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  • Brasil e Portugal querem acelerar acordo Mercosul-União Europeia

    Brasil e Portugal querem acelerar acordo Mercosul-União Europeia

    Primeiro-ministro português conversou com presidente Lula sobre o Mercosul e também trocaram impressões sobre a situação na Venezuela

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou nesta terça-feira (13) com o primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro. Segundo comunicado do Palácio do Planalto, os dois líderes manifestaram satisfação com aprovação do acordo comercial entre União Europeia e Mercosul, que deve ser assinado no próximo dia 17, no Paraguai. O novo tratado, que demorou 25 anos para ter suas negociações concluídas, ainda precisam passar por um processo de internalização dos países signatários.

    Na conversa com Lula, de acordo com o Planalto, o primeiro-ministro cumprimentou o presidente brasileiro por seu empenho em favor da conclusão do acordo. Os dois também discutiram a necessidade que as novas regras possam entrar em vigor o mais rápido possível.

    “Ambos coincidiram que a decisão dos dois blocos é um gesto muito importante de defesa do multilateralismo e do livre comércio, com grande dimensão política e estratégica neste momento histórico. Concordaram em trabalhar conjuntamente, de forma rápida e eficiente, para a implementação do acordo a fim de que as populações possam ver resultados concretos da parceria firmada”, informou a Presidência da República, em nota. 

    Lula e Montenegro também trocaram impressões sobre a situação na Venezuela e destacaram a necessidade de se evitar um cenário de instabilidade na América do Sul.

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  • Lei Rouanet gerou 228 mil postos de trabalho em 2024, diz estudo feito pela FGV

    Lei Rouanet gerou 228 mil postos de trabalho em 2024, diz estudo feito pela FGV

    Mecanismo movimentou cerca de R$ 25,7 bilhões na economia brasileira; foram R$ 3,9 bilhões em tributos federais, estaduais e municipais

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Lei Rouanet movimentou cerca de R$ 25,7 bilhões na economia brasileira e gerou R$ 3,9 bilhões em tributos -federal, estadual e municipal– sendo R$ 12,6 bilhões de forma direto e R$ 13,1 bilhões indiretos.

    O Ministério da Cultura apresentou, nesta segunda (13), um estudo feito pela Fundação Getúlio Vargas sobre os impactos econômicos da Lei Rouanet no ano de 2024. Segundo a pesquisa, os projetos do mecanismo de incentivo geraram cerca de 228 mil postos de trabalho diretos e indiretos na economia do país.

    O ano de 2024, diz o estudo, é um divisor de águas para o mecanismo, pois foi quando se superou a marca de R$ 3 bilhões em captação de recursos pela primeira vez na série histórica. É o primeiro aumento real desde 2011, de acordo com o levantamento.

    Estão incluídos no escopo do impacto gastos com pessoal, infraestrutura, cachês, logística, comunicação, custos administrativos, entre outros.

    Ao todo, 89,3 milhões de pessoas foram impactadas de alguma forma pelos projetos da Rouanet, que tiveram 69,3 milhões de pessoas de público visitante. Foram ao todo 4.939 projetos e 3.154 proponentes em 2024.

    A maioria dos projetos da Rouanet no ano analisado são de pequeno porte –76,2% dos projetos são de até R$ 1 milhão, enquanto 21,7% dos projetos estão na faixa entre R$ 1 milhão e R$ 10 milhões. Ultrapassaram a faixa dos R$ 10 milhões somente 1,58% dos projetos.

    Lei Rouanet gerou 228 mil postos de trabalho em 2024, diz estudo feito pela FGV

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  • PF prevê conclusão rápida de inquérito sobre fraudes do Master

    PF prevê conclusão rápida de inquérito sobre fraudes do Master

    O inquérito deve permanecer concentrado em um escopo restrito, com foco na compra pelo Master de carteiras atribuídas à empresa Tirreno e a posterior tentativa de venda do banco de Daniel Vorcaro para o BRB

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Investigadores da Polícia Federal afirmam que o inquérito sobre as suspeitas de fraude praticada pelo Master na venda de carteira de crédito para o BRB (Banco de Brasília) poderá ser concluído rapidamente.

