Categoria: TECNOLOGIA

  • Musk anuncia megafábrica de chips e enfrenta derrota na Justiça

    Musk anuncia megafábrica de chips e enfrenta derrota na Justiça

    Bilionário revela projeto para impulsionar a produção de chips para inteligência artificial com Tesla, SpaceX e xAI. Ao mesmo tempo, é condenado por declarações enganosas durante a compra do Twitter, em caso que pode gerar perdas bilionárias

    Elon Musk anunciou um novo projeto voltado à expansão da capacidade global de computação para inteligência artificial. Batizada de Terafab, a iniciativa reúne empresas do bilionário, como Tesla, SpaceX e xAI, com o objetivo de construir o que ele descreve como a maior fábrica de chips já criada.

    O anúncio foi feito durante um evento transmitido ao vivo na rede social X. Segundo Musk, a produção em larga escala de chips é essencial para sustentar o avanço da inteligência artificial. “Se não construirmos a Terafab, não teremos chips. E precisamos deles”, afirmou.

    A proposta é que a nova estrutura tenha capacidade para gerar até 200 gigawatts de poder computacional por ano. A produção será dividida entre dois tipos de chips: um voltado para aplicações na Terra, como veículos autônomos da Tesla e o robô humanoide Optimus, e outro desenvolvido para suportar condições extremas no espaço, com possível uso em centros de dados orbitais da SpaceX.

    Ainda não há prazo definido para o início das obras ou da produção.

    Enquanto isso, Musk também enfrenta um revés na Justiça dos Estados Unidos. Um júri na Califórnia concluiu que ele divulgou informações enganosas a acionistas durante o processo de compra do Twitter, em 2022, negócio avaliado em US$ 44 bilhões.

    De acordo com a decisão, duas publicações feitas por Musk na época contribuíram para a queda no valor das ações da empresa. Apesar disso, o júri não considerou que houve intenção deliberada de fraude para manipular o mercado.

    O valor das possíveis indenizações ainda será definido, mas pode chegar a bilhões de dólares, segundo advogados envolvidos no caso.

    O processo girou em torno das declarações do empresário sobre a quantidade de contas falsas na plataforma, argumento usado por ele para tentar desistir da aquisição. Posteriormente, após disputa judicial, Musk concluiu a compra e rebatizou a rede social como X.

    Com uma fortuna estimada em US$ 839 bilhões, segundo a Forbes, Musk segue como uma das figuras mais influentes do setor de tecnologia, liderando projetos que vão da indústria automotiva à exploração espacial e inteligência artificial.
     
     

     

    Musk anuncia megafábrica de chips e enfrenta derrota na Justiça

  • Tim Cook reafirma compromisso da Apple com a China e promete apoio

    Tim Cook reafirma compromisso da Apple com a China e promete apoio

    O presidente executivo da Apple, Tim Cook, defendeu hoje em Pequim o papel da cooperação como motor de crescimento e reafirmou o compromisso da empresa com a China, com promessas de apoio à inovação, desenvolvimento sustentável e educação.

    Durante uma participação no Fórum de Desenvolvimento da China 2026, o CEO da Apple destacou a importância da colaboração para gerar valor adicional e ressaltou o potencial do trabalho em conjunto para “produzir resultados superiores à soma das partes”.

    Cook, citado pelo veículo 21st Century Business Herald, chamou atenção para os avanços da China na transição para um modelo de crescimento “de alta qualidade” e afirmou que a comunidade de desenvolvedores do país é um “exemplo claro” das chamadas “novas forças produtivas”.

    No setor industrial, o executivo elogiou os “avanços extraordinários” dos parceiros da empresa nas áreas de automação e manufatura inteligente, segmentos em que a Apple mantém uma ampla rede de fornecedores.

    Em relação ao meio ambiente, ele destacou que mais de 90% da produção da Apple na China já utiliza energia limpa. Além disso, mais de 90 fornecedores assumiram o compromisso de usar eletricidade 100% renovável até 2030 na fabricação dos produtos da companhia.

    As declarações de Cook ocorreram durante uma visita ao país, na qual o executivo se reuniu, na sexta-feira, em Pequim, com o ministro do Comércio da China, Wang Wentao.

