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  • Como sair do rotativo, o crédito mais caro do mercado

    Como sair do rotativo, o crédito mais caro do mercado

    O crédito pessoal e o crédito consignado são opções de empréstimo mais baratos que o juro do cartão de crédito em atraso; veja outras dicas para diminuir suas dívidas em cartões de crédito!

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Com juro mensal de 15,14%, em média, o rotativo é o mais caro dos créditos a pessoas físicas. Por regra do BC, esta modalidade só pode ser utilizada até a próxima fatura. Ou seja, o rotativo só pode ser cobrado por, no máximo, 30 dias.

    Após esse período, o montante devido entra no parcelamento automático, com juro de 8,86% ao mês, em média.

    Isso significa que R$ 1.000 em atraso no cartão viram R$ 1.151,40 em 30 dias. No segundo mês de atraso, o total vai para R$ 1.253,41. São mais de R$ 250 apenas em juros. Sem falar no IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) adicional e diário e na multa por atraso.

    Porém, pela Lei do Desenrola, os juros aplicados ao montante devido não podem ultrapassar os 100%. Ou seja, o valor original da dívida pode, no máximo dobrar. Neste caso hipotético, a cobrança poderia ser de até R$ 2.000, independente de quanto tempo a fatura está em atraso.

    Para evitar este gasto, especialistas recomendam a troca de dívida do cartão por um empréstimo mais barato. Porém, antes de contrair mais dívidas, é preciso organizar a vida financeira na ponta do lápis, separando os gastos por classe, como saúde, alimentação, moradia e mobilidade, com as sub-classes essencial e não essencial, como supermercado e delivery, por exemplo. Assim, é possível identificar o custo de vida e desenhar um plano de reestruturação e reorganização financeira.

    “A primeira coisa é ver exatamente quanto entra e quanto sai no seu orçamento. Quando não se sabe o custo do padrão de vida, muito provavelmente vai se gastar mais do que tem”, diz Carlos Castro, planejador financeiro da Planejar.

    Gustavo Riess, sócio e assessor de investimentos da Ável, vai na mesma linha. “Primeiro, é preciso ter clareza sobre o que está acontecendo e refletir sobre as próprias finanças.”

    Depois dos ganhos e gastos identificados, é preciso entender a dívida e sua composição. Quanto se deve de compras parceladas e qual é o valor de juros e de encargos.

    “Muita gente acha que deve X reais, quando na verdade boa parte disso já é custo por ter deixado de pagar no mês anterior. Sem esse raio-x, qualquer plano de quitação fica frágil”, diz Carol Stange, planejadora financeira.

    Se o devedor tiver dinheiro investido, o recomendado é fazer o resgate para pagar a dívida, dizem os especialistas. Porém, se não houver uma reserva, é preciso desenhar um plano para ficar adimplente.

    O indicado é mapear a capacidade real de pagamento, que é o valor mensal que é possível comprometer com esse pagamento, sem deixar de pagar necessidades básicas. “É esse valor que vai definir se a melhor saída será renegociar, parcelar ou buscar um crédito mais barato para substituir o rotativo”, afirma Carol.

    O crédito pessoal e o crédito consignado são opções de empréstimo mais baratos que o juro do cartão de crédito em atraso. Segundo dados do BC, eles estão, em média, a 5,29% e a 1,99% ao mês, respectivamente. O custo varia de acordo com o banco, a modalidade do consignado (INSS, servidor ou CLT) e o cliente, então vale buscar a melhor oferta.

    No caso do consignado, como as parcelas são descontadas direto do salário ou da aposentadoria, é importante calcular se elas não farão falta no mês, de modo a não se endividar novamente.

    “É preciso tomar muito cuidado ao pegar um empréstimo para quitar a fatura do cartão para não entrar em um buraco cada vez maior”, diz Riess.

    Os planejadores também ressaltam a importância de entrar em contato com a instituição financeira e negociar condições mais favoráveis.

    “Os bancos preferem renegociar a correr o risco de inadimplência. Por isso, costumam oferecer alternativas como prazos mais longos, que aliviam o impacto no orçamento mensal, e, em alguns casos, até descontos em juros acumulados para facilitar a quitação”, afirma Carol.

    Também vale pedir dinheiro emprestado a familiares ou amigos, desde que bem combinado. “Faça um contrato, não fique apenas na fala. Esse empréstimo pode gerar conflito e até ruptura na relação. Mesmo que esse contrato não tenha valor jurídico, ele terá valor moral”, diz Castro.

    O planejador também indica os feirões de birôs de crédito que oferecem descontos.

    Depois de quitar as dívidas, é importante manter hábitos financeiros saudáveis para evitar um novo endividamento.

    “O brasileiro tende a considerar o limite do cartão como um complemento à renda, e cada um tem, em média, três cartões”, afirma Castro -segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, da CNC (Confederação Nacional do Comércio), 79,2% das famílias brasileiras estão endividadas e 30,5% estão com contas em atraso. Já 13% não terão condições de pagar.

    Dados do Banco Central mostram que a maior parte das faturas do cartão de crédito de pessoas físicas não são quitadas integralmente até o seu vencimento. Em agosto, 60,48% do valor que entrou no rotativo -modalidade acionada quando a fatura não é paga integralmente até o vencimento- não foi pago em 30 dias, entrando automaticamente no parcelamento da fatura.

