Categoria: TECNOLOGIA

  • Nasa tentará lançar em 1º de abril missão tripulada para contornar a Lua

    Nasa tentará lançar em 1º de abril missão tripulada para contornar a Lua

    Será a primeira viagem de humanos aos arredores da Lua desde a Apollo 17, em 1972; missão originalmente estava sendo trabalhada para decolagem em fevereiro

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A Nasa concluiu nesta quinta-feira (12) o processo de revisão que antecede o lançamento da missão Artemis 2, dando luz verde para que os procedimentos sigam adiante, mirando um lançamento no começo da próxima janela, em 1º de abril. Será a primeira viagem de humanos aos arredores da Lua desde a Apollo 17, em 1972.

    “Acabamos de terminar, duas horas atrás, nossa revisão de prontidão para voo”, disse Lori Glaze, administradora associada interina do diretório dos sistemas de exploração da agência, em entrevista coletiva. “A tripulação se juntou a nós virtualmente de Houston, isso realmente reforçou discussões abertas, e todas as equipes sinalizaram ‘go’ [sinal verde] para a missão.”

    A missão originalmente estava sendo trabalhada para decolagem em fevereiro. Porém, problemas com vazamentos de propelente no foguete SLS durante um ensaio molhado (em que o foguete é abastecido, simulando a fase final da contagem regressiva), seguidos por um vazamento de hélio (usado para manter a pressurização dos tanques do segundo estágio), obrigaram o retorno do lançador ao VAB (prédio responsável pela integração do foguete e da cápsula para voo) e eliminaram qualquer chance de lançamento em março.

    Com o fim da revisão, e os problemas resolvidos, o plano agora é fazer o deslocamento do foguete de volta à plataforma 39B, no Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, na próxima quinta (19) e então iniciar as preparações para um lançamento que pode acontecer já no dia 1º de abril. A janela terá seis dias, e tentativas podem ser realizadas em qualquer um desses dias. Se não for possível lançar até lá, será preciso esperar até a próxima janela, que se abre em 30 de abril.

    Nasa tentará lançar em 1º de abril missão tripulada para contornar a Lua

  • Hackers iranianos assumem ataques cibernéticos contra empresas dos EUA

    Hackers iranianos assumem ataques cibernéticos contra empresas dos EUA

    Grupo Handala Hack afirmou ter invadido sistemas da fabricante de equipamentos médicos Stryker e da empresa de pagamentos Verifone. A ação teria sido uma retaliação após ataques envolvendo Estados Unidos, Israel e o Irã no fim de fevereiro.

    Um grupo de hackers ligado ao Irã afirmou ter realizado ataques cibernéticos contra duas empresas dos Estados Unidos: a fabricante de equipamentos médicos Stryker e a plataforma de pagamentos digitais Verifone.

    Na quarta-feira, o grupo, chamado Handala Hack, assumiu a responsabilidade pela invasão em uma publicação na rede social X. Segundo os hackers, a ação contra a Stryker teria sido motivada por supostos vínculos da empresa com Israel, já que a companhia adquiriu uma empresa israelense em 2019.

    Em documento enviado à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC), a Stryker informou que sofreu um “incidente de cibersegurança” que provocou uma interrupção global em aplicativos da Microsoft utilizados pela empresa.

    A companhia, com sede no estado de Michigan, afirmou que o problema já foi contido, mas ainda não há previsão para que todos os sistemas afetados sejam totalmente restabelecidos.

    O grupo Handala Hack afirmou que o ataque seria uma forma de retaliação após um bombardeio ocorrido em 28 de fevereiro contra uma escola primária na cidade de Minab, no sul do Irã. Segundo autoridades iranianas, o episódio teria causado mais de 150 mortes.

    De acordo com informações divulgadas pelo jornal The New York Times, uma investigação militar preliminar aponta que o ataque teria sido resultado de um erro de coordenação das forças armadas dos Estados Unidos, que atingiram uma base iraniana próxima à escola.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou repetidamente qualquer responsabilidade das forças militares americanas no incidente.

    O coletivo de hackers também afirmou ter realizado um ataque contra a empresa Verifone. A companhia, no entanto, informou à agência France-Presse que não encontrou evidências de invasão e que seus serviços continuam funcionando normalmente.

    O grupo Handala Hack ganhou notoriedade no final de 2023. O nome faz referência a um personagem simbólico da causa palestina. Especialistas em segurança digital apontam que o coletivo teria apoio do governo iraniano.

