Categoria: TECNOLOGIA

  • Nvidia é a empresa mais valiosa do mundo. Mas quanto paga a engenheiros?

    Nvidia é a empresa mais valiosa do mundo. Mas quanto paga a engenheiros?

    Ainda que a Nvidia não revele os salários dos trabalhadores, foram revelados os salários base em documentos usados para fazer pedidos de vistos H-1B para contratar trabalhadores estrangeiros especializados em determinadas áreas.

    O trabalho da Nvidia no desenvolvimento de chips de Inteligência Artificial lhe garantiu o status de empresa mais valiosa do mundo, com um valor estimado em 4,56 trilhões de dólares.

    Com a ascensão meteórica da companhia nos últimos anos, torna-se especialmente interessante entender como a Nvidia busca reter e atrair talentos por meio de compensações financeiras.

    Como informa o site Business Insider, a Nvidia não divulga os salários de seus funcionários, o que faz com que seja possível ter apenas uma estimativa a partir de documentos enviados ao Departamento do Trabalho dos Estados Unidos para a solicitação de vistos H-1B — um tipo de visto que permite que empresas norte-americanas contratem profissionais estrangeiros altamente qualificados.

    A partir desses documentos, é possível observar que o salário-base de um engenheiro de software na Nvidia varia entre US$ 92 mil e US$ 425,5 mil por ano. Já os cientistas de pesquisa recebem entre US$ 104 mil e US$ 431,25 mil (cerca de 87.574 a 363.254 euros) anuais. Um gerente de produto, por sua vez, pode ganhar entre US$ 131.029 e US$ 379.500 (aproximadamente 110.369 a 319.664 euros) por ano.

    É importante destacar que esses valores não incluem bônus nem participação acionária, o que significa que a remuneração total pode alcançar patamares significativamente mais altos.

    A “guerra por talentos” entre as gigantes da tecnologia nos Estados Unidos se intensificou nos últimos anos, com a área de Inteligência Artificial se tornando um verdadeiro campo de batalha, no qual empresas como Meta, OpenAI, Google, Microsoft, Amazon e Apple, entre outras, disputam os principais especialistas do setor.

    Nvidia é a empresa mais valiosa do mundo. Mas quanto paga a engenheiros?

  • Apesar de lucros recorde, líder da Apple admite preocupação com 2026

    Apesar de lucros recorde, líder da Apple admite preocupação com 2026

    O CEO da Apple, Tim Cook, afirmou que o aumento do preço da memória RAM não afetou as margens da empresa e, ainda que tenha admitido a intenção de lidar com a questão, deixou no ar a possibilidade de impactar as decisões que a empresa tomará em 2026.

    Apesar do tom positivo da mais recente apresentação de resultados da Apple, o CEO Tim Cook admitiu, durante o evento, que o ano de 2026 pode ser desafiador devido ao aumento no preço da memória RAM.

    Vale lembrar que esses componentes estão cada vez mais disputados por empresas de tecnologia que investem no desenvolvimento de infraestrutura para o treinamento de modelos de Inteligência Artificial.

    Embora o aumento da demanda por esses componentes não tenha afetado as margens de lucro da Apple no último trimestre, Cook afirmou que o tema pode se tornar uma preocupação maior nos próximos meses.

    “Continuamos observando um aumento significativo nos preços de mercado da memória”, afirmou o CEO da Apple, segundo o site Business Insider. “Como sempre, vamos analisar diversas opções para lidar com isso. Há algumas alavancas que podemos acionar. Não sabemos se serão bem-sucedidas, mas temos várias alternativas à disposição.”

    Lucros recordes impulsionados pelo iPhone
    A Apple divulgou na quinta-feira um lucro trimestral de 42 bilhões de dólares, o que representa um crescimento anual de 16%. O iPhone, principal produto da empresa, alcançou um recorde histórico de vendas.

    Os dados financeiros, divulgados após o fechamento de Wall Street, mostram uma receita recorde de 143,756 bilhões de dólares, alta de 16% em relação ao mesmo período do ano anterior. O desempenho foi impulsionado pelas vendas do iPhone, que cresceram 23%, chegando a 85,269 bilhões de dólares.

    “O iPhone teve seu melhor trimestre graças a uma demanda sem precedentes, com recordes em todas as regiões geográficas, e o segmento de Serviços também alcançou uma receita recorde”, afirmou Tim Cook em comunicado.

    Durante a videoconferência sobre os resultados, Cook atribuiu a “extraordinária” demanda ao iPhone 17 e às versões Pro e Pro Max, destacando que a linha apresenta o melhor desempenho, o sistema de câmeras mais avançado e maior leveza já vistos.

