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  • Receita paga lote residual de restituição do IRPF de dezembro de 2025

    Receita paga lote residual de restituição do IRPF de dezembro de 2025

    Declarações transmitidas fora do prazo estão incluídas

    A Receita Federal paga nesta terça-feira (30) lote residual de restituição do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) referente ao mês de dezembro de 2025.

    O lote é composto por 263.255 restituições destinadas a contribuintes prioritários e não prioritários, com valor total de R$ 605.998.834,65.

    A Receita informou, em nota, que as restituições incluem declarações de 2025 transmitidas fora do prazo, com pendências já regularizadas, além de valores residuais de anos anteriores. 

    Do valor total, R$ 309,6 milhões serão destinados a contribuintes com prioridade legal, distribuídos da seguinte forma:

    • idosos a partir de 80 anos: 5.310 restituições;
    • idosos entre 60 e 79 anos: 34.796 restituições;
    • pessoas com deficiência física, mental ou moléstia grave: 4.087 restituições;
    • contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério: 11.344 restituições.

    Além dessas, 178.030 restituições serão destinadas a contribuintes que não possuem prioridade legal, mas receberam prioridade por utilizarem a declaração pré-preenchida e/ou por terem optado por receber via Pix.

    Outras 29.688 restituições serão pagas a contribuintes não prioritários.Para consultar a restituição de imposto de renda, é preciso acessar a página da Receita , clicar em Meu Imposto de Renda e, em seguida, em Consultar minha restituição.

    Também é possível consultar o lote por meio do aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones, que permite verificar a liberação das restituições e a situação cadastral do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF).

    O pagamento da restituição, de acordo com a Receita, é feito somente na conta do titular da declaração. “Dessa forma, as rotinas de segurança impedem o pagamento, caso ocorra erro nos dados bancários informados ou algum problema na conta de destino”.

    “Em caso de erro nos dados bancários, a Receita oferece o serviço de reagendamento, oferecido pelo Banco do Brasil (BB) pelo prazo de até um ano após a primeira tentativa de crédito.”

    Receita paga lote residual de restituição do IRPF de dezembro de 2025

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  • Dólar cai e Ibovespa sobe no último pregão de 2025

    Dólar cai e Ibovespa sobe no último pregão de 2025

    O Ibovespa abriu em alta, operando acima dos 161 mil pontos com apoio das blue chips Vale e Itaú Unibanco

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar é negociado em queda e a Bolsa sobe nesta terça-feira (30), último pregão do ano, com o real e o Ibovespa caminhando para o melhor resultado anual desde 2016.

    Por volta das 12h30, a moeda americana recuava 1,44%, negociada a R$ 5,491, em sessão marcada pela liquidez reduzida nos mercados internacionais por conta das festas de fim de ano.

    Já o Ibovespa abriu em alta, operando acima dos 161 mil pontos com apoio das blue chips Vale e Itaú Unibanco. Às 12h30, o índice de referência do mercado acionário brasileiro avançava 0,48%, a 161.261,29 pontos.

    Os agentes avaliam os dados do mercado de trabalho doméstico enquanto aguardam a publicação da ata da última reunião de política monetária de dezembro do Federal Reserve, às 16h.

    A taxa de desemprego do Brasil caiu a 5,2% no trimestre até novembro, após marcar 5,6% nos três meses encerrados em agosto, que servem de base de comparação, apontam dados divulgados nesta terça (30) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

    O resultado renova a mínima da série histórica iniciada em 2012. Até então, a menor taxa havia sido de 5,4% até outubro deste ano.

    Nesta segunda (29), o Tesouro Nacional informou que o governo central registrou um déficit primário de R$ 20,172 bilhões em novembro. Economistas projetavam um rombo menor, de R$ 13,5 bilhões, segundo pesquisa da Reuters.

    Após a divulgação do relatório, o secretário do Tesouro, Rogério Ceron, disse que o resultado primário deste ano deve ficar “mais próximo do centro da meta do que do piso”.

    Também na segunda, a pesquisa Focus mostrou que analistas consultados pelo Banco Central voltaram a reduzir marginalmente suas expectativas para a inflação neste ano e no próximo.