    Tim Cook reafirma compromisso da Apple com a China e promete apoio

  • Líder do Pinterest defende proibição de adolescentes das redes sociais

    Líder do Pinterest defende proibição de adolescentes das redes sociais

    Bill Ready acredita que a indústria tecnológica já teve tempo suficiente para se autorregular, considerando que os legisladores devem agora criar um standard claro e banir os jovens menores de 16 anos das redes sociais.

    O CEO do Pinterest, Bill Ready, compartilhou uma publicação no LinkedIn afirmando que governos de diferentes países deveriam proibir o acesso de jovens com menos de 16 anos às redes sociais.

    “Como CEO e pai, acredito que precisamos ser honestos: as redes sociais, da forma como existem hoje, não são seguras para jovens com menos de 16 anos”, escreveu. “No Pinterest, já vimos que proteger os jovens e construir uma empresa forte não são coisas incompatíveis. É possível — e necessário — fazer as duas coisas ao mesmo tempo”.

    Além disso, Ready defendeu que as redes sociais precisam de “regras mais claras, melhores ferramentas para os pais e maior responsabilização”, citando como exemplo uma medida recente adotada pela Austrália.

    Na publicação, o executivo também compartilhou um artigo de sua autoria divulgado no site da revista Time, no qual defende a criação de um padrão global para proteger os mais jovens.

    “A nossa indústria teve vários anos para mitigar esses riscos, mas falhou repetidamente”, afirmou Ready. “O tempo da autorregulação já passou e, se as empresas de tecnologia não mudarem, o caminho para os legisladores é evidente. Precisamos de um padrão claro: proibição de redes sociais para menores de 16 anos, com fiscalização efetiva e responsabilização dos sistemas operacionais de smartphones e dos aplicativos que funcionam neles.”

    Líder do Pinterest defende proibição de adolescentes das redes sociais

  • Aumento de vendas na China dá à Apple motivos para sorrir

    Aumento de vendas na China dá à Apple motivos para sorrir

    Apesar dos aumentos nos preços de memória RAM – e que levaram ao aumento dos preços de smartphones Android – a Apple mostrou-se menos vulnerável a estas variações e conseguiu aumentar as vendas em 23% no começo de 2026.

    O mercado de smartphones registrou uma queda de 4% na China entre janeiro e o início de março. Ainda assim, a Apple conseguiu um crescimento de 23% nas vendas de iPhones no país — um dos mercados mais importantes para a empresa.

    A informação foi divulgada pela Counterpoint Research, por meio da Reuters, destacando que o aumento nos custos de memória RAM levou fabricantes de dispositivos Android a elevarem os preços de seus aparelhos nesse período. Já a Apple conseguiu aumentar as vendas ao manter o preço da versão padrão do iPhone 17.

    Embora os subsídios do governo chinês não tenham sido suficientes para ajudar fabricantes de Android a manter preços mais baixos, o mesmo não ocorreu com a Apple.

    A empresa de Cupertino também se beneficiou de acordos de longo prazo com plataformas de comércio eletrônico, o que a deixou menos exposta ao aumento nos custos de componentes.

    A expectativa é de que os preços dos componentes usados na fabricação de smartphones continuem subindo nos próximos meses. Ainda assim, fabricantes na China apostam que, por volta de junho, haverá um aumento nas compras de dispositivos móveis devido ao período de promoções.

    Aumento de vendas na China dá à Apple motivos para sorrir

  • Amazon está desenvolvendo smartphone com IA integrada

    Amazon está desenvolvendo smartphone com IA integrada

    Depois de ter tentado lançar um celular em 2014, a Amazon está agora desenvolvendo novo dispositivo móvel com Inteligência Artificial integrada. A equipe é liderada por um antigo executivo da Microsoft responsável pela Xbox original e pelo leitor de MP3 Zune.

    A Reuters está divulgando a notícia de que a Amazon está desenvolvendo um novo celular com Inteligência Artificial integrada, que pretende conectar os usuários a diferentes serviços — como a assistente Alexa, os serviços de streaming Prime Video e Prime Music e a loja virtual da Amazon — em um único dispositivo móvel.