    A receita com produtos da Apple — incluindo iPhone, Mac e iPad — totalizou 113,743 bilhões de dólares, enquanto a área de Serviços, que engloba App Store, iCloud e Apple Music, alcançou 30 bilhões de dólares.

    Cook também destacou que há mais de 2,5 bilhões de dispositivos da Apple ativos em todo o mundo.

    Geograficamente, todas as regiões registraram crescimento nas vendas. Na China e em mercados próximos, como Taiwan e Hong Kong, o aumento foi de 38%. Nas Américas, que concentram a maior parte das vendas, a alta foi de 11%.

    Ao final do exercício fiscal de 2025, encerrado em outubro — já que o ano fiscal da empresa não coincide com o ano civil —, a Apple registrou crescimento anual de 19% no lucro, que atingiu 112 bilhões de dólares, sustentado por um aumento de 6% na receita, que chegou ao patamar inédito de 416 bilhões de dólares.

    Atualmente, a Apple possui a terceira maior capitalização de mercado do mundo, avaliada em 3,8 trilhões de dólares.

    Apesar de lucros recorde, líder da Apple admite preocupação com 2026

  • Por que Plutão não é mais planeta? Como as classificações na astronomia funcionam

    Por que Plutão não é mais planeta? Como as classificações na astronomia funcionam

    Como esses pequenos objetos celestes são classificados

    Durante séculos, desde que o Sol foi declarado o centro do sistema solar no século XVI, a sociedade manteve a crença de que qualquer objeto orbitando a estrela brilhante seria considerado um planeta. De Mercúrio a Plutão, todo corpo celeste considerado grande o suficiente foi incluído nessa categoria.

    Por que Plutão não é mais planeta? Como as classificações na astronomia funcionam

  • Pela 1ª vez, missão à Lua terá uma mulher, um negro e um não americano

    Pela 1ª vez, missão à Lua terá uma mulher, um negro e um não americano

    Em fevereiro acontecerá o lançamento da missão lunar Artemis II, onde, durante dez dias, serão testados todos os sistemas que serão usados para voltar a colocar seres humanos na Lua

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Cerca de um dia após sua decolagem, prevista no momento para 6 de fevereiro, os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen se tornarão os primeiros seres humanos a deixar a órbita da Terra desde a missão Apollo 17, em dezembro de 1972.

    Na prática, é como se eles fossem os primeiros para mais da metade dos terráqueos (cerca de 4,3 bilhões dos 8,2 bilhões de humanos hoje no planeta não estavam vivos naquele ano). Isso dá uma dimensão do aspecto histórico da missão Artemis 2, a primeira do novo programa tripulado da Nasa a levar astronautas até as imediações da Lua.

    A escolha do quarteto foi anunciada pela agência espacial americana em 3 de abril de 2023, quase três anos atrás, após reiterados atrasos no cronograma do programa que empurraram a missão para 2024, depois 2025, e finalmente 2026 -agora realmente pronta para voar.

    É a primeira vez na história que mais de três pessoas fazem essa jornada ao mesmo tempo. As missões Apollo, realizadas entre 1968 e 1972, só comportavam um trio de astronautas. E o processo de escolha da tripulação envolve uma nova realidade: a da preocupação com a diversidade e com parcerias internacionais.

    Parece até estranho falar isso num momento em que a gestão Donald Trump parece abominar ambas as ideias. Mas não era o caso no primeiro mandato dele, em que o governo, ao instituir o programa Artemis, enfatizava a todo momento que enviaria à Lua a primeira mulher e a primeira pessoa não branca.

    Se a escalação da tripulação fosse hoje, e não durante a gestão Joe Biden, provavelmente não seria essa a formação do quarteto, já que agora a gestão Trump 2 repudia qualquer afirmação de diversidade (apagando inclusive páginas do site da Nasa que destacavam isso).

    Com isso, Christina Koch está prestes a virar a primeira mulher a dar uma volta ao redor da Lua e Victor Glover será o primeiro negro. A terceira novidade é Jeremy Hansen, canadense, que será o primeiro não americano a fazer essa viagem. A Agência Espacial Canadense faz parte do programa Artemis colaborando com elementos para a estação orbital lunar Gateway, que reuniria parceiros tradicionais da Estação Espacial Internacional (ISS) e que o governo Trump também está tentando cancelar.