    Os economistas reduziram a estimativa para o IPCA em 2025 a 4,32%, de 4,33% estimados há uma semana, no que foi o sétimo corte consecutivo da projeção. Para 2026, a expectativa teve a sexta queda consecutiva, para uma mediana de 4,05%, de 4,06% na semana anterior.

    Dólar cai e Ibovespa sobe no último pregão de 2025

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  • Taxa de desocupação chega a 5,2%, a menor desde 2012

    Taxa de desocupação chega a 5,2%, a menor desde 2012

    Número de pessoas ocupadas também é recorde: 103,2 milhões

    A taxa de desemprego no trimestre encerrado em novembro ficou em 5,2%, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

    Trata-se da menor taxa de desocupação desde 2012, medida pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) Contínua.

    Segundo o IBGE, de setembro a novembro, 5,6 milhões de pessoas estavam desempregadas, o menor número de desocupados já registrado pela pesquisa. 

    Ao longo da série histórica, o maior contingente de desocupados ocorreu no trimestre encerrado em março de 2021, auge da pandemia de covid-19, quando esse o indicador registrou 14,9 milhões de pessoas sem emprego formal.

    Ocupação

    A menor desocupação da série histórica foi também, de acordo com o IBGE, acompanhada por um novo recorde no número de pessoas ocupadas no país: 103,2 milhões. 

    O nível de ocupação, isto é, a proporção de pessoas com 14 anos ou mais de idade que estavam trabalhando, chegou ao maior percentual da série histórica da PNAD Contínua: 59,0%.

    Taxa de desocupação chega a 5,2%, a menor desde 2012

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  • Preço do etanol sobe em 19 Estados e no DF, cai em 3 e fica estável em 3 na semana, diz ANP

    Preço do etanol sobe em 19 Estados e no DF, cai em 3 e fica estável em 3 na semana, diz ANP

    No Acre não houve medição na semana anterior e não foi possível uma base de comparação; preço mínimo registrado na semana para o etanol em um posto foi de R$ 3,59 o litro, em São Paulo

    Os preços médios do etanol hidratado subiram em 19 Estados e no Distrito Federal (DF), caíram em outros 3 e ficaram estáveis em 3 na semana de 21 a 27 de dezembro. No Acre não houve medição na semana anterior e não foi possível uma base de comparação. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), compilados pelo AE-Taxas.

    Nos postos pesquisados pela ANP em todo o País, o preço médio do etanol subiu 1,36% na comparação com a semana anterior, a R$ 4,48 o litro. Em São Paulo, principal Estado produtor, consumidor e com mais postos avaliados, o preço subiu 1,42% na comparação semanal, a R$ 4,28 o litro.

    A maior alta porcentual na semana, de 4,15%, foi registrada na Bahia, a R$ 4,77 o litro. A maior queda, de 0,85%, ocorreu no Maranhão, para R$ 4,66 o litro.

    O preço mínimo registrado na semana para o etanol em um posto foi de R$ 3,59 o litro, em São Paulo. O maior preço, de R$ 6,49, foi observado em Pernambuco. Já o menor preço médio estadual, de R$ 4,00, foi registrado em Mato Grosso do Sul, enquanto o maior preço médio foi verificado no Acre, de R$ 5,99 o litro.

    Preço do etanol sobe em 19 Estados e no DF, cai em 3 e fica estável em 3 na semana, diz ANP

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  • Receita volta a desmentir cobrança de imposto sobre Pix e suposta multa de 150%

    Receita volta a desmentir cobrança de imposto sobre Pix e suposta multa de 150%

    Políticos de direita e extrema direita são acusados de propagar mentiras envolvendo uma suposta taxação em transações por Pix; Receita volta a desmentir a situação

    A Receita Federal divulgou um comunicado nesta segunda-feira, 29, em que volta a desmentir a existência de cobrança de imposto sobre transações financeiras acima de R$ 5 mil e uma suposta multa de 150% para quem não pagar o falso imposto. Notícias falsas similares já haviam sidos desmentidas pelo órgão no início de 2025, quando viralizou vídeo do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) especulando que o Pix poderia ser taxado.

