Blog

  • Investigação alerta para impacto de vídeos curtos no desenvolvimento de crianças

    Investigação alerta para impacto de vídeos curtos no desenvolvimento de crianças

    Duas investigadoras da Universidade de Macau concluíram que vídeos de formato curto usados nas redes sociais e vistos em “scrolling” nos celulares impactam negativamente o desenvolvimento cognitivo das crianças, podendo causar ansiedade social e insegurança.

    O consumo compulsivo de vídeos curtos tem um impacto negativo no desenvolvimento cognitivo, podendo causar falta de concentração, ansiedade social e insegurança”, explicou à agência Lusa Wang Wei, professora de Psicologia Educacional da Universidade de Macau e autora do estudo “Dependência de vídeos curtos, envolvimento escolar e inclusão social entre estudantes rurais chineses”.

    “Essa dinâmica dos vídeos curtos pode ser particularmente perigosa para as crianças”, alertou a pesquisadora. “Nossa investigação indica uma correlação direta: quanto mais os estudantes consomem vídeos curtos, menos se envolvem com a escola”, acrescentou Wang.

    Segundo ela, embora as necessidades psicológicas fundamentais das crianças devam ser atendidas fora do ambiente digital, a estrutura das plataformas de vídeos curtos — com algoritmos personalizados e recursos de interação social — acaba satisfazendo de forma direta e sutil essas mesmas necessidades.

    Essa satisfação paralela, aponta a pesquisa, “pode levar ao uso excessivo e até ao vício”.

    “A natureza estimulante e acelerada dos vídeos curtos os torna extremamente atraentes para os alunos”, destacou.

    Já Anise Wu Man Sze, professora de Psicologia na Faculdade de Ciências Sociais da Universidade de Macau e autora do estudo “A relação dos componentes afetivos e cognitivos no uso problemático de vídeos curtos”, acrescenta que a superestimulação também prejudica o desenvolvimento cognitivo saudável das crianças.

    Os vídeos curtos capturam a atenção com facilidade justamente porque “estão sempre disponíveis e são gratuitos”, destacou Wu à Lusa. As pessoas podem acessar grandes quantidades desse conteúdo “a qualquer hora e em qualquer lugar”.

    Segundo ela, comportamentos de dependência geralmente têm origem em um “propósito funcional”.

    “É preciso aumentar a conscientização, especialmente quando o uso começa a afetar a vida cotidiana, levando à redução do tempo com a família, à privação de sono ou ao consumo de conteúdo em momentos inadequados, como durante as aulas ou ao dirigir, colocando em risco a própria pessoa ou outras”, afirmou.

    Além do design das plataformas, do uso de algoritmos e da própria natureza dinâmica dos vídeos, Wu identificou outros fatores que contribuem para o comportamento de dependência.

    De acordo com a pesquisadora, o estresse diário, o ambiente e até predisposições genéticas também influenciam esses comportamentos, conforme detalhado no estudo.

    “Na verdade, uma das principais razões para a dependência — que resulta nesses comportamentos compulsivos — é a tentativa de escapar de realidades desagradáveis, pressões ou situações que as pessoas preferem evitar”, explicou Anise Wu, reforçando a necessidade de conscientização sobre os efeitos do consumo de vídeos curtos.

    Em relação a intervenções voltadas às crianças, Wang Wei destacou que “é muito importante” atender às necessidades emocionais delas, ao mesmo tempo em que se desenvolvem habilidades de letramento digital e autorregulação — “em vez de simplesmente tirar o celular”.

    Até dezembro de 2024, o número de pessoas com acesso a vídeos curtos na China chegou a cerca de 1,1 bilhão, sendo que 98,4% eram usuários ativos desse formato, segundo o Relatório Anual sobre o Desenvolvimento dos Serviços Audiovisuais na Internet, publicado pelas autoridades chinesas.

    “A dimensão da indústria ultrapassou 1,22 trilhão de yuans (cerca de 149 bilhões de euros), impulsionada pelo consumo de vídeos curtos e transmissões ao vivo. As microsséries registraram um crescimento explosivo de usuários, enquanto a inteligência artificial generativa remodelou o ecossistema de conteúdo”, destacou o relatório.

    Investigação alerta para impacto de vídeos curtos no desenvolvimento de crianças

  • Luana Piovani reage a pergunta sobre Virginia Fonseca: 'Quem?

    Luana Piovani reage a pergunta sobre Virginia Fonseca: 'Quem?

