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  • Caiado e Ciro Nogueira trocam farpas sobre candidato da direita à Presidência

    Caiado e Ciro Nogueira trocam farpas sobre candidato da direita à Presidência

    Governador Ronaldo Caiado e o senador Ciro Nogueira trocaram farpas após defesa de Ratinho Júnior e Tarcísio de Freitas como presidenciáveis da oposição ao governo Lula

    O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), trocou farpas com o senador Ciro Nogueira (PP-PI) neste domingo, 5, nas redes sociais. Em entrevista ao jornal O Globo, Ciro Nogueira disse que há duas candidaturas de direita “viáveis” para as eleições de 2026: as de Tarcísio de Freitas (Republicanos) e de Ratinho Júnior (PSD), governadores de São Paulo e Paraná, respectivamente. Para o senador, as candidaturas são possíveis desde que eles recebam aval do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    Caiado, que é pré-candidato ao Planalto, mas não foi citado pelo senador como opção competitiva, afirmou que Ciro Nogueira está “ansioso” em se colocar como candidato a vice na chapa de Tarcísio.

    “Se Bolsonaro quiser escolher um porta-voz, certamente será um de seus filhos ou sua esposa, Michelle”, afirmou Caiado no X (antigo Twitter), chamando o ex-ministro da Casa Civil de Bolsonaro de “senador de inexpressiva presença nacional”.

    Ciro Nogueira rebateu o governador em publicação no X. “Me chamou a atenção a enormidade do tamanho (da postagem). Deve estar com o tempo livre. Eu não. Sobretudo para polêmicas vazias”, disse o senador.

    Procurados, Caiado não respondeu, enquanto Ciro Nogueira manteve as alegações da réplica ao governador.

    Em entrevista ao Globo, o senador que Tarcísio e Ratinho são competitivos no pleito pela baixa rejeição, em comparação com a de Bolsonaro, e pelo potencial de crescimento, pois ainda são desconhecidos do eleitorado nacional. O senador avaliou que, para se viabilizarem, ambos precisariam de um aval de Jair Bolsonaro.

    Tarcísio afirma que pretende concorrer à reeleição ao governo paulista, enquanto Ratinho Júnior despontou como opção da oposição a Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    Caiado e Ciro Nogueira trocam farpas sobre candidato da direita à Presidência

  • Conversa entre Lula e Trump foi positiva, diz Haddad

    Conversa entre Lula e Trump foi positiva, diz Haddad

    O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad foi um dos auxiliares do presidente Lula que acompanhou a videoconferência entre os chefes de Estado

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O ministro Fernando Haddad (Fazenda) afirmou nesta segunda-feira (6) que a conversa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi positiva.

    “Vou ser parcimonioso. Vai sair uma nota daqui a pouquinho do Palácio [do Planalto] sobre o tema, dando os detalhes que foram pactuados”, disse Haddad. “O presidente já recomendou a divulgação de uma nota.”

    Questionado por jornalistas se o encontro virtual foi bom do ponto de vista econômico, Haddad se limitou a dizer que foi “positivo”.

    Em nota, o governo disse que Lula solicitou a retirada da sobretaxa aplicada pelos EUA a produtos brasileiros. “[O presidente Lula]… recordou que o Brasil é um dos três países do G20 com quem os Estados Unidos mantêm superávit na balança de bens e serviços. Solicitou a retirada da sobretaxa de 40% imposta a produtos nacionais e das medidas restritivas aplicadas contra autoridades brasileiras”, afirmou.

    Sob Trump, o governo dos EUA impôs um tarifaço de 50% sobre uma série de produtos brasileiros, com exceções para diversos, como o de aviação (sujeito atualmente a uma tarifa linear de 10%). Ao defender o fim do tarifaço, Lula levantou argumentos já utilizados por autoridades brasileiras.

    A conversa por videoconferência durou cerca de 30 minutos e teve “tom amistoso”, de acordo com o comunicado divulgado pelo Planalto.

    O telefonema ocorreu cerca de duas semanas depois de aceno feito por Trump a Lula na Assembleia-Geral da ONU. Durante seu discurso, o republicano revelou que havia conversado com o brasileiro nos bastidores do evento e que houve excelente química entre eles. “Os dois presidentes reiteraram a impressão positiva daquele encontro”, diz trecho da nota.

