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  • Alckmin: reunião de Lula e Trump destrava negociações técnicas

    Alckmin: reunião de Lula e Trump destrava negociações técnicas

    Presidente em exercício reafirmou que a principal prioridade do governo brasileiro é a retirada da sobretaxa de 40% aplicada pelos Estados Unidos a produtos nacionais desde agosto

    A reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, marcou o “passo mais importante” na reaproximação entre os dois países, disse nesta segunda-feira (27) o presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB).

    O encontro ocorreu no domingo (26), em Kuala Lumpur, na Malásia, e foi o primeiro diálogo direto entre os dois líderes desde que Trump voltou à Casa Branca. Segundo Alckmin, o gesto político abriu caminho para destravar as negociações sobre tarifas, investimentos e cooperação econômica.

    “O passo político foi dado com brilho e louvor. Agora é hora de avançar no lado técnico e estabelecer a pauta de trabalho”, disse Alckmin a jornalistas, em entrevista na portaria da Vice-Presidência da República, em Brasília. 

    Prioridade é o fim do tarifaço

    O vice-presidente reafirmou que a principal prioridade do governo brasileiro é a retirada da sobretaxa de 40% aplicada pelos Estados Unidos a produtos nacionais desde agosto. Alckmin voltou a dizer que a medida, que afeta setores industriais e do agronegócio, é considerada “inadequada”.

    “Essas tarifas de 10% [impostas em abril] mais 40% [impostas no fim de julho] são totalmente desproporcionais. A tarifa média do Brasil para os Estados Unidos é de apenas 2,7%. Precisamos resolver isso rapidamente”, afirmou.

    Segundo o Ministério do Desenvolvimento, cerca de 34% dos US$ 40 bilhões exportados pelo Brasil aos EUA no último ano foram impactados pelas sobretaxas. Em julho, a pasta tinha divulgado que o percentual tinha ficado em 35,9%, mas o número foi revisado levemente para baixo.

    O governo trabalha agora em duas frentes: pedir a suspensão temporária das tarifas durante as negociações técnicas e ampliar a lista de produtos isentos. Entre os itens que o Brasil tenta incluir na lista de exceções está o café, hoje sujeito a uma tarifa de até 50%.

    Negociações e próximos passos

    Alckmin coordena o grupo responsável pelas negociações com Washington, ao lado dos ministros das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e da Fazenda, Fernando Haddad. A expectativa é de que equipes técnicas dos dois países se reúnam nas próximas semanas.

    Durante viagem ao Japão nesta segunda, Trump classificou o encontro com Lula, ocorrido no domingo (26) na Malásia, como “muito bom”. O presidente estadunidense, no entanto, evitou prometer o fim imediato das tarifas. “Não sei se alguma coisa vai acontecer, mas veremos. Eles gostariam de fazer um acordo”, disse Trump.

    Lula, por sua vez, afirmou que Brasil e Estados Unidos devem “fazer um bom acordo” nas próximas rodadas de negociação.

    Datacenters

    Além da pauta tarifária, Alckmin destacou que os dois governos discutem temas não tarifários, como a instalação de datacenters (centros de dados) no Brasil e a atração de investimentos em energia renovável.

    O vice-presidente voltou a defender a aprovação da medida provisória dos datacenters, editada em setembro, que cria regras para o setor e é considerada essencial para atrair capital estrangeiro.

    “Essa iniciativa pode atrair investimentos, especialmente diante da escassez global de energia. O Brasil tem abundância de fontes limpas e renováveis”, disse.

    Nova fase diplomática

    Alckmin encerrou a entrevista classificando o gesto entre Lula e Trump como “um marco político que reposiciona o Brasil no cenário internacional”.

    “Foi uma importantíssima aproximação entre as duas maiores democracias do Ocidente. Agora começa uma fase importante para aprofundar os laços e buscar oportunidades concretas”, concluiu.