    “A Constituição Federal proíbe a tributação de movimentações financeiras. Isso não existe e nunca irá existir nos termos da Constituição atual”, disse a Receita Federal. “Não existe nenhuma tributação de 27,5% em transações, é completamente falso; também é mentira que exista qualquer multa de 150% por falta de declaração”, continuou o órgão.

    As notícias falsas que voltaram a circular nos últimos dias relacionam duas medidas completamente distintas: o monitoramento mais rígido de transações suspeitas via Pix e a isenção do pagamento de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês, proposta pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e aprovada pelo Congresso Nacional.

    É o caso de um vídeo gravado no início do ano pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), atualmente pré-candidato a presidente. Na gravação, que reapareceu nas redes sociais recentemente, ele afirma que um decreto de Lula determinou que quem recebesse mais de R$ 5 mil em transferências via Pix em um único mês teria que pagar imposto de renda. Caso contrário, poderia ser multado.

    “A única verdade que mensagens falsas não querem contar é que: a partir de janeiro quem ganha até R$ 5 mil estará completamente isento do imposto de renda e quem ganha até R$ 7.350 terá desconto. Isso é o que os autores dessas mensagens falsas não querem que a população saiba. Não caia em fake news!”, reforçou a Receita.

    A normativa da Receita Federal que serviu como base para a criação das notícias falsas tornou mais rígidas as regras para fintechs de monitorar transações suspeitas e aumentou o piso da movimentação monitorada de R$ 2 mil para R$ 5 mil para pessoas físicas, e de R$ 6 mil para R$ 15 mil para pessoa jurídica.

    Após a repercussão negativa, o governo Lula recuou da medida, mas voltou a estabelecer regras mais rígidas em agosto, após a Operação Carbono Oculto revelar que facções criminosas utilizaram contas em fintechs para lavar dinheiro oriundo do tráfico de drogas e outros crimes.

    A nova instrução normativa da Receita deixou claro que o intuito da medida é combater o crime e apenas equiparou as regras das fintechs àquelas exigidas das instituições financeiras tradicionais, como os bancos.

    Receita volta a desmentir cobrança de imposto sobre Pix e suposta multa de 150%

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  • Inflação do aluguel encerra 2025 com queda de 1,05%

    Inflação do aluguel encerra 2025 com queda de 1,05%

    No mês, índice ficou negativo em 0,01%

    O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) de dezembro foi negativo e registrou baixa de 0,01%. No acumulado do ano, o indicador medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) apresentou queda de 1,05%.

    O resultado “sugere um ambiente de menor pressão de custos para 2026”, afirma em nota o economista Matheus Dias, do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) – ligado à FGV e responsável por calcular o índice.

    O indicador costuma a ser referência para atualização de valores de contratos e preços de aluguéis, conta de luz e telefone, mensalidades escolares, planos de saúde e seguros. 

    “O IGP-M encerra 2025 com queda acumulada de 1,05%, resultado que reflete um ano marcado pela desaceleração da atividade global e elevada incerteza. Esses fatores limitaram repasses de custos, impactando, principalmente, os preços ao produtor. Além disso, a melhora das safras agrícolas contribuiu para aliviar preços de matérias-primas, reforçando o movimento de deflação no índice”, destaca Matheus Dias na nota.

    Diferentemente de outros indicadores, o IGP-M foi criado por solicitação de entidades privadas do setor financeiro no final dos anos 1980. O indicador é medido entre os dias 21 de um mês e 20 do mês seguinte.

    IPCASegundo o boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (29), o mercado financeiro prevê que o ano fechará com Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA, a inflação oficial do país) de 4,32%, resultado abaixo do teto da meta.

    Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta de inflação para 2025 é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5%, e o superior, 4,5% (acima, portanto, do resultado estimado, de 4,32%).

    Inflação do aluguel encerra 2025 com queda de 1,05%

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  • Entenda como os Correios entraram em crise

    Entenda como os Correios entraram em crise

    A empresa anunciou um plano de reestruturação que inclui um novo programa de demissão voluntária, fechamento de agências, venda de imóveis, reformulação do plano de saúde e mudanças na estrutura de cargos e salários

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Os Correios enfrentam uma combinação de crise financeira, modelo de negócios defasado e pressão política por resultados, cenário que levou o governo federal a garantir um empréstimo bilionário como medida emergencial para assegurar a continuidade dos serviços postais.