    As ações do grupo costumam ter como alvo organizações israelenses ou empresas que mantêm relações com Israel. Entre as táticas utilizadas estão roubo de dados, invasão e alteração de sites e ataques com ransomware.

    O ransomware é um tipo de programa malicioso que explora falhas de segurança em sistemas e ameaça bloquear ou destruir dados até que um resgate seja pago.

    A tensão entre Irã, Estados Unidos e Israel aumentou após a ofensiva militar iniciada em 28 de fevereiro contra o território iraniano, que resultou na morte do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei.

    Em resposta, o Irã fechou o Estreito de Ormuz e realizou ataques contra alvos em Israel, bases militares americanas e instalações em diversos países da região, como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes envolvendo projéteis iranianos também foram registrados em países como Chipre e Turquia.
     

     

    Hackers iranianos assumem ataques cibernéticos contra empresas dos EUA

  • WhatsApp cria recurso para pais poderem controlar conta dos filhos menores de 13 anos

    WhatsApp cria recurso para pais poderem controlar conta dos filhos menores de 13 anos

    Responsáveis vão poder decidir quem pode entrar em contato e em quais grupos os filhos podem participar; mensagens de visualização única serão desativadas de contas de pré-adolescentes

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O WhatsApp vai disponibilizar a opção de contas gerenciadas pelos pais e responsáveis para que possam controlar as conversas de menores de 13 anos. O anúncio foi feito na manhã desta quarta-feira (11) e o recurso estará disponível nos próximos meses.

    O ECA Digital determina que plataformas online adotem, por padrão, níveis elevados de proteção para crianças e adolescentes. Pela lei, no entanto, o aplicativo deveria oferecer configurações mais restritivas automaticamente para esse público. No caso das contas gerenciadas, elas são opcionais.

    O WhatsApp afirma, no entanto, que esse novo controle não tem a ver com o ECA. A empresa diz que tem trabalhado em um novo tipo de conta para pré-adolescentes há quase dois anos, com base no feedback que recebeu de pais e especialistas ao redor do mundo. E o recurso será lançado globalmente.

    Segundo a empresa, para ter acesso à ferramenta, os pais precisarão do próprio telefone e do filho para vincular as contas. Depois de configurada, a conta será controlada pelos pais, que poderão decidir quem pode entrar em contato e de quais grupos o filho poderá participar.

    Os pais não terão acesso ao conteúdo das mensagens que os filhos recebem ou enviam, mas vão ser notificados, por exemplo, quando receber algo de um número que não está salvo em seus contatos.

    Caso a criança queira enviar mensagem para um novo contato, ela deverá adicionar a pessoa aos contatos, o que enviará um alerta para o pai, mãe ou responsável.

    Os pais também vão ser informados quando os filhos receberem convite para entrar em um grupo. Somente a partir da autorização dos responsáveis, eles vão podem fazer parte do grupo. Quando novos contatos forem adicionados ao grupo, os pais também serão notificados.

    Nessa configuração, os adolescentes também não terão mais a opção de receber ou enviar mensagens de visualização única.

    A empresa disse que o recurso de controle foi criado a partir de uma demanda dos próprios pais, que relataram a necessidade de adaptações no aplicativo para o uso de menores de 13 anos.

    Os novos controles e configurações parentais são protegidos por um PIN no dispositivo gerenciado. Somente os pais podem acessar e alterar as configurações de privacidade, garantindo que eles tenham o poder de personalizar a experiência de sua família.

    O anúncio da nova ferramenta para o WhatsApp vai ao encontro do que outras redes sociais têm adotado após serem alvo de uma onda de processos judiciais e críticas da comunidade científica de terem criado um ambiente virtual potencialmente danoso para a saúde mental de jovens.

    Em fevereiro do ano passado, por exemplo, o Instagram passou a reconfigurar automaticamente as contas de adolescentes no Brasil e em outros países da América Latina. Os perfis dos usuários com menos de 18 anos passaram a ter uma série de restrições, as quais só poderão ser retiradas com a autorização dos pais.

    Thiago Tavares, presidente da Safernet Brasil, diz que a introdução de algum tipo de ferramenta de controle no WhatsApp é um avanço ainda mais tendo em vista que esta é a plataforma mais usada pelos brasileiros.

