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  • Receita libera consulta ao primeiro lote de restituição do IR nesta sexta (22)

    Receita libera consulta ao primeiro lote de restituição do IR nesta sexta (22)

    Consulta começa às 9h e estará disponível no aplicativo Meu Imposto de Renda e no site oficial do órgão. Dinheiro será depositado em 29 de maio, que também é o último dia de entrega das declarações

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Os contribuintes que entregaram a declaração do Imposto de Renda 2026 e têm valores a receber poderão verificar, a partir das 9h de 22 de maio, se foram entraram no primeiro lote de restituição da Receita Federal. A consulta estará disponível no aplicativo Meu Imposto de Renda e no site oficial do órgão.

    O pagamento do primeiro lote será realizado em 29 de maio. Segundo José Carlos Fonseca, supervisor nacional do Imposto de Renda, o crédito será efetuado ao longo do dia, e o horário pode variar conforme o banco responsável pela conta informada pelo contribuinte.

    A Receita ainda não divulgou o número de contribuintes contemplados nem o valor total a ser pago neste primeiro lote. De acordo com Fonseca, os dados dependem da finalização do processamento das declarações e devem ser anunciados apenas no dia da abertura da consulta. Ao todo, o fisco espera receber 44 milhões de declarações neste ano.

    O prazo para declarar o Imposto de Renda acaba às 23h59 do dia 29 de maio. A declaração pode ser entregue baixando o programa IRPF 2026, no site oficial da Receita Federal. Outra opção é prestar contas pelo Meu Imposto de Renda, que permite o preenchimento online. O acesso pode ser feito pelo site da Receita pelo e-CAC (Centro de Atendimento Virtual), pelo portal de serviços digitais do governo ou ainda pelo aplicativo da Receita Federal no celular.

    Quem é obrigado a prestar contas e atrasa paga multa mínima de R$ 165,74, que pode chegar a 20% do imposto devido no ano. Há ainda outras consequências.
    COMO CONSULTAR SE MINHA RESTITUIÇÃO ESTÁ DISPONÍVEL?

    1 – Acesse o site www.gov.br/receitafederal
    2 – Clique em “Meu Imposto de Renda”
    3 – Selecione “Consultar minha Restituição”
    4 – Informe CPF e data de nascimento e clique sobre a caixa “sou humano”
    Para checar suas informações sobre a situação fiscal por meio do e-CAC (Centro de Atendimento Virtual da Receita Federal), é preciso ter senha do portal Gov.br nível prata ou ouro.

    RESTITUIÇÃO TERÁ LOTE BILIONÁRIO

    A Receita deverá pagar cerca de R$ 16 bilhões em restituições do IR no primeiro lote de 2026 para 9 milhões de contribuintes. O total, que deve consolidar o lote como o maior da história do IR, é uma estimativa com base no que foi pago em 2025.

    No primeiro lote do ano passado, R$ 11 bilhões foram liberados a 6,3 milhões de contribuintes. Neste ano, a Receita planeja pagar dois megalotes em maio e junho, que devem contemplar 18 milhões de declarantes.

    O fisco vai pagar quatro lotes de restituição em 2026, de maio a agosto, em vez dos tradicionais cinco lotes, como ocorre há alguns anos. Além disso, prevê quitar as restituições de 80% dos contribuintes nos dois primeiros lotes. Cada um deles terá 9 milhões de contemplados.

    VEJA O CALENDÁRIO DE PAGAMENTO DA RESTITUIÇÃO DO IR 2026

    Serão quatro lotes.

    Lote Data de pagamento
    1º lote 29 de maio
    2º lote 30 de junho
    3º lote 31 de julho
    4º lote 31 de agosto

    O pagamento da restituição do Imposto de Renda segue uma ordem de prioridade definida por lei e por normativas da Receita Federal. Em caso de empate, o critério de desempate será a data e o horário do envio da declaração.

    Quem entregou mais cedo terá vantagem. Veja a ordem de prioridade:

    1 – Idoso com 80 anos ou mais
    2 – Idoso com 60 anos ou mais, e pessoa com deficiência e com doença grave
    3 – Contribuintes cuja maior fonte de renda é o magistério
    4 – Contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida e optaram por receber a restituição por Pix
    5 – Contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida ou optaram por receber a restituição por Pix
    6 – Demais contribuintes

    QUEM É OBRIGADO A DECLARAR O IMPOSTO DE RENDA 2026?

