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  • Centrão avança nos estados e projeta mais candidaturas aos governos em 2026

    Centrão avança nos estados e projeta mais candidaturas aos governos em 2026

    Com PT e PL focados na corrida presidencial de 2026, partidos do centrão avançam nos estados e se preparam para disputar governos regionais. Fortalecidos no Congresso e com recursos recordes dos fundos partidário e eleitoral, PP, União Brasil e Republicanos devem lançar candidaturas em até 16 estados

    (CBS NEWS) – Com PT e PL voltados para as eleições presidenciais e com a meta de ampliar suas respectivas bancadas no Senado, partidos do centrão ganham musculatura nos estados e se movimentam para obter terreno na disputa pelos governos estaduais.

    Faltando um ano para as eleições, marcadas para 4 de outubro de 2026, partidos como PP, União Brasil e Republicanos caminham para ter um número recorde de candidatos a governador.

    O cenário é resultado do fortalecimento dessas legendas, que aumentaram suas bancadas no Congresso Nacional, com consequente ampliação das verbas milionárias dos fundos partidário e eleitoral.

    O União Progressista, federação que uniu o PP e União Brasil, caminha para ter candidaturas aos governos de até 16 estados. Juntos, os dois partidos devem ter um tempo de propaganda robusto e cerca de R$ 1 bilhão do fundo eleitoral.

    “A federação cria uma boa estrutura de largada que viabiliza uma candidatura a governador. O passo seguinte é buscar o apoio de outros partidos”, avalia ACM Neto, vice-presidente do União Brasil e pré-candidato ao Governo da Bahia.

    As duas legendas anunciaram no último mês o desembarque do governo Lula (PT), mas mantiveram indicados em cargos federais, incluindo dois ministérios e estatais -o ministro do Turismo, Celso Sabino, pediu demissão, mas tenta permanecer no cargo.

    Agora, articulam candidaturas nos estados enquanto tentam emplacar um projeto nacional que unifique a direita.

    O PP, que em 2022 disputou os governos de cinco estados e venceu no Acre e em Roraima, agora tem pré-candidatos em dez unidades da Federação.

    Entre as novas apostas estão o ex-tucano Eduardo Riedel, governador de Mato Grosso do Sul, além de três vice-governadores que vão assumir em definitivo em abril de 2026 com a renúncia dos titulares para concorrer ao Senado: Celina Leão (DF), Lucas Ribeiro (PB) e Mailza Assis (AC).

    Em São Paulo, a aposta do partido é o secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, pré-candidato ao Senado que pode concorrer ao governo se Tarcísio de Freitas (Republicanos) for candidato a presidente.

    O União Brasil tem pré-candidaturas em oito estados, incluindo grandes colégios eleitorais como Bahia e Rio de Janeiro. Mas enfrenta embates internos com o PP no Acre, na Paraíba e no Paraná -neste último, o senador Sergio Moro tenta viabilizar sua candidatura ao governo, mas enfrenta resistências.

    O Republicanos é outra sigla que deve ter um salto no número de candidatos a governador. Originalmente ligada à Igreja Universal, a legenda tem buscado ampliar suas bases nos estados.

    Em 2022, o partido disputou apenas três estados e venceu em São Paulo, com Tarcísio de Freitas, e no Tocantins, com Wanderlei Barbosa. Agora pode ter candidatura em até nove estados.

    Dentre eles estão o senador Cleitinho (Minas Gerais), o vice-governador Otaviano Pivetta (Mato Grosso) e o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Espírito Santo). A legenda também negocia a filiação de potenciais candidatos como Alan Rick, no Acre, e Fernando Máximo, em Rondônia.

    O PL de Jair Bolsonaro enfrenta um cenário mais nebuloso nos estados. O partido disputa a reeleição em Santa Catarina, com Jorginho Mello, e caminha para lançar o deputado Luciano Zucco, no Rio Grande do Sul, e a empresária Maria do Carmo Seffair, no Amazonas.

    Há pré-candidaturas em outras três localidades: Mato Grosso, Goiás e Rio Grande do Norte. Em Minas Gerais, o deputado federal Nikolas Ferreira avalia concorrer.

    Enquanto o centrão tenta ganhar terreno, partidos tradicionais de centro como PSD e MDB atuam para manter o protagonismo.

    O MDB, que possui três governadores, vai lançar candidaturas em oito estados. “Vamos com uma estratégia pé no chão, de mostrar que o MDB tem um diferencial por ser um partido de entrega, que tem gestão”, afirma o deputado federal Baleia Rossi (SP), presidente nacional do partido.

    O partido vai apostar em nomes experientes, incluindo o ministro dos Transportes, Renan Filho (Alagoas), e quatro vice-governadores que devem assumir o cargo no próximo ano: Gabriel Souza (Rio Grande do Sul), Hana Grassan (Pará), Daniel Vilela (Goiás) e Ricardo Ferraço (Espírito Santo).

    O PSD, que chegou a cinco governadores com as filiações de Raquel Lyra (Pernambuco), Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Laurez Moreira (Tocantins), tem pré-candidaturas em ao menos dez estados.

    Nesta semana, o partido acertou a filiação do vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões, que vai deixar o partido Novo, em um movimento que mina uma possível candidatura do senador Rodrigo Pacheco. Outra aposta da legenda é o prefeito Eduardo Paes, no Rio de Janeiro.

