Categoria: TECNOLOGIA

  • É seguro mexer no celular durante uma tempestade? Entenda

    É seguro mexer no celular durante uma tempestade? Entenda

    Apesar de não haver dados que comprovem que os celulares atraem descargas elétricas, há alguns cuidados que deve ter com o uso de aparelhos eletrônicos durante uma tempestade como a que atingiu o país esta semana.

    Quando tempestades atingem nossos dias, muitas dúvidas, inseguranças e receios acabam surgindo. Uma delas está relacionada ao uso de celulares durante uma trovoada.

    A dúvida aparece principalmente pelo medo de que um smartphone possa atrair descargas elétricas durante uma tempestade.

    Para esclarecer essa questão, o TechTudo explica que é possível usar o celular sem medo de que algo grave aconteça. Em alguns casos, porém, é importante tomar certas precauções.

    Segundo a publicação brasileira, no país as principais vítimas de raios são pessoas em áreas abertas, em zonas rurais, e pessoas dentro de casa em contato com objetos ligados à rede elétrica ou telefônica.

    Dito isso, dentro de casa durante uma tempestade, é recomendado evitar mexer no celular caso ele esteja carregando. Já ao ar livre, é preciso considerar que pode ser arriscado usar o celular em áreas abertas.

    A CNN Brasil, por sua vez, lembra que raios são descargas atmosféricas que, em regiões tropicais, geralmente ocorrem durante chuvas. Essas descargas tendem a ser atraídas pelos pontos mais altos do local, especialmente quando há objetos metálicos.

    Na mesma linha, o TechTudo reforça que celulares são aparelhos pequenos demais para funcionarem como um “ímã” para raios. Pelo contrário, árvores, postes, antenas e corpos d’água têm muito mais probabilidade de serem atingidos.

    É seguro mexer no celular durante uma tempestade? Entenda

  • Espanha multa rede social X em R$ 29 milhões por anúncios fraudulentos

    Espanha multa rede social X em R$ 29 milhões por anúncios fraudulentos

    A rede social X, antiga Twitter, foi multada em 5 milhões de euros (cerca de R$ 29 milhões) pela CNMV da Espanha por veicular anúncios de esquemas financeiros fraudulentos e ignorar alertas sobre a empresa Quantum AI, que operava sem autorização no país.

    A Comissão Nacional do Mercado de Valores da Espanha (CNMV) aplicou uma multa de 5 milhões de euros (cerca de R$ 29 milhões) à rede social X (antigo Twitter) por uma infração considerada “muito grave” e de caráter continuado.

    De acordo com o jornal ABC, a penalidade foi imposta por causa da divulgação de anúncios de esquemas financeiros fraudulentos, segundo informou o Boletim Oficial do Estado nesta quinta-feira (13).

    O órgão regulador afirma que a empresa não colaborou adequadamente com uma solicitação relacionada a anúncios sobre a empresa Quantum AI, suspeita de operar de forma irregular. A CNMV explicou que a plataforma não verificou se a Quantum AI possuía autorização para oferecer serviços financeiros na Espanha nem se constava na lista de entidades advertidas por atuar sem licença — mesmo após ter sido notificada sobre o caso em 8 de novembro.

    A multa faz parte das medidas da CNMV para reforçar a proteção de investidores e combater fraudes financeiras divulgadas em plataformas digitais, um problema crescente em todo o continente europeu.

    Espanha multa rede social X em R$ 29 milhões por anúncios fraudulentos

  • Disney+ permitirá que usuários criem conteúdos via inteligência artificial

    Disney+ permitirá que usuários criem conteúdos via inteligência artificial

    CEO da Disney, Bob Iger, afirma que novidade será grande mudança tecnológica; Discussões reacendem caso de IA em série da Marvel Studios

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Bob Iger, CEO da Disney, revelou que a empresa pretende incluir ferramentas de inteligência artificial em seu streaming, o Disney+. Segundo o empresário, conforme revelado numa apresentação para acionistas, a ideia é que os usuários possam produzir conteúdos próprios ao usar propriedades intelectuais da Disney que serão adicionadas à plataforma.