    Alckmin: reunião de Lula e Trump destrava negociações técnicas

  • Defesa de Cid decide não recorrer contra condenação e tenta revogar medidas cautelares

    Defesa de Cid decide não recorrer contra condenação e tenta revogar medidas cautelares

    Bolsonaro e demais condenados do núcleo central da trama golpista têm até segunda (27) para apresentar recursos; Supremo Tribunal Federal prevê prisões ainda neste ano

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – A defesa do tenente-coronel Mauro Cid decidiu não recorrer da decisão da Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) que o condenou a cumprir dois anos de reclusão por participação no núcleo central da trama golpista.

    A equipe de advogados avalia que a pena de dois anos já foi cumprida por Cid, se considerado o período em que ficou preso e submetido a medidas cautelares. A defesa pleiteia no Supremo a extinção da punição do tenente-coronel.

    “Proferida sentença, já cumprida a pena nela imposta, resta claro que não subsiste qualquer fundamento razoável para a manutenção de cautelares preventivas”, disse o advogado Cezar Bitencourt ao STF na sexta-feira (24).

    O ministro Alexandre de Moraes decidiu ainda não se debruçar sobre o pedido de extinção da pena de Cid porque o tema só deve ser tratado quando o processo contra o militar for encerrado no Supremo.

    Moraes apenas permitiu flexibilizar as regras impostas contra Mauro Cid para autorizar que ele participe, no sábado (1º), da festa de aniversário de 90 anos de sua avó materna, em Brasília.

    As defesas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete condenados pela participação no núcleo central da trama golpista têm até esta segunda-feira (27) para apresentar recurso contra a sentença proferida pela Primeira Turma do Supremo.

    O prazo se encerra às 23h59. Com a exceção de Cid, os demais condenados vão apresentar os embargos de declaração -recurso que aponta obscuridade, imprecisão, contradição ou omissão na sentença condenatória.

    O objetivo das defesas é reduzir as penas impostas pelo Supremo. Uma das teses que serão levantadas é a de que os crimes de golpe de Estado e abolição do Estado Democrático de Direito seriam os mesmos. Segundo esse entendimento, um crime deveria absorver o outro e a pena seria reduzida em cerca de oito anos.

    Foram condenados por integrar o núcleo central da trama golpista o ex-presidente Jair Bolsonaro (pena de 27 anos e três meses), o ex-ministro da Casa Civil Braga Netto (26 anos), o ex-ministro da Justiça Anderson Torres (24 anos), o ex-chefe da Marinha Almir Garnier Santos (24 anos), o ex-ministro do GSI Augusto Heleno (21 anos), o ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira (19 anos), o ex-chefe da Abin Alexandre Ramagem (16 anos e um mês) e o ex-ajudante de ordens Mauro Cid (dois anos).

    Sete dos oito réus foram condenados pelos crimes de golpe de Estado, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, organização criminosa, dano qualificado ao patrimônio público e deterioração do patrimônio tombado.

    A condenação de Ramagem se limitou aos três primeiros crimes porque a Câmara interrompeu parte do processo contra o deputado federal. Ele só deve responder pela invasão das sedes dos Poderes, de 8 de janeiro de 2023, após o término da atual legislatura.

    Mauro Cid teve a pena fixada em dois anos como resultado de seu acordo de colaboração premiada com a Polícia Federal. O militar pleiteava, como primeira opção, um perdão judicial. O Supremo entendeu que o benefício seria inconstitucional porque crimes contra o Estado de Direito não são passíveis de anistia.

    A expectativa no Supremo é que o julgamento dos recursos comece ainda nesta semana, de forma virtual.

    A jurisprudência do tribunal estabelece que as penas só devem ser cumpridas após o término do processo. Esse estágio é alcançado após a negativa do segundo embargo de declaração.

    A previsão é que as penas de prisão passem a ser cumpridas ainda este ano. Não está definido se Bolsonaro e os demais condenados ficarão presos em presídios comuns, unidades militares ou em regime domiciliar.