    “Sem sombra de dúvida é um avanço, já que 97% da população conectada à internet usa o WhatsApp e não havia nenhum tipo de controle parental até agora. Obviamente, não é uma ferramenta perfeita, mas é uma camada adicional de segurança.”

    Para ele, a mudança faz com que o WhatsApp se torne mais seguro para crianças do que seus concorrentes, como Telegram, Signal e Discord, onde não há esse tipo de ferramenta de controle.

    Tavares, no entanto, destaca que a efetividade da ferramenta depende de um passo anterior: a verificação etária.

    Já o psicólogo social e especialista em educação digital do Instituto Alana Rodrigo Nejm afirma que a criação de novas ferramentas ainda está longe de resolver o problema. “Essas ferramentas colocam uma nova camada [de proteção], mas o ponto principal é a idade mínima. Na própria loja dos aplicativos há uma idade mínima recomendada de 12 anos, e a classificação indicativa não é à toa”, diz.

    Segundo o ECA Digital, a partir do próximo dia 17 de março, as plataformas digitais passam a ser obrigadas a aferir a idade de seus usuários. As empresas, no entanto, defendem que a medida é complexa e precisam de mais tempo.

    “É um esforço que não é trivial, os órgãos de controle reconhecem a complexidade. Só que, sem a verificação etária, não é possível colocar em prática as ferramentas de controle e proteção que estão previstas no ECA Digital. Por isso, precisamos desse esforço para que os usuários tenham sua idade conferida”, destaca Tavares.

    Para ele, apenas as ferramentas de controle não são suficiente para tornar o ambiente digital seguro. Segundo ele, o foco excessivo nessas ferramentas jogam nos pais uma responsabilidade que deveria ser das big techs: a maior regulação nas plataformas. “O ambiente digital continua doente. Não adianta apenas criar um cercadinho para as crianças e achar que elas estão protegidas. As empresas precisam investir mais na moderação de conteúdo.”

    Nejm concorda e destaca que ainda há dúvidas sobre o tipo de conteúdo que continuará circulando entre menores, mesmo com contas gerenciadas. Os conteúdos impróprios muitas vezes não chegam por estranhos, mas por outras crianças, “o que mostra que estamos longe de ter ferramentas realmente adequadas”, afirma. Ele também aponta que algumas funções exigem autorização dos responsáveis, enquanto outras apenas enviam notificações, o que pode gerar sobrecarga e dificultar o acompanhamento pelas famílias.

    O especialista do Instituto Alana também rebate críticas de que esse tipo de recurso representaria vigilância excessiva. “O ECA digital veda a vigilância massiva, não é disso que se trata”, afirma.

    WhatsApp cria recurso para pais poderem controlar conta dos filhos menores de 13 anos

  • Spotify pagou R$ 57 bilhões à música em 2025 e ampliou renda de artistas autônomos

    Spotify pagou R$ 57 bilhões à música em 2025 e ampliou renda de artistas autônomos

    Funk brasileiro lidera expansão de gêneros no streaming; aplicativo de streaming musical tem cerca de 751 milhões de usuários, 151 milhões a mais do que o relatório de 2024 indicava

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O Spotify pagou mais de US$ 11 bilhões (cerca de R$ 57 bilhões) à indústria musical em 2025, segundo dados divulgados pela empresa. De acordo com a plataforma, trata-se do maior valor já pago por um único varejista de música em um ano, elevando o total acumulado de royalties distribuídos para cerca de US$ 70 bilhões desde a criação do serviço.

    A empresa afirma que mais da metade desses pagamentos foi destinada a artistas e selos independentes.

    Os números indicam ainda uma expansão do grupo de artistas que conseguem gerar renda significativa com streaming. Em 2025, mais de 13,8 mil artistas teriam recebido ao menos US$ 100 mil em royalties pelo Spotify, cerca de 1.400 a mais do que no ano anterior.

    Os dados fazem parte do relatório “Loud & Clear global”, que analisa anualmente milhões de dados para entender a economia do streaming de música

    Segundo a companhia, também aumentou o número de carreiras de alto rendimento na plataforma. Atualmente, mais de 80 artistas geram mais de US$ 10 milhões por ano apenas com royalties do Spotify – valor que, há cerca de uma década, era alcançado apenas pelo artista mais ouvido do serviço.

    A empresa afirma que o crescimento ocorre também entre músicos menos conhecidos. O artista na posição de número 100 mil no ranking recebeu mais de US$ 7.300 em 2025, ante cerca de US$ 350 dez anos antes.

