'Lula é antissemita', afirma Flávio Bolsonaro em Israel

“Lula é antissemita. Isso não é um slogan, não é exagero. É baseado em suas ideias, seus conselheiros, suas palavras e suas ações”, declarou Flávio durante a “Conferência Anual de Combate ao Antissemitismo”, em Israel

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, chamou, nesta terça-feira, 27, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de antissemita e classificou as ações dos Estados Unidos como um “novo modelo de cooperação internacional”.

“Lula é antissemita. Isso não é um slogan, não é exagero. É baseado em suas ideias, seus conselheiros, suas palavras e suas ações”, declarou Flávio durante a “Conferência Anual de Combate ao Antissemitismo”, em Israel.

O parlamentar brasileiro afirmou que, em episódios recentes, Lula deixou de condenar o Hamas para atacar Israel e que o Brasil integra o grupo de países que apoiam o terrorismo. Também citou Celso Amorim, assessor-chefe da Assessoria Especial do presidente. “O principal responsável pela política internacional de Lula, seu maior conselheiro, Celso Amorim, escreveu o prefácio de um livro que aplaude o Hamas e o apresenta como um grupo político normal”, disse.

Flávio, que se apresentou “não apenas como um senador, mas como candidato à Presidência”, afirmou que se alinhará a Israel caso seja eleito. “Israel está na linha de frente da democracia contra a barbárie. Deixe-me dizer isso claramente: o Brasil deve estar com Israel, com os judeus, com as democracias que lutam contra o terror.”

Em uma indireta a Lula, o senador declarou que “o próximo presidente brasileiro não será persona non grata em Israel” e que os dois países “compartilham uma longa e honrosa história”, com “valores compartilhados”, como liberdade, democracia e respeito pela vida.

“O Brasil se uniu a Israel na luta contra o terrorismo, sem desculpas e sem duplo padrão. Infelizmente, esse legado foi quebrado. Hoje, o antissemitismo não é um problema menor, não é apenas parte do passado. É real e uma ameaça global”, afirmou.

Acenos aos EUA e a Milei

Flávio também defendeu a atuação dos Estados Unidos e do presidente argentino, Javier Milei, na política internacional. Segundo ele, os Estados Unidos “ajudaram a construir um novo modelo de cooperação internacional”. Afirmou ainda que, se for eleito, seguirá a mesma linha de acordos adotada por Milei.

“Os acordos liderados pelo grande presidente argentino, Javier Milei, são um passo histórico. Eles fortaleceram as ligações diplomáticas, econômicas e institucionais entre Israel e as democracias latino-americanas. E deixe-me dizer isso claramente: se depender de mim, o Brasil assinará oficialmente esses acordos em janeiro de 2027”, declarou.

'Lula é antissemita', afirma Flávio Bolsonaro em Israel

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