Categoria: TECNOLOGIA

  • Google recorre após Justiça apontar monopólio ilegal de buscas nos EUA

    Google recorre após Justiça apontar monopólio ilegal de buscas nos EUA

    A ação pede a suspensão das medidas contra o Google -que ainda estão sendo definidas. A apelação foi anunciada oficialmente ontem pela empresa, que emitiu comunicado.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O Google recorreu contra uma decisão da Justiça dos Estados Unidos que concluiu que a empresa detém um monopólio ilegal entre os buscadores online.

    A ação pede a suspensão das medidas contra o Google -que ainda estão sendo definidas. A apelação foi anunciada oficialmente ontem pela empresa, que emitiu comunicado.

    Google diz que a Justiça “ignorou a realidade de que as pessoas usam o Google porque querem, e não porque são forçadas”. O comunicado, assinado pelo vice-presidente de assuntos regulatórios Lee-Anne Mulholland, diz ainda que a empresa enfrenta intensa concorrência por conta do ritmo acelerado de inovação de empresas consolidadas e startups ditas como bem financiadas.

    Google pediu a suspensão das medidas que obrigariam a empresa a compartilhar dados de busca e serviços de distribuição a concorrentes. O processo judicial em que a empresa recorre teve início em setembro de 2023, nos Estados Unidos, após acusações de monopólio e concorrência desleal contra a empresa líder no mercado de buscadores no mundo.

    A Justiça entendeu em 2024 que a empresa violou a Lei Sherman, que trata sobre posição dominante ilegal e de publicidade associada. No ano seguinte, em 2025, empresas como Apple, Mozila e OpenAi foram consultadas para a definição de medidas corretivas contra Google.

    Já em dezembro passado, o Juízo definiu as medidas, incluindo o compartilhamento de dados brutos. Apesar disso, a Justiça não obrigou a Alphabet, detentora do Google, de mostrar seus algoritmos e contratos de exclusividade com outras empresas.

    “[A decisão] desconsiderou depoimentos convincentes de fabricantes de navegadores como Apple e Mozilla, que afirmaram optar por destacar o Google por ele proporcionar a experiência de busca da mais alta qualidade para seus consumidores”, afirmou Lee-Anne.

    Google recorre após Justiça apontar monopólio ilegal de buscas nos EUA

  • Mãe de um dos filhos de Elon Musk processa a empresa do Grok

    Mãe de um dos filhos de Elon Musk processa a empresa do Grok

    Ashley St. Clair avançou com um processo contra uma das empresa de Elon Musk depois de a Inteligência Artificial do X, o Grok, ter sido usado para criar imagens suas sexualmente explícitas.

    A autora e influenciadora conservadora Ashley St. Clair, mãe de um dos filhos de Elon Musk, entrou com uma ação judicial contra a xAI. O motivo é o fato de a inteligência artificial da empresa, o Grok, ter gerado imagens suas de conteúdo sexual explícito a pedido de usuários do chatbot.

    No processo, St. Clair afirma que usuários do Grok manipularam fotografias suas para criar imagens sexualmente explícitas, destacando que, em algumas dessas fotos, ela tinha apenas 14 anos de idade.

    Além disso, St. Clair, de 27 anos, alega que as imagens permaneceram online por mais de uma semana e que sua conta com assinatura premium foi cancelada após ela registrar a denúncia.

    Como lembra o site Business Insider, St. Clair trava atualmente uma batalha judicial contra Elon Musk, na qual busca garantir a guarda total do filho que teve com o bilionário.

    “O xAI não é um produto razoavelmente seguro e representa um incômodo público. Ninguém sofreu mais do que Ashley St. Clair. Ashley entrou com esta ação judicial porque o Grok estava assediando, criando e distribuindo imagens não consensuais, abusivas e degradantes dela, além de publicá-las no X”, diz o comunicado da advogada de St. Clair, Carrie Goldberg, enviado ao The Guardian.

    A advogada afirma ainda que o dano teve origem em “escolhas de design deliberadas”, que permitiram que o Grok, da xAI, fosse usado como uma “ferramenta de assédio e humilhação”.

    “As empresas não podem se eximir da responsabilidade quando os produtos que desenvolvem causam esse tipo de dano. Pretendemos responsabilizar o Grok e ajudar a estabelecer limites legais claros para o benefício de toda a sociedade, evitando que a inteligência artificial seja usada para abusos”, afirmou Goldberg.