    Defesa de Cid decide não recorrer contra condenação e tenta revogar medidas cautelares

  • Moraes marca julgamento sobre denúncia da PGR contra Tagliaferro para 7 de novembro

    Moraes marca julgamento sobre denúncia da PGR contra Tagliaferro para 7 de novembro

    Eduardo Tagliaferro foi acusado pela PGR de cometer quatro crimes; ex-assessor do TSE está na Itália e promete fazer novas revelações contra ministro do STF

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ministro Alexandre de Moraes pautou para a próxima semana o julgamento na Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) do recebimento da denúncia contra seu antigo assessor Eduardo Tagliaferro.

    O julgamento terá início no dia 7 de novembro, com prazo final para a inclusão dos votos no dia 14. A Turma é composta pelos ministros Alexandre de Moraes (relator), Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Flávio Dino.

    A PGR (Procuradoria-Geral da República) acusou Tagliaferro de cometer os crimes de violação do sigilo funcional, coação no curso do processo, obstrução de investigação e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.

    A denúncia leva em conta o vazamento de mensagens de integrantes do gabinete de Moraes ao longo de 2022. Como a Folha de S.Paulo revelou, as conversas mostram que o ministro usou o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) fora do rito tradicional para produção de relatórios e abertura de investigações contra bolsonaristas.

    Eduardo Tagliaferro está na Itália e, nos últimos meses, participou de lives com apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), prometeu fazer novas revelações sobre Moraes e elaborou um dossiê para denunciar o ministro do Supremo no Parlamento europeu.

    Segundo o procurador Paulo Gonet, Tagliaferro “revelou informações confidenciais que obteve em razão do cargo ocupado, com o fim de obstruir investigações e favorecer interesse próprio e alheio”.

    A PGR ainda diz que a saída do Brasil demonstra o alinhamento do ex-assessor do TSE com a organização criminosa responsável pelos atos antidemocráticos.

    “O anúncio público recente (30.07.2025), em Estado estrangeiro, da intenção de revelar novas informações funcionais sigilosas, lançando, inclusive, campanha de arrecadação de recursos para financiar o seu intento criminoso, atende ao propósito da organização criminosa de tentar impedir e restringir o livre exercício do Poder Judiciário”, consta na denúncia.

    “Está clara a adesão ao objetivo de incitar novos atos antidemocráticos e provocar disseminação de notícias falsas contra a Suprema Corte”, acrescenta.
    A defesa de Tagliaferro diz que a denúncia é inepta por não descrever qual organização criminosa o ex-assessor teria integrado. “Para o crime de coação no curso do processo, não se narra uma conduta concreta que se amolde ao conceito jurídico de ‘grave ameaça’, elementar do tipo penal atribuído ao Defendente”, afirma o advogado Eduardo Kuntz.

    Moraes marca julgamento sobre denúncia da PGR contra Tagliaferro para 7 de novembro

  • Projeção do Focus de crescimento do PIB de 2025 passa de 2,17% para 2,16%

    Projeção do Focus de crescimento do PIB de 2025 passa de 2,17% para 2,16%

    A estimativa intermediária do Focus para o crescimento da economia brasileira em 2026 também diminuiu, de 1,80% para 1,78%. Um mês antes, era de 1,80%. Considerando só as 77 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, passou de 1,93% para 1,77%

    A mediana do relatório Focus para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2025 oscilou de 2,17% para 2,16%. Um mês antes, era de 2,16%. Considerando apenas as 79 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a estimativa caiu de 2,21% para 2,15%.

    O Banco Central diminuiu a sua estimativa de crescimento da economia brasileira este ano, de 2,1% para 2,0%, no Relatório de Política Monetária (RPM) do terceiro trimestre. Segundo a autarquia, a redução ocorreu devido aos efeitos, ainda incertos, do aumento das tarifas de importação pelos Estados Unidos da América, e a sinais de moderação da atividade econômica no terceiro trimestre. Esses fatores, porém, foram parcialmente compensados por prognósticos mais favoráveis para a agropecuária e para a indústria extrativa, disse.

