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  • Lula: Marco Rubio é 'antilatinoamericano' e não gosta do Brasil

    Lula: Marco Rubio é 'antilatinoamericano' e não gosta do Brasil

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    Lula: Marco Rubio é 'antilatinoamericano' e não gosta do Brasil

  • Cofundador da Fatal diz que patrocínio ao Corinthians busca ‘naturalizar’ conteúdo adulto

    Cofundador da Fatal diz que patrocínio ao Corinthians busca ‘naturalizar’ conteúdo adulto

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Naturalizar a presença de uma plataforma de conteúdo adulto no cotidiano dos brasileiros é o objetivo da Atlas Technologies, empresa que passou a estampar uma de suas marcas no uniforme do Corinthians: a Fatal Fans.

    “Quando você coloca a marca de um site adulto em um lugar de prestígio, ao lado de marcas que têm confiabilidade, essa confiabilidade passa para ela por osmose”, avalia o cofundador e diretor de negócios da empresa, Samuel Ongaratto, em entrevista à reportagem.
    “É por isso que a gente fez esse investimento no Corinthians. Porque, se fizermos um cálculo do retorno deste investimento, não há conta que o justifique”, explica ele.

    A Fatal Fans é um site de assinatura de conteúdo adulto -fotos e vídeos eróticos ou pornográficos- produzidos por mulheres, homens e casais, em modelo semelhante ao do OnlyFans. Pela plataforma, os usuários podem assinar perfis individuais para acessar esse material, enquanto a empresa retém 15% do valor de cada transação. Segundo a Atlas Technologies, dona da marca, o site reúne cerca de 30 mil criadores de conteúdo e recebe 7 milhões de visitas por mês.

    Já a Fatal Models é uma plataforma que reúne perfis de acompanhantes e já patrocinou outros times de futebol do país, como o Vitória, bateu 30 milhões de acessos ao mês e deve faturar R$ 180 milhões em 2026. Nela, profissionais do sexo podem criar perfis de forma gratuita e pagar pelo impulsionamento de suas páginas. As transações são feitas diretamente entre usuários e acompanhantes, sem mediação da empresa.

    O contrato de R$ 22 milhões firmado entre o Corinthians e a Fatal Fans até 2027 foi fechado em meio à crise financeira do clube, cuja dívida oscila entre R$ 2,4 bilhões e R$ 2,7 bilhões.

    O acordo deu fôlego ao caixa corintiano, mas também lançou o time numa polêmica nacional sobre os limites da publicidade no esporte e a proteção de crianças e adolescentes das torcidas.

    Segundo Ongaratto, a estratégia de buscar credibilidade para a marca em campos e quadras tem o potencial de fazer com que “pessoas que tinham vontade, mas não tinham coragem de acessar o site por medo de que ele colocasse um vírus no seu computador, tenham tranquilidade para acessá-lo”.

    Ao mesmo tempo, esse método dá combustível para uma das principais críticas ao patrocínio: de que expor uma marca ligada ao mercado adulto em um dos maiores clubes do país alcançaria também milhões de crianças e adolescentes que acompanham o futebol.

    Essa preocupação motivou representações encaminhadas ao Ministério Público de São Paulo, após um histórico de batalhas judiciais em Alagoas com base em artigos do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) que tangenciam a questão ao determinar a proteção deste público contra conteúdos inadequados para a idade.

    Também foram protocolados projetos de lei para proibir publicidade de conteúdo adulto em espaços públicos e aqueles administrados pelo Estado e em eventos esportivos. As autoras são a deputada estadual Maria Helou (PSOL) e as deputadas federais Sâmia Bonfim (PSOL-SP) e Tábata Amaral (PSD-SP).

    “Eu me preocuparia mais com uma criança no estádio de futebol vendo o tiozão do lado xingando a mãe do juiz do que com uma propaganda sobre a qual eu acho improvável que ela pergunte alguma coisa”, sugere o empresário.

    “Este é um debate legítimo que deve ser feito pela sociedade, mas que às vezes vem carregado de preconceitos. A nossa propaganda não é direcionada para criança, não tem sensualização, não é imprópria da forma que está”, defende.

    “A gente nunca fez peça publicitária convidando para acessar site ou contratar acompanhante ou com objetificação do corpo de pessoas. Essa é a nossa política.”

    Ongaratto afirmou que a Fatal Models implantou um sistema de aferição de idade para impedir o acesso de menores de 18 anos. Ao ser informado, porém, de que a repórter havia acessado tanto a Fatal Models quanto a Fatal Fans sem qualquer verificação etária, explicou que o recurso estava em funcionamento apenas em Maceió.

