Categoria: TECNOLOGIA

  • Novas imagens revelam dimensões dos novos iPhones da Apple

    Novas imagens revelam dimensões dos novos iPhones da Apple

    A Apple deverá anunciar em setembro três novos iPhones. Além do iPhone 18 Pro e do iPhone 18 Pro, os fãs da “Empresa da Maçã” poderão contar com o primeiro iPhone de tela dobrável

    Continuam circulando rumores e vazamentos de informação sobre a próxima geração de tcelulares da Apple e, graças a uma publicação compartilhada na rede social X pela página de Vadim Yuryev, podemos ver os moldes de alguns dos novos modelos.

    As imagens revelam os designs que devem ser adotados pela Apple com o iPhone 18 Pro, o iPhone 18 Pro Max e também o iPhone Fold/Ultra – como é conhecido de momento o primeiro celular dobrável da Apple.

    Enquanto o iPhone 18 Pro e o iPhone 18 Pro Max têm um design muito semelhante aos antecessores, o primeiro iPhone dobrável será (compreensivelmente) distinto dos outros modelos. Quando aberto, este iPhone dobrável parece ter dimensões semelhantes às do iPad Mini, sendo possível ver uma câmara dupla na face traseira.

    Os rumores que têm sido compartilhados indicam que estes três novos iPhones serão anunciados oficialmente em setembro, enquanto o iPhone 18, o iPhone 18e e o iPhone Air 2 ficarão reservados para o primeiro semestre de 2027.

    Entretanto, pode ver acima as imagens que andam a circular do iPhone 18 Pro, do iPhone 18 Pro Max e também do iPhone Fold/Ultra.

    Novas imagens revelam dimensões dos novos iPhones da Apple

  • WhatsApp testa novidade que vai mudar a forma como usa o app de mensagens

    WhatsApp testa novidade que vai mudar a forma como usa o app de mensagens

    O WhatsApp se encontra testando uma novidade que poderá mudar a forma como usa o app de mensagens, permitindo-lhe fazer mais a partir das notificações que alertam para a recepção de novas mensagens

    O WhatsApp está trabalhando em uma nova funcionalidade np seu app para celulares, a qual permitirá aos usuários saberem quando receberam uma mensagem em uma conversa individual ou em grupos.

    Segundo o site WABetaInfo, o WhatsApp está se preparando para introduzir notificações com formato de “bolhas”, sendo exibidas no topo da tela assim que a mensagem for recebida. Diz a publicação que esta funcionalidade se encontra sendo testada na versão Android do WhatsApp.

    A notificação incluirá não só o nome do contato, como também a fotografia de perfil. Ao clicar nesta fotografia, será exibida uma versão compacta do app que lhe permitirá ler as últimas mensagens e responder sem sair do outro app em que estiver e sem a necessidade de entrar diretamente no WhatsApp.

    “A funcionalidade será particularmente útil em situações onde os usuários têm de fazer várias tarefas sem interromperem o que estão fazendo”, pode ler-se no WABetaInfo. “Por exemplo, alguém pode estar vendo um vídeo. Quando o a bolha do WhatsApp aparece, permitirá abrir rapidamente a conversa sem abandonar a tela atual. Isto tornará mais fácil responder uma vez que os usuários podem responder de forma instantânea e verem as últimas mensagens compartilhadas na conversa. Ao invés de estarem sempre a trocar entre o app do momento e o WhatsApp, os usuários poderão lidar com as conversas sem saírem da app que estão a usar na altura”.

    É importante destacar que esta funcionalidade ainda se encontra sendo testada e não se encontra disponível na versão beta do WhatsApp, pelo que não se sabe quando é que chegará à versão final do app de mensagens. Ainda assim, o site WABetaInfo já conseguiu partilhar imagens (abaixo) que permitem saber como será usar estas novas notificações.

    Apesar de estar sendo testada na versão Android do WhatsApp, acredita-se que esta novidade também virá a estar disponível na app para iPhones.

    JORNAL DA TARDE© WABetaInfo  

    WhatsApp testa novidade que vai mudar a forma como usa o app de mensagens

  • Vírus bancário ataca celulares e sequestra Pix em tempo real

    Vírus bancário ataca celulares e sequestra Pix em tempo real

    Para entender melhor o funcionamento dessa ameaça, o TechTudo conversou com Fernando Serto, Field CTO para a América Latina na Akamai. Ele detalhou como o golpe acontece, por que é difícil identificá-lo e quais medidas podem ajudar a evitar prejuízos.

