Categoria: TECNOLOGIA

  • Musk diz que robôs humanoides da Tesla serão lançados em 2027

    Musk diz que robôs humanoides da Tesla serão lançados em 2027

    O Optimus é um robô humanoide que a Tesla quer vender para ajudar em tarefas caseiras. Elon Musk marcou presença em Davos e afirmou que o lançamento acontecerá em 2027.

    O magnata multimilionário e dono da Tesla, Elon Musk, aproveitou o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, para anunciar que o robô humanoide desenvolvido pela fabricante de carros elétricos — chamado Optimus — começará a ser vendido em 2027.

    Segundo o site Axios, durante o discurso feito no evento, Musk afirmou acreditar que as primeiras unidades do robô possam começar a ser comercializadas já no próximo ano. No entanto, ele ponderou que, caso isso não seja possível, será porque a Tesla só pretende lançar o Optimus quando estiver “confiante em sua altíssima confiabilidade, altíssimo nível de segurança e ampla gama de funcionalidades”.

    Musk destacou ainda que o desenvolvimento do Optimus tem avançado de forma positiva e acrescentou que os robôs já são capazes de executar tarefas simples nas fábricas da Tesla.

    Apesar disso, parece que o empresário e a montadora de veículos elétricos ainda não conseguem assegurar que os robôs terão a mesma utilidade em situações do mundo real.

    Vale lembrar que o Optimus foi apresentado pela Tesla em 2022 e que, desde então, Musk havia afirmado que os robôs seriam lançados em 2026. Como o empresário voltou agora a se pronunciar sobre o tema, tudo indica que nem mesmo a chegada em 2027 está totalmente garantida.

    Musk diz que robôs humanoides da Tesla serão lançados em 2027

  • Útil, mas também impreciso: ChatGPT Health divide opinião de médicos e especialistas

    Útil, mas também impreciso: ChatGPT Health divide opinião de médicos e especialistas

    Ferramenta promete ajudar com dúvidas de saúde, mas exige cuidado e ainda não chega completa ao Brasil. Ao contrário da versão aberta, a inovação foi desenvolvida em ‘estreita colaboração com médicos’, segundo a empresa

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A OpenAI lançou no início de janeiro o ChatGPT Health, que permite aos usuários tirararem dúvidas específicas sobre saúde. Entre médicos e especialistas em inteligência artificial ouvidos pela reportagem, porém, não há consenso sobre os impactos do uso da ferramenta.

    Alguns consideram a novidade promissora. Outros dizem acreditar que as respostas do chatbot podem ser imprecisas, o que acende um alerta sobre a qualidade das informações e a responsabilização em caso de falhas.

    Segundo a OpenAI, o ChatGPT Health tem caráter informativo e educacional e não é destinado para diagnóstico ou tratamento médico, tampouco para substituir o atendimento profissional de saúde. “A ferramenta pode ajudar a pessoa a organizar dúvidas, interpretar informações e se sentir mais preparada para conversas com profissionais de saúde”, diz a empresa, em nota.

    O CFM (Conselho Federal de Medicina) afirma, também em nota, que o ChatGPT Health pode ser útil como instrumento adicional para orientar pacientes, mas “jamais deve substituir o exame clínico, o julgamento médico ou a responsabilidade profissional”.

    O médico André Costa, especialista em clínica médica e diretor de operações da Rede Mater Dei de Saúde, alerta para os riscos de as pessoas substituírem uma consulta profissional por uma análise feita por IA. “Hoje, 90% do diagnóstico clínico aparece durante a anamnese. Na consulta, usamos diversas técnicas para confirmar ou afastar a suspeita de um diagnóstico.”

    Segundo Lara Salvador, diretora de inovação e experiência na mesma rede, o uso da ferramenta pode levar a interpretações incorretas de sintomas e exames. Ela também cita os riscos de se confiar excessivamente em respostas automatizadas.