    O Spotify também destacou o papel de suas playlists editoriais. Entre os artistas que hoje geram mais de US$ 100 mil anuais na plataforma, mais de um em cada dez teria sido inicialmente incluído na playlist “Fresh Finds”, dedicada a músicos emergentes.

    Outra informação é que mais de um terço dos artistas que faturam pelo menos US$ 10 mil anuais na plataforma começaram ou mantêm suas carreiras de forma independente, sem o suporte inicial de grandes selos.

    Pela primeira vez, a barreira linguística parece ser um obstáculo do passado. Segundo a plataforma, canções em 16 idiomas diferentes alcançaram o Top 50 Global em 2025, mais do que o dobro do registrado em 2020.

    Nesse cenário multilingue, o funk brasileiro lidera a expansão com um crescimento de 36% em receita gerada, superando gêneros já consolidados como o k-pop (+31%) e o trap latino (+29%).

    Os dados mostram que a carreira de um artista não está mais limitada ao seu país de origem. Em média, apenas dois anos após a estreia, artistas já veem mais da metade de seus royalties virem do exterior. Em 2025, artistas de 75 países diferentes geraram mais de US$ 500 mil em royalties anuais no Spotify. Há apenas um ano, esse número estava restrito a 66 países.

    Além disso, a plataforma direcionou mais de US$ 1,5 bilhão em vendas de ingressos para shows em 2025. Cerca de 40% dos artistas em turnê registraram um aumento de pelo menos 10% em sua receita total gerada via Spotify graças à venda direta de bilhetes.

    No topo da cadeia produtiva, os compositores também atingiram marcos históricos. Nos últimos dois anos, a empresa pagou cerca de US$ 5 bilhões para detentores de direitos de edição (publishers) e organizações de direitos autorais, um crescimento de 2,5 vezes em comparação aos últimos cinco anos. Somente nos últimos dois anos, o Spotify pagou aproximadamente US$ 5 bilhões para editoras e organizações que representam compositores.

    Sam Duboff, responsável pela área de marketing e políticas da divisão de música do Spotify, ainda reforçou em sessão que a empresa vem prestando atenção em artistas criados por inteligência artificial e em uma maior transparência com o ouvinte. Outros pontos ressaltados foram novas formatações para realçar os créditos de músicas, a criação de playlists com o algoritmo do streaming e um posicionamento certo contra a pirataria.

    Hoje, o aplicativo de streaming musical tem cerca de 751 milhões de usuários, 151 milhões a mais do que o relatório de 2024 indicava.

    Spotify pagou R$ 57 bilhões à música em 2025 e ampliou renda de artistas autônomos

  • Meta compra rede social habitada apenas por agentes de IA; entenda

    Meta compra rede social habitada apenas por agentes de IA; entenda

    Empresa dona de Facebook, Instagram e Threads anunciou a aquisição da Moltbook, plataforma semelhante ao Reddit onde interagem apenas agentes de Inteligência Artificial. A equipe da startup passará a integrar a divisão Meta Superintelligence Labs

    A Meta anunciou a compra da Moltbook, uma rede social semelhante ao Reddit, mas formada exclusivamente por agentes de Inteligência Artificial. O valor da negociação não foi divulgado.

    De acordo com o site TechCrunch, os criadores da plataforma, Matt Schlicht e Ben Parr, passarão a integrar a divisão de IA da empresa, a Meta Superintelligence Labs. A ideia é ampliar o desenvolvimento de sistemas capazes de conectar diferentes agentes de Inteligência Artificial para executar tarefas voltadas a usuários e empresas.

    Em comunicado, a Meta afirmou que a tecnologia da Moltbook pode abrir novas possibilidades para o uso de agentes digitais em diferentes serviços.

    “A entrada da equipe da Moltbook na Meta Superintelligence Labs cria novas maneiras de os agentes de Inteligência Artificial trabalharem para pessoas e empresas. A proposta de conectar esses agentes por meio de um diretório sempre ativo é um avanço importante em um setor que evolui rapidamente”, informou a companhia.

    Apesar da aquisição, a empresa afirmou que a plataforma deve continuar funcionando normalmente, permitindo que os usuários sigam interagindo como já faziam antes da compra.