    A declaração reforça a postura crítica que Luana já demonstrou em relação à apresentadora nas redes sociais. As publicações começaram em maio do ano passado, quando Virginia prestou depoimento na CPI das Bets. Conhecida por se posicionar em temas ligados ao feminismo e à sustentabilidade, Piovani criticou falas da influenciadora, especialmente por ela ter citado Deus em diversos momentos do testemunho.

    Luana Piovani vai voltar a desfilar na Marquês de Sapucaí depois de duas décadas afastada do Carnaval carioca. A atriz, que neste ano será musa da Império Serrano, chamou atenção ao comentar sobre a estreia de Virginia Fonseca na Grande Rio. Ao ser questionada sobre a influenciadora, foi direta: “Quem?”, respondeu em entrevista à Quem.

    A declaração reforça a postura crítica que Luana já demonstrou em relação à apresentadora nas redes sociais. As publicações começaram em maio do ano passado, quando Virginia prestou depoimento na CPI das Bets. Conhecida por se posicionar em temas ligados ao feminismo e à sustentabilidade, Piovani criticou falas da influenciadora, especialmente por ela ter citado Deus em diversos momentos do testemunho.

    Na época, Luana chegou a desejar o “karma da desgraça” para Virginia e também ironizou as reações negativas que recebeu por causa do comentário. “Parem de fazer cruéis famosos”, pediu. Em seguida, disparou: “Fico com ódio quando nos tratam como otários. Essa excomungada falando em Deus? Que o karma da desgraça que ela vende inunde a vida dela”.

    Mais recentemente, quando Virginia, namorada de Vini Jr., assumiu o posto de rainha de bateria da Grande Rio, Luana foi uma das pessoas que comentaram o desempenho da influenciadora no primeiro ensaio de rua. Na ocasião, Virginia já fazia aulas de samba com Carlinhos Salgueiro. Piovani reagiu a um vídeo dela sambando e escreveu: “ele é bem maravilhoso, mas não faz milagre”.

    No início deste ano, Virginia falou sobre as críticas de Luana e disse não guardar ressentimentos. “Nunca fiz nada contra ela e ainda gosto dela. Não sigo ela, mas amo os memes dela. Tenho figurinha e tudo. Ela acaba comigo, mas eu gosto dela”, afirmou em entrevista à Band. “A gente não controla os sentimentos, eu gosto dela”.

    Luana Piovani reage a pergunta sobre Virginia Fonseca: 'Quem?

  • River vai mal após ‘atacar’ mercado e começa 2026 mergulhado na crise

    River vai mal após ‘atacar’ mercado e começa 2026 mergulhado na crise

    RENAN LISKAI
    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O River Plate começou 2026 como terminou 2025: mergulhado na crise.

    CRISE APÓS MERCADO FORTE

    O River Plate não venceu nenhum dos últimos três jogos e já se vê pressionado na Argentina. A equipe até começou a temporada vencendo os duelos contra Barracas Cental e Gimnasia, mas empatou com o Rosario Central e perdeu para Tigre e Argentinos Juniors.

    O desempenho ruim vem depois de uma atuação forte no mercado da bola. O River olhou muito para o futebol brasileiro e contratou quatro jogadores que estavam aqui: Aníbal Moreno (Palmeiras), Matías Viña (Flamengo), Fausto Vera (Atlético-MG) e Galoppo (São Paulo). O último da lista estava emprestado aos argentinos e ficou em definitivo.

    Até o “Endrick equatoriano” foi contratado. O River Plate trouxe Kendry Páez, meia de apenas 18 anos e que é considerado uma joia no Equador. Os Millonarios asseguraram o empréstimo junto ao Chelsea.

    O clima é de muita pressão no clube. A atuação forte no mercado veio como parte da reformulação que o River planejou no elenco após seguidos fracassos na temporada passada. Nomes como Borja, Casco, Nacho Fernández, Pitty Martínez e Enzo Pérez, experientes e conhecidos no futebol sul-americano, deixaram o clube.

    O técnico Marcelo Gallardo vê sua segunda passagem do clube por um fio, segundo a imprensa argentina. São 12 derrotas no somatório dos últimos 18 jogos, e a diretoria ainda tenta mantê-lo, mas admite que não há mais margem para erros.

    O ano de 2025 teve ares de tragédia no River. A equipe caiu nas quartas de final da Libertadores (Palmeiras), nas quartas do Apertura (Platense), nas oitavas do Clausura (Racing) e na semifinal da Copa Argentina (Independiente Rivadavia) e teve de se contentar somente com uma vaga na Sul-Americana de 2026.