    Além de Haddad, também participaram da conversa telefônica o vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin (Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), o chanceler Mauro Vieira, o ministro Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação da Presidência) e Celso Amorim, assessor especial de Lula para assuntos internacionais.

    Do lado americano, Trump designou o seu secretário de Estado, Marco Rubio, para dar sequência às negociações com os auxiliares de Lula.

    Ainda segundo a nota do Planalto, os líderes dos dois países concordaram em se encontrar pessoalmente em breve. Lula sugeriu como opção uma reunião na cúpula da Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático), na Malásia, entre 26 e 28 de outubro, mas também se dispôs a viajar aos EUA.

    O brasileiro ainda reiterou o convite para o americano participar da COP30, em Belém, em novembro. Antes da videoconferência, integrantes do governo diziam que um encontro presencial entre os dois presidentes poderia ocorrer em um terceiro país. O petista tem ao menos duas viagens internacionais neste ano.

     

    Conversa entre Lula e Trump foi positiva, diz Haddad

  • Lula conversa com Trump, pede encontro presencial e fim de tarifas

    Lula conversa com Trump, pede encontro presencial e fim de tarifas

    Em ligação telefônica feita por Donald Trump, Lula pediu o fim das tarifas e sanções contra autoridades do Brasil; com a presença de ministros, a conversa durou cerca de 30 minutos

    Na manhã desta segunda-feira (6), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu um telefonema do presidente Donald Trump, dos Estados Unidos. Em tom amistoso, os dois líderes conversaram por 30 minutos, quando relembraram a boa química que tiveram em Nova York por ocasião da Assembleia Geral da ONU. Os dois presidentes reiteraram a impressão positiva daquele encontro.

    O presidente Lula descreveu o contato como uma oportunidade para a restauração das relações amigáveis de 201 anos entre as duas maiores democracias do Ocidente. Recordou que o Brasil é um dos três países do G20 com quem os Estados Unidos mantêm superávit na balança de bens e serviços. Solicitou a retirada da sobretaxa de 40% imposta a produtos nacionais e das medidas restritivas aplicadas contra autoridades brasileiras.

    O presidente Trump designou o secretário de Estado Marco Rubio para dar sequência às negociações com o vice-presidente Geraldo Alckmin, o chanceler Mauro Vieira e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Ambos os líderes acordaram encontrar-se pessoalmente em breve. O presidente Lula aventou a possibilidade de encontro na Cúpula da Asean, na Malásia; reiterou convite a Trump para participar da COP30, em Belém (PA); e também se dispôs a viajar aos Estados Unidos.

    Os dois presidentes trocaram telefones para estabelecer via direta de comunicação. Do lado brasileiro, a conversa foi acompanhada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, os ministros Mauro Vieira, Fernando Haddad, Sidônio Palmeira e o assessor especial Celso Amorim.

    Lula conversa com Trump, pede encontro presencial e fim de tarifas

  • Dólar no fim de 2025 passa de R$ 5,48 para R$ 5,45, projeta Focus

    Dólar no fim de 2025 passa de R$ 5,48 para R$ 5,45, projeta Focus

    A projeção para a moeda americana no fim de 2027 permaneceu em R$ 5,56. Quatro semanas atrás, era de R$ 5,60. A estimativa para o fim de 2028 também seguiu em R$ 5,56 Um mês antes, era de R$ 5,56

    A mediana do relatório Focus para a cotação do dólar no fim de 2025 caiu de R$ 5,48 para R$ 5,45. Um mês antes, era de R$ 5,55. A estimativa intermediária para o fim de 2026 passou de R$ 5,58 para R$ 5,53. Um mês antes, era de R$ 5,60.

    A projeção para a moeda americana no fim de 2027 permaneceu em R$ 5,56. Quatro semanas atrás, era de R$ 5,60. A estimativa para o fim de 2028 também seguiu em R$ 5,56 Um mês antes, era de R$ 5,56.

    A projeção anual de câmbio publicada no Focus é calculada com base na média para a taxa no mês de dezembro, e não no valor projetado para o último dia útil de cada ano, como era até 2020.

