Categoria: TECNOLOGIA

  • Astronautas da Estação Espacial já chegaram à Terra em segurança

    Astronautas da Estação Espacial já chegaram à Terra em segurança

    Retorno antecipado de quatro tripulantes marca a primeira evacuação médica da história da agência espacial norte-americana; pouso ocorreu com segurança no Pacífico, ao largo da Califórnia, após decisão considerada preventiva.

    Um astronauta que necessitava de acompanhamento médico deixou a NASA nesta quarta-feira, em uma operação que entrou para a história como a primeira evacuação médica realizada a partir da Estação Espacial Internacional. Ele retornou à Terra acompanhado de outros três colegas de missão, em uma decisão que antecipou o fim da permanência no espaço em mais de um mês.

    A cápsula da SpaceX pousou com segurança no Oceano Pacífico, próximo à cidade de San Diego, na Califórnia, durante a madrugada no horário local. Os quatro astronautas, dos Estados Unidos, Japão e Rússia, foram resgatados sem intercorrências por uma equipe médica que já aguardava no navio de recuperação.

    “É muito bom estar em casa”, afirmou a comandante da cápsula, a astronauta da NASA Zena Cardman, após o pouso. Segundo ela, o retorno ocorreu sem a necessidade de procedimentos especiais durante a reentrada na atmosfera ou na amerissagem.

    Antes da viagem, Cardman já havia destacado o caráter inesperado da decisão. “O momento desta partida não era o que planejávamos, mas o que não surpreendeu foi a união dessa tripulação, que se apoiou como uma família”, declarou.

    A NASA não informou qual astronauta apresentou o problema de saúde nem detalhou o quadro clínico, alegando questões de privacidade. A agência afirmou apenas que a condição é estável. No início da semana, o comandante da estação espacial, Mike Fincke, declarou que o tripulante estava seguro e recebendo bons cuidados.

    De acordo com a NASA, a decisão pelo retorno antecipado foi tomada para permitir avaliações médicas completas em solo, onde há maior capacidade de diagnóstico e tratamento. A tripulação havia chegado à estação em agosto para uma missão prevista de ao menos seis meses.

    Além de Zena Cardman e Mike Fincke, integravam o grupo a astronauta japonesa Kimiya Yui e o cosmonauta russo Oleg Platonov. Cardman e Fincke estavam escalados para realizar a primeira caminhada espacial do ano, voltada à preparação para a instalação de novos painéis solares. No entanto, a atividade foi cancelada em 7 de janeiro, poucos dias antes do anúncio oficial do retorno antecipado.

    Atualmente, outros três astronautas permanecem a bordo da estação espacial. São eles o norte-americano Chris Williams e os russos Sergei Mikaev e Sergei Kud-Sverchkov, que devem retornar à Terra no verão do hemisfério norte.

    Modelos da própria NASA indicavam a possibilidade de uma evacuação médica a cada três anos, mas, em 65 anos de voos espaciais tripulados, a agência nunca havia precisado executar esse tipo de operação. Em contraste, missões soviéticas e russas já registraram retornos antecipados por motivos de saúde, como o caso do cosmonauta Vladimir Vasyutin, em 1985.

    A NASA e a SpaceX trabalham agora para antecipar o lançamento de uma nova tripulação a partir da Flórida, previsto para meados de fevereiro. A agência também mantém planos para retirar a Estação Espacial Internacional de órbita até o fim de 2030 ou início de 2031, encerrando definitivamente a operação do laboratório orbital.

    Astronautas da Estação Espacial já chegaram à Terra em segurança

  • Astronautas iniciam retorno à Terra após problema médico

    Astronautas iniciam retorno à Terra após problema médico

    Questão de saúde foi detectada na semana passada; missão Crew-11 deveria ir até maio; não foram divulgadas mais informações sobre a situação médica e a pessoa afetada

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Pouco depois das 19h20, desta quarta-feira (14), os astronautas da missão Crew-11, que estavam na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), iniciaram o retorno para a Terra com a nave Dragon, da SpaceX. O regresso ao planeta deve estar completo por volta de 5h40 de quinta (15).