     

    Mãe de um dos filhos de Elon Musk processa a empresa do Grok

  • Netflix diz que lançamentos da Warner devem ficar 45 dias nos cinemas pelo menos

    Netflix diz que lançamentos da Warner devem ficar 45 dias nos cinemas pelo menos

    Com compra, plataforma passa a ser dona de estúdios e da HBO; CEO, Ted Sarandos, , diz que aquisição é ‘a melhor notícia possível’ para o setor

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Após anunciar compra, por US$83 bilhões, da Warner Bros., a Netflix agora afirma que pretende manter janelas de exibição de 45 dias nas salas de cinema nos Estados Unidos.

    Com a compra, a Netflix passaria a ser dona de estúdios de cinema e TV da Warner, além da HBO e HBO Max.

    Em entrevista ao New York Times, o CEO da Netflix, Ted Sarandos, afirmou que não se surpreendeu com a reação negativa ao acordo de aquisição da Warner Bros., anunciado há cerca de seis semanas. Segundo ele, a insatisfação partiu de grupos barulhentos, mas não necessariamente majoritários, e esteve ligada sobretudo à falta de comunicação inicial sobre o futuro dos lançamentos nos cinemas.

    De acordo com Sarandos, a Netflix manterá uma janela fixa de 45 dias de exibição exclusiva nos cinemas, afirmando que a empresa pretende competir de forma agressiva no box office e valorizar o desempenho de bilheteria.

    Sarandos defendeu o negócio como “a melhor notícia possível” para Hollywood, ao argumentar que a Netflix pretende ampliar o volume de produções e investimentos, em contraste com estúdios rivais que vêm reduzindo equipes, cortando custos e diminuindo a quantidade de filmes e séries produzidos.

    O executivo também disse que a Netflix passou a enxergar o cinema como um negócio mais saudável e lucrativo do que supunha anteriormente. Segundo ele, a empresa não ficou fora das salas por rejeição ao modelo, mas porque seu negócio de streaming crescia rapidamente sem essa necessidade.

    A transação consolida o domínio da Netflix sobre a indústria cinematográfica americana, ao adicionar ao portfólio da empresa as franquias Harry Potter e Batman, da Warner, e a programação premium da HBO, com títulos como Friends e Game of Thrones. Segundo anúncio aos acionistas, o negócio visa incluir títulos como esses no catálogo da Netflix.

    Em entrevista coletiva, a Netflix sinalizou que manterá a HBO Max como um serviço separado “no curto prazo”. Procurada, a HBO não comentou qual será o destino de sua plataforma de streaming.

    A Netflix já lidera o mercado, com mais de 300 milhões de assinantes no mundo. A HBO Max é o quarto serviço mais assinado, com cerca de 128 milhões de pagantes, de acordo com a plataforma Flix Patrol.

    Netflix diz que lançamentos da Warner devem ficar 45 dias nos cinemas pelo menos

  • Netflix e Sony ampliam acordo que leva lançamentos de cinema ao streaming

    Netflix e Sony ampliam acordo que leva lançamentos de cinema ao streaming

    Filmes chegam à plataforma após janelas tradicionais; todo o catálogo do estúdio será disponibilizado até 2029

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A Sony Pictures Entertainment firmou um novo acordo global com a Netflix que amplia a presença de seus filmes no streaming após a passagem pelos cinemas. Pelo contrato, a plataforma terá direito preferencial -o chamado “Pay-1”- de exibição das produções do estúdio em escala mundial, após o fim das tradicionais janelas de exibição teatral e de entretenimento doméstico.

    Com isso, foi expandida a parceria iniciada em 2021 nos Estados Unidos, quando a Sony passou a licenciar seus lançamentos para a Netflix. Esse acordo, avaliado em US$ 2,5 bilhões, vence no fim do ano. O novo contrato começa a valer em 2027 no mercado americano e será implementado gradualmente em outros países, conforme os direitos locais forem liberados.

    A expectativa das empresas é que a Netflix passe a ter acesso completo e global aos títulos da Sony no início de 2029. Em alguns mercados, como Alemanha e países do Sudeste Asiático, a plataforma já exibe produções do estúdio.

    Além dos lançamentos futuros, a Netflix também poderá licenciar filmes e séries do catálogo da Sony Pictures Entertainment.

    Paul Littmann, vice-presidente executivo de distribuição global da Sony Pictures Television, afirmou que o “novo acordo ‘Pay-1’ leva essa parceria a um novo patamar e reforça o apelo duradouro dos nossos lançamentos cinematográficos para o público global da Netflix”.