    Deve entregar a declaração neste ano o contribuinte que, em 2025:
    – Recebeu rendimentos tributáveis -como salário e aposentadoria- a partir de R$ 35.584,00
    – Recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte (como rendimento de poupança ou FGTS) acima de R$ 200 mil
    – Obteve, em qualquer mês, ganho de capital na venda de bens ou direitos sujeito à incidência do Imposto;
    – Realizou operações de venda na Bolsas de Valores cuja soma foi superior a R$ 40 mil ou teve apuração de ganhos líquidos sujeitos à incidência do imposto
    – Obteve, na atividade rural, receita bruta em valor superior a R$ 177.920 ou pretenda compensar, no ano-calendário de 2025 ou posteriores, prejuízos de anos-calendário anteriores ou do próprio ano-calendário de 2025
    – Tinha, em 31 de dezembro, a posse ou a propriedade de bens ou direitos de valor acima de R$ 800 mil
    – Passou à condição de residente no Brasil em qualquer mês e nessa condição encontrava-se em 31 de dezembro;
    – Optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, caso o produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no País, no prazo de cento e oitenta dias, contado da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005
    – Optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física, nos termos do regime de transparência fiscal de entidade controlada estabelecido no art. 8º da lei nº 14.754, de 12 de dezembro de 2023
    – Era titular, em 31 de dezembro, de trust e demais contratos regidos por lei estrangeira com características similares, nos termos dos arts. 10 a 13 da Lei nº 14.754, de 12 de dezembro de 2023
    – Tinha capital investido em aplicações financeiras no exterior, a que se referem os arts. 2º a 4º e 9º da Lei nº 14.754, de 12 de dezembro de 2023:
    – Teve rendimentos ou pretenda compensar, no ano-calendário de 2025 ou posteriores, perdas de anos-calendário anteriores ou do próprio ano-calendário de 2025
    – Teve lucros ou dividendos de entidades no exterior, nos termos dos arts. 2º e 5º a 6º-A da lei nº 14.754, de 12 de dezembro de 2023

    Receita libera consulta ao primeiro lote de restituição do IR nesta sexta (22)

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  • Bolsa Família de maio começa a ser pago para 19,1 milhões; veja calendário e quem recebe

    Bolsa Família de maio começa a ser pago para 19,1 milhões; veja calendário e quem recebe

    O calendário segue o final do NIS (Número de Identificação Social) dos beneficiários e vai até o dia 29, conforme cronograma da Caixa Econômica Federal e do MDS (Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome)

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Os pagamentos do Bolsa Família referentes ao mês de maio começam a ser feitos nesta segunda-feira (18) para 19,1 milhõe de famílias.

    O calendário segue o final do NIS (Número de Identificação Social) dos beneficiários e vai até o dia 29, conforme cronograma da Caixa Econômica Federal e do MDS (Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome).

    Os depósitos são feitos em dias úteis e liberados de forma escalonada. O valor pode ser movimentado pelo aplicativo Caixa Tem, que permite pagamentos, transferências e compras sem necessidade de comparecimento presencial às agências.

    Também é possível sacar o benefício em lotéricas, caixas eletrônicos, correspondentes Caixa Aqui e unidades da Caixa. Usuários com biometria cadastrada conseguem retirar o dinheiro nos caixas eletrônicos mesmo sem o cartão físico.
    *
    VEJA O CALENDÁRIO DE PAGAMENTO DE 2026 DO BOLSA FAMÍLIA
    Final do NIS – Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

    1 – 19 12 18 16 18 17 20 18 17 19 16 10
    2 – 20 13 19 17 19 18 21 19 18 20 17 11
    3 – 21 18 20 20 20 19 22 20 21 21 18 14
    4 – 22 19 23 22 21 22 23 21 22 22 19 15
    5 – 23 20 24 23 22 23 24 24 23 23 23 16
    6 – 26 23 25 24 25 24 27 25 24 26 24 17
    7 – 27 24 26 27 26 25 28 26 25 27 25 18
    8 – 28 25 27 28 27 26 29 27 28 28 26 21
    9 – 29 26 30 29 28 29 30 28 29 29 27 22
    0 – 30 27 31 30 29 30 31 31 30 30 30 23

    O QUE É O BOLSA FAMÍLIA?

    É um programa de transferência de renda criado em 2003, no âmbito do Programa Fome Zero, voltado a famílias em situação de pobreza e extrema pobreza. O pagamento é feito pela Caixa, e a gestão do programa cabe ao Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.

    O programa foi remodelado em março de 2023, em substituição ao Auxílio Brasil, que vigorou durante o governo Bolsonaro. Marca das gestões do PT, o programa foi retomado com pagamento médio de R$ 714 por família ante um benefício médio de pouco mais de R$ 600 em 2023.

    O valor mínimo liberado no Bolsa Família segue em R$ 600, mas há adicionais. Dentre eles o acréscimo de R$ 150 por criança até seis anos que estiver na escola, além de R$ 50 para filhos entre sete e 18 anos, e R$ 50 por gestante.

    QUEM PODE RECEBER O BOLSA FAMÍLIA?

    Famílias inscritas no CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais) com renda mensal de até R$ 218 por pessoa. As famílias beneficiárias devem, ainda, cumprir compromissos nas áreas de saúde e de educação, como:

    – Realização do acompanhamento pré-natal
    – Acompanhamento do calendário nacional de vacinação
    – Realização do acompanhamento do estado nutricional das crianças menores de sete anos
    – Para as crianças de quatro a cinco anos, frequência escolar mínima de 60% e de 75% para os beneficiários de seis a 18 anos incompletos que não tenham concluído a educação básica
    – Ao matricular a criança na escola e ao vaciná-la no posto de saúde, é preciso informar que a família é beneficiária do Programa Bolsa Família

    COMO CALCULAR A RENDA POR PESSOA?

    Some a renda de todos os moradores da casa e divida pelo número de pessoas. Não entram no cálculo benefícios temporários, indenizações e outros programas de transferência de renda, como o próprio Bolsa Família.