    Integrantes da corporação que acompanham os trabalhos avaliam que já foram colhidas provas robustas para tirar conclusões sobre a participação de acusados no esquema. Um dos agentes diz, sob condição de anonimato, que essa parte da apuração pode ser finalizada após os depoimentos dos investigados, previstos para o fim de janeiro e o início de fevereiro.

    O inquérito deve permanecer concentrado num escopo restrito, com foco na compra pelo Master de carteiras atribuídas à empresa Tirreno e a posterior tentativa de venda do banco de Daniel Vorcaro para o BRB. Os fatos dessa apuração são considerados “simples” pelos investigadores.

    Na avaliação desses agentes, inquéritos sobre outras pontas da operação do Master, como uma teia bilionária de fundos de investimentos, a carteira de créditos consignados, as relações com a gestora Reag e eventuais conexões políticas do caso, poderiam ficar para um segundo momento.

    Como revelou a Folha de S. Paulo, o BC identificou seis fundos de investimento suspeitos de fazer parte do esquema de fraude capitaneado pelo ex-banqueiro.

    Segundo integrantes da PF, a conclusão da apuração seria possível porque os investigadores optaram por se concentrar nas relações Master-Tirreno-BRB, que envolveria a fabricação de créditos fraudulentos para inflar a carteira do Master que, em seguida, foi repassada ao BRB. O esquema envolveu crédito inexistentes de R$ 12,2 bilhões.

    Por essa acusação, foram presos em 17 de novembro, além de Vorcaro, Augusto Ferreira Lima, ex-CEO e sócio do Master; Luiz Antônio Bull, diretor de Riscos, Compliance, RH, Operações e Tecnologia; Alberto Felix de Oliveira Neto, superintendente executivo de Tesouraria; e Ângelo Antônio Ribeiro da Silva, sócio do banco.

    Lima, Bull e Silva foram intimados a depor à PF entre os dias 26 e 28 de janeiro no âmbito das investigações relacionadas à tentativa de venda ao BRB. O ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, também investigado, prestará depoimento na mesma época, assim como Vorcaro, cujo depoimento está previsto para o dia 27.

    A PF ainda pode ampliar a apuração sobre a atuação de Vorcaro, do Master e de outros investigados, com a abertura de novos inquéritos. No entanto, a decisão dos agentes, por enquanto, é concentrar os esforços na apuração sobre as fraudes e evitar que uma única investigação se amplie indefinidamente com a inserção de fatos novos.

    A corporação já iniciou apurações preliminares sobre a atuação de um exército de influenciadores para atacar a atuação do BC e a possível participação de Vorcaro na contratatação desses perfis. Como mostrou a Folha de S. Paulo, pelo menos 46 perfis em redes sociais fizeram um bombardeio digital com ataques simultâneos contra o Banco Central e investigadores no caso do Banco Master.

    Ainda não há inquérito aberto -as investigações estão em curso com um procedimento da PF chamado NCV (Notícia-Crime em Verificação). Uma das possibilidades é abrir um novo inquérito.

    Outros inquéritos sigilosos sobre o Master já tramitam tanto no STF (Supremo Tribunal Federal) quanto na primeira instância. A investigação começou na Justiça do Distrito Federal, mas foi remetida ao Supremo depois de uma citação a um negócio imobiliário entre Vorcaro e o deputado João Carlos Bacelar (PL-BA).

    Agentes da PF afirmam ter provas de que Vorcaro pretendia fugir do país e que o anúncio de negociação para a venda do Master para a Fictor, poucas horas antes da sua prisão, era uma simulação e acabou servindo para desviar atenções sobre as suspeitas envolvendo o banqueiro.

    O dono do Master foi preso pela PF, em São Paulo, quando se preparava para embarcar num voo para o exterior, com o argumento de que fecharia a venda para a Fictor em Dubai. A proposta sustenta a tese da defesa de Vorcaro de que o banco tinha condições de sobrevivência, sem que fosse necessário o BC decretar a liquidação do Master.