    “A IA não tem acesso ao contexto clínico completo, não faz exame físico nem acompanha a evolução do quadro, elementos essenciais para tomadas de decisões”, afirma.

    Gustavo Zaniboni, fundador da empresa de consultoria em inteligência artificial Redcore, questiona quem será responsabilizado em caso de erros.

    “Se um médico erra e o paciente morre, ele sofrerá um tipo de punição. Agora, se a IA erra e o paciente vai a óbito, de quem é a responsabilidade? Ela continua em operação? E se o erro for uma característica, como é o caso da alucinações nos algoritmos de IA generativa?”

    Alucinações ocorrem quando a inteligência artificial “inventa” ou distorce fatos para criar respostas que soam lógicas e fluidas.

    Em nota, a OpenAI afirma que treinou a o ChatGPT Health com mais de 260 médicos de 60 países, incluindo brasileiros. Os profissionais deram feedback sobre os resultados do modelo mais de 600 mil vezes em 30 áreas de foco, acrescenta a empresa.

    A ferramenta foi desenvolvida em “estreita colaboração com médicos”, diz a empresa, ao contrário da versão aberta, que utiliza dados das próprias conversas para treinar a plataforma.

    Para Emir Vilalba, responsável pelo setor de saúde da Semantix, empresa de tecnologia focada em IA, é importante estar atento à qualidade das informações obtidas. “Não temos como garantir a procedência e coerência desses dados. Por isso é necessário cautela, sem tratar [as respostas] como um diagnóstico final”, diz.

    Para Nuria López, professora de direito digital da Universidade Presbiteriana Mackenzie e cofundadora da Technoethics, qualquer ferramenta pode cometer erros e imprecisões, uma vez que não tem o contexto completo do paciente ou a experiência profissional de um humano. “Acho importante que as pessoas percebam que a ferramenta é isso, apenas uma ferramenta.”

    A OpenAI diz que o ChatGPT Health está sendo disponibilizado inicialmente para um pequeno grupo de usuários, com expansão gradual do acesso, sem prioridade para um grupo específico.

    Quanto à integração com prontuários eletrônicos, trata-se de um recurso que está disponível apenas nos Estados Unidos, sem prazos para chegar ao Brasil. Por aqui a nova ferramenta exige consentimento explícito do usuário para tratamento das informações de saúde, em conformidade com a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados).

    Ainda assim, informações de cidadãos brasileiros sob a guarda de empresas estrangeiras levantam discussões sobre soberania e segurança dos dados. Isso porque existe uma lei dos Estados Unidos, a Cloud Act, que permite que autoridades americanas solicitem dados armazenados por empresas de tecnologia, mesmo que estejam fora do país.

    No Brasil, há um esforço por parte do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de garantir que as informações dos brasileiros fiquem sob jurisdição nacional. A gestão já destinou R$ 1,2 bilhão a contratos com gigantes da tecnologia americanos e chineses para construir a chamada nuvem soberana, prevista no PBIA (Plano Brasileiro de Inteligência Artificial).

    Quanto às vatagens da ferramenta, os especialistas afirmam que o ChatGPT Health pode ajudar aqueles que não têm acesso fácil a médicos.

    Para López, a ferramenta deve ser capaz de oferecer resultados mais seguros que os de pesquisas aleatórias na internet ou de outras ferramentas gratuitas, que podem entregar informações esparsas, erradas e sem fatores de proteção dos dados. “A nova ferramenta, por ter um treinamento mais especializado, tem condições de fornecer uma boa informação e empoderar o paciente”, afirma.

    “Pessoas que não têm suporte médico adequado podem ter alguma informação importante que ajude em ação de primeiros socorros ou problemas simples”, diz Zaniboni.

    De acordo com a OpenAI, mais de 230 milhões de pessoas no mundo todo fazem perguntas sobre saúde e bem-estar no ChatGPT toda semana. Para Zaniboni, essas inovações são um “caminho sem volta”. “Vai ser como a eletricidade, vai estar em tudo.”