    Segundo a publicação, o celular é conhecido internamente como “Transformer”, e o desenvolvimento está sendo conduzido por uma divisão interna da Amazon chamada ZeroOne. Essa divisão é, aparentemente, liderada por J. Allard — ex-Microsoft, conhecido por ter participado do desenvolvimento do primeiro Xbox e do tocador de MP3 Zune.

    Vale lembrar que esta não é a primeira vez que a Amazon tenta entrar no mercado de smartphones: em 2014, lançou o Fire Phone. No entanto, o dispositivo não teve sucessores.

    Agora, acredita-se que a empresa pretende adotar uma estratégia diferente e, sem acesso às lojas de aplicativos tradicionais, a interação com o celular será feita por meio da assistente digital Alexa e da Inteligência Artificial integrada.

    A descrição feita pela Reuters lembra declarações recentes do cofundador e CEO da Nothing, Carl Pei, que afirmou no SXSW que, no futuro, os smartphones não utilizarão aplicativos como conhecemos hoje.

    Aplicativos serão substituídos por Inteligência Artificial

    O cofundador e CEO da Nothing, Carl Pei, acredita que, no futuro, não existirão mais aplicativos como os atuais nos celulares, mas sim agentes de Inteligência Artificial.

    Pei participou do evento SXSW, em Austin, no Texas (EUA), onde falou sobre dispositivos desenvolvidos com foco em Inteligência Artificial, destacando que veremos uma queda no uso de aplicativos até lá.

    “Em termos de Inteligência Artificial em software, acho que as pessoas precisam entender que os aplicativos vão desaparecer”, explicou Pei. “Portanto, se você é fundador ou uma startup e o valor central do seu negócio está em um app, isso será impactado, queira você ou não”.

    O fundador da Nothing (e também responsável pela criação da OnePlus) afirmou que o primeiro passo já está acontecendo hoje, com ferramentas de Inteligência Artificial capazes de executar tarefas para o usuário — como reservar hotéis ou fazer pesquisas.

    Para Pei, o próximo passo será ainda mais interessante e ocorrerá quando a Inteligência Artificial conseguir prever as intenções do usuário, oferecendo sugestões que ajudem a alcançar seus objetivos.

    “Acho que a Inteligência Artificial se torna ainda mais poderosa quando começa a fazer sugestões para você”, afirmou. “Você não precisa ter uma ideia manualmente… Quando o sistema te conhece tão bem, ele sugere coisas que nem sabíamos que queríamos”.

    É nesse ponto que o líder da Nothing acredita que surgirá o primeiro celular realmente pensado para Inteligência Artificial, sendo capaz de realizar ações para o usuário sem necessidade de comandos diretos.

    “A forma como usamos os celulares hoje é muito antiquada. É anterior ao iPhone… Antes existiam os Palm Pilots e os PDAs. E, se você pensar na experiência do usuário, ainda é muito parecida. Temos telas de bloqueio, telas iniciais, aplicativos. Navegamos entre diferentes apps. Cada app ocupa a tela inteira. Existe uma loja de aplicativos para baixar mais apps. Não mudou muito nos últimos 20 anos”, explicou Pei. “É muito difícil fazer coisas em um celular. Por exemplo, queremos tomar um café. Existe uma intenção. Mas, para executá-la, precisamos dar vários passos em diferentes aplicativos. Podemos precisar usar quatro apps diferentes para tomar um café com alguém — um app de mensagens, um de mapas, um Uber e um calendário”.

    Para o executivo, os celulares do futuro devem ter um sistema operacional que não apenas conheça o usuário, mas também suas intenções. “Em vez de acessar todos os aplicativos manualmente, isso deve ser feito por meio da Inteligência Artificial”, concluiu.

    Caso tenha interesse, você pode conferir a conversa completa com Carl Pei realizada no SXSW.

    Amazon está desenvolvendo smartphone com IA integrada

  • Asteroide Ryugu contém bases do DNA e reforça hipótese sobre origem da vida

    Asteroide Ryugu contém bases do DNA e reforça hipótese sobre origem da vida

    A informação foi divulgada na revista científica Nature Astronomy e reforça a hipótese de que os elementos essenciais à vida podem ter origem no espaço

    Pesquisadores identificaram, pela primeira vez, a presença simultânea das cinco bases nitrogenadas que compõem o DNA e o RNA em amostras do asteroide Ryugu. Os resultados foram publicados em artigo na revista científica Nature Astronomy e reforçam a hipótese de que os elementos essenciais à vida podem ter origem no espaço.