    Já o índice de atraso do parcelamento é de 13,21%. Ambos os percentuais de atraso são os maiores da série histórica, iniciada em 2011.

    Se for difícil controlar os gastos no cartão de crédito, é possível reduzir o limite mensal, ou trocá-lo por um cartão pré-pago, em que o gasto é limitado ao valor de recarga. Outra dica é que se não for possível pagar a fatura do cartão na íntegra, opte por parcelá-la antes do vencimento, de modo a evitar o rotativo.

    Além disso, especialistas aconselham que se continue economizando até construir uma reserva financeira que equivalha de seis a doze meses de gastos.

    PASSO A PASSO PARA SAIR DO ROTATIVO:

    Identificar e reestruturar o custo de vida;
    Entenda a composição da dívida ;
    Mapeie a capacidade real de pagamento;
    Se tiver investimentos, resgate para pagar a dívida;
    Senão, a troque por uma mais barata;
    Mantenha hábitos financeiros saudáveis após quitar a dívida;
    Construir uma reserva financeira de 6 a 12 meses de despesas.

    Como sair do rotativo, o crédito mais caro do mercado

  • Aliados de Lula comemoram reunião com Trump e 'postura firme' do presidente

    Aliados de Lula comemoram reunião com Trump e 'postura firme' do presidente

    O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), declarou que o encontro simboliza a “volta de um Brasil que fala de igual a igual com o mundo”. Segundo Lindbergh, o presidente foi “firme” ao cobrar o fim da tarifa de 50% sobre produtos brasileiros e deixou claro que está aberto ao diálogo.

    Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usaram o X para comemorar a reunião que ele teve hoje na Malásia com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A estratégia dos governistas foi a de capitalizar a postura de Lula como um \”estadista\” e um político de diálogo com \”postura forte\”, após os meses em que a Casa Branca esteve fechada para o governo brasileiro.

    O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), declarou que o encontro simboliza a \”volta de um Brasil que fala de igual a igual com o mundo\”. Segundo Lindbergh, o presidente foi \”firme\” ao cobrar o fim da tarifa de 50% sobre produtos brasileiros e deixou claro que está aberto ao diálogo.

     

    \”As equipes dos dois governos começam a negociar imediatamente um novo acordo comercial, capaz de proteger os empregos e a indústria nacional. Lula age com pragmatismo e responsabilidade, buscando saídas concretas para revogar as sanções políticas e econômicas sem abrir mão da autodeterminação do Brasil\”, disse Lindbergh.

     

    Lindbergh também atacou a família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), sugerindo que eles sofreram um revés ao ver um aliado tratando Lula cordialmente.

     

    \”Dá para imaginar o clima na família Bolsonaro neste domingo ver o \’ídolo\’ deles recebendo Lula com respeito, depois de dedicarem anos de bajulação e subserviência, deve ser um golpe duro no orgulho da turma que sonhava com um Brasil colonizado\”, disse o líder do PT na Câmara.

     

    Já o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), disse que Lula mostrou que é \”um dos maiores estadistas do nosso tempo\” e também citou que o presidente adotou uma \”postura firme\”. \”Independente de quem esteja do outro lado da mesa, o Brasil e o nosso povo sempre estarão em primeiro lugar\”, disse Wagner.

     

    O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), sugeriu que Trump teria ficado encantado com o \”carisma\” de Lula durante o encontro na Malásia. \”Tem coisa que nem a inteligência artificial consegue prever. Mas aconteceu: Lula e Trump lado a lado. Eu te entendo, Trump, é difícil resistir ao carisma do nosso presidente\”, disse Rodrigues.

     

    O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que o Brasil manterá a relevância no cenário mundial se \”defender respeito e a soberania\”. \”O mundo precisa fortalecer os mecanismos do multilateralismo. É em mais diálogo e não em imposições que resolveremos os problemas do planeta\”, completou.

     

    Na Esplanada, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, publicou uma análise da reunião entre Lula e Trump. Segundo ele, a reunião marcou um \”novo olhar\” mais pragmático e menos ideológico de Washington à Brasília. O ministro disse também que Lula saiu vencedor do encontro e pregou a derrota sobre Bolsonaro e governadores da direita que são pré-candidatos à Presidência da República em 2026.

     

    \”E ganha, claro, Lula. Mostra-se ao mundo como negociador experiente, capaz de defender o Brasil sem bravata, sem submissão. A velha escola sindical ainda funciona: ouvir, dialogar, arrancar resultados\”, disse Marinho.

     

    O secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços (SDIC), Uallace Moreira, destacou a atuação do chefe, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) e presidente em exercício, Geraldo Alckmin, além de Lula durante a crise tarifária. Moreira disse também que a conversa na Malásia foi uma \”aula de diplomacia e negociação estratégica\”.

     

    \”O presidente Lula e o vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin desde o início construíram uma estratégia de negociação colocando em primeiro lugar a soberania do Brasil, com a clareza de defender o setor produtivo brasileiro e os empregos\”, afirmou o secretário.