    “Fomos a primeira empresa a implementar esse sistema, em março, quando a lei [do ECA Digital] entrou em vigor. Mas a ANPD [Agência Nacional de Proteção de Dados] informou que a fiscalização dos sites adultos só começaria em janeiro do próximo ano. Ficamos sozinhos no mercado operando com aferição de idade”, disse o empresário.

    Segundo ele, a empresa alertou a agência para o que classificou como um “desequilíbrio concorrencial” e decidiu suspender temporariamente o sistema enquanto aperfeiçoava a ferramenta. “Aproveitamos esse tempo para tornar o sistema de aferição de idade mais robusto”, afirmou.

    Já o conteúdo da Fatal Fans, patrocinadora do Corinthians, é fechado. “Para ter acesso, tem que pagar. E, na hora do pagamento, há não só a aferição de idade, mas identificação do usuário. E se o usuário for menor de 18, a compra é estornada”, garante.

    Ao ouvir da repórter que a página inicial da plataforma já exibe imagens de forte apelo sexual, o empresário afirmou que a empresa procura retirar dali imagens “mais erotizadas” e comparou esse tipo de conteúdo àquele encontrado comumente em redes sociais. Ao mesmo tempo, defendeu a necessidade de debate sobre regras específicas para a publicidade do setor, nos moldes da regulamentação das casas de apostas, e não a proibição dos patrocínios.

    Procurado, o Corinthians informou, por meio de nota, que se certificou, antes de assinar o contrato, de que a Fatal Fans operava em conformidade com o ECA Digital e que seu conteúdo só poderia ser acessado mediante assinatura feita por pessoas maiores de idade sob verificação do CPF. Informou ainda que não haverá comunicação ativa convidando para o site nem publicidade “com conotação de objetificação ou erotização”.

    Embora sustente que o objetivo do patrocínio seja reposicionar a imagem da marca, e não ampliar o número de acessos, ele reconheceu que a repercussão tende a produzir efeitos comerciais. “Toda polêmica gera curiosidade.”

    Quando o assunto foi o consumo compulsivo de pornografia, algo que tem crescido com o aumento do acesso a este tipo de conteúdo, Ongaratto afirmou que a empresa ainda não desenvolveu políticas específicas voltadas a usuários que possam apresentar comportamento problemático. Disse considerar o tema relevante, mas reconheceu que a discussão ainda “carece de mais debate dentro da empresa”.

    Ao ser perguntado se a Fatal financia pesquisas ou desenvolve mecanismos para compreender os impactos do consumo excessivo de conteúdo adulto, respondeu que a companhia ainda não possui iniciativas estruturadas nessa área, embora considere que empresas como a sua possam contribuir futuramente para a produção de dados.

    O executivo também disse que a empresa trabalha para reduzir o estigma em torno de profissionais do sexo e criadores de conteúdo adulto. “Esse mercado historicamente foi colocado debaixo do tapete, tanto que muita gente ainda acha que ser acompanhante é crime, quando não é”, disse. “Há quem coloque a mulher que produz conteúdo adulto abaixo da mulher que escolheu como profissão jogar futebol, por exemplo. E não cabe essa comparação. São funções legítimas e que cumprem um papel social”, defendeu ele, que tem duas filhas de um casamento de mais de 20 anos que acabou recentemente.

    Hoje ele namora uma produtora de conteúdo adulto. “Não serei hipócrita, às vezes algum ciúmes a gente sente.”

    Neste movimento para naturalizar este mercado, Ongaratto acharia igualmente natural se uma de suas filhas escolhesse ser acompanhante ou produtora de conteúdo adulto?

    “Ninguém nunca teve coragem de me perguntar isso”, riu, antes de emendar a resposta: “Eu respeitaria a decisão delas e daria as melhores recomendações possíveis para que elas possam estar nessa profissão da maneira mais segura possível, com sucesso. Eu não estou aqui para estimulá-las a escolher essas profissões, mas também não estou aqui para desestimular.”