    “A IA nos dará a habilidade de fornecer a usuários do Disney+ uma experiência muito mais engajadora, incluindo a possibilidade de eles criarem e consumirem conteúdos -majoritariamente em formatos curtos- criados por terceiros”, disse Iger. Segundo o The Hollywood Reporter, o CEO se referiu à novidade como a “maior e mais significativa mudança comercial e tecnológica” desde o próprio streaming da companhia.

    Além do uso de ferramentas generativas, também foi anunciado que a plataforma pretende oferecer “uma série de programas parecidos com jogos”, que será produzida junto a Epic Games, conhecida pelo game “Fortnite” e que possui autorização para utilizar propriedades da Disney em seus produtos.

    O anúncio levantou discussões nas redes sociais e debates semelhantes ao caso da série “Invasão Secreta”, produção original da Marvel Studios e do Disney+. Na ocasião, a abertura criada para a série, lançada em 2023, recebeu uma série de críticas pelo uso de IA.

    Por outro lado, a Disney se juntou a Universal para processar a empresa de tecnologia generativa Midjourney, em um caso de infração de direitos autorais após usuários terem utilizado a plataforma de IA para gerar modelos e peças baseadas em personagens de ambos os estúdios cinematográficos.

    Disney+ permitirá que usuários criem conteúdos via inteligência artificial

  • UE investiga Google por possível violação da Lei de Mercados Digitais em buscas online

    UE investiga Google por possível violação da Lei de Mercados Digitais em buscas online

    A Comissão Europeia abriu investigação contra o Google por possível violação da Lei de Mercados Digitais, suspeitando que a empresa rebaixe veículos de mídia nos resultados de busca. Se confirmada a infração, a Alphabet poderá ser multada em até 20% do faturamento global e forçada a adotar medidas corretivas

    A Comissão Europeia abriu nesta quinta-feira uma investigação formal para apurar se o Google violou a Lei de Mercados Digitais (DMA, na sigla em inglês) ao rebaixar sites e conteúdos de veículos de mídia nos resultados de busca. Segundo comunicado do braço executivo da UE, há indícios de que a empresa estaria aplicando sua política de “abuso de reputação do site” de forma a prejudicar editores que utilizam conteúdos de parceiros comerciais, prática descrita como “comum e legítima” para monetização.

    A UE pretende concluir a investigação em até 12 meses. Em caso de infração, podem ser aplicadas multas de até 10% do volume de negócios mundial da Alphabet – controladora do Google -, chegando a 20% em reincidência. A Comissão também poderá impor medidas adicionais, como obrigar a companhia a vender partes do negócio ou impedir novas aquisições.

    De acordo com o texto, essa política “parece impactar diretamente” a forma como publishers conduzem negócios, inovam e cooperam com terceiros. A investigação busca determinar se as demissões feitas pelo Google podem afetar a liberdade de conduzir atividades comerciais legítimas.

    A Comissão ressalta que a abertura do processo não prejulga uma conclusão, mas indica que o caso será aprofundado. Se forem encontradas evidências de descumprimento, Bruxelas informará ao Google suas conclusões preliminares e as medidas necessárias para sanar as preocupações.

    Em setembro, o bloco europeu multou o Google em 2,95 bilhões de euros por contrariar boas práticas de concorrência para publicidade em sua plataforma de buscas, favorecendo, segundo a Comissão, seus próprios serviços de propaganda digital.

    Às 8h25 (de Brasília), a Alphabet recuava 0,39% no pré-mercado de Nova York.

    UE investiga Google por possível violação da Lei de Mercados Digitais em buscas online

  • CEO do Nubank diz que funcionários confundiram canal corporativo com rede social ou estádio

    CEO do Nubank diz que funcionários confundiram canal corporativo com rede social ou estádio

    Comentário foi feito em resposta a críticas de ex-funcionário no LinkedIn; executivo disse que o ex-empregado não fazia ideia do tipo de linguagem e comportamento das pessoas

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O fundador e presidente global do Nubank, David Vélez, respondeu a um comentário de um ex-funcionário no LinkedIn, afirmando que alguns empregados “confundiram um canal corporativo com rede social ou arquibancada de estádio”.

    A declaração foi feita em meio às recentes críticas que o banco vem recebendo após a demissão, por justa causa, de 14 funcionários desde a última semana.