    Aliados de Lula comemoram reunião com Trump e 'postura firme' do presidente

  • Eduardo diz que Lula ficou incomodado por elogio de Trump a Bolsonaro

    Eduardo diz que Lula ficou incomodado por elogio de Trump a Bolsonaro

    Em postagem em seu perfil no X (ex-Twitter), o congressista afirmou que há “na mesa um assunto que claramente incomoda o ex-presidiário: BOLSONARO”. O texto acompanha vídeo no qual os dois presidentes respondem a perguntas da imprensa na manhã deste domingo.

    LUCAS MARCHESINI
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) disse neste domingo (26) que Lula (PT) ficou incomodado pelo elogio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) antes de reunião entre os dois na Malásia.

    Em postagem em seu perfil no X (ex-Twitter), o congressista afirmou que há “na mesa um assunto que claramente incomoda o ex-presidiário: BOLSONARO”. O texto acompanha vídeo no qual os dois presidentes respondem a perguntas da imprensa na manhã deste domingo.

    Trump é questionado sobre o ex-presidente e diz que se sente mal pelo que aconteceu com ele e que sempre gostou do ex-chefe do Executivo brasileiro. Em seguida, indagado se essa situação seria tratada na reunião com Lula, o republicano respondeu: “Não é da sua conta”.

    O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), comemorou o encontro entre os dois chefes de Estado.

    “Cumprimento os presidentes Lula e Donald Trump pelo importante encontro de hoje. Fico feliz em ver que o diálogo e a diplomacia voltam a ocupar o centro das relações entre Brasil e Estados Unidos. Quando líderes escolhem conversar, a história agradece”, disse.

    A reunião entre os dois chefes de Estado foi usada como munição para a esquerda destacar o papel de Lula na negociação das sobretaxas impostas pelo governo dos EUA a produtos do Brasil.
    O senador Humberto Costa (PT-PE) destacou que a conversa teve “avanços imediatos na agenda comercial e na busca de soluções para as tarifas e sanções”. “Assim se faz política externa -com respeito, soberania e determinação!”, ressaltou em seu perfil no X.

    O deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) disse que Lula se comportou como um estadista diante das tarifas impostas por Trump. Com isso, disse, o presidente está “recuperando as boas relações comerciais entre os dois países”. “Lula agiu bem desde a imposição das sanções e agora, colhe os frutos!”, concluiu.

    O deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) escreveu nas redes que a reunião entre os dois foi produtiva e “resultou no restabelecimento do diálogo e da parceria entre Brasil e Estados Unidos, superando divergências anteriores orquestrada pelos traidores da pátria”.

    Já o ex-ministro da Justiça Tarso Genro (PT) ironizou Eduardo e o ex-comentarista da Jovem Pan Paulo Figueiredo, afirmando que ambos ficarão sem passaporte após o encontro entre os dois líderes.

    Eduardo diz que Lula ficou incomodado por elogio de Trump a Bolsonaro

  • FGV: Reforma Casa Brasil pode adicionar R$ 52,9 bi ao PIB e quase R$ 20 bi em impostos

    FGV: Reforma Casa Brasil pode adicionar R$ 52,9 bi ao PIB e quase R$ 20 bi em impostos

    Voltado para a classe média, o Reforma Casa Brasil prevê R$ 40 bilhões em crédito habitacional destinados a reformas e ampliações de residências de famílias que já têm casa própria, mas enfrentam problemas estruturais ou de inadequação nas edificações.

    O programa Reforma Casa Brasil, lançado na semana passada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tem potencial para adicionar R$ 52,9 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Além disso, a arrecadação de impostos pela demanda gerada pela medida pode aumentar em quase R$ 20 bilhões. O cálculo é de um estudo do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), antecipado com exclusividade para o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

    Voltado para a classe média, o Reforma Casa Brasil prevê R$ 40 bilhões em crédito habitacional destinados a reformas e ampliações de residências de famílias que já têm casa própria, mas enfrentam problemas estruturais ou de inadequação nas edificações. Caso esses R$ 40 bilhões fossem liberados em um único ano, o impacto total sobre o PIB da construção, que engloba tanto as empresas quanto o segmento de autoconstrução, foi estimado em R$ 17,7 bilhões.

    “Esse valor corresponde a 4,9% do PIB setorial estimado para 2024. Considerando a economia como um todo, esse efeito poderia acrescentar 0,38 ponto porcentual ao PIB por conta da soma dos efeitos diretos (construção), indiretos (seus fornecedores) e induzidos (gasto da renda resultante dos dois primeiros)”, apontaram os autores do estudo Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção no Ibre/FGV, e os consultores do instituto Marco Brancher e Robson Gonçalves.

     

    Os efeitos indiretos referem-se ao aumento na demanda da indústria e do comércio de materiais, totalizando outros R$ 35,2 bilhões, o equivalente a 4,8% da produção desses elos da cadeia produtiva da construção.

     

    \”O setor da construção em si, que é o que produz as edificações, a infraestrutura, que faz as reformas, ele demanda outros bens e serviços de outros setores da economia para fazer esse produto. Então ele demanda o tijolo, demanda o cimento, contrata mão de obra, serviços, ele fornece alimentação para essa mão de obra. Ele movimenta a indústria de materiais, movimenta o comércio atacadista e varejista. Essa movimentação, por sua vez, gera mais emprego e mais renda. Uma coisa é o próprio setor que contrata mão de obra para fazer a sua produção, outra coisa são os outros setores que também contratam mão de obra, movimentam a atividade, para entregar para a construção os insumos necessários para eles fazerem as obras e as reformas. Tem uma cadeia\”, justificou Ana Maria Castelo.