    Os advogados do ex-banqueiro negam a fuga e dizem que ele estava viajando para fechar o negócio, mas investigadores ouvidos pela reportagem afirmam que o jato particular tinha como primeira parada Malta, para tentar fugir do Brasil e evitar a prisão.

    A defesa de Vorcaro tem usado como estratégia o argumento de que houve uma articulação entre BC, Ministério Público e PF para liquidar o banco naquele mesmo dia. Os investigadores sustentam, no entanto, que o BC é obrigado a informar os indícios de fraudes. Para um integrante da PF, essa seria uma tentativa de enfraquecer e desqualificar a atuação do BC ,

    No comunicado divulgado no final da tarde do dia 17 de novembro, a Fictor informou que pretendia comprar o Master em conjunto com um consórcio formado por investidores dos Emirados Árabes Unidos que somam mais de US$ 100 bilhões em ativos sob gestão. Os nomes desses investidores não foram revelados.

    Um integrante da PF a par do caso, que falou na condição de anonimato, indagou de forma irônica onde estaria o dinheiro dos árabes que nunca que apareceu. Esse é um dos focos das investigações.

    Em comunicado divulgado nesta segunda-feira (12), a Fictor admite que tem enfrentado dificuldade de liquidez para honrar compromissos. A empresa, que chegou a anunciar ter dinheiro para comprar o Master, se comprometeu a regularizar a situação no dia 12 de fevereiro de 2026. “Nos próximos dias, anunciaremos a entrada de um investidor relevante no grupo.”

    PF prevê conclusão rápida de inquérito sobre fraudes do Master

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  • Haddad: oposição está contratando influenciadores com dinheiro sujo para divulgar desinformação

    Haddad: oposição está contratando influenciadores com dinheiro sujo para divulgar desinformação

    Fernando Haddad afirma que desinformação sobre impostos e Pix favorece crime organizado; assegurou que reforma tributária não terá impacto fiscal

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, acusou nesta terça-feira, 13, a oposição de usar “dinheiro sujo” para contratar influenciadores para divulgar desinformação. Ele conversou com jornalistas na chegada à Pasta e reclamou de notícias falsas sobre a reforma tributária, de que a nova plataforma a ser lançada hoje já começaria novas cobranças de impostos.

    “Então esse tipo de ação delituosa da oposição não contribui. Ainda estão contratando com dinheiro sujo influenciadores para soltar esse tipo de fake news. Quem ganha com isso? O Brasil não ganha com isso. É mentira”, afirmou o ministro.

    Haddad também elogiou a atuação do Congresso Nacional até aqui, dizendo que este não votou sempre como o governo gostaria, mas que não deixou de decidir sobre os temas importantes do País. “Continuamos contando com o Congresso Nacional. O Congresso, do jeito dele, se debruçou sobre todas as iniciativas do Executivo. Ah, não votou como nós gostaríamos, mas é assim que funciona a democracia”, completou.

    O ministro destacou os resultados do governo como desemprego, menor inflação, déficit mais transparente e outros dados macroeconômicos que indicariam, na avaliação de Haddad, um bom momento da economia.

    Segundo ele, a Fazenda está cumprindo o que foi planejado ainda no fim de 2022. “Não existe fazer lição de casa. Existe um caminho que foi traçado no final de 2022 e nós estamos cumprindo rigorosamente”, disse.

    Haddad: oposição está contratando influenciadores com dinheiro sujo para divulgar desinformação

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  • Delta supera lucro, decepciona com guidance e anuncia compra de 30 aviões da Boeing

    Delta supera lucro, decepciona com guidance e anuncia compra de 30 aviões da Boeing

    A receita ajustada somou US$ 14,606 bilhões, abaixo da expectativa de US$ 14,682 bilhões, apesar de impactos negativos, como o shutdown do governo dos Estados Unidos no ano passado, que retirou cerca de US$ 200 milhões do lucro antes de impostos

    A Delta Air Lines iniciou 2026 reforçando a estratégia de foco em passageiros de maior renda, após divulgar um balanço trimestral acima do esperado e anunciar novas encomendas de aeronaves de longo curso. No quarto trimestre de 2025, a companhia registrou lucro operacional de US$ 1,5 bilhão. O lucro ajustado foi de US$ 1,55 por ação, superando levemente as projeções do mercado, de US$ 1,53, segundo analistas consultados pela FactSet.

