escalada militar dos EUA contra o país vizinho.

    Lula diz ter falado a Trump que conversar é mais barato e menos sofrível que a guerra

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  • Flávio Bolsonaro diz que pesquisas mostram rápido crescimento e que candidatura é irreversível

    Flávio Bolsonaro diz que pesquisas mostram rápido crescimento e que candidatura é irreversível

    Senador afirma que tendência nas pesquisas é mais relevante do que números atuais, diz aparecer à frente de outros nomes da direita e sustenta que decisão de disputar a Presidência não tem volta, mesmo com Lula liderando os cenários eleitorais.

    O pré-candidato à Presidência da República e senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, afirmou nesta terça-feira, 16, que as pesquisas eleitorais indicam um “crescimento rápido” de sua candidatura. Ao comentar a mais recente pesquisa Quaest, divulgada na terça-feira, 15, o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro destacou a “tendência de crescimento”.

    “O mais importante nessas pesquisas quantitativas não é exatamente o número que aparece agora, mas a tendência, se está em crescimento ou em queda. Faltam dez meses para a eleição e muita coisa ainda vai acontecer até lá”, disse Flávio.

    “Os levantamentos mostram um crescimento rápido, o que bate com o que eu tenho percebido nas redes sociais e também nos programas dos quais eu participo”, acrescentou.

    Segundo a pesquisa Genial Quaest, Flávio aparece à frente de todos os outros nomes da direita no primeiro turno da eleição presidencial de 2026, mas ainda atrás do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT.

    Em um eventual segundo turno, Flávio está dez pontos porcentuais atrás de Lula, diferença semelhante à observada nas simulações envolvendo os governadores Tarcísio de Freitas, do Republicanos de São Paulo, e Ratinho Jr., do PSD do Paraná.

    No caso de Tarcísio, o desempenho contra Lula piorou. No levantamento realizado em novembro, o presidente tinha cinco pontos de vantagem sobre o governador. Em um mês, a diferença dobrou.

    Flávio avaliou que parte do eleitorado o enxerga como uma versão “mais equilibrada” e centrada do pai, percepção que, segundo ele, corresponde ao seu perfil pessoal. O senador afirmou ainda que sempre houve, inclusive entre bolsonaristas, a cobrança por uma postura mais moderada e menos conflitiva, mesmo ao sustentar que o governo Bolsonaro teve desempenho positivo.

    O senador declarou também que sua candidatura é “irreversível” e afirmou que a declaração inicial de que ela teria um “preço” foi feita de forma deliberada para “causar impacto”. Segundo ele, a repercussão gerou especulações e interpretações negativas. Flávio reiterou que esse suposto preço seria a liberdade do pai, atualmente preso na Polícia Federal, e a possibilidade de o ex-presidente disputar as eleições de 2026.

    Flávio Bolsonaro diz que pesquisas mostram rápido crescimento e que candidatura é irreversível

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  • Projeto de redução de penas perde apoio, e Senado avalia descartar texto da Câmara

    Projeto de redução de penas perde apoio, e Senado avalia descartar texto da Câmara

    Oposição quer aprovar logo proposta que beneficia Bolsonaro e apoiadores presos por 8 de Janeiro; cresce a possibilidade de projeto ser rejeitado em comissão e senadores elaborarem um novo texto

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O projeto que reduz as penas de Jair Bolsonaro (PL) e de outros condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023 perdeu tração no Senado e corre risco de ser rejeitado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).

    O relator da proposta, Esperidião Amin (PP-SC), apresentará seu relatório até quarta-feira (17). É possível que a votação no colegiado seja também na quarta. O plano inicial era que o texto fosse aprovado e, em seguida, passasse a ser deliberado no plenário do Senado. Esse cenário ficou menos provável ao longo desta terça-feira (16).

    Senadores avaliam que é necessário fazer uma alteração no projeto para que ele seja aprovado sem abrir brecha para condenados por outros crimes não relacionados ao 8 de Janeiro. Nesse caso, o mais provável seria o texto voltar para a Câmara para uma nova deliberação, deixando difícil uma aprovação definitiva pelo Congresso ainda em 2025.