     

    Dólar no fim de 2025 passa de R$ 5,48 para R$ 5,45, projeta Focus

  • Projeção do Focus de crescimento do PIB de 2025 permanece de 2,16%

    Projeção do Focus de crescimento do PIB de 2025 permanece de 2,16%

    As projeções do mercado para o crescimento da economia brasileira seguem estáveis, mas o Banco Central reduziu sua estimativa para 2025, citando incertezas ligadas ao impacto das tarifas dos EUA e à desaceleração da atividade doméstica, parcialmente compensadas pelo avanço da agropecuária e da indústria extrativa.

    A mediana do relatório Focus para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2025 permaneceu de 2,16%, pela 4ª semana consecutiva. Considerando apenas as 31 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a estimativa subiu de 2,17% para 2,19%.

    O Banco Central diminuiu a sua estimativa de crescimento da economia brasileira este ano, de 2,1% para 2,0%, no Relatório de Política Monetária (RPM) do terceiro trimestre. Segundo a autarquia, a redução ocorreu devido aos efeitos, ainda incertos, do aumento das tarifas de importação pelos Estados Unidos da América, e a sinais de moderação da atividade econômica no terceiro trimestre. Esses fatores, porém, foram parcialmente compensados por prognósticos mais favoráveis para a agropecuária e para a indústria extrativa, disse.

    A estimativa intermediária do Focus para o crescimento da economia brasileira em 2026 também ficou estável, de 1,80%. Um mês antes, era de 1,85%. Considerando só as 29 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, passou de 1,80% para 1,79%.

    A mediana para o crescimento do PIB de 2027 seguiu de 1,90%. Quatro semanas antes, era de 1,88%. A estimativa intermediária para 2028 ficou estável, em 2,00%, pela 82ª semana seguida.

    Projeção do Focus de crescimento do PIB de 2025 permanece de 2,16%

  • Focus: Selic no fim de 2025 continua em 15,00%; fim de 2026 segue em 12,25%

    Focus: Selic no fim de 2025 continua em 15,00%; fim de 2026 segue em 12,25%

    Projeções do boletim Focus indicam estabilidade da taxa Selic em 15% até o fim de 2025, refletindo a cautela do Banco Central diante de um cenário de incertezas econômicas. Expectativas para 2026, 2027 e 2028 também permanecem inalteradas, segundo o relatório

    A mediana do relatório Focus para a Selic no fim de 2025 permaneceu em 15,00% pela 15ª semana consecutiva, após o Comitê de Política Monetária (Copom) ter mantido os juros neste nível na mais recente decisão, no dia 17 de setembro.

    Na ata, o Copom reafirmou que o cenário é marcado por elevada incerteza, o que exige cautela na condução da política monetária. Repetiu também que seguirá vigilante, avaliando se a manutenção do nível corrente da taxa de juros por período bastante prolongado é suficiente para assegurar a convergência da inflação à meta.

    O colegiado detalhou que, “na medida em que o cenário tem se delineado conforme esperado, o Comitê inicia um novo estágio em que opta por manter a taxa inalterada e seguir avaliando se, mantido o nível corrente por período bastante prolongado, tal estratégia será suficiente para a convergência da inflação à meta”.

    Considerando apenas as 35 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a mediana para a Selic no fim deste ano continuou em 15,0%.

    A mediana para a Selic no fim de 2026 permaneceu em 12,25%. Considerando só as 35 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana permaneceu em 12,0%.

    A projeção para o fim de 2027 continuou em 10,50% pela 34ª semana seguida. A mediana para a Selic no fim de 2028 se manteve em 10,00% pela 41ª semana consecutiva.

    Focus: Selic no fim de 2025 continua em 15,00%; fim de 2026 segue em 12,25%

  • EUA sob Trump desaceleram, e 'caça' a imigrantes distorce taxa de desemprego

    EUA sob Trump desaceleram, e 'caça' a imigrantes distorce taxa de desemprego

    Sob Donald Trump, a economia dos Estados Unidos perdeu força, mas o mercado de trabalho segue aquecido por causa da redução na entrada de imigrantes. A combinação de tarifas, inflação persistente e restrições à imigração gera incerteza e pressiona o Federal Reserve em sua política de juros

    (FOLHAPRESS) – A economia norte-americana perdeu ímpeto sob o presidente Donald Trump, mas o emprego ainda mostra alguma resiliência devido a uma disrupção na oferta de mão de obra dos imigrantes.