    Entre os títulos que devem chegar ao streaming globalmente estão produções de alto perfil, como a continuação animada “Homem-Aranha: Além do Aranhaverso” e o projeto de Sam Mendes que contará a história dos Beatles em quatro filmes distintos. O acordo anterior já havia levado à Netflix americana sucessos recentes do estúdio, incluindo “Todos Menos Você” e “Venom: A Última Dança”.

    O anúncio ocorre enquanto a Netflix avança na negociação para adquirir a Warner Bros. Discovery.

    Netflix e Sony ampliam acordo que leva lançamentos de cinema ao streaming

  • Wikipédia chega aos 25 anos e celebra acordos com principais empresas de IA

    Wikipédia chega aos 25 anos e celebra acordos com principais empresas de IA

    Fundação anuncia parcerias com Microsoft, Perplexity e Mistral, que juntam-se a Google e Meta; enciclopédia digital tem 65 milhões de artigos e está entre os 10 sites mais acessados do mundo

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Com uma base de dados utilizada à exaustão pelos robôs de inteligência artificial, a Wikipédia completou 25 anos nesta quinta-feira (15) ainda longe de ter um para chamar de seu.

    Mas o trabalho colaborativo de milhares de editores ao redor do mundo em 65 milhões de artigos já deixou, gostem ou não, uma marca nas plataformas que hoje transformam a internet e movimentam bilhões de dólares em diversos setores.

    A Wikimedia Foundation, entidade sem fins lucrativos que controla a enciclopédia digital, disse nesta quinta que no último ano estabeleceu parcerias com Microsoft, Mistral AI, Perplexity e outras startups menores para acessar o conteúdo de seus projetos. As empresas se juntam a nomes como Amazon, Google e Meta.

    “Elas podem acessar conteúdo de projetos Wikimedia num volume e velocidade elaborados especificamente para suas necessidades, ao mesmo tempo em que apoiam diretamente nossa missão sem fins lucrativos”, disse a fundação.

    A Wikipédia, que se denomina “a espinha dorsal do conhecimento na internet”, está hoje entre os 10 sites mais visitados no mundo, com 15 bilhões de acessos mensais.

    Em paralelo aos acordos comerciais, Wikimedia também reforçou em comunicado que a estratégia interna de IA divulgada no ano passado existe para apoiar o trabalho dos colaboradores humanos. Como a Folha mostrou, o direcionamento causou polêmica entre os voluntários.

    Uma das ideias da fundação é aplicar modelos de linguagem abertos para identificar o uso de adjetivos ou a falta de fontes em verbetes. Com isso, a Wikimedia espera que uma edição feita por um voluntário de primeira viagem seja mais facilmente aceita, o que faria com que ele eventualmente retornasse à função.

    No geral, essa estratégia de IA passa por frentes como automatizar tarefas tediosas para ajudar no fluxo de trabalho dos editores, automatizar tradução e ampliar a integração de novos voluntários.

    “A Wikipédia mostra que o conhecimento é humano, e o conhecimento precisa de humanos. Especialmente agora, na era da IA, precisamos do conhecimento abastecido por humanos da Wikipédia mais do que nunca”, disse em nota Selena Deckelmann, diretora executiva de produto e tecnologia da Wikimedia.

    Para celebrar a efeméride, a Wikimedia lançou um site interativo que conta a trajetória da enciclopédia ao longo do quarto de século e uma série de documentários mostrando os bastidores do trabalho de editores. Hoje, são mais de 250 mil voluntários.

    “Contra todas as chances, a Wikipédia cresceu e se tornou a espinha dorsal do conhecimento na internet hoje. A Wikipédia demonstra 25 anos da humanidade em seu melhor, provando que quando as pessoas se reúnem no espírito da construção de confiança e colaboração, elas podem tornar o impossível possível”, disse no comunicado Jimmy Wales, cofundador da Wikipédia e membro do conselho de administração da Wikimedia.

    Wikipédia chega aos 25 anos e celebra acordos com principais empresas de IA

  • Nasa quer lançar no próximo dia 6 astronautas em missão para contornar a Lua

    Nasa quer lançar no próximo dia 6 astronautas em missão para contornar a Lua

    Artemis 2 será a primeira neste século a levar humanos além da órbita terrestre; última visita tripulada ao satélite ocorreu em 1972, com a americana Apollo 17

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O dia 6 de fevereiro de 2026 pode se tornar um marco histórico, com o primeiro voo espacial tripulado a ir além da Terra em mais de meio século, numa jornada até a Lua. É para quando a Nasa espera iniciar a missão Artemis 2. O voo, por ora, está marcado para começar às 23h41 (de Brasília), mas dia e hora ainda podem mudar.