     

    O programa levaria ainda a um aumento significativo na arrecadação de impostos: considerando os efeitos diretos, indiretos e induzidos, o Reforma Casa Brasil elevaria o montante de tributos arrecadados em R$ 19,6 bilhões, o equivalente a quase metade do valor de crédito anunciado, ressaltaram os pesquisadores. Segundo o estudo, o avanço na arrecadação é explicado, principalmente, pelos \”fortes efeitos de encadeamento produtivo que o setor da construção é capaz de gerar, beneficiando o conjunto da economia\”.

     

    \”No final, tudo vai depender de como o recurso vai ser operacionalizado, de como ele vai ser liberado\”, ponderou Castelo.

     

    Segundo ela, o programa tem potencial para suprir uma lacuna importante relativa às carências habitacionais do País, mas é necessário que o governo acompanhe e corrija a tempo eventuais distorções, para que os efeitos não se diluam. Castelo menciona dados da Fundação João Pinheiro, apontando que, em 2023, 27,6 milhões de domicílios apresentavam algum tipo de inadequação, o equivalente a 40,8% das moradias urbanas duráveis do País.

     

    \”Hoje, o maior gargalo está justamente na questão da mão de obra\”, explicou Castelo. \”Se eventualmente as pessoas tiverem de dificuldade de contratar mão de obra, isso pode já gerar de cara uma dificuldade de contratação do crédito. Então o governo vai ver necessariamente um atendimento aquém do que estava esperando, e aí precisa agir no sentido de treinar mais pessoas voltadas para isso, ver como pode resolver essa questão\”, exemplificou.

     

    O governo federal tem adotado diferentes medidas para estimular o setor da construção, mas o empresariado do segmento já relatava dificuldades para contratar trabalhadores. Nesse cenário, a construção sustenta atualmente o maior salário médio de admissão com carteira assinada entre as principais atividades econômicas do País, de acordo com o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), do Ministério do Trabalho. O salário médio de admitidos na construção foi de R$ 2.462,70 em agosto, ante R$ 2.295,01 na média global de todos os contratados.

     

    \”O setor de construção é o que tem apresentado o maior salário médio em relação aos demais setores\”, ressaltou Janaína Feijó, pesquisadora do Ibre/FGV. \”A gente sabe que está ocorrendo uma escassez de mão de obra na construção civil. Os empregadores têm buscado mão de obra, mas não tem. A forma como eles encontram de atrair essa mão de obra é oferecendo maiores salários. E mesmo oferecendo maiores salários, às vezes não encontram mão de obra para suprir os seus cronogramas de atividade.\”

     

    Embora o setor vivencie um momento de forte escassez de mão de obra, a Sondagem da Construção da FGV sugere que as empresas do segmento operam com relativa ociosidade e níveis de estoque considerados, majoritariamente, adequados, o que tende a reduzir o impacto inflacionário do programa via preços de material de construção.

     

    O Índice Nacional de Custo da Construção – Disponibilidade Interna (INCC-DI), apurado pela FGV, acumulou alta de 6,78% nos 12 meses encerrados em setembro. Enquanto o componente Mão de Obra respondeu por 4,06 pontos porcentuais dessa taxa de inflação em 12 meses, Materiais, Equipamentos e Serviços contribuíram com 2,72 pontos porcentuais, ou seja, a inflação da construção já vem sendo pressionada pelo custo do trabalho.

    FGV: Reforma Casa Brasil pode adicionar R$ 52,9 bi ao PIB e quase R$ 20 bi em impostos

  • Lula se coloca à disposição de Trump para atuar como mediador de tensão com Venezuela

    Lula se coloca à disposição de Trump para atuar como mediador de tensão com Venezuela

    Segundo o chanceler Mauro Vieira, Lula afirmou ao americano que a América do Sul é uma região de paz e que o Brasil estaria disposto a atuar pra a promoção da paz e do entendimento entre as nações.

    VICTORIA DAMASCENO
    KUALA LAMPUR, MALÁSIA (CBS NEWS) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se colocou à disposição do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para atuar como mediador da crescente tensão militar entre Washington e a Venezuela.

    Segundo o chanceler Mauro Vieira, Lula afirmou ao americano que a América do Sul é uma região de paz e que o Brasil estaria disposto a atuar pra a promoção da paz e do entendimento entre as nações.
    “[Lula] levantou o tema, disse que a América Latina e América do Sul, especificamente onde estamos, é uma região de paz e ele se prontificou a ser um contato, ser um interlocutor, como já foi no passado, com a Venezuela para se buscar soluções que sejam mutuamente aceitáveis e corretas entre os dois países”, afirmou.

    Lula e Trump se encontraram na tarde deste domingo (26) em Kuala Lampur, na Malásia, onde participam da cúpula da Asean (Associação das Nações do Sudeste Asiático, em português). O encontro ocorreu por volta das 16h do horário local (5h de Brasília) e durou cerca de 50 minutos.