    Após crescer 2,8% em 2024, o PIB (Produto Interno Bruto) do país deve desacelerar para 1,8% neste ano, segundo previsões de mercado e de órgãos internacionais. Em dezembro, antes da posse do republicano e da imposição de tarifas, havia expectativa de crescimento de até 3%.

    A perda de ritmo na maior economia do mundo -US$ 29,2 trilhões (US$ 2,2 trilhões no Brasil)- ocorre em meio a pressões inflacionárias persistentes, sobretudo no gigantesco setor de serviços, que representa quase 80% do PIB.

    Em agosto, enquanto a inflação geral anual foi de 2,9%, ela rondava 3,6% nos serviços (exceto energia) e 3,2% no setor de alimentos. A meta perseguida pelo Fed, o banco central americano, é 2% ao ano.

    A questão central hoje não é quando a inflação cairá, mas se ela voltará a subir antes que o crescimento desacelere decisivamente. Isso pode colocar em xeque a intenção do Fed de seguir baixando os juros até 2026. Em setembro, a taxa foi reduzida em 0,25 ponto, para uma banda entre 4% e 4,25% anuais -mas Trump pressiona o Fed para que acelere os cortes.

    As duas políticas mais agressivas do republicano neste início de mandato -tarifas e perseguição a imigrantes- estão diretamente relacionadas ao quadro de incerteza.

    Para Kenneth Rogoff, ex-economista-chefe do Fundo Monetário Internacional, muitas empresas estão diminuindo margens de lucro para absorver o impacto das tarifas, mas isso teria um limite.

    “Com o tempo, todos começarão a repassar custos, que aparecerão nos preços. Isso provavelmente elevará a inflação para 3,5% ou 4% no final deste ano. Há um debate sobre o quanto o Fed deveria se incomodar: por um lado, [o impacto] seria temporário e eles não deveriam se importar; por outro, estão preocupados com sua credibilidade após permitirem a grande inflação pós-pandemia”, diz.

    Professor em Harvard, o economista afirma que o Fed poderá optar por apenas mais um corte nos juros neste ano “por razões políticas”. Ele diz que a economia terá de desacelerar para conter os preços, mas não vê chance de recessão nos próximos meses.

    Enquanto o choque tarifário encarece produtos e matérias-primas importados, o combate à imigração reduz a oferta de mão de obra, distorcendo o mercado de trabalho.

    Segundo o Fed regional de São Francisco, os EUA terão saldo positivo líquido entre entradas e saídas de apenas 1 milhão de imigrantes neste ano -1,6 milhão e 2,6 milhões a menos que em 2024 e 2023, respectivamente. Entre 2022 e 2024, os imigrantes contribuíram com mais da metade do total de novos trabalhadores.

    A diminuição dessa oferta de trabalho, segundo o IIF (Instituto de Finanças Internacionais, que reúne 400 instituições financeiras), cria a ilusão de que o mercado laboral está aquecido, mas o que falta são pessoas para preencher vagas.

    Isso ocorre principalmente em estados dependentes de imigrantes, como Califórnia, Texas, Flórida e Nova York. Neles, a taxa de desemprego está menor que em estados menos dependentes da imigração. Enquanto o aumento salarial diminui em nível nacional, há aceleração nas regiões dependentes de imigrantes.

    Para Marcello Estevão, diretor-gerente do IIF, essa fragmentação implica que o Fed precisa interpretar os agregados nacionais com cautela, pois a taxa de desemprego geral (4,3% em agosto) pode indicar um mercado de trabalho mais frágil do que se supõe.

    “O ponto é que há fraqueza suficiente no emprego e no crescimento deste ano, que vai impor disciplina na formação de preços. O choque das tarifas pode até ser limitado sobre a inflação, mas ainda assim obrigará o Fed a uma calibragem paulatina [no corte de juros]”, diz. O IIF prevê crescimento entre 1,4% e 1,5% neste ano, metade da evolução do ano passado.

    \José Júlio Senna, ex-diretor do Banco Central e pesquisador do Ibre-FGV, concorda que a inflação segue pressionada, o que poderá atrapalhar o plano do Fed de cortar juros. Ele põe em dúvida, porém, a dimensão da desaceleração.

    Senna afirma que um dos principais indicadores observados pelo banco central dos EUA são as Vendas Finais para Compradores Domésticos, que destaca gastos e investimentos de residentes e empresas, deduzindo a variação de estoques privados.