    O River tem alguns dias para se preparar e começar a mudar o rumo das coisas. A equipe só volta a campo na próxima terça-feira, quando encara o Ciudad Bolívar, da segunda divisão, pela Copa da Argentina, às 22h (de Brasília).

    River vai mal após ‘atacar’ mercado e começa 2026 mergulhado na crise

  • Palmeiras tira Bruno Rodrigues de jogo e encaminha empréstimo para Cruzeiro

    Palmeiras tira Bruno Rodrigues de jogo e encaminha empréstimo para Cruzeiro

    (UOL/FOLHAPRESS) – O atacante Bruno Rodrigues está de saída do Palmeiras e deve reforçar o Cruzeiro por empréstimo até o fim da temporada. As diretorias já chegaram a um acordo verbal para a transferência gratuita, com opção de compra fixada em 5 milhões de dólares, cerca de R$ 26 milhões na cotação atual. Os dois clubes vão dividir de forma igual o pagamento dos salários do jogador.

    A negociação foi viabilizada após os representantes do atleta oferecerem seu nome ao clube mineiro. Foi no Cruzeiro, inclusive, que Bruno viveu o melhor momento da carreira. Em 2023, ele disputou 49 partidas, marcou 13 gols e distribuiu 7 assistências.

    O atacante, de 28 anos, é esperado em Belo Horizonte para realizar exames médicos e formalizar o contrato. No Palmeiras, ele vinha perdendo espaço e não fazia parte dos planos da comissão técnica.

    A relação com a diretoria também se desgastou após o jogador participar de um torneio amador durante as férias, depois de ficar mais de 600 dias afastado dos gramados por conta de duas lesões graves.

    Contratado no fim de 2023 por quase R$ 25 milhões, Bruno Rodrigues disputou apenas 17 jogos com a camisa alviverde e marcou dois gols. Ele tem vínculo com o Palmeiras até 31 de dezembro de 2028.

    Os oito classificados ao mata-mata do Estadual são: Novorizontino (1º), Palmeiras (2º), Red Bull Bragantino (3º), Portuguesa (4º), Corinthians (5º), São Paulo (6º), Capivariano (7º) e Santos (8º).Já o Velo Clube foi rebaixado e disputará a segunda divisão no próximo ano junto com a Ponte Preta, que já tinha caído

    Folhapress | 05:45 – 16/02/2026

     
     

    Palmeiras tira Bruno Rodrigues de jogo e encaminha empréstimo para Cruzeiro

  • Obama reage a vídeo racista de Trump: "Não parece haver vergonha"

    Obama reage a vídeo racista de Trump: "Não parece haver vergonha"

    O antigo presidente norte-americano, Barack Obama, reagiu ao vídeo de teor racista compartilhado por Donald Trump, tendo considerado que o comportamento do atual chefe de Estado é “profundamente preocupante” e que “não parece haver vergonha”.

    O ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, reagiu ao vídeo de teor racista compartilhado pelo atual chefe de Estado, Donald Trump, classificando o comportamento do magnata como “profundamente preocupante” e afirmando que “não parece haver vergonha”, em entrevista publicada neste sábado.

    Nas imagens, tanto o ex-presidente quanto sua esposa, Michelle Obama, são retratados como macacos. Questionado pelo podcaster Brian Tyler Cohen, o democrata afirmou ser “importante reconhecer que a maioria do povo americano considera esse comportamento profundamente preocupante”.

    “É verdade que isso chama atenção. É verdade que é uma distração, mas, quando viajo pelo país, encontro pessoas que ainda acreditam na decência, na cortesia e na gentileza”, disse.

    Embora não tenha citado Trump diretamente, Obama declarou que “há uma espécie de palhaçada acontecendo nas redes sociais e na televisão” e que, na sua visão, “não parece haver qualquer vergonha nisso entre pessoas que antes achavam necessário manter algum tipo de decoro, senso de respeito e consideração pelo cargo”.

    “Isso se perdeu”, afirmou.

    Vale lembrar que o vídeo, publicado em 6 de fevereiro na rede social Truth Social, foi removido poucas horas depois, após uma onda de críticas. A maior parte das imagens era atribuída ao portal ultraconservador Patriot News Outlet e tratava de alegações de manipulação nas eleições de 2020 — quando o democrata Joe Biden derrotou Trump, que disputava a reeleição — acusações que o republicano vem fazendo sem apresentar provas.