    O comentário do executivo foi uma resposta ao ex-funcionário Rafael Calsaverini, que havia reagido a uma publicação da presidente do Sindicato dos Bancários, Neiva Ribeiro. Na publicação, ela afirmou estar em contato com a direção do Nubank desde sexta-feira (7) para marcar uma reunião emergencial e discutir a demissão de 12 trabalhadores, ocorrida logo após uma live interna com o CEO para anunciar o fim do home office.

    A transmissão foi convocada para a mudança para o formato híbrido, que impactará cerca de 7.000 empregados. Outros dois funcionários foram dispensados após a empresa suspeitar de plano para sabotar sistemas internos da fintech, de acordo com um comunicado à equipe.

    A decisão sobre o fim do home office foi inicialmente comunicada ao sindicato e, em seguida, apresentada na live, onde os funcionários puderam se manifestar pelo chat. Em seu post, Neiva Ribeiro disse que, neste momento, houve reações dos funcionários. “Mesmo com o prazo de oito meses para transição, a mudança interfere diretamente na vida dos trabalhadores, exigindo adaptação, mudança de casa, de rotina e reorganização familiar”, afirmou a presidente do sindicato.

    Ao final da reunião, as 12 pessoas foram demitidas após o Nubank considerar que os profissionais passaram do limite nos comentários, enquanto os trabalhadores dizem ter apenas manifestado descontentamento.

    Em seu comentário ao post da presidente do sindicato, o ex-funcionário disse que o Nubank cultivou por anos a ideia de que confrontar a gestão da empresa é perfeitamente válida e que, em cinco anos de casa, viu “mensagens bem mais agressivas e injuriosas que não resultaram em demissões”.

    Ele disse que centenas de funcionários teriam recebido advertências após um mal-entendido com um meme de jogo online, que, segundo ele, foi interpretado de forma equivocada como se contivesse uma ofensa.

    Vélez respondeu dizendo que o ex-funcionário tinha pouca informação sobre o caso e que o trabalhador não aceitaria esse comportamento em sua própria casa.

    Em nota, o Nubank afirma que não comenta casos individuais de desligamento. “Trabalhamos para preservar canais e rituais abertos para o livre debate entre os funcionários, mas não toleramos desrespeito e violações de conduta”, disse.

    A demissão dos 12 funcionários foi anunciada por meio de um email de Velez. “Foi uma decisão difícil, mas nós impusemos um limite do que é desrespeito e agressão.”

    O anúncio também contava com um link para um site de perguntas e respostas sobre a transição do home office para o trabalho híbrido. A página acumula centenas de interações dos funcionários -algumas enviadas depois das demissões.

    Alguns trabalhadores dizem que moram longe de cidades onde há escritórios do Nubank e que organizaram suas vidas em torno disso. Outros mencionam a falta de representatividade de pessoas de fora do Sudeste na instituição financeira para dizer que a decisão afeta desproporcionalmente quem não mora em São Paulo.

    O CEO atualmente mora no Uruguai e disse que se mudará para um país com escritório da empresa para acompanhar as mudanças.

    A fintech afirmou que vai expandir seus escritórios para atender à demanda. São unidades em São Paulo (Pinheiros e Vila Leopoldina), uma na Cidade do México e uma em Bogotá, na Colômbia. A empresa ainda tem três “hubs de talentos”, espaços para networking e capacitação, em Montevidéu (Uruguai), Berlim (Alemanha) e Durham (EUA).

    Devem ser inaugurados novos escritórios nas cidades de Campinas (SP), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), Buenos Aires (Argentina) e na região metropolitana de Washington (EUA), Miami e Palo Alto, nos Estados Unidos.
    Algumas funções serão exceções e permanecerão remotas, segundo o Nubank, “devido à natureza de seus trabalhos exigir pouca ou nenhuma interação com outras equipes”. São elas:

    – Xpeers (profissionais de atendimento ao cliente)
    – Investor help (profissional de investimentos)
    – Ouvidoria
    – Data labeling (rotulador de dados)
    – Financial crime investigation (investigador de crimes financeiros)
    – Regulatory solutions (profissionais de soluções regulatórias)
    – Talent acquisition (função de recursos humanos para atrair talentos)

    Será possível solicitar uma exceção pessoal -por exemplo, quando houver situações médicas específicas-, que será analisada caso a caso. O Nubank considera critérios como senioridade, desempenho e distância do escritório para elegibilidade, mas ressalta que as exceções serão raras.