    Após desaceleração entre janeiro e março frente às incertezas com a chegada de Trump, o indicador subiu 2,9% anualizados no segundo trimestre, próximo à média de 3% observada em 2023 e 2024 -quando a inflação fechou em 3,4% e 2,9%, respectivamente.

    “Por enquanto, a desaceleração não é significativa, e o Fed precisará manter a preocupação com os preços”, diz.

    Apesar dos ventos contrários de curto prazo, a economia dos EUA continua ostentando vantagens estruturais. Neste ano, o trabalhador americano médio deve gerar cerca de US$ 171 mil em produção, em comparação com US$ 120 mil na zona do euro e US$ 96 mil no Japão (considerando a paridade de poder de compra).

    Apesar da expectativa de crescimento menor, o mercado de ações também segue batendo recordes, mas pode haver distorção pelo peso e valorização das empresas de tecnologia. Hoje, as sete maiores companhias do ramo nos EUA valem juntas mais do que as bolsas de valores de Reino Unido, Canadá, Alemanha e Japão combinadas.

     

    EUA sob Trump desaceleram, e 'caça' a imigrantes distorce taxa de desemprego

  • Redes sociais foram motor em golpismo de Bolsonaro e devem manter papel, dizem especialistas

    Redes sociais foram motor em golpismo de Bolsonaro e devem manter papel, dizem especialistas

    Especialistas apontam que as redes sociais tiveram papel decisivo na tentativa de golpe e seguem impulsionando o bolsonarismo digital. Mesmo com Jair Bolsonaro proibido de usá-las, plataformas continuam a difundir desinformação e a mobilizar apoiadores em torno de pautas como anistia e redução de penas

    (CBS NEWS) – O uso das redes sociais para fins políticos perpassou o julgamento sobre a trama golpista no STF (Supremo Tribunal Federal) a partir de diferentes perspectivas, que vão desde sobretaxa a produtos brasileiros anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, até a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro (PL).

    Especialistas ouvidos pela reportagem avaliam que as plataformas digitais tiveram papel central na tentativa de golpe, funcionando como um “motor” da trama que ainda deve continuar com influência a favor do político -inclusive no debate do Congresso sobre anistia e redução de penas-, apesar de Bolsonaro estar preso e proibido de usar as redes.

    O ex-presidente foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes. Com 70 anos, ele pode não conseguir mais disputar eleições, uma vez que lhe foi aplicada inelegibilidade de oito anos a partir do término da pena -nesse cálculo, ele estaria elegível somente em 2062.

    As redes sociais foram tema fundamental desde o inquérito das milícias digitais, que deu origem à investigação sobre o plano golpista.
    Iniciado em 2021 pelo Supremo e ainda aberto, ele tem como foco uma organização criminosa que atuaria na produção, publicação, financiamento e uso de desinformação contra a democracia.

    O assunto perpassa outros inquéritos, como o das fake news, aberto em 2019 para investigar mensagens direcionadas ao Supremo e seus magistrados.

    Outra investigação na qual, segundo o ministro do STF Alexandre de Moraes, o modus operandi das milícias digitais é perceptível é a que apura possível tentativa de obstruir a Justiça imputada a Bolsonaro e um de seus filhos, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

    Nesse inquérito, o magistrado disse reconhecer a repetição do uso doloso das plataformas digitais. É isso que justificaria a atual proibição do uso das redes sociais a Jair Bolsonaro. A medida cautelar foi determinada em 18 de julho. Depois, foi descumprida e levou à prisão domiciliar do ex-presidente, no dia 4 de agosto.

    O assunto das redes também apareceu diretamente na ação penal da trama golpista. Segundo o procurador-geral da República, Paulo Gonet, a “estratégia típica das milícias digitais de disseminação contínua de informações falsas, com ataques pessoais aos seus alvos” foi utilizada na cronologia do golpe.

    A interseção com a política aparece ainda no cenário externo. As redes foram citadas diretamente por Trump na carta em que anunciou a sobretaxa a produtos brasileiros.

    Na ocasião, ele afirmou que plataformas de mídia social dos EUA sofriam com “centenas de ordens de censura SECRETAS e ILEGAIS”, “ameaçando-as com multas de milhões de dólares e expulsão do mercado de mídia social brasileiro”.