    As análises foram realizadas a partir de material coletado pela missão japonesa Hayabusa2, que trouxe à Terra fragmentos do asteroide em condições consideradas praticamente livres de contaminação terrestre. Nas amostras, os cientistas detectaram adenina, guanina, citosina, timina e uracila, moléculas fundamentais para o armazenamento e a transmissão de informações genéticas.

    Segundo o estudo, as substâncias identificadas não têm origem biológica, mas resultam de processos químicos naturais ocorridos no ambiente espacial. A descoberta indica que compostos orgânicos complexos podem se formar em asteroides e, potencialmente, serem transportados para planetas por meio de impactos.

    Os pesquisadores também observaram diferenças na composição química quando compararam o material de Ryugu com o de outros corpos celestes analisados anteriormente. Isso sugere que cada asteroide pode apresentar uma história química própria, influenciada por fatores como temperatura, presença de água e exposição à radiação.

    Embora os resultados não comprovem a existência de vida fora da Terra, o estudo fortalece a hipótese de que os “blocos fundamentais” da vida são amplamente distribuídos no Sistema Solar. A partir desse cenário, cientistas consideram que parte dos ingredientes necessários para o surgimento da vida na Terra pode ter sido entregue por asteroides ao longo da formação do planeta.

    A pesquisa integra um conjunto crescente de evidências na área da astrobiologia, que busca compreender como moléculas orgânicas complexas se formam e evoluem fora da Terra. Os autores destacam que novas análises, incluindo amostras de outros asteroides, podem ampliar a compreensão sobre a origem química da vida.

    Asteroide Ryugu contém bases do DNA e reforça hipótese sobre origem da vida

  • Com que frequência limpar seus fones sem fio? Veja o ideal

    Com que frequência limpar seus fones sem fio? Veja o ideal

    Uso diário e acúmulo de sujeira exigem cuidados regulares para evitar bactérias e manter a qualidade do som. Especialistas indicam limpeza semanal ou mensal, dependendo da frequência de uso, além de orientações simples para higienizar corretamente os dispositivos

    Os celulares, sem dúvida, lideram a lista dos dispositivos eletrônicos mais usados no dia a dia. Logo atrás, estão os fones de ouvido sem fio, que se tornaram indispensáveis na rotina de muita gente.

    Por serem utilizados por longos períodos e, muitas vezes, durante atividades físicas, esses dispositivos acabam acumulando sujeira com mais facilidade, o que exige uma limpeza regular.

    Mas afinal, com que frequência é preciso higienizar os fones? A resposta depende do uso. Quanto maior a frequência, maior deve ser o cuidado para evitar o acúmulo de resíduos e a proliferação de bactérias, que podem causar até infecções.

    Para quem usa os fones diariamente, seja no trajeto entre casa e trabalho ou durante exercícios físicos, a recomendação é fazer a limpeza ao menos uma vez por semana. Já quem utiliza apenas ocasionalmente pode manter uma rotina mensal de higienização.

    Além da questão da saúde, a sujeira também pode afetar o desempenho do dispositivo. O acúmulo de resíduos pode obstruir as saídas de som, comprometendo a qualidade do áudio.

    Na hora da limpeza, é importante ter cuidado. Como são dispositivos pequenos e delicados, o processo deve ser feito com atenção e com os materiais adequados, garantindo uma higienização eficaz sem danificar os fones.

    Comece usando uma escova de dentes macia, que não tenha sido utilizada anteriormente, para limpar suavemente os fones. Em seguida, utilize um cotonete levemente umedecido com solução própria para produtos eletrônicos para remover sujeiras mais difíceis.

    Finalize com um pano de microfibra para retirar resíduos e qualquer excesso de produto de limpeza, garantindo que os fones permaneçam bem conservados, funcionando corretamente e devidamente higienizados.
     