    Útil, mas também impreciso: ChatGPT Health divide opinião de médicos e especialistas

  • Nintendo sobe em Tóquio após vendas do Switch 2 superarem rivais nos EUA em 2025

    Nintendo sobe em Tóquio após vendas do Switch 2 superarem rivais nos EUA em 2025

    Dados da consultoria Circana mostram que o Switch 2 liderou o mercado americano tanto em volume quanto em valor em dezembro e no acumulado do ano passado

    As vendas do console Nintendo Switch 2 nos Estados Unidos superaram as de consoles rivais em 2025, reduzindo temores de desaceleração no ciclo do produto e trazendo alívio a investidores após meses de notícias negativas para a empresa. Dados da consultoria Circana mostram que o Switch 2 liderou o mercado americano tanto em volume quanto em valor em dezembro e no acumulado do ano passado.

    Segundo o relatório, o Switch 2 foi o console mais vendido nos EUA nesses períodos, à frente do Sony PlayStation 5, que ficou na segunda colocação. O desempenho ajudou a compensar quedas anuais observadas em outras plataformas de hardware. A Circana também destacou que o Switch 2 encerrou seu sétimo mês no mercado com uma base instalada de 4,4 milhões de unidades nos EUA, quase o dobro da alcançada pelo Switch original no mesmo intervalo.

    O Switch 2 permanece como o console de videogame com vendas mais rápidas já monitoradas, com ritmo 35% superior ao do PlayStation 4 após sete meses no mercado. A Circana ressaltou, porém, que, no comparativo geral de hardware, o recorde histórico após sete meses ainda pertence ao Game Boy Advance, também da Nintendo.

    Para o diretor de pesquisa de ações da Morningstar, Kazunori Ito, os números recentes sugerem que os embarques do Switch 2 “não desaceleraram de forma significativa”, contrariando relatos de vendas mais fracas durante a temporada de fim de ano. Ele acrescenta que os investidores aguardam o balanço da empresa, previsto para o início do próximo mês, para confirmar oficialmente os volumes enviados e avaliar o impacto da alta dos custos.

    O desempenho comercial ocorre em um momento sensível para a Nintendo, cujas margens vêm sendo pressionadas pelo encarecimento de chips de memória, impulsionado pela demanda ligada à inteligência artificial (IA). A fabricante de videogames por trás do “Super Mario” e “Pokémon” afirmou que espera vender 19 milhões de unidades do Switch 2 até março, acima da projeção anterior de 15 milhões.

    Na bolsa de Tóquio, as ações da Nintendo chegaram a subir até 7% nesta sexta-feira, 23, encerrando o pregão com alta de 4,5%, a maior valorização diária em quase três meses.

    *Com informações da Dow Jones Newswires.

    Nintendo sobe em Tóquio após vendas do Switch 2 superarem rivais nos EUA em 2025

  • iPhone sem som? Aqui tem algumas soluções para resolver

    iPhone sem som? Aqui tem algumas soluções para resolver

    Há truques e pequenas verificações que pode fazer para resolver eventuais problemas do iPhone no que diz respeito ao som e áudio. Antes de contactar o apoio ao cliente da Apple há alguns passos que pode tomar para ver se a resolução está ao seu alcance!

    Apesar de serem fiáveis, os iPhones podem apresentar – tal como os celulares de outras marcas – alguns problemas técnicos e bugs esporádicos que podem afetar a experiência de utilização.

    Entre os mais comuns estão problemas relacionados com o som que, em alguns casos, pode mesmo deixar de ser emitido pelas colunas do iPhone. Se já se deparou com esta situação ou está passando por isto, o site Lifewire tem algumas dicas sobre o que pode fazer para resolver o problema.

