Categoria: TECNOLOGIA

  • OpenAI lança grupos no ChatGPT com reações, emojis e memes feitos com IA

    OpenAI lança grupos no ChatGPT com reações, emojis e memes feitos com IA

    A OpenAI lançou um recurso de conversa em grupo no ChatGPT, permitindo até 20 participantes em um mesmo bate-papo. Disponível para todos os usuários, a ferramenta traz funções como menções, reações com emojis e personalização de respostas, mas mantém a memória restrita ao diálogo compartilhado por questões de privacidade

    (CBS NEWS) – A OpenAI lançou nesta quinta-feira (20) uma ferramenta de conversa em grupo no ChatGPT. O recurso permite que até 20 pessoas troquem mensagens com a inteligência artificial em um bate-papo só.

    A ferramenta está disponível para todos os usuários, incluindo os que não pagam assinatura, depois de passar por testes em Japão, Coreia do Sul, Nova Zelândia e Taiwan.

    Segundo um usuário que teve acesso, a OpenAI repaginou a estratégia de colocar um colega nerd no grupo de trabalho para fazer as tarefas.

    No chat em grupo, o ChatGPT nem sempre responde às mensagens dos participantes. É possível mencioná-lo, como funciona a Meta AI no WhatsApp.

    A própria IA da OpenAI também analisa os diálogos e pode decidir se pronunciar, dependendo do contexto.

    O chatbot também é capaz de reagir às falas dos interlocutores com emojis e interagir com as fotos dos usuários. Ele pode, por exemplo, usar as imagens de perfil dos participantes para fazer memes, caso isso seja pedido.

    Os limites diários de interações com o chatbot valem no chat em grupo, mas não contam as mensagens dos outros usuários. Assim como na versão tradicional, a IA pode fazer buscas na internet e analisar documentos.

    Para usar o recurso, o usuário deve clicar no ícone de “pessoas”, no canto superior direito de qualquer chat. Nessa janela, é possível adicionar alguém com conta no ChatGPT ou enviar um link de compartilhamento. A plataforma, então, cria uma cópia do bate-papo, agora compartilhado.

    Para entrar no bate-papo, é preciso aceitar um convite. O chat em grupo pede que os participantes informem nome e apelido e cedam uma foto. O objetivo é identificar os colaboradores, diz a OpenAI.

    Cada conversa tem um administrador. Ele pode adicionar ou remover participantes do chat em grupo. Ainda pode silenciar os outros usuários. Outra opção é personalizar o tom de resposta da IA em cada bate-papo.

    Os chats em grupo ficam listados na barra lateral à esquerda da página, acima dos bate-papos convencionais. Os usuários podem dar título para cada conversa.

    Por questões de privacidade, a personalização do ChatGPT de acordo com o histórico de conversa com o usuário não funciona no chat em grupo. A memória da IA fica restrita ao que foi mencionado naquele bate-papo.

    De acordo com a OpenAI, quando um menor de idade entra no chat em grupo, a plataforma aumenta a moderação contra conteúdos sensíveis automaticamente.

    OpenAI lança grupos no ChatGPT com reações, emojis e memes feitos com IA

  • Google testa alerta na tela durante ligação para evitar golpe do Pix; veja como funciona

    Google testa alerta na tela durante ligação para evitar golpe do Pix; veja como funciona

    O Google iniciou no Brasil um teste global para prevenir fraudes bancárias, como o golpe do Pix. Em parceria com o Itaú, aparelhos Android passam a exibir alertas de segurança durante ligações suspeitas, oferecendo ao usuário a opção de encerrar a chamada e bloquear o compartilhamento de tela.

    (CBS NEWS) – O Google anunciou o início de um teste global no Brasil para prevenir fraudes bancárias, como o golpe do Pix.

    No programa-piloto, os aparelhos Android exibirão um aviso de segurança na tela quando o usuário abrir o aplicativo de um banco ou a carteira do Google durante uma ligação com alguém que não está na lista de contatos. Junto com o alerta, aparecerá um botão para encerrar a ligação e interromper o compartilhamento de tela com um único toque.