    Agora, a cúpula do Senado passa a avaliar aprovar um relatório alternativo na CCJ, de autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE). Ele sugere que o projeto da Câmara seja rejeitado e que os senadores elaborem uma nova proposta. Nesse caso, a discussão volta à estaca zero do ponto de vista legislativo.

    O presidente do Senado tem poder para colocar o projeto em votação no plenário mesmo que o texto seja rejeitado na CCJ. Esse cenário, porém, é considerado pouco provável por aliados do chefe da Casa, Davi Alcolumbre.

    O líder do MDB, Eduardo Braga (AM), por exemplo, anunciou nesta terça que o partido ficará contra o projeto.

    “Em que pese a questão de o 8 Janeiro merecer uma revisão da dosimetria, da forma com que o projeto chegou ao Senado não dá para o MDB apoiar”, disse ele a jornalistas. “Não há condições de fazer uma alteração sem que esse texto retorne à Câmara com os vícios que contém o projeto que chegou ao Senado”, declarou Braga.

    Projeto de redução de penas perde apoio, e Senado avalia descartar texto da Câmara

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  • 'Te amo' e 'você eu levo pro caixao': veja diálogos de Bacellar e Macário

    'Te amo' e 'você eu levo pro caixao': veja diálogos de Bacellar e Macário

    Diálogos mostram intimidade entre parlamentar e juiz federal; ambos são suspeitos de vazar operação e negam; mensagens estavam em celular do presidente afastado da Alerj, que foi apreendido

    RIO DE JANEIRO, RJ (CBS NEWS) – Diálogos ocorridos de outubro a dezembro de 2025 e recuperados dos aparelhos do então presidente da Alerj (Asssembleia Legislativa do Rio de Janeiro), Rodrigo Bacellar, mostram um vínculo de intimidade com o juiz federal Macário Judice Neto, preso nesta terça-feira (16).

    As conversas constam na representação feita pela Polícia Federal ao MPF (Ministério Público Federal).

    Macário foi preso nesta terça (16) sob suspeita de irregularidades envolvendo a condução do caso do ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos, TH Joias -que responde por suposta ligação com o Comando Vermelho. O magistrado, relator do caso, teria avisado Bacellar da operação que, por sua vez, teria comunicado TH. As defesas negam.

    Leia abaixo trechos das conversas captadas. A grafia original foi mantida.

    Confira as conversas captadas!