    O tema principal da conversa foram as tarifas impostas pelo americano ao Brasil, mas outros assuntos também foram tratados.
    Antes de entrar na conversa com o petista, Trump afirmou que a Venezuela não seria um assunto da reunião, quando questionado por jornalistas. “Eu não acho que nós vamos discurtir isso”, declarou.

    A iniciativa partiu de Lula, que já havia afirmado que traria o tema na negociação. A avaliação do governo brasileiro é de que uma incursão militar na Venezuela traria instabilidade na região e afetaria negativamente o Brasil.

    A proposta brasileira ocorre em meio a um aumento das hostilidades entre EUA e Venezuela. Na sexta (24), o Pentágono anunciou o envio ao Caribe do USS Gerald R. Ford, o maior e mais poderoso porta-aviões do mundo, e outras embarcações que o acompanham.

    “A presença das forças americanas na área de responsabilidade do Comando Sul reforçará a capacidade dos EUA de detectar, monitorar e desmantelar atividades e atores ilícitos que comprometam a segurança e a prosperidade do território nacional dos EUA e nossa segurança no Hemisfério Ocidental”, escreveu Sean Parnell, porta-voz do Pentágono, em publicação no X.

    A fala do porta-voz carrega o argumento de combate ao narcotráfico que tem sido usado pelo presidente americano, Donald Trump, para justificar a explosão de embarcações na América Latina desde setembro, muito embora nenhuma evidência de que os barcos fossem ligados ao narcotráfico tenha sido apresentada –mesmo que fossem, a explicação usada pela Casa Branca para os ataques é nebulosa à luz do direito internacional e criticada por governos da região, oposição e especialistas.

    Na sexta (24), ainda na Indonésia, Lula havia criticado os ataques dos EUA a embarcações, quando declarou que “os usuários são responsáveis pelos traficantes que são vítimas dos usuários também” –depois, ele se retratou pela frase, que diz ter sido mal colocada.

    “É muito melhor os Estados Unidos se disporem a conversar com a polícia dos outros países, com o Ministério da Justiça de cada país, para a gente fazer uma coisa conjunta. Porque se a moda pega, cada um acha que pode invadir o território do outro para fazer o que quer. Onde é que vai surgir a palavra respeitabilidade da soberania dos países? É ruim. Então eu pretendo pretendo discutir esses assuntos com o presidente Trump, se ele colocar na mesa”, afirmou Lula na entrevista coletiva em Jacarta.

    Em um agravamento das tensões, Trump avalia planos para atacar instalações de cocaína e rotas de tráfico de drogas dentro da Venezuela, embora ainda não tenha tomado uma decisão sobre isso, segundo a emissora americana CNN, que afirma ter ouvido três autoridades americanas. Na véspera, o ditador Nicolás Maduro afirmou “não à guerra louca” e pediu “peace forever” diante dos ataques dos EUA.

    A retórica de Trump sobre o tema tem se intensificado nos últimos dias. O americano também estendeu seu alvo para o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, o primeiro líder colombiano de esquerda e crítico aberto de Trump, com quem tem tido atritos desde que o republicano voltou à Casa Branca.

    Trump chamou Petro de “líder de drogas ilegais” e, logo em seguida, o Pentágono anunciou que havia destruído uma embarcação supostamente pertencente à guerrilha colombiana Exército de Libertação Nacional (ELN). Nos dias seguintes, as farpas entre os dois líderes continuaram, com Petro acusando Trump de promover execuções extrajudiciais.

    Na sexta (24), a Casa Branca impôs sanções a Petro sob o argumento de que o colombiano contribui “com a proliferação internacional de drogas” –os EUA congelaram eventuais bens de Petro e familiares no país. O colombiano reagiu dizendo ser alvo “depois de lutar contra narcotraficantes com eficiência por décadas”.

    Lula se coloca à disposição de Trump para atuar como mediador de tensão com Venezuela

  • Comércio global resiste a Trump e cresce em 2025

    Comércio global resiste a Trump e cresce em 2025

    Pela elevada precisão, o RWI/ISL Container Index é usado pela OMC (Organização Mundial do Comércio) e pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), entre outras entidades, como termômetro do comércio e da atividade econômica global.

    MAELI PRADO
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Apesar das tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o comércio global resiste e continua a avançar em 2025, mostra um indicador mensal que mede 64% do fluxo de contêineres em 90 portos pelo mundo.

    Pela elevada precisão, o RWI/ISL Container Index é usado pela OMC (Organização Mundial do Comércio) e pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), entre outras entidades, como termômetro do comércio e da atividade econômica global.

    O índice mostra que, cinco meses após as sobretaxas colocadas por Trump a quase todos os países, a movimentação de contêineres ainda aumenta de forma significativa, com quedas na atividade em portos da Costa Oeste americana e do sul da Europa mais do que compensadas pelo resto do mundo.

    “Em nível global, os volumes de contêineres atingem novos recordes quase todos os meses, com algumas regiões crescendo muito acima da média”, diz Sönke Maatsch, chefe da área de mercados marítimos da ISL (Instituto de Economia e Logística do Transporte Marítimo), responsável pelo índice.