    Debate sobre uso de IA ganha força
    O avanço das ferramentas de Inteligência Artificial tem provocado debates em diversas áreas, incluindo o setor editorial. Recentemente, milhares de escritores publicaram um livro “em branco” como forma de protesto contra o uso de suas obras para treinar sistemas de IA sem autorização.

    Entre os autores que participaram da iniciativa estão nomes conhecidos da literatura internacional, como Kazuo Ishiguro e Ali Smith.

    Pressão por novas regras nas plataformas
    Enquanto a tecnologia avança, também cresce a pressão por regras mais rígidas para lidar com conteúdos criados por inteligência artificial nas redes sociais.

    O Oversight Board, órgão independente que analisa decisões de moderação da Meta, voltou a pedir que a empresa adote políticas mais claras para identificar e controlar esse tipo de conteúdo.

    O pedido ganhou força após um caso em 2025 envolvendo um vídeo gerado por IA que mostrava supostos ataques à cidade de Haifa, em Israel, durante tensões com o Irã. O material acumulou mais de 700 mil visualizações antes de ser analisado.

    Na ocasião, a Meta inicialmente decidiu não remover o vídeo nem identificá-lo como conteúdo artificial, decisão que acabou sendo revertida pelo próprio conselho.

    Para o Oversight Board, a empresa precisa investir em ferramentas mais eficazes para detectar materiais manipulados e implementar medidas como marcas d’água digitais que indiquem quando um conteúdo foi criado com IA.

    “A Meta deve fazer mais para combater a disseminação de conteúdos enganosos gerados por Inteligência Artificial em suas plataformas, especialmente quando envolvem temas de interesse público”, afirmou o órgão em comunicado.

    A Meta ainda não comentou oficialmente as recomendações e tem até 60 dias para apresentar uma resposta formal.

    Meta compra rede social habitada apenas por agentes de IA; entenda

  • Brasil pede que TikTok remova vídeos virais de violência contra mulheres

    Brasil pede que TikTok remova vídeos virais de violência contra mulheres

    Ministério da Justiça deu cinco dias para a plataforma explicar como monitora e remove conteúdos ligados à tendência “No caso de ela dizer não”. Polícia Federal abriu investigação após vídeos simularem agressões contra mulheres viralizarem nas redes

    O governo federal deu prazo de cinco dias para que o TikTok explique quais medidas adotou para combater uma série de vídeos que circulavam na plataforma incentivando a violência contra mulheres. A cobrança foi feita pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, após a viralização de conteúdos ligados à tendência chamada “No caso de ela dizer não”.

    Segundo o ministério, os vídeos começaram a se espalhar nas redes sociais por volta do Dia Internacional da Mulher, em 8 de março, e mostravam jovens simulando agressões contra figuras femininas.

    As publicações exibiam cenas em que homens davam socos, chutes ou simulavam ataques com faca contra manequins que representavam mulheres, acompanhadas de mensagens que sugeriam ou justificavam violência em caso de rejeição amorosa.

    Diante da repercussão, a Advocacia-Geral da União (AGU) acionou a Polícia Federal, que abriu uma investigação para identificar os responsáveis pelos conteúdos. Até o momento, pelo menos quatro perfis que divulgaram os vídeos já foram identificados pelas autoridades.

    O governo também solicitou explicações detalhadas ao TikTok Brasil sobre como funciona o sistema de moderação da plataforma. Entre os pontos questionados estão os mecanismos automáticos de detecção de conteúdo, a revisão feita por moderadores humanos, o monitoramento de tendências virais e o funcionamento do algoritmo de recomendação.

    Além disso, a empresa deverá informar se os perfis que divulgaram os vídeos receberam algum tipo de monetização ou benefício financeiro por meio da plataforma.

    As autoridades também pretendem analisar metadados das publicações para ajudar a identificar os usuários por trás dos perfis responsáveis pela disseminação do conteúdo.

    O Ministério da Justiça afirmou que a responsabilidade das redes sociais vai além de simplesmente remover postagens denunciadas. Segundo a pasta, decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF) ampliaram a responsabilidade civil das plataformas, que devem agir de forma preventiva diante de conteúdos que possam configurar crimes, especialmente aqueles relacionados à violência contra mulheres.

    A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também se manifestou sobre o caso e alertou que esse tipo de publicação pode configurar incitação ao feminicídio, agressões físicas e violência psicológica.