    Com efeito, a participação mais efetiva no programa vinda de fora dos EUA é da Agência Espacial Europeia (ESA), que desenvolveu o módulo de serviço da cápsula Orion, veículo que levará os astronautas às imediações lunares. Com o embarque de um canadense nesse primeiro voo à Lua, os europeus esperam ter um assento para a primeira missão de pouso na superfície lunar, por ora marcada para 2028 (mas com enorme chance de atrasar).

    Conheça a seguir os quatro astronautas que farão a primeira jornada circunlunar do século 21.

    REID WISEMAN | COMANDANTE

    Nascido em 11 de novembro de 1975, em Baltimore, Maryland, Gregory Reid Wiseman tem formação como engenheiro da computação pelo Instituto Politécnico Rensselaer e mestrado em engenharia de sistemas pela Universidade Johns Hopkins, concluído em 2006. Após se formar no Rensselaer, Wiseman se juntou à Marinha americana, onde se tornou aviador em 1999 e participou de diversas operações militares na carreira.

    Ele servia como tenente-comandante no porta-aviões USS Dwight D. Eisenhower quando foi escolhido para integrar a turma 20 de astronautas da Nasa, em 2009, em uma disputa que envolveu cerca de 3.500 participantes. Wiseman tinha o forte desejo de se tornar astronautas desde que vira pessoalmente um lançamento do ônibus espacial, em 2001.

    Como é comum, levou um tempo até que ele tivesse a oportunidade de ir ao espaço. Aconteceu em maio de 2014, quando foi selecionado para participar das expedições 40 e 41 da ISS, onde passou pouco menos de seis meses trabalhando no complexo orbital, depois de ir até lá em uma cápsula Soyuz.

    Em 2020, Wiseman foi selecionado para chefiar o Escritório dos Astronautas, no Centro Espacial Johnson, em Houston, cargo que ocupou até 2022, quando então retornou à escala de voos. A volta foi premiada com a escolha, em 2023, de ser o comandante da histórica Artemis 2 -seu segundo voo espacial.

    Hoje com 50 anos, e já aposentado da Marinha, Wiseman é viúvo. Sua esposa, Carroll Wiseman, morreu em 2020, e ele tem duas filhas.

    VICTOR GLOVER | PILOTO

    Nascido em 30 de abril de 1976, em Pomona, Califórnia, Victor Jerome Glover Jr. se destacou cedo por seu desempenho atlético, tendo jogado futebol americano no ensino médio, o que lhe valeu o prêmio de Atleta do Ano de 1994. Mas desde cedo, encorajado pelo pai, Glover nutria interesse por ciência e engenharia, o que o fez estudar engenharia na Cal Poly (Universidade Estadual Politécnica da Califórnia), formando-se em 1999. Seus interesses esportivos continuaram, envolvendo futebol americano e luta livre.

    O avô de Glover havia servido à Força Aérea dos EUA durante a Guerra da Coreia, nos anos 1950, o que certamente também despertou o interesse do neto por aviação. Entre 2007 e 2010, ele obteve mestrados por três instituições diferentes, em engenharia de teste de voo pela Universidade do Ar (da Força Aérea), na Base Edwards, na Califórnia, em engenharia de sistemas na Escola Naval de Pós-Graduação, em Monterrey, Califórnia (mesma instituição e mesmo curso que está no currículo de Marcos Pontes, único astronauta brasileiro e hoje senador), e em arte e ciência militar operacional na Universidade do Ar em Montgomery, Alabama.

    Comissionado como alferes na Marinha americana em 1999, ele se formou aviador em 2001 e acumulou ao longo de sua carreira militar mais de 3.000 horas de voo em mais de 40 aeronaves, participando de 24 missões de combate. O nome de guerra de Glover na Marinha é “Ike”, dado por um de seus oficiais comandantes, sigla de “eu sei tudo” (“I know everything”).

    Na Nasa, Glover entrou em 2013, como parte da turma 21 de astronautas, concluindo seu treinamento em 2015. Dali a três anos, em 2018, ele seria escolhido como um dos astronautas que fariam parte do programa comercial tripulado, em que membros da Nasa viajariam ao espaço em espaçonaves desenvolvidas pela iniciativa privada. Ele fez parte da segunda tripulação a voar na cápsula Crew Dragon, da SpaceX, em novembro de 2020, em sua primeira missão operacional à ISS. Ele fez parte das expedições 64/65, ficando pouco menos de seis meses no espaço antes de retornar à Terra na mesma cápsula que o levou, a Crew Dragon Resilience, em maio de 2021.