    (19 e 20 de Outubro de 2025): “Te amo”
    MACARIO JUDICE: Te amo ?
    RODRIGO BACELLAR: Deus te abençoe irmão
    RODRIGO BACELLAR: Sou teu fã
    MACARIO JUDICE: Bom dia (emoji de sorriso)
    MACARIO JUDICE: Recíproco
    MACARIO JUDICE: Aguardo sua agenda
    MACARIO JUDICE: Quero lhe desejar muitas bênçãos nos exames que fará hoje
    (23 de Outubro de 2025): “Amizade para a vida”
    MACARIO JUDICE: Bom dia (emoji de sol) irmão
    MACARIO JUDICE: O gov me ligou! Falamos hj
    RODRIGO BACELLAR: Vc é irmão de vida
    RODRIGO BACELLAR: Não se desgaste por nada pq o melhor não temos irmão que é amizade pra vida e reciprocidade
    MACARIO JUDICE: Me liga Foi positiva a conversa
    (26 e 27 de Outubro de 2025): “Irmão”
    MACARIO JUDICE: Opa boa tarde querido Presidente
    MACARIO JUDICE: Aguardo a mensagem
    MACARIO JUDICE: Prezado irmão! Boa tarde! Pode me ligar, assim que possível?
    RODRIGO BACELLAR: To resolvendo um problema do meu pai aqui e campos e te ligo qd acabar irmão
    MACARIO JUDICE: Ok irmão
    (30 de Outubro de 2025): “Vai viajar?”
    RODRIGO BACELLAR: Fala meu irmão de vida
    RODRIGO BACELLAR: Tudo na paz
    MACARIO JUDICE: Opa meu querido irmão Tudo bem Estou em sessão Quer que ligue no intervalo?
    RODRIGO BACELLAR: Não precisa irmão
    RODRIGO BACELLAR: Falamos mais tarde
    RODRIGO BACELLAR: Só pra saber se tá bem e se vai viajar ou ficar por aqui
    RODRIGO BACELLAR: Mais tarde falamos sem pressa
    MACARIO JUDICE: Te ligo
    (2 de Novembro de 2025): Sem ciúme
    MACARIO JUDICE (Áudio): Meu querido presidente irmão, tudo bem? Boa tarde! Uai, eu sou teimoso eu sabia que cê não ia atender, mas tentei tá? Quero saber notícia do seu pai, está tudo bem? Quando puder me liga saudade de falar contigo tá? Trocar umas ideias. Um forte abraço meu irmão querido.
    RODRIGO BACELLAR: Tá tudo ótimo graças a Deus irmão
    RODRIGO BACELLAR: Já fez exame já tirou pólipo mas médico disse tá tudo no controle
    MACARIO JUDICE: Vai dar certo! Já deu!
    Acabei de falar com Caio
    RODRIGO BACELLAR: Helinho ontem me chamou pra beber e eu disse pra ele não ter ciúme e te chamar pq bebemos nos três (emojis de rindo chorando)
    RODRIGO BACELLAR: Tá tudo bem ???
    MACARIO JUDICE: Kkkkk Ele tem patente menor rsrs
    MACARIO JUDICE: Tudo ótimo
    (4 de Novembro de 2025): Discussão política
    RODRIGO BACELLAR: Merda de Homem
    MACARIO JUDICE: Irmão lamentável esse momento! Penso que separados serão vulneráveis Para sair como candidato precisará da ALERJ
    MACARIO JUDICE: Depois da sessão vou te ligar
    RODRIGO BACELLAR: Se ele quiser me enfrentar bebo sangue dele irmão
    RODRIGO BACELLAR: Sou da roça amo brigar com peixeira na mão
    MACARIO JUDICE: Evitemos esse embate
    RODRIGO BACELLAR: Só te mandei pra te mostrar que ele ama ser vítima e o mundo é o culpado ele sempre inocente
    MACARIO JUDICE: Foque em BsB hj
    MACARIO JUDICE: Obg pela confiança
    RODRIGO BACELLAR: Vc eu levo pro caixão meu irmão nunca duvide disso
    MACARIO JUDICE: Mas pensemos juntos Não verbalize nada agora
    RODRIGO BACELLAR: Jamais
    RODRIGO BACELLAR: To apenas desabafando com meu irmão Macario
    RODRIGO BACELLAR: Estamos velhos pra passar recibo
    MACARIO JUDICE: Claro Mas nós que temos personalidade forte temos que ter calma e sabedoria O jogo está iniciando
    MACARIO JUDICE: Vc é faixa preta (emoji de kimono)
    (30 de Novembro de 2025): Ingressos para o Flamengo
    MACARIO JUDICE: Irmão querido boa tarde! Como tem passado? Diga-me uma coisa, vc consegue 4 ingressos para o jogo do Falamengo x Ceará?
    RODRIGO BACELLAR: Nem que eu arrebente o portão darei um jeito (emojis de chorando de rir)
    MACARIO JUDICE: Kkkkk
    RODRIGO BACELLAR: Tenho juízo meu Padrinho
    MACARIO JUDICE (Áudio): Na verdade, deixa eu te explicar, o meu irmão Rodrigo que é seu xará, Rodrigo Judice, está indo com meu meu sobrinho, filho dele, o Fernandinho a esposa entendeu? E mais assim, acho que o sobrinho também dela. E eu queria, eles são flamenguistas doentes, então eu queria ver se eu consigo atender ao meu sobrinho na verdade, que é o Fernandinho que fica, que está aqui me perturbando a paciência. Você querido, tá tudo bem? Eu retornando no Rio, a gente precisa sentar cara, nós temos que sentar pra bater um papo. Eu estaria dia 11 tá? Mas assim se você não conseguir deixa pra lá tá meu amigo eu sei que deve tá uma procura terrível né? Esse jogo de Ceará com o Flamengo quarta-feira, mas tamos junto tá? Qualquer coisa cê me avisa aqui. Um beijo grande e um excelente domingo pra vocês
    RODRIGO BACELLAR (Áudio): Meu irmão, fica tranquilo que eu vou dar meu jeito ta? Amanhã eu vou saber a carga que eu tenho exata que a SUDERJ vai me informar. Eu não vou mesmo, eu sempre fico de casa, entendeu? Eu gosto de ver jogo quieto, então tão resolvidos, vou dar um jeito, amanhã até o fim do dia eu te dou um jeito. Dia 11 também, quando você chegar vamos falar, tá? Pode ficar despreocupado.
    MACARIO JUDICE: Obrigado (emoji de mãos rezando)
    (2 de Dezembro de 2025): Sempre que precisar, estou aqui
    MACARIO JUDICE (Áudio): Meu irmão querido, desculpa a demora em te dar resposta, mas deu tudo certo lá o meu irmão conseguiu tá. Fica na paz muito obrigado você sempre muito positivo e foi bom também que eu não te ocupei né, (inaudível) Fica mais sobra os ingressos pra vocês tá?
    MACARIO JUDICE: Semana que vem estou chegando aí pra gente sentar. Forte abraço!
    MACARIO JUDICE: Seremos campeões amanhã amém
    RODRIGO BACELLAR: Te amo meu irmão
    RODRIGO BACELLAR: Sempre que precisar to aqui pra qq parada em especial na hora ruim
    MACARIO JUDICE: Tenho certeza