    A ofensiva contra o Brasil ocorre em contexto no qual o governo Lula (PT) propôs apresentar um projeto de lei para regulamentar as big techs. Antes disso, o STF ampliou as obrigações das plataformas digitais.

    Para Liriam Sponholz, professora de comunicação e pesquisadora do INCT-DSI (Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Disputas e Soberanias Informacionais), a tentativa de golpe foi construída nas redes sociais.

    “Os fatores políticos foram essenciais, mas as redes sociais também”, diz. Para ela, as plataformas sozinhas não criaram o contexto político, mas influenciaram a dimensão e contribuíram para normalizar discursos extremistas.

    “As plataformas digitais colocaram a máquina para rodar. Elas foram o motor dessa escalada [que levou à tentativa de golpe]. Foram muito mais do que um alto-falante, porque não só divulgaram o conteúdo.”

    Segundo Letícia Cesarino, professora de antropologia digital da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), o movimento nas redes sociais que desembocou no 8 de Janeiro veio em uma crescente a partir de 2021.

    Ela destaca que esse período é justamente aquele identificado por Gonet como o momento em que se intensificaram as ações que levariam aos ataques golpistas.

    De acordo com Cesarino, pesquisas de monitoramento das mídias digitais identificaram que teorias conspiratórias contra as urnas substituíram outras em vigor -antes atreladas à pandemia de Covid-19- quando o STF anulou as condenações de Lula, o que deixou o petista apto a disputar as eleições de 2022.

    “Nesse momento, vimos nos nossos dados a onda das teorias da conspiração de base pandêmica -ainda bastante vivas no início de 2021- mudando. Ela começou a baixar e, concomitantemente, começou a subir a conspiração eleitoral. Eram os mesmos grupos ali. Houve, de fato, essa troca, e ela foi muito visível.”

    Para Fábio Malini, coordenador do Labic (Laboratório de Internet e Ciência de Dados) da Ufes (Universidade Federal do Espírito Santo), as redes sociais foram importantes para a tentativa de golpe ao produzirem em tempo real um imaginário do caos que justificaria a necessidade de uma intervenção militar.

    “As múltiplas imagens em diferentes campanhas, canais e perfis serviram como esse golpe sendo narrado ao vivo. Elas diziam ‘o Brasil está em total desordem, a polícia não é capaz de coibir, os políticos não são capazes de parar a situação. Portanto, a coisa está degringolada’.”

    Para Malini, a base digital deve continuar acesa mesmo depois de o ex-presidente ter sido condenado. Ele diz, entretanto, que medidas cautelares aplicadas ao político trouxeram impacto. “Uma das características da prisão domiciliar do Bolsonaro foi ter gerado também uma redução dessa atividade e intensidade informativa.”

    De acordo com Marcelo Alves, professor de comunicação da PUC-Rio e diretor de metodologia do Instituto Democracia em Xeque, as redes sociais tiveram importância central na tentativa de golpe ao disseminarem conteúdo e a possibilidade de financiamento via Pix e venda de produtos.
    Segundo ele, a tendência é que o uso das redes a favor do ex-presidente continue, agora com foco em um pedido de anistia.

    Redes sociais foram motor em golpismo de Bolsonaro e devem manter papel, dizem especialistas

  • 'A gente não pode errar', diz Lula sobre conversa com Trump

    'A gente não pode errar', diz Lula sobre conversa com Trump

    Lula classificou como “extraordinariamente boa” a conversa por telefone com Donald Trump e afirmou ter ficado surpreso com a cordialidade do republicano. O presidente brasileiro cobrou o fim das tarifas e das punições a ministros, destacando a importância de uma relação equilibrada entre os dois países

    (FOLHAPRESS) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) classificou a conversa que teve com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta segunda-feira (6), como “extraordinariamente boa” e disse ter ficado surpreso com a cordialidade com que foi tratado pelo republicano. Afirmou ainda que os dois não podem errar na negociação para evitar sofrimento da população dos dois países.

    Em entrevista à TV Mirante, do Maranhão, o presidente disse ter cobrado de Trump a suspensão das tarifas aos produtos brasileiros. Também exigiu a retirada das medidas de retaliação a ministros brasileiros, como a suspensão de vistos.