    No campo da esquerda, o PT vai disputar a reeleição na Bahia, no Ceará e no Piauí e lançou o secretário da Fazenda, Cadu Xavier, como pré-candidato à sucessão de Fátima Bezerra no Rio Grande do Norte.

    A legenda também mira uma candidatura competitiva no Rio Grande do Sul, com Edegar Pretto, e avalia lançar nomes em outros seis estados.

    O PSB terá como prioridade a candidatura de João Campos, em Pernambuco, mas avalia entrar na disputa em São Paulo, com o ministro Márcio França, e no Distrito federal, com Ricardo Capelli.

    PSDB e PDT seguem em rota de declínio. Os tucanos, que perderam os três governadores eleitos em 2022, terão como principal trunfo uma possível candidatura de Ciro Gomes, cotado para se filiar ao partido no Ceará. A legenda também deve concorrer em Goiás e Rondônia.

    O PDT, que chegou a lançar dez candidatos em 2022 na esteira da campanha presidencial de Ciro Gomes, deve ter candidatos em três estados. A principal aposta é Juliana Brizola, no Rio Grande do Sul.

    Centrão avança nos estados e projeta mais candidaturas aos governos em 2026

  • BNDES aprova R$ 1,3 bi em crédito para modernização da indústria

    BNDES aprova R$ 1,3 bi em crédito para modernização da indústria

    Lançada no fim de agosto, a modalidade busca financiar a modernização do parque fabril do país. O orçamento do banco disponível em 2025 é de R$ 10 bilhões.

    LEONARDO VIECELI
    RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) afirma que já aprovou R$ 1,3 bilhão em empréstimos no âmbito da linha chamada de Crédito Indústria 4.0.

    Lançada no fim de agosto, a modalidade busca financiar a modernização do parque fabril do país. O orçamento do banco disponível em 2025 é de R$ 10 bilhões.

    De acordo com o BNDES, o financiamento conta com taxas de juro incentivadas, em um misto de TR, a taxa referencial (40%), e custos de mercado (60%).

    O banco diz que já aprovou 824 operações. Cerca de 52% dos recursos foram destinados para micro, pequenas e médias empresas, aponta a instituição.

    A linha mira investimentos em bens de capital que incorporem tecnologias como robótica, IA (inteligência artificial), computação na nuvem e sensoriamento.

    Em nota, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirma que a modalidade é essencial para o país dar um salto de competitividade e eficiência.

    “O maquinário brasileiro tem idade média de 14 anos e 38% dos equipamentos industriais estão próximos ou além do ciclo de vida ideal. A indústria que inova atrai novos investimentos e gera mais produtividade e empregos”, diz Mercadante.

    A iniciativa é parte do eixo de inovação e digitalização do Plano Mais Produção, que integra a NIB (Nova Indústria Brasil), a política industrial do governo Lula (PT).

    O petista defende uma atuação fortalecida do BNDES, com medidas de apoio a diferentes setores da economia, o que inclui as fábricas.
    A posição, contudo, é vista com ressalvas por economistas que temem um inchaço do banco e uma eventual reciclagem de ideias de outros mandatos do PT.

    A direção do BNDES já rebateu as críticas em mais de uma ocasião, dizendo que aposta em áreas consideradas estratégicas, como inovação e energia limpa.

    A proporção de médias e grandes indústrias que usaram inteligência artificial em seus processos mais do que dobrou em um intervalo de dois anos no país, indicou uma pesquisa divulgada em setembro pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

    O percentual subiu de 16,9% em 2022 para 41,9% em 2024, uma alta de 25 pontos percentuais. Foi o maior crescimento entre as tecnologias investigadas no levantamento.

    Ainda de acordo com o IBGE, a proporção mais elevada de uso da IA foi verificada entre as maiores indústrias, com 500 ou mais empregados (57,5%).

    As empresas das faixas de 250 a 499 ocupados (42,5%) e de 100 a 249 (36,1%) ficaram para trás.

    BNDES aprova R$ 1,3 bi em crédito para modernização da indústria

  • Segunda edição do CNU, maior concurso do país, ocorre neste domingo, com reforço na segurança

    Segunda edição do CNU, maior concurso do país, ocorre neste domingo, com reforço na segurança

    O “Enem dos Concursos” se consolida como a nova forma de contratar servidores públicos e, embora menor do que a edição de 2024, ainda impressiona pelos números. São 761,5 mil inscritos que concorrem a 3.652 vagas em 32 órgãos públicos.

    CRISTIANE GERCINA E JÚLIA GALVÃO
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A segunda edição do CNU (Concurso Nacional Unificado), maior seleção do país, ocorre neste domingo (5), com segurança reforçada para garantir que não haja falhas na aplicação como no ano passado, evitando erros e judicialização.

    O “Enem dos Concursos” se consolida como a nova forma de contratar servidores públicos e, embora menor do que a edição de 2024, ainda impressiona pelos números. São 761,5 mil inscritos que concorrem a 3.652 vagas em 32 órgãos públicos.

    Os exames ocorrem em 228 municípios, incluindo as 27 capitais e o Distrito Federal, e envolvem um contingente de 85 mil trabalhadores.

    Neste ano, há diferenças não só no tamanho –em 2024, foram 2,1 milhões de participantes e 210 mil
    trabalhadores–, mas também na prova. Uma das principais novidades é a prova identificada de forma individual por candidato, com código de barras exclusivo.

