SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Marcelo Paz, diretor executivo do Corinthians, e Anderson Barros, diretor de futebol do Palmeiras, deram versões bastante diferentes em relação ao uso do gramado sintético no futebol brasileiro.
O corintiano foi o primeiro a falar sobre o tema em entrevista ao “Fala a Fonte”, da ESPN. Ele abordou o gramado do Athletico-PR, que perdeu para o alvinegro nesta quinta-feira (19) na Arena da Baixada, e expandiu o horizonte ao citar a ausência de campos sintéticos na Copa do Mundo.
“Eu não gosto de sintético. Acho que futebol profissional, alto nível, foi feito para jogar em grama natural. Vamos ter a Copa. Quantos campos sintéticos? Nenhum. Se no maior evento de futebol não tem, é porque o melhor é a grama natural. Falo como opinião particular, mas não conheço nenhum profissional que goste de jogar no sintético”, disse.
“Mas a minha opinião vale muito menos -a dos jogadores vale muito mais. É quem vai para o campo que sente a dor de pisar em um campo mais duro por 100 minutos. Não conheço nenhum que diga que é melhor jogar no sintético. Não há dúvida de que, para os jogadores, o pior tipo de piso é o sintético. Isso é falado pelos jogadores, que são os artistas do espetáculo.”
Mais tarde, também à ESPN, Anderson Barros rebateu a opinião de Paz. O dirigente afirmou que a discussão é “hipócrita” e afirmou que o Palmeiras, que treina em campos sintéticos, tem um número pequeno de lesões.
“Como o Marcelo Paz pode criticar o uso de grama sintética se, até o ano passado, ele era o CEO da SAF do Fortaleza, que manda os seus jogos em um dos piores campos do futebol brasileiro? Temos de parar com esta discussão hipócrita sobre gramado natural versus gramado artificial e focar no que realmente importa, ou seja, na qualidade dos nossos campos independente do tipo da grama.”
O Palmeiras manda jogos e treina regularmente no campo sintético e é o clube da Série A com menor número de lesões nos últimos seis anos. Temos de parar com achismos e debater esse tema a partir de evidências científicas e dentro dos fóruns adequados Anderson Barros, à ESPN

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