    O pano de fundo da crise é estrutural. A principal fonte histórica de receita da empresa, o envio de cartas, encolheu de forma acelerada com a digitalização de comunicações e serviços. Ao mesmo tempo, o avanço do comércio eletrônico expôs fragilidades operacionais da estatal num mercado altamente competitivo, dominado por operadores privados mais ágeis, com tecnologia avançada e custos mais flexíveis.

    Hoje, os Correios operam com uma despesa anual em torno de R$ 23 bilhões, sendo que cerca de dois terços desse valor são destinados a gastos com pessoal.

    A empresa anunciou nesta segunda-feira um plano de reestruturação que inclui um novo programa de demissão voluntária (PDV), fechamento de agências, venda de imóveis, reformulação do plano de saúde e mudanças na estrutura de cargos e salários. O efeito das medidas, porém, será gradual e só se tornará pleno no fim da década.

    A estatal acumulou prejuízo de R$ 6,1 bilhões neste ano até setembro. Alguns fatores ajudam a explicar a crise:

    Concorrência

    O fim do monopólio no transporte de encomendas, em 2009, fez os Correios perderem mercado para empresas privadas de logística. A estatal manteve o privilégio para cartas, cartões postais e malas diretas, serviços pelos quais a demanda caiu com o avanço da economia digital

    ‘Taxa das blusinhas’

    A cobrança de impostos sobre encomendas internacionais de até US$ 50 desde agosto de 2024 afetou negativamente a receita dos Correios, que perdeu a exclusividade na importação dessas mercadorias

    Despesas de pessoal

    Em 2024, a empresa já enfrentava dificuldades, mas concedeu reajuste linear de 4,11% para mais de 55 mil empregados, além de resgatar cláusulas benevolentes, como o adicional de 70% sobre as férias (trabalhadores costumam receber um terço). Também realizou concurso para preencher mais de 3.000 vagas, mas os aprovados ainda não foram convocados

    Redução do caixa

    Empresa queimou caixa próprio para investir na aquisição de veículos elétricos e itens de tecnologia quando já estava em situação financeira delicada

    Plano de saúde

    Companhia é mantenedora do plano de saúde dos funcionários, sendo responsável por todos os riscos da operadora e por eventuais débitos que surjam. Em 2022, o estatuto permitiu que os Correios deixassem de ser mantenedores e adotassem o regime de patrocínio, menos oneroso, mas a mudança foi revertida no governo Lula

    Descontrole sobre ações judiciais

    Empresa não tinha um diagnóstico preciso das ações das quais é alvo, sobretudo trabalhistas, o que gerou até ressalvas ao balanço feitas pela empresa de auditoria independente. Os gastos com precatórios tiveram um peso relevante no prejuízo da estatal nos últimos trimestres.

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  • Receita nega taxação de transações financeiras a partir de R$ 5 mil

    Receita nega taxação de transações financeiras a partir de R$ 5 mil

    Governo desmentiu notícias falsas que circulam em redes sociais

    O Ministério da Fazenda, por meio da Receita Federal, desmentiu nesta segunda-feira (29), em Brasília, informações que circulam nas redes sociais e que afirmam que transações financeiras a partir de R$ 5 mil seriam taxadas.

    “As fake news que estão circulando inventaram, desta vez, uma multa de 150% para quem não pagar o falso tributo”, destacou a Receita Federal em comunicado.

    A nota lembra que a Constituição Federal proíbe a tributação de movimentações financeiras. “Isso não existe e nunca irá existir nos termos da Constituição atual”, reforçou a Receita. 

    Falso

    Ela destacou, ainda, que não existe nenhuma tributação de 27,5% sobre transações. “É completamente falso”, frisou.

    “Também é mentira que exista qualquer multa de 150% por falta de declaração”, completou a Receita.

    Por fim, o comunicado destaca que não existe tributação por movimentação financeira. “A Receita Federal esclarece que disseminar mentiras, fake news e pânico financeiro interessa apenas a criminosos”, finaliza a nota.

