Cofre cheio: O que o Palmeiras planeja com os R$ 220 mi da venda de Allan

O Palmeiras encaminhou a venda de Allan ao Manchester City por até 40 milhões de euros, cerca de R$ 240 milhões na cotação atual, e já definiu como pretende lidar com o dinheiro da negociação. Apesar da saída do jogador de 22 anos, o clube não pretende contratar um substituto imediato e aposta no elenco comandado por Abel Ferreira.

A diretoria palmeirense entende que possui opções para ocupar o espaço deixado por Allan. Felipe Anderson e Arias podem atuar pelo lado direito do ataque, enquanto Khellven e Giay também aparecem como alternativas, especialmente porque Allan exercia a função de ala pela direita no esquema com três zagueiros.

A contratação de um novo jogador só será considerada caso o Palmeiras encontre uma oportunidade de mercado considerada muito boa. Entre os torcedores, Luiz Henrique, atualmente no Zenit, é apontado como um possível substituto. No entanto, a negociação não deve avançar. O atacante chegou a ser oferecido ao clube depois de uma tentativa frustrada de transferência para o Flamengo, mas a diretoria considera os 35 milhões de euros, aproximadamente R$ 210 milhões, pedidos pelo jogador um valor impagável.

A venda de Allan também representa um importante alívio financeiro para o Palmeiras. O clube registrou déficit de R$ 124 milhões no primeiro semestre da temporada, enquanto ainda terá de arcar com parcelas referentes às contratações de Andreas Pereira e Vitor Roque.

O acordo com o Manchester City prevê 37,5 milhões de euros fixos, equivalentes a cerca de R$ 225 milhões, além de outros 2,5 milhões de euros em bônus. Dessa forma, a transferência pode alcançar os 40 milhões de euros.

Com a negociação, o Palmeiras calcula ter alcançado aproximadamente R$ 344 milhões em receitas com vendas nesta temporada. O valor inclui as operações envolvendo jogadores formados na Academia que deixaram o clube, como Jhon Jhon, transferido para o Zenit, Allan, que seguirá para o Manchester City, e Kaique, vendido ao Sporting.

A quantia já representa 86% da meta estabelecida pelo Palmeiras para a temporada. O clube prevê arrecadar R$ 400 milhões com transferências de jogadores, reforçando a estratégia de formação e venda de atletas e a “poupança” mencionada por JP Sampaio.

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