    A receita ajustada somou US$ 14,606 bilhões, abaixo da expectativa de US$ 14,682 bilhões, apesar de impactos negativos, como o shutdown do governo dos Estados Unidos no ano passado, que retirou cerca de US$ 200 milhões do lucro antes de impostos.

    No guidance, a Delta afirmou esperar aceleração do crescimento da receita e dos resultados ao longo de 2026, impulsionada pela expansão da oferta de assentos premium.

    A companhia projeta que 60% ou mais da receita anual venha de clientes corporativos e de alto padrão e estima que o lucro por ação fique entre US$ 6,50 e US$ 7,50. O intervalo representa um avanço de cerca de 20% em relação a 2025, abaixo do consenso de mercado, de US$ 7,28, à medida que praticamente todo o crescimento de capacidade se concentre em áreas de maior valor agregado, como a Delta One e a primeira classe.

    Em paralelo ao balanço, a empresa anunciou a encomenda de 30 aeronaves Boeing 787-10 Dreamliner, com opção de compra de outras 30, marcando seu primeiro pedido direto desse modelo à Boeing. As entregas iniciais estão previstas para 2031, e os jatos serão utilizados em rotas transatlânticas e para a América do Sul, com cabines amplas voltadas ao público premium. Com o novo acordo, o livro de encomendas da Delta soma 130 aviões da Boeing.

    A companhia aérea informou ainda que os novos 787-10 serão equipados com motores GEnx, da GE Aerospace, incluindo pacotes de suporte e manutenção de longo prazo. Segundo a empresa, a combinação de frota mais eficiente e maior oferta de assentos de alto valor sustenta a estratégia de crescimento internacional e modernização, em um setor que deve se beneficiar de uma demanda por viagens ainda resiliente, sobretudo entre grandes corporações.

    Delta supera lucro, decepciona com guidance e anuncia compra de 30 aviões da Boeing

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  • Mercosul-UE: cota e barreira não tarifária limitam ganhos para agronegócio

    Mercosul-UE: cota e barreira não tarifária limitam ganhos para agronegócio

    Analistas ouvidos pelo Broadcast Agro avaliam que a combinação de cotas restritas com o aumento das barreiras não tarifárias, especialmente as ambientais, deve favorecer apenas grandes empresas exportadoras, em detrimento de produtores de menor escala.

    O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE) apresenta benefícios imediatos limitados para o agronegócio brasileiro e tende a aprofundar a divisão produtiva no campo, restringindo ganhos a uma parcela minoritária de produtores capitalizados. Analistas ouvidos pelo Broadcast Agro avaliam que a combinação de cotas restritas com o aumento das barreiras não tarifárias, especialmente as ambientais, deve favorecer apenas grandes empresas exportadoras, em detrimento de produtores de menor escala.

    Para o pesquisador e professor do Insper Agro Global, Leandro Gilio, no setor de proteína animal, os volumes aprovados no tratado, 99 mil toneladas para carne bovina e 180 mil toneladas para aves, representam uma fração reduzida, entre 1,5 e 2 pontos porcentuais, do mercado consumidor europeu. Ele avalia que essas cotas devem ser acessadas prioritariamente por grandes empresas, as únicas com capacidade de atender aos complexos processos de licenciamento e aos custos de conformidade exigidos pelo bloco.

    “As cotas limitam muito qualquer efeito do acordo, ainda mais considerando que o Brasil exportou mais de 3 milhões de toneladas de carne em 2025. É provável que esse ganho fique apenas para grandes companhias que consigam atender a esses requisitos e não seja algo buscado por frigoríficos de médio porte”, afirma Gilio.