    Glover, agora com 49 anos, espera para realizar seu segundo voo ao espaço, contornar a Lua e se tornar o primeiro afro-americano a realizar a façanha. Na Terra, estarão à espera de seu retorno a mulher, Dionna Odom Glover, e quatro filhas.

    CHRISTINA KOCH | ESPECIALISTA DE MISSÃO

    Ela acaba de comemorar seu 47º aniversário. Christina Hammock Koch, nascida em 29 de janeiro de 1979 em Grand Rapids, Michigan, e criada em Jacksonville, Carolina do Norte, sonhava desde criança em ser astronauta. Ela se formou em física e engenharia elétrica pela Universidade Estadual da Carolina do Norte em Raleigh, onde também concluiu um mestrado em engenharia elétrica em 2002.

    Interessada na intersecção entre engenharia e espaço, ela entrou no programa Academia Nasa, do Centro Goddard de Voo Espacial, onde colaborou no desenvolvimento de instrumentação científica que acabou embarcada em diversas missões robóticas da agência espacial americana em astronomia e cosmologia.

    Koch também desenvolveu seu lado explorador entre 2004 e 2007, quando fez parte do Programa Antártico dos EUA e passou mais de três anos viajando pelas regiões árticas e antárticas, incluindo uma temporada na Estação Amundsen-Scott, no polo Sul, encarando temperaturas de até -79,4°C.

    Entre 2007 e 2009, ela voltou a trabalhar no desenvolvimento de instrumentos científicos, desta vez no APL (Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins), onde contribuiu com equipamentos voltados para a detecção de radiação que foram embarcados nas missões Juno, a Júpiter, e Van Allen Probes, que estudaram a magnetosfera terrestre.

    Em 2010, ela voltou a se dedicar a expedições polares e em 2012 trabalhou na Noaa (agência americana ligada a oceanos e atmosfera), até ser escolhida, em 2013, como parte da turma 21 de astronautas da Nasa -colega de Glover. Depois de embarcar vários instrumentos que iriam ao espaço, estava na hora de ela ir por si mesma e realizar o sonho de infância.

    Em março de 2019, ela voou até a ISS numa cápsula russa Soyuz e participou das expedições 59/60/61. Seu retorno foi adiado em razão do gerenciamento das escalas do programa de tripulação comercial e ela só voltou ao espaço em 6 de fevereiro, após nada menos que 328 dias em órbita. Com isso, ela bateu o recorde de maior estadia contínua para uma mulher no espaço, superando Peggy Whitson, que havia permanecido por 289 dias.

    O ótimo desempenho a credenciou para fazer parte da missão Artemis 2, onde ela baterá um novo recorde -será a primeira mulher a contornar a Lua. Torcendo, de longe, estará o marido, Robert Koch, que mora com ela no Texas.

    JEREMY HANSEN | ESPECIALISTA DE MISSÃO

    Outro que acaba de fazer aniversário. Nascido em 27 de janeiro de 1976, em London, Ontário (Canadá), Jery Roger Hansen é o único tripulante da Artemis 2 que não teve experiência pregressa no espaço.

    Criado numa fazenda, Hansen cresceu olhando para as estrelas. Hansen entrou para a Força Aérea Real Canadense em 1994 e frequentou o Colégio Real Militar em Kingston, Ontário, onde se formou bacharel em ciência espacial em 1999. Na mesma instituição, em 2000, ele obteve um mestrado em física, com um foco de pesquisa em rastreamento de satélites. Além de ser astronauta da CSA (Agência Espacial Canadense), ele segue com vínculo à Aeronáutica de seu país, com a patente de coronel.

    A exemplo de outros astronautas canadenses, Hansen foi formado pela Nasa, ao fazer parte da turma 20, de 2009, como colega de Wiseman. E, além de astronauta, ele também é um cavenauta e um aquanauta. Em 2013, fez parte do treinamento CAVES, da Agência Espacial Europeia, ao lado de outros astronautas de várias nacionalidades. Em 2014, ele fez parte da tripulação do laboratório Aquarius, durante a missão de exploração submarina NEEMO 19, que durou sete dias.

    Em 2023, ele finalmente foi escalado para sua primeira missão espacial, e valeu a pena esperar: na Artemis 2, Hansen se tornará, aos 50 anos, o primeiro canadense e o primeiro não americano a viajar às imediações da Lua. Em casa, ele terá a torcida de Catherine Hansen, sua esposa e reconhecida especialista em saúde da mulher, e três filhos.