    QUAL É O VALOR MÍNIMO PAGO E OS ADICIONAIS?

    O programa garante pelo menos R$ 600 por família, com adicionais conforme a composição familiar. Caso a soma dos valores não alcance o mínimo, o Benefício Complementar cobre a diferença até o piso.

    Há pagamento de R$ 142 por integrante da família. Crianças de até seis anos recebem adicional de R$ 150. Gestantes, crianças e adolescentes de sete a 18 anos incompletos recebem R$ 50 por pessoa. Bebês de até seis meses podem gerar um adicional de R$ 50 para apoio à amamentação.

    QUAIS SÃO AS REGRAS PARA CONTINUAR RECEBENDO O BENEFÍCIO?

    Além do critério de renda, as famílias precisam cumprir condicionalidades nas áreas de saúde e educação. Entre elas estão o acompanhamento pré-natal de gestantes, o cumprimento do calendário nacional de vacinação e o acompanhamento do estado nutricional de crianças menores de sete anos.

    Também é exigida frequência escolar mínima de 60% para crianças de quatro e cinco anos e de 75% para crianças e adolescentes de seis a 18 anos incompletos que ainda não concluíram a educação básica. Ao matricular a criança na escola ou levá-la para vacinar, a família deve informar que é beneficiária do Bolsa Família.

    O CADASTRO PRECISA SER ATUALIZADO?

    Sim. Os dados do CadÚnico devem estar sempre atualizados. A atualização é feita pelo responsável familiar em unidades do Cras (Centro de Referência de Assistência Social) ou em postos de atendimento do Cadastro Único.

    COMO MOVIMENTAR OU SACAR O DINHEIRO?

    O valor pode ser usado pelo app Caixa Tem para pagar contas, fazer Pix e compras com cartão virtual. Também é possível sacar em lotéricas, correspondentes Caixa Aqui, caixas eletrônicos e agências da Caixa, inclusive com token gerado no aplicativo.

    O cidadão também recebe se tiver o cartão do Bolsa Família ou Cartão do Cidadão. É possível movimentar o dinheiro no Caixa Tem, sem que seja necessário ir a uma agência. No aplicativo, também dá para fazer compras online, pagar contas de água, luz e telefone, entre outros boletos. Há ainda a possibilidade de fazer transferências por Pix e compras em lojas cadastradas.

    Bolsa Família de maio começa a ser pago para 19,1 milhões; veja calendário e quem recebe

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  • Durigan diz que vai falar sobre impactos da guerra no Oriente Médio e minerais críticos no G7

    Durigan diz que vai falar sobre impactos da guerra no Oriente Médio e minerais críticos no G7

    Ministro da Fazenda afirmou que apresentará ao G7 propostas para enfrentar os impactos econômicos da guerra no Oriente Médio, atrair investimentos para o Brasil e ampliar o debate internacional sobre minerais críticos e taxação de super-ricos

    O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (18) que levará à reunião dos ministros das Finanças do G7 três pautas principais: os impactos econômicos da guerra no Oriente Médio, a defesa do Brasil como destino seguro para investimentos e o debate sobre minerais críticos.

    A declaração foi dada em Paris, após participação em um evento sobre tributação internacional.

    Segundo Durigan, o objetivo do governo brasileiro é reforçar a imagem do país como uma economia estável e confiável diante do cenário global de incertezas.

    O ministro destacou indicadores como a estabilidade do real e o desempenho do mercado financeiro brasileiro.

    “Esse debate sobre a economia brasileira, sobre como o real está estável e como a Bolsa brasileira, apesar das últimas semanas difíceis, continua reagindo bem aos investimentos, mostra que os ativos brasileiros ainda parecem muito interessantes”, afirmou.

    Durigan também disse que pretende apresentar programas do governo, como o Eco Invest, como instrumentos para atrair investimentos estrangeiros, oferecendo mecanismos de proteção cambial e maior segurança aos investidores.

    Outro tema que será levado ao encontro do G7 é a exploração de minerais críticos no Brasil.

    O ministro citou a aprovação, pela Câmara dos Deputados, de um projeto de lei complementar voltado ao setor e afirmou que a proposta busca garantir mais segurança jurídica e reduzir disputas judiciais.

    “O incentivo ao investimento no país depende de segurança jurídica. Esse novo marco busca garantir procedimentos seguros e evitar judicialização”, declarou.

    Segundo Durigan, países europeus, como França, já demonstraram interesse no potencial brasileiro ligado aos minerais estratégicos.

    O ministro também comentou os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre a economia global e afirmou que o Brasil acompanha medidas adotadas por países europeus, como Portugal, Espanha e Alemanha, incluindo subsídios limitados e desonerações voltadas a combustíveis específicos.

    Para Durigan, participar da reunião do G7 é importante para acompanhar as melhores práticas internacionais diante da crise.

    Questionado sobre a taxação de super-ricos, o ministro afirmou que o governo brasileiro está disposto a levar o tema para debate no encontro, caso haja espaço na agenda das discussões sobre justiça tributária.