    Em resposta à agência de notícias AFP, o TikTok afirmou que os conteúdos citados já foram removidos da plataforma e que suas equipes trabalham para identificar e eliminar publicações que violem as regras da comunidade.

    O caso ocorre em meio à preocupação crescente com a violência de gênero no país. Um estudo acadêmico citado pelo governo aponta que o Brasil registrou cerca de 6.900 vítimas de feminicídio ou tentativa de feminicídio em 2025, número 34% maior do que o registrado em 2024.

    Brasil pede que TikTok remova vídeos virais de violência contra mulheres

  • NASA alerta para satélite em queda descontrolada em direção à Terra

    NASA alerta para satélite em queda descontrolada em direção à Terra

    Equipamento lançado em 2012 para estudar os cinturões de radiação do planeta pode ter partes que sobrevivam à reentrada na atmosfera. Agência espacial afirma que o risco de destroços atingirem pessoas é considerado baixo

    Um satélite da NASA, com cerca de 600 quilos, está caindo de forma descontrolada em direção à Terra. Chamado de Van Allen Probe A, o equipamento pode ter partes que sobrevivam à reentrada na atmosfera, segundo informou a própria agência espacial norte-americana.

    Em comunicado, a NASA explicou que a maior parte da estrutura deve se desintegrar ao atravessar a atmosfera do planeta, mas alguns componentes podem resistir ao impacto do calor e da velocidade durante a reentrada.

    “A NASA espera que a maior parte do satélite seja destruída enquanto atravessa a atmosfera, mas é possível que alguns componentes sobrevivam à reentrada”, informou a agência.

    Apesar disso, o risco para pessoas na superfície é considerado muito baixo. De acordo com a NASA, a probabilidade de alguém ser atingido por destroços é de aproximadamente uma em 4.200.

    A agência afirmou ainda que continua monitorando a trajetória do satélite em conjunto com a Space Force, que acompanha objetos espaciais em órbita.

    O Van Allen Probe A foi lançado em 2012 com a missão de estudar os cinturões de radiação que cercam a Terra, conhecidos como cinturões de Van Allen. A missão científica foi encerrada em 2019.

    Inicialmente, a NASA estimava que a reentrada do satélite aconteceria apenas em 2034. No entanto, a atividade solar mais intensa do que o esperado acabou acelerando a perda de altitude do equipamento, antecipando sua queda para agora.

    O Van Allen Probe A foi lançado junto com o satélite gêmeo Van Allen Probe B. A expectativa da NASA é que esse segundo equipamento também reentre na atmosfera nos próximos anos, possivelmente por volta de 2030.
     
     

     

     

    NASA alerta para satélite em queda descontrolada em direção à Terra

  • Meteorito cai na Alemanha é confundido com míssil na web; assista

    Meteorito cai na Alemanha é confundido com míssil na web; assista

    Objeto luminoso que cruzou o céu e atingiu o telhado de uma casa em Coblença gerou especulações na internet. Autoridades alemãs esclareceram que se tratava de um meteorito e descartaram qualquer relação com ataque ou incidente de segurança.

    Um meteorito atravessou o céu da Alemanha e atingiu o telhado de uma casa na cidade de Coblença, no estado da Renânia-Palatinado, abrindo um buraco do tamanho aproximado de uma bola de futebol.

    O incidente ocorreu no domingo, 8 de março, por volta das 14h no horário de Brasília.

    “Por volta das 19h desta noite, um corpo celeste incandescente atingiu o telhado de um prédio residencial no bairro de Güls, em Coblença”, informou a polícia local, em comunicado citado pelo jornal alemão Der Spiegel.

    Durante a queda, o meteorito se fragmentou em pedaços menores. Um desses fragmentos acabou atingindo o telhado da residência e atravessou parte da estrutura, atingindo um dos quartos da casa.
     
       Fragmento do meteorito que passou pela Alemanha© @NicosPanoptikum/X

    O chefe do corpo de bombeiros da cidade, Benjamin Marx, informou que havia pessoas dentro da residência no momento do impacto, mas ninguém estava no quarto atingido.

    Após o ocorrido, imagens do meteorito cruzando o céu começaram a circular nas redes sociais. Alguns usuários chegaram a levantar a hipótese de que o objeto poderia ser, na verdade, um míssil.

    “Vocês têm certeza de que não é um míssil iraniano?”, questionou uma usuária na rede social X em comentários de um dos vídeos. Outro usuário perguntou ao Grok, ferramenta de inteligência artificial da plataforma, se o objeto poderia ser um míssil ou apenas um meteorito.

