Problema de comunicação com a cápsula Orion foi corrigido ainda nos primeiros minutos de voo. Missão Artemis II marca retorno de astronautas ao entorno lunar e servirá como teste crucial antes de futuras tentativas de pouso na superfície
A NASA informou que conseguiu resolver um problema de comunicação com a cápsula Orion após o lançamento do primeiro voo tripulado ao redor da Lua em mais de 50 anos.
“Aproximadamente 51 minutos após o lançamento, durante uma transferência planejada de satélite, a cápsula Orion apresentou um problema de comunicação que resultou em uma perda parcial e temporária de contato”, explicou o administrador da agência.
Em coletiva de imprensa, Jared Isaacman afirmou que a tripulação conseguia ouvir a equipe da NASA na Terra, mas não era possível estabelecer comunicação no sentido contrário.
“Não houve problemas com a própria nave. As comunicações com a tripulação já foram restabelecidas”, disse.
Segundo a NASA, a situação foi normalizada e a nave já está em órbita baixa da Terra.
“Em breve, a tripulação executará a queima de apogeu, colocando a nave em uma órbita terrestre alta e estável”, acrescentou Isaacman.
Antes do lançamento do foguete, a agência já havia solucionado outro problema relacionado ao sistema de terminação de voo, que poderia ter impedido a missão Artemis II.
Com condições meteorológicas favoráveis, o foguete SLS, o mais potente já lançado pela NASA, decolou cerca de 11 minutos após o horário previsto, às 18h35 (horário local), com milhares de pessoas acompanhando o lançamento nos arredores do Centro Espacial Kennedy, na Flórida.
A missão é considerada histórica por reunir uma tripulação diversa, incluindo a astronauta Christina Koch, o piloto Victor Glover e o canadense Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense.
Durante a fase em órbita, serão realizados testes e manobras para garantir a segurança e a confiabilidade da nave, que nunca transportou humanos até então.
Se tudo correr conforme o planejado, a cápsula deixará a órbita da Terra rumo à Lua em uma viagem que deve durar entre três e quatro dias, período em que os astronautas continuarão realizando testes e experimentos.
Ao se aproximarem da Lua, a tripulação fará uma órbita ao redor do satélite natural, incluindo o sobrevoo do lado oculto, com a expectativa de superar a distância percorrida pela missão Apollo 13.
Após o voo de teste realizado em 2022, a NASA busca validar todos os sistemas da missão Artemis II antes de tentar um pouso tripulado em 2028, previsto para a missão Artemis IV.
Os dados coletados nesta missão devem ajudar a definir o local de pouso futuro, que está planejado para a região do polo sul da Lua, uma área ainda não explorada por humanos.

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