    Os candidatos não terão acesso ao tipo de prova que estão fazendo até que o gabarito oficial seja divulgado, o que impede o mapeamento prévio dos cadernos. Essas medidas, aliada à coleta de dados biométricos com duas digitais e ao exame grafológico, dificulta tentativas de fraude e falsidade ideológica, afirma à Folha Alexandre Retamal, coordenador logístico do CNU.

    Diferentemente do que ocorreu no ano passado, o caderno de questões poderá ser levado para casa, mas só para quem esperar até uma hora antes do final do exame. Também foram instalados detectores de metal e de ponto eletrônico em todas as escolas.

    “Quanto mais a gente aprimora os mecanismos e os protocolos de segurança, mais as organizações criminosas ficam com receio de querer cometer um crime”, diz Retamal.

    Segundo ele, responsável pela logística do CNU, as mudanças na segurança foram baseadas nos aprendizados da edição anterior e implementadas em parceria com diversos órgãos de segurança, como Ministério da Justiça, Abin (Agência Brasileiro de Inteligência), PF (Polícia Federal) e polícias dos estados.

    “Tudo isso está gerando uma massa crítica de competência, de responsabilidade, de experiência, que está tornando cada vez mais difícil a atuação de organizações criminosas e tornando cada vez mais seguro [o CNU] para que os candidatos cheguem lá e façam o seu melhor na prova.”

    HORÁRIO DAS PROVAS
    O exame começa às 13h, com abertura de portões às 11h30 e fechamento às 12h30 em ponto, conforme o horário de Brasília. A prova começa às 13h e tem duração de cinco horas para cargos de nível superior, terminando às 18h, e 3 horas e meia para nível médio.

    Apenas os aprovados na prova objetiva seguirão para a etapa discursiva, marcada para 7 de dezembro. Para levar o caderno de questões para casa, é preciso ficar até a última hora. Há regras de segurança com o objetivo de evitar falhas e vazamentos.

    A ministra Esther Dweck, do MGI (Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos), destaca dois pontos de atenção: que é ler a folha de rosto da prova e conferir o endereço da escola onde fará o exame, conforme o que está escrito no cartão do candidato.

    O MGI ainda atualizou, neste sábado, o cartão de inscrição com a sala onde cada candidato realizará a prova. A orientação é que ele seja acessado novamente para que os inscritos tenham as informações completas, mas quem chegar ao local do exame apenas com o código recebido anteriormente “conseguirá encontrar a sala sem dificuldades”.

    LOGÍSTICA DE DISTRIBUIÇÃO E RECOLHIMENTO DAS PROVAS
    As provas chegam aos locais de aplicação na madrugada deste domingo, sob forte esquema de segurança, com a participação das polícias locais. Elas ficaram escoltadas durante todo o tempo que estiveram no galpão da organizadora, que é a FGV (Fundação Getulio Vargas), e também foram escoltadas pela PF e PRF durante o transporte.

    A logística reversa começa ainda no domingo. Ao final do exame, todas as provas são devolvidas ao ponto-sede no município e, depois, voltam para o galpão da FGV. Em todas as etapas, seguem sendo escoltadas e com segurança durante 24 horas.

    O QUE LEVAR E O QUE NÃO LEVAR
    Os candidatos precisam levar caneta preta ou azul de tubo transparente e documento oficial com foto. Se for documento digital, só serão aceitos os que estiverem em sites que sejam acessados com o cadastro do portal Gov.br.

    É permitido levar água e alimentos de consumo rápido, desde que em embalagens transparentes e sem rótulo. É proibido estar com alimentos em embalagens que não sejam transparentes e bebidas em recipientes que não permitam ver o que tem dentro.

    Os celulares e demais itens eletrônicos serão recolhidos no local da prova, colocados em um saco lacrado e devolvidos apenas ao final do exame. É necessário ficar aos menos duas horas na sala de prova.

    DEMAIS ORIENTAÇÕES
    Quem deixar de seguir as orientações da folha de rosto poderá ser desclassificado. O governo quer evitar o que ocorreu no CNU 1, no qual muitos candidatos não marcaram o tipo de prova no cartão de respostas e foram eliminados, conforme previa o edital.

    Retamal dá mais uma dica, que é ter calma. “As pessoas perguntam muito: ‘você pode levar garrafa d’água?’ falam para não esquecer de levar documento, de levar caneta transparente, tudo isso é importante. Mas o mais importante para os candidatos é ir com calma. Vá o mais cedo possível, conheça o lugar, chegue lá com calma e obedeça as instruções dos fiscais.”