    O teste, já em curso, é uma parceria com o Itaú. Por isso, apenas o app desse banco e a carteira do Google disponibilizarão esse recurso por ora.

    Alvo da nova ferramenta, o golpe da falsa central telefônica é o segundo mais comum no Brasil, mostram dados da Febraban (Federação Brasileira de Bancos).

    “Sabendo que os golpistas frequentemente tentam induzir as vítimas a realizar ações arriscadas durante chamadas telefônicas, este novo recurso adiciona uma etapa extra de segurança para aplicativos financeiros”, afirmou o Google no anúncio.

    Uma reportagem da Folha, publicada em junho, mostrou o crescimento de uma modalidade dessa fraude no Brasil, que envolve o compartilhamento de tela. Os dados foram extraídos de um relatório da empresa de cibersegurança Kaspersky.

    O golpe começa com uma chamada, na qual o estelionatário se apresenta como técnico do banco e solicita que a vítima instale aplicativos como Teamviewer, Anydesk e outros que permitem o acesso remoto ao dispositivo. O criminoso então pede o código exibido pelo programa, que dá controle remoto sobre o celular. Veja no vídeo abaixo como funciona.

    Se o cliente seguir as instruções, o criminoso toma o controle do dispositivo e pode realizar transações financeiras para esvaziar a conta da vítima. Nem antivírus, nem a segurança dos apps bancários podem prevenir essas perdas, uma vez que o programa utilizado é legítimo e está disponível nas lojas oficiais de Google e Apple, com uso comum em assistências técnicas.

    Durante o evento “Só no Android”, realizado na semana passada, o Google afirmou que protege os usuários de seu sistema operacional contra mais de 2 bilhões de ligações e mensagens suspeitas por mês, utilizando inteligência artificial.

    MAIS ATUALIZAÇÕES

    O Google anunciou também a implementação de outra ferramenta de segurança. Usuários de smartphones com Android 16 poderão indicar seus “lugares de confiança”, como casa e trabalho.

    Quando isso for feito, o aparelho exigirá autenticação biométrica sempre que o usuário tentar acessar configurações ou informações sensíveis enquanto estiver longe desses locais, como visualizar senhas de apps salvas, alterar o PIN, o padrão ou a senha do dispositivo, ou desativar o localizador.
    Esse recurso pode ser encontrado nas configurações de segurança, na seção “Proteção contra roubo”.

    Além disso, a nova função “Proteção de Restauração de Fábrica” (em inglês, Factory Reset Protection), quando ativada, exigirá as credenciais do usuário. O reset do dispositivo é uma tática comum utilizada por criminosos para contornar os mecanismos de segurança de um celular.

    “Se um ladrão tentar pular o processo de configuração em um celular com esse recurso ativado, o aparelho se tornará inutilizável e só poderá ser restaurado com as credenciais do proprietário”, afirmou o Google no anúncio.

    A empresa também tornou padrão o Bloqueio por Detecção de Roubo e o Bloqueio Remoto, recursos que antes eram opcionais.

    O bloqueio por detecção de roubo trava automaticamente a tela do celular quando detecta um movimento que sugira furto, como quando alguém agarra o aparelho e começa a correr.

    Google testa alerta na tela durante ligação para evitar golpe do Pix; veja como funciona

  • Robô humanoide russo dança para Putin em evento de IA; assista

    Robô humanoide russo dança para Putin em evento de IA; assista

    Durante uma conferência de tecnologia, o presidente Vladimir Putin assistiu à performance de Green, o primeiro robô humanoide russo com IA integrada. A demonstração ocorreu dias após outro robô cair em um evento, aumentando o debate sobre o avanço tecnológico da Rússia.

    O presidente da Rússia, Vladimir Putin, assistiu a uma apresentação curiosa durante a AI Journey International Conference, em Moscou. No evento, ele foi surpreendido por Green, o primeiro robô humanoide russo totalmente integrado a um sistema de Inteligência Artificial e desenvolvido por engenheiros do Sberbank, maior banco do país.