    Após um crescimento anual de 7% no primeiro trimestre, em uma antecipação às já esperadas tarifas americanas, o RWI/ISL continuou mostrando uma alta anual de cerca de 5% entre abril e julho.

    Em agosto, o aumento em relação ao mesmo mês de 2024 foi menor, de 2,6%, mas o índice manteve o mesmo patamar registrado em julho, em uma resiliência relacionada ao redirecionamento de exportações para outros destinos e mudanças nos padrões de comércio.

    É um cenário impulsionado em grande parte pela China. No gigante asiático, o fluxo de contêineres se reduziu em relação aos EUA mas subiu para outros países, com destaque para o Sudeste Asiático. O movimento total registrou altas em maio (4,9%), junho (3,7%), julho (1,9%) e agosto (0,8%), sempre na comparação com o mesmo período de 2024.

    “A China começou a se preparar para as tarifas dos EUA no ano passado. Ela exporta cada vez menos para os Estados Unidos, mas passa a enviar cada vez mais produtos para países como Vietnã, Coreia do Sul, Laos, Tailândia e Malásia, entre outros”, diz Lívio Ribeiro, pesquisador associado do FGV/Ibre e sócio da BRCG Consultoria.

    O índice mostra que, nos Estados Unidos, parte dos embarques para outros países foram redirecionados dos portos da Costa Oeste americana, mais voltada à China, para a Costa Leste, que movimenta principalmente o comércio com os europeus.

    No caso da Europa, apesar da queda no fluxo dos portos do sul do continente, o crescimento médio ante 2024 ficou acima de 5% entre abril e julho. Em agosto, o crescimento foi de 2,7%. “No norte da Europa, os volumes de tráfego aumentaram acentuadamente desde a virada do ano”, explica Maatsch.

    Os dados mostram ainda um crescimento importante da movimentação nos portos da América do Sul: o crescimento do tráfego de contêineres nos portos do Brasil, taxado em 50% por Trump, foi de 8% e 6%, respectivamente, em comparação com 2024. “É um bom desempenho em relação à média de longo prazo”, diz Maatsch.

    Apesar dessa resistência às tarifas, o cenário benigno deve mudar em algum momento. Torsten Schmidt, economista responsável pela conjuntura econômica do RWI (Instituto Leibniz de Pesquisa Econômica), que também participa da elaboração do indicador, afirma que as tarifas elevadas estão forçando as empresas a reestruturarem suas cadeias de suprimentos internacionais.

    “O processo ainda está em andamento. Os efeitos totais das tarifas sobre os preços ainda não são visíveis. Portanto, a movimentação de contêineres provavelmente diminuirá no futuro”, afirma.

    É a mesma avaliação de Maatsch, que diz que, apesar do cenário de resiliência do comércio global, haverá mudanças permanentes no padrão do comércio global se as tarifas permanecerem no longo prazo. “Além disso, a política comercial dos EUA se tornou errática, e isso impulsionou a cooperação internacional em outras partes, como por exemplo no acordo comercial entre Mercosul e União Europeia”, diz.

    Ele acredita que as tensões geopolíticas e as consequências da pandemia também ajudam a afetar a globalização. “As empresas tentam reduzir sua dependência de longas cadeias de suprimentos ou de certos países. Isso pode levar a um crescimento comercial global mais lento”, avalia.

    Para Ribeiro, os impactos das tarifas são demorados, já que muitos contratos são de longo prazo. O ritmo do comércio global daqui para a frente, afirma, dependerá das possíveis reações à forte alta nas exportações da China a outros países como consequência das tarifas americanas.

    Se houver taxações à China em resposta a esse movimento, diz, a guerra comercial pode se intensificar. “Há alguns sinais preocupantes, como as tarifas extras aplicadas pela União Europeia aos carros elétricos chineses.”

    Comércio global resiste a Trump e cresce em 2025

  • Lula diz que relação com a Malásia "muda de patamar" e assina pacote de cooperação

    Lula diz que relação com a Malásia "muda de patamar" e assina pacote de cooperação

    Na oportunidade, os representantes firmaram acordos de cooperação que miram setores estratégicos da indústria de semicondutores, tecnologia e inovação. Ainda, segundo o Planalto, além da retomada do comércio de carne de frango, foram autorizadas importações de pescados, gergelim, melão e maçã.

    VITÓRIA DE GÓES
    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Em visita oficial à Malásia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que a relação bilateral “muda de patamar” após reunião com o primeiro-ministro Anwar Ibrahim, em Putrajaya, sede do governo. Esse foi o primeiro encontro de um presidente brasileiro ao país do Sudeste Asiático em 30 anos.

    Na oportunidade, os representantes firmaram acordos de cooperação que miram setores estratégicos da indústria de semicondutores, tecnologia e inovação. Ainda, segundo o Planalto, além da retomada do comércio de carne de frango, foram autorizadas importações de pescados, gergelim, melão e maçã.

    Em 2024, o comércio entre os dois países somou US$ 5,8 bilhões, com superávit brasileiro de US$ 2,7 bilhões. Em setembro de 2025, o fluxo atingiu US$ 487,2 milhões, sendo US$ 346,4 milhões em exportações do Brasil, com destaque para minério de ferro (37%) e óleo bruto (28%).