    Um novo tipo de vírus bancário voltado para dispositivos Android tem como alvo usuários brasileiros e utiliza o sistema Pix para desviar dinheiro de forma quase imediata. De acordo com um relatório da Zimperium, o malware, chamado PixRevolution, é capaz de interferir em transferências no exato momento em que elas estão sendo realizadas.

    Segundo a Zimperium, o PixRevolution integra uma nova geração de trojans financeiros criados especificamente para explorar o Pix no Brasil. Classificado como um “agent-operated Android trojan”, esse tipo de malware permite que um operador acompanhe e interaja com o dispositivo da vítima em tempo real. A campanha tem como alvo aplicativos de instituições financeiras populares, como Nubank, Itaú Unibanco, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Santander Brasil, PicPay, PagSeguro, Sicredi e XP Investimentos.

    O ataque combina espionagem com controle ativo do aparelho. Utilizando permissões de acessibilidade do Android, o vírus consegue ler conteúdos exibidos na tela, monitorar interações e até executar comandos automaticamente. Entre as técnicas empregadas estão sobreposição de tela, captura de credenciais, interceptação de notificações e automação dentro dos aplicativos bancários.

    A infecção geralmente começa com aplicativos falsos que imitam serviços conhecidos, como Expedia, Correios ou até instituições oficiais, além de outros nomes usados como isca. Esses apps enganam o usuário e facilitam a instalação do malware. Na prática, o vírus não apenas observa, mas também executa ações, podendo preencher dados e confirmar transações sem que a vítima perceba.

    Fernando Serto, Field CTO na Akamai, explica esse comportamento: “malwares financeiros são projetados para monitorar o comportamento do usuário e só são ativados quando identificam uma ação sensível, como a abertura de um aplicativo bancário ou até mesmo durante o início de uma transação via Pix.”

    Um dos aspectos mais críticos é a atuação em tempo real. O operador pode acompanhar a transação e interferir exatamente no momento da confirmação, alterando dados ou redirecionando valores. “Como o Pix é um método de pagamento instantâneo, o ataque acontece dentro de um tempo muito curto, reduzindo as chances de reversão”, afirma Serto. Ele acrescenta: “Os ataques partem do dispositivo da própria vítima e utilizam credenciais válidas, dentro de um fluxo esperado, reduzindo os sinais de anomalias”.

    Apesar da sofisticação, a infecção ainda depende, em grande parte, da ação do usuário, geralmente por meio de engenharia social. “Hoje já é possível uma combinação dos dois modelos, mas a infecção inicial ainda depende muito de engenharia social”, reforça o especialista.

    A dificuldade de detecção está ligada ao fato de que o golpe ocorre durante ações legítimas. “Por exemplo, o comportamento do usuário hoje está cada vez mais orientado por velocidade e fluidez, que inclusive a nossa pesquisa mostra que são os principais fatores na escolha de um banco. E os ataques se aproveitam justamente dessa dinâmica”, explica.

    Mesmo assim, sinais como lentidão, apps desconhecidos, pedidos incomuns de permissões e movimentações financeiras suspeitas podem indicar infecção. Para se proteger, recomenda-se evitar aplicativos fora de lojas oficiais, desconfiar de links e revisar permissões, especialmente as de acessibilidade. Também é essencial manter o celular atualizado e redobrar a atenção durante transações via Pix.

    Vírus bancário ataca celulares e sequestra Pix em tempo real

  • Pede conselhos financeiros ao ChatGPT (ou chatbots)? 5 razões para parar

    Pede conselhos financeiros ao ChatGPT (ou chatbots)? 5 razões para parar

    A utilização cada vez mais usual do ChatGPT pode ter as suas vantagens, mas há cinco razões para que, no que diz respeito a conselhos financeiros, não o faça. Um porta-voz da OpenAI, criadora do ChatGPT, garante que chatbot não é “substituto”.