    Com que frequência limpar seus fones sem fio? Veja o ideal

  • Google Maps testa botão que facilita envio de localização

    Google Maps testa botão que facilita envio de localização

    Nova função elimina etapas e permite compartilhar a localização com apenas um toque. Recurso ainda está em testes e pode chegar em breve para tornar o uso mais rápido e intuitivo, especialmente em situações com grande movimento

    O Google Maps está entre os aplicativos mais úteis da empresa, tanto para quem viaja e precisa se localizar em um novo lugar quanto para motoristas que buscam rotas e direções para chegar ao destino sem se perder.

    O app também permite compartilhar a localização em tempo real com amigos, recurso bastante útil em situações como festivais ou eventos com grande público. Ainda assim, essa função sempre foi considerada pouco prática por muitos usuários.

    Na versão atual, é preciso tocar no ponto azul que indica a própria localização no mapa para, só então, aparecer a opção de compartilhamento. Em seguida, o aplicativo gera um link que pode ser enviado por mensagens.

    Segundo o site Android Authority, esse processo pode ficar mais simples em breve. A Google está testando uma mudança que elimina a necessidade de tocar no ponto azul para compartilhar a localização.

    A novidade inclui um botão específico para essa função, que ficará visível diretamente na tela inicial do mapa, no canto inferior direito. Assim, o usuário poderá compartilhar sua localização com apenas um toque.

    A ideia é tornar o recurso mais acessível, principalmente para quem não conhece bem a funcionalidade, além de agilizar o processo.

    Por enquanto, o botão ainda está em fase de testes e deve ser disponibilizado em uma futura atualização do aplicativo.

    Google Maps testa botão que facilita envio de localização

  • Cade questiona Apple por não 'dificultar' Pix por aproximação no iPhone

    Cade questiona Apple por não 'dificultar' Pix por aproximação no iPhone

    Disputa com gigante da tecnologia une bancos e fintechs nos argumentos apresentados ao Conselho. À autarquia, empresa disse que desenvolvedores podem ter acesso ao seu sistema

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPSS) – A Apple é investigada pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) por restringir acesso ao sistema de pagamento por aproximação dos seus aparelhos desde o ano passado. O órgão de competição agora fez novos questionamentos à empresa por “dificultar” a modalidade de pagamento.

    Cade pergunta sobre a possibilidade de habilitar Pix por aproximação no iPhone e quais seriam as condições técnicas. O órgão quer tentar entender como empresas do ramo bancário poderiam ter acesso ao chip que permite realizar esse tipo de operação.

    A Apple tem até 30 de março para responder. Caso não responda, empresa terá de pagar multa diária de R$ 5 mil, podendo chegar a até R$ 100 mil por dia, levando em conta a situação da empresa infratora.

    Medida contrasta com o Android que permite Pix por aproximação desde o início. A modalidade estreou em 28 de fevereiro de 2025, e o Google (desenvolvedor do Android) entrou com pedido de licença para o Pix por aproximação no Banco Central. Assim, correntistas com celular com o sistema e com a função habilitada podem utilizar a funcionalidade sem pagamento de taxas adicionais.

    APPLE QUER TAXA PARA LIBERAR ACESSO À PAGAMENTO POR APROXIMAÇÃO

    Desde abril do ano passado, o Cade investiga por que a Apple “barra” o Pix por aproximação. O órgão diz que a empresa impõe “restrições e dificuldades” para que “outras carteiras tenham acesso à tecnologia NFC [tecnologia de pagamento por aproximação]”, que está disponível gratuitamente para Android.

    Centro da discussão é que a Apple cobra uma taxa para uso da tecnologia de aproximação via Apple Pay. No caso dos cartões de crédito, o valor é dividido pelas partes envolvidas; no caso do Pix, que é gratuito, não tem essa divisão. Segundo fontes do mercado, ter uma cobrança por operações Pix torna inviável habilitar a função em dispositivos Apple.

    O QUE DIZ A APPLE

    Apple diz que pagamento por aproximação não é essencial para o Pix. Em manifestação jurídica, a empresa argumenta que o recurso no Brasil está disponível primordialmente via QR Code, e que vários bancos no ecossistema iOS usam essa tecnologia para transferências grátis via Pix.