    A estimativa intermediária do Focus para o crescimento da economia brasileira em 2026 também diminuiu, de 1,80% para 1,78%. Um mês antes, era de 1,80%. Considerando só as 77 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, passou de 1,93% para 1,77%.

    A mediana para o crescimento do PIB de 2027 passou de 1,82% para 1,83%. Quatro semanas antes, era de 1,90%. A estimativa intermediária para 2028 ficou estável, em 2,00%, pela 85ª semana seguida.

    Projeção do Focus de crescimento do PIB de 2025 passa de 2,17% para 2,16%

  • Selic no fim de 2025 continua em 15%; para 2026 segue em 12,25%, aponta Focus

    Selic no fim de 2025 continua em 15%; para 2026 segue em 12,25%, aponta Focus

    A mediana para a Selic no fim de 2026 continuou em 12,25%, pela 5ª semana consecutiva. Considerando só as 95 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana subiu de 12,13% para 12,25%

    A mediana do relatório Focus para a Selic no fim de 2025 permaneceu em 15,00% pela 18ª semana consecutiva, após o Comitê de Política Monetária (Copom) ter mantido os juros neste nível na mais recente decisão, no dia 17 de setembro.

    Na ata, o Copom reafirmou que o cenário é marcado por elevada incerteza, o que exige cautela na condução da política monetária. Repetiu também que seguirá vigilante, avaliando se a manutenção do nível corrente da taxa de juros por período bastante prolongado é suficiente para assegurar a convergência da inflação à meta.

    O colegiado detalhou que, “na medida em o cenário tem se delineado conforme esperado, o Comitê inicia um novo estágio em que opta por manter a taxa inalterada e seguir avaliando se, mantido o nível corrente por período bastante prolongado, tal estratégia será suficiente para a convergência da inflação à meta”.

    Considerando apenas as 96 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a mediana para a Selic no fim deste ano também seguiu em 15,00%.

    A mediana para a Selic no fim de 2026 continuou em 12,25%, pela 5ª semana consecutiva. Considerando só as 95 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana subiu de 12,13% para 12,25%.

    A projeção para o fim de 2027 continuou em 10,50% pela 37ª semana seguida. A mediana para a Selic no fim de 2028 se manteve em 10,00% pela 44ª semana consecutiva.

    Selic no fim de 2025 continua em 15%; para 2026 segue em 12,25%, aponta Focus

  • Lula: acordo entre EUA e Brasil não tem nenhuma implicação com a China

    Lula: acordo entre EUA e Brasil não tem nenhuma implicação com a China

    Lula diz que acordo com EUA não afeta relação com China nem compromete soberania
    Presidente reforça que negociações com Washington não têm condicionalidades e que o Brasil manterá relações autônomas com todos os parceiros comerciais, incluindo a China e a União Europeia

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta segunda-feira, 27, em entrevista coletiva em Kuala Lumpur (Malásia), que o acordo comercial em negociação com os Estados Unidos para reverter o tarifaço não altera a relação do Brasil com a China, principal parceiro comercial do País.

    “Isso não tem nenhuma implicação na relação do Brasil com a China. São coisas totalmente distintas”, disse Lula, ao responder se o diálogo com Washington exigiria algum tipo de reequilíbrio na política externa brasileira.

    O presidente afirmou que o Brasil continuará mantendo relações autônomas e equilibradas com todos os parceiros, incluindo a União Europeia. “Não há condicionalidade para que a gente possa fazer um acordo, e nem eu aceitaria condicionalidade. Os Estados Unidos estão de acordo com quem quiser, e eu faço acordo com quem quiser”, declarou.

    Lula reforçou que o Brasil busca ampliar sua presença econômica internacional com base no pragmatismo e na defesa da soberania. “Vamos fazer o acordo o mais rápido possível, mas mantendo a liberdade de relação com todos os países.”