    Receita nega taxação de transações financeiras a partir de R$ 5 mil

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  • Como a reforma tributária afeta o preço dos imóveis?

    Como a reforma tributária afeta o preço dos imóveis?

    Para o consumidor, os efeitos não serão imediatos; ano de 2026 funcionará como um “ano-teste”, sem recolhimento efetivo dos novos tributos

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A reforma tributária promete simplificar o emaranhado de impostos sobre o consumo no Brasil, mas seus efeitos práticos ainda estão sendo decifrados por setores de capital elevado e de ciclos longos, como o imobiliário.

    A principal mudança, segundo especialistas e entidades do setor, é a migração de um sistema cumulativo, com impostos embutidos ao longo da cadeia, para um modelo de Imposto sobre Valor Agregado (IVA), composto pelo IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e pela CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços).

    Entidades do setor, como a Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias), afirmam que se trata de uma nova lógica que tende a aumentar a transparência, mas não elimina o risco de alta de carga tributária em determinados segmentos.

    Para o consumidor, os efeitos não serão imediatos. O ano de 2026 funcionará como um “ano-teste”, sem recolhimento efetivo dos novos tributos. Nesse período, as empresas deverão apenas emitir documentos fiscais para que o governo possa calibrar as alíquotas. A cobrança plena começa em janeiro de 2027.

    A reforma cria um regime específico para o setor imobiliário, com redução de 50% da alíquota-padrão para a venda de imóveis e de 70% para aluguéis. Também institui um redutor social, um desconto na base de cálculo do imposto voltado a atenuar o impacto sobre a moradia. Ainda assim, o impacto final no preço dependerá do valor do bem.

    Unidades de menor valor tendem a ser beneficiadas. O redutor social de R$ 100 mil aplicado à base de cálculo de imóveis novos favorece empreendimentos populares, como os enquadrados no programa Minha Casa, Minha Vida. Já imóveis de alto padrão podem registrar aumento de carga tributária, segundo estimativas do governo e do próprio setor. No caso dos aluguéis, além da redução maior de alíquota, haverá um redutor social mensal de R$ 600 por imóvel.

    Uma das promessas centrais da reforma é eliminar os chamados impostos “escondidos”. Hoje, tributos incidentes sobre insumos como cimento, aço e serviços se acumulam ao longo da obra e acabam embutidos no preço final, sem clareza para o comprador. Com o IVA, esses valores passam a gerar créditos tributários que podem ser abatidos do imposto devido na venda ou na locação.

    Para o auditor fiscal Jefferson Valentin, autor de obra sobre a reforma tributária nos imóveis, a mudança traz cidadania ao permitir que o comprador saiba exatamente quanto está pagando de imposto no preço final do imóvel.

    Além disso, espera-se um aumento na eficiência da construção, incentivando a industrialização e o uso de pré-moldados, que, hoje, são penalizados pela cumulatividade.

    Empresas de construção modular e off-site do setor veem na reforma uma oportunidade para ampliar o uso de tecnologias. A Dexco, por exemplo, afirma que a redução da cumulatividade e a possibilidade de aproveitamento de créditos tributários criam um ambiente mais favorável para a adoção de métodos produtivos mais próximos aos da indústria.

    Segundo Ricardo Mateus, CEO da Brasil ao Cubo, a construtora desenvoleu uma linha de montagem que permite entregar apartamentos prontos em até 60 dias -até cinco vezes mais rápido que o método convencional-, com 83% menos desperdício de materiais e 80% de redução no consumo de água.

    No mercado de imóveis usados, a preocupação foi evitar a bitributação. A reforma criou o chamado redutor de ajuste, que permite descontar do cálculo do IBS e da CBS o valor de aquisição do imóvel e tributos já pagos, como o ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis). Dessa forma, o imposto incide apenas sobre a valorização ou a margem da operação, não sobre o valor total do bem.

    Outro ponto sensível é a incorporação imobiliária. Atualmente, grande parte das empresas adota o Regime Especial de Tributação (RET), que unifica impostos em uma alíquota reduzida sobre a receita. Com a reforma, esse modelo deixa de existir como hoje. O novo regime prevê alíquotas inferiores às gerais, mas, em muitos casos, superiores à carga efetiva atualmente praticada.