    'Te amo' e 'você eu levo pro caixao': veja diálogos de Bacellar e Macário

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  • STF encerra julgamento da trama golpista com 29 condenados

    STF encerra julgamento da trama golpista com 29 condenados

    Entre setembro e novembro deste ano, o colegiado condenou mais 24 réus, que pertenciam aos núcleos 1, 3 e 4; confira a lista de condenados!

    O Supremo Tribunal Federal (STF) chegou nesta terça-feira (16) a marca de 29 condenados à prisão nas ações penais da trama golpista ocorrida durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Somente dois réus foram absolvidos. 

    A Primeira Turma finalizou hoje o julgamento do Núcleo 2 e decidiu condenar mais cinco réus. Entre setembro e novembro deste ano, o colegiado condenou mais 24 réus, que pertenciam aos núcleos 1, 3 e 4.

    O Núcleo 5 é formado pelo réu Paulo Figueiredo, neto do ex-presidente da ditadura João Figueiredo. Ele mora dos Estados Unidos, e não há previsão para o julgamento. O general de Exército Estevam Theófilo, que foi denunciado no Núcleo 3, e Fernando de Sousa Oliveira, delegado de carreira da Polícia Federal (PF) e ex-diretor de Operações do Ministério da Justiça, réu do Núcleo 2, foram os únicos absolvidos por falta de provas. 

    Até o momento, somente os réus do núcleo 1, formado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete réus, tiveram as condenações executadas. Os demais núcleos ainda estão em fase de recurso. 

    Confira a lista de condenados

     

    Núcleo 1 – Data da condenação:  11/9

    Jair Bolsonaro, ex-presidente da República: 27 anos e três meses

    Walter Braga Netto, ex-ministro e candidato à vice na chapa de 2022: 26 anos;

    Almir Garnier, ex-comandante da Marinha: 24 anos;

    Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal: 24 anos;

    Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI): 21 anos;

    Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa: 19 anos; 

    Alexandre Ramagem, deputado federal e ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin): 16 anos, um mês e 15 dias;

    Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro: 2 anos em regime aberto e garantia de liberdade pela delação premiada. 