    Lula: acordo entre EUA e Brasil não tem nenhuma implicação com a China

  • Aliados de Bolsonaro focam elogio de Trump, e base de Lula exalta lucro político com soberania

    Aliados de Bolsonaro focam elogio de Trump, e base de Lula exalta lucro político com soberania

    Aliados de Bolsonaro exaltam elogio de Trump, enquanto base de Lula comemora avanços diplomáticos
    Após a reunião entre Lula e Trump na Malásia, bolsonaristas tentam capitalizar fala do americano sobre o ex-presidente, enquanto petistas destacam o diálogo e o progresso nas negociações sobre tarifas impostas aos produtos brasileiros

    (CBS NEWS) – Aliados de Jair Bolsonaro (PL) buscaram destacar o elogio de Donald Trump ao ex-presidente, enquanto os de Lula (PT) foram às redes sociais para elogiar o avanço nas conversas entre Brasil e EUA e destacar a defesa da soberania –que se tornou uma das principais bandeiras do petismo neste ano.

    A disputa de versões mobilizou os dois grupos políticos neste domingo (26) depois da reunião de Lula com Trump em Kuala Lumpur, na Malásia, para discutir as tarifas impostas pelo americano.

    O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) recorreu às imagens do encontro para apontar um suposto incômodo do presidente brasileiro com elogio de Trump ao ex-presidente.

    Eduardo está nos Estados Unidos articulando sanções contra as autoridades brasileiras e virou alvo da esquerda e de parte da direita, crítica à sua atuação referente ao tarifaço a produtos brasileiros. As sanções comerciais foram um ponto de inflexão na atuação dos bolsonaristas neste ano e se tornaram a principal vulnerabilidade política do grupo.

    Trump foi questionado por jornalistas sobre Bolsonaro e disse que se sente mal pelo que aconteceu com ele. Afirmou que sempre gostou do ex-chefe do Executivo brasileiro. Em seguida, indagado se essa situação seria tratada na reunião com Lula, o republicano respondeu: “Não é da sua conta”.

    Em postagem em seu perfil no X (ex-Twitter), Eduardo afirmou que há “na mesa um assunto que claramente incomoda o ex-presidiário: BOLSONARO”. O texto acompanha vídeo no qual os dois presidentes respondem a perguntas da imprensa na manhã deste domingo.

    Na sequência das publicações de Eduardo, influenciadores bolsonaristas foram às redes socias dizer que governo brasileiro ainda não anunciou avanço nas negociações pelo fim do tarifaço. E o principal destaque que buscaram dar foi ao elogio de Trump a Bolsonaro.

    O vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL) replicou uma publicação que questiona a fala do chanceler Mauro Vieira sobre a reunão ter sido “muito positiva”, mas que só agora vai começar a negociação. “Deve ser a terceira reunião e os caras que atacam diariamente Trump se fazem de idiotas para enganar outros idiotas”, escreveu.

    Já o deputado estadual de Minas Gerais Bruno Engler (PL) disse, na mesma toada de Eduardo: “Lula, visivelmente desconfortável, ouve o apoio ao capitão feito pelo norte-americano que sempre compara à caça às bruxas. Isso incomoda o petista, que defende o regime junto ao STF”.

    Além da esquerda, até mesmo uma ala da direita utilizou o episódio para dizer que a atuação de Eduardo estaria beneficiando Lula. Como a Folha mostrou no último dia 19, aliados do ex-presidente já admitiam ver o petista lucrando positivamente com o avanço das negociações. A expectativa deles é de que ao menos parte das tarifas deve ser revista.

    O ex-ministro da Educação de Bolsonaro Abraham Weintraub, que rompeu com o clã, debochou: “Estratégia 4D do Trump para pegar o Lula desprevenido. Confie no bananinha! Aguarde mais 72 horas!”.