    Durigan diz que vai falar sobre impactos da guerra no Oriente Médio e minerais críticos no G7

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  • Itaú e Bradesco colocam mais de 360 imóveis em leilões

    Itaú e Bradesco colocam mais de 360 imóveis em leilões

    Bancos ampliaram os leilões de imóveis retomados por inadimplência e colocaram mais de 360 propriedades à venda em diferentes regiões do país. Casas, apartamentos, terrenos e imóveis comerciais têm descontos de até 63% e opções de parcelamento

    (FOLHAPRESS) – Os bancos vêm ampliando o uso dos leilões como estratégia para acelerar a venda de imóveis retomados por inadimplência e reduzir estoques.

    Parcerias entre bancos e leiloeiras colocam à venda mais de 360 imóveis em diferentes regiões do país no final deste mês, incluindo casas, apartamentos, terrenos e imóveis comerciais, com descontos que chegam a 63% sobre o valor de avaliação.

    A Zuk, em parceria com o Itaú Unibanco, realizará, no próximo dia 26 de maio, um leilão com mais de 150 lotes distribuídos em 21 estados e no Distrito Federal. Os imóveis incluem opções residenciais e terrenos, voltados tanto a investidores quanto a compradores da casa própria.

    O imóvel com maior abatimento é uma casa de 65 m² em Augusto Corrêa (PA), avaliada em R$ 45,8 mil. Já o lote de maior valor é um galpão em Serra (ES), no bairro Jacuhy, ofertado por R$ 2,13 milhões inicialmente.

    Os preços no leilão variam a partir de R$ 43,1 mil, valor inicial de um terreno de 749 m² em Timbaúba (PE). Parte dos imóveis aceita propostas, enquanto outros oferecem desconto adicional de 10% para pagamento à vista.

    O Itaú Unibanco também abriu um leilão em parceria com a Frazão Leilões, com 181 unidades espalhadas por estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás, Pernambuco, Paraná e Rio Grande do Sul.

    O portfólio é composto por 69 apartamentos, 97 casas, sete imóveis comerciais e oito terrenos. Os lances já estão liberados, e a habilitação se encerra em 25 de maio.

    As condições de pagamento incluem modalidades parceladas de longo prazo, com entrada reduzida e saldo em até 78 parcelas. Em alguns casos, há opções com 20% de entrada e parcelamento em até 11 vezes sem juros ou correção monetária.

    O imóvel mais caro desse leilão é um prédio comercial em Feira de Santana (BA), com 588 m² de área construída, lance mínimo de R$ 1,18 milhão e possibilidade de desconto de 10% para pagamento à vista.

    Já o imóvel mais barato é um apartamento de 55 m² em São Gonçalo (RJ), com lance mínimo de R$ 41,8 mil.

    Também em maio, a Zuk promove, em parceria com o Bradesco, um leilão com 36 imóveis residenciais, comerciais e terrenos em 18 estados.

    A disputa será no dia 26 de maio, com desconto de 10% para pagamento à vista ou pagamento em até 48 vezes.
    Nesse caso, o imóvel mais barato é um terreno de 360 m² em Itapoá (SC), com valor inicial de R$ 8.000. O lote mais caro é uma casa em Governador Valadares (MG), avaliada em R$ 1,02 milhão.

    Para participar, basta se cadastrar nos sites dos leiloeiros oficiais, consultar o edital do lote e fazer a oferta pelo imóvel desejado.

    COMO COMPRAR IMÓVEL EM UM LEILÃO?

    1º Passo: Cadastro no site do leilão

    – Confira com a Junta Comercial do seu estado se o leiloeiro está devidamente credenciado
    – Para evitar cair em golpe, fique atento ao domínio do site, que tem de terminar com “.com.br”
    – Desconfie de portais com erros de ortografias e terminando com somente “.com” ou o “.net”
    – Leiloeiros e empresas gestoras de leilões não utilizam o WhatsApp e nenhuma outra rede social, como Facebook e Instagram, para fazer negociações ou receber lances

    2º passo: Solicitação para participar dos leilões

    – É hora de escolher o tipo de lote (casas, apartamentos, terrenos, fazendas entre outros) para dar o lance e solicitar a participação no leilão
    – Em alguns casos, é possível dar lances em mais de um imóvel dentro do mesmo leilão, até a data e o horário de encerramento da operação

    3º passo: Aquisição

    – Se o seu lance for o maior quando o leilão for encerrado, o imóvel é seu
    – O leiloeiro, pessoalmente e por email, dará todas as orientações sobre o pagamento
    – Se o edital permitir o parcelamento e/ou financiamento, siga as regras do documento

    4º passo: Processo de formalização do imóvel

    – Para qualquer modalidade de pagamento, é preciso recolher o ITBI junto à prefeitura do município onde fica o imóvel. A alíquota varia de acordo com a cidade. E, depois, proceder com o registro, junto ao Cartório de Registro de Imóveis onde está matriculada a propriedade adquirida

    – É preciso entregar os documentos solicitados como: RG/CPF, certidão de nascimento (ou, se for casado, certidão de casamento, RG e CPF do cônjuge); comprovante de residência, declaração de Imposto de Renda, extratos bancários dos últimos três meses e holerites dos últimos três meses (se assalariado)

    Itaú e Bradesco colocam mais de 360 imóveis em leilões

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  • FMI alerta para momento “muito crítico” da economia mundial

    FMI alerta para momento “muito crítico” da economia mundial

    Diretora-geral do FMI afirmou que o mundo enfrenta forte pressão econômica causada pela guerra no Oriente Médio e pela alta do petróleo. Kristalina Georgieva pediu medidas coordenadas do G7 para evitar agravamento da crise global

    Kristalina Georgieva, diretora-geral do Fundo Monetário Internacional, afirmou nesta segunda-feira que a economia global atravessa um momento “muito crítico” e pediu que os países do G7 adotem medidas coordenadas para reduzir os impactos econômicos da guerra no Oriente Médio.