    O professor de Economia Agrícola da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Alexandre Mendonça de Barros, concorda com a avaliação e define o impacto para o setor como muito pequeno. Para o economista, o tratado impõe um conjunto amplo de restrições e funciona mais como instrumento de pressão por subsídios por parte dos agricultores europeus do que como uma abertura comercial efetiva.

    Barreiras técnicas

    A implementação do acordo impõe desafios operacionais que vão além das questões tarifárias. O principal entrave é a adequação às regras internas da União Europeia, com destaque para o Regulamento Europeu de Produtos Livres de Desmatamento (EUDR), previsto para entrar em vigor no fim de 2026.

    A especialista independente em relações Brasil-União Europeia para meio ambiente e cadeias produtivas, Giselle Galdi, alerta que a exigência demandará sistemas robustos de rastreabilidade e due diligence com geolocalização. Segundo ela, no mercado de bovinos, a adaptação exigirá rastreabilidade individual, superando o modelo de controle por lote predominante no Brasil. “O maior risco é a combinação das regras internas atuais da UE, como normas sanitárias e de bem-estar animal, com o escrutínio político sobre as cadeias do agronegócio”, afirma.

    Para Gilio, esse cenário reforça a existência de um agro em duas velocidades. Ele observa que menos de 5% dos produtores concentram investimentos e produtividade, enquanto pequenos proprietários, sem recursos para certificação e georreferenciamento, correm o risco de exclusão do mercado internacional.

    Galdi destaca que, embora o Brasil tenha aprovado a Lei da Reciprocidade em 2025, instrumento que permite responder a medidas consideradas discriminatórias, a tendência é de que eventuais conflitos sejam resolvidos por vias técnicas. “Acredito que, em caso de divergência, a discussão caminhe mais para a harmonização prática do que para um espelhamento literal”, pondera.

    Salvaguardas e café

    Outro ponto de atenção são os mecanismos de defesa comercial, como as salvaguardas acionáveis após um aumento de 5% nas importações de produtos sensíveis. Enquanto Galdi vê nesse gatilho uma fonte de insegurança jurídica, o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luis Rua, afirmou ao Broadcast Agro que se trata de uma regra interna do bloco europeu. Ele projeta que o Brasil deverá ocupar a maior parte das cotas com base em critérios de desempenho histórico e destaca que o acordo prevê mecanismos de reequilíbrio.

    No segmento de café, a eliminação gradual das tarifas para produtos solúveis e torrados ao longo de quatro anos cria incentivos à exportação de itens com maior valor agregado. Galdi avalia que o principal ganho será o aumento das vendas do produto finalizado a partir do Brasil. Ainda assim, tanto ela quanto Gilio descartam uma migração significativa de indústrias europeias para o país. “É um mercado que envolve diferenciação, baseada nos blends que definem sabor e qualidade, o que limita a transferência de plantas industriais”, explica Gilio.
     
     

     
     
     
     
     
     

    Mercosul-UE: cota e barreira não tarifária limitam ganhos para agronegócio

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  • Dólar à vista abre em alta de 0,07%, cotado a R$ 5,3761, à espera de CPI dos EUA

    Dólar à vista abre em alta de 0,07%, cotado a R$ 5,3761, à espera de CPI dos EUA

    Na segunda-feira, 12, o dólar à vista encerrou o dia em alta de 0,12%, cotado a R$ 5,3725, após oscilar entre a mínima de R$ 5,3509 e a máxima de R$ 5,3859, ambas registradas pela manhã

    O dólar à vista abriu em leve alta de 0,07% na manhã desta terça-feira, 13, negociado a R$ 5,3761, em mais um dia marcado pela cautela dos investidores globais antes da divulgação de dados que podem trazer novos sinais sobre a condução da política monetária dos Estados Unidos.

    Os investidores aguardam a divulgação do CPI de dezembro nos EUA, às 10h30, indicador que pode reforçar as apostas de manutenção da taxa de juros pelo Federal Reserve (Fed) no intervalo de 3,50% a 3,75% ao ano, na reunião marcada para o fim deste mês. A mediana das estimativas do Projeções Broadcast aponta alta de 0,30% no índice cheio em dezembro, após avanço de 0,20% em novembro, com inflação anual de 2,7%. Também são esperados discursos do presidente do Fed de St. Louis, Alberto Musalem, às 12h, e do presidente do Fed de Richmond, Tom Barkin, às 13h.