    Veja o calendário do CNU 2
    – Aplicação das provas objetivas – 5/10/2025
    – Divulgação preliminar dos gabaritos das provas objetivas – 6/10/2025
    – Prazo para interposição de eventuais recursos quanto às questões formuladas e/ou aos gabaritos divulgados – 7 e 8/10/2025
    – Disponibilização da imagem do cartão de respostas – 12/11/2025
    – Divulgação das notas finais das provas objetivas e convocação para as pessoas candidatas para a realização da prova discursiva – 12/11/2025
    – Obtenção impressa do Cartão de Confirmação de Inscrição para realização da prova discursiva no endereço eletrônico – 1/12/2025
    – Aplicação da prova discursiva – 7/12/2025
    – Divulgação da Nota Preliminar da Discursiva e disponibilização do espelho de correção. – 23/01/2026
    – Interposição de eventuais pedidos de revisão das notas da prova discursiva – 26/01 e 27/01/2026
    – Divulgação do resultado dos pedidos de revisão das notas da Prova Discursiva e do Resultado Definitivo da prova discursiva. – 18/02/2026
    – Divulgação do resultado dos pedidos de revisão das notas dos títulos e do resultado definitivo dos procedimentos para as pessoas candidatas negras, indígenas e quilombolas e para as pessoas com deficiência – 18/02/2026
    – Previsão de divulgação das listas com as classificações das pessoas candidatas, em vagas imediatas e lista de espera, após a realização das fases 1 a 4 20/02/2026
    – 1ª Convocação para confirmação de interesse das pessoas candidatas classificadas 20/02/2026
    – Período para a 1ª confirmação de interesse das pessoas candidatas classificadas 21/02 a 23/02/2026
    – Previsão de divulgação das listas com as classificações das pessoas candidatas, em vagas imediatas e lista de espera, após o resultado da 1ª confirmação de interesse 27/02/2026
    – 2ª Convocação para confirmação de interesse das pessoas candidatas classificadas – 27/02/2026
    – Período para a 2ª confirmação de interesse das pessoas candidatas classificadas – 28/02 a 02/03/2026
    – Previsão de divulgação das listas com as classificações das pessoas candidatas, em vagas imediatas e lista de espera, após o resultado da 2ª confirmação de interesse – 6/03/2026
    – 3ª Convocação para confirmação de interesse das pessoas candidatas classificadas – 6/03/2026
    – Período para a 3ª confirmação de interesse das pessoas candidatas classificadas – 7/03 a 9/03/2026
    – Previsão de divulgação das listas com as classificações das pessoas candidatas, em vagas imediatas e lista de espera, após o resultado da 3ª confirmação de interesse – 16/03/2026
    – Início das convocações para nomeação, e, quando couber, para o procedimento de Investigação Social e Funcional, a realização da Defesa de Memorial e Prova Oral e o Curso ou Programa de Formação

    Segunda edição do CNU, maior concurso do país, ocorre neste domingo, com reforço na segurança

  • Lula amplia propaganda nas redes a 1 ano da eleição e foca soberania, IR e influenciadores

    Lula amplia propaganda nas redes a 1 ano da eleição e foca soberania, IR e influenciadores

    Dados parciais da Secom (Secretaria de Comunicação Social) da Presidência mostram que a pasta passou a direcionar cerca de 30% da verba publicitária para sites e plataformas digitais, contra 20% no ano anterior.

    MATEUS VARGAS E RANIER BRAGON
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O governo Lula (PT) mudou a estratégia de comunicação a um ano da eleição de 2026, ampliou a verba para anúncios na internet e passou a apostar em influenciadores e modelos de vídeos virais, tendo como foco o discurso de soberania e de justiça tributária.

    Dados parciais da Secom (Secretaria de Comunicação Social) da Presidência mostram que a pasta passou a direcionar cerca de 30% da verba publicitária para sites e plataformas digitais, contra 20% no ano anterior.

    A nova estratégia de comunicação da Secom, elaborada pelo ministro Sidônio Palmeira, contrasta com a orientação anterior, de Paulo Pimenta (PT), que defendia aumentar o investimento em rádios como forma de alcançar a população mais pobre e distante das capitais –ele deixou o cargo em janeiro.

    O novo ministro nomeou Mariah Queiroz para a secretaria de Estratégias e Redes. Ela trabalhava na comunicação do prefeito de Recife, João Campos (PSB), um dos políticos de maior projeção nas plataformas digitais.

    Ao menos 20 influenciadores digitais foram contratados para participar de campanhas desde agosto. A aposta é tentar replicar modelo de vídeos que viralizam na internet, como o de “gatinhos” explicando propostas do governo.

    Em propaganda publicada na última semana nas redes “gov.br”, por exemplo, o apresentador João Kléber transporta o seu “teste de fidelidade” –quadro popularesco que visava provocar e “flagrar” eventuais adúlteros– à disputa entre os governos Lula e Donald Trump, aliado à família Bolsonaro.

    No vídeo, o apresentador diz estar nas ruas de São Paulo para saber “se o povo é fiel ao nosso país” ou “vai dar aquela escapadinha para o lado de fora”. Ele pergunta para uma série de pessoas se elas preferem Pix ou cartão de crédito, novela brasileira ou mexicana, futebol brasileiro ou americano.

    João Kléber encerra o vídeo afirmando que o “povo é fiel ao nosso país” e diz que o governo também protege o Brasil.

    Nos bastidores, petistas dizem que o tarifaço de Trump caiu no colo do marketing lulista, permitindo ao governo e ao partido retomarem em parte a defesa da soberania e das cores verde e amarelo, usadas como mote do bolsonarismo havia anos.
    Em julho, a página do governo fez publicação em alusão às declarações de Trump em defesa de Bolsonaro. A peça da Secom apresenta uma montagem com fotos de “gatinhos” que falam sobre a “soberania nacional”.

    “O país dos cães pode até ter um cachorro mandão, pode negociar com os gatinhos, sugerir parcerias, latir de vez em quando. Mas não pode, por exemplo, querer decidir o que os gatinhos vão fazer no país dele, muito menos meter o focinho nas decisões da justiça felina”, diz o vídeo.