    Pela 1ª vez, missão à Lua terá uma mulher, um negro e um não americano

  • Operações de Trump levam buscas pelo ICE a níveis históricos no Google

    Operações de Trump levam buscas pelo ICE a níveis históricos no Google

    Volume de pesquisas sobre a agência federal supera o do primeiro mandato do republicano; no Brasil, pesquisas sobre o órgão também cresceram

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O uso ostensivo do ICE, o serviço de imigração dos Estados Unidos, durante o governo de Donald Trump também aumentou o interesse pela agência federal. Segundo dados do Google Trends, as buscas pelo termo no país atingiram na última semana o nível mais alto registrado pela ferramenta.

    Criado em 2003, o ICE já havia despertado interesse no primeiro mandato de Trump (2017 – 2021). Ainda assim, o volume de buscas daquele período fica bem abaixo do registrado nos últimos dias em diferentes regiões dos EUA.

    O movimento não se restringiu apenas entre os americanos. No Brasil, por exemplo, as pesquisas sobre o órgão também cresceram e atingiram níveis inéditos recentemente. Entre as dúvidas mais frequentes estão “O que é o ICE?” e “O que a sigla significa nos EUA?”.

    O QUE É O ICE?

    O Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês) é a agência federal responsável por fiscalizar a imigração e combater a permanência irregular de estrangeiros. O órgão foi criado em 2003 no Departamento de Segurança Interna, durante o governo de George W. Bush, em meio às mudanças adotadas após os atentados do 11 de Setembro.

    Segundo a própria instituição, sua missão é “promover a segurança interna e a segurança pública com a aplicação das leis federais que regem o controle de fronteiras, alfândega, comércio e imigração, tanto na esfera criminal quanto na civil”.

    Ainda de acordo com a agência, eles contam atualmente com mais de 20 mil agentes da lei e funcionários de apoio em mais de 400 escritórios nos EUA e em todo o mundo.

    HISTÓRICO DO ICE DURANTE OS GOVERNOS OBAMA, BIDEN E TRUMP

    Ao longo de duas décadas, o ICE foi acionado por diferentes presidentes, mas sua presença ganhou maior visibilidade em momentos de endurecimento da política migratória, como durante as gestões de Trump.

    Desde o início do atual mandato, o tema voltou ao centro do debate após a morte de dois cidadãos americanos em Minneapolis durante ações de agentes federais, em meio a uma política de deportação em larga escala, repressão a protestos e detenções que chegaram a atingir crianças.

    O governo também tem usado as redes sociais para divulgar operações, com vídeos em tom de meme e publicações com fotos de procurados.

    Análise de dados do governo dos EUA feita pela Folha aponta que, de janeiro a setembro de 2025, o ICE deportou ao menos 113 mil imigrantes, alta de 126% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o democrata Joe Biden estava no poder.

    No passado, a agência realizava grande parte das prisões em parceria com cadeias e prisões locais, detendo de forma mais discreta imigrantes já presos por outras forças policiais.

    Esse padrão mudou nos últimos anos, em parte porque o governo Trump avançou para encerrar programas da gestão anterior que protegiam parte dessas pessoas da deportação, como o Status de Proteção Temporária, que permite a permanência de estrangeiros nos EUA por períodos limitados, geralmente de cerca de 18 meses, quando crises como terremotos ou conflitos armados tornam inseguro o retorno ao país de origem.

    Sob Biden, a orientação oficial buscou concentrar recursos em casos considerados prioritários. Em 2021, o presidente publicou diretrizes sobre quais imigrantes em situação irregular deveriam ter prioridade para detenção e deportação, como a gravidade de uma infração anterior, o tipo de dano causado e se uma arma de fogo estava envolvida.

    Essas diretrizes também davam aos agentes maior margem para avaliar quem representava ameaças à segurança pública e nacional do país.

    Na última terça-feira (27), Biden criticou a atuação do ICE, em Minneapolis, e disse que os episódios representam uma traição aos “valores mais básicos” da sociedade americana.

    Já sob Trump, o endurecimento das operações não é novidade. No primeiro mandato, as ações do ICE foram ampliadas e o foco se expandiu para além de pessoas com condenações por crimes graves. Naquele período, os EUA também adotaram medidas mais rígidas na agenda migratória, incluindo iniciativas para restringir programas de proteção a jovens imigrantes criados na era Barack Obama.

    Obama, por sua vez, priorizava a prisão e a deportação de imigrantes que tivessem cometido crimes graves. Em seu governo, foi implementado no ICE o Programa de Aplicação Prioritária (vigente de 2015 a 2017), voltado a identificar imigrantes que pudessem representar risco à segurança pública.