    Ao aproximar-se de Putin, o robô se apresentou em russo dizendo ser “a primeira personificação física da tecnologia”, afirmando que seus motores e sensores permitem movimentos precisos, equilíbrio e interação segura com seres humanos. Em seguida, pediu permissão para mostrar “alguns movimentos de dança” que teria aprendido com os criadores. Com uma música escolhida por ele, Green iniciou uma pequena performance diante do presidente, que observou tudo impassível. Um dos seguranças chegou a se posicionar discretamente entre Putin e o robô para garantir que não houvesse qualquer risco.

    Ao final da demonstração, o presidente limitou-se a dizer: “Muito bonito. Obrigado.”

    O espetáculo chega poucos dias depois de outro humanoide russo, também apresentado como pioneiro em IA, ter caído de rosto no chão durante uma feira de tecnologia em Moscou enquanto entrava ao som da trilha de Rocky, episódio que gerou dúvidas sobre o avanço russo no setor, especialmente em meio às sanções ocidentais.

    Durante a conferência, Putin defendeu a criação de uma força-tarefa nacional para acelerar o desenvolvimento de modelos de IA generativa, classificados por ele como essenciais para a soberania tecnológica do país. Ele também foi convidado a testar um robô capaz de medir pressão arterial e frequência cardíaca, mas recusou dizendo que já havia feito seu check-up anual.

    O Kremlin admitiu ainda que Putin, apesar de incentivar avanços na área, evita utilizar diretamente ferramentas de IA, embora permita que sua equipe faça uso delas no trabalho.
     

     
     

    Robô humanoide russo dança para Putin em evento de IA; assista

  • Quer saber como fazer a bateria do computador durar mais? Veja os truques

    Quer saber como fazer a bateria do computador durar mais? Veja os truques

    Pequenas mudanças de uso ajudam a evitar o desgaste precoce e ampliam a duração da carga, desde ajustar o brilho da tela até manter o sistema atualizado. Veja o que realmente faz diferença no dia a dia.

    Quem usa o notebook o dia inteiro ou precisa trabalhar longe de tomadas sabe como a bateria pode virar um problema. O tempo de autonomia costuma variar bastante entre modelos, mas, segundo o site Asurion, a maioria dos portáteis entrega entre três e dez horas de uso, e essa capacidade tende a diminuir com o tempo. Pequenos ajustes, porém, podem prolongar a vida útil da bateria e evitar dores de cabeça.

    Um dos passos mais simples é reduzir o brilho da tela. A luminosidade é um dos elementos que mais consome energia, portanto diminuir esse nível ajuda a estender o uso. Também é importante manter o notebook em um ambiente fresco. Baterias superaquecidas têm o desempenho prejudicado e podem até parar de carregar. Evite deixar o dispositivo dentro do carro no sol ou exposto a altas temperaturas. Caso a bateria esquente demais, espere o equipamento esfriar antes de ligá-lo novamente e verifique se as entradas de ar e a ventoinha estão limpas.

    Outro ponto fundamental é desconectar tudo o que não estiver usando.

    Acessórios como mouse, headsets e dispositivos USB consomem energia mesmo quando parecem inativos. O mesmo vale para programas e abas abertas sem necessidade. Quanto mais aplicativos rodando em segundo plano, maior o gasto de bateria. Fechar o que não está em uso faz diferença.

    Usar o carregador original também é essencial. Carregadores genéricos podem até funcionar, mas muitas vezes entregam voltagem inadequada, reduzem o desempenho da bateria e podem causar danos permanentes. Além disso, deixar o notebook plugado o tempo todo enfraquece as células da bateria com o passar dos meses. O ideal é alternar entre cargas completas e uso desconectado.

    Desligar o computador todos os dias também ajuda. Manter o equipamento ligado constantemente acelera o desgaste natural da bateria. Aproveite para manter o sistema operacional atualizado, já que versões antigas podem gerar conflitos e consumo excessivo de energia.

    Ferramentas de gestão de energia, disponíveis na maioria dos sistemas, ajudam a configurar o modo de uso e podem até dobrar a autonomia dependendo do modelo. Ajustes simples, feitos de forma consistente, mantêm o notebook funcionando melhor e com mais tempo longe da tomada.
     