    A declaração foi feita antes do início da reunião de ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais do G7, realizada em Paris.

    Segundo Georgieva, o cenário internacional exige cautela e decisões políticas capazes de evitar um agravamento da instabilidade econômica mundial.

    “Estamos em um momento muito crítico para concentrar esforços em medidas econômicas que possam aliviar os impactos do choque que estamos vivendo atualmente”, declarou a dirigente do FMI.

    Ela destacou ainda que as discussões do encontro serão fundamentais para definir estratégias econômicas diante da escalada das tensões internacionais.

    O G7 reúne representantes de Estados Unidos, Alemanha, França, Itália, Canadá, Reino Unido e Japão.

    Questionada sobre o comportamento dos mercados financeiros, Georgieva afirmou que o FMI acompanha de perto a situação dos títulos públicos e alertou para o aumento das tensões financeiras em um cenário de petróleo acima dos US$ 100 por barril.

    Segundo ela, os impactos geopolíticos da guerra no Oriente Médio já começam a ser incorporados pelos mercados internacionais.

    A diretora do FMI também fez um apelo para que governos e bancos centrais evitem decisões capazes de ampliar ainda mais a instabilidade econômica.

    “É muito importante não adotar medidas que agravem a situação”, afirmou Georgieva, em uma mensagem direcionada às principais economias do mundo.

    FMI alerta para momento “muito crítico” da economia mundial

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  • Preço do petróleo abre semana com maior valor desde março após Trump ameaçar aniquilar Irã

    Preço do petróleo abre semana com maior valor desde março após Trump ameaçar aniquilar Irã

    Escalada da guerra no Oriente Médio elevou o barril Brent ao maior valor de abertura desde março. Ataques com drones, ameaças de Donald Trump ao Irã e impasse sobre o estreito de Hormuz aumentaram a tensão no mercado global de petróleo

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O preço do petróleo abriu a semana com uma alta de 0,92% neste domingo (17), alcançando o maior valor de abertura desde 23 de março.

    O barril Brent, referência global, abriu em US$ 110,26 e está cotado, às 22h10, a US$ 110,69. Na semana anterior, já houve alta de 7,80%.

    Ataques de drones aos Emirados Árabes Unidos, a uma usina nuclear nos Emirados Árabes, e ameaças do presidente americano Donald Trump impulsionam a alta do valor de venda da commodity. Trump demonstra dificuldades para encerrar o conflito no Oriente Médio; com isso, também fica difícil liberar o tráfego no estreito de Hormuz, por onde passa 20% da produção mundial de petróleo e gás.

    O WTI (West Texas Intermediate), usado nos EUA, também registrou valorização de 2,30%, cotado a US$ 103,34.

    Neste domingo, Trump ameaçou novamente aniquilar o Irã, dois meses e meio após o início da ofensiva contra Teerã. Ao mesmo tempo, um drone caiu perto de uma instalação nuclear nos Emirados Árabes Unidos.

    Após mais de um mês de trégua, a perspectiva de uma solução para o conflito, que começou em 28 de fevereiro, permanece distante.

    Para o Irã, o tempo está se esgotando, e é melhor eles se mexerem, rápido, ou não restará nada deles”, alertou Trump em sua plataforma Truth Social.
    Emissários dos dois países não conversam diretamente desde uma reunião no Paquistão, em meados de abril.

    Antes mesmo da mensagem de Trump, Teerã havia emitido um alerta a Washington.

    “O presidente americano deveria saber que, se o Irã for agredido de novo, os recursos e o exército de seu país enfrentarão cenários inéditos, ofensivos, surpreendentes e tumultuados”, disse o porta-voz das forças armadas, Abolfazl Shekarchi.

    Neste domingo, um ataque com drone nas imediações da usina nuclear de Barakah, nos Emirados Árabes Unidos, provocou um incêndio, mas não deixou feridos, nem provocou o aumento da radioatividade, segundo anúncio das autoridades de Abu Dhabi.

    O Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos afirmou que o drone que atingiu a usina nuclear de Barakah é um dos três aparelhos que entraram “pela fronteira ocidental”.

    O projétil atingiu “um gerador elétrico localizado fora do perímetro interno da usina nuclear de Barakah, na região de Al Dhafra”.

    No Iraque há grupos armados apoiados pelo Irã e equipados com drones, e os rebeldes huthis do Iêmen, aliados de Teerã, também possuem drones de combate.