    “Eu falei para ele: para a gente começar a conversar, é importante que comece a ver o zeramento da taxação e a isenção de punição aos nossos ministros. A gente tem que começar a discutir com um pouco de verdade. Eu não sei quais as informações que o senhor tem sobre o Brasil, mas é importante que a gente converse olho no olho para a gente mostrar o que está acontecendo”, disse.

    O presidente também disse ter afirmado a Trump que o Brasil é um dos três países do G20 deficitário na relação comercial com os Estados Unidos, ao lado de Austrália e Reino Unido.

    Por fim, afirmou que o Brasil e os Estados Unidos têm que ser um exemplo para o mundo, destacou os 200 anos de relação diplomática entre os dois países e se disse otimista com as negociações.

    “Acho que ele entendeu, fiquei bastante surpreso com a cordialidade dele. São dois homens de 80 anos com muita responsabilidade, com muita experiência. A gente não pode errar. Nem o povo americano nem o povo brasileiro podem sofrer por conta de erros nossos”, afirmou.

    Mais cedo, Trump disse a ligação com o presidente Lula foi “muito boa” e disse que vários assuntos foram discutidos, mas os principais foram economia e comércio.

    “Esta manhã, tive uma ligação telefônica muito boa com o presidente Lula, do Brasil. Discutimos muitas coisas, mas o foco principal foi a economia e o comércio entre nossos dois países”, disse o presidente americano em post no Truth Social.

    De acordo com comunicado do Palácio do Planalto, Trump designou seu secretário de Estado, Marco Rubio, para dar sequência às negociações com autoridades brasileiras sobre o tema. Ambos os líderes concordaram ainda em realizar uma reunião presencial em breve.

    Lula esteve nesta segunda-feira na cidade de Imperatriz, no Maranhão, para participar da cerimônia de entrega de 2.837 unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida. O investimento do governo federal foi de R$ 358,6 milhões e deve atender cerca de 11 mil pessoas.

    'A gente não pode errar', diz Lula sobre conversa com Trump

  • Centrão avança nos estados e projeta mais candidaturas aos governos em 2026

    Centrão avança nos estados e projeta mais candidaturas aos governos em 2026

    Com PT e PL focados na corrida presidencial de 2026, partidos do centrão avançam nos estados e se preparam para disputar governos regionais. Fortalecidos no Congresso e com recursos recordes dos fundos partidário e eleitoral, PP, União Brasil e Republicanos devem lançar candidaturas em até 16 estados

    (CBS NEWS) – Com PT e PL voltados para as eleições presidenciais e com a meta de ampliar suas respectivas bancadas no Senado, partidos do centrão ganham musculatura nos estados e se movimentam para obter terreno na disputa pelos governos estaduais.

    Faltando um ano para as eleições, marcadas para 4 de outubro de 2026, partidos como PP, União Brasil e Republicanos caminham para ter um número recorde de candidatos a governador.

    O cenário é resultado do fortalecimento dessas legendas, que aumentaram suas bancadas no Congresso Nacional, com consequente ampliação das verbas milionárias dos fundos partidário e eleitoral.

    O União Progressista, federação que uniu o PP e União Brasil, caminha para ter candidaturas aos governos de até 16 estados. Juntos, os dois partidos devem ter um tempo de propaganda robusto e cerca de R$ 1 bilhão do fundo eleitoral.

    “A federação cria uma boa estrutura de largada que viabiliza uma candidatura a governador. O passo seguinte é buscar o apoio de outros partidos”, avalia ACM Neto, vice-presidente do União Brasil e pré-candidato ao Governo da Bahia.

    As duas legendas anunciaram no último mês o desembarque do governo Lula (PT), mas mantiveram indicados em cargos federais, incluindo dois ministérios e estatais -o ministro do Turismo, Celso Sabino, pediu demissão, mas tenta permanecer no cargo.

    Agora, articulam candidaturas nos estados enquanto tentam emplacar um projeto nacional que unifique a direita.

    O PP, que em 2022 disputou os governos de cinco estados e venceu no Acre e em Roraima, agora tem pré-candidatos em dez unidades da Federação.

    Entre as novas apostas estão o ex-tucano Eduardo Riedel, governador de Mato Grosso do Sul, além de três vice-governadores que vão assumir em definitivo em abril de 2026 com a renúncia dos titulares para concorrer ao Senado: Celina Leão (DF), Lucas Ribeiro (PB) e Mailza Assis (AC).