    Empregados elegíveis também poderão se inscrever para o programa de auxílio-realocação, para apoio em mudanças, quando necessário.

    CEO do Nubank diz que funcionários confundiram canal corporativo com rede social ou estádio

  • Google investe R$ 32,9 bilhões na Alemanha para ser líder na IA

    Google investe R$ 32,9 bilhões na Alemanha para ser líder na IA

    A Alphabet, controladora do Google, anunciou um investimento de 5,5 bilhões de euros (R$ 32,9 bilhões) na Alemanha até 2029. O plano inclui expansão de centros de dados e infraestrutura de nuvem para fortalecer a liderança em inteligência artificial e gerar cerca de 9 mil empregos por ano.

    A Alphabet, empresa-mãe do Google, anunciou que vai investir 5,5 bilhões de euros (aproximadamente R$ 32,9 bilhões) na Alemanha até 2029, com o objetivo de alcançar a liderança na corrida pela inteligência artificial.

    A gigante tecnológica norte-americana pretende aplicar os recursos em mais infraestrutura de IA, capacidade de computação em nuvem e estímulo ao crescimento econômico no país, afirmou Philipp Justus, diretor da Google Alemanha, durante uma coletiva de imprensa ao lado do vice-chanceler e ministro das Finanças alemão, Lars Klingbeil.

    Segundo Justus, este é o maior plano de investimento já realizado pelo Google na Alemanha, país onde a empresa mantém operações em Munique, Frankfurt e Berlim, e deve garantir cerca de 9 mil empregos por ano até 2029.

    Após o recente anúncio da construção de um centro de dados em Munique pela Deutsche Telekom e pela norte-americana Nvidia, o investimento do Google reforça a forte disputa no setor tecnológico alemão.

    “São investimentos nos empregos do futuro”, declarou o ministro Lars Klingbeil, destacando que a iniciativa mostra que a Alemanha se consolida como um polo de alta tecnologia. O chanceler Friedrich Merz também comemorou o anúncio nas redes sociais, afirmando que o país continua sendo um dos destinos de investimento mais atrativos do mundo.

    O anúncio foi feito em Berlim, no edifício do Estado de Hesse, onde o Google já está presente em Frankfurt e onde se encontra a maior rede de centros de dados da Alemanha.

    A empresa planeja construir um segundo centro de dados para sua infraestrutura de nuvem na mesma região, com previsão de início parcial das operações no segundo trimestre de 2027. Além disso, pretende expandir o primeiro centro de dados, inaugurado em 2023 em Hanau, a cerca de 25 quilômetros de Frankfurt.

    O Google também vai ampliar suas operações nas três principais localidades do país, Frankfurt, Berlim e Munique, onde emprega mais de dois terços dos seus 2,5 mil funcionários na Alemanha.

    Google investe R$ 32,9 bilhões na Alemanha para ser líder na IA

  • Aurora boreal 'pinta' céu dos EUA de verde e rosa e há imagens magníficas

    Aurora boreal 'pinta' céu dos EUA de verde e rosa e há imagens magníficas

    Fenômeno causado por tempestade eletromagnética de grande intensidade ‘pintou’ os céus norte-americanos em tons de rosa e verde. As imagens são impressionantes. Confira na galeria!

    Os céus de vários estados norte-americanos assistiram, durante a noite de terça para quarta-feira (12), a um verdadeiro espetáculos de luzes.

    Imagens registradas em Nova York, Oklahoma, Washington, Tennessee, Iowa, Idaho e Dakota do Sul permitem comprovar este espetáculo raro, que deixou a noite pintada de verde e rosa, destaca o The New York Times.

    O fenômeno é conhecido como ejeções de massa coronal e consiste na libertação de grandes quantidades de matéria da atmosfera solar, provenientes de uma região chamada coroa, a região mais externa da atmosfera solar. Estas ejeções resultam de instabilidades magnéticas de grande escala. 