    A volta à Terra teve que ser antecipada devido a um problema de saúde sério de um dos integrantes da missão. Trata-se da primeira vez que a Nasa antecipa a votla de uma missão da ISS por questões de saúde.

    O processo de retorno com a nave Dragon é autônomo, ou seja, não necessita de ações dos astronautas presentes no veículo. Após desacopalhar da Estação Espacial Internacional, a nave ativará seus motores para se afastar da ISS e iniciar um percurso que, eventualmente, a levará ao seu local de pouso.

    Fazem parte da Crew-11 os americanos Zena Cardman e Mike Fincke, da Nasa; o japonês Kimiya Yui, da Jaxa; e o russo Oleg Platonov, da russa Roscosmos. A missão está na ISS desde agosto de 2025 e se estenderia até maio.

    A detecção do problema de saúde ocorreu na quarta-feira passada. Como de costume na Nasa, não foram revelados detalhes sobre quem é o astronauta afetado ou qual a condição está sendo enfrentada.

    Apesar do retorno antecipado, a Nasa afirma que o quadro de saúde do astronauta é estável.

    “Há uma questão pendente sobre qual é o diagnóstico. Isso significa que há alguns riscos em manter esse astronauta a bordo e estamos sempre do lado da saúde e do bem-estar do astronauta”, James Polk, chefe da área de saúde da Nasa, durante uma entrevista coletiva para a imprensa na semana passada.

    A ISS possue equipamentos médicos e os astronautas possuem treinamento para uso deles, além de alguns possuíram formação médica. Mesmo assim, o que há de disponível na estação espacial não é o suficiente para avaliar satisfatoriamente a situação, o que levou à opção pelo retorno antecipado.

    Polk também afirmou que a condição médica do astronauta não tem relação com atividades realizadas na ISS.

    Uma caminhada espacial de mais de 6h que seria feita na semana passada pelos astronautas Fincke e Cardman foi cancelada.

    Após o retorno da Crew-11, o comando da estação espacial ficará sob a supervisão do cosmonauta Sergei Kud-Sverchkov, que permanecerá na ISS junto a Sergei Mikaev, também da Rússia, e Chris Williams, da Nasa.

    Uma nova missão tripulada para a ISS está programada para 15 de fevereiro, mas a Nasa trabalha para antecipar o cronograma. Essa missão, a Crew-12, terá quatro integrantes: Jessica Meir e Jack Hathaway, da Nasa; Sophie Adenot, da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês); e Andrey Fedyaev, da Roscosmos. A previsão é que eles fiquem na estação espacial por nove meses.

    Astronautas iniciam retorno à Terra após problema médico

  • Starlink libera internet grátis no Irã após bloqueio imposto pelo regime

    Starlink libera internet grátis no Irã após bloqueio imposto pelo regime

    Serviço da SpaceX, de Elon Musk, passou a funcionar sem custo para usuários iranianos em meio à repressão aos protestos e ao corte da internet. Ativistas confirmam que terminais já operam no país.

    A SpaceX, empresa de Elon Musk, passou a oferecer acesso gratuito à internet por meio do sistema de satélites Starlink no Irã. A informação foi divulgada por ativistas que atuam para manter a comunicação da população iraniana com o exterior após o bloqueio da internet imposto pelo governo.

    Mehdi Yahyanejad, ativista iraniano radicado em Los Angeles e envolvido no envio de equipamentos ao país, afirmou à Associated Press que o serviço já está funcionando sem custo para os usuários. Segundo ele, testes foram realizados com terminais recém-ativados dentro do Irã, confirmando a liberação do acesso.

    Outros ativistas também relataram nas redes sociais que a assinatura gratuita está operacional. Em comunicado, Yahyanejad declarou que o funcionamento pleno do serviço foi verificado em território iraniano, em meio às restrições impostas pelo governo local.