    A publicação foi feita no momento em que se aproximava o julgamento do STF (Supremo Tribunal Federal) que condenou o ex-presidente Bolsonaro pela trama golpista.

    A questão da justiça tributária tem como principal mote o projeto que ampliou a isenção do Imposto de Renda a R$ 5.000 e que elevou a taxação de quem tem renda mensal superior a R$ 50 mil.

    “Numa vitória histórica do povo brasileiro, os deputados mantiveram a compensação pelos super-ricos, que passarão a contribuir de forma mais justa”, diz texto governista em menção à aprovação da proposta de forma unânime na Câmara dos Deputados.

    A Secom afirmou, em nota, que a participação dos influenciadores e produtores de conteúdos nas campanhas reflete os novos hábitos dos brasileiros na hora de buscar informações, “com aumento marcante do tempo dedicado à navegação nas redes”.
    “Essa ação está em absoluta conformidade com a legislação vigente sobre a comunicação pública.”

    A pasta diz não negociar diretamente com os influenciadores. Afirma ainda que eles são contratados pelas agências de publicidade, sendo pagos com verbas de produção das campanhas.
    Em geral, as agências colocam um teto de R$ 20 mil por vídeo de cachê por vídeo produzido por influenciadores, segundo autoridades que acompanham as negociações. Questionada, a Secom não informou quanto cada influenciador recebeu.

    No caso da peça “Teste de Fidelidade ao Brasil”, a Secretaria diz que a participação de João Kléber foi ofertada “de forma bonificada” pelo Kwai, “a partir da compra de espaços que já seria feita dentro da plataforma para exibição de conteúdo promocional”.

    Os dados parciais de execução de publicidade da Secom apontam que o Kwai recebeu ao menos R$ 7 milhões em anúncios, sendo a terceira empresa digital mais beneficiada pelas verbas federais.
    O ranking da propaganda online da Secretaria é liderado pelo Google, que também distribui os anúncios no Youtube. A empresa recebeu ao menos R$ 26 milhões, dentro de R$ 235 milhões distribuídos pela pasta neste ano a todos os meios –incluindo TVs, rádios, jornais e outras mídias.

    No ano passado, em cerca de R$ 370 milhões de propagandas da Secom, o Google recebeu R$ 10 milhões.

    A mudança de estratégia do governo fez a empresa pular de sexto para segundo veículo mais beneficiado em todos os meios de 2024 para 2025, atrás apenas da TV Globo, que recebeu R$ 54 milhões neste ano. O canal nacional da TV Record é o atual terceiro veículo mais beneficiado, com R$ 25 milhões em anúncios da Secom, segundo os dados ainda parciais da pasta.

    Parte dos influenciadores que gravam para o governo não é remunerada. Há casos em que a Secom pede e eles assinam documentos cedendo os vídeos.

    Autoridades que integravam gestões anteriores da secretaria dizem que havia receio de contratar influenciadores por causa da dificuldade de explicar ao órgãos de controle os critérios de seleção e remuneração.

    Mesmo com a nova estratégia, a propaganda em TV ainda consome cerca de metade da verba de anúncios da Secom. Depois da internet (cerca de 30%), os principais destino são rádios (10%), mídia exterior (como painel e outdoor, com 8%), jornais (1,1%), revistas (0,18%) e cinema (0,14%), de acordo com os valores disponíveis.

    Os percentuais ainda podem se alterar, pois a divulgação dos detalhes dos gastos do governo em propaganda é lenta. Mas outras bases de dados também apontam que disparada da propaganda nas redes.

    Lula amplia propaganda nas redes a 1 ano da eleição e foca soberania, IR e influenciadores

  • STF forma maioria para manter Moro como réu por calúnia a Gilmar

    STF forma maioria para manter Moro como réu por calúnia a Gilmar

    Os ministros Cármen Lúcia (relatora), Alexandre de Moraes e Flávio Dino votaram contra um recurso do senador.

    A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria neste sábado,4, para manter o senador Sergio Moro (União-PR) réu por insinuar que o ministro Gilmar Mendes venderia decisões judiciais.

    Os ministros Cármen Lúcia (relatora), Alexandre de Moraes e Flávio Dino votaram contra um recurso do senador.

    Moro tentava reverter a decisão da própria Primeira Turma, de junho de 2024, que recebeu a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra ele. A PGR pede a condenação do ex-juiz por calúnia.

    O julgamento ocorre no plenário virtual do STF. Nesta modalidade, os ministros registram os votos em uma plataforma online, sem debate em tempo real sobre o processo. Estão pendentes os votos de Luiz Fux e Cristiano Zanin.

    A defesa do senador apresentou \”embargo de declaração\” – modalidade de recurso que serve para esclarecer ou questionar detalhes da decisão, mas não para reverter o mérito.

    Os ministros rejeitaram o recurso com base em argumentos processuais. Para Cármen Lúcia, relatora do processo, \”a pretensão do embargante é rediscutir matéria\”.

    \”Não há omissão na decisão embargada. A via recursal escolhida não se presta para renovação de julgamento que se efetivou regularmente\”, justificou a ministra em seu voto.

    \”O exame da petição recursal é suficiente para constatar não se pretender provocar o esclarecimento de ponto obscuro, omisso ou contraditório ou corrigir erro material, mas somente modificar o conteúdo do julgado, para fazer prevalecer a tese do embargante\”, acrescentou Cármen Lúcia.