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  • Xamã comemora convite para dar aulas na Uerj

    Xamã comemora convite para dar aulas na Uerj

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    Lula lidera entre idosos, e Flávio quer usar vice que relatou CPI do INSS para crescer no grupo

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    Sophia, do Katseye, anuncia hiato na carreira para priorizar sua saúde mental

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    Caiado diz que privatizaria segmentos do gás, mas não Petrobras, Banco do Brasil e Caixa

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    Caiado diz que privatizaria segmentos do gás, mas não Petrobras, Banco do Brasil e Caixa

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  • Fifa: Infantino enfrenta maior crise após plano frustrado

    Fifa: Infantino enfrenta maior crise após plano frustrado

    BERLIM, ALEMANHA (FOLHAPRESS) – “Pedimos sinceras desculpas por esses erros e nos comprometemos a garantir que eles não se repitam.” Se faltava alguma coisa no currículo de Gianni Infantino, pedir desculpas talvez fosse uma delas. É o máximo que se depreende da carta que enviou à “família Fifa” nesta semana, em que confirma o recuo na proposta de terceirizar a Copa do Mundo. Recuo?

    Seria inédito também. Em dez anos como presidente da Fifa, Infantino, 56, um advogado suíço que jogava mal futebol, mas virou cartola ainda adolescente, só foi para frente, impassível, atropelando. Muito distante daquele Infantino que chegou a secretário-geral da Uefa, em 2009, marcante para a maioria dos europeus apenas pela peculiar atuação nos sorteios da Champions.

    “Isso é paixão, isso é futebol, isso é magia”, declarou certa vez enquanto abria as bolinhas. Segundo um jornalista alemão, parecia um apresentador de circo, faltando apenas a cartola -sem trocadilho, tal designação para dirigente só existe no Brasil.

    Infantino tinha escola. Joseph Blatter, o então poderoso presidente da Fifa, apelava para truques de teatro aprendidos na juventude durante as cerimônias da entidade. O sucessor de João Havelange virou pó, em 2015, quando uma ofensiva da Justiça americana o alcançou no Baur au Lac, hotel sofisticado de Zurique, que abrigava opulentos encontros do Comitê Executivo da entidade.

    Blatter não foi preso como José Maria Marin, à época presidente da CBF, e outros dirigentes de norte a sul das Américas. Logo após a operação, em um sinal de como o futebol presta pouca atenção ao mundo exterior, o suíço foi reeleito. Dias depois, renunciou. O FBI empilhava provas de extorsão, fraude, lavagem de dinheiro e propina.

    O caso provocou um estrago na administração do futebol brasileiro, cujos reflexos se veem até hoje. Comprometeu ou confirmou também a reputação de uma linhagem de dirigentes do país, de João Havelange a seu ex-genro Ricardo Teixeira, banido do esporte.

    Com Blatter fora, Michel Platini, presidente da Uefa, era o nome para a sucessão. Porém, uma outra denúncia de propina, desta vez contra os dois e no âmbito da Justiça suíça, inviabilizou o plano de emergência para arrefecer a maior crise da história da Fifa.

    Ambos foram absolvidos, mas apenas quando o homem das bolinhas já circulava entre ditadores e chefes de Estado no fim da década passada. Infantino foi eleito em fevereiro de 2016, meses após uma segunda operação policial, no mesmo Baur au Lac, gastando sua fluência em sete idiomas. “Quando se trata de números, eu sei do que estou falando.”

    Assumiu para “restaurar a imagem e o respeito da Fifa”, com uma lista de reformas: sedes das Copas passariam a ser definidas por todas as federações, não apenas pelo Comitê Executivo, maculado pela corrupção; mudanças no organograma e decisões descentralizadas; presidentes só poderiam concorrer a três mandatos.

    Dez anos depois, Infantino concorre como favorito a um quarto mandato, em 2027. Algumas federações europeias retiraram o endosso à candidatura após a revelação e a recusa do FFE, Fifa Forward Entreprise, o nome da aventura que o dirigente gestou -em números, 20% dos direitos comerciais da Copa do Mundo na mão de investidores privados.

    Há quem deseje seu cargo, como o canadense Victor Montagliani, presidente da Concacaf, que reúne países das Américas Central e do Norte e Caribe. Porém não há um nome de consenso. O núcleo duro de oposição se concentra na Europa, e o resto flutua conforme interesses de ocasião e um manual não escrito de benefícios montado por Infantino.

    Na Wikipédia, a primeira informação sobre Briga, localidade no cantão suíço de Valais, é que Giovanni Vincenzo Infantino nasceu por lá. Filho de imigrantes italianos e tratado como tal em uma Suíça pouco aberta dos anos 1970, encontrou abrigo em um clube da cidade que reunia a comunidade do país vizinho. Aos 18 anos virou presidente da agremiação.