    O movimento de ataques ao deputado federal foi antecipado por seus aliados, que na noite de sábado (25) fizeram publicações nas redes sociais em sua defesa.

    “Eduardo é um guerreiro silencioso, que trabalha nos bastidores com lealdade e coragem. Sua missão nunca foi apenas um mandato, mas a defesa de um ideal. 

    Diferentemente de muitos que hoje trabalham para desmerecer o grande trabalho que ele fez, e continua fazendo por todos nós”, afirmou o deputado federal Mário Frias (PL-RJ).

    O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), classificou o encontro de Lula e Trump como “sensacional, pois fica provado que o tarifaço nunca foi culpa do Eduardo Bolsonaro e sim do Lula”.

    O parlamentar disse ainda torcer para que o governo brasileiro consiga renegociar as tarifas. “Demorou tanto tempo agir. Espero que mesmo atrasado resolva”, completou.

    Parlamentares de esquerda e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), celebraram o encontro entre os dois chefes de Estado.

    “Cumprimento os presidentes Lula e Donald Trump pelo importante encontro de hoje. Fico feliz em ver que o diálogo e a diplomacia voltam a ocupar o centro das relações entre Brasil e Estados Unidos. Quando líderes escolhem conversar, a história agradece”, disse.

    A reunião entre os dois chefes de Estado foi usada como munição para a esquerda destacar o papel de Lula na negociação das sobretaxas impostas pelo governo dos EUA a produtos do Brasil.

    O senador Humberto Costa (PT-PE) destacou que a conversa teve “avanços imediatos na agenda comercial e na busca de soluções para as tarifas e sanções”. “Assim se faz política externa –com respeito, soberania e determinação!”, ressaltou em seu perfil no X.

    O deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) disse que Lula se comportou como um estadista diante das tarifas impostas por Trump. Com isso, disse, o presidente está “recuperando as boas relações comerciais entre os dois países”. “Lula agiu bem desde a imposição das sanções e agora, colhe os frutos!”, concluiu.

    O deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) escreveu nas redes que a reunião entre os dois foi produtiva e “resultou no restabelecimento do diálogo e da parceria entre Brasil e Estados Unidos, superando divergências anteriores orquestrada pelos traidores da pátria”.

    Já o ex-ministro da Justiça Tarso Genro (PT) ironizou Eduardo e o ex-comentarista da Jovem Pan Paulo Figueiredo, afirmando que ambos ficarão sem passaporte após o encontro entre os dois líderes.

    Aliados de Bolsonaro focam elogio de Trump, e base de Lula exalta lucro político com soberania

  • Lula participa de Cúpula da Ásia do Leste

    Lula participa de Cúpula da Ásia do Leste

    Presidente Lula participa de cúpula na Malásia e reforça diálogo com líderes internacionais
    No quinto dia de viagem pela Ásia, Lula discute tarifas com Trump, destaca cooperação com países do Sudeste Asiático e participa da Cúpula da Ásia do Leste em Kuala Lumpur

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpre, nesta segunda-feira (27), o seu quinto dia de agenda no Sudeste Asiático. Em Kuala Lumpur, capital da Malásia, ele participa da abertura da 20ª Cúpula da Ásia do Leste. Em seguida, será recebido em um jantar de gala, oferecido pelo presidente da Malásia, Anwar Ibrahim, e pela primeira-dama, Wan Azizah Wan Ismail.  

    Lula está em viagem pelo Sudeste Asiático desde quinta-feira passada (23). Ele realizou visita oficial à Indonésia, onde tratou principalmente da cooperação econômica entre o Brasil e o país asiático. No dia 24, embarcou para Kuala Lumpur, na Malásia, onde participou da 47ª Cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) e do Fórum Bilateral Brasil-Malásia e cumpriu uma série de encontros bilaterais. 

    Tarifas

    Uma dessas reuniões foi com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. No encontro, os dois líderes debateram as tarifas impostas a produtos brasileiros, a situação da Venezuela e a 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas – COP 30, a ser realizada em Belém, em novembro deste ano.