    A janela para o lançamento neste mês de fevereiro vai do dia 5 ao dia 11. Caso não aconteça até lá, novas tentativas podem acontecer em cerca de um mês -uma função do ciclo de translação da Lua ao redor da Terra, que dura cerca de 28 dias.

    A rigor, é possível lançar uma missão à Lua a qualquer tempo (afinal, embora ela mude de posição todos os dias, está sempre mais ou menos à mesma distância da Terra em termos astronômicos, com variações que não impactam muito nas missões). Contudo, a situação muda quando a missão precisa se pautar pelas condições de iluminação no satélite durante a chegada -seria frustrante, por exemplo, fazer a máxima aproximação sobre o hemisfério noturno lunar naquele momento. Para missões de pouso, então, isso se torna ainda mais crítico, com a escolha das melhores condições de iluminação e temperatura no sítio de descida.

    Neste momento, a agência espacial americana trabalha com “não antes de 6 de fevereiro e não depois de abril”, o que significa que, salvo imprevistos maiores, teremos três, talvez quatro, janelas para esse voo. Uma boa pista deve vir nos próximos dias, com o transporte do superfoguete SLS à plataforma 39B do Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral (Flórida), de onde ele será lançado.

    Neste momento, ele ainda está no VAB, o prédio de montagem de veículos -enorme instalação que permite a integração do lançador de 98 metros antes do voo.

    NOVIDADES NO SÉCULO 21

    A decolagem marcará a primeira missão tripulada lançada com destino à Lua desde dezembro de 1972, quando ocorreu a Apollo 17, última visita de humanos à superfície lunar no século 20. E trará novidades históricas interessantes: pela primeira vez, um homem negro, uma mulher e um cidadão não americano farão a jornada além da órbita terrestre. Nas missões Apollo, todos os tripulantes eram americanos e brancos. Essas novidades haviam sido celebradas pela primeira gestão de Donald Trump à frente da Casa Branca, em forte contraste com a atual, em que qualquer mínima menção à diversidade é rechaçada -mas não suficiente para levar ao que seria uma absurda reescalação da tripulação.

    O comandante Reid Wiseman, o piloto Victor Glover, e os especialistas de missão Christina Koch e Jeremy Hansen (os três primeiros astronautas da Nasa, e o quarto da CSA, Agência Espacial Canadense) realizaram em dezembro uma simulação da contagem regressiva ao embarcarem na cápsula Orion Integrity, que em mais alguns dias ou semanas os levarão na histórica jornada. Tudo isso aconteceu ainda no VAB, mas um novo ensaio geral deve ser realizado novamente após o transporte do foguete à plataforma, incluindo um abastecimento completo para efeito de teste.

    A tripulação está pronta para voar, confiante de que foram solucionados os problemas observados no escudo térmico da Artemis 1 durante a reentrada atmosférica, em 11 de dezembro de 2022. Na ocasião, a cápsula Orion realizou um voo similar ao que os astronautas farão, mas sem tripulação, para testar os sistemas de bordo e a segurança do projeto. Contudo, a Nasa observou desgaste maior que o esperado no escudo térmico, em razão dos efeitos inesperados de uma falta de permeabilidade no material usado nele. Lascas consideráveis da camada protetora superior foram perdidas, embora a nave tenha retornado com sucesso, realizando uma amerissagem no Pacífico.

    Foi o primeiro voo bem-sucedido do foguete SLS, que custou até agora US$ 31,6 bilhões em seu desenvolvimento, além de US$ 2,5 bilhões a cada novo lançamento. Desenvolvido pela Nasa por ordem do Congresso americano em 2011, o foguete necessariamente teve de incluir tecnologias originalmente criadas para o programa dos ônibus espaciais. A contratante principal responsável pelo programa junto à Nasa foi a empresa Boeing, num modelo de negócios antigo, em que a companhia produz o veículo com especificações dadas pela agência, que fica responsável por cobrir todo e qualquer estouro no orçamento.

    O método contrasta com o modelo mais moderno de contratação, que já é aplicado com transporte de tripulações e cargas à Estação Espacial Internacional, em que a empresa é paga pelos serviços prestados, a um preço fixo, e se encarrega de desenvolver e operar os veículos.