    Preço do petróleo abre semana com maior valor desde março após Trump ameaçar aniquilar Irã

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  • Idosos têm direito aos R$1621 do INSS sem ter contribuído

    Idosos têm direito aos R$1621 do INSS sem ter contribuído

    O valor acompanha o salário mínimo nacional e, com os reajustes previstos, pode chegar a R$ 1.621 em 2026. Para receber, porém, é necessário cumprir algumas exigências estabelecidas pelo governo federal.

    Milhares de idosos brasileiros podem garantir um pagamento mensal do governo federal mesmo sem nunca terem contribuído para o INSS. O benefício é concedido por meio do BPC/Loas, programa assistencial voltado para pessoas em situação de baixa renda e que se tornou uma das principais formas de auxílio para idosos em vulnerabilidade social.

    O valor acompanha o salário mínimo nacional e, com os reajustes previstos, pode chegar a R$ 1.621 em 2026. Para receber, porém, é necessário cumprir algumas exigências estabelecidas pelo governo federal.

    Apesar de ser administrado pelo INSS, o BPC é diferente da aposentadoria tradicional. Isso porque o benefício não exige histórico de contribuição previdenciária. O programa foi criado justamente para atender idosos que não conseguiram contribuir ao longo da vida ou que não possuem tempo suficiente para se aposentar pela Previdência Social.

    O auxílio é destinado a pessoas com 65 anos ou mais, além de cidadãos com deficiência que comprovem situação de vulnerabilidade econômica. O pagamento sempre corresponde ao valor do salário mínimo vigente.

    Mesmo sem necessidade de contribuição ao INSS, existem critérios obrigatórios para ter acesso ao benefício. Um dos principais pontos analisados é a renda familiar por pessoa, já que o programa atende famílias de baixa renda. Além disso, o idoso precisa estar inscrito no Cadastro Único (CadÚnico) e manter os dados atualizados.

    Outro fator importante é a avaliação social realizada pelo INSS, responsável por analisar as condições financeiras da família antes da aprovação do pagamento.

    Diferentemente das aposentadorias tradicionais, o BPC não dá direito ao décimo terceiro salário e também não gera pensão por morte para familiares. Ainda assim, o benefício representa a principal fonte de renda para milhões de idosos brasileiros.

    O pedido pode ser feito pela internet, através do aplicativo ou site Meu INSS, além das agências do instituto mediante agendamento prévio.

    Idosos têm direito aos R$1621 do INSS sem ter contribuído

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  • Suspeito de integrar grupo hacker ligado a Daniel Vorcaro é preso em Dubai

    Suspeito de integrar grupo hacker ligado a Daniel Vorcaro é preso em Dubai

    Um dos alvos da 6ª Operação Compliance Zero, deflagrada nesta semana, Sedlmaier é acusado de integrar Os Meninos, grupo hacker que a Polícia Federal descreve como o braço digital da organização do dono do Master.

    ADRIANA FERNANDES
    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Suspeito de integrar a organização criminosa de Daniel Vorcaro, Victor Lima Sedlmaier foi preso neste sábado (16) em Dubai, nos Emirados Árabes.

    Um dos alvos da 6ª Operação Compliance Zero, deflagrada nesta semana, Sedlmaier é acusado de integrar Os Meninos, grupo hacker que a Polícia Federal descreve como o braço digital da organização do dono do Master.

    Ele está sendo deportado e chega neste sábado ao Brasil, segundo informou à reportagem uma pessoa da PF. Sedlmaier foi detido pela polícia de Dubai a partir de cooperação policial internacional, por meio da Interpol.

    Segundo os investigadores, os integrantes seriam responsáveis por ataques cibernéticos, invasões telemáticas, monitoramento ilegal e derrubada de perfis de pessoas consideradas adversárias de Daniel Vorcaro.

    O objetivo do grupo, segundo a investigação, era proteger a reputação online do empresário e vigiar críticos ligados ao Master e ao núcleo central da organização.

    Sedlmaier é descrito na decisão que embasou a operação como estudante de ciência da computação e desenvolvedor. Em depoimento, ele afirmou trabalhar com software de inteligência artificial, design, banco de dados e manutenção de computadores.

    Segundo o próprio relato reproduzido pela PF, suas funções incluíam conserto de computadores, deslocamento de veículos para oficina e colocação de créditos em celular.

    A investigação afirma que ele estava subordinado a David Henrique Alves, apontado como líder de Os Meninos. Segundo o STF, Alves receberia cerca de R$ 35 mil mensais para coordenar o núcleo hacker.

    De acordo com as investigações, eles receberam dinheiro para derrubar perfis de redes sociais de pessoas críticas a Vorcaro e ao Master, além de invadir dispositivos e contas de opositores.

    A 6ª fase da operação Compliance Zero foi autorizada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça e deflagrada na última quinta-feira (14).

    Nessa fase, foi preso o pai do dono do Master, Henrique Vorcaro, apontado pela PF como responsável por fazer pagamentos a integrantes do esquema e por acioná-los.

    A investigação descreve dois núcleos principais: A Turma, voltada a ameaças presenciais, monitoramento e intimidação de desafetos, e o grupo Os Meninos.