    A Inteligência Artificial (IA) está cada vez mais presente na vida das pessoas — desde as tarefas mais simples do dia a dia até grandes decisões. Mas, com essa tecnologia se expandindo, é preciso estar sempre atento aos riscos, que podem envolver desde a saúde (como um “diagnóstico” feito por um chatbot) até decisões financeiras. Hoje, trazemos cinco razões pelas quais você não deve usar chatbots para decidir sobre o seu dinheiro.

    Em um artigo publicado na sexta-feira, a revista Wired listou motivos para evitar o uso de chatbots na hora de tomar decisões financeiras — e ouviu um porta-voz da OpenAI, criadora do ChatGPT, que explicou que essa ferramenta não deve ser usada como decisiva.

    “Milhões de pessoas recorrem ao ChatGPT com perguntas relacionadas a dinheiro, desde entender dívidas até criar orçamentos e aprender conceitos financeiros”, afirmou o porta-voz Niko Felix à revista, quando a OpenAI foi questionada sobre o tema.

    “O ChatGPT pode ser uma ferramenta útil para explorar opções, preparar perguntas e tornar temas financeiros mais fáceis de entender, mas não substitui profissionais financeiros qualificados”, completou. Nos termos de uso da OpenAI, essa orientação também aparece de forma clara.

    Mas, afinal, quais são os motivos para não confiar tanto assim? Veja cinco:

    Além do alerta presente nos termos de uso, a Wired aponta cinco razões para pensar duas vezes antes de usar o ChatGPT — ou qualquer outro chatbot — para conselhos financeiros. Confira abaixo:

    • A IA ainda fornece respostas incorretas com confiança
    • Pode ser confirmadas crenças preexistentes
    • Requer informações confidenciais para resultados melhores
    • Um chatbot não se responsabiliza
    • O seu consultor humano poderá ficar desmotivado

    Pede conselhos financeiros ao ChatGPT (ou chatbots)? 5 razões para parar

  • DeepSeek lança novo modelo de IA e reforça competição com rivais dos EUA

    DeepSeek lança novo modelo de IA e reforça competição com rivais dos EUA

    A DeepSeek lançou um novo modelo de inteligência artificial (IA) para o agente de conversação da empresa chinesa, após ter surpreendido o setor em 2025 com desempenhos comparáveis aos de rivais norte-americanos.

    “A indústria global de tecnologia aguardava há semanas o anúncio, visto como um indicativo das ambições da China no setor de IA.

    No início de 2025, a startup sediada em Hangzhou, no leste da China, lançou um agente conversacional que, segundo a empresa, rivalizava com sistemas como ChatGPT, Gemini ou Claude, mas a um custo mais baixo.

    “Hoje, a pré-versão da nossa nova série de modelos, DeepSeek-V4, está oficialmente disponível e publicada em código aberto”, informou a empresa, em uma nota divulgada na rede social chinesa WeChat.

    O novo modelo é apresentado em duas versões, DeepSeek-V4-Pro e DeepSeek-V4-Flash, sendo esta última descrita como menos potente, mas mais econômica.

    “Em comparação com a geração anterior, as capacidades de agente do DeepSeek-V4-Pro foram significativamente aprimoradas”, acrescentou a empresa.

    Em janeiro de 2025, o lançamento do agente R1 da DeepSeek, com capacidades avançadas de raciocínio, provocou fortes reações nos mercados, contribuindo para uma queda nas ações de tecnologia nos Estados Unidos.

    Na quinta-feira, a empresa norte-americana OpenAI anunciou um novo modelo de IA, apresentado como o mais avançado do mercado.

    O GPT-5.5 é a mais recente geração do modelo que sustenta o ChatGPT, uma interface de IA generativa utilizada por cerca de um bilhão de pessoas em todo o mundo.”

    DeepSeek lança novo modelo de IA e reforça competição com rivais dos EUA

  • Meta planeja demitir oito mil trabalhadores para investir em IA

    Meta planeja demitir oito mil trabalhadores para investir em IA

    A Meta planeja demitir cerca de oito mil trabalhadores, o que representa 10% da sua força de trabalho. A decisão foi anunciada num comunicado interno, que alegava que as demissões eram necessários para “compensar outros investimentos”, principalmente, na inteligência artificial.