     
     

    Quer saber como fazer a bateria do computador durar mais? Veja os truques

  • Espanha condena Meta por concorrência desleal contra veículos de imprensa

    Espanha condena Meta por concorrência desleal contra veículos de imprensa

    A gigante de tecnologia foi processado por ter usado, entre 2018 e 2023, informações sobre os internautas sem o consentimento deles com o objetivo de criar perfis publicitários individualizados

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A Justiça espanhola condenou a Meta, dona do Facebook e do Instagram, a pagar mais de 539 milhões de euros (R$ 3,3 bilhões) a meios de comunicação locais por concorrência desleal. A decisão considera que a empresa obteve uma vantagem competitiva significativa no mercado de publicidade online ao processar ilegalmente dados de usuários.

    A gigante de tecnologia foi processado por ter usado, entre 2018 e 2023, informações sobre os internautas sem o consentimento deles com o objetivo de criar perfis publicitários individualizados. Essa prática, segundo denúncia da AMI (Associação de Meios de Informação), teria gerado grandes lucros em detrimento dos veículos espanhóis que cumpriam a legislação.

    A empresa afirmou que considera as acusações do processo infundadas e que vai recorrer da decisão.

    Em uma decisão divulgada nesta quarta-feira (19), o Tribunal Mercantil de Madri, encarregado do caso, considerou que a empresa americana obteve uma vantagem competitiva significativa ao fazer publicidade em suas redes sociais Facebook e Instagram, infringindo o Regulamento Geral de Proteção de Dados da União Europeia (RGPD).

    Além dos 479 milhões de euros (R$ 2,9 bilhões) que deverá pagar aos integrantes da AMI, a Meta terá que pagar 60 milhões de euros (R$ 368,7 milhões) em juros, bem como outras indenizações de menor valor a outros veículos que não fazem parte da associação.

    Durante o julgamento, realizado no início de outubro, a AMI argumentou que a Meta havia criado perfis em massa com base no comportamento de todos os internautas. A partir disso, “sem ter obtido o consentimento dos cidadãos, teria vendido publicidade segmentada e gerado um lucro enorme”, conforme explicou na época Irene Lanzaco, sua diretora-geral.

    A Meta anunciou que apresentará um recurso. “Esta é uma alegação infundada, sem qualquer evidência de prejuízo, e que ignora deliberadamente como funciona a indústria de publicidade online”, disse um porta-voz da empresa em comunicado.

    O juiz teve que realizar um cálculo para determinar o valor do prejuízo causado, já que a Meta não forneceu ao processo as contas de seu negócio na Espanha, afirmou o tribunal.

    A infração durou de maio de 2018, quando a legislação entrou em vigor, a agosto de 2023, data em que a Meta mudou a base legal do consentimento.

    Nesse período, com base nos dados fornecidos pela imprensa digital espanhola, o magistrado concluiu que a empresa ganhou na Espanha mais de 5,23 bilhões de euros (R$ 31,9 bilhões) com o negócio de publicidade online.

    O juiz considerou que parte desse dinheiro deve ser distribuído ao resto dos concorrentes do mercado publicitário espanhol, entre eles, à imprensa digital espanhola, já que havia sido obtido com infração das normas de dados.

    Entre os 83 veículos de comunicação representados pela AMI figuram El País, El Mundo, ABC e La Vanguardia.

    Nesta semana, o presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, criticou a Meta ao anunciar que irá promover uma investigação na empresa e que o Parlamento convocará seus responsáveis para que esclareçam se o gigante tecnológico violou a privacidade de milhões de usuários por meio de um suposto sistema oculto.

    “A Meta deverá prestar contas ao Congresso dos Deputados”, indicou Sánchez. Segundo investigações realizadas por especialistas da Espanha, Holanda e Bélgica, a Meta “teria empregado por quase um ano um mecanismo oculto que permitia rastrear a atividade web de usuários de dispositivos Android”, explicou o governo espanhol em comunicado.