    O processo foi aberto com base em um vídeo que repercutiu nas redes sociais em abril de 2023. Na gravação, Sergio Moro afirma: \”Não, isso é fiança, instituto… pra comprar um habeas corpus do Gilmar Mendes\”.

    O senador se desculpou pela declaração. A defesa afirma que foi uma \”brincadeira infeliz\” e que não foi Moro quem editou e espalhou o vídeo nas redes.

    O vídeo foi gravado quando ele ainda não era senador, mas os ministros decidiram que, como a gravação veio a público durante o exercício do mandato, o STF tem competência para julgar o caso.

    O recebimento da denúncia deflagra o processo criminal. Não há data prevista para o julgamento do mérito.

    STF forma maioria para manter Moro como réu por calúnia a Gilmar

  • Petrobras abre licitação para plataforma que vai ampliar oferta de gás do pré-sal

    Petrobras abre licitação para plataforma que vai ampliar oferta de gás do pré-sal

    A plataforma, chamada de P-91, terá capacidade para processar 180 mil barris de petróleo e 12 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia. Estará conectada ao gasoduto Rota 3, que liga o pré-sal da Bacia de Santos ao Complexo de Energias Boaventura, em Itaboraí (RJ).

    NICOLA PAMPLONA
    RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – A Petrobras abriu nesta sexta-feira (3) licitação para a última das 12 plataformas de produção de petróleo previstas para o campo de Búzios, o maior produtor do país, que vai ampliar a entrega de gás natural do pré-sal no continente.

    A plataforma, chamada de P-91, terá capacidade para processar 180 mil barris de petróleo e 12 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia. Estará conectada ao gasoduto Rota 3, que liga o pré-sal da Bacia de Santos ao Complexo de Energias Boaventura, em Itaboraí (RJ).

    Será ligada também a outras plataformas de Búzios contratadas no governo Jair Bolsonaro sem equipamentos para processar gás natural e funcionará como uma espécie de hub para o transporte do combustível ao continente.

    “Alguns projetos de Búzios, quando foram planejados, não incluíam a exportação de gás, mas a reinjeção total [do combustível nos poços]”, disse a diretora de engenharia, tecnologia e inovação da Petrobras, Renata Baruzzi.

    A nova plataforma terá capacidade de enviar 5,5 milhões de metros cúbicos de gás natural ao continente -3,5 milhões de sua própria produção e 2 milhões de outras plataformas. Em um primeiro momento, deve ser interligada à P-82.

    Baruzzi explicou que a possibilidade de trazer gás de outras plataformas pode ajudar na produção futura de petróleo, já que muitas unidades acabam tendo restrições a ampliar a produção de petróleo por incapacidade de produzir mais gás.

    Assim, ela pode ser futuramente conectada a outras plataformas, ajudando a aliviar o excesso de gás.

    A licitação da P-91 prevê um prazo de 180 dias para que interessados apresentem propostas. A expectativa da Petrobras é que a nova unidade entre em operação apenas depois de 2030, contribuindo para que Búzios atinja um pico de produção de 1,8 milhão de barris de petróleo em 2033.

    O campo já tem seis plataformas em operação, e produziu em agosto 821 mil barris de petróleo por dia, o equivalente a 20% da produção nacional no mês. Ultrapassou pela primeira vez Tupi, também no pré-sal, que produziu 780 mil barris por dia em agosto.
    A sétima unidade, P-78, chegou ao Brasil no fim de setembro e deve começar a produzir petróleo ainda este ano.

    Baruzzi afirmou que, para reduzir o preço da P-91, a Petrobras fez diversas consultas ao mercado e acatou sugestões de simplificação de equipamentos. “É uma plataforma bem mais enxuta que plataformas anteriores”, disse.

    Uma das medidas nesse sentido foi reduzir o número de funcionários a bordo de 240 para 180, o que reduziu as dimensões de sistemas de ar condicionado, tratamento de esgoto e energia, entre outros.

    Petrobras abre licitação para plataforma que vai ampliar oferta de gás do pré-sal

  • BC anuncia bloqueio de chaves Pix usadas em golpes a partir deste sábado

    BC anuncia bloqueio de chaves Pix usadas em golpes a partir deste sábado

    O mecanismo foi discutido na quinta-feira (2), em reunião do Fórum Pix -comitê consultivo permanente formado por cerca de 300 participantes que representam o sistema financeiro e a sociedade civil. Ele tem como objetivo subsidiar o BC na definição das regras e procedimentos que disciplinam o funcionamento do Pix.

    NATHALIA GARCIA
    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O Banco Central anunciou que passará a bloquear chaves Pix que sejam identificadas por instituições financeiras como utilizadas em golpes e fraudes a partir deste sábado (4). Essa é mais uma medida voltada para fortalecer a segurança do sistema financeiro.

    O mecanismo foi discutido na quinta-feira (2), em reunião do Fórum Pix -comitê consultivo permanente formado por cerca de 300 participantes que representam o sistema financeiro e a sociedade civil. Ele tem como objetivo subsidiar o BC na definição das regras e procedimentos que disciplinam o funcionamento do Pix.

    O instrumento prevê que, quando uma chave Pix vinculada a um usuário com marcação de fraude for consultada, o sistema do Banco Central apontará um erro, tornando impossível concluir uma transferência para essa chave ou esse usuário marcados como fraudadores.