    Em entrevista após a reunião, Lula disse que está otimista em relação à suspensão do tarifaço imposto pelos Estados Unidos e que, em poucos dias, os países deverão chegar a um acordo.

     

     

    Lula participa de Cúpula da Ásia do Leste

  • Eduardo Bolsonaro sugere que Jair Bolsonaro foi tema no encontro entre Lula e Trump

    Eduardo Bolsonaro sugere que Jair Bolsonaro foi tema no encontro entre Lula e Trump

    Eduardo Bolsonaro publicou nas redes sociais um vídeo em que Donald Trump comenta a situação do ex-presidente brasileiro antes de se reunir com Luiz Inácio Lula da Silva. O republicano afirmou gostar de Bolsonaro e disse sentir-se mal com o que vem acontecendo com ele no Brasil

    O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, publicou em sua conta na rede social X um trecho da entrevista coletiva que antecedeu a reunião entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, na qual Trump é questionado sobre o ex-presidente brasileiro.

    Eduardo Bolsonaro comentou: “Lula encontra Trump e, na mesa, um assunto que claramente incomoda o ex-presidiário: BOLSONARO. Imagine o que foi tratado a portas fechadas?”, escreveu o deputado.

    No vídeo, Trump afirma que sempre gostou de Bolsonaro, diz que se sente muito mal com o que tem acontecido com ele no Brasil e o descreve como um negociador duro. “Mas, você sabe, ele está passando por muita coisa”, diz o ex-presidente americano, em referência à prisão domiciliar de Jair Bolsonaro.

    Eduardo Bolsonaro sugere que Jair Bolsonaro foi tema no encontro entre Lula e Trump

  • Hugo Motta diz que diálogo volta a ocupar relação entre Brasil e EUA

    Hugo Motta diz que diálogo volta a ocupar relação entre Brasil e EUA

    A conversa e as negociações de Lula com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foram elogiada pela esqueda, centro e alguns políticos de direita; bolsonaristas tantam minimizar o impacto do encontro

    O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse neste domingo (26) que o diálogo e a diplomacia voltaram a ocupar as relações entre o Brasil e os Estados Unidos.

    A manifestação foi divulgada nas redes sociais após a reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente Donald Trump, em Kuala Lumpur, na Malásia.

    “Cumprimento os presidentes Lula e Trump pelo importante encontro de hoje. Fico feliz em ver que o diálogo e a diplomacia voltam a ocupar o centro das relações entre Brasil e Estados Unidos. Quando líderes escolhem conversar, a História agradece. Foi assim nas grandes viradas do mundo, sempre pela palavra, nunca pelo silêncio. A Câmara continua à disposição de nossa diplomacia, votando assuntos importantes sobre o tema e comprometida em servir ao país”, disse Motta.  

    Mais repercussões

    Após o encontro, parlamentares do governo também foram às redes sociais celebrar o início do diálogo entre os governos brasileiro e norte-americano. 

    O senador Jaques Wagner (PT-BA) disse que a reunião demonstrou a defesa da soberania do país. 

    “Diálogo sempre! As negociações sobre o tarifaço têm avançado, e o tom da conversa foi de respeito e cooperação. O presidente Lula mostrou, mais uma vez, por que é um dos maiores estadistas do nosso tempo, sempre aberto ao diálogo, mas extremamente firme na defesa da nossa soberania e do povo brasileiro”, disse o senador. 

    O senador Humberto Costa (PT-PE) considerou que a reunião entre os presidentes é “uma vitória do povo brasileiro”.  

    “Contra todas as expectativas, a soberania e o interesse nacional prevalecem. Presidente Lula se reúne com Donald Trump em um encontro cordial e produtivo. Foco em um acordo comercial equilibrado. Uma vitória do povo brasileiro e da nossa diplomacia”, comentou.  

    Hugo Motta diz que diálogo volta a ocupar relação entre Brasil e EUA