    Espanha condena Meta por concorrência desleal contra veículos de imprensa

  • Golpe cria 4,3 mil sites falsos de hotéis e imita Booking e Airbnb

    Golpe cria 4,3 mil sites falsos de hotéis e imita Booking e Airbnb

    Estudo da Netcraft identificou milhares de páginas que usam logotipos de Booking, Airbnb, Agoda e Expedia para aplicar golpes. Hackers russos enviam e-mails com links de confirmação falsa e roubam dados de cartão de crédito em sites que reproduzem hotéis de luxo.

    Um novo estudo da empresa de segurança Netcraft identificou mais de 4.300 páginas fraudulentas de hotéis ativas na internet, muitas delas imitando plataformas conhecidas como Booking.com, Airbnb, Agoda e Expedia para enganar viajantes.

    Segundo a Netcraft, a operação faz parte de uma campanha iniciada neste ano por hackers russos, que utilizam uma técnica de phishing considerada “sofisticada”, baseada em sites falsos com logotipos idênticos aos das marcas originais. Apenas o nome do Booking.com aparece em pelo menos 685 desses domínios ilegítimos.

    O golpe começa com um e-mail que solicita ao usuário que confirme sua reserva em até 24 horas, clicando em um link. Ao fazer isso, a vítima é direcionada para uma página falsa, após uma sequência de redirecionamentos, totalmente personalizada para parecer legítima. Os domínios costumam incluir termos como “confirmation”, “booking”, “guestverify”, “guestcheck”, “cardverify” ou “reservation”, além de nomes de hotéis de luxo mundialmente conhecidos.

    As páginas fraudulentas contam ainda com tradução em até 43 idiomas, um chat de atendimento falso que surge automaticamente e até um CAPTCHA enganoso.

    No site, o usuário é orientado a inserir dados do cartão de crédito para pagar parte da reserva. Assim que os números são digitados, a transação é processada em segundo plano enquanto o chat simula uma “verificação de segurança”. Nesse momento, os golpistas já capturaram todas as informações bancárias.

    Os hackers parecem mirar, de maneira recorrente, reservas de hotéis específicos. Entre eles:

    Ayodya Resort (Indonésia)
    Hotel Estrimont (Canadá)
    Hotel Suizo (Espanha)
    The Mila Hotel (Bélgica)
    The Green Cube Capsule Hostel (Bulgária)
    Hotel du Jardin (Canadá)
    Hotel Libertas (Montenegro)
    Hotel Fazenda Vista (Brasil)
    Le Grand Bellevue (Suíça)
    Lofos Strani Hotel (Grécia)
    Mon Boutique Hotel (Espanha)
    Olympian Bay Grand Resort (Grécia)
    Sonnenhof Hotel & Spa (Alemanha)
    Taleju Boutique Hotel (Nepal)

    Para evitar cair nesses golpes, é essencial conferir cuidadosamente a página aberta após clicar em links recebidos por e-mail. Erros de ortografia em CAPTCHAs, falhas de design, estilos visuais inconsistentes e domínios sem relação direta com a plataforma que afirmam representar são sinais de alerta.

    Se você não estiver planejando viajar, ignore e-mails com supostas confirmações de reserva e evite clicar em links de remetentes desconhecidos.

    Golpe cria 4,3 mil sites falsos de hotéis e imita Booking e Airbnb

  • IA do X nega o Holocausto e diz que câmaras de gás eram para desinfecção

    IA do X nega o Holocausto e diz que câmaras de gás eram para desinfecção

    O Ministério Público francês ampliou a investigação sobre o X depois que o Grok publicou mensagens negacionistas sobre Auschwitz. As respostas ficaram três dias no ar e motivaram queixas por crimes contra a humanidade. A plataforma de Elon Musk é acusada de falhar na moderação

    A ferramenta de inteligência artificial do X, o Grok, passou a ser investigada pelas autoridades francesas depois de responder a usuários com mensagens que negavam a existência do Holocausto. O chatbot afirmou que as câmaras de gás de Auschwitz eram ventiladas de forma adequada e usadas apenas para desinfecção de pessoas com doenças infecciosas. As autoridades receberam diversas denúncias sobre esse conteúdo.