    Esse mesmo modelo, aplicado ao programa Artemis, gerou contratos com as empresas SpaceX e Blue Origin para o desenvolvimento dos módulos de pouso para as futuras missões lunares a uma fração do que custou o SLS, hoje visto como um foguete em vias de se tornar obsoleto, embora no momento siga sendo o único qualificado para enviar astronautas à Lua.

    A MISSÃO

    O voo da Artemis 2 será tão simples quanto possível para uma cápsula que vai além da Terra. Depois de ser lançada a uma órbita terrestre bastante achatada (perigeu de 150 km e apogeu de 2.240 km), ela usará o segundo estágio do SLS para aumentar ainda mais seu apogeu, para 73,6 mil km, e, por fim, separar-se do segundo estágio e usar seu próprio motor, instalado no módulo de serviço fornecido pela ESA (Agência Espacial Europeia), para o empurrão final rumo à injeção translunar -manobra que a colocará no caminho para a Lua, localizada a cerca de 390 mil km da Terra.

    A partir daí, salvo por pequenos ajustes de trajetória, ela estará num voo cuja configuração é conhecida como de retorno livre. Traduzindo do astronautiquês, significa que, deixada inerte, a cápsula chegaria às imediações da Lua, contornaria o satélite por força da gravidade lunar, e então voltaria à Terra naturalmente, de novo só pela força da gravidade terrestre, sem qualquer manobra adicional.

    É a trajetória mais segura, adotada também pelas primeiras missões Apollo logo após o lançamento, para garantir o retorno dos astronautas mesmo que alguma falha de propulsão ocorresse no caminho até a Lua.

    A diferença principal é que, naquelas velhas missões, mesmo na primeira tentativa de ir às imediações lunares, com a Apollo 8, em dezembro de 1968, o motor da espaçonave foi acionado para inseri-la em uma órbita estável ao redor da Lua -ponto em que ela abandonava a trajetória de retorno livre e só poderia voltar à Terra com um novo acionamento do motor para deixar a órbita lunar. Se houvesse uma falha naquele ponto, os astronautas estariam condenados a morrer sem oxigênio dando voltas ao redor do satélite natural.

    A Artemis 2 não terá tanta emoção. Ela simplesmente contornará a Lua e fará uma trajetória em forma de 8, retornando à Terra em seguida, num percurso de cerca de dez dias, entre ida e volta.

    Nesse sentido, ela lembra mais a Apollo 13, de 1970, que, após uma falha catastrófica no caminho para a Lua, teve de manter uma trajetória de retorno livre para retorno à Terra, com módulo lunar usado como um bote salva-vidas para a tripulação -na mais espetacular e cinematográfica (tanto que virou filme!) emergência já ocorrida no espaço. Desta vez, para a alegria dos astronautas, essa trajetória será usada de propósito, e não por uma emergência.

    Um aspecto interessante é que a cápsula passará muito mais longe da superfície lunar do que as antigas missões Apollo, com um perilúnio (aproximação máxima da Lua) de cerca de 7.500 km. As Apollos voavam em órbitas lunares com altitudes de meros 110 a 200 km. Com isso, os quatro astronautas da Artemis 2 se tornarão os humanos a viajarem mais longe no espaço em toda a história.

    De lá, Wiseman, Glover, Koch e Hansen terão uma visão privilegiada do sistema Terra-Lua, com os dois astros, a Terra ainda mais longe, suspensos na imensidão do vazio. Uma paisagem inesquecível para um momento histórico.

    Nasa quer lançar no próximo dia 6 astronautas em missão para contornar a Lua

  • IA: imagens geradas pela Grok violam proteção de dados; Idec denuncia

    IA: imagens geradas pela Grok violam proteção de dados; Idec denuncia

    Ferramenta pode gerar imagens sexualizadas sem qualquer autorização

    A geração de imagens pela inteligência artificial Grok, da rede social X, tem violado a proteção de dados pessoais dos usuários. A ferramenta pode gerar imagens sexualizadas, mantendo as características de pessoas reais, sem qualquer conhecimento ou autorização.

    O Instituto de Defesa de Consumidores, o Idec, apresentou nesta semana à Agência Nacional de Proteção de Dados, a ANPD, uma denúncia contra essa ferramenta. Julia Abad, pesquisadora do Idec, diz que é preciso a adoção de providências urgentes para evitar mais danos.