    Atualmente, a Starlink tem sido uma das poucas alternativas para que iranianos consigam se comunicar com o exterior desde que as autoridades interromperam o acesso à internet na noite de quinta-feira passada. O bloqueio ocorreu após a intensificação dos protestos em várias regiões do país e o início de uma repressão violenta contra manifestantes.

    A SpaceX não comentou oficialmente, até o momento, a liberação do serviço gratuito. No domingo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que pretendia conversar com Elon Musk para discutir o reposicionamento de satélites Starlink com o objetivo de manter a internet ativa no Irã.

    Com a internet fora do ar, a avaliação independente do alcance das manifestações se tornou mais difícil, embora moradores tenham conseguido retomar chamadas internacionais nos últimos dias.

    O Irã vive uma onda de protestos desde 28 de dezembro, iniciada em Teerã por comerciantes e setores da economia afetados pela desvalorização do rial e pela inflação elevada. As manifestações se espalharam rapidamente para mais de 100 cidades. A inflação anual supera 42%, e, no último ano, a moeda iraniana perdeu cerca de 69% de seu valor frente ao dólar, em um cenário agravado por sanções impostas pelos Estados Unidos e pela ONU em razão do programa nuclear do país.

    Embora o governo tenha reagido inicialmente com cautela, a repressão foi intensificada nas semanas seguintes. Manifestantes passaram a ser classificados pelas autoridades como terroristas ligados aos Estados Unidos e a Israel, e há relatos de condenações à morte de pessoas detidas durante os atos.

    Segundo a Agência de Notícias dos Ativistas pelos Direitos Humanos, organização criada por iranianos no exílio, o número de mortos nos protestos já chega a pelo menos 2.571. Do total, 2.403 seriam manifestantes e 147 teriam ligação com o governo. A entidade informou ainda que ao menos 12 crianças morreram e que o número de presos ultrapassa 18.100.
     

     
     

    Starlink libera internet grátis no Irã após bloqueio imposto pelo regime

  • Venezuela começa a liberar acesso à rede X após bloqueio imposto em 2024

    Venezuela começa a liberar acesso à rede X após bloqueio imposto em 2024

    Plataforma voltou a funcionar para usuários de algumas operadoras na noite de terça-feira. Governo retomou comunicações oficiais pela rede social em meio a acordos com os Estados Unidos, reaproximação diplomática e anúncios sobre presos políticos

    O acesso à plataforma X começou a ser restabelecido na noite de terça-feira (13) para usuários de algumas operadoras de telefonia móvel na Venezuela, embora o serviço ainda permanecesse indisponível para parte da população.

    A retomada parcial foi confirmada por autoridades do governo. Em uma publicação na própria rede social, a presidente interina Delcy Rodríguez afirmou que o contato com a população estava sendo restabelecido por aquele canal. “Vamos manter-nos unidos e avançar rumo à estabilidade econômica, à justiça social e ao Estado de bem-estar que merecemos”, escreveu.

    Rodríguez, que tomou posse como presidente interina em 5 de janeiro, se apresenta em sua biografia na plataforma como aliada do presidente Nicolás Maduro e herdeira do legado de Simón Bolívar e Hugo Chávez.

    Pouco antes, o ministro do Interior, Diosdado Cabello, considerado um dos principais nomes do governo e figura de linha dura, também publicou uma mensagem indicando o retorno do uso da rede social. “Passo por aqui para enviar um grande abraço aos irmãos e irmãs na Venezuela e no mundo que acompanham a situação do nosso país”, escreveu. “Vamos retomar este canal de comunicação. Fiquem atentos. Vamos vencer”, completou.

    A publicação de Cabello gerou intensa repercussão, com mais de 700 comentários em poucas horas. As reações incluíram mensagens de apoio, críticas e memes envolvendo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, além de referências à recompensa anunciada por Washington pela captura do ministro. Houve tanto manifestações de solidariedade quanto ameaças e provocações.