    Esse mecanismo, contudo, só funciona para chaves Pix e usuários que foram marcados pela instituição que registrou a chave consultada. Em um exemplo hipotético, um cliente possui conta e chaves Pix nos bancos A e B. O CPF (Cadastro de Pessoas Físicas) deste cliente recebeu uma marcação de fraude apenas no banco A.

    Se alguém consultar a chave Pix desta pessoa no banco A, o Banco Central indicará um erro, e ela ficará impossibilitada de receber recursos. No entanto, se a consulta for feita no banco B, onde não há marcação de fraude, as informações serão fornecidas normalmente.

    A ideia, segundo um interlocutor com conhecimento no assunto, é evitar que pessoas com marcação de fraude equivocadas sejam totalmente afetadas pela medida.

    Na semana passada, o BC divulgou mudanças no regulamento do Pix e apertou as regras de penalidades. A autoridade monetária definiu, entre outras regras, que instituições que criarem ou aceitarem uma marcação de fraude em uma transação devem obrigatoriamente restringir a transferência de recursos via Pix envolvendo aquela conta.

    Determinou também que as instituições serão obrigadas a rejeitar pedido de portabilidade daquele cliente, de forma a impedir que ele abra outra conta na mesma instituição e migre as chaves Pix da conta anterior.

    O aperto em brechas tecnológicas e regulatórias já constava na agenda do BC para este ano, mas o tema ganhou mais urgência depois dos ataques hackers que provocaram desvios milionários de recursos.

    Neste ano, foram registrados até agora oito incidentes cibernéticos, com desvios que somam cerca de R$ 1,5 bilhão ao todo -cerca de R$ 850 milhões foram recuperados.

    BC anuncia bloqueio de chaves Pix usadas em golpes a partir deste sábado

  • Gonet arquiva investigação contra Bolsonaro e Braga Netto por 7 de Setembro de 2022

    Gonet arquiva investigação contra Bolsonaro e Braga Netto por 7 de Setembro de 2022

    A apuração da PGR era se Bolsonaro teria se aproveitado do ato em que participava como chefe de Estado, com uso de estrutura administrativa e de recursos públicos, em prol da campanha eleitoral

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) o arquivamento de um inquérito contra Jair Bolsonaro (PL) e Walter Braga Netto pelo uso indevido de recursos públicos em atos de 7 de Setembro de 2022, o bicentenário da independência do Brasil, para benefício da campanha eleitoral daquele ano.

    Segundo o PGR, as mesmas condutas já foram analisadas no julgamento da trama golpista de 2022, na qual os dois foram condenados em 11 de setembro como líderes de uma organização criminosa que tentou dar um golpe de Estado no país.

    O relator do caso é o ministro André Mendonça e caberá a ele acolher o arquivamento. Pela regra, como o Ministério Público é o titular da ação penal, é praxe que o caso seja encerrado depois de manifestação nesse sentido.

    “Os ilícitos retratados nesta petição encontram-se englobados nos crimes já denunciados. Não há, nos autos, elementos novos capazes de ampliar o enquadramento típico formulado na PET n. 12.100/DF”, diz o PGR.

    A apuração era se Bolsonaro teria se aproveitado do ato em que participava como chefe de Estado, com uso de estrutura administrativa e de recursos públicos, em prol da campanha eleitoral. Braga Netto foi candidato a vice-presidente na chapa.

    A representação apontava para o uso indevido de símbolos institucionais, bens e recursos públicos em benefício da campanha eleitoral de 2022, em manifestações feitas em Brasília e no Rio de Janeiro.

    Pelos mesmos atos, Bolsonaro e Braga Netto ficaram inelegíveis por oito anos por decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

    Bolsonaro já foi declarado inelegível por oito anos pelo TSE em junho de 2023, no julgamento de uma ação que tratava de reunião com embaixadores na qual ele fez ataques e divulgou mentiras sobre o sistema eleitoral.

    O feriado da Independência de 2021, por sua vez, se transmutou em ápice do discurso golpista e antidemocrático do ex-presidente.

    Na ocasião, Bolsonaro fez ameaças contra o STF diante de milhares de apoiadores em Brasília e São Paulo, exortou desobediência a decisões da Justiça e disse que só sairia morto da Presidência da República.

    Gonet arquiva investigação contra Bolsonaro e Braga Netto por 7 de Setembro de 2022

  • AGU pede que redes sociais removam desinformação sobre CNU 2025

    AGU pede que redes sociais removam desinformação sobre CNU 2025

    Ofícios foram enviados ao Google e à Meta; a AGU argumentou que as medidas são necessárias para combater possíveis fraudes durante o período de realização do exame

    A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu nesta sexta-feira (3) às plataformas que operam as redes sociais a adoção de medidas para coibir a desinformação e golpes envolvendo as provas do Concurso Público Nacional Unificado (CNU), que serão realizadas no próximo domingo (5).

    Os ofícios foram enviados ao Google e à Meta, empresa que controla o Instagram, Facebook e WhatsApp.

    A AGU recomendou a remoção de eventual propaganda enganosa e aplicativos ilegais que façam menção ao CNU. O órgão também quer a retirada de postagens com uso indevido da logomarca e dos links oficiais do governo federal. 

    A Advocacia-Geral da União argumentou que as medidas são necessárias para combater possíveis fraudes durante o período de realização do exame.

