Modelo de IA consegue diagnosticar depressão em áudios de WhatsApp

Pesquisa da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo mostra que um modelo de inteligência artificial consegue detectar traços depressivos apenas pela voz, com alta taxa de acerto, especialmente entre mulheres, a partir de áudios curtos descrevendo a rotina semanal.

Um estudo conduzido por pesquisadores da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo aponta que um novo modelo de inteligência artificial é capaz de identificar sinais de depressão em mensagens de voz enviadas pelo WhatsApp.

De acordo com os pesquisadores, o sistema alcançou uma taxa de precisão de 91,9% na identificação de traços depressivos em mulheres. Entre os homens, o índice foi menor, de 75%. Para a análise, basta que a pessoa envie um áudio descrevendo como foi a sua semana.

O trabalho utilizou sete modelos diferentes de inteligência artificial, treinados com gravações reais. Parte dos áudios veio de grupos de controle, enquanto outros foram obtidos a partir de mensagens de voz que pacientes enviaram a seus médicos durante acompanhamentos clínicos.

Os pesquisadores explicam que a diferença de desempenho entre mulheres e homens pode estar relacionada ao número maior de participantes do sexo feminino no estudo. Como mulheres e homens tendem a se expressar de maneiras distintas, o sistema acabou ficando mais eficiente na identificação de padrões de fala associados à depressão entre mulheres.

Segundo os autores, o próximo passo é ampliar a base de participantes, incluindo perfis mais diversos e outros idiomas. O objetivo é tornar o modelo mais equilibrado e reduzir possíveis vieses, aumentando a precisão da ferramenta para diferentes grupos da população.

Modelo de IA consegue diagnosticar depressão em áudios de WhatsApp

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