    Suspeito de integrar grupo hacker ligado a Daniel Vorcaro é preso em Dubai

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  • Novo Desenrola pode retomar relação entre renda e consumo e impulsionar inflação

    Novo Desenrola pode retomar relação entre renda e consumo e impulsionar inflação

    O programa reduz o comprometimento da renda com o serviço da dívida, ampliando a capacidade de pagamento e a renda disponível. \”Isso pode se traduzir em maior consumo ou na contratação de novos empréstimos, a depender do conservadorismo dos bancos\”, afirma Alexandre Albuquerque, vice-presidente e analista sênior da Moody’s Ratings.

    Em meio à inadimplência recorde, os bancos têm adotado postura mais conservadora na concessão de crédito, o que contribuiu para um descasamento entre o crescimento da renda e do consumo. Especialistas ouvidos pelo Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) avaliam, porém, que o Novo Desenrola pode restabelecer a relação entre alívio no orçamento das famílias e aumento da demanda por bens e serviços, com potencial de pressionar a inflação no curto prazo e voltar a exigir atenção do Banco Central (BC).

    O programa reduz o comprometimento da renda com o serviço da dívida, ampliando a capacidade de pagamento e a renda disponível. \”Isso pode se traduzir em maior consumo ou na contratação de novos empréstimos, a depender do conservadorismo dos bancos\”, afirma Alexandre Albuquerque, vice-presidente e analista sênior da Moody’s Ratings.

    Segundo ele, considerando a dinâmica dos últimos 18 a 24 meses, a tendência é que as instituições financeiras mantenham cautela, sobretudo em linhas de maior risco, como crédito pessoal. Albuquerque ressalta que, embora o tomador deixe de constar como negativado, a dívida não desaparece: \”Ela diminui, mas continua existindo\”.

    Na mesma direção, Luis Otavio Leal, economista-chefe da G5 Partners, observa que o crescimento da renda já aponta para aumento do consumo e avalia que o programa é desfavorável ao BC. \”Acho o Desenrola ruim para o Banco Central, pois impacta a inflação\”, resume.

    Antes mesmo do início do Novo Desenrola, a renda disponível bruta das famílias – renda do trabalho somada a transferências fiscais e benefícios, líquida de impostos – cresceu 11,1% em março, após alta de 9,5% em fevereiro, segundo cálculos do Goldman Sachs. Em relatório, Alberto Ramos, diretor de pesquisa econômica para a América Latina do banco, atribui o resultado a uma postura creditícia e fiscal/parafiscal \”altamente ativista\”, que manteria o hiato do produto em território positivo, pressionaria a inflação (especialmente a de serviços) e reduziria a eficácia da política monetária.

    No comunicado da reunião de abril, o Comitê de Política Monetária (Copom) também destacou como risco de alta \”uma maior resiliência na inflação de serviços do que a projetada, em função de um hiato do produto mais positivo\”.

    Para Roberto Padovani, economista-chefe do Banco BV, como o programa ainda não opera plenamente, os efeitos inflacionários permanecem mais teóricos. Ele aponta, contudo, um conflito de objetivos: o governo busca estimular a economia por instrumentos fiscais e parafiscais, enquanto o BC tenta conter a inflação e as expectativas. \”No fim, acho que teremos juros elevados por mais tempo, o que contraria o objetivo do Novo Desenrola\”, diz.

    Ainda assim, Felipe Salles, economista-chefe do C6 Bank, considera que, no curto prazo, fatores como o conflito no Irã, o câmbio e os preços de commodities – especialmente alimentos e petróleo – devem ter peso maior na condução da política monetária do que o programa. \”O Banco Central vai acompanhar e estimar os impactos, mas acreditamos que esse efeito tende a ser muito baixo\”, afirma.

    Enquanto isso, a inadimplência vem batendo recordes desde janeiro de 2025. O número de pessoas com o CPF registrado em cadastros de inadimplência atingiu 82,8 milhões em março, segundo a Serasa Experian.

    Novo Desenrola pode retomar relação entre renda e consumo e impulsionar inflação

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  • Ypê suspende Pix do detergente e diz que Brasil não adota limite para bactérias em produtos de limpeza

    Ypê suspende Pix do detergente e diz que Brasil não adota limite para bactérias em produtos de limpeza

    A medida foi tomada nesta sexta (15), após reunião com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que determinou que a produção e a venda de detergentes, sabão líquido e desinfetantes da marca Ypê continuem suspensas. A empresa também deve apresentar um plano de gerenciamento para lidar com cada um dos lotes de final 1 que já foram distribuídos. A Anvisa afirma que o reembolso ao consumidor não é da sua alçada; recomenda apenas que o público guarde os produtos e não os utilize.

    DANIELE MADUREIRA E GABRIELA CECCHIN
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Química Amparo vai suspender o reembolso de R$ 2,99 que estava sendo pago aos consumidores que compraram detergente da marca Ypê de lote 1, fabricado na sede da empresa, em Amparo (SP). O pagamento estava sendo feito via Pix após preenchimento do formulário no site da companhia, sem a necessidade de o consumidor apresentar nota fiscal ou fotos do lote.

    A medida foi tomada nesta sexta (15), após reunião com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que determinou que a produção e a venda de detergentes, sabão líquido e desinfetantes da marca Ypê continuem suspensas. A empresa também deve apresentar um plano de gerenciamento para lidar com cada um dos lotes de final 1 que já foram distribuídos. A Anvisa afirma que o reembolso ao consumidor não é da sua alçada; recomenda apenas que o público guarde os produtos e não os utilize.