    “Tais práticas exploram a vulnerabilidade dos milhares de inscritos e de seus familiares, comprometem a segurança informacional e fragilizam a confiança social em políticas públicas legítimas, tal como o ingresso no serviço público por meio de um concurso público de âmbito nacional”, afirmou a AGU.

    No próximo domingo (5), 760 mil candidatos são esperados em 1.294 locais de prova em todo o país. Na edição deste ano, o CNU oferece 3.652 vagas, em 32 órgãos da administração pública federal.

    AGU pede que redes sociais removam desinformação sobre CNU 2025

  • Dólar fecha estável e Bolsa sobe com 'shutdown' nos EUA e contas públicas nos holofotes

    Dólar fecha estável e Bolsa sobe com 'shutdown' nos EUA e contas públicas nos holofotes

    A paralisação do governo dos Estados Unidos foi causada por falta de financiamento para serviços federais não essenciais, diante de um impasse entre republicanos e democratas no Congresso

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar fechou próximo à estabilidade nesta sexta-feira (3), tendo variado 0,05% para baixo ao término da sessão. A cotação final foi de R$ 5,336. Já a Bolsa avançou 0,17%, a 144.200 pontos.

    O mercado seguiu embalado pela expectativa de que o Fed (Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos) continuará cortando a taxa de juros nos próximos meses. A paralisação parcial do governo norte-americano, porém, limita a visibilidade dos agentes sobre o estado da economia ao congelar a divulgação de novos dados.

    No Brasil, isenção do IR (Imposto de Renda) e rumores de uma proposta de tarifa zero para ônibus urbanos acirram temores sobre o cenário fiscal.

    A paralisação do governo dos Estados Unidos foi causada por falta de financiamento para serviços federais não essenciais, diante de um impasse entre republicanos e democratas no Congresso.

    A princípio, os efeitos disso se darão na interrupção de atividades das agências. Viagens aéreas serão atrasadas, pesquisas científicas, suspensas, e até 750 mil funcionários federais poderão ser dispensados, custando US$ 400 milhões ao governo.

    Para o mercado, o problema principal está na paralisação de agências responsáveis por estatísticas da economia norte-americana. O relatório de emprego “payroll”, por exemplo, estava previsto para esta manhã e foi adiado indefinidamente.

    O momento é especialmente sensível diante da cautela do Fed quanto ao ciclo de corte de juros, iniciado na reunião de setembro e cuja continuidade depende da evolução dos dados econômicos, sobretudo os de emprego e de inflação.

    “Para os investidores, a não publicação do payroll em momento em que o Fed está em processo de corte de juros é preocupante”, diz o diretor da consultoria Wagner Investimentos, José Faria Júnior, em comentário enviado a clientes.

    Sem os números oficiais, o mercado se ampara em publicações laterais. Na quinta, o Fed de Chicago estimou que a taxa de desemprego dos EUA “provavelmente” foi de 4,3% em setembro, o mesmo número aferido em agosto.
    A previsão sugere que o mercado de trabalho não está, por enquanto, em uma rápida deterioração, e os mercados financeiros continuam a refletir apostas pesadas em cortes de 0,25 ponto nos juros nas próximas duas reuniões do Fed, em outubro e dezembro.

    Por um lado, a expectativa de cortes de juros pelo Fed afasta os investidores do dólar, uma vez que o rendimento dos títulos ligados ao Tesouro dos Estados Unidos, os treasuries, caem.

    Por outro, o mercado volta a adotar cautela em relação ao Brasil, em especial quanto ao cenário fiscal.

    O plenário da Câmara aprovou, na quarta-feira à noite, uma das principais promessas de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT): a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 por mês. O projeto ainda precisa passar pelo Senado Federal antes de começar a valer em 2026.

    Além de promessa da última campanha, a isenção do IR também é a principal aposta do PT para alavancar a popularidade de Lula em ano eleitoral. A medida ainda inclui um desconto no imposto de quem ganha entre R$ 5.000 e R$ 7.350 mensais.

    Ao todo, a desoneração da base da pirâmide de renda deve beneficiar até 16 milhões de contribuintes a um custo de R$ 31,2 bilhões no ano que vem, segundo o relator, deputado Arthur Lira (PP-AL). Para compensar a perda desses recursos, o governo propôs a criação de um imposto mínimo de 10% sobre a alta renda, também aprovado apesar das resistências.

    O projeto levantou temores de ingerência fiscal no ano passado, o que, entre outros fatores, levou o dólar ao recorde histórico de R$ 6,20. Mais do que a isenção em si, o mercado temia que o texto fosse desidratado na Câmara sem uma compensação para a perda de receita, desequilibrando as contas públicas e impondo dúvidas sobre a sustentabilidade da dívida do governo.

    Mas, mesmo com a medida compensatória, investidores seguem temerosos. Circulam pelas mesas de operação rumores de que o governo Lula estaria estudando a possibilidade de um programa federal para implementar tarifa zero em transporte coletivo de passageiros em todo o Brasil.

    Há o receio de que iniciativas como essa possam se multiplicar com a proximidade do ano eleitoral, gerando mais gastos para o governo.

    “Essa ideia tem causado certa preocupação entre investidores. A questão fiscal tem sido um tema sensível, ainda que mais no ano passado do que nesse, e rumores como esse aumentam a percepção de risco sobre os ativos brasileiros”, comenta Leonel Mattos, analista de inteligência de mercado da StoneX.

    “Mas essa discussão sobre as tarifas zero parece ainda um pouco incipiente.”

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