    O acesso à X havia sido bloqueado por ordem de Nicolás Maduro em 2024, como resposta às críticas feitas na plataforma à controversa reeleição do líder venezuelano. Antes da suspensão, Maduro chegou a protagonizar embates públicos com Elon Musk, proprietário da rede social.

    Após o bloqueio, ministros, parlamentares e órgãos oficiais abandonaram a plataforma, que era um dos principais canais de circulação de notícias no país, passando a concentrar a comunicação institucional no aplicativo Telegram.

    A reabertura parcial do acesso ocorre em um contexto de mudanças na política externa venezuelana. Nos últimos dias, Delcy Rodríguez, sob pressão do governo Trump, assinou acordos na área de petróleo com os Estados Unidos, indicou avanços para a retomada das relações diplomáticas, rompidas desde 2019, e anunciou a libertação de presos políticos.

    Venezuela começa a liberar acesso à rede X após bloqueio imposto em 2024

  • Após problema médico, astronautas devem iniciar volta à Terra nesta quarta (14)

    Após problema médico, astronautas devem iniciar volta à Terra nesta quarta (14)

    A tripulação Crew-11 conta com quatro pessoas: os americanos Zena Cardman e Mike Fincke, da Nasa; o japonês Kimiya Yui, da Jaxa; e o russo Oleg Platonov, da Roscosmos

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Os astronautas da missão Crew-11 devem iniciar seu retorno à Terra nesta quarta-feira (14). A volta da tripulação da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) foi antecipada após um dos integrantes apresentar um problema médico sério, mantido em sigilo pela Nasa.

    É a primeira vez que a agência americana antecipa o regresso de uma missão do laboratório espacial, ocupado de forma permanente há 25 anos, devido a uma questão médica.

    O início da viagem está prevista para as 19h05 desta quarta, quando a nave Dragon, da SpaceX, ocupada pelos quatro astronautas deve desacoplar da estação espacial. A expectativa é que a cápsula termine sua jornada na costa da Califórnia, nos Estados Unidos, por volta das 5h40 desta quinta-feira (15).

    A tripulação Crew-11 conta com quatro pessoas: os americanos Zena Cardman e Mike Fincke, da Nasa; o japonês Kimiya Yui, da Jaxa; e o russo Oleg Platonov, da Roscosmos. Eles estão na estação espacial desde agosto e a missão deles na ISS se estenderia até maio.

    No entanto, na quarta-feira (7) passada, um deles teve um problema médico. James Polk, chefe da área de saúde da Nasa, não especificou o que houve nem com quem em respeito à privacidade dos astronautas.

    Em uma entrevista coletiva concedida na última quinta (8), ele afirmou que o quadro do astronauta que teve o problema era considerado estável. Ainda segundo ele, a ISS dispõe de um robusto conjunto de equipamentos médicos, contudo insuficiente para efetuar uma avaliação como gostariam nesse caso. Por isso, houve a decisão de antecipar o retorno.

    “Há uma questão pendente sobre qual é o diagnóstico. Isso significa que há alguns riscos em manter esse astronauta a bordo e estamos sempre do lado da saúde e do bem-estar do astronauta”, disse Polk na ocasião.

    Ele destacou ainda que o problema médico não tem ligação com atividades executadas pelos astronautas no laboratório espacial. “Isso foi totalmente não relacionado a quaisquer operações a bordo.”

    Na última quinta-feira, Fincke e Cardman fariam uma caminhada espacial de 6,5 horas para instalar hardware na parte externa da estação. A atividade acabou cancelada depois do problema médico.

    Como parte dos preparativos para voltar à Terra, Fincke passou nesta terça-feira (133) o comando da ISS para o cosmonauta Sergei Kud-Sverchkov.

    Além de Kud-Sverchkov, vão permanecer na estação Sergei Mikaev, também da Rússia, e Chris Williams, na Nasa.

    Os três vão aguardar a chegada de uma nova missão, que está programada para 15 de fevereiro, mas a Nasa tentará antecipá-la. O lançamento em foguete Falcon 9, com uma cápsula Dragon, vai ocorrer no cabo Canaveral, na Flórida.