    Aos 30, já advogado, transformou o futebol em profissão de verdade, ao ser admitido no departamento jurídico da Uefa, que controla o futebol na Europa. Aos 34, virou diretor; aos 39, secretário-geral. Pouco antes de fazer 46 anos, foi eleito para o maior cargo do esporte. “O dinheiro da Fifa é seu dinheiro. Não é dinheiro do presidente da Fifa”, declarou.

    Infantino transformou o discurso em ação. O investimento da entidade no programa de desenvolvimento do esporte dobrou de tamanho. Apenas de 2023 a 2026, distribuiu EUR 2,25 bilhões (R$ 13 bilhões) entre federações e confederações. Recurso para futebol feminino, campo, trave, chuteira, bola, tudo.

    Nada que faça muita diferença em um futebol como o do Brasil, mas que deixa pequenos países na bizarra situação de não saberem onde gastar tanto dinheiro. Com 211 nações afiliadas, a Fifa adora sublinhar o fato de que é maior do que a ONU.

    “Queremos unir o mundo com a maior e mais inclusiva Copa do Mundo, provavelmente o maior evento da história da humanidade”, afirmou Infantino na Cidade do México, na véspera da abertura do último Mundial.

    O tom gongórico da frase se justificava. A maior Copa da história, com 48 seleções e 104 jogos espalhados em três países, ainda que bombardeada pelos críticos, era o primeiro projeto completo da gestão Infantino.

    O Mundial deveria ter voltado para os EUA quatro anos antes. Em 2010, o Comitê Executivo da Fifa escolheu o Qatar para o Mundial de 2022 em detrimento à candidatura americana. Em 2012, um dos executivos envolvidos com a campanha explicou o fracasso da seguinte maneira à Folha de S. Paulo: “Não sabíamos que as regras do jogo eram essas”. Três anos depois, agentes do FBI estavam invadindo quartos no Baur au Lac.

    Infantino inaugurou uma nova fase, atualizando receitas antigas. Sua gestão não lembra a de Blatter, mas a de Havelange. O maior cartola da história chegou ao comando da Fifa, nos anos 1970, graças à percepção, inovadora à época, de que cada país significava um voto. Com ajuda de um executivo externo à Fifa, Horst Dassler, fundador da ISL, transformou o futebol em uma máquina planetária de fazer dinheiro com direitos de TV.

    Quem faz negócio com a Fifa agora não vem de uma família do ramo esportivo, mas do clã montado por Donald Trump em torno da Casa Branca. Joshua Kushner, principal nome envolvido no FFE, o projeto de privatização, é irmão do genro do presidente americano, ainda que faça força para se distanciar do movimento Maga.

    Pela descarada intransigência que demonstrou ao defender o FFE, logo após sua revelação pela imprensa, tratou-se de um movimento natural para Infantino. Tão natural como procurar no depósito da Fifa um modelo de troféu não aprovado para presentear Trump com um Prêmio da Paz, depois do presidente americano ser ignorado pelo Nobel.

    Natural como anular um cartão vermelho recebido por Folarin Balogun, astro da seleção americana, em plena Copa, após um pedido de Trump. Interferir no aspecto esportivo do jogo, cruzar “uma linha vermelha”, como à época descreveu a Uefa. A Fifa nega que a decisão pró-EUA tenha sido tomada devido ao telefonema do presidente americano.

    Até este momento, Infantino soava apenas exótico, apelativo na aproximação com o poder. Em 2022, antes da abertura da Copa no Qatar, afirmou em um discurso confuso que se sentia “mais qatariano”, “mais árabe”, “mais gay”, em referência às tantas polêmicas que esgrimiu antes do Mundial.

    Extemporânea e polêmica, a proposta de dar a galinha dos ovos de ouro para o mercado mudou tudo. Os europeus exigiram e ainda trabalham por sua renúncia; a Concacaf e a AFC, que cuida do esporte na Ásia, ainda engrossam a resistência ao FFE. Após um longo período em silêncio, a CAF, a confederação africana, expressou ter confiança no dirigente. Já a Conmebol, que reúne os países da América do Sul, joga parada, como de praxe.

    Infantino recuou de verdade? Debelou um motim que se armava dentro de seu círculo mais íntimo na Fifa. Pediu desculpas. Negou ter oferecido a final de 2030 para o Marrocos. E, daqui a pouco, vai voltar a falar de mais inclusão, a Copa com 64 seleções, coisas assim.

    Receitas antigas. Na Fifa, funcionam há décadas.

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