    Mais cedo, presidentes de diversos bancos centrais divulgaram um comunicado conjunto manifestando total solidariedade ao Fed e ao presidente da instituição, Jerome Powell, após o chefe do banco central americano se tornar alvo de investigação do Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ), episódio que impactou os mercados na véspera. O documento conta com a assinatura do presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo.

    No cenário doméstico, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou, nesta manhã, que o volume de serviços prestados caiu 0,1% em novembro na comparação com outubro, na série com ajuste sazonal, segundo dados da Pesquisa Mensal de Serviços. O resultado, no entanto, não deve alterar a expectativa de manutenção da taxa Selic em 15% ao ano na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), também prevista para o fim do mês.

    Às 11h30, a Fenabrave divulga os dados de vendas de veículos referentes a dezembro e ao acumulado de 2025.

    Ainda na agenda brasileira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participam, às 15h, da cerimônia de lançamento da plataforma digital da Reforma Tributária.

    O caso Banco Master segue no radar dos investidores, após o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, ter acertado com o Banco Central a realização de uma inspeção na autoridade monetária. Além disso, o mercado acompanha possíveis impactos sobre a balança comercial brasileira após o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de tarifas de 25% para países que negociem com o Irã, embora a participação iraniana nas exportações brasileiras seja considerada marginal.

    Na segunda-feira, 12, o dólar à vista encerrou o dia em alta de 0,12%, cotado a R$ 5,3725, após oscilar entre a mínima de R$ 5,3509 e a máxima de R$ 5,3859, ambas registradas pela manhã. Segundo operadores, o movimento refletiu ajustes técnicos após a recente queda da moeda e maior cautela antes dos eventos-chave da semana.

    Dólar à vista abre em alta de 0,07%, cotado a R$ 5,3761, à espera de CPI dos EUA

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  • Financiamento atinge 7,3 milhões de veículos no Brasil, melhor resultado em 14 anos

    Financiamento atinge 7,3 milhões de veículos no Brasil, melhor resultado em 14 anos

    Os veículos usados lideraram as operações, com 4,7 milhões de unidades ao longo do ano. Já os modelos novos somaram 2,6 milhões, considerando autos leves, pesados e motocicletas.

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O financiamento de veículos no Brasil atingiu 7,3 milhões de unidades em 2025, o melhor resultado desde 2012, segundo estudo da B3 divulgado nesta terça-feira (13).

    O levantamento utiliza dados do SNG (Sistema Nacional de Gravames), plataforma desenvolvida em conjunto com instituições financeiras que gerencia as restrições financeiras sobre veículos oferecidos como garantia em operações de crédito em todo o país.

    Os veículos usados lideraram as operações, com 4,7 milhões de unidades ao longo do ano. Já os modelos novos somaram 2,6 milhões, considerando autos leves, pesados e motocicletas.

    O avanço foi puxado pelas regiões Norte e Nordeste, que cresceram 9,8% e 12,3%, respectivamente. Apesar da alta, essas regiões responderam por 7,9% e 19,5% do total financiado no período.

    Sul e Sudeste concentraram as maiores fatias, com 20,2% e 41,9%, nessa ordem, embora tenham registrado quedas de 1,9% e 1,2% em relação a 2024.

    Em dezembro, foram financiadas 682 mil unidades de veículos, alta de 10,6% ante novembro e de 9,5% na comparação anual. O volume é o maior já registrado para o mês desde 2014.

    “Este é o terceiro ano consecutivo de crescimento nas vendas financiadas de veículos no Brasil, o que reforça a importância da concessão de crédito e a consolidação do mercado automobilístico”, afirma Thiago Gaspar, superintendente de Produtos da B3.