    Vale destacar que nenhuma destas potenciais soluções oferece a garantia que o problema fique resolvido, sendo apenas uma forma de saber qual pode ser a origem da questão e que, em último caso, deverá contactar o apoio ao cliente da Apple.

    Esclarecido isto, saiba abaixo como pode ‘reparar’ o seu iPhone caso este não tenha som:

    • Verifique os botões de volume;
    • Vá até às definições e verifique que está tudo ativado;
    • Assegure-se que o iPhone não está no modo para auriculares;
    • Desative o Bluetooth;
    • Verifique as opções de ‘output’ de áudio;
    • Reinicie o iPhone;
    • Atualize o sistema operacional;

    iPhone sem som? Aqui tem algumas soluções para resolver

  • TikTok vende maioria das operações nos EUA e põe fim a disputa legal

    TikTok vende maioria das operações nos EUA e põe fim a disputa legal

    A ByteDance, a empresa chinesa que controla o TikTok, vendeu esta quinta-feira a maior parte das suas operações nos Estados Unidos a investidores não chineses para evitar uma proibição e reduzir alegados riscos à segurança nacional

    Os novos proprietários, entre eles Oracle, MGX, Silver Lake e a entidade de Michael Dell, controlarão mais de 80% da nova entidade, garantindo a continuidade do aplicativo popular nos Estados Unidos, de acordo com a ByteDance.

    A operação foi negociada durante mais de um ano e põe fim a uma disputa legal que se prolongou por seis anos.

    Desde 2019, o TikTok enfrentou tentativas de bloqueio por parte de legisladores, universidades, Exército e pela Casa Branca, numa sucessão de atritos na relação entre os Estados Unidos e a China nos domínios tecnológico e comercial. O aplicativo tinha sido alvo de ameaças de proibição e um apagão temporário de 14 horas.

    A venda foi antecipada em 18 de dezembro de 2025, informando-se na época que três entidades teriam 45% das participações, enquanto cerca de 33% ficariam nas mãos de subsidiárias dos principais investidores por detrás da ByteDance, que manteria o controle de aproximadamente 18% do restante das ações.

    Usuários e influenciadores organizaram protestos e campanhas, durante o longo limbo jurídico, para manter ativa a plataforma, que conta com mais de 200 milhões de usuários nos Estados Unidos e se assumiu como um terreno importante na disputa entre as duas potências.

    TikTok vende maioria das operações nos EUA e põe fim a disputa legal

  • Threads, a rival do X, começa a exibir publicidade no mundo todo

    Threads, a rival do X, começa a exibir publicidade no mundo todo

    A plataforma da Meta começa a mostrar anúncios globalmente nas próximas semanas, após testes nos EUA e no Japão, em uma estratégia para monetizar a rede social, que já soma mais de 400 milhões de usuários ativos mensais.

    A Meta anunciou nesta quarta-feira, dia 21, que decidiu ampliar a exibição de anúncios publicitários na Threads para usuários do mundo todo.

    A medida já era esperada desde que a empresa iniciou, no ano passado, um teste com anúncios na plataforma, restrito inicialmente aos Estados Unidos e ao Japão. Com a mudança, todos os países onde a Threads está disponível passarão a receber publicidade.

    Segundo a Meta, a veiculação dos anúncios começa já na próxima semana, mas a implementação será gradual e pode levar alguns meses até ser concluída em todos os mercados.

    Os anunciantes poderão exibir publicidade tanto em formato de imagem quanto de vídeo. A gestão dessas campanhas será feita pela mesma plataforma usada atualmente para anúncios no Facebook, no Instagram e no WhatsApp.

    Lançada oficialmente em julho de 2023, a Threads já acumula mais de 400 milhões de usuários ativos mensais, segundo dados do site TechCrunch.

    Threads supera o X em uso diário no celular
    Um relatório recente da Similarweb aponta que a Threads já supera o X, antigo Twitter, em número de usuários diários ativos em dispositivos móveis com sistemas Android e iOS.

