Bombardeios atingiram subúrbios ao sul da capital libanesa, reduto do grupo aliado ao Irã. Escalada ocorre após disparos de morteiros contra o norte de Israel e amplia o conflito regional iniciado após ataques de EUA e Israel ao Irã
O Exército de Israel anunciou nesta quarta-feira que realizou uma série de bombardeios de grande escala contra posições do grupo xiita Hezbollah nos subúrbios ao sul de Beirute, capital do Líbano. As forças israelenses afirmaram que pretendem continuar os ataques com “força considerável” contra o movimento aliado ao Irã.
Em comunicado, o Exército informou que iniciou ofensivas contra infraestruturas e posições estratégicas do Hezbollah localizadas na região sul da cidade, considerada um dos principais redutos do grupo.
Pouco antes dos bombardeios, autoridades israelenses relataram que o Hezbollah teria disparado uma série de morteiros contra o norte de Israel.
O porta-voz militar israelense em língua árabe, coronel Avichay Adraee, declarou nas redes sociais que a operação é uma resposta aos ataques do grupo libanês.
“Após os graves crimes cometidos pela organização terrorista Hezbollah, o Exército israelense atuará com grande intensidade contra suas instalações, interesses e meios militares”, afirmou.
De acordo com a agência estatal de notícias do Líbano, ao menos seis bombardeios intensos atingiram bairros da periferia sul de Beirute. Moradores relataram fortes explosões e a formação de grandes colunas de fumaça na região.
O Líbano acabou sendo arrastado para a escalada militar que começou em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva contra o Irã. Poucos dias depois, em 2 de março, o Hezbollah entrou diretamente no conflito ao atacar território israelense.
Desde então, Israel intensificou os bombardeios contra alvos no Líbano.
Segundo autoridades locais, em cerca de dez dias de confrontos entre Israel e Hezbollah, mais de 634 pessoas morreram no território libanês, entre elas 91 mulheres e 47 crianças. O número de feridos já ultrapassa 1.500.
A escalada também provocou uma crise humanitária, com aproximadamente 816 mil pessoas deslocadas de suas casas no país, sendo cerca de 126 mil acolhidas em centros de abrigo.

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