    VENDA DE VEÍCULOS TEM CRESCIMENTO TÍMIDO EM 2025

    Segundo dados preliminares baseados no Renavam (Registro Nacional de Veículos Automotores), 2,7 milhões de veículos leves e pesados foram emplacados no ano de 2025, crescimento de 2% em relação a 2024.

    Modelos usados, entretanto, cresceram. Dados divulgados pela Fenauto (Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores) mostraram que 16,7 milhões de veículos trocaram de dono entre janeiro e novembro. Foram cerca de 900 mil unidades a mais que o registrado em todo o ano de 2024.

    Financiamento atinge 7,3 milhões de veículos no Brasil, melhor resultado em 14 anos

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  • Trump diz que países que fazem negócios com Irã serão alvo de tarifa de 25%

    Trump diz que países que fazem negócios com Irã serão alvo de tarifa de 25%

    Decisão ocorre em meio à onda de protestos contra regime teocrático; em 2025, Brasil exportou o equivalente a US$ 2,9 bilhões ao país

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (12) que qualquer país que faça negócios com o Irã estará sujeito a uma tarifa de 25% sobre qualquer transação realizada com os EUA.

    “Com efeito imediato, qualquer país que faça negócios com a República Islâmica do Irã pagará uma tarifa de 25% sobre qualquer e todo negócio realizado com os Estados Unidos da América”, disse Trump em uma publicação na rede Truth Social.

    O presidente americano não detalhou os critérios para a aplicação das tarifas nem a data de início da vigência. Os maiores parceiros comerciais do país são Índia, Turquia e China.

    O anúncio ocorre após Trump ameaçar ações militares para conter a repressão contra uma onda de protestos que tomaram o país. Segundo a ONG Iran Human Rights, com sede na Noruega, pelo menos 648 manifestantes morreram desde 28 de dezembro.

    Segundo dados do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), o Brasil exportou o equivalente a US$ 2,9 bilhões ao país do Oriente Médio em 2025 e importou US$ 84 milhões.

    A balança comercial brasileira fechou 2025 com superávit de US$ 68,3 bilhões, valor 7,9% menor que o registrado em 2024. O resultado, divulgado na terça-feira (6), foi observado após um ano marcado pelo tarifaço aplicado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

    Entre os dez principais compradores do Brasil, os Estados Unidos foram os responsáveis pela maior queda na demanda por produtos brasileiros em 2025. O país administrado por Trump comprou 6,6% menos do Brasil do que no ano anterior.

    Os protestos no Irã começaram em resposta à alta dos preços, mas logo se voltaram contra os governantes religiosos que estão no poder há mais de 45 anos. Os iranianos estão cada vez mais ressentidos com a poderosa Guarda Revolucionária, cujos interesses comerciais, incluindo petróleo e gás, construção civil e telecomunicações, valem bilhões de dólares.

    Trump diz que países que fazem negócios com Irã serão alvo de tarifa de 25%

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  • Dólar fecha em alta e Bolsa recua com investigação contra Powell em foco

    Dólar fecha em alta e Bolsa recua com investigação contra Powell em foco

    Procuradores federais dos EUA abrem inquérito criminal contra presidente do Fed; movimento acende alerta entre analistas sobre possível interferência do governo Trump na política de juros

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar fechou em leve alta de 0,11%, cotado a R$ 5,3718, nesta segunda-feira (12) com investidores reagindo à abertura de uma investigação criminal pelo governo Trump contra o presidente do Fed (Federal Reserve, banco central dos EUA), Jerome Powell, no domingo (11).

    Já a Bolsa recuou 0,13%, a 163.150 pontos, após passar praticamente todo o pregão próxima da estabilidade, em um dia marcado por agenda doméstica esvaziada.

    A iniciativa do governo norte-americano foi interpretada nos mercados globais como uma tentativa de pressionar o Fed por novos cortes de juros, o que reacendeu temores sobre a independência da autoridade monetária.

    Na véspera, procuradores federais dos Estados Unidos abriram uma investigação criminal contra o presidente do Fed, Jerome Powell, sobre a reforma da sede do banco central, em Washington. O inquérito, conduzido pela Procuradoria dos EUA de Colúmbia, busca apurar se Powell mentiu ao Congresso sobre o escopo das obras.