    Em entrevista à Folha, o diretor jurídico da Química Amparo, Sergio Pompílio, afirmou que não existe divergência da companhia em relação às determinações da Anvisa. Mas sustenta que o Brasil não tem uma regulação para o nível microbiológico encontrado em produtos de limpeza.

    “Não é como em cosméticos e produtos de higiene pessoal, em que a regra [RDC 907/2024] proíbe a presença dessa bactéria [Pseudomonas aeruginosa]. Não existe um limite de bactérias para produtos de limpeza no Brasil”, afirmou Pompílio.

    A Química Amparo foi alvo de duas denúncias por parte da rival Unilever -dona de produtos como Omo, Comfort, Cif e Brilhante- que apontaram a contaminação microbiológica do lava-roupas Tixan Ypê e de detergentes Ypê, com a bactéria Pseudomonas aeruginosa, conforme revelado pela Folha. A Anvisa atestou a contaminação nos produtos e a não conformidade em processos produtivos no complexo industrial na sede da empresa.

    CONTAMINAÇÃO EM PRODUTOS DE LIMPEZA PODE LEVAR A SURTOS, DIZ ANVISA

    Questionada pela reportagem, a Anvisa confirmou que não existe um limite específico, mas se as boas normas de produção são seguidas, a contaminação microbiológica é evitada. As normas de boas práticas de fabricação (BPF), previstas, por exemplo, na RDC 47/2013, estabelecem o dever técnico da empresa de prevenir contaminação microbiológica”, afirma a agência.

    “Conforme o artigo 5º da norma, os produtos de limpeza devem ser fabricados para garantir a prevenção de contaminação, higiene industrial, validação de limpeza, qualidade da água, controle de matérias-primas e produto acabado.”
    A Anvisa não determinou ações de recolhimento dos produtos. A Ypê disse que pretende realizar testes nos lotes suspensos, fabricados entre 1º de janeiro e 31 de março deste ano, para comprovar que não há inconformidades e liberar novamente a autorização para venda e uso. Os produtos ficarão em quarentena.

    Isso significa que tudo o que foi produzido ou já vendido -e que esteja nos depósitos dos varejistas ou na casa dos consumidores- deve ser armazenado em separado e só comercializado ou usado após aprovação de laudos técnicos de laboratórios contratados pela Química Amparo, reconhecidos pela Anvisa.
    Mas o resultado desses laudos técnicos tem prazo de até 90 dias para ser apresentado. “São 120 milhões de unidades por mês vendidas apenas de detergente e lava-roupas líquido”, diz Pompílio. “Tudo ficará em quarentena até que um laudo aprove o seu uso e a empresa informe o varejista e o consumidor”. Com isso, afirma, a Química Amparo está tendo um custo médio de R$ 10 milhões por dia.

    “Como é um prazo muito longo, estamos pensando em contratar laboratórios até fora do Brasil, tendo em vista a grande quantidade de produtos”, diz. “Nossa prioridade é garantir a tranquilidade do mercado como um todo, da agência e principalmente dos nossos consumidores.”

    Com a suspensão da produção e venda das três categorias, a empresa afirma que o trabalho dos 3.000 funcionários destas linhas está direcionado à adequação do processo produtivo, de acordo com as determinações da Anvisa.

    A Química Amparo não entrou em detalhes, porém, sobre quais processos estão sendo revistos.

    A Ypê disponibilizou um SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor) para tirar dúvidas. Os telefones são 0800-002-6071 (atendimento 24h), 0800-278-0024 (de segunda a domingo, das 9h às 18h), ou 0800-130-0544 (de segunda a sexta, das 9h às 17h).

    Que produtos foram suspensos?
    De acordo com a Anvisa, os produtos líquidos do lote que termina com o número 1, fabricados em Amparo:
    Lava-louças Ypê Clear Care
    Lava-louças com enzimas ativas Ypê
    Lava-louças Ypê Toque Suave
    Lava-louças Concentrado Ypê Green
    Lava-louças Ypê Clear
    Lava-louças Ypê Green
    Lava-roupas Tixan Ypê Combate Mau Odor
    Tixan Ypê Cuida das Roupas
    Lava-roupas Tixan Ypê Antibac
    Lava-roupas Tixan Ypê Coco e Baunilha
    Lava-roupas Tixan Ypê Green
    Lava-roupas Ypê Express
    Lava-roupas Ypê Power Act
    Lava-roupas Ypê Premium
    Lava-roupas Tixan Maciez
    Lava-roupas Tixan Primavera
    Desinfetante Bak Ypê
    Desinfetante de uso geral Atol
    Desinfetante perfumado Atol
    Desinfetante Pinho Ypê
    Lava-roupas Tixan Power Act
    Atenção: a medida não inclui lava-roupas e louças em pó

    Como saber se meu produto está na lista?
    O consumidor deve verificar o número do lote na embalagem. Se o código terminar em 1, o item entra na determinação da Anvisa e o produto não deve ser utilizado. O número do lote costuma estar carimbado com a letra L (referente a lote).

    Ypê suspende Pix do detergente e diz que Brasil não adota limite para bactérias em produtos de limpeza

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