    Ainda assim, as expulsões no período atingiram níveis elevados. Ao deixar o cargo, dados oficiais indicavam que nenhum outro presidente na história dos EUA havia deportado tantas pessoas quanto Obama, o que lhe rendeu, entre líderes da comunidade latina, o apelido de “deportador-chefe”.

    Operações de Trump levam buscas pelo ICE a níveis históricos no Google

  • Vídeo da NASA mostra como será o 'ensaio geral' do regresso à Lua

    Vídeo da NASA mostra como será o 'ensaio geral' do regresso à Lua

    Em fevereiro acontecerá o lançamento da missão lunar Artemis II, onde serão testados todos os sistemas que serão usados para voltar a colocar seres humanos na Lua. A missão terá a duração de dez dias e levará humanos à órbita do satélite natural da Terra!

    Se tudo correr como esperado, a NASA poderá lançar a missão lunar Artemis II daqui a precisamente uma semana – no dia 6 de fevereiro.

    Ao contrário da missão anterior, a Artemis II contará com tripulação e, ainda que não tenha como meta chegar à superfície da Lua, terá uma importância crítica no caminho até esse objetivo – podendo ser vista até como um ‘ensaio geral’ para o regresso de seres humanos à Lua

    Foi para mostrar o que se pretende da Artemis II que a NASA compartilhou um vídeo onde, por via de uma animação, explica como será conduzida esta missão lunar. Pode encontrar acima o vídeo em questão.

    A missão recorrerá ao foguete Space Launch System (SLS) para levar para o espaço a cápsula Orion, que terá a bordo um total de quatro astronautas – Victor Glover, Reid Wiseman e Christina Koch da NASA e Jeremy Hansen da Agência Espacial Canadiana.

    Uma vez lançado o foguete SLS, a tripulação começará por dar uma volta ao nosso planeta para, em seguida, seguir viajar até à Lua. Sublinhamos que, apesar de não estar nos planos pousar na Lua, a cápsula Orion completará uma volta ao satélite natural da Terra e ficará a uma distância entre os 6.500 e os 9.500 km da superfície lunar. A tripulação passará um total de dez dias no Espaço.

    O objetivo da Artemis II passa por testar os sistemas da cápsula Orion, o que ajudará com o planejamento da missão seguinte – a Artemis III, essa sim com o objetivo de voltar a colocar seres humanos na Lua.

    “O voo de teste de dez dias demonstrará uma série de capacidades de exploração do Espaço profundo com tripulação”, pode ouvir-se no vídeo partilhado pela NASA. “A missão provará que a cápsula Orion está pronta para manter os astronautas vivos no Espaço profundo e permitirá que a tripulação e as equipas na Terra pratiquem as operações essenciais para o sucesso de futuras missões”.

    Segundo o site Digital Trends, a NASA encontra-se neste momento nas últimas fases de teste do SLS e, com a tripulação já em quarentena, deverão ser realizados mais testes ao propulsor do foguee este fim de semana.

    Vídeo da NASA mostra como será o 'ensaio geral' do regresso à Lua

  • Elon Musk pode fundir a SpaceX com a Tesla ou a xAI

    Elon Musk pode fundir a SpaceX com a Tesla ou a xAI

    Uma eventual fusão entre a SpaceX e a xAI poderia materializar a ideia de Elon Musk de colocar data centers no Espaço, o que resultaria em diversas vantagens no que diz respeito a custos de manutenção

    Uma notícia divulgada pela Reuters indica que Elon Musk está explorando a possibilidade de fundir algumas das suas empresas. As informações disponíveis, que também foram corroboradas pela Bloomberg, indica que a Tesla (fabricante de carros elétricos) ou a xAI (empresa de Inteligência Artificial) poderá ser fundida com a SpaceX.

    O fato de as duas possibilidades contemplarem a SpaceX é um sinal que Musk e os seus executivos estão investidos na oferta pública inicial da empresa prevista para este ano.

    Segundo a Reuters, Musk pretende manter as duas hipóteses em aberto e que, para tal, teria estabelecido neste mês de janeiro duas entidades diferentes no estado do Nevada, nos EUA, de forma a avançar com o negócio.

    O objetivo de Musk de consolidar as suas empresas não é certamente novo, sobretudo tendo em conta que, em 2025, a xAI acabou por adquirir a rede social X.

    No caso de ser a xAI a próxima empresa de Musk a ser integrada na SpaceX, a decisão iria ao encontro do objetivo de Musk de colocar data centers no Espaço – uma ideia que o magnata multimilionário deixou clara na mais recente edição do Fórum Económico Mundial em Davos, na Suíça.