    Durante a cerimônia, Lula criticou a paralisia de instituições multilaterais, disse que o Conselho de Segurança da ONU “não funciona mais” e voltou a classificar a situação em Gaza como genocídio. Ele também chamou a COP30, em Belém, de “COP da verdade”, cobrando a implementação de compromissos climáticos que serão firmados no evento que ocorrerá em novembro.

    Anwar Ibrahim afirmou ter política com Lula e o descreveu como liderança com “consistência na defesa dos mais pobres”, dizendo esperar uma cooperação que extrapole o comércio e alcance cultura e desenvolvimento humano.

    Ainda na Malásia, Lula deve participar, no domingo (26), do 47º encontro da cúpula da ASEAN (Associação de Nações do Sudeste Asiático), em Kuala Lumpur. Essa será a primeira vez de um chefe de Estado brasileiro no encontro do bloco.

    Lula diz que relação com a Malásia "muda de patamar" e assina pacote de cooperação

  • Audiência na Itália sobre extradição de Zambelli deve ocorrer até dezembro

    Audiência na Itália sobre extradição de Zambelli deve ocorrer até dezembro

    No documento, o órgão se manifestou favorável à extradição para o Brasil, como pede o governo. A Procuradoria argumenta que existem todos os requisitos legais para a extradição, sem nenhum motivo impeditivo.

    MICHELE OLIVEIRA
    MILÃO, ITÁLIA (CBS NEWS) – A audiência que vai resultar na primeira decisão sobre a extradição da deputada Carla Zambelli (PL-SP) deve acontecer até o começo de dezembro na Itália. A data ainda não foi marcada pela Corte de Apelação de Roma, mas a contagem para que seja fixada começou a partir do parecer do Ministério Público, depositado no tribunal na última quarta-feira (22).

    No documento, o órgão se manifestou favorável à extradição para o Brasil, como pede o governo. A Procuradoria argumenta que existem todos os requisitos legais para a extradição, sem nenhum motivo impeditivo.

    Pelo tratado entre Brasil e Itália sobre o tema, entre os requisitos, é preciso que os crimes pelos quais a pessoa é condenada sejam puníveis nos dois países com pena privativa de liberdade. Outro ponto é que só pode ser extraditada uma pessoa condenada que tenha tido os direitos mínimos de defesa assegurados no país de origem.

    O advogado Pieremilio Sammarco, que defende Zambelli na Itália, ainda prepara sua argumentação, mas indicou à reportagem nesta sexta (24) que pretende reforçar a linha de que a congressista é vítima de perseguição política.

    Ele já tinha afirmado que, para evitar a extradição, pretende demonstrar que o processo é problemático pelo fato de “a vítima do suposto crime ser a mesma pessoa que fez a sentença, que decidiu pela execução da sentença e que decidiu a apelação”, em referência ao ministro do STF Alexandre de Moraes.

    O documento do Ministério Público italiano menciona tanto a primeira condenação de Zambelli, de dez anos de prisão, referente à invasão do sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e à emissão de um mandado falso de prisão contra Moraes, quanto a segunda, por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, que lhe rendeu outros cinco anos. Os dois casos compõem um único processo de extradição.

    Na audiência decisiva, que deve ocorrer entre o fim de novembro e o início de dezembro, o representante do Ministério Público será o primeiro a se manisfestar, seguido pelo representante do Brasil e pela defesa. Zambelli poderá falar se quiser. A decisão caberá aos juízes da corte, e a defesa depois poderá recorrer. A palavra final caberá ao governo italiano, por meio do Ministério da Justiça.

    Desde que foi presa na Itália, no fim de julho, Zambelli teve duas decisões desfavoráveis na Justiça italiana. A Corte de Apelação, onde tramita o processo, rejeitou pedido da defesa para que ela aguardasse o processo de extradição em prisão domiciliar ou em liberdade. O tribunal avaliou que havia risco de fuga. Neste mês, a Corte de Cassação, última instância, negou recurso e manteve a parlamentar no sistema penitenciário de Rebibbia.

    Audiência na Itália sobre extradição de Zambelli deve ocorrer até dezembro

  • Trump sinaliza reduzir tarifas sobre o Brasil nas "circunstâncias certas"

    Trump sinaliza reduzir tarifas sobre o Brasil nas "circunstâncias certas"

    A declaração vem às vésperas do encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), previsto para acontecer neste domingo (26) na Malásia.

    VITÓRIA DE GÓES
    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que está disposto a reduzir as tarifas ao Brasil sob as “circunstâncias certas”. A declaração vem às vésperas do encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), previsto para acontecer neste domingo (26) na Malásia.

    Ambos os líderes possuem agendas no país asiático para participar de reuniões durante a cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean). Este será o primeiro encontro oficial entre Lula e Trump após a sobretaxa de 40% aplicada aos produtos brasileiros, em julho deste ano.

    Durante o embarque para sua viagem à Ásia, Trump foi questionado se irá reduzir as tarifas sobre o Brasil, respondendo apenas que “sob as circunstâncias certas”. A declaração aumenta as expectativas sobre um acordo bilateral.