    Aos 59 segundos, o vídeo é interrompido por uma animação que mostra os rostos de Barack e Michelle Obama — o primeiro casal afro-americano a ocupar a presidência dos Estados Unidos — estampados em dois macacos, antes de retomar o conteúdo original.

    A animação foi atribuída ao usuário da rede social X (antigo Twitter) “xerias_x”, que utilizou inteligência artificial para criar um vídeo intitulado “Trump: Rei da Selva”, no qual rostos de líderes políticos aparecem inseridos em corpos de animais que se curvam diante de Trump.

    Inicialmente, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, criticou o que chamou de “falsa indignação”, sem mencionar que se tratava de um vídeo publicado “por engano” por “um funcionário”. Segundo ela, era “um trecho de um vídeo publicado na internet que mostra o presidente Trump como o Rei da Selva, e os democratas como personagens de ‘O Rei Leão’”.

    “Parem com essa falsa indignação e noticiem algo que hoje tenha significado para o público americano”, afirmou em comunicado enviado à agência Agence France-Presse.

    Donald Trump, por sua vez, recusou-se a pedir desculpas pela publicação, alegando não saber que a animação fazia parte do vídeo.

    O magnata explicou que viu o início do conteúdo e decidiu encaminhá-lo a uma pessoa — que não identificou — para que fosse publicado.

    “Vejo muitas… milhares de coisas. E vi o começo [do vídeo]. Não havia problema”, disse.

    Embora tenha negado ter cometido “um erro”, Trump afirmou condenar conteúdo racista e declarou: “Sou, aliás, o presidente menos racista que vocês tiveram em muito tempo.”

    Obama reage a vídeo racista de Trump: "Não parece haver vergonha"

  • Cardi B cai durante show em Las Vegas; vídeo

    Cardi B cai durante show em Las Vegas; vídeo

    A rapper Cardi B voltou a cair, mas desta vez enquanto estava se apresentando em Las Vegas, na noite da última sexta-feira. O momento ficou registado em imagens que foram compartilhadas na imprensa internacional e nas redes sociais.

    Depois de ter caído na rua enquanto dançava de forma sensual para um robô, Cardi B voltou a cair — desta vez durante um show.

    A rapper se apresentava em Las Vegas, na noite da última sexta-feira, quando caiu de uma cadeira.

    Cardi B estava no meio da apresentação, dançando de forma sensual ao som de “Thotiana Remix”, quando perdeu o equilíbrio. Mesmo assim, não parou de cantar, não perdeu o ritmo e continuou a performance. Em seguida, foi ajudada por membros da sua equipe.

    O momento foi registrado em vídeo e divulgado pela imprensa internacional, por veículos como o TMZ, e rapidamente se espalhou pelas redes sociais.

    Cardi B cai enquanto dançava de forma sensual (e há vários vídeos)

    Vale lembrar que, recentemente, Cardi B também caiu no meio da rua enquanto dançava de forma sensual com um robô.

    Usando um macacão justo ao corpo em tons de preto e amarelo e sapatos de salto alto, a cantora de “Up” decidiu fazer uma performance espontânea para o robô, mas acabou encerrando a apresentação improvisada com uma queda.

     

    Cardi B cai durante show em Las Vegas; vídeo

  • Hong Kong planeja instalar identificação facial na videovigilância

    Hong Kong planeja instalar identificação facial na videovigilância

    As autoridades de Hong Kong planejam ativar tecnologias de identificação facial nos sistemas de videovigilância se possível já neste ano, logo que resolvam os obstáculos legais e técnicos pendentes, no meio de crescentes preocupações com possível expansão da vigilância massiva.

    O comissário Joe Chow Yat-ming, chefe da polícia, afirmou hoje que será dada prioridade à integração dos sistemas de circuito fechado de TV localizados em grandes centros comerciais de alto fluxo e em pontos estratégicos do programa SmartView.

    Segundo ele, os gestores desses espaços receberam a proposta de forma positiva.

    O departamento havia indicado anteriormente que o sistema biométrico estaria em funcionamento antes do fim de 2024. No entanto, Chow reconheceu que diversos entraves jurídicos e operacionais obrigaram ao adiamento da implementação.

    “A capacidade de adaptação dos nossos agentes, a receptividade da população e o marco regulatório são as áreas nas quais estamos avançando prioritariamente”, explicou durante entrevista exibida na televisão e publicada hoje pelo jornal local South China Morning Post.

    “Confio que possamos implementá-lo em breve. Não posso garantir que seja ainda neste ano, mas é o que desejo. Caso contrário, esperamos que seja no próximo”, acrescentou.