    Essa missão, chamada de Crew-12, terá quatro integrantes: Jessica Meir e Jack Hathaway, da Nasa; Sophie Adenot, da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês); e Andrey Fedyaev, da Roscosmos. A previsão é que eles fiquem na estação espacial por nove meses.

    Após problema médico, astronautas devem iniciar volta à Terra nesta quarta (14)

  • Apple escolhe IA Gemini, do Google, como base da nova geração da Siri

    Apple escolhe IA Gemini, do Google, como base da nova geração da Siri

    Parceria entre as duas gigantes da tecnologia vai sustentar a próxima versão da assistente virtual. Acordo não será exclusivo e pode abrir espaço para futuras colaborações da Apple com outras empresas de inteligência artificial

    A Apple anunciou oficialmente que escolheu o modelo de inteligência artificial da Google, o Gemini, como base da próxima geração da assistente virtual Siri. As duas empresas divulgaram um comunicado conjunto confirmando a parceria.

    “Após uma avaliação criteriosa, determinamos que a tecnologia da Google oferece a base mais sólida para os Apple Foundation Models e estamos entusiasmados com as novas e inovadoras experiências que serão oferecidas aos nossos usuários”, diz o comunicado da Apple e da Google, divulgado pela CNBC.

    Ainda não foram revelados os valores envolvidos no acordo, mas, segundo rumores recentes, a Apple estaria disposta a pagar cerca de 1 bilhão de dólares à Google pelo acesso aos modelos do Gemini e à tecnologia de computação em nuvem.

    De acordo com o TechCrunch, uma fonte próxima às negociações afirmou que o acordo não é exclusivo, o que permitirá à Apple firmar parcerias futuras com outras empresas do setor de inteligência artificial.

    Por enquanto, não há informações oficiais sobre a data de lançamento da nova geração da Siri. No entanto, segundo apurações do mercado, a estreia estaria prevista para a primavera, junto com a atualização do sistema iOS 26.4.

    CEO da Apple deve deixar o comando da empresa

    Tim Cook ocupa o cargo de CEO da Apple desde agosto de 2011 e, segundo o The New York Times, estaria se preparando para deixar a liderança da companhia. Candidatos internos já vêm sendo preparados para a sucessão, e um deles desponta como favorito para assumir o comando.

    Apple escolhe IA Gemini, do Google, como base da nova geração da Siri

  • Cade investiga Meta por possível abuso concorrencial em IA no WhatsApp

    Cade investiga Meta por possível abuso concorrencial em IA no WhatsApp

    Segundo denunciantes, big tech alterou regras do app para impedir acesso de outras empresas; dona do Facebook disse que robôs de outras companhias sobrecarregam infraestrutura do serviço

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – A Superintendência-Geral do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) abriu nesta segunda-feira (12) um inquérito administrativo contra a Meta, controladora do WhatsApp e do Facebook, para investigar possível abuso de posição dominante no mercado de IA (inteligência artificial).

    A apuração foi motivada por uma representação das empresas Factoría Elcano e Brainlogic AI, que oferecem assistentes de IA por meio do WhatsApp. Segundo elas, a Meta alterou unilateralmente, em outubro de 2025, as regras do WhatsApp Business Solution para impedir o uso da plataforma por provedores de IA concorrentes ao serviço da Meta, enquanto mantém em operação sua própria ferramenta, a Meta AI.

    Na avaliação das representantes, a empresa estaria explorando sua posição dominante no mercado de mensagens instantâneas -no qual o WhatsApp está presente em 99% dos smartphones no Brasil- para fechar o acesso de rivais e favorecer um produto próprio. A estratégia foi descrita ao Cade como um caso clássico de “embrace, extend, and extinguish”, em que uma plataforma incorpora parceiros ao seu ecossistema para, em seguida, excluí-los.