    A empresa cita que o uso de QR Code foi cerca de 2.571 vezes superior ao Pix por aproximação. Citando dados do Banco Central, a Apple diz que o uso da tecnologia por aproximação não é indispensável para o funcionamento do Pix. Além disso, o NFC pode ser usado, desde que sigam seus padrões de segurança.

    No ano passado, a Apple alegou que legislação brasileira não a impedia de cobrar uma taxa pelos seus serviços. Mesmo assim, nenhum banco quis habilitar o recurso de Pix por aproximação no iPhone.

    Cade questiona Apple por não 'dificultar' Pix por aproximação no iPhone

  • Governo aumenta classificação indicativa de oito redes sociais

    Governo aumenta classificação indicativa de oito redes sociais

    TikTok e Kwai foram reclassificadas de 14 para 16 anos; desde outubro de 2025, a interatividade digital passou a ser incorporada como critério na definição da faixa etária recomendada

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O Ministério da Justiça e Segurança Pública alterou a classificação indicativa de oito redes sociais usadas no Brasil e passou a recomendar idades mais altas para o uso das plataformas.

    O Quora passou de 12 para 18 anos. Plataformas como TikTok e Kwai foram reclassificadas de 14 para 16 anos, enquanto LinkedIn, Pinterest e Snapchat subiram de 12 para 16 anos. Já WhatsApp e Messenger passaram de 12 para 14 anos.

    A classificação indicativa informa a faixa etária recomendada para acesso ao conteúdo com base em riscos como violência, sexo, drogas e interatividade. Serve como orientação para pais e responsáveis, mas não impede o acesso, é o mesmo modelo usado para filmes e programas de TV.

    A portaria foi publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (18).

    A classificação indicativa a aplicativos digitais existe desde 2015, mas, até então, estava centrada principalmente no conteúdo audiovisual, com base em três eixos temáticos: sexo e nudez, violência e drogas.

    Desde outubro do ano passado, porém, a interatividade digital passou a ser incorporada como critério na definição da faixa etária recomendada para aplicativos, jogos eletrônicos e ferramentas de inteligência artificial.

    A portaria publicada nesta quarta atualiza a classificação indicativa para o ambiente digital com base nesses critérios.

    Enquanto isso, o ECA Digital, lançado na quarta-feira (18), transforma essas referências em obrigações mais amplas de proteção a crianças e adolescentes.

    Nesse contexto, a aferição de idade surge como o principal instrumento para dar efetividade às regras, ao exigir que as plataformas verifiquem a idade dos usuários e restrinjam o acesso quando necessário. Nesse caso, menores podem ser barrados ou ter acesso limitado.

    A ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados) será responsável por definir o modelo e as etapas de implantação das soluções de aferição de idade.

    Conforme antecipou a Folha de S.Paulo, as principais mudanças implementadas pela legislação são a proibição a recursos estimulantes como autoplay e rolagem infinita, aumento do rigor nas verificações de idade, veto a publicidades personalizadas para esse público, entre outras restrições.

    A exigência de autorização judicial prévia de responsáveis para monetizar ou impulsionar conteúdos produzidos por crianças e adolescentes, que já era prevista pelo ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) desde 1990, agora foi reforçada em relação aos ambientes digitais.

    Com a determinação, a lei passa a regular especificamente a categoria dos chamados “influenciadores mirins”.

    COMO FICOU A CLASSIFICAÇÃO DAS REDES SOCIAIS

    Classificação para 18 anos
    Quora (antes: 12 anos)

    Classificação para 16 anos
    TikTok (antes: 14 anos)
    Kwai (antes: 14 anos)
    LinkedIn (antes: 12 anos)
    Pinterest (antes: 12 anos)
    Snapchat (antes: 12 anos)

    Classificação para 14 anos
    WhatsApp (antes: 12 anos)
    Messenger (antes: 12 anos)

    Plataformas sem mudança
    Instagram: 16 anos
    X (antigo Twitter): 18 anos
    Threads: 16 anos
    Reddit, Discord, Poosting Rede Social, Twitch e Bluesky: 18 anos

    Governo aumenta classificação indicativa de oito redes sociais