    “A gente precisa pensar em bloqueios automáticos de comando que envolvam essa nudez e sexualização. A proibição e restrição do uso de imagens reais de crianças e adolescentes, barreiras específicas que impeçam essa geração de imagens de sexualização, sem autorização. E canais de denúncia que funcionem de forma rápida e efetiva. Porque, como a gente viu, muitas pessoas denunciavam as imagens e, infelizmente, a plataforma, empresa nada fez”.

    O Idec pede a suspensão imediata das funcionalidades da Grok que utilizem dados de pessoas reais, com a interrupção do uso de dados para treinar o sistema. Para o Instituto, a prática é ainda mais grave no caso de crianças e adolescentes, pois a legislação brasileira impõe regras mais rigorosas para uso de dados deste público.

    O Idec ainda alerta para a falta de transparência da plataforma X, já que a política de privacidade da ferramenta não está disponível em português, o que dificulta que brasileiros possam entender como seus dados são usados.

    Em casos em que uma pessoa tenha sua imagem manipulada por essa ou outra plataforma, a pesquisadora do Idec, Julia Abad, diz que as vítimas devem buscar proteção e responsabilização.

    “O primeiro passo é tentar contato com a própria plataforma e guarde esses comprovantes. Se não houver resposta, é fundamental que ela faça uma denúncia. No Procon, por exemplo, da sua cidade ou estado, o Disque 100, que é um canal do governo federal de denúncias, quando forem casos mais graves. Por exemplo, de sexualização. Registrar um boletim de ocorrência pra que seja feita uma investigação criminal sobre o caso, e também buscar juizados especiais, em caso de reparação financeira”.  

    Em nota, a Agência Nacional de Proteção de Dados afirmou que as denúncias recebidas estão sob análise da fiscalização do órgão e que está em diálogo com outros órgãos públicos com competência correlata.

    A criação de imagens com uso da ferramenta Grok também vem causando preocupação em diversos países do mundo.

    Nessa quarta-feira (14), a plataforma X divulgou, em sua página de segurança, em inglês, que mantém tolerância zero para qualquer forma de exploração sexual infantil, nudez não consensual e conteúdo sexual indesejado. Também afirmou que será bloqueada a geração de imagens sexualizadas em países onde isso seja ilegal.

    A rede social anunciou que houve atualização da inteligência artificial Grok para impedir edição sexualizada de imagens de pessoas reais. Afirma ainda que edição e criação de imagens estarão disponíveis apenas para contas pagas, permitindo que esses indivíduos sejam responsabilizados.

    O Idec afirma que verificou a rede social X e, até o momento, ela continua permitindo a geração das imagens questionadas.

    A reportagem não conseguiu localizar a assessoria de imprensa da plataforma X no Brasil.

    IA: imagens geradas pela Grok violam proteção de dados; Idec denuncia

  • Elon Musk? "É um idiota. Muito rico, mas um idiota", diz CEO da RyanAir

    Elon Musk? "É um idiota. Muito rico, mas um idiota", diz CEO da RyanAir

    O CEO da RyanAir, Michael O’Leary, justificou a decisão de não instalar terminais Starlink nos aviões da companhia aérea, reagindo ainda aos comentários de Elon Musk na rede social X

    O CEO da RyanAir, Michael O’Leary, falou publicamente sobre os comentários feitos por Elon Musk na rede social X sobre a decisão de não instalar terminais da Starlink nos aviões da companhia área, indicando que teria custos que – caso fossem passados para os clientes – teriam impacto negativo na empresa.

    O embate entre os dois empresários começou com Michael O’Leary explicando à Reuters o motivo que o leva a não instalar a Starlink nos aviões da empresa, notando que considera que “os passageiros não estariam dispostos a pagar por acesso Wi-Fi em voos que duram em média uma hora”.

    Mais ainda, O’Leary explicou que estes custos seriam resultado de um maior gasto de combustível devido ao peso e arranque acrescidos das aeronaves com Starlink instalada.

    Em resposta, Musk fez uma publicação na rede social X onde afirmava que o CEO da RyanAir estava “mal informado”.

    “Tenho dúvidas que consigam medir a diferença no uso de combustível de forma precisa, sobretudo em voos de uma hora, onde o arranque incremental é basicamente zero durante a fase de subida devido ao elevado ângulo de ataque”, escreveu Musk. “E, em comparação com a maioria das outras soluções de conectividade, haveria ganhos de eficiência”.