    As autoridades alemãs rapidamente descartaram qualquer possibilidade de ameaça ou incidente relacionado à segurança do país.

    Segundo os investigadores, não há “absolutamente nenhuma evidência de um incidente relacionado à segurança”, e tudo indica que o objeto era, de fato, um meteorito.
     

    Meteorito cai na Alemanha é confundido com míssil na web; assista

  • Especialista diz que 95% dos projetos de IA não geram valor a empresas

    Especialista diz que 95% dos projetos de IA não geram valor a empresas

    Representante regional da ApexBrasil, Márcia Nejaim, considera que o Brasil tem potencial para ser protagonista na área de IA.: “A gente tem total condições, assim como a gente já, inclusive, estabeleceu tendência em uso de outras tecnologias em um passado muito lá atrás de linguagens de computação e tal”

    Apesar de ser tratada com grande entusiasmo e muita expectativa, a inteligência artificial (IA) ainda não é uma forma importante de alavancar a produção e os resultados de empresas que a utilizam. A constatação é de Norbert Jung, CEO (diretor-executivo) da Bosch Connected Industry – braço de tecnologia da Bosch, multinacional alemã de engenharia e tecnologia.

    “Temos esse grande hype [empolgação], essa grande esperança de que a IA possa ajudar a resolver muitas das nossas questões, mas ainda assim todo mundo está meio que na fase piloto. Noventa e cinco por cento dos projetos de IA não entregam valor econômico hoje”, apontou.

    Para o diretor da Bosch, a questão passa por excesso de informação, o que classificou como cenário desafiador: “Temos cada vez mais dados, mas isso não parece produzir muito mais valor a partir desses dados”.

    Brasil homenageado

    A declaração foi durante um painel sobre IA durante um evento que antecipou novidades da Hannover Messe, maior feira de inovação e tecnologia industrial do mundo, que ocorrerá de 20 a 24 de abril em Hannover, cidade de cerca de 550 mil habitantes no Norte da Alemanha.

    O Brasil será o país homenageado na edição deste ano, que além de robôs e IA, apresentará tecnologias de digitalização, automação, descarbonização e energia limpa.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o chanceler (chefe de governo) da Alemanha, Friedrich Merz, confirmaram presença na Hannover Messe.

    Caminhos

    Ao apontar caminhos para fazer com que a IA agregue mais valor às empresas industriais, Norbert Jung aponta para a integração com o conhecimento humano.

    “A resposta está em trazer IA, máquinas e humanos juntos em uma forma de cointeligência na manufatura”, diz. “Nós industrializamos a IA generativa”, completa.

    A constatação do especialista segue a conclusão do estudo O Estado da IA nos Negócios em 2025 publicado pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês para Massachusetts Institute of Technology), uma das universidades mais prestigiadas do mundo.  

    “Apesar de US$ 30 bilhões a US$ 40 bilhões em investimentos empresariais em IA generativa, o relatório revela um resultado surpreendente: 95% das organizações estão obtendo retorno zero”.

    Robótica e IA

    O chefe do departamento de pesquisa da empresa de robótica Agile Robots, Sven Parusel, considera que a IA começa a “ganhar vida” por meio de robôs.

    “Estamos vendo a IA sair das telas e entrar nos espaços de manufatura [industriais], especialmente quando falamos de IA física, trazendo robôs e máquinas físicas junto com as capacidades de IA”, aponta.

    Ele conta que desde 2018 a empresa alemã desenvolve braços e mãos robóticas, sistemas móveis e robô humanoide.

    “Para nós é muito importante que todos esses componentes se juntem, trazendo IA para todos eles e também para a própria fábrica”.

    Sven Parusel revelou que a Agile desenvolveu um sistema de montagem de caixa de câmbio com dois braços robóticos controlados por IA.

    “Usa a IA para controle e visão computacional para detectar objetos. Já vemos os benefícios: produção mais rápida, mais flexível e mais fácil de configurar”, descreve.

    Potencial brasileiro

    Por ser o país homenageado, o Brasil terá direito a ocupar pavilhões que somam 2,7 mil metros quadrados na Hannover Messe. A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) ─ vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços ─ organiza a participação do país.

    Serão 140 expositores brasileiros e uma delegação formada por 300 empresas.