    Na noite de quarta-feira, o Ministério Público da França anunciou que ampliaria a investigação que já estava em curso sobre o X para incluir as mensagens negacionistas produzidas pelo Grok. As respostas ficaram disponíveis na plataforma por três dias. O caso começou quando o chatbot interagiu com uma publicação de um negacionista do Holocausto, conhecido militante neonazista já condenado pela Justiça. Nessas respostas, o Grok reproduziu alegações falsas frequentemente usadas por quem nega o assassinato de cerca de seis milhões de judeus pelo regime nazista durante a Segunda Guerra Mundial.

    O chatbot afirmou, por exemplo, que as câmaras de gás de Auschwitz teriam sido criadas para desinfecção com Zyklon B, um pesticida, e que não eram destinadas a execuções em massa. Em outra mensagem, o Grok argumentou que a ideia de que essas câmaras foram usadas para assassinatos sistemáticos seria resultado de leis que impediriam revisões históricas, de educação parcial e de um suposto tabu cultural que desencorajaria a discussão das provas. O The Guardian reportou que o chatbot também mencionou a atuação de grupos que exerceriam influência desproporcional sobre mídia, financiamento político e cultura, o que reforçou ainda mais a preocupação das autoridades.

    Depois de receber uma resposta oficial do Museu de Auschwitz, o Grok recuou. Passou a afirmar que o Holocausto é um fato indiscutível e rejeitou qualquer associação ao negacionismo. Em uma nova mensagem, alegou que capturas de tela com suas respostas anteriores teriam sido falsificadas para divulgar declarações absurdas atribuídas ao sistema. A postagem inicial, publicada em 17 de novembro, foi removida. No fim da tarde de quarta-feira, pouco antes de ser apagada, já acumulava mais de um milhão de visualizações.

    Três ministros franceses anunciaram no mesmo dia que denunciaram o conteúdo à Procuradoria da França por considerarem as mensagens manifestamente ilegais. Na quinta-feira, a Liga Francesa dos Direitos Humanos e o SOS Racisme também formalizaram queixas contra o Grok por crimes contra a humanidade. A presidente da liga, Nathalie Tehio, afirmou que a denúncia era incomum porque envolvia declarações feitas por um chatbot de inteligência artificial, o que levanta questões sobre o material usado no treinamento da ferramenta. Tehio disse ainda que Elon Musk, proprietário do X e do Grok, deve ser responsabilizado pelo conteúdo hospedado na plataforma, já que não estaria exercendo a moderação necessária de material considerado ilegal.

    A estimativa é de que mais de um milhão de pessoas tenham sido assassinadas em Auschwitz, a maioria judeus. A negação do Holocausto é crime em catorze países europeus, entre eles França, Alemanha e Portugal. O X já estava sob investigação do Ministério Público de Paris desde julho por suspeita de manipulação do algoritmo da plataforma para permitir interferência estrangeira.
     
     

     

    IA do X nega o Holocausto e diz que câmaras de gás eram para desinfecção

  • Justiça dos EUA decide manter compras do Instagram e WhatsApp pela Meta

    Justiça dos EUA decide manter compras do Instagram e WhatsApp pela Meta

    Um juiz federal decidiu que a Meta não mantém monopólio nas redes sociais, invalidando a ação da FTC que tentava anular as aquisições de Instagram e WhatsApp. O tribunal aceitou a defesa da empresa, que citou concorrentes como TikTok, YouTube e iMessage.

    A Meta, dona do Facebook, venceu nesta terça-feira (18) a ação movida pelo governo dos Estados Unidos que buscava desfazer as compras do Instagram, em 2012, e do WhatsApp, em 2014.

    A decisão foi do juiz federal James Boasberg, que concluiu que a empresa não possui monopólio no setor de redes sociais, o que impede qualquer tentativa de anular as aquisições.

    O processo havia sido apresentado pela Comissão Federal de Comércio (FTC) em 2020. A agência alegava que a Meta gastou bilhões de dólares para eliminar concorrentes e dominar o mercado — a chamada estratégia de “comprar para eliminar a competição”.