    “A Meta, empresa proprietária do Facebook, WhatsApp e Instagram, planeja cortar cerca de 10% de seus funcionários, o que equivale a quase oito mil postos de trabalho. Além disso, pretende também encerrar seis mil vagas abertas.

    A informação foi divulgada pelo New York Times, que afirma ter tido acesso a um comunicado interno da empresa aos seus funcionários. A mudança estaria relacionada ao investimento da empresa no desenvolvimento de inteligência artificial.

    “Estamos tomando essa medida como parte do nosso esforço contínuo para gerenciar a empresa de forma mais eficiente e para nos permitir compensar outros investimentos que estamos realizando”, afirmou Janelle Gale, diretora de Recursos Humanos da Meta, na mesma mensagem dirigida aos colaboradores. “Esta não é uma decisão fácil e implicará a saída de pessoas que deram contribuições significativas à Meta durante o tempo que estiveram aqui”, acrescentou.

    Procurada pelo New York Times, um porta-voz da Meta confirmou os cortes de pessoal, mas se recusou a fazer outros comentários sobre a situação.

    O diretor-executivo da Meta, Mark Zuckerberg, já havia dito em declarações anteriores que esperava que, no futuro, grande parte do trabalho no setor de tecnologia fosse realizada por sistemas baseados em inteligência artificial, incluindo assistentes de programação que ajudam a escrever software.

    Ao longo dos últimos anos, a Meta tem feito alguns avanços na área de IA, mas ficou atrás de seus concorrentes diretos no desenvolvimento de modelos fundamentais.

    Para recuperar o atraso, Zuckerberg já investiu mais de 70 bilhões de dólares (quase 60 bilhões de euros) em centros de dados, semicondutores e imóveis.

    Neste ano, no entanto, o investimento planejado pode até ser duplicado no que diz respeito à inteligência artificial. Em uma teleconferência em janeiro, Zuckerberg afirmou que a Meta prevê gastar entre 115 e 135 bilhões de dólares neste ano.”

    Meta planeja demitir oito mil trabalhadores para investir em IA

  • Chuva de meteoros Líridas tem pincelado os céus. Veja as imagens

    Chuva de meteoros Líridas tem pincelado os céus. Veja as imagens

    Fenômeno astronômico, um dos mais antigos já registrados, segue visível até o fim de semana e pode ser observado a olho nu em várias partes do mundo, desde que o céu esteja limpo e longe da poluição luminosa.

    É provável que muitos curiosos tenham voltado os olhos para o céu nos últimos dias, já que a chuva de meteoros Líridas atingiu seu pico em 2026.

    O fenômeno começou na semana passada e teve seu auge nas noites de 21 e 22 de abril.

    Nos céus da Califórnia, as Líridas proporcionaram um verdadeiro espetáculo, com uma autêntica “chuva de estrelas”, como mostram as imagens registradas.

    O evento celeste ainda pode ser observado de diferentes partes do mundo, incluindo Portugal, caso as condições climáticas permitam, até o próximo fim de semana, rendendo imagens impressionantes.

    Os meteoros Líridas são conhecidos por serem brilhantes e rápidos.

    Durante o pico, é comum observar entre 10 e 20 meteoros por hora, embora eles também possam ser vistos fora desse período.

    De acordo com a NASA, a chuva de meteoros Líridas é uma das mais antigas já registradas, sendo observada há cerca de 2.700 anos.

    Como observar?

    A chuva de meteoros começa a ser visível logo após o anoitecer, mas a melhor chance de observação ocorre depois que a Lua se põe, por volta das 2h, segundo o Observatório Real de Greenwich. O ideal é procurar um local afastado das luzes da cidade.

    Se o tempo ajudar, ou seja, com pouca nebulosidade, tente se afastar ao máximo da iluminação urbana para reduzir a poluição luminosa e observe as áreas mais escuras do céu após o pôr do sol.

    Chuva de meteoros Líridas tem pincelado os céus. Veja as imagens

  • OpenAI compara novo GPT a 'modelo perigoso' de criadora do Claude e abre tecnologia ao público

    OpenAI compara novo GPT a 'modelo perigoso' de criadora do Claude e abre tecnologia ao público

    Novo modelo da OpenAI se aproxima do nível de sistemas restritos da concorrente, com foco em identificar falhas de segurança; empresa libera versão controlada ao público e mantém recursos avançados para parceiros, em meio a disputas com a Anthropic e preocupações globais sobre cibersegurança

    (CBS NEWS) – O novo modelo de inteligência artificial da OpenAI, o GPT-5.5, tem capacidade de encontrar falhas de segurança em nível equivalente ao modelo Mythos, que a concorrente Anthropic escolheu manter restrito ao público, segundo o presidente da criadora do ChatGPT, Greg Brockman.