    Estas várias erupções solares poderosas enviam partículas carregadas em direção à Terra e  à medida que estas partículas interagem com o campo magnético do planeta, criam impressionantes exibições de luz mutável em tons de verde, rosa e violeta. , explica o Game Nexus.

    Já o The New York Times detalha que as luzes verdes e vermelhas são criadas por oxigênio, enquanto as azuis e roxas proveem do nitrogênio.

    Aurora boreal 'pinta' céu dos EUA de verde e rosa e há imagens magníficas

  • IA para agilizar Judiciário esbarra em verba dependente de big tech

    IA para agilizar Judiciário esbarra em verba dependente de big tech

    Ferramenta desenvolvida pela USP com apoio da Amazon Web Services promete reduzir drasticamente o tempo de análise de ações judiciais na área da saúde, mas sua expansão nacional dependerá de novos recursos após o fim da fase piloto financiada pela big tech.

    (CBS NEWS) – O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) testará a partir de dezembro uma IA (inteligência artificial) que pode encurtar em até dez vezes o tempo médio de análise de pareceres em ações de saúde.

    Mas mesmo com expansão nacional prevista até 2027, o modelo -criado pela USP com apoio da Amazon Web Services (AWS)- não tem previsão orçamentária para continuidade após o fim do apoio da big tech à fase piloto do projeto.

    A empresa cedeu cerca de US$ 350 mil (equivalente a R$ 1,9 milhão no câmbio atual) em créditos computacionais e infraestrutura, usados nos treinamentos e testes inicias da ferramenta.

    O acordo foi firmado entre o CNJ e o InovaHC, núcleo de inovação do Hospital das Clínicas da USP, que por sua vez delegou ao Instituto de Matemática e Estatística (IME-USP) a responsabilidade pelo desenvolvimento do modelo.

    O termo de cooperação da parceria prevê automatizar até 80% da triagem das ações de saúde, reduzir em 80% as tarefas administrativas manuais e centralizar 80% das demandas judiciais em uma única plataforma até agosto de 2027.

    Em uma interface semelhante a um chat, o juiz poderá perguntar, por exemplo, se determinado remédio é indicado para uma doença. Ele receberá as informações técnicas e jurídicas disponíveis sobre o tema.

    Hoje, esse tipo de análise leva, em média, 20 dias. A meta é reduzir o prazo para até 48 horas, segundo o professor do IME João Eduardo Ferreira.

    “Os dois dias seriam para os casos mais conflituosos, complexos. Do contrário, a expectativa é algo quase que imediato”, diz.

    A IA usará dados do e-NatJus, plataforma do CNJ que reúne notas técnicas do SUS para subsidiar decisões judiciais.

    Dados do Painel Justiça em Números, do CNJ, mostram que o volume de novos processos judiciais relacionados à saúde vem crescendo de forma contínua nos últimos anos. Foram 352 mil casos em 2020, 406 mil em 2021, 470 mil em 2022 e 577 mil em 2023. Em 2024, o total chegou a 690 mil ações. Até setembro de 2025, já havia mais de 513 mil novos processos.

    O CNJ escolheu o Tribunal de Justiça de Santa Catarina para testar a nova IA. “Fizemos a seleção em razão dos magistrados que já atuam conosco na análise de processos e participam do comitê gestor do e-NatJus”, diz a conselheira Daiane Lira.

    Ainda não há definição sobre a seleção dos juízes participantes, nem sobre a forma de treinamento. O plano de trabalho prevê “capacitar 100% do público envolvido de forma remota”.

    O projeto não gera custos para o CNJ, segundo Lira. Ela ressalta o caráter experimental da parceria.

    “Não há nenhuma obrigação de o CNJ assumir qualquer ônus em relação ao armazenamento, por exemplo, desse sistema. O nosso compromisso com o InovaHC é que não pode ter custos operacionais”, diz.

    “No final, se o produto envolver um custo, o CNJ vai tomar uma decisão, mas isso não é objeto do acordo”, afirma.

    Mas a expansão nacional prevista no acordo de cooperação entre CNJ e InovaHC exigirá novos recursos e planejamento financeiro. A validação do piloto será decisiva para definir se o conselho adotará o modelo em larga escala, de acordo com Giovanni Cerri, presidente do conselho do InovaHC.