    Durante o julgamento, a FTC citou um e-mail de 2008 em que Mark Zuckerberg dizia que “é melhor comprar do que competir”. A Meta rebateu afirmando que a agência ignorava a concorrência real enfrentada pela empresa, como TikTok, YouTube e até o iMessage da Apple, dando a impressão equivocada de que o único rival direto era o Snapchat.

    A empresa também defendeu que adquirir negócios promissores é uma prática legítima e que não existe obrigação legal de criar novas empresas para aumentar a competição.

    O juiz concordou com os argumentos da Meta.

    Compras motivadas por “pânico”

    No início do julgamento, em abril, a então presidente da FTC, Lina Khan, disse em entrevista à CNBC que o Facebook adquiriu Instagram e WhatsApp por “pânico” ao perceber o crescimento acelerado das duas plataformas.

    Segundo ela, o Facebook adotou uma estratégia de “comprar ou enterrar”: quando não conseguia competir com um rival, simplesmente o comprava ou o tirava do caminho. Para Khan, o cenário atual das redes sociais seria diferente se essas aquisições não tivessem sido permitidas.

    Na época das negociações, Zuckerberg teria oferecido 450 milhões de dólares para encerrar o caso, depois aumentando a oferta para 1 bilhão. A FTC, no entanto, teria exigido valores muito maiores — primeiro 18 bilhões de dólares e depois 30 bilhões.

    O processo contra a Meta integra uma série de ações antitruste iniciadas ainda no governo Donald Trump. Outra grande ação da FTC, por exemplo, mira a Amazon.

    Após a decisão judicial, a Meta declarou que seus produtos “beneficiam pessoas e empresas e representam inovação e crescimento econômico nos Estados Unidos”, e disse esperar manter a parceria com o governo.
     
     

    Justiça dos EUA decide manter compras do Instagram e WhatsApp pela Meta

  • Empresa chinesa começa produção em massa de robôs humanoides; assista

    Empresa chinesa começa produção em massa de robôs humanoides; assista

    Walker S2, da Ubtech, tem fabricação em série para atender pedidos na província de Guangdong; empresa diz que primeira etapa da produção será voltada apenas para uso industrial

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A Ubtech iniciou na última quinta-feira (13) a produção em massa dos robôs humanoides Walker S2, voltados para a indústria.

    A empresa promete entregar centenas de robôs na província de Guangdong, no sul da China. A companhia afirmou que tem pedidos que somam 800 milhões de iuanes (R$ 598,24 milhões) para este ano.

    O Walker S2 será voltado, neste princípio, a atividades industriais. O robô tem 1,76 m de altura, pesa 70 kg e caminha a 2 quilômetros por hora.

     

    O robô pode realizar movimentos de 170º, carregar objetos de até 15 kg e conta com uma assistente de voz, quatro microfones internos e dois alto-falantes.

    Segundo a Ubtech, o Walker S2 tem um sistema de visão binocular muito próximo ao “olho humano”.

    Outra novidade é que ele tem dois compartimentos de baterias, o que permite o revezamento para o uso contínuo. Essa definição é feita pelo próprio robô, que escolhe entre trocar a bateria ou carregá-la de acordo com suas tarefas e com a distância para o sistema de carregamento de bateria.

    Empresa chinesa começa produção em massa de robôs humanoides; assista

  • Ex-presidente do Inep sugere uso de IA para criar questões do Enem no futuro

    Ex-presidente do Inep sugere uso de IA para criar questões do Enem no futuro

    Para Maria Helena Castro, inteligência artificial pode eliminar necessidade de pré-testes; estudantes articulam manifestação pela anulação do exame, e universitário que antecipou questões diz estar tranquilo

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A anulação de três questões do Enem 2025 após notícias de que o universitário Edcley Teixeira apresentou, em uma live, perguntas quase idênticas às que caíram na prova, reacendeu o debate sobre a segurança do exame nacional, feito por mais de 3 milhões de estudantes.

    De acordo com o estudante de medicina da UFC (Universidade Federal do Ceará), as questões estavam no Prêmio Capes Talento Universitário, uma premiação do Ministério da Educação para calouros que serviria de pré-teste do Enem.

    Para Maria Helena Castro, professora e ex-presidente do Inep (instituto federal responsável pelo exame), o pré-teste, embora indispensável para calibrar e testar as questões da prova, envolve muitas pessoas e amplia as chances de quebra de sigilo.