    Estas palavras não teriam caído bem a Michael O’Leary que, em uma entrevista para o canal de rádio Newstalk, afirmou que Elon Musk não entende do negócio da aviação e explicou porque não faz sentido instalar a rede Starlink nos aviões da RyanAir.

    “O que o Elon Musk sabe sobre voos e arranque é zero”, afirmou o CEO da RyanAir. “Temos de colocar uma antena aérea no topo da aeronave, o que nos custaria cerca entre 200 a 250 milhões de dólares por ano. Por outras palavras, cerca de um dólar a mais por cada passageiro que voa connosco. A realidade para nós é que não conseguimos suportar esses custos. Os passageiros não pagarão para usar Internet. Se for gratuita vão usar, mas não vão pagar 1 euro sempre que quiserem usar a Internet. Por isso não vamos colocar [rede Starlink] a bordo”.

    No entanto, O’Leary não ficou por aqui e afirmou ainda que Musk é “um idiota” e que não tem tempo para passar estar na “fossa” das redes sociais onde o dono da SpaceX (e da Starlink) passa o seu tempo.

    “Francamente, eu não prestaria atenção a nada do que o Elon Musk diz naquela fossa que ele tem chamada de X”, afirmou O’Leary. “Ele foi o cara que apoiou a eleição do Donald Trump. Não prestaria qualquer atenção a Elon Musk. É um idiota. Muito rico, mas ainda é um idiota”.

    O líder da RyanAir contou ainda que não tem qualquer conta em uma rede social e que não “desperdiça” tempo em plataformas semelhantes. “Felizmente, sou muito velho para me envolver na fossa que são as redes sociais”, disparou O’Leary.

    Pode ver abaixo um vídeo do TikTok com toda a intervenção de O’Leary sobre os comentários feitos por Elon Musk.

    @newstalkfm

    ‘I would pay no attention to Elon Musk, he’s an idiot.’ Ryanair CEO Michael O’Leary responds to Elon Musk calling him ‘misinformed’ for not putting Starlink, Musk’s satellite internet system, on his Ryanair aircrafts.

    original sound – Newstalk

    Elon Musk? "É um idiota. Muito rico, mas um idiota", diz CEO da RyanAir

  • Afinal, o que são os "Amigos Próximos" do Instagram? E como funcionam?

    Afinal, o que são os "Amigos Próximos" do Instagram? E como funcionam?

    Já quis publicar algo mais íntimo apenas para alguns amigos no Instagram e ficou na dúvida sobre quem iria ver o conteúdo? Funcionalidade do aplicativo permite que apenas amigos selecionados vejam seus Stories

    Muitas pessoas usam o Instagram de forma mais ‘privada’ e usa suas ferramentas ter mais ‘privacidade’ em um ambiente onde todos observam tudo! Mas o que é afinal esta lista de “Amigos Próximos”?

    As publicações são vistas por todas as pessoas? É uma opção que está disponível para todos os utilizadores? Respondemos abaixo a algumas das principais dúvidas.

    O que são os “Amigos Próximos” do Instagram?

    Os “Amigos Próximos” do Instagram são uma lista que qualquer usuário pode criar e que permite compartilhar publicações, notas, vídeos Reels ou Stories com um grupo mais restrito de pessoas.

    Ao fazer qualquer um deste tipo de compartilhamento no Instagram, os usuários podem escolher fazê-lo com todos os seus seguidores ou, por outro lado, apenas com os “amigos próximos” presentes nesta lista. Se estiver nos “amigos próximos” de algum amigo, verá que a publicação ou Story surge com um símbolo composto por um círculo verde que, no interior tem uma estrela branca.

    Se vir uma publicação com esta caraterística, é sinal que o usuário te escolheu como uma das pessoas em que confia o suficiente para a ver.

    Qualquer pessoa pode criar uma lista de “amigos próximos”?

    Sim, todos os usuários do Instagram podem criar a sua própria lista de “amigos próximos” com os quais podem compartilhar publicações, Stories ou vídeos mais íntimos e pessoais.