    Em conversa com a Agência Brasil, a representante regional da ApexBrasil, Márcia Nejaim, considera que o país tem potencial para ser protagonista na área de IA.

    “A gente tem total condições, assim como a gente já, inclusive, estabeleceu tendência em uso de outras tecnologias em um passado muito lá atrás de linguagens de computação e tal”.

    Ao citar instituições brasileiras que podem servir como expoentes de IA na Hannover Messe, a representante da ApexBrasil lembrou de nomes como o do instituto de pesquisa Eldorado e das empresas Fu2re e Stefanini.

    “O Brasil hoje tem gente trabalhando com tecnologia que não fica atrás, muita gente de fora vem contratar gente no Brasil”, reforçou Márcia Nejaim.

    *O repórter viajou a convite da Deutsche Messe AG, organizadora da Hannover Messe

    Especialista diz que 95% dos projetos de IA não geram valor a empresas

  • Google terá três novos programas para startups e prepara reabertura do Campus em São Paulo

    Google terá três novos programas para startups e prepara reabertura do Campus em São Paulo

    O anúncio ocorre às vésperas da reabertura do Google Campus em um novo endereço em São Paulo; sede ficará no complexo do IPT Open e terá mais de 7.000 m² dedicados a inovação e tecnologia

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O Google anunciou nesta segunda-feira (9) três novos programas voltados a startups brasileiras, que farão parte da nova fase do Google Campus, projeto da empresa de apoio ao empreendedorismo.

    A expectativa é selecionar até 50 startups nas primeiras fases das iniciativas, desenhadas para empresas em diferentes estágios de desenvolvimento.

    O anúncio ocorre às vésperas da reabertura do Google Campus em um novo endereço. O espaço passará a funcionar em uma área anexa ao futuro centro de engenharia do Google em São Paulo, localizado no IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), vizinho à USP (Universidade de São Paulo).

    Anteriormente, estava localizado na zona sul de São Paulo, na rua Coronel Oscar Porto. O prédio foi desocupado no fim do ano passado. A inauguração do novo campus está prevista para os próximos meses, e os programas devem começar após a abertura do espaço.

    Segundo Maurício Martiniano, head do Google Campus, uma reformulação da estratégia da iniciativa, que passa a priorizar startups chamadas de “AI-First”, em que a inteligência artificial é parte central do produto ou do modelo de negócio.

    Segundo a empresa, há três frentes principais: deep tech, que envolve soluções baseadas em pesquisa científica e engenharia avançada para resolver desafios complexos de áreas como saúde, energia e clima; soluções agênticas, voltadas à transformação de experiências em setores como o varejo; e martech, área ligada à modernização do ecossistema publicitário e à economia de criadores.

    A nova sede ficará no complexo do IPT Open e terá mais de 7.000 m² dedicados a inovação e tecnologia. O campus ocupará um espaço independente, com estações de trabalho rotativas para até 120 pessoas por semana, salas de reunião, estúdio de podcast e um café aberto ao público.

    QUAIS SERÃO OS TRÊS PROGRAMAS?

    Os programas variam de acordo com diferentes estágios de maturidade e necessidades.

    – AI Board Academy: com duração de três a seis meses, vai conectar fundadores de startups diretamente com lideranças do Google e de grandes empresas, permitindo discussões sobre inteligência artificial e liderança.
    – Matchmaking: será um intensivo de até um mês que busca conectar startups a demandas de grandes corporações. Segundo o Google, com base em sinergias de negócios pré-validadas pelo time da companhia, o programa possibilitará que as startups façam provas de conceito e criem projetos de modernização tecnológica.
    – AI Speed Launch: terá formato de um dia e será voltado a startups que buscam aceleração técnica imediata. O Google Campus promoverá conexões com engenheiros do Google que poderão apoiar projetos por meio de prototipagem rápida e validação técnica.

    QUAIS SÃO OS CRITÉRIOS DE SELEÇÃO?

    Embora os programas sejam abertos a startups do ecossistema do Google, serão priorizadas aquelas consideradas AI-First. A seleção ocorrerá tanto por editais públicos quanto por prospecção junto a parceiros, como fundos de venture capital.

    Além das iniciativas voltadas às empresas selecionadas, o Google Campus deve sediar eventos abertos, com debates e oportunidades de conexão voltadas ao ecossistema de inovação e inteligência artificial.

    Google terá três novos programas para startups e prepara reabertura do Campus em São Paulo