    O governo brasileiro deve, de início, buscar suspender as tarifas enquanto negocia, em paralelo, um acordo definitivo. Os EUA, por sua vez, querem pôr na mesa a ampliação do acesso do etanol de milho ao mercado brasileiro e a regulação de big techs. Washington reclama da tarifa de 18% cobrada aqui; nos EUA, a alíquota é de 2,5%.

    Em passagem pela Indonésia, na sexta-feira (24), Lula expôs seu posicionamento quanto ao encontro com o presidente americano. “Tenho todo o interesse e disposição de mostrar que houve equívoco nas taxações. Quero provar com números. A tese pela qual se taxou o Brasil não tem sustentação. Os Estados Unidos têm superávit de 410 bilhões de dólares em 15 anos com o Brasil”, declarou.

    Trump sinaliza reduzir tarifas sobre o Brasil nas "circunstâncias certas"

  • INSS notifica 4 milhões de segurados para fazer prova de vida

    INSS notifica 4 milhões de segurados para fazer prova de vida

    Segundo o INSS, a mensagem foi entregue somente para os beneficiários cuja comprovação de vida não pôde ser feita de forma automática pelo sistema. Eles têm 30 dias a partir da data do aviso para realizar a validação e evitar o bloqueio do pagamento.

    CRISTIANE GERCINA
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) que não fizeram a prova de vida estão sendo notificados pelo órgão para regularizar a situação. O instituto afirma que enviou 4 milhões de notificações por meio do banco no qual o cidadão recebe o benefício.

    Segundo o INSS, a mensagem foi entregue somente para os beneficiários cuja comprovação de vida não pôde ser feita de forma automática pelo sistema. Eles têm 30 dias a partir da data do aviso para realizar a validação e evitar o bloqueio do pagamento.

    Quando vai receber o benefício do INSS, aparece na tela uma mensagem informando sobre a pendência. Se o segurado não vai ao caixa eletrônico, ele pode acessar o Meu INSS para verificar se há pendência no campo relacionado à prova de vida. Se for o caso, o sistema indicará que há pendências.

    A prova de vida é obrigatória para continuar recebendo o benefício. O segurado que perde o prazo e não comprova estar vivo pode ter a renda bloqueada. O desbloqueio ocorre ao fazer a comprovação. Se isso não ocorrer, a aposentadoria ou pensão é cortada.

    Segundo o instituto, a mensagem foi entregue apenas para quem não teve a comprovação de vida de forma automática pelo sistema. Cidadãos com biometria registrada no governo federal têm a prova de vida realizada automaticamente.

    COMO FAZER A PROVA DE VIDA DO INSS?
    – Acesse o site ou aplicativo Meu INSS
    – Informe seu CPF e a senha do Gov.br
    – Siga as instruções para fazer o reconhecimento facial, caso seja solicitado pelo sistema
    – Em alguns bancos, é possível realizar a prova de vida online, no app do próprio banco
    – Também é possível ir à agência bancária responsável pelo pagamento para fazer a prova de vida

    PROVA DE VIDA MUDOU EM 2022
    A prova de vida mudou em 2022, com a publicação da portaria 1.408, que determinou a comprovação de que o segurado está vivo por meio do cruzamento de dados, como biometria na rede bancária ou no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), por exemplo.
    Com isso, 94% dos aposentados e pensionistas não precisam procurar a Previdência Social. Segundo o INSS, dos 36,9 milhões de beneficiários do instituto em 2024, 34,6 milhões tiveram seus dados atualizados aé o mês de agostos. Os demais estão sendo convocados.

    Em geral, oito em cada dez segurados não precisam fazer prova de vida. O INSS diz que eliminou filas e deslocamentos desnecessários com a medida.

    SISTEMA AUTOMÁTICO PODE FALHAR
    Mesmo com o novo sistema automático, em alguns casos o INSS não consegue confirmar que o cidadão está vivo. Quando isso acontece, o próprio beneficiário deve realizar o procedimento, que pode ser feito pelo Meu INSS, pelo aplicativo ou site do banco, ou indo à agência bancária pessoalmente, se preferir.
    Para isso, está sendo convocado pelo órgão.

    POR QUE É PRECISO FAZER PROVA DE VIDA DO INSS?
    A prova de Vida é a confirmação de que o beneficiário está vivo e tem direito de continuar recebendo o benefício previdenciário. A medida previne fraudes e garante os pagamentos corretos para quem contribuiu e tem direito ao benefício.

    CUIDADO COM GOLPES; INSS NÃP LIGA PARA O SEGURADO
    O INSS afirma que ocorrem muitos golpes em seu nome. O instituto não faz ligações para o celular ou casa do segurado, não envia cartas por Correios, não manda SMS pedindo dados e não envia servidores para fazer a prova de vida.

    O instituo orienta o segurado a ligar, caso seja procurado. “Desconfie de qualquer mensagem, ligação ou visita fora dos canais oficiais”, diz o órgão.
    A orientação é para nunca compartilhar dados pessoais, senhas e documentos por telefone, mensagem ou com pessoas desconhecidas.

    EM CASO DE DÚVIDAS, PROCURE O INSS POR:
    – site: gov.br/inss
    – Aplicativo Meu INSS
    – Central 135 (funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h)

    INSS notifica 4 milhões de segurados para fazer prova de vida