    Em resposta ao órgão, a Meta afirmou que a atualização contratual é justificada. A empresa sustenta que a interface do WhatsApp Business foi desenhada para marketing e atendimento ao cliente, e não para o funcionamento de chatbots de IA de uso geral, que, segundo a companhia, estariam sobrecarregando a infraestrutura do serviço.

    A Meta também alegou que esses desenvolvedores usariam a rede sem contrapartida adequada e gerando instabilidades técnicas. Argumentou ainda que tais ferramentas dispõem de outros canais de distribuição, como aplicativos próprios e sites, não dependendo exclusivamente do WhatsApp para competir.

    Ao analisar o caso, a Superintendência-Geral do Cade entendeu haver indícios de que a conduta pode configurar infração à ordem econômica, com efeitos de fechamento de mercado e exclusão de concorrentes. Para o órgão, a proibição total de terceiros, combinada com a permanência da Meta AI na plataforma, aparenta ser desproporcional.

    No entendimento do Cade, há verossimilhança nas alegações, com a Meta tendo capacidade de impor regras unilaterais de impacto concorrencial. Também foi identificado perigo na demora para uma decisão, já que a entrada em vigor dos novos termos poderia retirar do mercado, de forma abrupta, serviços utilizados por milhões de usuários.

    Por isso, como medida preventiva, o órgão determinou a suspensão da entrada em vigor de novos termos de uso do WhatsApp Business, que passariam a valer em 15 de janeiro de 2026.

    O descumprimento da decisão pode resultar em multa diária de R$ 250 mil. A Meta também deverá comunicar formalmente os provedores de IA sobre a suspensão da proibição no prazo de cinco dias.

    O movimento do Cade segue uma linha semelhante à adotada pela autoridade antitruste da Itália, que, em dezembro de 2025, impôs medida cautelar contra a Meta em caso similar. O inquérito brasileiro agora avança para a fase de instrução, na qual o Cade reunirá informações adicionais antes de decidir pela abertura de um processo administrativo ou pelo arquivamento do caso.

    Cade investiga Meta por possível abuso concorrencial em IA no WhatsApp

  • Paramount processa Warner Bros. e exige divulgação de dados em carta a acionistas

    Paramount processa Warner Bros. e exige divulgação de dados em carta a acionistas

    Empresa pede à Justiça de Delaware, nos Estados Unidos, que obrigue a Warner Bros. Discovery a detalhar critérios usados para recomendar acordo com a Netflix

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A Paramount elevou o tom contra a Warner Bros. Discovery, a WBD, e entrou com uma ação judicial, nos Estados Unidos, para tentar frear o acordo firmado entre a rival e a Netflix. Em carta enviada nesta segunda-feira (12) aos acionistas da Warner, o CEO da Paramount, David Ellison, afirmou que processou a empresa em um tribunal do estado americano de Delaware para exigir maior transparência na divulgação de informações financeiras relacionadas ao negócio com a plataforma de streaming.

    Segundo Ellison, a Warner não apresentou aos acionistas dados considerados essenciais para a avaliação do acordo, e considerou a omissão uma violação às práticas usuais de governança corporativa, impedindo que os investidores tomem uma decisão informada.

    A ofensiva ocorre após sucessivas recusas, por parte do conselho da Warner, à oferta de aquisição apresentada pela Paramount, avaliada em US$ 30 por ação e estruturada integralmente em dinheiro.

    A proposta mais recente incluía ainda uma garantia pessoal de Larry Ellison, fundador da Oracle e pai do CEO da Paramount. No ano passado, o executivo foi considerado o quarto homem mais rico do mundo, segundo a revista Forbes.

    Mesmo assim, foi rejeitada sob o argumento de que não atendia a todas as preocupações do conselho.

    Na carta, Ellison sustenta que a oferta da Paramount continua sendo “superior” ao acordo fechado com a Netflix e afirma que, diante da resistência da administração da Warner, a disputa deverá ser decidida pelos acionistas.