    De acordo com o levantamento, no dia 7 de janeiro, a Threads registrou 141,5 milhões de usuários ativos diários nessas plataformas, enquanto o X contabilizou 125 milhões no mesmo período. Na versão web, no entanto, o X ainda mantém vantagem sobre a concorrente.

    Os dados reforçam a tendência de crescimento da Threads, cuja popularidade vem aumentando de forma consistente desde dezembro de 2024. Especialistas avaliam que a ultrapassagem do X era apenas uma questão de tempo.

    A estratégia da Meta de lançar a Threads como uma espécie de extensão do Instagram contribuiu para a rápida adesão de usuários que buscavam uma alternativa direta ao X no segmento de redes sociais voltadas a conversas públicas.

    Threads, a rival do X, começa a exibir publicidade no mundo todo

  • Sistema de verificação de idade do Roblox é falho e pode ser burlado com facilidade

    Sistema de verificação de idade do Roblox é falho e pode ser burlado com facilidade

    Testes mostram que falhas no reconhecimento facial permitem que adultos entrem em servidores infantis e que adolescentes burlem o sistema para acessar recursos restritos, levantando novos alertas sobre a segurança de crianças na plataforma de jogos.

    (CBS NEWS) – A ferramenta de verificação de idade do Roblox apresenta falhas que permitem tanto que adultos se passem por crianças quanto que menores consigam se fazer passar por usuários mais velhos dentro da plataforma de jogos.

    A reportagem realizou diferentes testes para acessar o game, que tem sido alvo de denúncias envolvendo abuso e aliciamento de menores de 18 anos. Recentemente, a empresa implementou um sistema de moderação para impedir que usuários de faixas etárias distintas conversem entre si. Ainda assim, o mecanismo de verificação etária mostrou-se vulnerável.

    No primeiro teste, uma criança de 12 anos, com autorização dos pais, criou uma nova conta no Roblox e realizou o reconhecimento facial. Após a conclusão da verificação, os dados de acesso foram repassados a um repórter adulto, que conseguiu entrar na conta a partir de São Paulo sem qualquer nova checagem de identidade. Não houve solicitação de código por telefone ou e-mail, nem nova autenticação biométrica, prática comum em outros aplicativos.

    O procedimento demonstrou que um adulto pode acessar servidores destinados a crianças apenas com login e senha criados por um menor de idade.

    Pelas regras da plataforma, crianças com menos de 9 anos não podem usar o chat, a menos que haja liberação dos responsáveis. Até os 13 anos, a verificação facial é obrigatória para acesso às mensagens, além da autorização dos pais.

    O segundo teste indicou que crianças também conseguem burlar o sistema. Um adolescente de 14 anos, morador de Ilhéus, na Bahia, criou uma conta e utilizou uma caneta esferográfica e um ambiente com pouca iluminação para se passar por mais velho. Ele desenhou pelos faciais e marcas de expressão no rosto antes de realizar a biometria. O sistema atribuiu a ele a idade de 17 anos.

    Vídeos que circulam nas redes sociais reforçam esse tipo de prática. Em diversas publicações, menores aparecem usando a mesma estratégia de desenhar barba com caneta para enganar a verificação facial.

    Procurado, o Roblox não se manifestou até a publicação deste texto.

    A plataforma voltou ao noticiário após protestos virtuais contra a implantação do novo sistema de verificação etária. Dentro do jogo, avatares incendiaram caminhões e exibiram placas com críticas às mudanças. Parte dos usuários pediu a liberação do chat para todas as idades e atribuiu as alterações ao influenciador Felca, que em agosto do ano passado denunciou casos de pedofilia em ambientes digitais e levou o debate ao Congresso.

    Houve questionamentos sobre se as manifestações foram, de fato, protagonizadas por crianças. Em comunidades do jogo, a maioria dos usuários afirma que sim.