    Entre 2027 e 2028, haverá um período de transição no qual as empresas poderão optar entre o novo regime e permanecer no modelo atual (RET), mas sem direito a créditos tributários. Segundo a Receita Federal, as regras detalhadas de como esses cálculos serão feitos na prática ainda dependem de normas que devem ser editadas até o final de 2025.

    Para a Abrainc, a reforma pode trazer mudanças mais em relação ao modelo de construção, sendo que a construção industrializada pode ganhar mais espaço.

    “Com certeza vai vai trazer novas complexidades em relação à apuração de custos de obra. Vai depender muito de como os fornecedores vão absorver os novos tributos, porque, como a gente está falando de uma tributação não cumulativa, o tributo vai deixar de ser componente do custo. Isso vai dar mais transparência e mais competitividade na compra de insumos”, afirma Fernando Guedes Ferreira Filho, presidente-executivo da Cbic (Câmara Brasileira da Indústria da Construção)

    Estudos do setor indicam que, sem ajustes na regulamentação, a carga tributária pode aumentar sobretudo em empreendimentos voltados à classe média. Em um mercado em que o preço é altamente sensível ao crédito e à renda, qualquer aumento tende a ser repassado ao comprador final, ainda que de forma diluída ao longo do tempo.

    Há, por outro lado, efeitos que podem atuar no sentido oposto a médio prazo. A maior previsibilidade tributária e a redução de disputas judiciais tendem a reduzir o custo de capital das incorporadoras, facilitando o lançamento de projetos e ampliando a oferta. Com menos incerteza, projetos podem sair do papel com mais facilidade, ampliando a oferta.

    “A reforma tributária está aprovada. Agora é para regulamentar o mais rápido possível para que as empresas possam cumprir a reforma. Não tem muito o que mitigar. No tempo, no futuro, uma maior industrialização do setor pode trazer uma diminuição da carga com relação à nova carga, mas é tudo muito incerto ainda”, afirma Ely Wertheim, presidente executivo do Secovi-SP (sindicato de imobiliárias e incorporadoras).

    Como a reforma tributária afeta o preço dos imóveis?

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  • PDV dos Correios deve gerar economia anual de R$ 2,1 bilhões, diz presidente da empresa

    PDV dos Correios deve gerar economia anual de R$ 2,1 bilhões, diz presidente da empresa

    O Programa de Demissão Voluntária (PDV) será aberto em janeiro de 2026 com potencial de adesão de até 15 mil empregados entre 2026 e 2027

    O presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, disse que o Programa de Demissão Voluntária (PDV) como parte do processo de reestruturação da companhia deve gerar economia anual de R$ 2,1 bilhões, com impacto pleno a partir de 2028. O programa será aberto em janeiro de 2026 com potencial de adesão de até 15 mil empregados entre 2026 e 2027.

    As declarações foram feitas em coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira, 29, para detalhar o plano de reestruturação da estatal, que acumula prejuízos bilionários.

    Segundo Rondon, o PDV exige “algum grau” de investimento para ter uma redução de 18% nos gastos com folha de pagamento. Ele disse que serão gastos R$ 1,1 bilhão com o programa para obter uma economia de R$ 1,4 bi anuais.

    “A primeira vantagem do PDV é que ele é voluntário e a gente não esteriliza a força de trabalho da empresa, não aumenta a judicialização, há um acordo que nasce e se resolve por si. Outra coisa é que a gente consegue programar o PDV dentro da dinâmica de necessidade da empresa”, afirmou Rondon.

    Segundo Rondon, as iniciativas de redução de despesas devem somar R$ 5 bilhões até 2028. Ele também destacou a alienação de imóveis sem uso operacional, com expectativa de gerar R$ 1,5 bilhão em receitas extraordinárias.

    O presidente da estatal disse que o ritmo de resultado até setembro, de prejuízo de R$ 6 bilhões, não vai se alterar até o fim do ano. A expectativa é que o plano de reestruturação comece a dar resultados positivos em 2027.

    PDV dos Correios deve gerar economia anual de R$ 2,1 bilhões, diz presidente da empresa

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