    Em teoria, operar data centers a partir do Espaço teria várias vantagens no que diz respeito a custos. Além de conseguirem fazer uso de energia solar, também haveria menos custos no processo de esfriamento dos componentes. No entanto, esta possibilidade também teria implicações no que diz respeito a um grande investimento inicial.

    “O lugar mais barato para implantar Inteligência Artificial será no Espaço”, afirmou Musk durante a sua participação no evento Davos, de acordo com o site Engadget. “Isso acontecerá dentro de dois anos, talvez três no máximo”.

    Tesla investe na xAI

    A Tesla anunciou na mais recente apresentação de resultados financeiros que fez um investimento no valor de 2 mil milhões de dólares (1,67 mil milhões de euros) na xAI, uma empresa de Inteligência Artificial. As duas empresas são lideradas por Elon Musk.

    De acordo com o site TechCrunch, este investimento agora anunciado pela Tesla foi reprovado pelos acionistas da fabricante de carros elétricos – que votaram contra a iniciativa em novembro do ano passado após a Tesla lançar uma votação não vinculativa.

    A Tesla decidiu, ainda assim, avançar com o investimento e justificou a decisão em uma carta enviada aos acionistas da empresa.

    “Conforme havia sido estabelecido na Parte IV do Master Plan, a Tesla está desenvolvendo produtos e serviços que levam a Inteligência Artificial para o mundo físico. Entretanto, a xAI está desenvolvendo produtos e serviços de Inteligência Artificial de vanguarda, tal como o grande modelo de linguagem Grok. Nesse contexto, e como parte da estratégia mais abrangente do Master Plan Parte IV, a Tesla e a xAI entraram em um acordo relacionado com o investimento”, pode ler-se na carta.

    É importante recordar que, no começo deste mês de janeiro, a xAI anunciou que conseguiu reunir mais 20 bilhões de dólares (120 bilhões de reais) na anterior rodada de investimento.

    Além de a Valor Equity Partners, a Fidelity, a Autoridade de Investimento do Qatar, a Nvidia e a Cisco, sabe-se agora que a Tesla também se encontrava entre os investidores.

    Vale destacar ainda que já existe uma relação existente entre a Tesla e a xAI no que diz respeito a colaboração e investimento. A Tesla é a empresa que fornece as baterias que ‘alimentam’ os data centers da xAI, com o seu Grok estando integrado nos carros elétricos da marca.

    Além disso, a xAI já adiantou aos investidores que desenvolverá a Inteligência Artificial que estará implementada nos robôs humanoides da Tesla, de nome Optimus.

    Elon Musk pode fundir a SpaceX com a Tesla ou a xAI

  • Criador do WWW diz que é possível corrigir o que está mal na Internet

    Criador do WWW diz que é possível corrigir o que está mal na Internet

    Criador da World Wide Web critica concentração de poder nas grandes plataformas digitais, aponta riscos como desinformação e polarização e propõe modelos distintos para o futuro da internet e da inteligência artificial, incluindo regulação, pesquisa científica conjunta e avaliação rigorosa de segurança

    O criador da World Wide Web, Tim Berners-Lee, fez um diagnóstico crítico da internet atual e defendeu caminhos distintos para enfrentar dois dos maiores desafios tecnológicos do momento: o funcionamento das redes online e o avanço da inteligência artificial. As declarações foram dadas em entrevista ao jornal britânico The Guardian.

    Para Berners-Lee, a internet se afastou de seus princípios originais e passou a girar em torno de poucas plataformas altamente concentradas. Ele avalia que redes como Facebook, Instagram, YouTube e X se transformaram em polos de manipulação, associados à disseminação de desinformação, à polarização política e a comportamentos de dependência digital. Na sua visão, esse cenário é consequência direta da forte comercialização da web, sobretudo nos Estados Unidos, que acelerou a transição do ambiente acadêmico para um modelo dominado por interesses comerciais.

    Como resposta, o cientista defende a descentralização como estratégia central para “consertar” a internet. Segundo ele, redistribuir o controle e reduzir a dependência de grandes plataformas pode ajudar a recuperar a autonomia dos usuários e a diversidade do ecossistema digital. Ainda assim, Berners-Lee acompanha com atenção iniciativas regulatórias mais restritivas, como a decisão da Austrália de proibir o acesso de menores de 16 anos a redes sociais. Para ele, a discussão deve diferenciar redes sociais de serviços de mensagens, que considera ferramentas úteis, inclusive para jovens.