    Jogador de Roblox há dez anos e dono de um canal no YouTube sobre o game, com mais de 234 mil seguidores, Luca Rocha, 22, afirma que o ambiente onde ocorreram os protestos é voltado majoritariamente ao público infantil. Segundo ele, trata-se de um espaço de roleplay em que os usuários simulam a vida cotidiana, atraindo principalmente crianças com menos de 12 ou 13 anos.

    Também em agosto do ano passado, a procuradora-geral do estado americano da Louisiana, Liz Murrill, entrou com uma ação judicial contra o Roblox, acusando a plataforma de ser um ambiente propício para pedófilos devido à falta de protocolos de segurança. Segundo ela, a empresa prioriza crescimento de usuários e lucros em detrimento da proteção infantil.

    O processo foi aberto após a repercussão do banimento do youtuber Andrew Schlep, que produzia vídeos denunciando supostos predadores sexuais que aliciavam menores no chat do jogo. Ele afirmou ter recebido uma carta do Roblox confirmando o banimento de todas as suas contas, sob a justificativa de violação dos termos da plataforma.

    Rocha relata que as denúncias dentro do Roblox frequentemente não resultam em punições efetivas. Ele diz já ter presenciado situações preocupantes. Em um jogo de parkour, contou ter ouvido um homem com voz adulta interagindo com uma criança, que se referia a ele como seu melhor amigo. Segundo Rocha, o comportamento era estranho e indicava ciúmes. Ele afirma ter alertado o homem de que gravaria a conversa caso algo inadequado ocorresse, o que levou o usuário a sair do jogo. Apesar de ter denunciado o caso, Rocha diz que o perfil nunca foi banido.
     
     

     

    Sistema de verificação de idade do Roblox é falho e pode ser burlado com facilidade

  • YouTube vai lançar ferramenta de IA para criação de Shorts

    YouTube vai lançar ferramenta de IA para criação de Shorts

    Novo recurso anunciado pelo CEO Neal Mohan permitirá que criadores usem inteligência artificial para gerar imagens em vídeos curtos, reforçando a aposta da plataforma no formato Shorts, que já soma cerca de 200 bilhões de visualizações diárias.

    O CEO do YouTube, Neal Mohan, anunciou que os criadores de conteúdo da plataforma poderão usar uma nova ferramenta de inteligência artificial para gerar a próxima imagem em vídeos de curta duração, os chamados Shorts.

    Mohan não deu detalhes sobre o funcionamento do recurso e informou apenas que o lançamento está previsto para este ano, sem uma data definida. “Teremos mais informações em breve, incluindo quando o recurso será lançado e como ele vai funcionar”, disse um porta-voz do YouTube ao site The Verge.

    A novidade reforça a estratégia da plataforma de investir ainda mais no formato Shorts, facilitando e acelerando o processo de criação de vídeos curtos para que os criadores consigam publicar conteúdo com mais frequência para suas comunidades.

    Em relação ao desempenho do formato, Mohan afirmou que os vídeos do YouTube Shorts já alcançam, em média, 200 bilhões de visualizações por dia.
     

     
     

    YouTube vai lançar ferramenta de IA para criação de Shorts

  • O ChatGPT vai implementar ferramenta para detectar menores de idade

    O ChatGPT vai implementar ferramenta para detectar menores de idade

    OpenAI estuda ferramenta baseada em comportamento e dados da conta para restringir o acesso de usuários jovens. Medida surge em meio a pressão regulatória e a novo embate público entre Sam Altman e Elon Musk.

    Depois do Roblox e do TikTok, o OpenAI avalia implementar no ChatGPT um sistema de estimativa de idade para restringir o acesso de usuários menores.