    Em São Paulo, a aposta do partido é o secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, pré-candidato ao Senado que pode concorrer ao governo se Tarcísio de Freitas (Republicanos) for candidato a presidente.

    O União Brasil tem pré-candidaturas em oito estados, incluindo grandes colégios eleitorais como Bahia e Rio de Janeiro. Mas enfrenta embates internos com o PP no Acre, na Paraíba e no Paraná -neste último, o senador Sergio Moro tenta viabilizar sua candidatura ao governo, mas enfrenta resistências.

    O Republicanos é outra sigla que deve ter um salto no número de candidatos a governador. Originalmente ligada à Igreja Universal, a legenda tem buscado ampliar suas bases nos estados.

    Em 2022, o partido disputou apenas três estados e venceu em São Paulo, com Tarcísio de Freitas, e no Tocantins, com Wanderlei Barbosa. Agora pode ter candidatura em até nove estados.

    Dentre eles estão o senador Cleitinho (Minas Gerais), o vice-governador Otaviano Pivetta (Mato Grosso) e o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Espírito Santo). A legenda também negocia a filiação de potenciais candidatos como Alan Rick, no Acre, e Fernando Máximo, em Rondônia.

    O PL de Jair Bolsonaro enfrenta um cenário mais nebuloso nos estados. O partido disputa a reeleição em Santa Catarina, com Jorginho Mello, e caminha para lançar o deputado Luciano Zucco, no Rio Grande do Sul, e a empresária Maria do Carmo Seffair, no Amazonas.

    Há pré-candidaturas em outras três localidades: Mato Grosso, Goiás e Rio Grande do Norte. Em Minas Gerais, o deputado federal Nikolas Ferreira avalia concorrer.

    Enquanto o centrão tenta ganhar terreno, partidos tradicionais de centro como PSD e MDB atuam para manter o protagonismo.

    O MDB, que possui três governadores, vai lançar candidaturas em oito estados. “Vamos com uma estratégia pé no chão, de mostrar que o MDB tem um diferencial por ser um partido de entrega, que tem gestão”, afirma o deputado federal Baleia Rossi (SP), presidente nacional do partido.

    O partido vai apostar em nomes experientes, incluindo o ministro dos Transportes, Renan Filho (Alagoas), e quatro vice-governadores que devem assumir o cargo no próximo ano: Gabriel Souza (Rio Grande do Sul), Hana Grassan (Pará), Daniel Vilela (Goiás) e Ricardo Ferraço (Espírito Santo).

    O PSD, que chegou a cinco governadores com as filiações de Raquel Lyra (Pernambuco), Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Laurez Moreira (Tocantins), tem pré-candidaturas em ao menos dez estados.

    Nesta semana, o partido acertou a filiação do vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões, que vai deixar o partido Novo, em um movimento que mina uma possível candidatura do senador Rodrigo Pacheco. Outra aposta da legenda é o prefeito Eduardo Paes, no Rio de Janeiro.

    No campo da esquerda, o PT vai disputar a reeleição na Bahia, no Ceará e no Piauí e lançou o secretário da Fazenda, Cadu Xavier, como pré-candidato à sucessão de Fátima Bezerra no Rio Grande do Norte.

    A legenda também mira uma candidatura competitiva no Rio Grande do Sul, com Edegar Pretto, e avalia lançar nomes em outros seis estados.

    O PSB terá como prioridade a candidatura de João Campos, em Pernambuco, mas avalia entrar na disputa em São Paulo, com o ministro Márcio França, e no Distrito federal, com Ricardo Capelli.

    PSDB e PDT seguem em rota de declínio. Os tucanos, que perderam os três governadores eleitos em 2022, terão como principal trunfo uma possível candidatura de Ciro Gomes, cotado para se filiar ao partido no Ceará. A legenda também deve concorrer em Goiás e Rondônia.

    O PDT, que chegou a lançar dez candidatos em 2022 na esteira da campanha presidencial de Ciro Gomes, deve ter candidatos em três estados. A principal aposta é Juliana Brizola, no Rio Grande do Sul.

    Centrão avança nos estados e projeta mais candidaturas aos governos em 2026