     

    Núcleo 2 – Data da condenação: 16/12

    Mário Fernandes, general da reserva do Exército: 26 anos e seis meses de prisão;

    Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF): 24 anos e seis meses de prisão;

    Marcelo Câmara, ex-assessor de Bolsonaro: 21 anos de prisão; 

    Filipe Martins , ex-assessor de Assuntos Internacionais do ex- presidente Jair Bolsonaro: 21 anos de prisão;

    Marília de Alencar, ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça: 8 anos e seis meses de prisão.  

     

    Núcleo 3 – Data da condenação: 18/11

    Hélio Ferreira Lima, tenente-coronel: 24 anos de prisão; 

    Rafael Martins de Oliveira, tenente-coronel: 21 anos de prisão; 

    Rodrigo Bezerra de Azevedo, tenente-coronel: 21 anos de prisão; 

    Wladimir Matos Soares, policial federal: 21 anos de prisão; 

    Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros , tenente-coronel: 17 anos de prisão; 

    Bernardo Romão Correa Netto, coronel: 17 anos de prisão; 

    Fabrício Moreira de Bastos, coronel: 16 anos de prisão; 

    Márcio Nunes de Resende Júnior, coronel: 3 anos e cinco meses de prisão; 

    Ronald Ferreira de Araújo Júnior, tenente-coronel: um ano e onze meses de prisão. 

     

    Núcleo 4 – Data da condenação: 21/10 

    Ângelo Martins Denicoli, major da reserva do Exército:  17 anos de prisão; 

    Reginaldo Vieira de Abreu, coronel do Exército: 15 anos e seis meses de prisão;

    Marcelo Araújo Bormevet, policial federal: 14 anos e seis meses de prisão;

    Giancarlo Gomes Rodrigues, subtenente do Exército: 14 anos de prisão;

    Ailton Gonçalves Moraes Barros, major da reserva do Exército: 13 anos de prisão;

    Guilherme Marques de Almeida, tenente-coronel do Exército: 13 anos e seis meses; 

    Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal:  7 anos e seis meses de prisão. 

    STF encerra julgamento da trama golpista com 29 condenados

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  • Motta deve decidir sobre cassação de Ramagem após revés com Carla Zambelli

    Motta deve decidir sobre cassação de Ramagem após revés com Carla Zambelli

    Na semana passada, o plenário derrubou o pedido de cassação da parlamentar – poucos dias depois, o STF novamente decretou a perda do mandato da deputada, invalidando a decisão da Câmara

    O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), indicou a pessoas próximas que deverá decidir pela perda de mandato do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) via Mesa Diretora, e não por votação em plenário.

    Integrantes da Mesa Diretora ouvidos pelo Estadão dizem que Motta dialoga com líderes partidários sobre a possibilidade.

    Dois desses integrantes defendem que a decisão deve ser tomada pela própria Mesa após o Supremo Tribunal Federal (STF) invalidar decisão do plenário sobre a cassação da ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP).

    Na semana passada, o plenário derrubou o pedido de cassação da parlamentar – poucos dias depois, o STF novamente decretou a perda do mandato da deputada, invalidando a decisão da Câmara. Ela acabou renunciando neste último final de semana.

    O PL trabalhava para derrubar a cassação caso fosse à votação no plenário. Há um indicativo inicial de que a iniciativa poderia funcionar.

    No começo de maio, a própria Câmara aprovou a sustação da ação penal contra Ramagem por 315 a favor e 143 contra.

    O relator da proposta, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), alegou que a Constituição diz que pode ser trancada uma “ação penal”, sem fazer restrição a outros denunciados.

    Ramagem foi condenado à perda do mandato e a 16 anos de prisão pelo STF por tentativa de golpe de Estado e está foragido nos Estados Unidos.

    Motta deve decidir sobre cassação de Ramagem após revés com Carla Zambelli

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