    “Se, após a validação desse algoritmo, o CNJ achar que o piloto traz benefícios, eventuais custos dessa tecnologia recairão evidentemente sobre o CNJ. Mas isso não tem nada a ver com a AWS nem qualquer empresa privada”, diz.

    O diretor para o setor público da AWS Brasil, Paulo Cunha, define a participação da big tech no piloto como uma contribuição cujo retorno está na “aceleração de mercado” e na difusão de tecnologias de IA.

    “Com um projeto como esse, você capacita dezenas de profissionais e mostra que a inteligência artificial generativa pode penetrar em qualquer ambiente. É um investimento de longo prazo”, afirma.

    O Brasil tem instituições que poderiam apoiar a operação contínua do modelo. São exemplos o Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados), o DataSUS (Departamento de Informação e Informática do Sistema Único de Saúde) e a Prodesp (Companhia de Processamento de Dados de São Paulo), segundo Ferreira, do IME.

    “O modelo precisará ser atualizado constantemente. Talvez não diariamente, mas ao menos com versões mensais, porque nem a medicina nem o direito param”, diz o professor.

    A AWS diz que, caso os recursos dados acabem antes da conclusão do piloto, “está prevista a possibilidade de novos aportes de créditos para assegurar a continuidade das operações”.

    A empresa também afirma que, ao final do projeto, equipes do IME e da AWS poderão definir estratégias de migração para outras infraestruturas, como as do setor público, para continuidade da política.

    Projetos que usam IA generativa em áreas críticas, como saúde e Justiça, costumam levantar temores sobre eventuais “alucinações” -quando o sistema cria informações falsas ou sem base factual.

    Os desenvolvedores afirmam que o modelo não cria novas análises, apenas sintetiza pareceres técnicos já existentes, exibindo a fonte de cada trecho consultado.

    Para isso, combina duas tecnologias complementares.

    A primeira o uso de um SLM (small language model, ou modelo de linguagem pequeno), voltado exclusivamente a informações sobre ações de saúde. Por ser mais enxuto e especializado, ele tende a errar menos e a operar com menor custo.

    A segunda é o RAG (retrieval-augmented generation, ou geração com busca integrada), mecanismo que faz a IA consultar documentos oficiais -como as notas técnicas do e-NatJus- antes de montar uma resposta. Juntas, elas prometem respostas apenas com base em evidências, sem criar novos conteúdos.

    “Se eu especializo o modelo, ofereço o que interessa e reduzo o ruído”, diz o professor do IME.

    Os pesquisadores esclarecem que o projeto funciona em conforme com a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados). Quando há dados pessoais, o material passa por anonimização, com a remoção de nome, endereço e outros identificadores.

    IA para agilizar Judiciário esbarra em verba dependente de big tech

  • Celular muito quente? Tenha atenção a estas funções

    Celular muito quente? Tenha atenção a estas funções

    Se o seu smartphone superaquece, o melhor é ver o que está acontecendo. A solução pode passar por ter atenção a algumas funções, como deixar aplicativos em segundo plano ou ter a tela com brilho máximo.

    O superaquecimento do celular é um problema que pode acontecer em diversas situações e causar bastante preocupação. No entanto, em muitos casos, a solução é simples.

    Como lembra o site brasileiro TechTudo, o primeiro passo é prestar atenção aos fatores externos. O celular não deve ficar exposto ao sol forte nem em ambientes muito quentes ou abafados. Atividades que exigem muito do hardware — como jogos com gráficos avançados ou programas de edição de alta resolução — fazem o processador trabalhar mais e aumentam a temperatura do aparelho.

    Mas o segredo também pode estar em funções do dia a dia, como deixar aplicativos rodando em segundo plano o tempo todo. Isso não só faz o smartphone esquentar, como também consome mais bateria e deixa o sistema mais lento. Fechar os aplicativos quando não estiver usando ajuda a melhorar o desempenho geral do aparelho.