    “Nós acreditamos em empoderar as pessoas com IA”, disse Brockman em entrevista coletiva nesta quinta-feira (23). O modelo já está disponível no ChatGPT e no Codex, a plataforma de programação e automação da empresa. A empresa deve acrescentá-lo à API (maneira de chamar a IA via código de programação) nos próximos dias.

    De acordo com o executivo, houve um trabalho gradual de dois anos que permitiu lançar a tecnologia com segurança.

    A empresa trabalha com especialistas independentes para identificar riscos e impor barreiras às inteligências artificiais em áreas sensíveis como armas biológicas e cibersegurança -uma habilidade útil para as empresas reforçarem seus sistemas e para criminosos encontrarem brechas.

    O público em geral terá acesso a uma versão com capacidades limitadas nas atividades ligadas à cibersegurança, enquanto empresas do setor podem pedir acesso a uma versão sem limites da tecnologia da OpenAI desde 8 de fevereiro.
    Enquanto Mythos alcançou 83,1% em um teste sobre habilidade em cibersegurança, o GPT-5.5 marcou 81,8% (a pontuação mais alta registrada por um modelo amplamente disponível).

    “O Mythos é um modelo permissivo em termos de cibersegurança. O modelo que estamos lançando tem mitigações, não é um modelo permissivo”, disse a OpenAI.

    CONCORRÊNCIA ANTHROPIC

    A criadora do Claude, Anthropic, anunciou no último dia 8 que desenvolveu um “sistema poderoso demais para ser liberado ao público”. Na ocasião, garantiu acesso à tecnologia a apenas um grupo seleto de 40 grandes empresas americanas, incluindo big techs e bancos.

    Logan Graham, chefe de uma equipe da Anthropic que testa novos modelos em busca de capacidades perigosas, chamou o novo modelo de “o ponto de partida para o que acreditamos ser uma virada na indústria”.

    O brasileiro Mike Krieger, executivo que lidera o laboratório de ponta da Anthropic, disse que a startup de inteligência artificial percebeu os riscos de um novo modelo avançado recém-anunciado e escolheu “dar um passo atrás para preparar o mundo para esse desafio”.

    Desde o anúncio da principal concorrente da OpenAI, formuladores de políticas públicas alertaram para o risco que uma IA avançada representa para a cibersegurança. De um lado, a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, elogiou a parcimônia da Anthropic em manter a tecnologia afastada de criminosos. De outro, representantes da diplomacia chinesa criticaram o monopólio do avanço técnico nas mãos de empresas americanas.

    O programa da OpenAI também tem acesso limitado apenas aos parceiros liberados pela criadora do ChatGPT. Os termos de uso da empresa também limitam o acesso da tecnologia aos países sob restrições do governo americano, ampliadas durante a gestão de Trump. Negócios brasileiros interessados podem solicitar participação no programa neste link.

    Segundo a engenheira responsável pelo GPT-5.5 e atual vice-presidente de pesquisa da empresa, Amelia Glaese, a OpenAI avalia que os riscos da IA avançam gradualmente. Por isso, a empresa tem feito repetidos testes nos últimos meses

    “Há três princípios pelos quais definimos nossa abordagem: desenvolvimento por tentativa e erro, ecossistema resiliente e acesso democrático”, afirmou Glaese na entrevista coletiva.

    AVANÇOS TÉCNICOS

    Conforme Brockman, o novo modelo da OpenAI não superou a barreira dos 10 trilhões de parâmetros, uma medida de potência associada aos modelos de IA. Vazamentos da Anthropic, que teve seu sistema invadido neste mês, indicam que o Mythos teria essa escala de grandeza.