    Ele diz não saber se isso ocorrerá na assembleia anual da WBD ou em uma reunião extraordinária, mas antecipa que “a Paramount indicará uma lista de diretores que, de acordo com seus deveres fiduciários, exercerão o direito da WBD, nos termos do Acordo com a Netflix, de negociar a oferta da Paramount e celebrar um acordo com a Paramount.”

    O período para apresentação antecipada de candidaturas ao conselho da WBD para a assembleia anual de 2026 será aberto em cerca de três semanas.

    Ellison também anunciou que pretende propor uma mudança no estatuto da Warner para exigir aprovação dos acionistas em caso de uma eventual separação da divisão Global Networks. Caso a Warner convoque uma assembleia antes da reunião anual, a Paramount diz que irá buscar procurações para votar contra a aprovação do acordo com a Netflix. “Essas ações, juntamente com nossa oferta pública de aquisição, garantem que você tenha a palavra final sobre qual oferta é melhor para você”, escreve.

    Paramount processa Warner Bros. e exige divulgação de dados em carta a acionistas

  • Meta anuncia ex-assessora de Trump como presidente e vice-presidente do Conselho

    Meta anuncia ex-assessora de Trump como presidente e vice-presidente do Conselho

    A Meta nomeou Dina Powell McCormick como presidente e vice-presidente do Conselho de Administração. Ex-assessora de Donald Trump, ela recebeu elogios do presidente e de Mark Zuckerberg. McCormick integrará a gestão da empresa, contribuindo para estratégia e execução dos negócios.

    A Meta, controladora do Facebook, anunciou nesta segunda-feira, 12, a nomeação de Dina Powell McCormick como presidente e vice-presidente do Conselho de Administração da empresa. McCormick foi assessora do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que elogiou a escolha da executiva.

    “Parabéns a Dina Powell McCormick, que acaba de ser nomeada a nova presidente da Meta. Uma ótima escolha de Mark Zuckerberg. Ela é uma pessoa fantástica e muito talentosa, que serviu ao governo Trump com força e distinção”, escreveu Trump em seu perfil na rede Truth Social.

    McCormick havia ingressado no conselho da Meta em abril, mas deixou o cargo em dezembro.

    Na nova função, segundo informou a empresa, ela passará a integrar a equipe de gestão e ajudará a orientar a estratégia e a execução dos negócios.

    Em nota, o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, também elogiou McCormick, destacando a experiência dela “nos mais altos níveis das finanças globais, combinada com seus relacionamentos profundos ao redor do mundo”.

    Meta anuncia ex-assessora de Trump como presidente e vice-presidente do Conselho

  • Novo iPhone Air pode ganhar bateria maior e câmera dupla na 2ª geração

    Novo iPhone Air pode ganhar bateria maior e câmera dupla na 2ª geração

    Apple aposta em nova tecnologia de tela mais fina e eficiente para corrigir críticas ao primeiro modelo, além de estudar redução de preço e melhorias no conjunto de câmeras para atrair mais consumidores.

    O primeiro iPhone Air ficou aquém das expectativas de vendas da Apple, mas a empresa já trabalha em ajustes para a próxima geração e aposta em mudanças para responder às críticas dos consumidores.

    Segundo o site The Elec, o iPhone Air 2 deve trazer uma nova tecnologia de tela, mais fina e eficiente, que permitirá a integração de uma bateria com maior capacidade. O painel exigiria menos energia para alcançar níveis mais altos de brilho, o que também contribuiria para um melhor desempenho energético.

    Por ser mais delgada, essa tecnologia de tela abriria espaço interno no aparelho para uma bateria maior, um dos pontos mais questionados no modelo original.

    Além disso, há expectativa de que a segunda geração do iPhone Air chegue ao mercado com preço mais baixo. A estratégia seria atrair usuários que não se sentiram convencidos pelo design ultrafino do primeiro lançamento.

    O iPhone Air 2 também pode trazer avanços no conjunto de câmeras. A previsão é de que o novo modelo conte com dois sensores, uma evolução em relação à câmera única presente na primeira versão do aparelho.

    Novo iPhone Air pode ganhar bateria maior e câmera dupla na 2ª geração