Gigante no PSG, Marquinhos batalha para marcar seu nome também na seleção

(FOLHAPRESS) – Foi com um chute de Marquinhos na trave, na disputa por pênaltis contra a Croácia, que terminou a campanha do Brasil na Copa do Mundo de 2022, no Qatar. O erro nas quartas de final ainda marca a trajetória do zagueiro, que admitiu ter sentido “tristeza e vergonha” após a eliminação.

Quatro anos depois, o defensor de 32 anos tenta transformar a dor em combustível para escrever um novo capítulo com a seleção brasileira na Copa do Mundo de 2026. Capitão da equipe comandada por Carlo Ancelotti, Marquinhos chega ao torneio valorizado pelo protagonismo no Paris Saint-Germain, clube onde construiu uma das carreiras mais vitoriosas da história.

Contratado pelo PSG em 2013, aos 19 anos, depois de se destacar no Corinthians e passar pela Roma, o zagueiro acompanhou de perto a ascensão do clube francês após a compra pelo fundo soberano do Qatar. Desde então, acumulou 38 títulos, número que representa quase 65% de todas as conquistas da equipe fundada em 1970.

O brasileiro também levantou recentemente o maior troféu da história do PSG: a Liga dos Campeões da Europa. Após a conquista, emocionou-se ao falar sobre as críticas e eliminações sofridas ao longo dos anos.

“Foi muito difícil. A gente sofreu várias vezes com eliminações, falhei em alguns momentos, fui crucificado”, afirmou.

Hoje, Marquinhos é um dos maiores ídolos do clube francês e o jogador com mais partidas na história da equipe, com 522 jogos. A identificação com o PSG, no entanto, demorou a acontecer. Segundo ele, as derrotas e decepções ajudaram na evolução profissional.

“As cicatrizes ficam na carreira de um jogador”, resumiu.

A experiência no futebol europeu faz o zagueiro acreditar que também é possível virar a página com a camisa da seleção brasileira. Convocado pela primeira vez em 2013, ainda sob comando de Luiz Felipe Scolari, ele ficou fora da Copa de 2014, mas ganhou espaço nos anos seguintes.

Marquinhos conquistou a medalha de ouro olímpica em 2016, no Rio de Janeiro, e participou do título da Copa América de 2019. Também esteve nas Copas de 2018 e 2022, quando acabou marcado pelo pênalti desperdiçado diante da Croácia.

Mesmo após a eliminação no Qatar, o defensor manteve prestígio na seleção. Nenhum dos técnicos do ciclo até 2026 colocou sua posição em xeque. Com Carlo Ancelotti, a confiança foi reforçada: além da manutenção da faixa de capitão, o italiano já indicou que a dupla titular da defesa será formada por Marquinhos e Gabriel Magalhães, do Arsenal.

Por causa da final da Liga dos Campeões, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Martinelli se apresentarão mais tarde à seleção brasileira e não participarão do amistoso contra o Panamá, no domingo (31), no Maracanã.

O zagueiro deve se juntar ao elenco já nos Estados Unidos, possivelmente como bicampeão europeu pelo PSG e sonhando em conquistar também a Copa do Mundo com o Brasil.

Marquinhos espera que o pênalti perdido contra a Croácia vire apenas uma lembrança distante e quer entrar para a lista histórica de capitães campeões mundiais da seleção, ao lado de Bellini, Mauro, Carlos Alberto Torres, Dunga e Cafu.

Fernando Diniz minimizou as vaias da torcida a Yuri Alberto após derrota para o Platense e reforçou confiança no atacante; treinador também afirmou que o Corinthians quer renovar o contrato de Memphis Depay

Estadao Conteudo | 04:00 – 28/05/2026

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