    O cientista-chefe da OpenAI, Jakub Pachocki, afirma que o avanço da tecnologia, desde 2024, está mais lento em termos de escala -entre 2020 e 2025, os modelos saltaram de milhões de parâmetros para mais de 1 trilhão. As principais mudanças, diz ele, estão ligadas à cadeia de raciocínio, técnica em que a IA traça planos de ação e se corrige até encontrar uma resposta que considera adequada.

    Ainda segundo Pachocki, o GPT-5.5 é o primeiro modelo que apresentará seu plano de ação para uma tarefa antes de executá-la. Assim, o usuário pode orientar a abordagem antes de gastar tempo e recursos de forma equivocada.

    ATRITOS EM WASHINGTON

    Desde o início do ano, Anthropic e OpenAI estão no centro de uma disputa interna do Departamento de Defesa do governo Trump. A criadora do Claude se recusou a fornecer tecnologia que fosse usada no desenvolvimento de armas autônomas e na vigilância de cidadãos americanos. Por isso, foi punida com restrições e rompimento de contratos.

    A desenvolvedora do ChatGPT assumiu os contratos da concorrente, dizendo que o governo americano concordou com seus limites éticos de segurança e privacidade.

    OpenAI compara novo GPT a 'modelo perigoso' de criadora do Claude e abre tecnologia ao público

  • Cade mantém multa diária contra a Meta no caso envolvendo uso de chatbots de IA no WhatsApp

    Cade mantém multa diária contra a Meta no caso envolvendo uso de chatbots de IA no WhatsApp

    A defesa do Facebook e do WhatsApp Brasil pediu anulação do auto de infração expedido pela Superintendência-Geral (SG) do Cade e o afastamento da multa diária, no valor de R$ 250 mil

    O plenário do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) manteve, por unanimidade, o auto de infração e a aplicação da multa diária contra a Meta, no caso que aborda o uso de chatbots de inteligência artificial (IA) no WhastApp.

    Em janeiro deste ano, a SG do Cade adotou medida preventiva e instaurou um inquérito administrativo para apurar se a Meta estaria abusando de sua posição dominante para favorecer sua própria inteligência artificial (Meta AI) e excluir concorrentes. As decisões vieram após denúncia apresentada em setembro de 2025 pelas empresas de chatbot Luzia e Zapia, que alegaram supostas infrações à ordem econômica por parte da Meta.

    Em meados de março, a SG verificou o descumprimento da medida preventiva ao observar que a Meta editou nova versão do Whatsapp Business Solution Terms, com disposições capazes de, ainda que indiretamente, produzir total ou parcialmente efeitos exclusionários.

    A defesa do Facebook e do WhatsApp Brasil pediu anulação do auto de infração expedido pela Superintendência-Geral (SG) do Cade e o afastamento da multa diária, no valor de R$ 250 mil, para que essa discussão possa efetivamente ocorrer no âmbito do inquérito administrativo.

    “O Facebook Brasil e o WhatsApp de forma alguma contestam a obrigação de cumprir com a preventiva. O que se contesta é a caracterização feita pela SG de que a precificação é uma violação dessa medida”, disse a advogada Marcela Mattiuzzo. “Trata-se de um preço economicamente racional, comercialmente justificado, consistente com modelos de negócio que foi colocado para API, e com que outras empresas que fazem uso da API efetivamente pagam pelo serviço, e que além disso, se sustenta perante um benchmarking de mercado”, completou ela, colocando que o próprio tribunal já afirmou que a precificação deveria ser discutida em sede de inquérito.

    O relator do caso, conselheiro Carlos Jacques, votou pela rejeição da impugnação apresentada, com a consequente manutenção integral do auto de infração, bem como pela continuidade da incidência da multa diária fixada até a efetiva comprovação do cumprimento integral da medida preventiva.

    O voto, acompanhado pelos demais conselheiros, recomendou ainda que a Superintendência Geral, junto com a Assessoria Internacional do Cade promova, promova a cooperação internacional com outras jurisdições que estejam investigando a mesma conduta, e informem sobre as decisões proferidas no Brasil.

    O relator frisou que o argumento da SG diz respeito à atuação da Meta como monopolista no mercado primário de mensageria, prejudicando a atuação de rivais no mercado secundário de ferramentas de IA pelos chatbots.