    O objetivo é adicionar 6.500 novos dispositivos em todo o território, alcançando um total de 66.500 aparelhos até 2031, além de desenvolver um conjunto de ferramentas de análise de vídeo impulsionadas por inteligência artificial.

    Paralelamente, o responsável também comentou sobre a assembleia anual da Interpol, que a cidade sediará pela primeira vez em novembro.

    Ele reconheceu que a lista de participantes ainda não está fechada devido às tensões geopolíticas, mas ressaltou que o departamento manterá seus canais de cooperação internacional, com ênfase especial nos países do Sudeste Asiático, considerados destinos frequentes de fugitivos.

    Hong Kong planeja instalar identificação facial na videovigilância

  • Austrália anuncia investimento em estaleiro que vai construir submarinos nucleares

    Austrália anuncia investimento em estaleiro que vai construir submarinos nucleares

    O primeiro-ministro australiano Anthony Albanese anunciou hoje um investimento inicial de mais de dois bilhões de euros na construção de um novo estaleiro de submarinos de propulsão nuclear, no âmbito da aliança Aukus.

    O pacto de defesa foi assinado em 2021 por Estados Unidos, Reino Unido e Austrália, com o objetivo de conter a influência da China no Pacífico. O acordo levou ao cancelamento de um megacontrato entre Camberra e a França.

    O investimento inicial anunciado, de 3,9 bilhões de dólares australianos (2,4 bilhões de euros), representa um aporte “crucial para fornecer à Austrália submarinos de propulsão nuclear equipados com armas convencionais”, afirmou o líder em comunicado.

    O acordo prevê que Camberra adquira uma frota de submarinos norte-americanos de última geração, além do desenvolvimento conjunto de uma série de tecnologias militares.

    A longo prazo, o investimento no estaleiro naval está estimado em um total de 30 bilhões de dólares australianos (18 bilhões de euros).

    O custo total do programa, incluindo os submarinos, pode se aproximar dos 200 bilhões de euros ao longo dos próximos 30 anos. A Austrália também deverá obter a tecnologia necessária para construir seus próprios navios no futuro.

    Esses submarinos norte-americanos, cuja aquisição deve começar em 2032, estarão no centro do projeto de Camberra para ampliar a capacidade de ataque de longo alcance do país no Pacífico, região onde a China vem expandindo sua influência.

    Segundo o ministro da Defesa, Richard Marles, o novo estaleiro naval — que será construído perto de Adelaide, no sudeste do país — será um elemento-chave do programa.

    “A transformação em curso em Osborne demonstra que a Austrália está no caminho certo para desenvolver a capacidade soberana de fabricar nossos próprios submarinos de propulsão nuclear nas próximas décadas”, afirmou.

    O projeto desencadeou uma grave e prolongada crise diplomática com a França em 2021. Camberra havia escolhido inicialmente equipamentos franceses em um contrato bilionário, antes de cancelá-lo e aderir ao programa AUKUS, a aliança de segurança com Estados Unidos e Reino Unido.

    Austrália anuncia investimento em estaleiro que vai construir submarinos nucleares

  • Microsoft: IA vai automatizar trabalho de escritório em 18 meses

    Microsoft: IA vai automatizar trabalho de escritório em 18 meses

    O CEO da Microsoft AI, Mustafa Suleyman, acredita que trabalhos advogado, contabilista, gestor de projeto ou na área do marketing – onde se recorre a um computador – terão tarefas 100% automatizadas nos próximos 18 meses.

    O CEO da divisão de Inteligência Artificial da Microsoft, Mustafa Suleyman, afirmou em entrevista ao Financial Times que, no ritmo em que a tecnologia está avançando, alguns trabalhos de escritório podem desaparecer em pouco mais de um ano.

    “Trabalho de escritório, em que você está sentado no computador, seja como advogado, contador, gerente de projeto ou profissional de marketing — a maioria dessas tarefas estará 100% automatizada por Inteligência Artificial nos próximos 12 a 18 meses”, declarou Suleyman.

    A previsão do líder da Microsoft AI se baseia no fato de que a empresa está desenvolvendo modelos de Inteligência Artificial que, segundo ele, serão capazes de desempenhar tarefas atualmente realizadas por trabalhadores de escritório em computadores.

    Além disso, Suleyman acrescentou que agentes de Inteligência Artificial devem se tornar ainda mais eficientes na coordenação de atividades em grandes empresas nos próximos dois a três anos.

