Um heliporto situado dentro do complexo da embaixada dos Estados Unidos (EUA) na capital Bagdá foi atingida por um míssil, neste sábado (14), disseram dois dirigentes das forças do segurança do Iraque.
Imagens da agência de notícias Associated Press mostram uma coluna de fumaça subindo sobre o complexo da embaixada, que até o momento não fez nenhum comentário público.
O complexo, uma das maiores instalações diplomáticas dos EUA no mundo, tem sido alvo repetido de foguetes e drones disparados por milícias alinhadas ao Irã.
Na sexta-feira, a embaixada renovou o alerta de segurança Nível 4 para o Iraque, avisando que o Irã e grupos de milícias alinhados a Teerã já realizaram ataques contra cidadãos, interesses e infraestruturas dos EUA e “podem continuar a atacá-los”.
🇺🇸🇮🇶 Sirens. Then explosions. Then smoke rising over the American Green Zone in Baghdad… the most fortified square mile in the Middle East, the symbol of US imperial permanence in Iraq, the place they built an embassy the size of Vatican City because they planned to never… pic.twitter.com/xASeomWIKX
— THE ISLANDER (@IslanderWORLD) March 14, 2026
Um dirigente das forças de segurança iraquianas disse à agência de notícias Agence France-Presse (AFP) que um ataque com drone atingiu a embaixada norte-americana.
“Um drone atingiu a embaixada”, afirmou o responsável. Um segundo dirigente confirmou o ataque.
O ataque ocorre após uma série de ofensivas contra as Brigadas do Hezbollah, que deixaram dois mortos na capital iraquiana, incluindo “um dirigente importante” do influente grupo armado pró-Irã, também segundo fontes das forças de segurança.
As fontes não divulgaram as identidades das duas vítimas fatais, e as Brigadas do Hezbollah — classificadas como grupo terrorista pelos EUA — não fizeram até agora qualquer declaração pública.
Pouco depois das 2h (20h de sexta-feira em Brasília), no bairro nobre de Arassat, onde estão sediadas facções armadas pró-Irã, um ataque com mísseis atingiu uma casa utilizada como quartel-general das Brigadas Hezbollah, disse um responsável de segurança à AFP.
“Uma figura proeminente foi morta” e outras duas pessoas ficaram feridas no ataque, segundo a mesma fonte.
Jornalistas da AFP ouviram fortes explosões antes do som das sirenes das ambulâncias. Testemunhas relataram ter visto fumaça branca subindo do bairro.
Duas horas depois, um ataque aéreo atingiu um veículo perto de uma ponte no leste de Bagdá, matando uma pessoa, segundo outras duas fontes de segurança.
A vítima também era membro das Brigadas Hezbollah, segundo um oficial das Forças de Mobilização Popular.
Essa coalizão de ex-paramilitares, integrada às forças regulares iraquianas, inclui grupos armados pró-Irã, como as Brigadas Hezbollah, que têm a reputação de operar de forma independente.
As Brigadas do Hezbollah também fazem parte da “Resistência Islâmica no Iraque”, uma rede pró-Irã que reivindica diariamente, desde o início da guerra, a responsabilidade por dezenas de ataques com drones e foguetes contra bases que abrigam soldados norte-americanos no Iraque e no Oriente Médio.
O Iraque está sendo apanhado no fogo cruzado da guerra com o Irã, sendo o único país a enfrentar ataques de ambos os lados.
Em retaliação pela ofensiva militar de grande escala lançada pelos Estados Unidos e por Israel em 28 de fevereiro, o Irã condicionou o tráfego no Estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.
Incidentes com projéteis iranianos também foram registrados em Chipre, Turquia e Azerbaijão.

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