    “Dessa forma, a alteração dos termos de uso e, principalmente, a imposição de tarifas para o uso da API do WhatsApp Business para chatbots de IA, seria uma forma de recusa de contratação e de descumprimento da medida preventiva imposta”, sustentou o conselheiro Carlos Jacques.

    “Assim, a SG considerou que os termos atuais do WhatsApp Business, incluindo a precificação por mensagens enviadas por chatbots de IA, não estariam cumprindo, com o comando legal da medida preventiva estabelecida pelo tribunal, a qual previu o retorno ao status quo anterior, vigente antes da entrada em vigor dos novos termos e condições”, argumentou.

    Citando violações das regras concorrenciais da União Europeia pela Meta ao excluírem provedores de chatbot de IA, o relator identificou “convergência internacional no entendimento de que a imposição de acesso oneroso nos termos propostos pela Meta significa, na prática, aumento de barreiras à entrada ou manutenção não ofertada”.

    “Dessa forma, no caso brasileiro, há uma desnaturalização do espírito da preventiva confirmada pelo tribunal. Seu descumprimento pelas autuadas, portanto, é evidente”, pontuou o conselheiro.

    Cade mantém multa diária contra a Meta no caso envolvendo uso de chatbots de IA no WhatsApp

  • Empresa de MrBeast é processada por assédio sexual e discriminação

    Empresa de MrBeast é processada por assédio sexual e discriminação

    Ex-executiva acusa CEO de assédio sexual e relata ambiente machista na Beast Industries; ação também cita demissão após licença-maternidade. Empresa nega as acusações e diz que processo foi criado para gerar manchetes.

    A produtora ligada a MrBeast, considerado o maior criador de conteúdo do mundo em número de seguidores, foi processada por uma ex-executiva que acusa a empresa de assédio sexual e discriminação por gravidez. Segundo a ação, ela teria sido demitida ao retornar da licença-maternidade.

    De acordo com a revista People, que teve acesso ao processo apresentado nesta quarta-feira em um tribunal da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, a autora da denúncia, identificada como Lorrayne Mavromatis, afirma ter sofrido assédio sexual por parte do CEO da Beast Industries, James Warren. Ela também relata ter sido tratada de forma diferente em relação aos colegas homens, além de ter sido rebaixada e posteriormente demitida após formalizar uma queixa interna sobre comportamentos inadequados.

    Mavromatis descreve o ambiente de trabalho como um “clube do bolinha”, onde, segundo ela, várias mulheres teriam sido vítimas de assédio por superiores. O processo não cita diretamente MrBeast, cujo nome verdadeiro é Jimmy Donaldson.

    “Não se trata de um único episódio. Trata-se de tudo o que levou a isso e da cultura que permitiu que isso acontecesse”, afirmou Mavromatis em comunicado divulgado por seu advogado. “Existe uma expectativa de que as mulheres passem por esse tipo de situação, permaneçam em silêncio, aceitem e ainda assim apareçam sorrindo. Eu não vou mais fazer isso.”

    Segundo a denúncia, ela foi contratada pela empresa em agosto de 2022 como chefe do Instagram e chegou a ser promovida duas vezes no primeiro ano, mais do que dobrando seu salário.

    Ainda assim, durante o período em que trabalhou na empresa, afirma que James Warren a convocava para reuniões em um espaço “pouco iluminado” dentro da própria casa, em vez de utilizar o escritório, e que fazia “comentários inapropriados” sobre sua aparência.

    Ao questionar a ausência de Jimmy Donaldson nessas reuniões, ela afirma ter ouvido a seguinte resposta: “O Jimmy fica desconfortável perto de mulheres bonitas. Digamos que, quando você está por perto e ele vai ao banheiro, ele não está exatamente usando o banheiro.”

    Entre outras situações relatadas, Mavromatis afirma que foi instruída a se retirar de reuniões compostas apenas por homens com Donaldson, que precisava “buscar uma cerveja” para o criador de conteúdo antes das gravações e que chegou a ser mandada “calar a boca” e “parar de falar” por um colega homem ao fazer perguntas em reuniões de equipe.

    Em resposta, um porta-voz da Beast Industries negou todas as acusações em entrevista à People, classificando as alegações como “ridículas” e “uma história inventada com o único objetivo de gerar manchetes”.
     

     
     

    Empresa de MrBeast é processada por assédio sexual e discriminação