    Em comunicado publicado em seu blog oficial, a empresa informou que a ferramenta deve considerar a data de criação da conta, o comportamento dos usuários e padrões associados a faixas etárias para estimar a idade. Segundo a OpenAI, o modelo analisará uma combinação de sinais, como o tempo de existência da conta, períodos típicos de atividade, padrões de uso ao longo do tempo e a idade declarada pelo próprio usuário.

    A companhia explicou que, caso o sistema faça uma estimativa incorreta, o usuário poderá contestar a decisão por meio de uma plataforma específica, com a submissão de uma selfie para verificação.

    A OpenAI tem enfrentado pressão crescente para adotar medidas mais rígidas em relação ao uso do ChatGPT por menores de idade. A empresa também é alvo de processos judiciais nos quais a ferramenta é acusada de omissão ou até de ter contribuído para situações extremas envolvendo usuários vulneráveis.

    Sam Altman responde a críticas de Musk

    Casos recentes associados ao uso do ChatGPT reacenderam críticas de Elon Musk, dono da Tesla, da SpaceX, do X e da xAI. Em uma publicação no X, Musk afirmou que seus seguidores não deveriam permitir que pessoas próximas utilizassem o ChatGPT.

    A declaração gerou resposta do cofundador e CEO da OpenAI, Sam Altman, que reconheceu a necessidade de fazer mais para proteger usuários em situação de vulnerabilidade. Ao mesmo tempo, Altman criticou Musk, afirmando que o empresário costuma acusar o ChatGPT tanto de ser excessivamente restritivo quanto permissivo.

    Segundo Altman, cerca de um bilhão de pessoas utilizam a ferramenta, incluindo usuários em estados mentais frágeis, o que exige responsabilidade e equilíbrio. Ele afirmou que a OpenAI continuará tentando aprimorar seus sistemas, destacando que se trata de situações complexas e delicadas.

    Em seguida, Altman também direcionou críticas aos produtos da Tesla, mencionando acidentes associados ao sistema Autopilot. Ele afirmou que, em sua experiência, o recurso parecia inseguro para ser lançado e evitou comentar decisões relacionadas ao Grok, ferramenta de IA ligada à xAI.

    O ChatGPT vai implementar ferramenta para detectar menores de idade

  • Netflix planeja reformular app e aposta em vídeos verticais no celular

    Netflix planeja reformular app e aposta em vídeos verticais no celular

    Mudança anunciada por Greg Peters deve alterar a navegação no aplicativo móvel, integrar cenas de séries, filmes e podcasts em formato vertical e servir de base para novos testes e evoluções da plataforma nos próximos anos.

    Um dos CEOs da Netflix, Greg Peters, afirmou nesta terça-feira, 20, durante a apresentação de resultados da empresa, que a companhia pretende reformular a interface do aplicativo para celulares.

    Segundo o site TechCrunch, Peters disse que a mudança deve ajudar a impulsionar o crescimento da Netflix na próxima década e terá impacto semelhante ao da reformulação feita anteriormente no aplicativo para televisores, alterando a forma como os usuários navegam e consomem conteúdo no celular.

    O executivo explicou que a nova interface servirá como base para testes contínuos e aprimoramentos do serviço, permitindo à empresa evoluir sua oferta ao longo do tempo.

    Embora não tenha detalhado todas as novidades, Peters adiantou que o aplicativo passará a integrar de forma mais intensa conteúdos em vídeo vertical, formato popularizado por plataformas como TikTok, Instagram e YouTube. Esses vídeos devem trazer trechos de séries e filmes originais da Netflix.

    Além disso, os podcasts em vídeo que a plataforma pretende lançar ao longo de 2026 também serão exibidos nesse formato vertical. “Podem nos imaginar trazendo mais vídeos baseados em novos tipos de conteúdo, como podcasts em vídeo”, afirmou Peters.

    A expectativa é que a nova interface da Netflix seja disponibilizada para os aplicativos Android e iOS até o fim deste ano.

    Netflix planeja reformular app e aposta em vídeos verticais no celular