    Quando o tema é inteligência artificial, no entanto, a proposta é outra. Em vez de descentralização, Berners-Lee sugere a criação de um grande centro internacional de pesquisa, nos moldes do CERN, o laboratório europeu de física de partículas. A ideia seria reunir cientistas de ponta para desenvolver sistemas avançados de IA em um ambiente controlado, capaz de avaliar riscos e impedir usos perigosos da tecnologia.

    Na avaliação do inventor da web, apenas uma estrutura científica colaborativa e transparente permitiria à comunidade internacional determinar se a inteligência artificial é segura e estabelecer limites claros antes que sistemas cada vez mais poderosos escapem ao controle humano.

    Criador do WWW diz que é possível corrigir o que está mal na Internet

  • Diretor de agência dos EUA compartilhou documentos sensíveis com ChatGPT

    Diretor de agência dos EUA compartilhou documentos sensíveis com ChatGPT

    Madhu Gottumukkala inseriu arquivos classificados como “uso oficial” na versão pública da ferramenta de inteligência artificial. O episódio levou o Departamento de Segurança Nacional a abrir uma apuração interna sobre possíveis riscos à segurança

    O diretor interino da Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura dos Estados Unidos, Madhu Gottumukkala, é alvo de questionamentos internos após ter inserido documentos sensíveis em uma versão pública do ChatGPT. A informação foi revelada pelo site Politico, com base em relatos de quatro funcionários ligados ao Departamento de Segurança Nacional que tiveram conhecimento do episódio.

    Segundo essas fontes, Gottumukkala solicitou autorização para utilizar a ferramenta de inteligência artificial pouco depois de assumir o cargo, em maio de 2025. Ainda assim, os documentos compartilhados estavam classificados como “uso oficial”, uma categoria reservada a informações consideradas sensíveis e que não devem ser divulgadas ao público.

    O material teria sido inserido na plataforma durante o verão passado no hemisfério norte. Os primeiros alertas internos sobre o caso surgiram no início de agosto. À época, o uso do ChatGPT era bloqueado para servidores que atuam diretamente na área de segurança interna dos Estados Unidos.

    Diante do ocorrido, integrantes de alto escalão do Departamento de Segurança Nacional abriram uma avaliação interna para apurar se houve comprometimento da segurança governamental. Até o momento, no entanto, não foram divulgadas conclusões oficiais sobre os impactos do episódio.

    Procurada pelo Politico, a Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura não negou que o diretor interino tenha utilizado o ChatGPT, mas afirmou que o uso foi pontual e restrito. Em nota, um porta-voz destacou que a agência segue comprometida em explorar o potencial da inteligência artificial e de outras tecnologias avançadas como parte do processo de modernização do governo.

    “O diretor interino Madhu Gottumukkala utilizou o ChatGPT pela última vez em meados de julho de 2025, com autorização temporária concedida a alguns funcionários”, informou a agência. O comunicado reforça que a política de segurança permanece a mesma: o acesso ao ChatGPT segue bloqueado por padrão, salvo exceções formalmente autorizadas.
     
     
     

     
     
     
     
     

     

    Diretor de agência dos EUA compartilhou documentos sensíveis com ChatGPT

  • Google Photos passa a criar vídeos a partir de fotos com ajuda de IA

    Google Photos passa a criar vídeos a partir de fotos com ajuda de IA

    Nova funcionalidade permite transformar uma única imagem em um vídeo curto por meio de comandos de texto, com opções de edição e inclusão de som. Recurso está sendo liberado de forma gradual para usuários do aplicativo

    O Google anunciou uma atualização para o aplicativo Google Photos que passa a permitir a criação de pequenos vídeos a partir de uma única fotografia. A nova funcionalidade utiliza inteligência artificial para animar a imagem com base em comandos de texto inseridos pelo usuário.

    Por meio de uma descrição, é possível indicar o que deve acontecer na cena e o estilo desejado para o vídeo curto. O recurso também oferece opções de edição e permite adicionar som, o que ajuda a tornar o resultado mais realista e próximo do momento retratado na foto original.

    Depois de finalizado, o vídeo pode ser compartilhado rapidamente com outros usuários ou publicado em diferentes plataformas. A novidade fica disponível no menu “Criar” do aplicativo.

    Segundo o Google, a função está sendo liberada de forma gradual. Mesmo que ainda não apareça para todos os usuários, a expectativa é que o recurso chegue ao Google Photos ao longo dos próximos dias e semanas.

    Google Photos passa a criar vídeos a partir de fotos com ajuda de IA