    As perguntas do Enem são criadas a partir da TRI (Teoria de Resposta ao Item), uma metodologia que avalia o nível de dificuldade dos itens de forma a tornar diferentes provas comparáveis e identificar quando um candidato acerta uma questão ao acaso, no “chute”.

    O chamado pré-teste das questões precisa ocorrer em uma avaliação com o público de perfil semelhante ao dos candidatos que realizam o Enem. Nessa etapa são mensuradas a dificuldade, a discriminação e a chance de acerto ao acaso de cada questão.

    Em médio e longo prazo, segundo Maria Helena, uma saída seria a criação das questões a partir de inteligência artificial.

    “Na minha visão, a questão do pré-teste é um risco muito grande para o Enem. É obrigatório fazer o pré-teste, uma vez que o Enem se baseia na TRI, para desenvolver uma prova que atenda a todas as especificações. Por outro lado, eu creio que todo pré-teste é um risco muito grande”, afirma Maria Helena, que chefiou o instituto de 1995 a 2002, na gestão do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

    A ex-presidente do Inep ressalta que a fase de teste de questões envolve muitas pessoas e que isso pode, eventualmente, “propiciar um tipo de vazamento”.

    Não é a primeira vez que o Enem enfrenta problemas. Em 2009, por exemplo, o MEC precisou cancelar toda a prova após o vazamento da prova em uma gráfica às vésperas da aplicação.

    Para Maria Helena, reduzir a exposição humana no processo é o caminho para aumentar a segurança, e uma alternativa de médio e longo prazo seria o desenvolvimento de uma inteligência artificial dedicada à criação dos itens.

    “Claro que não é uma coisa que o Inep vai conseguir fazer desse ano para o ano que vem. É algo mais demorado, que vai exigir pesquisa e estudos de investimentos. Mas já está acontecendo em outros países e isso diminui o risco de vazamento”, explica ela.

    A partir da criação dessa ferramenta, as questões seriam modeladas de acordo com o nível de dificuldade recomendado pela TRI e, assim, não necessitando da fase de teste.

    A educadora afirma concordar com a decisão do órgão ligado ao MEC de anular apenas 3 das 180 questões do Enem 2025. “O Inep faz um trabalho muito grande para garantir a segurança. Eles devem estar se baseando em informações muito seguras. Então eu não vejo necessidade de anular a prova como um todo por causa dessas três questões”, afirma ela.

    Procurados pela Folha de S.Paulo sobre a segurança do exame, o Inep enviou como resposta um link que redireciona para a nota oficial publicada na terça-feira (18).

    Em relação à participação da estudante Edcley Teixeira no prêmio da Capes, a instituição redirecionou o tema para o MEC.

    Questionado sobre a segurança e a participação do estudante no prêmio Capes, a reportagem não obteve resposta da pasta de Camilo Santana até a publicação.

    ENTENDA A ANULAÇÃO DE TRÊS QUESTÕES DO ENEM 2025

    Em uma live nas redes sociais antes do segundo dia do exame, o estudante Edcley Teixeira mostrou ao menos cinco questões que tinham muita semelhança com as que estavam na prova.

    O estudante afirma ter previsto as questões presentes no exame nacional seguindo critérios permitidos pela legislação e sem qualquer vazamento.

    Após o caso, o Inep afirmou, em nota oficial, que reafirmou a “isonomia, lisura e validade das provas do Enem 2025”. O instituto anunciou a anulação de três perguntas da prova e declarou que “nenhuma questão foi apresentada tal qual na edição de 2025 do exame”.

    “Na divulgação observada nas redes sociais, foram identificadas similaridades pontuais entre os itens”, afirma o instituto.

    Além disso, o órgão do MEC anunciou que a Polícia Federal foi acionada para apurar o caso e “garantir a responsabilização dos envolvidos por eventual quebra de confidencialidade ou ato de má-fé pela divulgação de questões sigilosas de forma indevida”.

    Ex-presidente do Inep sugere uso de IA para criar questões do Enem no futuro