    “Melhor conselho de carreira”

    Cofundador e ex-líder da DeepMind, da Google, e atual CEO da divisão de Inteligência Artificial da Microsoft, Mustafa Suleyman compartilhou em sua página na rede social X o que considera ser o “melhor conselho de carreira” que já recebeu.

    “Se uma oportunidade é um pouco intimidadora e parece um desafio, então provavelmente é a oportunidade certa”, escreveu Suleyman na plataforma.

    Vale lembrar que Suleyman ajudou a fundar a DeepMind em 2010, e que a empresa de Inteligência Artificial foi adquirida pela Google em 2014 por cerca de 400 milhões de libras (455,4 milhões de euros). Em 2019, ele se juntou oficialmente à Google e deixou a gigante de tecnologia em 2022 para fundar a Inflection AI.

    Ao observar a trajetória de Suleyman, fica claro que o conselho que ele compartilha agora na rede social X é algo que parece ter seguido ao longo da carreira. A julgar por publicações anteriores, ele também procura contratar pessoas com a mesma disposição para assumir riscos.

    “Prefiro contratar alguém que assumiu grandes riscos e falhou do que alguém que jogou pelo seguro e acertou”, escreveu Suleyman em outra publicação na plataforma.

    Microsoft: IA vai automatizar trabalho de escritório em 18 meses

  • Príncipe William queria tio Andrew banido da realeza há anos

    Príncipe William queria tio Andrew banido da realeza há anos

    O príncipe William era a favor da saída da realeza do tio Andrew há anos – muito antes de lhe terem sido retirados os títulos reais por causa da sua ligação a Jeffrey Epstein.

    Muito antes de Prince Andrew ser afastado da vida pública da realeza, Prince William já defendia sua saída da família real.

    O jornalista Russell Myers detalha a postura do príncipe de Gales em relação ao tio em seu novo livro, William and Catherine: The Monarchy’s New Era: The Inside Story, que será lançado em 10 de março.

    O jornal The Mirror publicou um trecho da obra e afirma que William conversou com o pai, Charles III, após a entrevista de Andrew à BBC, em 2019 — na qual falou sobre suas ligações com Jeffrey Epstein — e pediu ao então príncipe Charles e à Elizabeth II que tomassem providências.

    “Quando você entende que tudo o que acontece aqui e agora afeta o futuro, inclusive o futuro de William, fica muito fácil se colocar no lugar dele. Ele nunca gostou muito do tio e queria se livrar dele imediatamente, antes que a situação piorasse ainda mais”, comentou uma fonte.

    “A opinião de William era que ele [Andrew] se meteu nessa confusão sozinho, então deveria ser deixado para resolver o problema longe da família”, acrescentou.

    Na época, a entrevista de Andrew gerou grande repercussão, e ele se afastou de suas funções públicas como membro da família real. Ainda assim, continuou participando de eventos familiares, como celebrações religiosas e funerais.

    Uma fonte do palácio, próxima a William, afirmou: “O príncipe de Gales foi categórico ao dizer que todo o episódio jamais seria esquecido e que, independentemente do que os outros pensassem, não havia absolutamente nenhuma vantagem em proteger Andrew. A opinião dele era que Andrew não deveria estar perto da família sob nenhuma circunstância — nem por associação, nem em eventos familiares, em lugar algum”.

    “Cada vez que surgia uma nova revelação, sem que ninguém soubesse quando viria ou qual seria a próxima, isso manchava a reputação de toda a família”, continuou a fonte.

    Apesar de Elizabeth II ter tentado, de certa forma, proteger o filho, quando Charles III subiu ao trono retirou todos os títulos reais do irmão no ano passado e determinou que ele deixasse sua residência oficial.

    William e Kate se manifestam sobre o caso Epstein

    Recentemente, pela primeira vez, o príncipe William e Catherine, Princess of Wales comentaram publicamente o polêmico caso envolvendo Jeffrey Epstein e o ex-príncipe Andrew.

    Os príncipes de Gales disseram estar “profundamente preocupados” e afirmaram que “os pensamentos continuam voltados às vítimas” de Epstein, que foi acusado e condenado por crimes sexuais.

    Enquanto isso, o rei Charles III também se pronunciou sobre o escândalo envolvendo seu irmão.

    “O rei deixou claro, em palavras e por meio de ações sem precedentes, sua profunda preocupação com as alegações que continuam surgindo em relação à conduta do Sr. Mountbatten-Windsor”, declarou um porta-voz do Buckingham Palace.

    Príncipe William queria tio Andrew banido da realeza há anos