    Para fazer a sua própria lista de “amigos próximos” deverá proceder aos seguintes passos:

    • Abra a aplicação do Instagram;
    • Vá até ao canto interior direito onde está a sua fotografia para ir até ao seu perfil;
    • Clique os três riscos horizontais no canto superior direito para ir até às Configurações e atividade:
    • Na área dedicada a Quem pode ver os teus conteúdos, clique os “amigos próximos”;
    • Pesquise amigos e adicione-os à lista para conseguir fazer publicações com um grupo limitado de pessoas;
    • Se desejar remover pessoas da lista de “amigos próximos”, deve fazer o caminho até aqui e remover a seleção do quadrado à frente do nome;

    Detalhes sobre os “amigos próximos” do Instagram

    Os usuários do Instagram têm algumas dúvidas em relação à forma como funciona a lista de “amigos próximos” do Instagram e, para se sentirem mais à vontade em criar as suas próprias listas, esclarecemos também algumas das questões mais frequentes e que são respondidas na página oficial da Meta.

    A primeira coisa é que as pessoas que são adicionadas ou removidas da sua lista de “amigos próximas” não são notificadas. Significa isto que pode editar a sua lista a qualquer momento sem temer sofrer represálias dos seus amigos, familiares ou colegas de trabalho.

    A decisão de pertencer à sua lista de “amigos chegados” é apenas sua e ninguém pode fazer um pedido para fazer parte desta seleção.

    Caso alguém na sua lista de “amigos chegados” decidir comentar, partilhar ou reagir com um “gosto” a um vídeo Reel, os outros “amigos próximos” vão poder ver o seu nome de usuário e todas as interações que tiveram com esse perfil.

    Por outro lado, se alguém que estiver na sua lista restrita decidir tirar uma fotografia da tela – conhecido como “print screen” – não será notificado em relação a esta atividade e ficará sem saber.

    A lista de “amigos próximos” serve apenas para limitar o número de pessoas com acesso a determinadas publicações mas, no que diz respeito às Stories, funciona tal como as que são compartilhadas com todos os seus usuários.


    Afinal, o que são os "Amigos Próximos" do Instagram? E como funcionam?

  • Wi-Fi de hotel pode ser um risco oculto para seus dados pessoais

    Wi-Fi de hotel pode ser um risco oculto para seus dados pessoais

    Redes sem proteção adequada, comuns em hotéis no Brasil e no exterior, facilitam a ação de hackers e podem expor mensagens, senhas e informações bancárias de hóspedes desavisados. Fique atento!

    Seja em viagens a trabalho ou a lazer, usar o Wi-Fi do hotel costuma ser a solução mais prática para se manter conectado sem gastar dados móveis. Em muitos países, essa rede é praticamente a única alternativa para falar com familiares, amigos ou colegas de trabalho. O que muita gente ignora é que, na maioria das vezes, o Wi-Fi de hotéis oferece baixos níveis de segurança e pouca proteção à privacidade dos usuários.

    Especialistas alertam que essas redes costumam operar com equipamentos desatualizados ou com configurações frágeis. Em alguns casos, sequer exigem senha para acesso, o que permite que qualquer pessoa se conecte. Mesmo quando o hotel pede um e-mail ou número do quarto, isso não garante proteção real, já que esse tipo de barreira pode ser facilmente burlado por criminosos com conhecimentos técnicos.

    O risco não é apenas teórico. Hackers conectados à mesma rede podem interceptar comunicações, monitorar dados trafegados e até infectar dispositivos com programas maliciosos. Isso significa que mensagens, senhas, fotos e informações sensíveis podem ser capturadas sem que o hóspede perceba.

    Caso não seja possível evitar o uso do Wi-Fi do hotel, algumas precauções são essenciais. A primeira delas é confirmar com a recepção qual é o nome correto da rede. Criminosos costumam criar pontos de acesso falsos, com nomes semelhantes aos do hotel, justamente para enganar usuários e capturar dados.

    Outra medida importante é manter o celular ou computador protegido com antivírus atualizado e, sempre que possível, utilizar uma VPN paga, que criptografa a conexão e dificulta a espionagem digital. Soluções gratuitas, em geral, oferecem menos garantias de segurança.

    Também é recomendável limitar o tipo de atividade realizada nessas redes. Evite acessar aplicativos de bancos, fazer compras online, entrar em serviços de streaming logados ou consultar e-mails pessoais e profissionais. O uso deve se restringir a navegação básica, como leitura de notícias, pesquisas gerais ou vídeos, preferencialmente sem login.

    Em tempos de conexão constante, a comodidade do Wi-Fi gratuito pode sair cara. Adotar cuidados simples pode fazer a diferença entre uma viagem tranquila e um grande problema de segurança digital.
     
     

     

    Wi-Fi de hotel pode ser um risco oculto para seus dados pessoais