    Em pronunciamento por escrito, Powell disse que a investigação “deve ser vista no contexto mais amplo de pressão contínua do governo”.

    A ameaça de acusações criminais é uma consequência do fato de o Fed definir as taxas de juros com base em nossa melhor avaliação do que será melhor para o público, em vez de seguir as preferências do presidente [Donald Trump]”, afirmou. “A questão central é se o Fed conseguirá continuar a definir as taxas de juros com base em evidências e nas condições econômicas, ou se, em vez disso, a política monetária será dirigida por pressão política ou intimidação.”

    Trump tem pedido repetidamente a renúncia de Powell e pressionado por uma taxa de juros menor. Em novembro de 2025, chegou a afirmar que “adoraria” demitir o presidente do Fed por não reduzir a taxa de juros mais rapidamente.
    Questionado sobre o comentário de Powell, Trump afirmou não estar envolvido com a investigação e criticou o dirigente. “Eu não sei nada sobre isso, mas ele certamente não é muito bom no Fed, e nem em construir prédios,” afirmou o republicano em entrevista à emissora NBC News no domingo.

    A investigação acendeu o alerta entre analistas do mercado financeiro de uma maior interferência de Trump na política de juros dos EUA e levou a queda da moeda internacionalmente.

    O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, recuou 0,23%, a 98.894 pontos.

    A notícia também impactou o mercado de commodities. O ouro chegou a subir 2% para US$ 4.600 (R$ 24,66 mil) por onça troy e a prata saltou até 5,9%, alcançando US$ 84,60 (R$ 453,47).

    Segundo Ian lopes, economista da Valor Investimentos, os mercados valorizam bancos centrais independentes. “O Fed é a instituição financeira mais importante do mundo e, diante desse ruído, investidores acabam vendendo a moeda americana e ativos alternativos usados como reserva de valor, como ouro e prata, acabam batendo recordes”.

    Nickolas Lobo, especialista em investimentos da Nomad, diz que a situação não gera apenas uma maior incerteza em relação à autonomia do Fed. “O reflexo desencadeia também um maior questionamento sobre a trajetória de juros. À medida que esse risco se torna mais presente, os ativos americanos podem se tornar menos atrativos para os investidores, reforçando a tendência de diversificação global, direcionando o capital para outros ativos”.

    Para João Daronco, analista da Suno Research, a maior aversão ao risco deve continuar. “Nesse cenário, em que a instabilidade institucional nos Estados Unidos se aprofunda, poderíamos ver uma desvalorização mais acentuada do dólar”.

    Daniel Teles, especialista e sócio da Valor Investimentos, concorda. “É um momento de reposicionamento, o que acaba chacoalhando ativos. Debates em torno do Fed, Irã e Groenlândia contribuem para uma maior cautela, e os mercados emergentes tendem a sentir esse movimento com mais intensidade”.

    No Brasil, a segunda-feira foi de agenda econômica e política esvaziada, com o Congresso Nacional ainda em recesso.

    Mais cedo, o boletim Focus do Banco Central mostrou que a mediana das projeções dos economistas para o dólar no fim de 2026 e de 2027 seguiu em R$ 5,50. Já a inflação esperada para 2026 passou de 4,06% para 4,05% e para 2027 seguiu em 3,80%.

    A taxa básica Selic para o fim deste ano continuou em 12,25% e para o final do próximo ano permaneceu em 10,50%.

    O diferencial entre a taxa de juros norte-americana, hoje na faixa de 3,50% a 3,75%, e brasileira, em 15%, vem sendo apontado como um fator de atração de recursos para o Brasil, mantendo o dólar em níveis mais distantes dos R$ 6,00 nos últimos meses.

    A tese se ampara na estratégia de carry trade, isto é, quando investidores tomam empréstimos a taxas baixas, como a norte-americana, e investem em países de juros mais altos, como Brasil. O aporte aqui implica na compra de reais, o que desvaloriza o dólar.

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