    Outra possível causa é o carregamento. Durante esse processo, o celular sempre aquece um pouco, mas se o carregamento for rápido ou se o aparelho for usado enquanto carrega — por exemplo, para assistir a vídeos, jogar ou fazer chamadas longas — o calor aumenta e a bateria perde eficiência com o tempo. O ideal é deixar o celular carregando em uma superfície firme e ventilada, sem usá-lo.

    Os especialistas também alertam para a importância de manter o software atualizado e ajustar o brilho da tela. Esse é um dos componentes que mais consome energia: quando o brilho está no máximo, o celular esquenta mais. A solução é simples — ativar o brilho automático, para que o aparelho ajuste a luminosidade conforme o ambiente, proporcionando conforto visual e menor gasto de energia.

    Se nenhuma dessas medidas resolver o problema, o melhor é procurar assistência técnica, pois o superaquecimento pode estar relacionado a um defeito na bateria ou em outros componentes internos.

    Celular muito quente? Tenha atenção a estas funções

  • Inteligência artificial avança, mas pode enfraquecer o pensamento crítico

    Inteligência artificial avança, mas pode enfraquecer o pensamento crítico

    De ferramenta de apoio à criação de conteúdos, a IA generativa já impacta setores como finanças, saúde e comunicação. Pesquisadores, porém, alertam que o uso excessivo pode reduzir a autonomia e enfraquecer as capacidades cognitivas humanas

    A inteligência artificial (IA) deixou há muito de ser apenas tema de filmes de ficção científica e passou a fazer parte do cotidiano, acessível a qualquer pessoa com conexão à internet. De forma ampla, o termo se refere à capacidade das máquinas de realizar tarefas que antes eram exclusivas dos seres humanos.

    Hoje, a IA está presente em ferramentas de trabalho, eletrodomésticos e até em veículos autônomos. No entanto, há uma vertente mais específica: a inteligência artificial generativa. Diferente das aplicações tradicionais, que apenas interpretam dados e executam funções, a IA generativa cria conteúdo e ideias — histórias, imagens, vídeos, músicas, jogos e até códigos de programação. Trata-se de um sistema que aprende com grandes volumes de informação e usa esse conhecimento para gerar novas criações.

    Alguns exemplos recentes de uso dessa tecnologia, segundo a Amazon Web Services, incluem:

    Serviços financeiros — Bancos utilizam chatbots para oferecer recomendações e atendimento automatizado, enquanto instituições de crédito realizam simulações e aconselhamentos personalizados com mais agilidade e menor custo.

    Saúde e ciências biológicas — A IA generativa acelera pesquisas de novos medicamentos e possibilita simulações de ensaios clínicos, além de facilitar o estudo de doenças raras.

    Comunicação e entretenimento — Apesar das discussões sobre originalidade, a tecnologia permite criar conteúdos jornalísticos e artísticos em menos tempo e com custos reduzidos.

    Cuidado: a IA também erra
    O advogado João Leitão Figueiredo, da CMS Portugal, alerta que os sistemas de IA generativa ainda estão sujeitos a falhas e devem ser vistos apenas como ferramentas de apoio. Casos de informações falsas já geraram repercussão, como o episódio em que a Google precisou corrigir dados incorretos sobre a jornalista portuguesa Anabela Natário.

    “Esse é um tema atual e preocupante. Ainda não resolvemos os problemas dos motores de busca e já enfrentamos as ‘alucinações’ da inteligência artificial generativa”, observou o jurista.

    O impacto no pensamento crítico
    Um estudo da Microsoft em parceria com a Universidade Carnegie Mellon mostrou que o uso excessivo da IA generativa pode enfraquecer o pensamento crítico. Intitulado O impacto da IA generativa no pensamento crítico, o levantamento conclui que, quando utilizada de forma inadequada, a tecnologia pode prejudicar as habilidades cognitivas humanas.

    Os pesquisadores identificaram que, à medida que os profissionais passam a supervisionar o trabalho feito pela IA, em vez de executá-lo, há uma redução no esforço mental e no engajamento crítico.

    Embora a IA aumente a eficiência, os autores alertam que a dependência excessiva pode levar à perda da autonomia e à diminuição da capacidade de resolver problemas de forma independente.
     
     

     

    Inteligência artificial avança, mas pode enfraquecer o pensamento crítico